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porque convergimos e integramos com AMOR, VERDADE, RETIDÃO, PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA

dedicamos este espaço a todos que estão na busca de agregar idéias sobre a condição humana no mundo contemporâneo, através de uma perspectiva holística, cujos saberes oriundos da filosofia, ciência e espiritualidade nunca são divergentes; pelo contrário exige-nos uma postura convergente àquilo que nos move ao conhecimento do homem e das coisas.
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.

"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber

PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO

O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).

"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 44... CAPITULO 6

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 44... CAPITULO 6 ... A TRÍADE CULTURA-EDUCAÇÃO-CIVILIZAÇÃO PARTE I TESE DE DOUTORADO..obs.: Prezados leitores quem quiser continuar acompanhar a série TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS E EXTRAORDINÁRIAS (O QUE É A GRANDE FRATERNIDADE BRANCA: UMA HIERARQUIA ESPIRITUAL CRIADA POR DEUS! – PARTE 1, 2, 3, ...”n”)....por favor visite o site no link http://bernardomelgaco.blogspot.com.br/ .ou o site Educação Para o Terceiro Milênio ver link... https://www.facebook.com/EducacaoParaOTerceiroMilenio Obrigado... Namastê! “Senhor, eu sei que Tu me Sondas...” “Conhece-te a ti mesmo” – Sócrates (ver link...carta encíclica ”fé e razão” do Papa João Paulo II.. http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_15101998_fides-et-ratio_po.html) “All you need is love” (Lennon/MaCartney) "o problema humano é o mesmo do problema divino quando se consegue responder um então conseguimos responder o outro" Bernardo Melgaço da Silva “O Humano e Deus são os dois lados da mesma moeda” Bernardo Melgaço da Silva “A busca da felicidade, é a mesma busca da verdadeira identidade de quem somos nós!” Bernardo Melgaço da Silva “O medo humano é decorrente da falta de fé em Deus. Assim, quando adquirimos a fé em Deus de forma inabalável junto com a fé vem também a coragem, a prudência e a humildade. Por isso, o problema humano se torna um problema divino: a fé pura incondicional de Deus.” Bernardo Melgaço da Silva “Eu Sou a Poderosa Presença Divina em Ação” HAJA LUZ/PONTE PARA A LIBERDADE "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertara"- João 8:32 INTRODUÇÃO “All you need is love” (Lennon/MaCartney) A EDUCAÇÃO E O CONTEXTO DA PROFECIA EVIDENTE A palavra cultura vem sendo interpretada, nos dias de hoje, de diversas maneiras e visões. É comum se usar a expressão “apoio cultural” para indicar o incentivo de um empresário a um determinado evento artístico. O que significa afinal a expressão “cultura”? E qual a sua relação com a educação? Acredito que o significado da expressão “cultura” vai muito além das nossas interpretações comuns e imediatas. Buscar as raizes do significado original é o primeiro passo para a compreensão da sua dimensão no espaço social e espiritual. As palavras “cultura, culto e colonização” derivam do “mesmo verbo latino colo, cujo particípio passado é cultus e o particípio futuro é culturus. Colo significou, na língua de Roma, eu moro, eu ocupo a terra, e, por extensão, eu trabalho, eu cultivo o campo. Um herdeiro antigo de colo é incola, o habitante; outro é inquilinus, aquele que reside em terra alheia. Quanto a agrícola, já pertence a um segundo plano semântico vinculado à idéia de trabalho. A ação expressa neste colo, no chamado sistema verbal do presente, denota alguma coisa de incompleto e transitivo. É o movimento que passa, ou passava, de um agente para um objeto. Colo é a matriz de colonia enquanto espaço que se está ocupando, terra ou povo que se pode trabalhar e sujeitar” (BOSI, 1994, p.11). Assim, de “cultum, supino de colo, deriva outro particípio: o futuro, culturus, o que se vai trabalhar, o que se quer cultivar. O termo na sua forma substantiva, aplicava-se tanto às labutas do solo, a agri-cultura, quanto ao trabalho feito no ser humano desde a infância; e nesta última acepção vertia romanamente o grego paideia. O seu significado mais geral conserva-se até nossos dias. Cultura é o conjunto das práticas, das técnicas, dos símbolos e dos valores que se devem transmitir às novas gerações para garantir a reprodução de um estado de coexistência social. A educação é o momento institucional marcado do processo... Cultura supõe uma consciência grupal operosa que desentranha da vida presente os planos para o futuro” (BOSI, idem, p.16). Nesse sentido, o binômio culto-cultura é um vetor de transformação, ou seja, um sentido de transformação em que o homem se apoia para subsistir. É a semente da cultura absorvida tanto pelo solo quanto pela consciência humana. O “solo” é tanto um espaço objetivo externo quanto um espaço subjetivo interno onde se processa o caminhar material e espiritual da vida humana. A terra-chão é um espaço onde a semente de natureza orgânica é plantada. A consciência é um espaço interno onde a natureza humana colhe as idéias, os valores morais e os princípios éticos plantados. O tempo racional é o sentido entrópico. Quando o homem faz da sua consciência um solo sensível, ele muda o sentido da transformação. E em conseqüência disso, a terra deixa de ser aquilo que o homem vê e trabalha para transformar fora de si, e passa a ser o que ele é e trabalha para transformar sintropicamente dentro de si: além do tempo racional. Nesse contexto, a palavra cultura tem duas naturezas de significados. O primeiro se refere a todo o esforço de criação e transformação na sua relação com o mundo concreto. E o segundo se refere a todo esforço de criação e transformação na sua relação consigo mesmo (mundo abstrato da consciência). Na relação entre essas duas forças externa e interna da cultura, nasce portanto a civilização. Durante muito tempo, “houve uma questão de nomenclatura que separou os pensadores: a essa altura, a maior parte dos autores franceses tendia a confundir “cultura” e “civilização”, enquanto os alemães, vendo uma nítida diferença entre Bildung e Kultur, davam à primeira uma acepção mais intelectual. Na realidade, mesmo em francês, a palavra “cultura” tem um som mais espiritual: dir-se-ia, por exemplo, que a mediocridade das civilizações primitivas não nos deve enganar acerca de seus valores culturais; ou que uma nação pode ocultar, por trás de exterioridades muito civilizadas, uma cultura medíocre. Com o filósofo alemão Hegel, poderíamos aqui distinguir uma dupla marcha do espírito “subjetivo” e a do espírito “objetivo”. Falamos de cultura quando vemos o espírito humano criticar suas atividades, seus métodos, suas aquisições, seu progresso, e tentar melhorá-los para se libertar de seus próprios limites e de tudo que, partindo do interior, obstacula seu desabrochar. Por outro lado, falamos de civilização quando o espírito humano critica suas realizações externas, com o fito de se libertar daquilo que no exterior, se opõe à sua verdadeira condição. Pertencem pois à cultura as concepções, as teorias, os conhecimentos, as reflexões que formam a urdidura das religiões, das ciências, das artes, das técnicas..., à civilização pertencem, de preferência, as projeções concretas ou as realizações destas diversas conquistas da cultura. Assim, as leis eletromecânicas pertencem à cultura, porque elas são uma conquista do espírito sobre a ignorância atávica do mundo material; mas um trem elétrico é um produto da civilização, porque é ele uma vitória “realizada” pelo homem sobre o mundo material. Noutros termos, cada vez que o homem exerce seu esforço sobre si mesmo, fala-se de cultura; quando ele modifica o mundo, fala-se de civilização” (LALOUP & NÉLIS, 1966, pp.20-21). Agora, podemos retornar a discussão inicial entre cultura e educação. Entendo que cultura significa, portanto, o processo pelo qual o homem cria e modifica o seu espaço físico e psicológico na intenção de melhorar as qualidades e modos de viver em conjunto. Ela é em síntese um processo de repetição de um culto conscientemente escolhido ou inconscientemente herdado. E a educação é o processo pelo qual a cultura orienta ou condiciona à construção da civilização. Em outras palavras, a educação é o esforço de sistematização e orientação de um determinado conjunto de conhecimentos, crenças, símbolos, técnicas, hábitos e costumes intrínsecos a uma determinada cultura num espaço de formação fisiológica, psicológica ou ontológica do ser. A educação é assim melhor compreendida como um esforço ou trabalho de transformação ética, estética e técnica da cultura em modelos de civilização. A educação é “ação exercida, isto é, processo, dinamismo, atividade pela qual a geração adulta transmite o seu patrimônio cultural, a sua herança social às gerações imaturas” (TORRE, 1976, p.228). O conceito de educação aqui adotado tem também a seguinte conotação: “Educação é o processo que visa a levar o indivíduo, concomitantemente, a explicitar as suas virtualidades e a encontrar-se com a realidade, para na mesma atuar de maneira consciente, eficiente e responsável, a fim de serem atendidas necessidades e aspirações pessoais e sociais. O presente conceito focaliza, primordialmente, o homem, como centro e objeto fundamental da educação, porque dentro das circunstâncias em que se processa o fenômeno “vida humana”, ele, individualmente ou em grupo, é responsável pelo seu próprio destino. A educação tem de ajudar o indivíduo a se revelar como pessoa. Tem de ajudar o indivíduo a manifestar, de forma atuante, as suas potencialidades, a fim de que possa dizer “para que veio ao mundo”. Mas tudo isso tem de ser feito em consonância com a realidade de suas possibilidades e do mundo exterior. Só assim a educação não será alienada. Não uma educação para as nuvens, mas para a objetividade [e interioridade], a fim de que o esforço humano tenha um sentido de ajuda a si mesmo. Este encontro com a realidade não deve ser os limites fechados do “puro pragmatismo” ou do estrito “cientificismo”, porque seria matar muito do que o ser humano tem dentro de si...O encontro com a realidade tem por obrigação convencer o homem da inelutabilidade do princípio de causa e efeito e que lhe dará meios para torná-lo senhor do seu próprio destino. Tem por obrigação, também, despertá-lo para o estético, a fim de sensibilizá-lo para o belo que possa apreender em toda parte e em todos os fenômenos e que ele mesmo possa criar. Obrigação mais de sacudi-lo para a sua condição social, de convívio com seus semelhantes. Obrigação, além disso, de conscientizá-lo para o transcendental, em que todo o científico, o estético e o social podem alcançar uma dimensão maior” (ANÔNIMO, Caderno de Estudos, p.5). Na relação professor/aluno o professor é o educador e o aluno o educando. O primeiro é o “agri-cultor” e o segundo o solo onde se planta a semente do conhecimento. As relações humanas estão sustentadas por esse princípio cultural. De um lado o “agri-cultor” e do outro aquele que recebe a cultura (o solo). A partir dessa visão podemos agora compreender a importância da cultura e da educação na sociedade humana. A cultura, a educação e a civilização são portanto inerentes à condição evolutiva humana. A palavra cultura muitas das vezes é empregada de forma reducionista e promocional. Usa-se essa expressão, como tantas outras, no bojo da incompreensão dos seus verdadeiros significados. E assim educa-se a criança, o jovem e o adulto não se sabendo em que contexto cultural está se apoiando para edificar o caráter do ser humano. Uma multidão de indivíduos é “educada” segundo as convenções e os interesses promocionais econômicos em jogo. Em outras palavras, planta-se o que está em moda e que tem retorno político ou promocional. A cultura passa ser um movimento natural que conduz a todos a um grau de realização individual e social altamente questionável. As forças desse movimento empurram e obrigam as consciências em desenvolvimento na mesma direção das “consciências desenvolvidas”. Forma-se, então, uma relação de dependência entre os do primeiro grupo (“culturalmente”) desenvolvido e os do segundo grupo (“culturalmente”) menos desenvolvido. Nesse contexto, o significado de cultura perde o seu significado original relacionado ao ato espontâneo de plantar e cuidar do solo e da consciência. E começa a ser definido e compreendido como sendo parte de um ato premeditado de poder utilitário das camadas mais privilegiadas sobre as camadas menos privilegiadas. Em outras palavras, perde-se o sentido ético e no seu lugar é estabelecida uma visão consumista de propagação de valores morais e de idéias oriundas de interesses de grupos particulares ou de uma determinada força social privilegiada em busca da manutenção do poder e do controle social. O grupo social menos privilegiado se torna “massa” de um bolo a ser confeccionado pelas mãos caprichosas dos seus mentores. Assim sendo, recuperar o sentido verdadeiro da cultura é antes de tudo recuperar o sentido ético e espiritual da existência humana, ou seja, o que importa não é só o que se planta, mas principalmente como se planta. E qual é a finalidade e em que condições se é plantado. Se o cultivo é feito apenas para obtenção de resultados promocionais de momento, ou, se é feito objetivando o aprimoramento das qualidades éticas e espirituais intrínsecas na formação do caráter da pessoa humana. O processo cultural tem, portanto, um duplo caminho de realização e valoração. Discernir a diferença entre esses dois caminhos exige sensibilidade desenvolvida. Exige primeiro um aprimoramento das qualidades do ser humano. A vida moderna está submersa num mundo de consumo, de idéias, de valores morais, de mercadorias, de dinheiro, de poder, de fama, de facilidades, etc. Por isso, a discussão do que entendemos por “cultura” e “educação” são oportunas, diante do perigo de continuarmos a alimentar um processo que não conduzirá a sociedade a uma transformação autêntica na direção da paz e da felicidade incondicional. Nesse sentido, a escola deveria ser o espaço de agregação (de consciências) em torno de questões que dizem respeito a dor da alma, a ética, a paz interior, a liberdade incondicional, o amor incondicional, o respeito ao próximo e a sutil intimidade entre o homem e Deus-Pai. [MESTRE]: "Levantai ao alto os vossos olhos e vede quem criou [ou lhe ensinou todas] estas coisas" - Isaías. Libertar-se significa, “em essência, pensar por si próprio, não depender de qualquer tipo de muleta. Esta é a meta da educação ideal. O que vemos hoje, porém, é um ensino organizado para a manutenção e reprodução do sistema sócio-econômico vigente, em que a aceitação e a obediência à sociedade são os parâmetros básicos” (CARVALHO, Revista Planeta, p.28). O tema do filme AO MESTRE COM CARINHO (com o ator Sidney Poitier no personagem principal) se encaixa nos momentos presentes das nossas escolas, faculdades e universidades. Vejo que a relação entre professor e aluno está se deteriorando. E a causa principal decorre da insensibilidade humana na excessiva preocupação de direcionar a produção do saber para o universo das técnicas racionais, dos cálculos e das questões pertinentes à "se resolver problemas" de ordem profissional/tecnológica/econômica. Vemos assim “que em nenhum de seus aspectos nucleares a realidade permanece subtraída aos raios da modernidade: nesta o homem é concebido como sujeito onipotente, a vida como produção e consumo, a natureza como matéria-prima, o trabalho como instrumento de produção, a linguagem como código, e assim por diante. Sob todos esses aspectos o que se percebe é que na modernidade a maioridade do homem foi buscada à custa de um distanciamento abissal das fontes elementares da vida e da cultura” (COSTA SANTOS, 1994, p.51) Nesse mundo moderno de grandes mudanças de paradigmas tecnológicos o ambiente da escola está se transformando num espaço de discussão excessivamente tecnológica/econômica. Sobra muito pouco espaço para uma reflexão mais profunda, ou seja, para se "levantar os olhos para o alto". A ciência e o ensino profissional estão se tornando frios, sem visão ética e, portanto, sem amor. Nesse contexto, o que "vale mais" é "conhecer as regras e as técnicas" para se resolver problemas de equações puramente racionais. Não está havendo muito espaço para se discutir aspectos filosóficos e éticos sagrados. Quando se discute os problemas éticos geralmente se cai nos discursos morais. E por isso mesmo o homem moderno vem perdendo o rumo de sua individualidade e de sua dimensão pessoal sagrada/transcendental. O ensino moderno está se tornando "técnico e socialmente econômico". E o trabalho socialmente necessário está, por sua vez, se transformando em "trabalho individualmente conveniente". Os espaços do ensino "socialmente econômico" e do trabalho "individualmente conveniente" estão determinando as relações do saber e os modos de ver o mundo. Entendo que na escola, supostamente com professores ou indivíduos mais esclarecidos e mais vividos, o aluno ou aprendiz procura confiante o caminho desconhecido do saber essencial para o seu equilíbrio psíquico e espiritual/ontológico. É na escola que o aluno deve (ou deveria sempre) encontrar o suporte psíquico e espiritual que no mundo conturbado do trabalho, da rua e de sua própria casa (na maioria dos casos) ele não encontra. Até porque, o aluno como indivíduo no contexto da interdependência do trabalho socialmente necessário, fica continuamente preocupado pensando nas necessidades materiais de sua casa (principalmente os alunos que trabalham de dia e estudam a noite). E quando está em casa, fica continuamente preocupado pensando nas obrigações psíquicas do trabalho. Nesse círculo vicioso, esse estudante moderno não consegue refletir e ver uma saída eticamente equilibrada para a sua vida social, profissional, afetiva e familiar. A idéia moderna de ensino está muito distante do caminho apontado tanto por Einstein quanto por Jesus Cristo. O “móvel do lucro, conjugado com a concorrência entre capitalistas, é responsável por uma instabilidade na acumulação e utilização do capital que conduz a depressões cada vez mais graves. A concorrência sem limites leva a um enorme desperdício de trabalho e à frustração da consciência social dos indivíduos. É essa frustração dos indivíduos que eu considero o pior mal do capitalismo. Todo nosso sistema educativo sofre desse mal. Inculca-se uma atitude exageradamente competitiva no estudante, que é educado na idolatria do êxito lucrativo como preparação para sua carreira futura" (A. Einstein, apud CLARET, 1986, pp.78-80). Em suma, “ao tentarem se libertar da tirania dos valores religiosos petrificados, os séculos XVIII e XIX passaram da conta e acabaram por jogar fora o bebê junto com a água do banho. Ao rejeitar todos os valores religiosos e, na verdade, todos os valores intrínsecos, estavam preparando o cenário para uma época de vácuo valorativo e para o reinado do niilismo e dos valores instrumentais" (SKOLIMOWSKI, 1989, p.6). A visão econômica/comercial dentro do espaço da escola está definindo uma nova base de relação/comunicação entre níveis diferentes de visão de mundo, de compreensão, de saber e de experiência de vida. Estas relações do saber estão se deteriorando nos papéis que atualmente esses personagens estão assumindo: o professor como "produtor/comerciante" e o aluno como "cliente/consumidor". E isso é tão verdade que em algumas instituições de ensino o aluno é visto como um "cliente" que deve ser "bem atendido". Nesse sentido, nossas escolas estão se transformando em supermercados, lojas, fábricas, emissoras de rádio ou estúdio de televisão. O saber virou produto de consumo de "fácil utilização e benefício". Isto se deve não por causa unicamente dessas instituições formais de ensino, mas porque elas mesmas estão inseridas numa grande cadeia de produção de bens/valores econômicos. Inserida nesse contexto as escolas servem e são servidas pela cadeia de produção. Quero crer “que a busca da pseudo-segurança esteja aumentando entre a geração mais jovem de estudiosos, que agora estão fazendo os seus cursos de extensão universitária. Atormentados por dificuldades financeiras e familiais, anseiam por aprender uma técnica eficientemente misteriosa que o homem de negócios ou o administrador oficial não entendam direito. Dessa maneira, adquirem um rótulo profissional e prosseguem no seu afã de ganhar a vida. A difusão dos estereótipos mais simples e das banalidades intelectuais provenientes da tradição empirista e racionalista, entre as seções influentes da população leiga, também estimula essa tendência. O homem de negócios prático, o presidente do colégio e o diretor de fundação não vacilam em dar apoio financeiro e administrativo a “projetos” que acentuam pesadamente os escassos resultados técnicos, racionalizando que, algum dia, eles “se pagarão” com aumentos de compreensão e bem-estar. Tais fatores sociológicos reforçam os fatores intelectuais e geram a possibilidade de que as ciências sociais venham a esterilizar-se. Felizmente, as tradições intelectuais concorrentes e as forças sociais poderão impedir esse resultado” (MOORE, 1972, p.83). Isaías (o profeta), para mim era mais do que profeta. Era também um religioso, filósofo e cientista sagrado. As vezes me surpreendo com suas mensagens de grande sutileza e beleza. Hoje, a busca do homem moderno não é de encontrar, como Isaías, o nosso PAI ETERNO, mas sim de querer resolver problemas e situações que o próprio indivíduo criou. Nesse sentido, as nossas instituições formais de ensino não conseguem harmonizar o interesse social dos problemas materiais com o interesse pessoal de autotranscendência. De modo que, disciplinas que poderiam abrir um caminho de reflexão para o saber tradicional são consideradas de "baixo valor no mercado". E por isso mesmo pouco procuradas pelos "clientes" (os alunos) e oferecidas pelos "produtores" (as escolas). Como por exemplo a filosofia. E a ioga, nem se pode falar, pois esta é considerada pela maioria dos professores como uma prática "mística" e portanto fora do contexto do ensino técnico moderno formal. Dessa forma, é mais do que necessário distinguir as ações boas das ações perversas, os eventos bons dos eventos ruins, os ensinamentos essenciais dos ensinamentos chulos e desnecessários. O projeto educacional-cultural, deve portanto levar em conta os aspectos filosóficos, teológicos, espirituais, artísticos, místicos, científicos e humanos como pano de fundo do processo de formação do caráter e da consciência amorosa social. Promover eventos que tenham essas qualidades implica assumir um compromisso, não com o sucesso imediato, mas com a história, a ética e o futuro de paz e sabedoria mais profunda em todos. Um dado curioso: “são poucos os considerados mestres da humanidade - o próprio Sócrates, Lao-Tsé, Buda, Cristo, ou, mais recentemente, Krishnamurti - que tenham chegado a dedicar alguma palavra à educação. Esse aparente descaso demonstra que ou eles não consideravam a formação da criança e do jovem como um fator importante ou, muito pelo contrário, consideravam-na tão vital que evitaram fazer discursos e teorias sobre essa prática - sabendo, é claro, que discursos e teorias só poderiam gerar mais e mais poder. Em suas poucas palavras sobre a educação, estes homens preocupados com a humanidade - e não com países, partidos, facções, famílias - disseram apenas que a convivência com a criança e o ensinamento ao jovem têm relação apenas com o carinho, a atenção, a serenidade, o afeto, o simples acompanhamento. Ou seja: educar tem relação apenas com o amor. Educar não tem, dessa forma, qualquer relação com as diferentes e cada vez mais mirabolantes técnicas, criadas a cada dia por um novo instituto - e que se tornam mais um motivo para a luta entre facções cheias de raiva, de preconceitos, de agressividade e que, afinal, só servem para mais uma vez humilhar e manipular o aluno” (CARVALHO, s.d., pp.31-32). Nesse sentido, não se deveria oferecer ao ignorante mais ignorância. Não se deveria oferecer ao alcoólatra mais bebidas alcoólicas. Não se deveria oferecer ao pervertido instintivamente as delícias do vício instintivo. Não se deveria dar à sociedade o que é anti-social. Esse é um erro crasso que muitos governantes, educadores e empresários estão se deixando cair e/ou levar. É importante frisar que toda mudança tem resistência. O doente dificilmente assume a sua doença. E nem o louco reconhece a sua loucura. Todos resistem ao movimento que impulsiona à conversão verdadeira e correta. Na vida existem princípios não-humanos que orientam o ser para um caminho correto de evolução e expansão de valores nobres. Assim, incutir inteligentemente na sociedade uma disciplina cultural é um dever daqueles que estão colocados em postos chaves da estrutura governamental e educacional. Todavia, essa disciplina deve ser aquela que guarda em si a essência da virtude e das qualidades que almejamos num futuro de prosperidade de valores nobres. Isso porque nada cresce por acaso. O fruto não nasce por acaso. Um povo é feliz ou infeliz não porque o acaso quis. Mas, porque a cultura e a educação foram semeadas de forma adequada ou inadequada. Não devemos nos iludir com os cargos que assumimos. Devemos, isso sim acordar para o propósito do trabalho bem feito que dignifica a todos em todas as camadas sociais. As sociedades modernas estão presas em suas próprias grades culturais. Libertar as sociedades dessas grades requer antes de tudo um esforço pedagógico de autolibertação. A lógica clássica linear da razão pertence ao contexto do pensamento linear humano. E ela é a responsável pela lógica de construção da visão de mundo utilitário social. Assim, reeducar essa lógica clássica linear para o sentido humanista deve ser o desafio em direção à meta cultural de propagação de valores sadios. Dessa forma, a libertação das sociedades das mazelas do mundo contemporâneo vai exigir um trabalho cultural e educacional de transformação de alcance profundo na natureza humana. A doença que mais se alastra no mundo é a falta de liberdade. E também a falta de paz interior e fé sensível. Essa epidemia está matando homens, mulheres, crianças, jovens e idosos em toda parte do mundo. A vida saudável para todos não deve ser considerada uma utopia, mas uma conquista de fé e trabalho disciplinado inteligente e sensível. Frise-se o fato “de que é muito fácil encontrar livros, estudos e teses as mais díspares sobre qual deve ser a melhor técnica a ser usada pelo educador - e, ao contrário, é praticamente impossível encontrar publicações ou propostas que discutam uma necessidade que é vital para qualquer um que se pretenda educador: amar a criança, a liberdade, a vida” (CARVALHO, s.d., p.33). Toda proposta cultural e educacional inteligente e sensível deve estar direcionada para o propósito maior de reconduzir a sociedade a reencontrar as sua raizes ontológicas, ou seja, reencontrar a sua verdadeira identidade criadora de Amor em si mesma. Desenvolver na criança, no jovem e no adulto uma conduta sadia de respeito e cooperação para com o próximo é o primeiro esforço educacional-cultural que uma sociedade consciente deve fazer. Fomentar a idéia de uma evolução calcada no crescimento interior é o segundo passo. Lembrar que a natureza humana é caminho em direção a uma vida transcendental é o terceiro passo cultural. Facilitar e incentivar a pesquisa de culturas tradicionais sagradas é o quarto passo. Incentivar a disciplina do autoquestionamento e autodesenvolvimento pessoal como fórmula e solução dos problemas emocionais inerentes às relações sociais é o quinto passo importante. Em suma, produzir na consciência coletiva a esperança de que a vitória humana depende dela mesma na disciplina cultural sábia e sensível de valores genuinamente sagrados. A educação tem “de se inspirar na filosofia devido à convicção de que o homem não pode ser tratado como objeto, mas como algo excepcional, que se revela pela sua criatividade, sua tendência para a liberdade, sua capacidade de autolimitar-se e de aspirar, bem como pela sua inquietação interior, que o impele para o transcendental. Para todas essas características, o homem não pode ser manipulado como objeto, mas deve ser tratado como algo próprio, espontâneo, que traz dentro de si condições peculiares que precisam manifestar-se através das diferenças individuais. Assim, o homem não pode ser moldado ou sufocado, mas orientado para manifestar toda a sua originalidade, voltada para uma reflexão e atuação capazes de enriquecer a vida pessoal e a social. É a filosofia [ocidental e oriental], pois, que deve orientar o homem para o reconhecimento de certos valores inerentes à sua própria vida e elaborar outros que o tornem mais humano, mais consciente, mais responsável” (ANÔNIMO, Caderno de Estudos - JM, p.6). Essa base educacional-cultural-filosófica pode ser realizada simultaneamente ao processo de criação de eventos diversos: filmes, teatros, palestras, shows, encontros, passeios, visitas de caridade, etc. Essa visão e disposição de colaborar para o crescimento dos valores é sem dúvida a chave para o sucesso de uma sociedade íntegra. Os demais interesses são importantes num segundo plano de ação e intervenção. E nesse segundo plano as estratégias fazem sentido e alcançam respaldo na participação consciente de todos - ou quase todos - cidadãos. Em suma, planta-se o que é imprescindível (os princípios éticos humanos-divinos) e depois colhe-se o que é necessário (a infra-estrutura sócio-técnica). E não o contrário. O mundo psicológico da vida social está impregnado de valores daninhos. Nesse sentido, um projeto educacional-cultural que leve em conta essa questão já tem no início a visão correta da dimensão do problema. A seleção de valores é imprescindível. E essa seleção a nível da sociedade deve ter um plano educacional-cultural a altura da sua complexidade. Os valores são também nutrientes. E como tal podem fortalecer ou enfraquecer qualquer sociedade. O futuro é a colheita cultural. O presente é o culto que realizamos no processo histórico. É importante se frisar que nenhum evento, seja ele artístico ou não, está isento da força dos valores e da sua propagação. As músicas, por exemplo, carregam em si valores morais que são plantados (cultuados) sutilmente nas consciências-solos. E da mesma forma também a literatura, a pintura, o esporte, a ciência, a religião, etc. Tudo está impregnado de valores morais porque quem cria ou constrói o mundo social é o próprio homem consciente ou não da sua verdadeira identidade existencial. Hoje, temos uma civilização técnica industrial que tem em sua base uma cultura e uma educação tecnológica-econômica. Essa afirmativa pode ser constatada na dependência que temos ao valor econômico (dinheiro) e às tecnologias inventadas pelo homem moderno: televisão, computador, cinema, rádio, geladeira, ventilador, carro, etc. A imprensa brasileira “ficou debatendo a braguilha do Clinton e quase ninguém prestou atenção no discurso do presidente dos EUA...A questão central da ação do poder público, nos países industrializados, neste processo de preparação para o século 21 será a educação...Neste mesmo momento da história, o governo do Estado mais rico da federação, São Paulo, promove sorteios de vagas para as melhores escolas da rede pública. O sorteio de casa própria talvez tenha sido uma forma democrática e transparente de distribuir a escassez de moradia. Distribuir vagas nas escolas é um escândalo inaceitável” (MERCADANTE, 08/02/1998, p.5). Aqui cabe uma pergunta: o que mais o homem necessita em sua vida? Ou será que o homem não sabe o que ele quer realmente como prioridade? Por que é difícil decidir um caminho de realização pessoal? Qual é o papel da cultura e da educação nesse processo de decisão? Conduzir o homem com um cabresto? Ou será que é ajudá-lo a se reencontrar em si mesmo e descobrir o seu verdadeiro valor junto a natureza e aos seus semelhantes irmãos? A concepção de educação usada até hoje no Ocidente nasceu na Grécia, há dois mil anos. “E, ao contrário do que a propaganda política apregoa, a Grécia antiga não era um exemplo de liberdade: o grego era um homem muito mais preocupado com a cidadania - ou seja, a melhor maneira de servir ao sistema no poder e, por extensão, ao Estado - do que com o livre-pensar. Dessa forma, a educação grega era voltada basicamente para a formação de cidadãos e não de homens livres - exatamente como observamos hoje, no final do século XX. A exemplo de Esparta, que preparava as crianças para a guerra através de castigos corporais, ou como Atenas, que treinava intelectualmente os jovens para melhor servir ao sistema político-religioso que ora comandava a cidade, hoje o mundo ocidental treina seus filhos para servir ao poder, ao sistema, seja ele civil, religioso ou militar. Desde então, a educação não tem sido outra coisa que não o, digamos, assim, braço desarmado do poder. É a escola que dá condições para que o sistema se perpetue: qualquer pesquisa moderadamente isenta demonstra o quanto a criança perde em originalidade e criatividade a partir dos 7 anos quando começa a ser alfabetizada e obrigada a se amoldar ao que os educadores exigem. Como sabemos, originalidade e criatividade não são dons que o poder (seja ele qual for) vê com bons olhos: é muito mais fácil dominar aqueles que apenas repetem monotonamente as mesmas fórmulas. Assim, a partir dos 7 anos a criança começa a ser treinada para aceitar e defender a sociedade onde vive, com seu líderes, heróis, regras, tabus e absurdos. Como um animalzinho indefeso, é treinada para defender o modo de vida dos seus educadores, seja através da inteligência, da força ou das armas. É dobrada, humilhada, medida e ensinada a se conformar. Mas é também na Grécia que, até onde sabemos, surge a divisão entre aqueles poucos homens preocupados em preparar a criança para viver toda a plenitude do fato de serem humanos, inteligentes e livres versus aqueles outros, maioria, que querem treinar a criança, apenas para a obediência, a cidadania, o estar sempre-pronta-para-dar-a-resposta certa, a submissão a alguma coisa ou a alguém. Está claro que é praticamente impossível para um homem tornar-se livre se passa anos - da infância à idade adulta, da pré-escola à universidade - sendo treinado para dar apenas a resposta correta, submetido a uma hierarquia que não admite críticas. Ao mesmo tempo, é também óbvio que é mais fácil dominar esses seres humanos - o que demonstra, se houver ainda alguma dúvida, o quanto a educação serve apenas ao sistema dominante” (CARVALHO, s.d., pp.28-29). A educação e a cultura devem ser criadas para ajudar o homem a crescer. E não o homem ajudar a aumentar a cultura e a educação. Essa é a questão básica que devemos refletir em nosso íntimo. Tudo deve ser criado para a transcendência do homem. E não todos os homens criados para tudo o que é utilitário a sua volta. A cultura em seu sentido ético e espiritual tem por significado direcionar o homem para o seu autoconhecimento, a sua autoconquista na fé e na paz interior. A sociedade será sadia na medida que cada ser humano se torne sadio na prática de valores culturais-espirituais. A educação vai criar as condições para externalizar em ações o conhecimento sensível intuitivo dos princípios éticos que foram plantados no íntimo de cada um. Nesse contexto, o modo como os dados são transmitidos e armazenados podem tanto ajudar quanto prejudicar o indivíduo em seu processo de aprendizado e evolução. É indiscutível que o processo de memorização de uma máquina eletrônica é diferente do processo de assimilação crítica do ser humano. O que se realiza com máquinas, não se realiza da mesma forma no ser humano. E mesmo no contexto humano não existe um único padrão de assimilação onde o saber possa ser canalizado e orientado igualmente para todos. Os cientistas sociais “se equivocam, creio eu, quando afirmam que a dificuldade, puramente subjetiva, consiste na impossibilidade de enfiar as ideias certas em nossa cabeça. Na realidade, o problema é mais sutil e envolve não só o caráter dos materiais que estudamos, mas também as coisas que desejamos saber a respeito deles. Para que o conhecimento, em qualquer campo de investigação, seja transferível, é preciso que o próprio material exiba uniformidades e regularidades. Não podemos impor essa regularidade ao material com malabarismos intelectuais. É possível que tais uniformidades não só estejam ausentes; mas também em função de valores humanos importantes, que sejam os aspectos menos significativos do assunto que estudamos. Quando as uniformidades inexistem ou constituem para nós os aspectos menos significativos do material, nada ganhamos tentando ajustar o assunto, à força, a uma estrutura de generalizações científicas” (MOORE, 1972, p.123). Nesse sentido, nos tornamos conhecedores e desconhecedores daquilo que aprendemos no mundo social. Esse paradoxo sobrevive, cresce e nos cega. Descrever o paradoxo existencial é praticamente impossível. Só nos resta a utopia de verbalizar um fenômeno incomunicável. E a humildade de reconhecer os nossos limites ou limitações nessa (in)comunicação. Evoluímos da era das cavernas para a era dos computadores. Evoluímos da inteligência natural (dos machados de pedra) para a inteligência artificial (dos sistemas sofisticados de cisão a laser). Evoluímos das grutas-cavernas para as casas-grutas cercadas, arquitetadas, policiadas e governadas por robôs. Evoluímos da flecha envenenada para o canhão a laser e a bomba atômica. Evoluímos e, também, decaímos. Há no Brasil “uma crença segundo a qual é possível formar bolsões de paz numa sociedade cheia de assaltantes e misérias. Esses bolsões teriam como símbolo os edifícios gradeados, os condomínios e até mesmo bairro inteiro de algumas cidades” (GASPARI, 1/03/1998, p.12). O sentido de progresso social nos deu a ilusão de um caminho de “iluminação” e transcendência humana. A decadência individual se desenrolou por um caminho muito sutil em doses de programações “homeopáticas”. Nesse processo de superprogramação humana não tivemos a mínima chance de “ver” o programador. O programador veio se “ocultando” através de sua própria aparição e de sua história. Uma vez programado o homem tende cada vez mais a se identificar com a fonte da programação: a intervenção lógica da razão. A palavra “programação” tem duas partes: “programa” e “ação”. Por “programa” podemos entender um conjunto de informações estruturadas de acordo com uma lógica pré-determinada. E por “ação” podemos entender como sendo o movimento ou o trabalho de realização de um princípio da natureza. Fazendo uma analogia com o computador, podemos observar que o programa em sua ideia inicial é de origem externa à máquina, ou seja, de origem humana. É claro que existem programas que são criados pelas próprias máquinas. Mas, estas seguem uma programação-ideia humana. A fonte é humana. Sempre. Partindo desse pressuposto podemos compreender que de forma análoga o “programa” ou a “informação”, no universo humano, parte de uma fonte externa ao indivíduo. A ação da programação esta sim é intrínseca ao indivíduo, ou seja, é de natureza individual. Por isso mesmo, nenhuma fonte de informação externa ao indivíduo pode desprogramá-lo. A desprogramação é uma tarefa individual-pessoal em cada ser. É na ação intrínseca que está o mistério do equilíbrio dinâmico: programação x desprogramação humana. Na ação de conhecer-programar e na ação de autoconhecer-desprogramar: “morrer e nascer ontologicamente (consciência do ser)”. Nesse mundo sutil da superprogramação humana não temos nenhum poder de interferência na ação de desprogramação do “outro-indivíduo” (já constatei indivíduos que durante anos e anos de trabalho de terapia se tornarem semelhantes - em comportamento - aos seus terapeutas). Somente podemos desprogramar o nosso próprio programa humano. Todas as explicações, com o intuito de desprogramação, são inúteis, ou seja, nunca conseguem efetivamente a total desprogramação. O máximo que se consegue é deslocar a posição psicológica do indivíduo “assistido” para uma outra posição mais “normal” ou mais próximas dos padrões vigentes psicológicos da sociedade. Associar um fato a outro fato, para se encontrar uma causa, é estar mergulhando no oceano das programações da visão racional. Em síntese, reagimos através de programas que inconscientemente reconstruímos e criamos a cada instante em nossas experiências existenciais (subjetivas). Em certo sentido, somos muito mais robotizados do que os próprios robôs eletro-mecânicos. Ignorar ou mesmo negar isso é se esconder, no intuito de preservar, na idéia de “perfeição” que atribuímos as nossas imagens criadas de nós mesmos. Aceitar, entretanto, é um sinal de humildade e sabedoria em relação aos princípios da consciência-de-Deus. Um sábio oriental (Rajneesh) desse século chegou afirmar: “Através de livros nunca se chega ao caminho. Através de livros ouve-se apenas rumores sobre o caminho - apenas rumores de que o caminho existe, de que o caminho é possível, talvez em algum lugar o caminho exista - isso é tudo. Os livros podem apenas lhe dar rumores, eles não podem colocá-lo no caminho” A imprevisibilidade dos fenômenos da natureza associada à variabilidade do comportamento e condicionamento humano, incluindo o seu medo de viver, exige o aprimoramento do discernimento humano no sentido de antever e controlar o seu futuro de incertezas. Por mais que estudemos “e nos esforcemos para compreender o comportamento humano e seu desenvolvimento, ele sempre reserva surpresas e imprevistos. Antes de ser negativa, esta imprevisão e esta incerteza é que dão sabor, graça a beleza à vida humana. Esse desajuste do ser humano a padrões pré-estabelecidos é que produz o avanço, o progresso, a mudança. Como disse Piaget, é o desequilíbrio que gera o desenvolvimento, pois este “é uma equilibração progressiva, uma passagem contínua de um estado de menor equilíbrio para um estado de equilíbrio superior”” (ANÔNIMO, Caderno de Estudos JM, p.10) A contradição da existência humana dificulta esse caminho de aprimoramento, pois o passado não-transcendido, não-desprogramado e, portanto, não equilibrado, continua no presente e ameaça avançar até o futuro. Em outras palavras, o passado não resolvido no interior do homem é revigorado e cultuado no presente. Desse modo, o indivíduo não tendo concluído com sucesso um estágio existencial anseia assim mesmo iniciar um outro, precipitando-se em suas previsões ou obscurecendo a sua capacidade de abstração e conscientização. A cultura e a educação são fatores decisivos nesse processo de superação, desprogramação e iniciação-conscientização existencial. Elas podem, dependendo de como for feito, tanto ajudar o indivíduo a se libertar quanto ajudá-lo a se escravizar e se desequilibrar. O autoconhecimento intuitivo é determinante para equacionar essa dificuldade existencial. Assim, qualquer pessoa que (se) conhece intuitivamente os princípios naturais e humanos pode realizar profecias do tipo “evidentes”. A palavra profeta “é uma transcrição do termo grego prophétes, que é formada do verbo phemi, “dizer”, anunciar, e da preposição pro que aqui tem o sentido local de “na presença de”, “diante de”. Profeta é alguém que anuncia diante de outras pessoas alguma coisa da parte da divindade. Na literatura grega, o termo assumiu com freqüência o sentido de anunciar de antemão, mas não é esse o seu sentido primordial. Na Bíblia grega ele traduz o termo hebraico nabi, que parece derivar de uma raiz semítica que significa “chamar”. O nabi seria aquele que é chamado” (ASURMENDI, 1980, p.7). Hoje em dia encontramos várias pessoas dedicadas à tarefa de adivinhação ou previsão e de realização de profecias (”pré-visões”). Existem profecias que são direcionadas para um indivíduo ou grupos de indivíduos e outras direcionadas para um contexto social, político, econômico, etc. Existem as profecias videntes assim como existem também as profecias evidentes. As profecias videntes foram aquelas realizadas por Nostradamus. Nostradamus viu os fatos no futuro (séculos a frente) e contemplou a maioria de seus horrores. As profecias evidentes caracterizam-se pelas evidências do caminho da dor. E elas são realizadas baseando-se e inferindo-se a partir do caminho do Amor Matriz (Incondicional). Senhor, Eu sei que Tu me Sondas (música religiosa brasileira http://letras.mus.br/padre-marcelo-rossi/66350/ ). Bonita!!!!!!!!!!!!!!!!! Senhor, Eu sei que tu me sondas Sei também que me conheces Se me assento ou me levanto Conheces meus pensamentos Quer deitado ou quer andando Sabes todos os meus passos E antes que haja em mim palavras Sei que em tudo me conheces Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Deus, tu me cercaste em volta Tuas mãos em mim repousam Tal ciência, é grandiosa Não alcanço de tão alta Se eu subo até o céu Sei que ali também te encontro Se no abismo está minh'alma Sei que aí também me amas Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Senhor, eu sei que tu me amas (4 vezes) Refrão Sugiro que assistam seis vídeos na Internet: “Quem somos nós? (baseado na física quântica...ver link http://www.youtube.com/watch?v=WDXFRvbe2VY)”, “I AM” (Sobre Tom Shadyac) , “As Sete leis Espirituais do Sucesso – de Deepak Chopra”, “O Ponto de Mutação – baseado no livro de Fritjof Capra ”, “Conversando com Deus” – baseado no livro publicado por Neale Donald Walsch ... Conversando com Deus (título original em inglês: Conversations with God) é uma série de três livros publicada por Neale Donald Walsch, que afirma ter sido inspirado diretamente por Deus em seus escritos. Cada livro é escrito como um diálogo no qual Walsch faz perguntas e "Deus" as responde. Walsch afirma ainda que não se trata de canalizações, mas de inspirações divinas. Em 2006, um filme foi lançado sobre a história do autor e seus livros... Ver link http://pt.wikipedia.org/wiki/Conversando_com_Deus), “A Unidade das Religiões: O Amor Universal – no site da Organização Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Livros recomendados: “Mãos de Luz – de Barbara Ann Brennan, editora Pensamento”, “Medicina Vibracional – de Richard Gerber, editora Cultrix”, “Seu EU Sagrado – Dr. Wayne Dyer, Editora Nova Era”, “O Fluir do Amor Divino: Prema Vahini – Publicado por: Fundação Bhagavan Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Namastê! Prof. Bernardo Melgaço da Silva – pensador livre holístico-transcendental: filósofo (praticante), cientista e espiritualista – Professor Universitário Aposentado da URCA (Universidade Regional do Cariri –CE). e-mail: bernardomelgaco@gmail.com Facebook: Bernardo Melgaço da Silva/página Educação Para o Terceiro Milênio bernardomelgaco.blogspot.com Nota: Em 1992 e 1998 fiz dois trabalhos científicos: dissertação de mestrado e tese de doutorado respectivamente. E nesses dois trabalhos, que tem uma cópia de cada um na Universidade Federal do Rio de Janeiro (na biblioteca do Cento de Tecnologia –CT - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brasil), procurei mostrar (“explicar cientificamente”) o Caminho do Amor Divino que fiz em 1988. E quem desejar uma cópia dos meus trabalhos científicos envie um e-mail (eu tenho eles no formato Word) para mim, pois terei o maior prazer do mundo de compartilhar minhas pesquisas acadêmicas na UFRJ/COPPE. Namastê...obrigado!

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