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porque convergimos e integramos com AMOR, VERDADE, RETIDÃO, PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA

dedicamos este espaço a todos que estão na busca de agregar idéias sobre a condição humana no mundo contemporâneo, através de uma perspectiva holística, cujos saberes oriundos da filosofia, ciência e espiritualidade nunca são divergentes; pelo contrário exige-nos uma postura convergente àquilo que nos move ao conhecimento do homem e das coisas.
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.

"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber

PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO

O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).

"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein

terça-feira, 29 de junho de 2010

Pensamento para o Dia 29/06/2010




“Mesmo a casa mais confortável, equipada com todos os luxos que o homem pode desejar, mesmo pilhas de tesouros são impotentes para dotar alguém de paz (Shanti). Essa pode ser conseguida apenas pela rendição a Deus, que é o núcleo mais íntimo de uma pessoa, a própria fonte de toda a vida e do viver. Considere isso: aqueles com sorte suficiente para possuírem riqueza, ouro, propriedades e conforto estão tendo paz? NÃO! Homens altamente cultos ou de extraordinária beleza ou de força física sobre-humana ao menos todos esses estão em paz consigo mesmo e com o mundo? NÃO! Qual é a razão da miséria mesmo para eles? A razão é que eles se esqueceram da Base Divina da Criação, bem como ignoraram o Princípio Fundamental Absoluto. Todas as vidas vividas sem Fé e devoção pelo Único Supremo Senhor são horríveis; vidas gastas sem saborear o Néctar do Princípio Divino são todas oportunidades perdidas.”

Sathya Sai Baba

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Pensamento para o Dia 25/06/2010



“Obtenção de posições de autoridade e poder, de habilidade e inteligência que podem manipular pessoas e coisas, de fama e supremacia, de encanto pessoal, de boa saúde e felicidade ou de uma grande família com muitos filhos ou riqueza... nenhum desses pode conferir libertação. Você não pode alcançar libertação empreendendo sacrifícios, votos, caridade, peregrinação ou doações para projetos sagrados. Embora o mundo objetivo pareça real, você deve estar ciente de que está se iludindo. Você deve abandonar a ânsia por prazer decorrente dos objetos que surgem e atraem - agora e no futuro. Somente a renúncia pode levar à imortalidade. Você será libertado assim que renunciar a seu apego e desejo.”

Sathya Sai Baba

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Pensamento para o Dia 24/06/2010



“Por conta do impacto dos objetos externos sobre os sentidos da percepção, a pessoa experimenta prazer e se confunde tomando-o como se fosse néctar. Mas com o tempo, o prazer inicialmente confundido com néctar transforma-se em veneno amargo e desagradável. Esse tipo de felicidade é felicidade rajásica. Se alguém acolhe o prazer sensorial rajásico, sua força, consciência e inteligência para alcançar os quatro objetivos humanos — retidão (Dharma), riqueza (Artha), desejo correto (Kaama) e libertação (Moksha) — são enfraquecidos; o interesse e o desejo de atingir a bem-aventurança divina declinam.”

Sathya Sai Baba

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Pensamento para o Dia 23/06/2010



“Você deve saber que não há fim para as encarnações que Deus assume. Ele desceu inúmeras ocasiões. Às vezes, Ele vem com uma parte de Sua glória, às vezes para uma determinada tarefa, por vezes para transformar o tempo de toda uma era, o espaço inteiro de um continente, às vezes com o mais completo aparato de esplendor. O drama desempenhado pelo Senhor e os devotos atraídos para Ele é o assunto do Bhagavatha (histórias sobre a Glória de Deus). Ouvir essas histórias promove a realização de Deus. Muitos sábios têm testemunhado sua eficácia e exaltado a glória de Deus, e eles ajudaram a preservá-la para a posteridade.”

Sathya Sai Baba

terça-feira, 22 de junho de 2010

A PROFECIA ECOLÓGICA-ESPIRITUAL DE MINHA AMIGA IEDA




Os recentes acontecimentos nos Estados de Alagoas e Pernambuco me fizeram reprisar esse texto que criei já faz algum tempo.

No início da década de 80 decidi sair da casa de meu pai para ir morar sozinho. Um ano após minha saída, por questões econômicas, mudei de endereço no mesmo bairro do Flamengo. O Flamengo é um bairro nobre da zona sul do Rio de Janeiro. Os aluguéis lá eram e ainda são caros. Então, encontrei uma saída econômica que era morar num quarto alugado próximo à praia. E a moradora, uma gaucha de uns 40 anos de idade, me sub-alocou um pequeno quarto confortável para mim e meu irmão mais velho. Ieda era (ou é ainda (?)) uma mulher de convicções firmes e muito simpática. Sempre sorridente, Ieda cativava a todos com sua coragem , força de vontade e fé no processo de superação de uma doença raríssima no mundo. Era muito comum vê-la dopada para suportar as dores dos pequenos nódulos que surgiam por todo o seu corpo.

Num belo dia ela me contou como ficou sabendo, com bastante antecedência, o caminho de sofrimento que teria que passar nessa vida terrena. Contou-me ela que seu avô havia planejado ir à praia (no Rio Grande do Sul onde ela morava quando pequena) com ela e um garotinho. E assim aconteceu. Saíram cedo com o objetivo de voltar um pouco mais tarde. Em dada hora, o avô percebendo que precisava fazer o lanche que levara forrou a areia com um pano e retirou da sacola uma melancia para repartir entre eles. Buscou na sacola uma faca e foi aí que percebeu que havia esquecido a mesma em casa. Por um instante ficou confuso com o fato de ter esquecido a faca. Tentou encontrar uma maneira de executar a ação. Foi aí que de repente surgiu do nada uma figura humana de um velhinho vestido todo de branco. Seus cabelos eram brancos e possuía uma grande barba branca também. O velhinho se aproximou disposto a ajudá-los. Ele fez um sinal da cruz sobre a melancia, e a melancia se repartiu milagrosamente em quatro pedaços. Após esse feito ele se apresentou como sendo Jesus Cristo. E em seguida orientou o avô dela para que não continuasse mais batendo na esposa. E quanto a ela, disse: “Você terá uma doença muito rara no mundo. Mas, não se preocupe porque é para seu próprio bem devido aos karmas adquiridos em outras vidas”. Após essa fala ele profetizou o que iria acontecer com o ser humano devido a sua ação destruidora da natureza. Ele afirmou: “Tudo o que o homem toma ou interfere na natureza provocará uma ação contrária fazendo com que surjam tempestades e todo tipo de catástrofes que envolvem a natureza. A natureza vai querer tudo de volta!”. E segundo minha amiga Ieda ele mencionou algumas cidades onde ocorreriam essas catástrofes (p.ex.: Santa Catarina, Rio de Janeiro etc).

E a partir dessa história contada por Ieda fiquei atento aos desastres naturais. E toda vez que acontece um desastre “natural” lembro-me de Ieda e do velhinho espiritual. Quando é que finalmente admitiremos que tudo está interligado: o social, o natural e o espiritual? Hoje, se discute quanto tempo temos (se é que temos) ainda para consertar os erros do passado e do presente. O mundo vive apreensivo sobre o destino da humanidade caso ações concretas não sejam realizadas a tempo para mudar o rumo da intervenção desastrosa da vida humana na Terra. Tudo será afetado: água, solo, subsolo, ar, florestas, cidades etc.: “O Sertão virará mar, e o mar virará Sertão” diz a música sertaneja. A conta desses desastres será paga por todos, principalmente os mais pobres e carentes de recursos. No COP-15, em Copenhague, se discute um acordo de como repartir as responsabilidades, ônus e bônus. Mas, não há consenso de quanto cada um deverá investir e doar de si para salvar o planeta.

Enquanto isso, continuamos poluindo, desmatando e destruindo o que resta ainda de original e sagrado ao nosso redor.

Bernardo Melgaço da Silva

Pensamento para o Dia 22/06/2010



“A consciência de Deus (Brahman) não pode ser conquistada pelo acúmulo ou doação de riquezas. Ela também não pode ser alcançada através da leitura de textos, ascensão ao poder, aquisição de graus e diplomas ou realização de sacrifícios e rituais de acordo com as escrituras. O corpo é um formigueiro, com a mente no interior da cavidade. A mente tem escondida nela a serpente chamada ignorância (Ajnana). Essa serpente não pode ser morta recorrendo a atividades prazerosas (Kamya Karma). A sabedoria espiritual (Jnana) é a única arma que pode matar a serpente da ignorância. Somente a pessoa que tem fé pode garantir essa sabedoria espiritual.”

Sathya Sai Baba

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Pensamento para o Dia 21/06/2010



“Mesmo o oceano sem limites pode ser bebido com facilidade por alguém. Enormes montanhas podem ser arrancadas da face da terra com grande facilidade. As chamas de um enorme incêndio podem ser contidas com grande facilidade. Mas controlar a mente é muito mais difícil que todas essas coisas. Portanto, se alguém tem êxito em subjugar a mente, alcança a consciência da alma. Esse sucesso só pode surgir quando se sofrem muitas provações e negações. A bem-aventurança, que é o resultado desse esforço, é o mais elevado tipo de felicidade.”

Sathya Sai Baba

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Pensamento para o Dia 18/06/2010



“Todo ser vivo anseia por felicidade. Ele não deseja miséria. Alguns desejam obtenção de riquezas, alguns acreditam que ouro pode fazê-los felizes. Alguns acumulam artigos de luxo, alguns colecionam veículos, mas todos são compelidos a obter coisas que acreditam lhes dar alegria. Mas aqueles que sabem onde conseguir a verdadeira felicidade são muito poucos. Felicidade sátvica é de natureza tal que parece ser tóxica no começo, mas depois se transforma em néctar. Essa felicidade é conseguida através da consciência do Eu Superior usando práticas espirituais (Sadhana) preliminares como controle da mente (Sama), controle dos sentidos (Dama) etc., pelos quais é necessário passar inicialmente e que parecem difíceis e desagradáveis. Trata-se de luta e esforço. Assim, a reação pode ser amarga. Mas a bem-aventurança que se conquista depois é o mais elevado tipo de felicidade.”

SATHYA SAI BABA

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Pensamento para o Dia 16/06/2010



“As pessoas hoje acreditam que são o corpo, os sentidos etc. e anseiam por prazeres materiais. Elas se convencem de que esse prazer é necessário e, com essa noção equivocada, procuram satisfazer seus desejos. Iludem-se achando que podem garantir bem-aventurança cuidando do corpo e dos sentidos. Tais tentativas não podem assegurar bem-aventurança. O prazer obtido a partir de objetos externos traz junto tristeza, e essas tentativas de obter prazer são recompensadas com desilusão, derrota e desastre. Os três textos-fonte (Upanishads, Brahma Sutra e Bhagavad Gita) claramente exortam que VOCÊ é a própria personificação da bem-aventurança (Ananda). Eles auxiliam as pessoas a atingirem a mais elevada sabedoria.”

Sathya Sai Baba

terça-feira, 15 de junho de 2010

Pensamento para o Dia 15/06/2010


“Em tempos idos, em qualquer região, quando as pessoas eram afligidas por medo ou ansiedade, ou quando as fontes de alegria e contentamento secavam, elas determinavam a causa da calamidade como alguma falta ou falha no culto oferecido a Deus nos templos dessa área. Elas procuravam identificar tais erros e corrigi-los, de modo que pudessem ter paz interior. Elas acreditavam que a crise poderia ser controlada através desses meios. Tais atos são agora agrupados e chamados de "superstições" e são ignorados. De modo algum, isso não é superstição. Os antigos compreendiam a verdade suprema somente depois de experimentar pessoalmente sua validade.”

Sathya Sai Baba

sexta-feira, 11 de junho de 2010

I ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDANTES, GESTORES E EXCLUÍDOS DA PRODUÇÃO SOCIAL

I ENEGEP'S

(Chamada do I Encontro (ENEGEPS – idealizado por mim e pelo Prof. Miguel de Simoni) que não ocorreu na UFRJ EM 1999)

O objetivo do encontro é proporcionar um espaço de reflexão de forma que as pessoas compartilhem suas visões de mundo e apresentem suas histórias, suas afinidades, suas descobertas ou seus trabalhos acerca do processo inevitável de crescente exclusão social que está em curso atualmente nas sociedades modernas. Os modos de organização do trabalho e os mecanismos de distribuição de renda sustentados por uma base moral ("ética") corporativista e concentradora de capital, estão produzindo um espaço social desequilibrado tendo como conseqüência a formação de verdadeiros feudos neoliberais e "neotecno-ideo-lógicos" interligados em rede. Em outras palavras, os paradigmas vigentes baseados nas inovações tecnológicas recentes, principalmente aqueles engendrados pela micro-eletrônica e informática, associados a uma ideologia competitiva, tecnológica e, portanto, eficiente e produtivamente modernizadora são co-responsáveis por uma alienação de valores éticos. Tal alienação tem como efeito a desintegração dos elos afetivos das relações solidárias-cooperativas e das estruturas conservadoras tradicionais onde o homem outrora podia recorrer para se reencontrar, enquanto pessoa livre, descobrindo-se como parte de uma história a-temporal num processo amplo de evolução holística espiritual.

Assim sendo, esse encontro é uma primeira tentativa de reunir pessoas que de alguma forma já perceberam ou vêm percebendo o inevitável processo de exclusão e exploração das camadas sociais menos favorecidas. E essa exclusão não é uma simples negação a uma conquista de bens materiais, mas principalmente a uma exclusão e perda do direito de optar por um modo de viver digno em contato com a terra e com a cultura ética espiritual preferida. Em outras palavras, a exclusão social em curso não se dá apenas no plano material utilitário, mas também e principalmente na negação do plano religioso e ideológico da liberdade de escolha de um caminho ético de valores transcendentais. Isto implica dizer que a ideologia do Estado Livre e/ou do Livre Mercado vem se afirmando em cima de um processo dominante "democrático", antropofágico, secular, inibidor e destruidor das potencialidades sensíveis da natureza humana. E o controle do fluxo de capital é o instrumento de governo desse processo dominante.

Resumindo, a Lei Fundamental e sensível do Amor vem sendo substituída pela lei calculista e utilitária da Razão. As conseqüências dessa histórica mudança de paradigma existencial podem ser constatadas tanto pelos relatórios anuais da ONU quanto pela observação direta da realidade: as guerras, os sem-teto, os sem-terra, os sem-emprego, e as desigualdades do poder político sócio-econômico onde os ricos estão cada vez mais ricos e mais insensíveis, e os pobres cada vez mais pobres, mais ignorantes (funcionalmente), mais escravos, mais descartáveis e, portanto, mais doentes (p.ex.: África e o Nordeste brasileiro), menos senhores de si e inevitavelmente mais infelizes em si.

"Mais de dois terços da humanidade são escravos da fome, da falta de saúde, do analfabetismo, da ausência de perspectiva e de esperança...O terço restante é escravo do egoísmo e do medo" (DOM HÉLDER CÂMARA - O Deserto é Fértil, 13a ed., Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1985, pp.111).

Dias: 1 e 2 de Novembro de 1999

Local: COPPE/UFRJ - Centro de Tecnologia -Sala G-207 e G-122

Horário: Manhã-Tarde

INFORMAÇÕES: Tel.: 590-4144

E-mail: analuiza@webconer.com.br

ama-epro@pep.ufrj.br

heloborgesqg@starmedia.com

Bernardo Melgaço da Silva

A EVOLUÇÃO FUTURA DO HOMEM – por Sri Aurobindo (Ed.Cultrix)



“A espiritualidade é em sua essência um despertar para a realização interior de nosso ser, para um espírito, um si, uma alma, que é diferente de nossa mente, vida e corpo, uma aspiração interior a conhecer, sentir, ser isso, a entrar em contato com a Realidade maior que está além, que penetra o universo e habita também nosso próprio ser, a estar em comunhão com Ela, em união com Ela, e é uma guinada, uma conversão, uma transformação do nosso ser inteiro, como resultado da aspiração, do contato, da união, um crescimento ou um despertar para um novo vir-a-ser, ou um novo ser, um novo si, uma nova natureza.

Em sua tentativa de começar a abrir o ser interior, a Natureza seguiu quatro linhas principais - religião, ocultismo, pensamento espiritual e uma realização e experiência espiritual interior.

Há quatro linhas principais que a Natureza seguiu em sua tentativa de começar a abrir o ser interior - religião, ocultismo, pensamento espiritual e uma realização e experiência espiritual interior; as três primeiras são aproximações, a última é a avenida decisiva de entrada. Todos estes quatros poderes trabalham em ação simultânea, mais ou menos relacionados, às vezes em uma independência isolada. A religião admitiu um elemento oculto em seu ritual, cerimônia e sacramento; ela se debruçou sobre o pensamento espiritual de apoio - o primeiro é ordinariamente o método ocidental, o último o oriental; mas a experiência espiritual é o objetivo e a consecução final da religião, seu céu e ápice.

Cada um desses meios ou aproximação corresponde a algo em nosso ser total, e portanto a algo necessário ao objetivo total de sua evolução. Há quatro necessidades da auto-expansão do homem, para ele não permanecer este ser da ignorância de superfície, procurando obscuramente a verdade das coisas, coletando e sistematizando fragmentos e secções de conhecimento, a pequena criatura limitada e semicompetente da Força cósmica, que ele é agora em sua natureza fenomênica. Ele deve conhecer-se, descobrir e utilizar todas as suas potencialidades: mas para conhecer a si próprio e ao mundo completamente, ele tem que ir atrás de si mesmo e de seu exterior, tem que mergulhar fundo, abaixo de sua própria superfície mental e da superfície física da Natureza” (p.64-65).

Bernardo Melgaço da Silva

Prof. e Pesquisador do Núcleo de Estudos Sobre Ciência, Espiritualidade e Filosofia – NECEF/URCA (Universidade Regional do Cariri)

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quinta-feira, 10 de junho de 2010

SER HUMANO, QUEM É ELE?




Hoje (10/06/2010) bem cedinho me aprontei para sair de casa. Saí do meu quarto e passei pela cozinha da minha casa onde moro, aqui no Rio de Janeiro, com minhas duas irmãs. E a irmã mais idosa estava conversando na cozinha com o meu irmão mais velho do que eu. E o assunto da conversa deles era a homossexualidade de um homem conhecido deles. E eu antes de passar entre eles ouvi minha irmã dizer: “Essa coisa de homem ter relações sexuais com outro homem não é de Deus. Deus fez o homem e a mulher...”. Então, andando falei rapidamente sem olhar para eles:

- A questão não é essa. A questão é o instinto no homem.

Aqui tentarei me explicar melhor. A discussão da homossexualidade não está no plano de Deus permitir ou não. É um fenômeno instintivo que acontece também entre animais (p.ex.: os macacos). O que está em jogo na homossexualidade humana não é o Amor, mas o instinto humano presente e dominante. Amor, aqui, não é a libido, ou seja, o amor carnal ou psicológico-afetivo, mas o fenômeno transcendental do sentimento que Jesus batizou de Amor de Deus. E para mostrar o nível de experiência desse fenômeno vou adotar a imagem criada por um escritor que li quando eu fazia o meu doutorado na COPPE/UFRJ. O sobrenome desse autor europeu é SCHUMACHER, e o livro que retirei essa idéia magistral tem o seguinte título: UM GUIA PARA OS PERPLEXOS. A idéia dele é que o ser humano pertence a uma escala evolutiva que começa no mineral (representado por “m”) como sendo o primeiro degrau. O segundo degrau é o vegetal (que é representado por “m + x”). O terceiro degrau é o animal (que é representado por “m + x + y”). O quarto degrau é o humano comum (que é representado por “m + x + y + z”). O quinto degrau é o humano iluminado ou mestre espiritual-sábio (que é representado por “m + x + y + z + w”). A idéia original dele é que a passagem de um degrau para o outro “superior” não é uma ruptura com o que é “inferior” ou anterior na escala, mas sim que transcende em qualidade (inteligência e sensibilidade mais elevada do que o nível ontológico anterior). Nesse sentido, o homem guarda em si mesmo as qualidades ontológicas dos minerais, vegetais e animais. E ele se diferencia na passagem de um nível de inteligência e sensibilidade mais refinada ou elevada: por exemplo, todos os grandes mestres espirituais (inclusive Jesus, Buda, Gandhi, São Francisco de Assis, Chico Xavier, Madre Teresa de Calcutá etc.).

Dentro desse contexto, podemos dizer que a homossexualidade é o animal no homem agindo num nível de consciência pouco elevada, porque o Amor estaria no último degrau, ou seja, somente para aqueles que de alguma forma desenvolveram a sensibilidade e a inteligência para além das necessidades fisiológicos, psicológicas e afetivas comuns. Então, ter relações sexuais apenas não é o “x” da questão. O “x” da questão é como poderemos nos elevar e nos desprender do vício sexual? E não falo aqui apontando o dedo para longe de mim em direção a um outro semelhante inconsciente. E eu mesmo estando consciente dessa força poderosa de atração sexual me deixei levar e me viciar por sete anos consecutivos depois de ter ficado catorze anos como celibatário! E sei de que força estou falando....eu vivenciei seus efeitos hipermagnetizadores.

A questão que se coloca aqui é essa: qual é o sentido da vida? O sentido seria fazer “o que der na telha” sem que mais tarde tenhamos que responder por nossos atos? O bom senso diz que não. Somos responsáveis pela escolha de experiência que idealizamos ou nos fizeram acreditar. E com certeza as escolhas mal feitas no passado não poderemos mudá-las – somente poderemos mudar as escolhas do presente em direção ao futuro. E é ai que Deus foi generoso com suas criaturas. Devemos cuidar do presente para frente e aprender com o que aconteceu de “errado” (mal escolhido) no passado. Será que estamos tão hipnotizados que não conseguiremos ter forças humanas para tal mudança histórica-pessoal-ontológica? Eis a questão que cada um precisa responder junto à intuição que serve de referência e mestre invisível dentro de cada um: “conhece-te [intuitivamente] a ti mesmo” – Sócrates. Então, se você não fez ainda, faça agora: dê um abraço bem forte em você mesmo e agradeça de verdade a presença Dele que não se cansa de te convidar para subir mais um degrau evolutivo (se desligando da força magnetizadora do passado). Sinta a Presença elevada de Deus ou Espírito em seu interior e a partir daí separe o joio do trigo (a razão da intuição). Pois, a razão é um degrau superior ao instinto, mas é também um degrau inferior à intuição. A evolução humana está nesse processo e mérito de se elevar pelas próprias forças intrínsecas que Deus depositou (uma dádiva Dele!) em cada sistema ou estrutura humana. Basta aprender intuitivamente a usá-la para se alcançar o que todos os homens e mulheres desejam inconscientemente: serem felizes na libertação do ego instintivo.

Acredite – Deus fala através de seres humanos-canais de mensagens elevadas. Disse Jesus: “as minhas ovelhas ouvem a minha voz”. Só não escuta quem não tem uma sensibilidade fina adequada. Nada foi criado para ser escondido ao ser humano. Tudo está senso revelado a cada um em seu tempo e em seu momento evolutivo! Sabendo disso: Não julgue! Não condene! Não se desespere! “Ame, se esforce e vencerás” – mensagem espírita que ouvi quando eu tinha meus dezesseis anos de idade e nunca mais esqueci. Deus fala o tempo todo entre os homens e mulheres de boa fé, de inteligência elevada e de sensibilidade fina ou refinada. Fique atento (a)! Somente colhemos a semente daquilo que plantamos em nós (cultura) ou no solo orgânico (agri-cultura)! Ser culto é, portanto, ter mente elevada e sensibilidade refinada para ver, agir e colher o fruto da sabedoria que cresceu em si mesmo.

No fundo do seu coração escute quieto uma voz doce quase inaudível dizendo para você – somente para você mesmo (a)! - “EU SOU DEUS!”. E se te der vontade de chorar de alegria e contentamento – faça isso! - pois Ele virá para te acariciar e te consolar com suas próprias mãos humanas!

E lembre-se de GANDHI quando disse: “o único tirano que aceito em minha vida é uma voz doce e suave dentro de mim”.


Bernardo Melgaço da Silva

Prof. e Pesquisador do Núcleo de Estudos Sobre Ciência, Espiritualidade e Filosofia – NECEF/URCA (Universidade Regional do Cariri)

Pensamento para o Dia 10/06/2010



“As pessoas acreditam que as encarnações de Deus só acontecem por duas razões: punição dos maus e proteção dos justos. Essas razões representam apenas um aspecto. O Avatar ou Encarnação Divina é realmente a concretização do anseio dos que buscam Deus. É a doçura materializada da devoção piedosa dos aspirantes. A concessão de paz e contentamento e o sentimento de realização para os buscadores que têm lutado por muito tempo... essa também é Sua tarefa. A principal razão para o Divino sem forma assumir a Forma é para o bem dos aspirantes e buscadores.”

Sathya Sai Baba

terça-feira, 8 de junho de 2010

Pensamento para o Dia 08/06/2010



“Somente a aquisição do conhecimento mais elevado pode cumprir o propósito principal da vida humana. Esse conhecimento torna a pessoa consciente de que o corpo não é inerte, insensível, mas é realmente a própria consciência se manifestando como a personificação do "Ser-Consciência-Bem-aventurança" (Sat-Chit-Ananda). Quando essa verdade surge e é experimentada, a pessoa é libertada. A pessoa é liberada do nevoeiro da ignorância (Ajnana), mesmo nesta vida. Ela torna-se um Muktha Jivan: uma pessoa liberada ainda durante a vida.”

Sathya Sai Baba

segunda-feira, 7 de junho de 2010

A VIRTUOSA E DIFÍCIL TRAVESSIA ENTRE A REALIZAÇÃO E A AUTOREALIZAÇÃO




Todos querem se realizar e ser feliz de uma forma ou de outra: no casamento, no trabalho, na vida social, no plano político, no meio acadêmico etc. Mas, o que poucos sabem é que a realização simplesmente é o ponto de partida para algo maior essencial e invisível. Nesse contexto, o caminho é estreito e a porta pequena (é semelhante à trajetória dos espermatozóides): poucos alcançam a realização almejada e desejada – plenamente! A maioria fica no meio do caminho. É porque nos desviamos com as propostas, avisos, convites e sugestões utilitárias subliminares.

Uma multidão inconsciente segue na escuridão em busca de uma luz que a oriente para o destino certo e correto. E nesse processo de busca inconsciente de uma realização plena nos contentamos com a realização parcial e pequena. O grande pedaço da realização fica intocável a espera da energia adequada e concentrada para o sucesso real. E assim nos distraímos psicologicamente com um mundo de prazeres e afazeres de segundo plano, de segunda importância e de pequeno mérito. Perdemos desse modo a noção de prioridade e identidade na busca da realização que de fato nos preencha e nos encante de vez. E por isso mesmo, passamos acreditar que o consumo de bens e qualidades externas é o parâmetro principal a ser perseguido, como referência, a qualquer custo.

Nos entregamos de corpo e alma para alcançar esse objetivo menor.

Uma vida inteira se passa na busca da realização que antecede e é interrompida quase sempre na morte certa sem ser alcançada de fato. Nesse sentido, a maioria persegue a realização visível e possível dentro dos padrões normais e culturais entre o nascimento e a morte física do ser. As tentativas de mudanças de percurso são variadas e sofridas de acordo com a sociedade e a cultura herdada dos antepassados. Nos tornamos cativos, portanto, da beleza, do sucesso, do poder, do sonho, da novidade e da esperança de uma realização calcada em bases materiais, sociais e culturais moldadas pelo tempo e lugar. Inevitavelmente acabamos por definir os objetos do desejo, no lugar da felicidade plena, como metas a serem alcançadas e que reflitam o esforço de chegada e conquista. E raros são aqueles que se aventuram buscar por outra avenida diferente na louca corrida de prazeres, compensações e competições desenfreadas.

A medida que o tempo passa nossas energias vão se acabando junto com os cabelos brancos acumulados. Os bens e as qualidades conquistadas vão ficando para trás nas lutas entre classes, religiões, ideologias, filosofias, crenças, culturas e organizações corporativas. Acreditamos que sairemos vencedores nos conflitos projetados inconscientemente. Aprendemos acumular no futuro o que no passado desejamos conquistar como realização: carros, motos, sitios fazendas, poupanças, viagens, emoções, momentos “felizes” etc.

Quanto mais acumulamos mais vazios nos tornamos daquilo que é essencial para as nossas vidas. E esse vazio aumenta quando a realização não se torna de fato presente no aqui e agora. E por isso nos esquecemos de qual realização devemos apostar nossas energias e consciências. Ela já nos foi apresentada pelos costumes e hábitos da nossa época. Romper com esse paradigma cultural e existencial é o desafio que não estamos de todo consciente. Isto porque a verdadeira realização é ao mesmo tempo um caminho, uma verdade e uma vida de conquista e mérito pessoal: a autorealização sem perder de vista a nossa necessidade pessoal e a dos nossos semelhantes preservando a natureza e amando a beleza da criação humana.

Um desafio incalculável, poderoso e paradoxal!

Perguntaram ao Dalai Lama...

O que mais te surpreende na humanidade?

E ele respondeu:

“Os homens...Porque perdem a saúde para juntar dinheiro,

Depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.

E por pensarem ansiosamente no futuro,

Esquecem do presente de tal forma que acabam

Por não viver nem o presente nem o futuro.

E vivem como nunca fossem morrer....

....e morrem como se nunca tivessem vivido”.

Bernardo Melgaço da Silva

Prof. e Pesquisador do Núcleo de Estudos Sobre Ciência, Espiritualidade e Filosofia – NECEF/URCA (Universidade Regional do Cariri)

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domingo, 6 de junho de 2010

Pensamento para o Dia 06/06/2010



“Para fixar-se na contemplação do Senhor onipresente, não há nenhuma limitação de tempo e lugar. Não há nada como um tempo auspicioso ou um lugar sagrado. Onde quer que a mente se deleite na contemplação do Divino, esse é o lugar sagrado. Onde quer que a mente medite no Senhor, esse é o momento auspicioso. O mundo pode alcançar prosperidade através de almas disciplinadas cujos corações são puros e que representam o sal da terra. Todos, a partir deste momento, devem orar para o advento de tais almas santas, tentar merecer as bênçãos das grandes almas, esforçar-se para esquecer os próprios sofrimentos e promover o bem-estar do mundo.”

Sathya Sai Baba

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Pensamento para o Dia 04/06/2010




“As pessoas dizem: "Serviço ao homem é serviço a Deus". Sem dúvida, o serviço à humanidade é santo, mas a menos que esteja fundido a um ideal maior, as pessoas não irão se beneficiar dele, não importa quão grande a magnitude do serviço. Você deve ter fé na divindade essencial de cada pessoa e ter o Senhor em sua mente. Se você também aderir ao caminho da Verdade e da Conduta Correta, então ele será considerado como serviço ao Senhor. Mera repetição do slogan é inútil, se o serviço é feito sem a fé na Divindade que está em tudo, e com um olho no nome, na fama e nos frutos de sua ação.”

Sathya Sai Baba

terça-feira, 1 de junho de 2010

Pensamento para o Dia 01/06/2010




“Más características, tais como ódio, inveja, ganância e ostentação, devem ser extirpadas. Essas características não estão corrompendo apenas pessoas comuns, mas até mesmo ascetas, monges e chefes de instituições. Entre essas características, a inveja e a cobiça estão descontroladas. O que o mundo precisa hoje não é uma nova ordem, um novo sistema educacional, uma nova sociedade ou uma nova religião. A santidade deve estabelecer-se e crescer nas mentes e nos corações dos jovens e crianças em toda parte: essa é a necessidade do momento. O bom e o piedoso devem esforçar-se para promover isso como a maior prática espiritual (Sadhana) que todos devem assumir.”

Sathya Sai Baba