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porque convergimos e integramos com AMOR, VERDADE, RETIDÃO, PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA

dedicamos este espaço a todos que estão na busca de agregar idéias sobre a condição humana no mundo contemporâneo, através de uma perspectiva holística, cujos saberes oriundos da filosofia, ciência e espiritualidade nunca são divergentes; pelo contrário exige-nos uma postura convergente àquilo que nos move ao conhecimento do homem e das coisas.
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.

"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber

PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO

O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).

"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein

sexta-feira, 18 de julho de 2008

I SIMPÓSIO EM CIÊNCIA DAS RELIGIÕES: PLURALISMOS - UFPB

I SIMPÓSIO EM CIÊNCIA DAS RELIGIÕES: PLURALISMOS
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
(http://www.cchla.ufpb.br/simposioreligio/index.php?option=com_content&task=view&id=2&itemid=3)
“Justificativa

O Programa de Pós-Graduação em Ciências das Religiões – PPGCR – foi autorizado pela CAPES em julho de 2006. É o primeiro programa do Nordeste e o segundo do Brasil a ser oferecido por uma universidade federal; todos os demais são programas oferecidos por universidades confessionais.
Mais que um curso novo, somos inovadores. O PPGCR resultou do GIP-RELIGARE - Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Religião e Religiosidade - e do êxito da experiência do Curso de Especialização em Ciências das Religiões - CECR . Vale ressaltar que o PPGCR é o primeiro programa de pós-graduação a se intitular no plural – CiênciaS das ReligiõeS - por acreditarmos na existência da multiplicidade dos métodos para se chegar ao conhecimento, tanto quanto na multiplicidade do nosso objeto de estudo: as Religiões.
Depois de séculos de predomínio polarizado entre religião e ciência, hoje temos condições de olhar para trás e ver que, se a ciência foi redutora em seus primórdios, por presumir que detinha a "verdade absoluta", ela foi grandiosa no combate à intolerância, ao livrar o Ocidente da estreiteza da "verdade absoluta” imposta pelo catolicismo romano, deixado por Constantino e aprofundado nos tempos inquisitoriais. Depois de ter sido adotado oficialmente pelo Império Romano, a “religião” passou a ser sinônimo de "Igreja Católica Romana" ou, no máximo, "cristianismo". Assim, nada mais “natural” do que a utilização monolítica dos termos "ciência" e "religião" no singular.
Entretanto, a realidade é dinâmica e tudo muda. Depois de séculos de dogmatismos, religioso ou científico, a humanidade está redescobrindo que tudo é relativo, que neste mundo dialético não é possível nenhuma verdade absoluta, que ela é sempre relativa, não importa de onde venha.
Ernest Cassirer[1] no Ensaio sobre o Homem, afirma que “deveríamos definir o ser humano como animal simbolicum, e não como animal rationale”. Para Cassirer, a dimensão racional exclui a dimensão imagética e emocional reduzindo o ser humano a apenas um aspecto de sua inteireza. O ser humano é muito mais que um ser racional. O ser humano só é o que é pela interação complementar entre compreender e sentir, entre razão e sensibilidade, e ambas são expressas através da dimensão simbólica.
Observada a linha do tempo, as Ciências das Religiões parecem ser uma área recente de estudos, mas quando cotejada com as Ciências Sociais, ambas têm a mesma origem e os mesmos fundadores. Embora nascido concomitantemente com as Ciências Sociais, o estudo das religiões permaneceu como sub-área dentro da Sociologia e da Antropologia e só, recentemente, vem adquirindo relevância cada vez mais expressiva, não pelo desejo dos seus teóricos, mas por um imperativo colocado pela própria realidade.
Acreditamos que os graves problemas colocados pelo mundo contemporâneo estão dando à humanidade a oportunidade de refletir sobre dogmas e intolerâncias. Questioná-los e discuti-los pode levar a humanidade a dar-se conta de uma outra possibilidade, a de que Deus foi, é, e sempre será re-criado à imagem e semelhança dos seres humanos, homens e mulheres de cada tempo, de cada lugar, de cada civilização. Os seres humanos são produto e produtores de cultura. Cultura é diversidade, é multiplicidade, é metamorfose constante, integrada aos diferentes tempos históricos e espaços geográficos. A tarefa do mundo científico é compreender esta dimensão humana e suas repercussões para a vida em sociedade.
Este é o propósito do PPGCR. Ele nasceu plural e laico, portanto, não se coloca na perspectiva de um curso de teologia. Seu objeto de estudo não é Deus, mas compreender como os seres humanos criam os seus deuses e suas religiões, e, consequentemente, os códigos de conduta que se relacionam a estas representações. Esta dimensão será abordada na linha de pesquisa intitulada Religião, Cultura e Produções Simbólicas.
A segunda linha de pesquisa do programa se intitula Espiritualidade e Saúde. Ela busca estudar a correlação entre fé e cura, e nisso o PPGCR é igualmente inovador, por ter lançado uma linha de pesquisa que se propõe estudar a relação entre Espiritualidade e Saúde dentro dos métodos científicos.
A proposição desta linha de pesquisa só foi possível por fazermos parte de uma universidade federal que tem curso de medicina há mais de 30 anos. Três dos cinco docentes integrantes desta linha de pesquisa são professores de medicina há mais de 20 anos, sendo dois professores de Imunologia, cujos estudos de ponta abarcam as dimensões psicológica e imagética do paciente (psiconeuroimunendocrinologia).
Por outro lado, estudos recentes internacionais comprovam a eficácia de certas práticas “complementares” à medicina tradicional, que atuam favoravelmente sobre a saúde, ocasionando as chamadas "curas milagrosas" realizadas pelas vias espirituais. Estamos diante de um campo tangencial entre ciência e religião, entre fé e cura, o estudo científico da cura obtida através de mecanismos ditos espirituais.
A dimensão religiosa é inerente ao ser humano, portanto, é legítima sua adoção como objeto de estudo, além de profundamente necessária na atual conjuntura globalizada em que vivemos. Nossa compreensão é que o estudo da dimensão religiosa se faz através da dimensão simbólica, ou, como diria Durkheim, através das representações.
As dimensões simbólica e religiosa do ser humano devem ser compreendidas como expressões culturais de cada povo, que, por natureza, são múltiplas. A compreensão de que estes fenômenos não podem existir no singular, que eles sempre serão manifestações múltiplas, é a base da tolerância. Ao compreender que a humanidade é única, pois não existem múltiplas humanidades, ao aceitar que esta única humanidade produz uma fabulosa miríade de produções culturais singulares, dá-se um grande passo no sentido do acolhimento do “outro” e de suas “crenças”. É a resolução da diversidade na unidade. Entretanto, este acolhimento da multiplicidade não é espontâneo, ele deve ser ensinado desde a infância, no ambiente escolar, visto que o ambiente familiar é o espaço adequado para a adoção (ou não) de uma religião. Contudo, nem a profissão de um credo, nem a negação de todos os credos é impedimento para que a criança compreenda como as religiões surgiram, como se desenvolveram e como interagem com as demais em cada período histórico. O domínio destas informações faz parte do bom convívio em sociedade e pouco tem a ver com fé.
Embora entendamos desta forma, pois nos alinhamos com as resoluções do FONAPER, Fórum Nacional Permanente de Ensino Religioso, que existe há mais de uma década, o Brasil ainda está envolto numa dificuldade epistemológica ao confundir “Ensino Religioso” com “Ensino das Religiões”.
A denominação "Ensino Religioso" é incorreta e seu uso pela Escola Pública deveria ser evitado, pois, assim como não existe "ensino matemático", "ensino histórico", "ensino geográfico", "ensino sociológico", "ensino filosófico", não deveria existir o "ensino religioso". O Ensino não pode ser adjetivado.
É bem verdade que a denominação "Ensino Religioso" reflete o tempo do domínio católico romano e seu amálgama com o Estado. É preciso mudá-la, mas isto exige uma mudança na própria Constituição, no seu art. 210, e consequentemente na LDB, no seu art. 33.
O Estado deve oferecer o Ensino das Religiões, entendido como estudo do fenômeno religioso, uma das dimensões que compõem o ser humano e a vida em sociedade, baseado, portanto, nas dimensões sociológica, antropológicas histórica e social dos indivíduos e grupos, fenômeno relacionado a um tempo histórico e uma localização espacial. Mas, assim como outro qualquer, este conteúdo só pode ser repassado aos alunos se o professor tiver uma formação específica para isso.
O professor de Ciências das Religiões tem um papel significativo no globalizado mundo contemporâneo, que requer o exercício da convivência com as diferenças, sobretudo religiosas. Mais do que nunca é fundamental compreender – para poder ensinar – o significado do fenômeno religioso na formação individual e na conduta social dos indivíduos. Entretanto, como o professor do ensino fundamental não foi capacitado para isso, esse componente curricular, por mais que o FONAPER envide esforços propondo os conteúdos através dos Parâmetros Curriculares do Ensino Religioso, existe uma tendência por parte dos professores, em trabalhar de forma confessional porque não existe uma formação específica, salvo em alguns Estados da Federação que já caminham neste sentido desde o advento da nova Lei. Temos conhecimento que nas escolas públicas estaduais da Paraíba, se faz um esforço de trabalhar tais conteúdos de forma correta, inicialmente como prevê a Lei 5.692/71 (Valores) e agora com a Lei 9.394/96 (Fenômeno Religioso). Sendo este o segundo ano de implantação do Ensino Religioso no Sistema Municipal de Educação, os conteúdos são trabalhados de acordo com os PCNs do Ensino Religioso, ainda de forma precária por não haver professores com a devida habilitação.
Pelo exposto, a proposta do I Simpósio Internacional de Ciências das Religiões é discutir amplamente as temáticas aqui levantadas, conforme a seguinte programação:”



[1] CASSIRER, Ernest. Ensaio sobre o homem: Introdução a uma filosofia da cultura humana. SP: Martins Fontes

O DONO DA VERDADE: PhDeus - O Fenômeno!

O mundo social tem seus símbolos, seus personagens e suas histórias. Nesse mundo, encontramos seres humanos de diversas configurações de personalidade. E um deles é o “fenômeno” denominado “PhDeus”. Essa configuração de personalidade está em todos os cantos onde o poder humano se faz necessário. E por isso, ele é mais encontrado nos centros de pesquisa de qualquer universidade. Ele se “destaca” pela maneira como se comporta e trata os demais seres “inferiores” (não-doutores ou não-sábios). Ele não se identifica pelo nome de batismo tal como João, Maria, José, Antonio, Sérgio, Cremilda, etc., mas pelo título que possui: “Doutor da Universidade Fulana de Tal”. Ele mais parece um político em campanha do que pesquisador. A sua face sisuda demonstra um distanciamento do mundo dos mortais. O seu sorriso artificial demonstra a sua total desestruturação emocional. No fundo ele é uma criança grande competindo (brincando de se esconder) com o mundo. Ele é carente de reconhecimento e por isso precisa afirmar o tempo todo a sua posição intelectual em relação aos demais. O “PhDeus” se acha acima do bem e do mal. A “sabedoria” é sua serva; o mundo é um brinquedo e um divertimento intelectual. Ele tudo “sabe”; ele tudo domina. Nesse sentido, não existe ninguém acima dele. Ele reina soberano acima das “mentes primitivas” que desconhecem o que é fazer ciência. O “PhDeus” geralmente é cético: se existisse Deus estaria competindo com ele. E isso não é possível e nem admissível! E quando acredita em Deus, a sua atitude é de se sentir um privilegiado: somente Deus fala com ele e mais ninguém!
Nesse sentido, se um dia encontrares um “PhDeus” a sua frente, tome muito cuidado. Mas, não precisa chamar a polícia e nem o padre. Ele não é um fora da lei e nem tampouco tem o diabo no corpo. O que ele precisa urgentemente é de um psiquiatra que o interne como louco. Pois, como muito bem afirmou Buda: “o louco que se diz louco, esse é prudente. Mas, o louco que se diz sábio esse é louco mesmo”. Buda, há 2500 anos já havia detectado esse desvio de personalidade. O “PhDeus” é capaz de tudo mesmo. Aparentemente ele é inteligente, mas só aparentemente. No seu interior existe um conflito eterno. Ele cresceu apenas intelectualmente! Ele perdeu a sensibilidade e por isso só enxerga a realidade pela razão funcional. Em outras palavras, em verdade ele é muito limitado. A sua limitação é percebida pela arrogância, vaidade, soberba, insensibilidade, niilismo e complexo de superioridade.
O “PhDeus” geralmente tem obsessão pelo poder intelectual. Em que tudo que faz deixa marcas inconfundíveis de seu poder doente mental. O “outro” é visto por ele como um objeto para sua insatisfação egocêntrica. A relação com o “outro” não é repleta de alteridade, carinho e amor. A sua relação com o “outro” é superfical, utilitária e funcional; é uma relação eu-isso (na linguagem buberiana). Ou seja, vazia de significados transcendentais e espirituais. Em síntese, o “PhDeus” não é Ético. É uma falsa imagem de saber, moral e poder. Ele esconde a sua máscara egocêntrica através de uma linguagem racional e uma identidade artificial. Ele é apenas um ser humano que ainda não se descobriu verdadeiramente. E por isso cria um ar de superioridade e sabedoria que na verdade é uma maneira de fugir do compromisso de se revelar tal como ele é - ignorante de si mesmo! - ou seja, uma travessia ontológica desastrosa do ser para o não-ser ou da razão para a intuição. O mundo está cheio de “PhDeuses” e por isso mesmo é que temos tanta criação anti-ética danosa ao homem e ao seu meio ambiente social.
Aqui vai um alerta: todo cuidado é pouco. Nunca deseje se tornar um “PhDeus”! O conhecimento sem a consciência de si é a ruína da alma (segundo Rabelais: “A ciência sem consciência [de si] é a ruína da alma”). É preferível ser ignorante e humilde do que ser um “PhDeus” vaidoso e arrogante. É mais fácil um homem ignorante e humilde entrar no Reino de Deus do que um “PhDeus” orgulhoso e desequilibrado emocionalmente sair do seu inferno astral. Nesse sentido, devemos lembrar as sábias mensagens de Jesus Cristo: “Eu vim trazer luz aos cegos [os ignorantes e humildes] e cegar os que estão vendo [os “PhDeuses”]”. Ser sábio e humilde é uma façanha para poucos: “Sei que nada sei” – Sócrates.
Aqui vai um conselho: busque a sabedoria em ti mesmo de maneira simples e humilde. E lembre-se que por detrás dessa simplicidade e humildade está a consciência cósmica do todo poderoso Deus. Nunca tome para si as descobertas alcançadas – seja ela qual for! - pela sua mente racional. Em verdade essas descobertas foram em ti reveladas. Pois conforme Einstein: “Penso 99 vezes e nada descubro. Mergulho em profundo silêncio. E eis que a verdade me é revelada”. Ele disse mais ainda: “Estudem a fé”. De modo que, se você é um “PhDeus” (e quem nunca foi atire a primeira pedra!) enrustido ainda é tempo para mudar e se converter. Você é muito mais do que isso: Você é FILHO de DEUS! E assim seja verdadeiramente humano e irmão (ã) de todos!
E viva feliz em paz com todos. A Verdade é indizível!
Prof. Bernardo Melgaço da Silva – E-mail: bernardomelga10@hotmail.com – Tel.: 88-92019234

quarta-feira, 16 de julho de 2008

O QUE É CIÊNCIA? PARA QUE FAZER CIÊNCIA?

O reconhecimento da energia-consciência no processo de transcendência humana, e suas conseqüências sociais, dependerá do homem fazer ciência de si mesmo. Mas, cabe aqui algumas perguntas: O que é fazer ciência? Qual é a dimensão do seu desvelamento? Será que é descobrir um novo sentido para a vida? Ou será, que é desenvolver um novo modelo de explicação da realidade? Tem a função de comprovar uma teoria? Ou será algo muito mais do que isso? De onde vem o conhecimento científico? Vem do homem e do seu modo de observar a realidade? Ou será que vem de uma natureza transcendental? Já li várias e várias teorias a respeito do processo de produção de conhecimento científico. A maioria delas tem um ponto em comum: a razão. A maioria tem razão a respeito do modo de se fazer ciência.
Existem vários teóricos e filósofos da ciência. Uns dizem que o cientista é uma pessoa neutra que não tem emoções e desejos. Uma pessoa fria que está sempre pronta para olhar a realidade com a imparcialidade de um juíz de direito. Outros afirmam que o cientista é aquele sujeito introspectivo reservado e isolado em seu laboratório-mundo. E têm aqueles que dizem que o cientista é um procurador da verdade da natureza. Nesse contexto, a natureza é algo que possa sempre ser interrogada e ouvida sempre que se quiser representá-la. A teoria seria a carta de procuração da natureza dada ao cientista para representá-la numa situação e contexto de alienação de seus bens naturais.
Mas, o que é mesmo fazer ciência? Para que nos debruçamos sobre uma parte da realidade? Qual é o impulso que nos move em direção a busca científica? Será por que somos um ser questionador e interrogador por natureza de criação? Ou será por que somos um ser produtor de conhecimento? Ou melhor ainda por que somos uma natureza curiosa por novas descobertas e invenções? Podemos ver que existem diversas possibilidades para a questão do homem na ação de fazer ciência.
Qual é o objetivo da ciência? Será que é proporcionar ao homem uma melhor vida de conforto, paz e progresso social? Ou será o objetivo da ciência encontrar o caminho mais curto para se resolver o problema da fome, da miséria e da ignorância? Será que o objetivo da ciência é o poder? Ou será que é somente o saber? Ou as duas coisas? Ou será o objetivo da ciência construir gradativamente uma verdade a respeito da realidade que se oculta? Nesse caso, a realidade por estar encoberta com um espesso pano de mistério precisa de um modo especial para olhá-la escondida. Mas, porque a natureza teria que se esconder dos cientistas? Será por medo, por precaução ou por timidez?
Qual é o caminho da ciência? Será a ciência um caminho? Ou será que ela é O caminho? Como saber? Como podemos responder essas questões? Podemos usar o mesmo caminho da ciência para descobrir que a ciência é o caminho? Ou será que temos que fazer ciência para descobrir que não existe caminho além do caminho da própria ciência? Sinceramente acho essas questões um tanto complicadas. Ufa! Deixa eu sair desse caminho!
Num certo dia tentei ler e entender um caderno de textos sobre metodologia científica. Quando tentei me aprofundar a respeito dessas questões de cunho filosófico fiquei um pouco cansado mentalmente. Abri e reabri diversas vezes o caderno em qualquer página. E assim percebi que as explicações eram tantas que se tornava quase impossível definir um caminho claro de como fazer ciência. Descubri que Galileu pertencia ao naturalismo; F. Bacon ao empirismo; R. Descartes ao racionalismo; Kant ao criticismo; A. Comte ao positivismo; Husserl à fenomelogia; Popper ao neo-positivismo; K. Marx ao materialismo dialético; Sartre à filosofia existencialista; M. Foucault à arqueologia/genealogia. E ....
Para que tantas correntes de pensamentos? Será que apenas uma não daria conta do recado? Ou será que nem um milhão de correntes resolve esse problema de explicar porque o homem faz ciência? Será por que a natureza é extremamente complexa o que justificaria essa quantidade enorme de correntes de pensamentos e práticas científicas? Ou será que a complexidade está no interior do próprio homem? Ou será que é a fusão das duas coisas? Que caminho da ciência pode nos ajudar para responder essas duas últimas questões?
Será que a ciência não é um modo de comunicação do homem com a natureza? Ou será que é um modo de a natureza responder para o homem aquilo que não pode ser compreendido diretamente (naturalmente) pelo homem? Por isso se faz ciência! Se por hipótese (já estou eu usando o método científico) essa última afirmação é verdadeira então bastaria apenas o homem deixar de interrogar a natureza e esperar e aprender mais sobre a linguagem natural da natureza em seu exato momento de interrogar o homem. Surge aqui uma outra questão: o que é ser verdadeiro?
Será que o método nos conduz sempre a verdade? Ou será que a verdade transcende o método científico? Se a verdade transcende o método como podemos descobrir as leis verdadeiras utilizando o método? A menos que por hipótese admitamos que o método é superior a verdade. Aí tudo bem. Mas, se não for? Estariam então os cientistas mapeando uma cópia da realidade e não diretamente a própria realidade? Como podemos saber se a ciência está olhando para um espelho e não diretamente para o fenômeno? Com que sensibilidade? Uma sensibilidade maquinal? Uma sensibilidade reflexiva racional? Uma meditação? Uma oração? Ou não sabemos? (pode marcar um “x” na “questão correta”).
Será que fazer ciência é um modo de prever o futuro? Será o futuro algo sempre previsível? Por que queremos saber o futuro? Para agirmos com segurança no presente? Para evitarmos danos a espécie humana? Para prevenir contra a carência de recursos naturais essenciais ao homem? Ou será por que o homem é inseguro por natureza? E por isso tem medo de uma possível destruição ou ataque inimigo conhecido ou desconhecido? Ou será que não é nada disso, mas porque simplesmente o homem foi educado de geração em geração na cultura do futuro e por isso projeta uma expectativa exagerada? Como podemos saber a respeito da existência de um futuro certo? O método científico tem meios para responder essa delicada questão? Ou será que o futuro pertence ao domínio da fé? Ou será que o futuro a Deus pertence?
E a fé pode ser avaliada por um método que dúvida e questiona tudo? Quando é que o cientista tem que duvidar e quando é que ele tem que ter fé? A fé é um momento de ter ou um momento de ser? O método deve incluir tanto a fé quanto a dúvida? Como resolver o impasse de se agir em nome da fé duvidando? Ou se agir duvidando da fé? Por que será que Einstein afirmou “estudem a fé”? A fé pode ser estudada e analisada em sala de aula?
A ciência estaria livre do contexto da consciência? Ou a consciência livre no contexto da ciência? O cientista é um ser consciente de sua liberdade de fazer ciência? Será que o cientista sabe reconhecer o limite e a relação entre as formas de energia que ele busca compreender e a sua própria consciência? Ele sabe de fato distinguir a diferença sutil entre a liberdade e a responsabilidade? Ou será que ele não sabe porque não foi preparado para saber? Ou será que foi preparado e mesmo assim não quer definir para si mesmo qual é a diferença? Ou será que a diferença é tão sutil que o método científico é incapaz de ajudá-lo? Seria o cientista vítima da sua própria ciência insensível e racional? Ou será que ele não tem que se preocupar com isso? Ou será que ele já sabe desde que nasceu? E por isso ele sabe sempre que nunca vai acontecer um dano acidental (p.ex.: guerra nuclear ou poluição ambiental generalizada) ou intencional ao homem e à sociedade.
Será a ciência capaz de oferecer também uma base moral às pessoas? Ou será que essa base moral não pode ser definida pelo método científico? Como saber? A ciência pode viver alheia a essa questão? Ou será que essa questão deveria ser a prioridade número um dos cientistas? Pode a ciência produzir algo de bom e duradouro sem saber se é eticamente válido? Fabricar armas é ético ou anti-ético? Fazer do ser humano uma cobaia viva é ético ou anti-ético? O sofrimento alheio é parte também da ciência? Clonar seres humanos é ético ou não é ético? A ética é apenas um fator socio-cultural? A ética é apenas uma questão econômica? Ou será que ética é uma questão apenas conceitual? Será que existe uma definição adequada e esclarecedora? Será que ética são regras sociais? Ou será que não pode ser definida no contexto da razão? Como podemos saber?
Mas, o que é mesmo fazer ciência? Será que é buscar a inspiração em Deus? A ciência admite a existência de Deus como Criador e legislador das leis do universo? Por que será que Cristo disse que devíamos separar o joio do trigo? Será o joio essa inspiração divina? E o trigo a nossa vaidade humana? Como podemos saber? Se o joio é a mente divina como fica a nossa postura ética perante a vida e o conhecimento da vida? Podemos fazer qualquer coisa em nome da ciência? Não seria melhor fazer em nome e com a vontade de Deus? Por que tantas guerras e crimes num mundo “evoluído” tecnologicamente? O ato de fazer ciência moderna estaria isento desses graves problemas humanos? Qual a possibilidade do homem se autodestruir sem a separação do joio e do trigo na ação de se fazer ciência sem consciência?
( ) nenhuma
( ) dez porcento de chance
( ) cinqüenta porcento
( ) cem porcento
( ) não me interessa
( ) estou preocupado com outras coisas mais importantes
( ) isso nunca vai acontecer
( ) o homem sempre teve bom senso de sua preservação
( ) a paz virá no equilíbrio de armas atômicas, químicas e biológicas
( ) o homem sempre esteve em conflito - é natural!
( ) não sei o que fazer
Pode marcar um “x” na resposta que melhor lhe convier. E depois espere o que vai acontecer com o planeta caso continuemos destruindo nossa casa (eco)...
Qual é o fim da ciência afinal? Creio, ser bastante complicado dar uma definição concreta do que seja a finalidade da ciência: "Ciência sem consciência é a ruína da alma" - Rabelais. Para mim, é mais fácil dizer o que ela não é - o que não se propõe a realizar. Ela não é uma busca aleatória, mas um esforço sistematizado, estruturado e disciplinado. Ela não se propõe a descobrir o domínio da energia divina e do poder da Consciência-de-Deus. O contexto da ciência (racional-funcional) é o domínio da existência racional e da realidade objetiva. O que todas as ciências buscam é a verdade proveniente de um nível de consciência que dá sentido e significado à existência e à realidade do ser concreto: o indivíduo imbricado com o poder da energia do mundo material. E o que é "verdade"? A verdade é o próprio caminho de se fazer ciência com consciência. Em outras palavras, é o próprio "caminhar", ou seja, é a ação da consciência em sua jornada de transcendência de si mesma. Nesse sentido, a verdade não pode ser definida porque ela transcende qualquer discurso racional. Ela é indizível, mas existe num contexto ontológico. Ela só pode ser vivida ("percorrida") mas nunca dita ou afirmada de forma absoluta. "Primum vivere, deinde philosophari" (Primeiro viver e depois filosofar).
Segundo Moacir GADOTTI (Comunicação docente, 1975):
"Cada homem tende para a verdade, tem impulso para a verdade, possui em si uma exigência de verdade, mas a verdade de cada homem nunca é a verdade, pois esta não é fruto de posse mas fruto de "tensão" para a verdade. Assim, "o sentido da verdade, para cada homem, é a sua luta pelo absoluto, a sua luta contra o absoluto" (p.83).
Ó senhora Verdade quantas faces o homem não criou para Ti! São tantas faces (política, tecnológica, científica, religiosa, mística, espírita, evangélica, etc) que não sabemos naturalmente dizer qual é a sua própria identidade. Mas, com um pouco de esforço de abstração podemos classificá-la em duas: a lógica e a ontológica. A verdade lógica é aquela construída pelo processo dialógico psicológico do ser com o mundo - é a verdade da razão. E a verdade ontológica é aquela criada pelo processo dialógico do ser consigo mesmo (o Outro em si mesmo), é a verdade da revelação.
Descobri que Einstein (ele dizia que ouvia o "Velho"), Descartes ("busquei o falso e o verdadeiro dentro de mim") e Marx ("a religião é a consciência de si que o homem perdeu ou não adquiriu ainda") tiveram algo em comum: descobriram a verdade revelada na consciência-visão de si mesmo. Eles evoluiram da consciência do mundo racional para a consciência de si (supra-racional), ou seja, eles conseguiram realizar a façanha de dar o salto-dialógico (quântico) ontológico em si mesmo. A maioria das tradições orientais fala desse salto e diálogo evolutivo. O hinduismo, Brahmanismo, os contos sufis e o próprio cristianismo apontam para esse caminho. Que caminho é esse? Ou melhor, que ciência é essa? Para identificarmos esse modo de fazer ciência faz-se necessário olhar o domínio da ciência com outros olhos, ou seja, com outra sensibilidade (não confundir com emocionalidade). A ciência pode ser dividida quanto à natureza do (da):
a) objeto (ciência natural e ciência social);
b) problema (ciência pura e ciência aplicada);
c) realização (ciência do mundo e ciência do ser).
Nesse sentido, podemos facilmente perceber algumas diferenças básicas. Assim, é fácil perceber que uma mesa não chora, não tem depressão, não tem mágoa, não se irrita, e nem reclama de ninguém. Esses comportamentos fazem parte da natureza da energia-consciência humana, ou seja, faz parte do objeto de estudo das ciências humanas ou sociais. E da mesma forma, se um sujeito tem dificuldade em resolver o problema da falta de água em sua residência, sabendo que muito próximo de sua casa tem um rio de água potável, ele não vai investigar - durante anos a fio! - a origem do universo e o segredo do cosmos para tentar descobrir uma técnica que possibilite transportar a água até a sua casa. A busca do segredo do cosmo faz parte do contexto das ciências puras (básicas), enquanto que a descoberta de uma técnica que facilite a condução da água faz parte das ciências aplicadas (a informática é uma ciência aplicada enquanto que os fundamentos da física quântica (que deu origem à micro-eletrônica e a informática) é do domínio da ciência pura).
E quanto a questão da realização é preciso especificar o sentido de transformação. Assim, se o indivíduo se sente insatisfeito e desconfortado com a construção de sua casa, ele não vai buscar uma montanha para meditar a respeito de sua inserção no mundo social. Ele certamente precisará estudar (ou contratar alguém) para realizar um novo projeto de construção de casa com a intenção de fazer adaptações ou para construir uma nova casa. A busca do silêncio e da paz da montanha faz parte do domínio da ciência tradicional (transformação do ser), enquanto que a transformação de um projeto de casa numa construção em alvenaria com todas as facilidades da tecnologia moderna faz parte do contexto da ciência moderna (transformação do mundo).
A crise do homem moderno sempre foi em decorrência da sua incapacidade de identificar o modo apropriado de fazer ciência (tomar consciência) de acordo com o limite da sua observação do objeto a ser abordado, da formulação e definição do problema e das expectativas de sua realização. O que buscar? O que compreender? O que ou quem transformar? Uma vez o homem tendo tomado consciência de si, essas questões ficam mais claramente definidas. A questão, portanto, passa a ser: o que eu quero transformar, a dinâmica do mundo ou a energia do ser? Qual é a natureza do meu problema, concreta ou abstrata? E qual é o objeto da minha investigação, natural ou social? Creio, que a partir daí o homem não mais se perde na eterna busca da verdade da realidade e da existência. Em outras palavras, a pessoa se torna verdadeiramente cientista, ou seja, aquela que busca a verdade conscientemente por puro amor ao saber filosófico. Por isso mesmo, Sócrates afirmou com muita propriedade e sabedoria: "Conhece-te a ti mesmo". O realismo ingênuo é querer ver e conhecer o mundo ignorando a imagem e a compreensão que tem de si mesmo.
A mudança de natureza da sensibilidade e a conseqüente leitura de novos princípios superiores proporcionará ao homem a construção qualitativa de imagens reais do mundo como resultado do melhoramento das imagens reais de nós mesmos.
O sentido da vida tem o seu mistério desvendado quando damos orientação a nossa própria transformação da energia interior a partir da constatação do processo dialógico ontológico. A água ferve porque recebe calor. O homem age no presente porque no passado em seu interior a sua ação intelectual teve significado e valor. Ele não age apenas por um impulso de causa-efeito, mas porque dotado de consciência se insere num universo de significados complexos encadeados e sutilmente interligados em milhões de contextos energéticos - desde a sua criação que foi feita com puro Amor! Já dizia um sábio: "Qualquer homem é a última palavra do passado e a primeira do futuro".
A descoberta dos princípios criadores-transformadores do universo é um ato de fé, vontade e sensibilidade. A verdadeira inteligência é filha desses princípios ontológicos: "Nada se cria, nada se perde. Tudo se transforma" - Lavoisier. Mais vale aquele que age com virtude do que aquele que fala sem consciência do que diz ser e ver: "Estudem a fé" - A. Einstein. "Audiens sapiens, sapientior erit" (Ainda que saibas, ouvindo [ontologicamente] saberás mais).
"A filosofia que se tem depende do homem que se é" - Fichte.
Prof. Bernardo Melgaço da Silva - bernardomelgaco@hotmail.com

AS DEFICIÊNCIAS SOCIALMENTE TRANSMISSÍVEIS (DSTs)

A cada dia uma multidão está se contaminando. E está se contaminando tanto pelas doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) quanto pelas deficiências socialmente transmissíveis (DSTs). A primeira DST (doença sexualmente transmissível) já foi amplamente divulgada e mecanismos já estão sendo empregados para impedir o seu avanço. Mas, a segunda DST (deficiência socialmente transmissível) ainda não foi detectada porque a própria ciência responsável pela sua descoberta ainda está se descobrindo enquanto ciência. Em outras palavras, a sociologia é uma ciência jovem demais para perceber a sutileza dessa síndrome que ataca o caráter e a personalidade de milhões de indivíduos inconscientes. Enquanto as doenças sexualmente transmissíveis são percebidas pelos sintomas no corpo concreto, ou seja, no corpo físico, as deficiências socialmente transmissíveis só podem ser percebidas nos corpos sutis, ou seja, na alma ou psique. A psicologia desenvolveu instrumentos para diagnosticar os desequilíbrios mentais, no entanto a sociologia ainda não conseguiu desenvolver instrumentos para perceber a contaminação sutil provocada nas relações, ou seja, nos contatos psicológicos entre indivíduos. Nesse sentido, a deficiência socialmente transmissível é também um tipo de patologia que ocorre quando um grupo perde a referência dos valores-forças em sua natureza. Esses valores-forças são os princípios responsáveis pela elevação do homem à categoria de ser intuitivo-amoroso. Eles são forças justamente porque são capazes de “puxar” a condição racional-instintiva do homem comum para os níveis mais elevados da consciência. Eles diferem dos valores-fardos que, por sua vez, são responsáveis por “puxar” ou manter preso o homem comum nos níveis de consciência menos elevados. Esse último fenômeno é semelhante à lei da gravidade no plano físico. As deficiências socialmente transmissíveis são tantas e tão sutis que dominam o nosso aparelho psíquico desde a infância. Em verdade, nos tornamos escravos dessas deficiências quando perdemos ou não adquirimos ainda a capacidade de olhar para dentro de si mesmo (A . Einstein chegou afirmar: “A maioria prefere olhar para fora do que para dentro de si mesmo”). O mundo externo dos valores e modelos de comportamentos humanos é responsável pela propagação das deficiências socialmente transmissíveis. Assim, quanto mais nos relacionamos superficialmente com o “outro” no campo social mais propagamos e também nos contaminamos seriamente. Raros são aqueles que conseguem perceber a sua participação na grande cadeia de relações humanas desequilibradas e doentes. A síndrome da insensibilidade (Alexitimia) é uma das doenças provocadas por esse fenômeno social. Essa síndrome torna os indivíduos frios, calculistas e insensíveis, impedindo que o ser humano contaminado tenha empatia, carinho e amor pelos seus semelhantes. Nesse contexto, podemos inferir que o progresso tecnológico não é garantia para a evolução humana. E tudo indica que o mundo tecnicista dos dias de hoje vem tornando os indivíduos mecanicistas e insensíveis para o “outro” semelhante. Os valores humanos, são na verdade, os nutrientes que alimentam a alma de cada indivíduo. Assim, se esses valores carecem de qualidade ontológica-espiritual a sociedade se alimenta pessimamente, o que provoca deficiências nos corpos sutis da natureza humana. A ciência moderna ainda não detectou os vários corpos-consciências que existem na estrutura energética da natureza humana, e por isso mesmo ignora os impactos que os valores produzem nessas dimensões sutis. As “ciências alternativas” ocidentais (p. ex.: a teosofia) e orientais (principalmente hinduístas) já perceberam ou constataram a existência de um sistema energético-multidimensional na realidade humana. Nos EUA os pesquisadores (Dr.) Richard Gerber e a (Dra) Barbara Ann Brennam já detectaram essa multidimensionalidade-energética do ser. Os dois produziram alguns livros mostrando as suas fantásticas descobertas. A Dra Barbara é física da Nasa e publicou um belo livro com o título MÃOS DE LUZ. E o Dr. Richard também escreveu um belíssimo livro a respeito com o título MEDICINA VIBRACIONAL: A MEDICINA DO FUTURO. Em vários países, cientistas tentam quebrar a hegemonia da ciência racional reducionista, para poder ampliar a esfera do conhecimento na direção dos mundos metafísicos. A Física Quântica tem possibilitado avançar nesse intuito porque ela mesma vem quebrando o paradigma mecanicista da visão clássica newtoniana e cartesiana. No futuro a ciência precisará se abrir para as novas descobertas realizadas por esses dois cientistas citados acima. De modo que a partir do cientista (físico) Fritjof Capra (com o livro Tao da Física) um mundo de possibilidades vem se abrindo e assim novos cientistas começam a ousar e sair da camisa-de-força do modelo newtoniano-cartesiano de construção do conhecimento da realidade. As deficiências socialmente transmissíveis somente podem ser detectadas a partir de uma abordagem da ciência moderna e das “ciências alternativas” (a ioga é uma delas também). Enquanto isso, nos preocupamos com as doenças sexualmente transmissíveis e não vemos as deficiências socialmente transmissíveis. E o pior de tudo não conseguimos perceber a conexão entre elas. Um dia a ciência avançará de fato e de forma holística, e por causa disso os dois mundos (externo e interno) serão compreensíveis de modo a permitir relacionar doenças biológicas com deficiências de personalidade. Algumas pesquisas já demonstraram alguns sinais, por exemplo, de que a maneira como o ser se posiciona ontologicamente (com fé, por exemplo) modifica o seu quadro de saúde.
As deficiências socialmente transmissíveis podem ser caracterizadas como doenças que afetam o caráter ético. Em outras palavras, adoecemos porque perdemos o sentido ético greco-cristão da vida. Os sintomas podem ser facilmente percebidos: egoísmo, corporativismo, individualismo, niilismo, capitalismo, competitivismo, produtivismo, reducionismo, bairrismo, racismo, dogmatismo, cientificismo, ideologismo etc. As deficiências socialmente transmissíveis operam no mecanismo emocional das psiques tornando-as violentas, corruptas, idolatras, indiferentes, inimigas, insensíveis, gananciosas, mesquinhas, retóricas e instintivas. Nesse contexto, o homem perde a sua referência transcendental espiritual tornando-se um animal que defende ou ataca para assegurar a sua propriedade ou domínio. O homem entra num processo de decadência e a sociedade o estimula a permanecer nessa jornada até a sua morte. A evolução humana freia os seus passos e a maioria se cristaliza ou se hipnotiza a continuar inconsciente ad infinitum. Por isso mesmo, CRISTO afirmou que poucos conseguiriam entrar no Reino do Céu. Esse Reino, em verdade, é a transcendência das deficiências humanas.
Prof. Bernardo Melgaço – bernardomelga10@hotmail.com – Tel.: (088) 9201-9234

domingo, 13 de julho de 2008

EVENTO HOLÍSTICO APOIADO PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ (UFC)

Esse evento tem o apoio da Universidade Federal do Ceará (UFC). Infelizmente em outras universidades do interior cearense esse evento será tachado de "pseudos cientistas". Parabéns para a UFC e outras instituições que apoiam esse belo evento. Um dia quem sabe eses críticos cresçam e vejam a importância de discutir temas transversais também.
Prof. Bernardo Melgaço da Silva - bernardomelgaco@hotmail.com

EVENTO HOLÍSTICO APOIADO PELA UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ (UFC) - CONTINUAÇÃO


Esse evento tem o apoio da Universidade Federal do Ceará (UFC). Infelizmente em outras universidades do interior cearense esse evento será tachado de "pseudos cientistas". Parabéns para a UFC e outras instituições que apoiam esse belo evento. Um dia quem sabe eses críticos cresçam e vejam a importância de discutir temas transversais também.

Prof. Bernardo Melgaço da Silva - bernardomelgaco@hotmail.com

sexta-feira, 4 de julho de 2008

MUNDO CÃO...MUNDO DE MÚSICA....MUNDO DE SOM...IMAGEM... E CONFUSÃO

No momento em que escrevo estas linhas estou vendo a TV esperando ver o Jornal das oito e meia, e ao mesmo tempo estou escutando, no meu belíssimo equipamento que comprei hoje, CDs de músicas nacionais e francesas. Sinto-me encantado pelas lindas músicas e ao mesmo tempo enjoado quando olho para a TV ligada onde passa uma novela por demais boba – quase idiota! Acabei de ler os blogs do crato e do cariricult. Os meus sentimentos estão misturados, pois li coisas interessantes e outras sem muito sentido. Concordo com o movimento COLETIVO CAMARADAS e com o grande Ariano Suassuna. A coisa é mais embaixo – mesmo! As bandas e os empresários seguem a ordem do mercado, do fútil, do consumo imediato e fácil, dos valores que pregam a negação do ócio (segundo Oswald de Andrade ao se referir ao negócio como negação do ócio sagrado) da ideologia do descartável, da negação e substituição dos valores profundos e sagrados da natureza humana. Esse processo é parte de um fenômeno social complexo porque é resultado de um longo caminho de perda de identidade e desencantamento com a vida em geral. A cultura que se expressa é uma manifestação do processo de formação da identidade de um povo, comunidade ou nação. Em outras palavras, uma sociedade ou comunidade ao manifestar uma determinada cultura sinaliza o caminho que vem seguindo de construção, perda ou substituição de valores, ideais, perspectivas, visão de mundo e cosmologia. O que plantamos, educamos e idealizamos no passado, hoje colhemos, aprendemos e "ideologizamos". Isso implica dizer, segundo a moderna Física Quântica, que somos produtores de realidades. Nesse sentido, a cultura que vivenciamos é uma linha reta dentre várias que criamos da realidade. E se não estamos gostando dessa linha em particular precisamos criar em paralelo uma outra que desejamos ou preferimos seguir. Nada podemos fazer, mas tudo pode ser criado de novo – paradoxal! O passado não pode ser mudado, mas o futuro pode ser moldado conforme assim desejarmos com fé e vontade. Cada um é responsável pelo que acredita, pensa, sente ou deseja. Nesse contexto, culturas nascem – culturas morrem! Impérios surgem – impérios sucumbem! Nada é eterno no mundo humano. Cabem aos artistas investirem na criação de culturas que elevem a sensibilidade humana; cabem aos educadores investirem na formação de ideais nobres que elevem a consciência humana. Por isso, concordo em se pressionar o Estado para respeitar a cultura local e valorizar os seus artistas. Xô cultura e forró do besteirol!

Prof. Bernardo Melgaço da Silva

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quarta-feira, 2 de julho de 2008

EU NÃO SOU PARTIDO: EU SOU UNIDO PELA JUS-TIÇA DO AMOR

Nos blogs e na mídia em geral discute-se atualmente o processo de mudança ou transição de poder através da competição acirrada entre partidos políticos. Nesse sentido, devemos refletir profundamente sobre a essência desse processo de reorganização das forças sociais. O que se pretende afinal através da participação e competição popular na eleição de novos representantes do povo? A resposta não poderia ser outra: JUSTIÇA SOCIAL. Em verdade, o que se busca é a justiça social onde os diferentes possam ter oportunidades de produção e acesso “iguais” a todos os bens, valores e serviços oferecidos ou aplicados pelo Estado ou Sociedade. Então, o princípio básico que nos une nessa empreitada é, portanto, a JUSTIÇA. Mas, o que significa a expressão JUSTIÇA? Entendemos no mundo moderno pragmático como sendo o direito e dever de todos sustentados sob a mesma ordem e valor aplicados segundo a Constituição do país em seu Estado de Direito Democrático. É claro, que esta é uma definição conceitual que criei nesse momento. A definição etimológica de JUSTIÇA nos remete, segundo o conceituado e respeitado jurista Miguel Reale no seu livro Filosofia do Direito, a idéia de união e junção. Segundo REALE, o radical JUS (de Justiça) se origina de uma expressão sânscrita que significa exatamente UNIÃO e JUNÇÃO. Isso implica dizer que o princípio que orienta a idéia de justiça é a união, junção ou integração da consciência humana.
Mas, essa idéia se encontra muito distante de uma sociedade moderna unida que está fragmentada entre partidos políticos os quais buscam a qualquer custo o cume do poder temporal. MAX WEBER chegou afirmar que a razão (instrumental) desencantou o mundo. Eu diria que fez muito mais do que isso, pois fragmentou em pedaços muito pequenos tudo o que nos cerca (famílias, raças, religiões, ciências, ideologias, países, sentimentos, ideais e valores). O problema de hoje é conseqüência de uma práxis grega milenar (“penso, logo existo” – Descartes) que enveredamos e raramente nos questionamos sobre o seu sentido e significado. A razão instrumental produziu um universo de tecnologias e benefícios materiais que fez com que esquecêssemos ou não buscássemos a verdade de sua identidade e finalidade. E a finalidade da vida depende da identidade ontológica (ego ou self) que alcançamos conquistando com mérito em nosso processo evolutivo cósmico.
Existe uma contradição que solta aos olhos: “fragmentar para integrar”. A razão fragmenta, mas não integra a vida humana. Por isso, que a política partidária é a arte de dividir, fragmentar, separar os elos humanos na grande cadeia de relações e conexões da vida universal. Em verdade, ela é um processo que caminha no sentido contrário ao do princípio da vida cósmica. A ciência moderna, p. ex.: a física quântica, vem afirmando com fundamentação que o universo é um sistema integrado onde todos os seres são elos intermináveis na formação da grande cadeia universal em que os pólos opostos são forças complementares em equilíbrio. Assim sendo, a vida política não foge a essa regra. Ou respeitamos os princípios da natureza universal, ou então, sofreremos uma desintegração com perda de consciência e sofrimento da alma e do corpo - numa escala planetária! A natureza destruída (desmatamento, aquecimento global, tempestade etc) que vemos ao nosso redor simboliza o processo interior das forças cósmicas agindo em desequilíbrio nas ações das almas humanas. “Decifra-me ou eu te devoro”. Os egípcios já sabiam disso! Enquanto caminharmos unilateralmente num processo de desintegração da consciência teremos dias difíceis e penosos – com certeza! - pela frente. O conflito ou combate (ideológico, religioso, racial, científico etc) não nos levará a uma unidade e justiça social. Precisamos de solidariedade, humanidade, doçura e sensibilidade. Fora desse marco de integração cósmica teremos DOR e FRAGMENTAÇÃO COM PERDA DE CONSCIÊNCIA. Não existe acaso – o acaso é a nossa ignorância das forças cósmicas agindo em nosso mundo e realidade humana. Ou mudamos profundamente, ou então, pereceremos – Amem ou Amém! Prof. Bernardo Melgaço da Silva