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porque convergimos e integramos com AMOR, VERDADE, RETIDÃO, PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA

dedicamos este espaço a todos que estão na busca de agregar idéias sobre a condição humana no mundo contemporâneo, através de uma perspectiva holística, cujos saberes oriundos da filosofia, ciência e espiritualidade nunca são divergentes; pelo contrário exige-nos uma postura convergente àquilo que nos move ao conhecimento do homem e das coisas.
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.

"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber

PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO

O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).

"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

LIVRO RECOMENDADO PELO NOSSO BLOG: O PAPALAGUI

Na página de apresentação encontramos:
“Papalagui (pronuncia-se Papalágui) é o Branco, o Estrangeiro. Traduzido literalmente, é aquele que furou o céu. O primeiro missionário europeu a desembarcar em Samoa chegou num veleiro branco. Os nativos, vendo o veleiro de longe, pensaram que as velas brancas fossem um buraco pelo qual, furando o céu, o europeu tinha aparecido”.
Na segunda capa encontramos:
“Comentários de Tuiávii – chefe da tribo Tiavéa nos mares do sul recolhidos por Erich Scheurmann...
Jamais Tuiávii pretendeu publicar estes comentários. Eles se destinavam exclusivamente aos seus compatriotas polinésios. Se, contudo, publicamos as falas deste nativo é porque estamos convencidos de que para nós, brancos instruídos, pode ser útil conhecer a forma como nos vê, a nós e a nossa cultura, um indivíduo estreitamente ligado à natureza. Seu espanto, ironia e revolta nos descobrem o outro lado de nossa cultura. Sua deliciosa simplicidade nos revela o que somos incapazes de perceber”.
Na página 31 encontramos a seguinte fala do índio Tuiávii – chefe da tribo Tiavéa:
“Irmãos sensatos, escutai com fé o que vou dizer e sabei como somos felizes por não conhecer a angústia e o pavor dos Brancos. Podeis todos testemunhar o que o missionário diz: Deus é amor; um cristão de verdade faz bem se tiver sempre diante de si a imagem do amor; só assim é que vale para o grande Deus a adoração do Branco. Ele nos enganou, nos mentiu, os Brancos corromperam os missionários para que eles nos enganassem com as palavras do Grande Espírito. Pois, o metal redondo e o papel pesado, que eles chamam dinheiro, é que são a verdadeira divindade dos Brancos”.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

A HISTÓRIA DO SAPO NADADOR E O ESCORPIÃO ENVENENADOR

QUALQUER SEMELHANÇA COM A VIDA HUMANA É PURA VERDADE!
Era uma vez um sapo nadador que num dia de belo sol em sua caminhada matinal encontrou um escorpião envenenador. O sapo sabia da fama da natureza do escorpião. Mas, como ele não era um sapo comum sabia do poder que havia adquirido e por isso não tinha nenhum medo de escorpião. E assim conversou com o escorpião. O sapo indagou ao escorpião se era tudo verdade aquilo que diziam, lá na selva (interior), a respeito do escorpião. O escorpião disse que não era tudo verdade não, daquilo que diziam de sua espécie. Então, o escorpião inumerou uma série de qualidades que uma espécie especial de escorpião havia desenvolvido em sua jornada evolutiva durante várias eras na “vida escorpiosa”. O sapo escutou atentamente a descrição do escorpião. E nada falou.
Assim todas as vezes que o sapo passeava de manhã encontrava com o escorpião naquelas proximidades do rio. O sapo se acostumou com aquela presença. E procurou não indagar a respeito da natureza violenta do escorpião. Dias se passaram. Meses se passaram. Tardes aconteceram. A vida foi então aproximando duas realidades distintas. A realidade do sapo e a realidade do escorpião. Até que de tanto conversarem e trocarem conhecimentos a respeito de suas realidades distintas brotou entre eles uma confiança ilógica, brotou entre eles uma sinceridade anormal, uma amizade inexplicável. O sapo não conseguia ver o escorpião como um escorpião. E o escorpião não conseguia mais ver o sapo como um sapo. As realidades se misturaram como se fossem café com leite. Não havia meios de separar o café do leite, ou seja, a realidade que o sapo via e a realidade que o escorpião via também. Era uma mistura perigosa que as circunstâncias da vida criou.
O escorpião sentindo profundo respeito e amizade pelo sapo afirmou com convicção que iria ajudar o sapo na sua situação material precária de vida de sapo que vivia se escondendo em brejos escuros ou mal iluminados por clarões artificiais. O escorpião disse ao sapo: “não posso deixar de ajudar o meu amigo sapo. Não posso deixar que meu amigo sapo viva nessas condições precárias. Deixa-me ajudar você amigo sapo. Eu sou teu amigo e irmão de selva (interior)”. O sapo perguntou de que forma o escorpião poderia ajudá-lo. Então, o escorpião disse que havia conquistado com certo esforço e luta pessoal um pedaço privilegiado da selva (interior) onde os animais perigosos não conseguiam chegar até lá. Assim, o escorpião levou o amigo sapo para conhecer o lugar seguro onde o escorpião se escondia de vez em quando. O sapo, quando se deparou com o lugar reconheceu a beleza e a segurança do lugar. O lugar era lindo e agradável. Realmente era um privilégio morar e se esconder ali. Foi então, que o sapo fez um acordo com o escorpião no sentido de construir um brejo adequado às condições de vida de sapo. Até porque os modos de viver eram diferentes entre eles. O escorpião concordou e incentivou o amigo sapo a construir o seu brejo particular. Meses e meses foram gastos na construção de um brejo projetado que era modesto mais bonito. A vida parecia que estava indo muito bem naquela amizade entre eles.
Bom, até que um belo dia aconteceu um grande incêndio na floresta.Foi aí que o escorpião se lembrou das qualidades do sapo. O sapo era um exímio nadador e o escorpião era um exímio envenenador. Mas, as qualidades do escorpião não o ajudava naquela situação de desespero entre o fogo da vida e o fogo da morte. Era preciso ação na salvação. O sapo estava tranqüilo e confiante em si. O sapo sabia de suas qualidades de sapo e muito mais ainda. Então, o sapo disse ao escorpião que apesar de serem amigos ele sabia que a natureza do escorpião era perigosa no momento da travessia do rio da salvação. E disse mais ainda que o rio da salvação era a única porta de saída do desespero entre o fogo da vida e o da morte. O escorpião recorre a sua capacidade de diálogo e argumentação, e diz para o sapo que era o momento de se confiar nele porque ele (escorpião) não iria ferrá-lo em caso de sentir medo durante a travessia do rio da salvação (é bom se dizer que a natureza desse escorpião reagia sempre negativamente quando tinha medo). O sapo ponderou, então, que pelos seus conhecimentos somente um escorpião evoluído não agia como escorpião que ferrava. O escorpião respondeu dizendo que já estava evoluído e que deveria acreditar nele. Devia confiar e pronto.
O sapo sabia do risco que corria. Ele relembrou, para si mesmo, que sua missão era salvar escorpiões evoluídos e não sapos nadadores como ele. Foi então que o sapo, depois dessa estranha reflexão, concordou com aquela travessia perigosa no rio da salvação. O escorpião pulou nas costas do sapo e se agarrou nela. O sapo então se jogou no rio e começou a nadar com segurança total. O escorpião nas costas do sapo se sentia seguro. Mas, quando estavam chegando no meio do rio um tronco de árvore em chamas atravessou na frente deles. Nesse momento, o escorpião impulsionado pelo medo agiu automaticamente com seu poderoso ferrão e - “záp” - picou o sapo. O sapo sentiu profunda dor com o terrível veneno do escorpião. A dor era insuportável. A dor física e moral de ser picado pelo seu amigo escorpião. Durante alguns segundos o sapo lutou entre a sua fé na vida e a sua dor da morte. Por alguns instantes de consciência o sapo visitou o seu céu e o seu inferno interior. Quando a sua fé transcendeu a dor ele retornou a sua consciência desperta recobrando plenamente os sentidos. O sapo, então, olhou para trás e perguntou ao amigo escorpião porque ele havia feito aquilo. O escorpião disse que era assim mesmo. Era sua natureza de escorpião pouco evoluído. O sapo então disse ao escorpião: “puxa vida! se você tivesse confiado em mim sinceramente eu poderia carregar você para o outro lado do rio da salvação. Do outro lado você encontraria com certeza a felicidade Real, encontraria o verdadeiro Amor Incondicional e a Vida Eterna. Perdoe-me. Agora é tarde demais! Eu não poderia falar antes a você porque sabia que você não entenderia a minha metalinguagem. Isto porque a travessia é feita na confiança e na amizade entre dois seres de mundos distintos. Nesse momento eu posso lhe falar porque somente agora aconteceu uma grande prova de “fogo” da amizade e confiança entre nós. Sinceramente, quero que saibas que eu não sou um sapo de verdade. Eu era a tua oportunidade de travessia no rio da salvação. Agora eu não posso mais atravessar você porque perdeu-se o poder e o encanto da confiança e amizade. Esse poder mágico e encantador é a prova de “fogo”, nessa relação, para se atravessar o rio da salvação. Eu tenho que ir embora sozinho para o outro lado do rio. Você terá que voltar sozinho para o seu mundo em chamas. Não posso fazer mais nada por você. Fique vigilante para descobrir um novo sapo encantado (consigo mesmo!) e amigo que aceite fazer essa travessia perigosa. Eu sou, em verdade, um enviado do Rei Todo Poderoso Senhor de Todas as Florestas. A sua oportunidade, infelizmente, comigo foi perdida. Quero que você compreenda caro amigo escorpião que existem somente duas maneiras de você atravessar o rio da salvação. A primeira, e mais difícil, é você atravessar uma profunda crise existencial sem você ficar completamente louco. E a segunda, é o Rei Todo Poderoso Senhor de Todas as Florestas, enviar de tempos em tempos um sapo encantado e amigo, para ajudar os escorpiões evoluídos nessa perigosa travessia do rio da salvação. Esta última condição é uma dádiva do Rei Todo Poderoso Senhor de Todas as Florestas. Por isso, preste bem atenção NUNCA MAIS PERCA UMA OPORTUNIDADE DESSA, a vítima pode ser você mesmo. E mais ainda se liberte dos valores “ego-escorpio-nômicos” de sua espécie que fazem você ter medo de “troncos de árvores incendiadas”. Assim sendo, terei que encerrar por aqui mesmo essa minha nobre missão. O Rei me chama, para uma outra importante missão, do outro lado do rio da salvação. Até breve (Quem sabe!) e Adeus”.
O sapo depois de falar tudo isso, olhou para o céu e murmurou algumas palavras de agradecimento. Do céu uma luz de cor violeta muito forte iluminou o rio de uma margem a outra. No instante seguinte o sapo foi se iluminando no centro do peito. E aí se transformou em luz e desapareceu do campo de visão do escorpião. O escorpião de repente se viu sozinho no meio do rio da salvação. O seu sincero amigo de verdade havia transcendido e deixado esse mundo. O escorpião teve de se esforçar para voltar sozinho e enfrentar de novo o seu mundo em chamas. Aqui, esse conto termina. Qualquer semelhança com a vida humana é pura verdade.
Bernardo Melgaço da Silva

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

MODO DE PRODUÇÃO EGOÍSTA DO MUNDO MODERNO

Vejamos o que diz BARRIOS, Enrique (Ami: O Menino das Estrelas. Buenos Aires:Errepar. 1990):
"O ego. Uma idéia falsa a respeito de nós mesmos, um falso eu. Quanto maior é o ego, mais a gente pensa que é melhor do que os demais. O ego faz a gente se sentir com autorização para desprezar, fazer dano, dominar e utilizar os demais; inclusive dispor de suas vidas. Como o ego é uma barreira ao amor, nos impede de sentir compaixão, ternura, carinho, afeto... amor. O ego nos insensibiliza frente à vida, é alimentado por falsas idéias, por conceitos errados a respeito de nós mesmos, dos demais e da vida mesma. Veja: egoísta, se interessa por si mesmo e não pelos outros. Ego-latra, que se adora a si mesmo e a mais ninguém. Egotista, só fala de si. Ego-cêntrico, pensa que o universo gira ao redor de si. A evolução humana consiste em diminuir o ego para que o amor possa crescer" (p.74).

LIVRO RECOMENDADO PELO NOSSO BLOG: AS LEIS QUE REGEM O UNIVERSO (I)


AS LEIS QUE REGEM O UNIVERSO
A CONSCIÊNCIA
No prefácio encontramos:
“Este é um livro básico para o trabalho que nos estamos habilitando a realizar em uma tarefa conjunta com todos aqueles que sentem a necessidade de uma ampla reformulação em todos os sentidos. Será, no entanto, indispensável que as pessoas se predisponham a vivenciá-la com o conhecimento das causas e dos efeitos de todas as induções, de todas as ações que permeiam e interligam os planos sutis e concretos formadores deste Universo em que vivem.
Pensem, reflitam. As leis supremas regentes deste Universo estão sujeitas a modificações e transformações segundo as influências evolutivas resultantes da interfluenciação dos mundos paralelos, isto é, dos mundos sutis e concretos. Toda ação é o efeito de uma causa maior do que a própria ação em si; e toda ação converter-se-á em indução, sendo que cada indução dá início a uma seqüência de causas e efeitos que induzem outras causas e efeitos de forma sucessiva, até ser atingido o ponto extremo receptivo a estas induções, a estes reflexos da primeira ação. Por conseguinte, nunca o homem poderá isolar-se ou isolar seu campo de ação, uma vez que este campo de ação reflete-se em um campo de irradiação que dará origem a uma outra ação, sendo que esta, por sua vez, resultará num motivo de reação à ação. Assim, cumpre-se uma das Leis básicas – a lei da propagação – a qual atua formando um campo único que é este Universo a que nos referimos. É a causa e o efeito” A CONSCIÊNCIA.

LIVRO RECOMENDADO PELO NOSSO BLOG: AS LEIS QUE REGEM O UNIVERSO (II)


SEGUNDA CAPA

LIVRO RECOMENDADO PELO NOSSO BLOG: A CONDIÇÃO HUMANA


Na contra-capa encontramos:
A CONDIÇÃO HUMANA
(Hannah Arendt)

“Hannah Arendt, filósofa e pensadora política, nasceu na Alemanha em 1906. Foi aluna de Heidegger, Husserl, e Karl Jaspers. Doutorou-se com uma tese sobre o conceito de amor em Santo Agostinho. Embora sua obra seja basicamente uma grande reflexão sobre a teoria e a prática políticas de nosso tempo, a filosofia subjaz a toda ela.
A Condição Humana, publicada em 1958, é considerado o seu livro mais ambicioso. Na introdução Hannah Arendt escreveu: “O que proponho nas páginas que se seguem é uma reconsideração da condição humana à luz de nossas mais novas experiências e nossos temores mais recentes. “O que estamos fazendo” é, na verdade, o tema central deste livro, que aborda somente as manifestações mais elementares da condição humana, aquelas atividades que tradicionalmente, e também segundo a opinião corrente, estão ao alcance de todo ser humano. Por estas e outras razões, a mais alta e talvez a mais pura atividade de que os homens são capazes – a atividade de pensar – não se inclui nas atuais considerações. Sistematicamente, portanto, o livro limita-se a uma discussão do labor, do trabalho e da ação, que constituem os três capítulos centrais.”
Autora, entre outros, de As Origens do Totalitarismo e Entre Passado e o Futuro, Hannah Arendt ao morrer, em 1975, deixou inacabado à ensaio The Life of the Mind, considerações sobre o pensar, o querer e o julgar. Sua obra, considerada uma das mais originais do pensamento neste século, vem sendo bastante estudada e difundida. Raymond Aron, em A Sociologia Alemã Contemporânea, inseriu-a na história do pensamento sociológico como continuadora da tradição intelectual da República de Weimar”.



Bernardo Melgaço da Silva - bernardomelgaco@hotmail.com

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

LIVRO RECOMENDADO PELO NOSSO BLOG: A SABEDORIA DIVINA


Na segunda capa do livro A SABEDORIA DIVINA encontramos:
"Na verdade, Jacob Boehme não pode de modo algum ser lido quando nos falta a atitude correta. Quem encontra maior dificuldade é o leitor culto e ilustrado. Pode-se dizer que sua leitura exige as mesmas condições que a experiência mística: requer um “esvaziar-se” prévio, uma atenção completamente livre e uma quietude da alma. Nas horas em que estas nos faltam, Boehme não nos fala, parece-nos morto e árido, pois nada concede à curiosidade e ao mero instinto do jogo intelectual. Porém, quando estamos receptivos, vemos as estrelas girarem em sua mística imagem do mundo, e integramo-nos vitalmente a seu cosmos. A tradição de Boehme, profundamente viva entre os espíritos mais cultivados da Alemanha da época de Novalis, e sobretudo na de Franz Von Baader, conservou-se desde então quase que apenas em circuitos fechados pietistas, longe da vida intelectual do tempo. Agora, parece que um novo dia amanhece para ela” HERMANN HESSE

domingo, 24 de fevereiro de 2008

POR QUE O HOMEM NÃO ALCANÇA A EVOLUÇÃO DO ESTADO E NÍVEL DE PERFEIÇÃO DO AMOR CÓSMICO?


HAJA LUZ! E a luz resplandeceu, brilhou e iluminou o mundo. E o mundo iluminado propiciou o homem iniciar em seu caminho de descobertas. O homem ganhou sensibilidade e assim pôde se perguntar: de onde eu vim? E para onde vou? A vida humana ganhou perspectiva. E potencialidade para ver todos os fenômenos originados na criação da luz. Hoje, o homem se pergunta: qual é o sentido da busca? O que buscamos? O que devemos fazer para melhorar o atual nível de evolução com qualidade de vida? E de visão de mundo? Qual é a luz que falta nos iluminar?

A busca da evolução da qualidade de vida é o esforço de reencontrar o sentido da perfeição de todas as coisas essenciais manifestadas e até mesmo imanifestadas. Esse esforço persistente e incansável dá o tom e o valor da descoberta. E o valor novamente submetido a novo esforço se autoeleva, se autovaloriza. Esse autovalor é a luz resultante do ganho de energia na subida, no crescimento e no salto. Daí, a qualificação natural, o sentido exato, preciso da evolução: luz, energia, vigor, força, vontade, inteligência, sensibilidade e, portanto, Amor Cósmico. Consciência Cósmica. Ser Humano evoluído. Ser Humano holístico. Ser Humano qualificado. Completo. E seguro. Amante da natureza. Amante de todos de forma incondicional. Ser-espelho de consciência de Deus-Pai.

A direção certa, não é aquela de seguir cegamente, mas seguir na direção de uma orientação de um impulso natural, com ritmo natural proveniente de uma fonte original imutável. Seguir por apenas seguir, é ilusão. É insegurança e medo. É aceitação cega de idéias não comprovadas, não verificadas por nós mesmos. É seguir copiando.

Precisamos ser a própria origem das coisas que nos acontecem. E também ser a fonte do saber e da sensibilidade em ser. Ninguém gosta de ser resto, lixo ou sobra. Não acredito que viemos viver na Terra para competirmos entre nós e em consequência disso alcançarmos uma vida miserável, infrutífera, decadente e desqualificada (para muitos "não eleitos" ou "ignorantes"). Não! Sinceramente não acredito mais nisso. Não acredito nessa "normalidade". Isso tudo, é sintoma de um grande desvio. Desvio esse originado em outras civilizações. Civilizações muito antigas.

A natureza de Deus é implacavelmente perfeita no governo de seus princípios. Nada acontece por acaso. Tudo tem uma causa, uma origem. Um sentido no ser e no acontecer. O acaso é o pai da ignorância. E a mãe da nossa pequena visão de mundo.

A evolução requer perfeição no domínio dos princípios que governam a natureza, inclusive, a nossa própria natureza humana. A natureza de Deus-Pai é tão perfeita que para descobri-la ou vê-la precisamos antes de tudo nos capacitarmos para o seu (de Deus) nível de visão e compreensão. Isto porque ELE (Deus) é o princípio de hierarquia, de evolução, de qualidade, de sintonia e de equilíbrio.

Nesse sentido, como analogia, não podemos equilibrar um grão de arroz com uma tonelada de ferro. Um frigorífico gelado com o calor de uma ponta de cigarro. A inteligência de Einstein com a ignorância de um individuo não intuitivo. A sensibilidade supra-objetiva de Buda com a insensibilidade de uma "fera-humana" criminosa e violenta. O Amor de Jesus Cristo com a carência afetiva do desejo sexual de uma pessoa comum.

A descoberta da perfeição exige de antemão que sejamos perfeitos. Isto porque a imperfeição não consegue ver a perfeição. O desequilíbrio não consegue perceber o movimento de equilíbrio. O menos complexo não consegue abranger o mais complexo. A incerteza não consegue determinar a fé. A paixão não consegue sentir o Amor sublime. O desejo não consegue agir com vontade. O inferior não consegue vivenciar o que lhe é superior. Nesse contexto, o ignorante não consegue entender o universo do intelectual. E tão pouco o intelectual consegue entender o universo do homem-santo. Como consequência surge o sentido de evolução e transformação. E esse sentido se dá através da força de mudança que cada um imprime em sua própria natureza humana. Esse sentido é ao mesmo tempo um grande paradoxo e um grande mistério da evolução ontológica (supra-psicológica) em todos os tempos.

A menor distância entre dois pontos é a nossa própria evolução ontológica. Acredite se quiser!

Podemos "ver", então, que para compreendermos o sentido da essência das coisas precisamos transformar o não ser-essência em ser-essência evoluído, melhorado e aperfeiçoado. Essa tarefa exige que sejamos um verdadeiro buscador cientista-santo. E também um verdadeiro guerreiro. Um guerreiro tão corajoso, que sempre está preparado para "morrer" (no seu significado ontológico de evolução ou transformação). Assim quando cada um de nós chegarmos a essa visão e aceitação, estaremos de fato no caminho da perfeição, da paz, da renúncia. E em consequência estaremos, também, fora do caminho da idéia de valor, da competição, da idéia do "outro-causador", da idéia de fronteiras físicas e psíquicas, da idéia de raças superiores, da idéia de organização "partida" (ou partidária).

É preciso, não mudar apenas o ângulo da visão de mundo, mas muito mais do que isto, faz-se necessário ganharmos, ou melhor, conquistarmos com vontade um grau ou nível a mais na escala de visão de mundo. Isso implica dizer que devemos ir além das mudanças horizontais de visão psicológica do mundo, alcançando o plano vertical das mudanças supra-psicológicas (ontológicas) de compreensão das leis ou princípios sagrados de Deus-Pai. Ou seja, devemos nos preparar para uma nova existência no universo de naturezas de Deus. Esta façanha é difícil mas não impossível. Seu "caminho é estreito e a porta pequena".

Ao transformarmos a nossa própria natureza descobriremos porque era tão difícil transformar a outra natureza que víamos. Compreenderemos, então, a ilusão do "peixe-homem" no fundo do "oceano-princípio". Submersos no oceano-valores humanos não conseguimos alterar a nossa própria natureza e nem sair de seu meio ambiente sem que para isso não se precise ir a fonte do ser.

É assim, que estamos e somos todos nós de um modo geral. Ansiamos mudar. Mas, somente mudamos a forma exterior das coisas. Nessa ânsia perdemos a visão necessária para o sentido correto de transformação do ser. Estamos sempre mudando o modelo de experiência. Mas, não percebemos que a própria natureza humana transcende qualquer modelo criado pelo próprio homem. Pois, existe um MODELO INTERIOR DO EXPERIMENTADOR. E esse MODELO INTERIOR é inacessível pela visão psicológica de qualquer cientista mesmo com boas intenções. Somente o indivíduo por si e em si mesmo pode alcançar esse MODELO INTERIOR. Nesse sentido, cada um tem o mapa e a chave de seu próprio tesouro "escondido". Daí o porquê do esforço incompleto e insuficiente do trabalho moderno para efetivamente mudar o mundo. Somente mudamos o mundo se mudamos a sua essência. Mas, a essência do mundo é também a essência da visão. Por isso, qualquer mudança real somente ocorre na fonte original do mundo e da visão: a essência criadora do homem (que é a consciência criadora de Deus no homem).

Assim sendo, quando decidimos, por livre e espontânea vontade, mudar primeiro a nossa visão, então, entenderemos com um leve sorriso nos lábios essa afirmativa magistral de Platão: "Tente mover o mundo - o primeiro passo será mover a si mesmo". E daí para frente poderemos saborear não só Platão, mas também os conteúdos de sabedoria de Socrates, Jesus Cristo, Buda, Einstein, Kant, Pascal, Voltaire, Descartes, Alan Kardec, André Luiz, Zarastruta, Gandhi, Charles Chaplin e tantos outros personagens da história humana.

O ato de conhecer, a partir dessa transformação real, não terá um fim, um objetivo utilitário e mecânico de acumulo de informações em nossa psique, mas se tornará uma "fruta deliciosa" da qual sempre gostaremos de comê-la sem ficarmos enfastiados. O ato de saber se qualificará. As nossas críticas deixarão de ser invejosas, passando a ser respeitosas, compreensivas e até mesmo admiradoras.

Puxa vida! como me delicio com esta frase-pensamento de Kafka: "Da vida se tira vários livros, mas dos livros se tira pouco, bem pouco a vida". E esta de Buda: "O louco que se diz louco esse tem algo de prudente, mas o louco que se diz sábio esse é realmente louco". E como o mestre Einstein foi brilhante. Vejamos o que ele disse: "Raros são aqueles que vêem com os próprios olhos e, sentem com sua própria sensibilidade". Jesus Cristo, nem se fala, vejamos: "Vim para trazer luz aos cegos e cegar os que estão vendo".

Nessa nova etapa existencial, desenvolveremos um sentido incomum de compaixão por todos aqueles que ainda não viram em si mesmo, sua própria fonte de luz-sabedoria-Amor. Em outras palavras, o próprio Deus-Pai manifestado, presente num estado de contemplação e benção a todos os seus Filhos. E a consciência de Deus-Pai é o caminho iluminado que devemos seguir em nossa viagem interior.

A qualidade de vida essencial é precisamente um salto ontológico. Um gigantesco salto além do pensamento e da visão racional do homem moderno. Esse salto é a transcendência do homem em direção à consciência cósmica. Uma consciência de sabedoria em Amor. E quando penetramos na atmosfera desse universo-consciência, começamos a compreender o porquê do desespero, da angustia, da infelicidade, da dor, e da miséria espiritual de milhões ou bilhões de seres que estão vivendo nesse planeta.

Mesmo com a sabedoria e visão que alcançamos ao entrar nessa "atmosfera", nossos esforços estarão sempre dependentes de um princípio básico e universal: a liberdade de Deus-Pai. A liberdade de ser, de cada um, é algo profundamente sagrado. Por isso, mais do que nunca precisamos saber o significado ontológico da palavra "renúncia". É preciso renúncia para a vida dos valores terrenos, uma vez que esse princípio sagrado de liberdade coloca o ser humano numa questão de decisão e escolha que somente o próprio homem, o próprio indivíduo poderá (auto)solucionar. O que podemos fazer, se estamos transformados ou ontologicamente convertidos, é apenas apontar o caminho que nós mesmos trilhamos, deixando que cada um em seu respectivo nível de leitura e, portanto, de compreensão siga, ou não: "quem tiver ouvidos, ouça" (há 2000 anos...).

Mas, o que realmente pretendemos com a conquista da liberdade ontológica? Essa resposta é na verdade um longo caminho de desenvolvimento da sensibilidade, da inteligência e da vontade humana. E a meta, sem dúvida, é o Amor. Mas, qual deles?

O homem vem buscando incessantemente o Amor. Em várias épocas, encontramos referências das experiências humanas com "algo" que o homem vem denominando de "Amor". A reverência para com esse fenômeno, é visível. Seja na poesia, na música, no cinema, nas novelas, nos contos românticos etc. Podemos falar de algo que transcende qualquer semântica? Ficamos mudo quando queremos falar do Amor Cósmico de Deus-Pai. É uma aparente contradição.
Mas, o que é Amor? Podemos caracterizá-lo ou defini-lo segundo os nossos condicionamentos? Qualquer definição é uma incógnita. A única coisa que todos têm em comum, na descrição do Amor, é na personalização do fenômeno: "ele é agradável", "nos dá satisfação" e "nos faz sentir bem".

Amor -palavra que não define a grandeza do que seja o próprio, o significado de sua manifestação. Vivemos tendo como referência um encontro futuro com algo que denominamos de "Amor". Queremos experienciar em nós e no outro o Amor. Queremos Amar. E compartilhar o Amor. Quem não quer Amar? É difícil imaginar alguém que não queira Amar. E ser feliz no Amor. Mas, o que será mesmo esse tal Amor que buscamos? A que fim ele nos leva? O que está por detrás da busca desse desconhecido Amor? Buscamos a experiência do Amor, porque instintivamente e intuitivamente sabemos que ele é necessário e imprescindível. A vida humana depende do Amor para se manter equilibrada e harmoniosa.

As nossas experiências nos dão a idéia e o indício do que seja Amor, mas o Amor em sua plenitude se distancia dessas experiências. E assim, ficamos a mercê de um nível de vibração do Amor, acreditando que estamos vivenciando o próprio. As experiências que realizamos em busca do Amor, nos faz criar uma contraparte desse fenômeno: o objeto do Amor. Esse objeto, criado e recriado em cada nova experiência assume o papel do próprio. Assim, se perdemos ou nos distanciamos desse objeto, acabamos sofrendo. Identificamos o Amor, a partir do seu objeto. Várias são as identificações dadas para o objeto do Amor. Essas identificações, são manifestações subjetivas tais como: sensualidade, sexualidade, carência afetiva, bondade, paixão, desejo, etc.

Em nome do Amor, ou melhor, do objeto do Amor, construímos uma realidade de relações humanas. Agimos segundo as orientações dessas relações criadas e convencionadas pela sociedade. O Amor passa ser definido segundo um modelo estático, ou melhor, segundo um protótipo, um modelo de relação objetiva ou subjetiva tal como: "Amar é fazer..." ou "Amar não é fazer...", e assim por diante.

No entanto, como a natureza de cada indivíduo necessita ir ao encontro da experiência reveladora do verdadeiro Amor, cria-se, então, uma necessidade individual e (ao mesmo tempo) coletiva, dirigida pela força desse impulso natural. Todavia, essa necessidade deixa de ser preenchida totalmente, porque a natureza humana é dependente das experiências e dos conhecimentos gerados por essas mesmas experiências. Assim, forma-se um círculo vicioso entre experiência e conhecimento. A experiência com o objeto do Amor e o conhecimento proporcionado em função dessa experiência. A natureza humana se escraviza no ato (experiência) de "comer a maçã do conhecimento". Em outras palavras, aquilo que deveria ser bússola se transforma em alimento. A única saída é o rompimento ou descontinuidade dessa experiência e desse conhecimento: conquistar a liberdade do verdadeiro Amor Cósmico.

A natureza humana somente conquista essa liberdade quando descobre, por experiência própria, o que é Vontade. E a natureza humana somente descobre a Vontade em sua plenitude quando se capacita, finalmente, alcançar o nível de consciência do Amor Cósmico. O Amor Cósmico e a Vontade Cósmica caminham juntos. Esse é o paradoxo da evolução: "saltar a partir de si e em si mesmo".

Nesse contexto, a evolução da ciência do ser, não se dá de forma coletiva. Ela é antes de tudo um esforço individual voluntarioso centrado na vontade e na fé em Deus. A evolução coletiva é dependente de uma evolução individual. A evolução da ciência do ser é análoga ao fenômeno conhecido, em física quântica, como "bootstrap". O fenômeno bootstrap é a capacidade de uma partícula atômica subir um nível atômico, a partir do próprio esforço dela. O significado da expressão "bootstrap" é "subir pelas próprias alças da bota". É (para nossa visão racional) um contra-senso, porque como é que podemos subir puxando os cadarços de nossos próprios sapatos? O princípio da gravidade nos mostra que isso é impossível no plano físico. No entanto, no mundo das partículas isso é possível. O mesmo fenômeno acontece, analogamente falando, no plano da consciência humana.

O Amor Cósmico é na verdade (em essência) uma expansão (tipo bootstrap) de experiência para um nível superior de consciência (além dos níveis racional e intuitivo). Em outras palavras, o Amor Cósmico (apontado por Jesus Cristo) está (tomando como referência uma escala ontológica) dois níveis acima da razão moderna. Para se alcançar o nível do Amor Cósmico faz-se necessário se desenvolver a intuição. Isso implica um desenvolvimento da ciência do ser visando uma transcendência de valores e visão de mundo: ou seja, a morte e o nascimento ontológico de um novo homem.

A realização dessa transcendência humana, tem como barreira o impasse entre seguir o impulso natural de expansão da experiência (a partir de nossa própria consciência) ou seguir o impulso orientado pelas normas de condutas e pelas experiências com o "objeto do Amor" (o desejo instintivo). O homem moderno, vem se tornando um ser dependente das idéias estabelecidas pelo meio social em que vive. Uma vez que esse homem não tem visão de nenhum marco ou referência interior para anular o impacto violento das mensagens subliminares, ele acaba se deixando puxar para baixo pelo inconsciente coletivo predominante em sua psique. A sua queda vem proporcionando um aumento da força de persuasão do inconsciente coletivo. O homem moderno, em função disso, passa ser um defensor e propagador dos benefícios proporcionados pelas experiências com os objetos do Amor e da razão.

Em conseqüência, dessa disseminação de idéias de valor, um grande número de indivíduos inexperientes (em relação ao Amor Cósmico) foram e continuam sendo atraídos pelo poder magnetizante das propagandas subliminares. Dessa forma, um contingente imenso de novatos são submetidos - sem preparo - às provas, nas diversas experiências, com a prazerosa e pegajosa força do objeto do Amor. De um modo geral, os novatos sucumbem ao "império do prazer". E acabam se incorporando ao exército desse "império". O prazer instintivo passa ser um alimento (e bandeira) ideal: "quanto mais melhor". E assim, o hipnotismo do prazer envolve a razão do homem moderno cegando-o para um outro nível de visão e conhecimento que possibilitaria a sua total independência do desejo instintivo e consequentemente de sua elevação na transcendência para uma vida existencial muito mais feliz: no Reino do Amor de Deus.

Nesse contexto, o homem carente do verdadeiro Amor Cósmico, se torna escravo do objeto amoroso criado no interior de sua psique. E o tempo é um dos estados da psique que guarda as inúmeras experiências do objeto do Amor. Envolvido pelo estado de consciência do tempo gerado em sua psique, o homem se torna escravo de si mesmo. Assim, como um pássaro que por ter vivido longa experiência dentro de uma gaiola, o homem age condicionado pelo tempo quando rejeita o sinal libertador da natureza. Da mesma forma, que esse hipotético pássaro não sai pela porta aberta da gaiola que lhe protegeu e lhe abrigou em escravidão, o homem também não sai (pela porta da intuição) de suas convicções e experiências racionais e instintivas (sua gaiola existencial).

Enquanto estiver dependente do objeto do Amor, o homem se encontrará tenso, angustiado, infeliz e desequilibrado. Esse homem estará eternamente buscando racionalmente o Amor no objeto. E assim fazendo estará querendo encontrar água onde é só miragem num deserto escaldante. Sem dúvida continuará sofrendo. Pois, O Amor Cósmico é a "água" (no interior do ser) que necessitamos para matar nossa sede existencial de completa felicidade.

O homem moderno desenvolveu a ciência do conhecimento da
natureza, mas esqueceu de desenvolver a ciência do
autoconhecimento do ser em si e para si mesmo. Amar é muito mais do que uma experiência racional com o objeto do Amor. É antes de tudo alcançar a graça de "ver" e experimentar o poder de Deus-Pai. E de revelar em nosso interior a glória DELE (Deus). É também se iluminar no contato com a FONTE-SOL-ESSÊNCIA.

Bem, o que eu quero dizer nesse texto, é que existe de fato um outro significado supra-físico e supra-psicológico de qualidade de vida. Tal qualidade de vida perpassa por uma experiência qualificadora que resolve todos os problemas existenciais e consequentemente todos os desequilíbrios da estrutura energética humana. Essa experiência qualificadora é na verdade um estado de consciência onde se manifesta a luz do Amor Cósmico Universal. E esse Amor está além das nossas experiências de Amor-Objeto (termo usado por Freud).

O Amor é uma força ou poder de criação que impregna todo o cosmo e todo ser vivo. O Amor se manifesta como se fosse uma espécie de "energia". E pode ser transmitido por uma consciência evoluída (ontologicamente falando), bem como pode ser captado por essa mesma consciência. O processo de captação depende de uma sensibilidade humana desenvolvida (além dos sentidos objetivos imediatos).

E é nessa experiência íntima qualificadora do Amor Cósmico que o homem encontrará o sentido verdadeiro (completo) de existir nesse planeta, nessa galáxia e nesse multiverso infinito de múltiplas possibilidades de existência e de realização com vida total de felicidade. Nesse contexto, a vida com certeza se tornará um grande sonho. E o sonho feliz se confundirá com a vida. A criança se incorporará no adulto. E o adulto regredirá à infância. Nesse duplo movimento, as duas faces da natureza de Deus se juntarão, se harmonizarão numa bela dança cósmica do ser rumo ao infinito e à perfeição da LUZ de Deus-Pai.

Nesse sentido, a luz não pode ser descoberta, mas ao contrário é ela quem nos revela e nos des-cobre da escuridão da criação no processo de evolução. A luz é Deus. E Deus é AMOR CÓSMICO UNIVERSAL. O homem é uma centelha dessa LUZ de Deus. E o homem somente consegue revelar essa Verdade no caminho do autoconhecimento da luz do Amor de Deus em si e para si mesmo. Bem-Aventurados são aqueles que conseguem por seu próprio esforço sair da escuridão da visão racional e alcançam a luz interior do Amor de Deus.

Não faz muito tempo (1988), vivenciei a graça do Amor de Deus (despertar do chakra cardíaco com: alta vibração e alta velocidade de um vórtice na altura do peito- saindo do centro da palma da mão esquerda um fino raio de luz branca de sutil vibração e entrando nas pontas dos dedos da mão direita a mesma "energia" captada do cosmo, e eu em profundo êxtase). E de lá pra cá venho me dedicando na tarefa de comunicar esse caminho de luz. Esse caminho que todos buscam consciente ou inconscientemente. Pois, através do Amor de Deus o homem alcança definitivamente a visão intuitiva da transcendência ("nascer e morrer em vida"). E sem o Amor de Deus a vida humana tende a seguir um caminho de auto-destruição. Isto porque somente através da visão intuitiva no caminho do Amor de Deus é que o homem SAI ("morre") de sua ilusão de ver o cisco no olho do irmão. E ENTRA ("nasce") numa nova etapa de ver a tora em si mesmo: o seu próprio mundo-ego. Esse e somente esse religamento de Luz-Verdade conseguirá iluminar o mundo de inverdades (ou verdades incompletas) e equilibrar a energia vital que se gera e que se capta na relação do homem com a natureza em geral, inclusive, a natureza humana.

QUE SE RE-LIGUE A LUZ INTERIOR EM CADA SER: HAJA LUZ DE DEUS! SOMENTE O AMOR DE DEUS PODERÁ CLAREAR A ESCURIDÃO DO CONFLITO INTERIOR NO MUNDO HUMANO



Bernardo Melgaço da Silva - bernardomelgaco@hotmail.com

A QUALIDADE DE VIDA AMOR



A qualidade de vida que todos nós buscamos, consciente ou inconscientemente, se consagra no testemunho e vivência de um fenômeno notável: o Amor. Amor - expressão de um fenômeno sem dimensão. Amor - palavra que não liga diretamente o significado real às nossas experiências de mundo. Amor - mistério que oculta a passagem de nossa existência por esse plano nesse pedaço de Terra e de cosmos.
De modo que, passamos a vida inteira acreditando que amamos e que somos amados pelos outros. Até que, a vida reclama da morte e num último suspiro de ignorância morremos e nascemos banhados pela energia cósmica formidável. E aí não somos mais os mesmos. Mudamos profundamente. Nossa visão dá um giro de cento e oitenta graus, e a partir desse novo ponto ou ângulo vemos o que até então, nos era oculto, irreal, imponderável. Escutamos o som inaudível do silêncio interior. Tateamos a energia sutil da antimatéria invisível. Viajamos pelo espaço infinito da imaginação. Rompemos finalmente a barreira racional limitadora do ser individual. E nessa reviravolta existencial, uma nova consciência surge. Doce e Bela. Inteligente e sutil. Sensível e bondosa. Amiga e fraterna.
O mistério se torna presente. E o presente passa ser um belo mistério. O mistério em nós mesmos. E nesse mistério morremos para uma outra vida. Deixamos a vida agitada, apressada, desequilibrada e desarmoniosa. Abandonamos o caminho da infância adulterada. E assim compreendemos que raras vezes paramos para sequer argumentar porque seguimos os passos automáticos de uma sociedade agonizante. Onde as guerras se sucedem. Onde a violência explode em cada esquina, em cada lar, em cada indivíduo. Onde a neurose transforma nossas fábricas em manicômios produtivos. Onde os próprios homens são sutilmente transformados: homens-robôs, homens-máquinas, homens-automáticos, homens-insensíveis. Eficiência, produtividade, lucro, competitividade. Essas são as leis que regem o fluxo sangüíneo em nossas veias egoístas. O cérebro apenas automatiza a pressão sangüínea.
Mas, a Vida verdadeira real reclama e nos “cobra” um equilíbrio dinâmico, consciente e cósmico: “decifra-me ou te devoro”. Somente a compreensão pode fazer com que retornemos a trilha da verdadeira vida, da verdadeira sabedoria e do verdadeiro amor. O mestre Freud havia nos alertado desses dois caminhos: o pulsão da vida e o pulsão da morte. Jesus Cristo, também, nos alertou a respeito do caminho do escriba e do iluminado. Vários personagens da história procuraram deixar “pistas” desses dois caminhos, Mas, esses esforços se não foram em vão, pouco puderam fazer para mudar a nossa visão e transformar a nossa imensa insensibilidade. A lei natural da conquista evolutiva já havia estabelecido os critérios: “cada um terá que descobrir por si mesmo e amar o outro como se fosse a si próprio”. O grande sábio Sócrates deixou sua “pista” na célebre frase: “conhece-te a ti mesmo”.
A qualidade de vida total - Amor é o caminho do Autoconhecimento na tarefa suprema de se realizar a grande conquista da consciência de si. O mundo de mazelas e iniqüidades que construímos é o reflexo da visão limitada de uma sociedade carente e inconsciente de suas enormes potencialidades individuais. A miséria externa é reflexo de uma riqueza interna fantástica ainda não conquistada. Da mesma forma, a poluição externa é reflexo de um ambiente interno escuro e contaminado. Nesse contexto, o homem é o princípio de todo processo de qualidade, luz e, portanto, realização. Tudo surge a partir do homem em direção ao próprio homem. O homem é a escuridão e a raiz de todos os problemas humanos. E paradoxalmente é também a luz e a solução final de qualquer crise existencial ou social.
Assim sendo, não conseguiremos melhorar a qualidade de vida do mundo em que vivemos, sem uma melhoria na visão que formou ou criou a atual ideologia individualista e egoísta do mundo moderno. E o melhoramento da visão tem por base o desenvolvimento ou a sutilização da sensibilidade. A sensibilidade se apoia na diferença dos pólos ou naturezas de energias: entre o positivo (+) e o negativo (-), o inferior e o superior, o escuro e o claro, o ruidoso e o harmonioso, a morte e a vida. Mas, o próprio fenômeno da vida se manifesta de forma simétrica: no fóton temos partícula e onda simultaneamente. É a lei da complementaridade: a harmonia se complementa no equilíbrio. E o equilíbrio se complementa no reequilibro. A diferença entre esses dois momentum existencial é a evolução do ser. Nesse contexto, a evolução é a transformação dos momentum, de existências: do instintivo para o racional, do racional para o intuitivo, do intuitivo para o amoroso. A educação da sensibilidade intuitiva (não-econômica, ou seja, Ética) será o grande desafio desse novo milênio. A racionalidade instrumental, utilitária e econômica pouco poderá fazer de transcendental para a ascensão (salto) da consciência humana.
Nesse percurso existencial de experiências e realizações sensíveis, o homem se completará em si mesmo. Tornando-se uno e cósmico num único momentum de realização e ascensão ontológica (a transformação do homem num novo Homem a Serviço de Deus): o momentum do Amor Cósmico Transcendental.

Obrigado Meu Deus - Meu Senhor!



Bernardo Melgaço da Silva - bernardomelgaco@hotmail.com

sábado, 23 de fevereiro de 2008

FILOSOFIA PERENE



Segundo ESTON (1989):
"A maioria das visões de mundo descritas, ao surgir, em diferentes eras, adaptou, com freqüência, aspectos de outras culturas. Entretanto, uma delas permaneceu surpreendentemente imutável, desde que foi formulada na Índia, na era védica, por volta de 1500 a. C. Na maioria das culturas esta visão permaneceu sujacente; entretanto, como imagem da humanidade, continua visível de maneira quase inalterada em tantas épocas e lugares, que Aldous Huxley a denominou "Filosofia Perene". Suas características centrais podem ser assim resumidas:
1- Aqueles que a vivenciaram insistem: não se trata de uma filosofia ou metafísica, não é uma ideologia ou crença religiosa, mas sim uma experiência - uma experiência de unicidade, de tal sorte que resolve as polaridades de tempo e espaço. É difícil descrevê-la, porque tem de ser relatada em termos espaço-temporais. Palavras verdadeiras sempre parecem paradoxais, porém não há outro tipo de ensinamento que possa substituí-las (Lao-Tsé)

2- A natureza básica do universo é a consciência, e o indivíduo humano pode participar desta consciência "cósmica". Esta é a Razão de Ser. Para o homem, é um aspecto "superconsciente" ou divino de seu ser, e sua natureza física é uma manifestação da consciência universal.

3- Apesar de o ser humano poder vivenciar ou participar desta consciência cósmica, geralmente opta por não fazê-lo, caminhando pela vida numa espécie de sono hipnótico, tendo a impressão de que está tomando decisões, de que acidentes lhe ocorrem etc. Se, porém, começa a "despertar" e a ver com mais nitidez, principia a perceber que o Self superior conduz este processo.

4- As potencialidades humanas são ilimitadas. Todo o conhecimento, poder e percepção são, em última análise, acessíveis à sua consciência.

5- À medida que uma pessoa percebe esta natureza básica da realidade, ela se motiva para o desenvolvimento e a criatividade e para o movimento na direção do Self superior, tornando-se cada vez mais conduzida por esta consciência maior. O que chamamos de "inspiração" ou "criatividade" é essencialmente uma abertura para a percepção deste processo supremo.
Quando respira através do intelecto é gênio;
quando respira através da vontade é virtude;
quando respira pelo afeto é amor.
(Ralph Waldo Emerson, A Alma Superior)
6- A evolução, que ocorre em nível físico e mental, é dirigida por uma consciência superior, sendo caracterizada pela finalidade. Á medida que o homem eleva o seu nível de consciência participa mais, de modo mais pleno, deste propósito volucionário" (p.15-16).

A TERCEIRA VIA-VIDA DA POLÍTICA MODERNA: SOLIDARIEDADE

As sociedades modernas estão em crise. Podemos ver que a vida moderna caminha para um colapso global tanto no aspecto ecológico quanto moral. E isso pode ser percebido na conduta e na fala dos nossos representantes e autoridades. Os discursos caminham para propostas contraditórias. De um lado aponta-se para um desenvolvimento tecnológico amplo e do outro escutamos o grito dos oprimidos e dos defensores da natureza nos alertando para o perigo de subestimarmos o poder da natureza na contramão do desenvolvimento material. Assim, os esforços de manter o progresso material a qualquer custo têm um apelo da sobrevivência para as benesses da vida capitalista ou socialista: assegurar o ritmo de produção e consumo para todos com as mesmas liberdades, oportunidades e igualdades de condições.
Nesse sentido, o que se caracteriza no cenário do futuro é uma crise e ruptura sem precedentes. De um lado as forças da natureza em desequilíbrio (aquecimento global, tsunami, desertos, furacões etc.) obrigarão ao homem escrever a história numa nova linguagem e sentido ecológico. E por outro a massa de oprimidos, excluídos, desempregados, refugiados da natureza e desabrigados formará um contingente de insatisfação tão grande que a força de sua dor e grito porá em perigo a estabilidade e soberania das nações desenvolvidas.
A questão passa por uma nova maneira de estar, ser e sobreviver no mundo. E a política terá que se transformar saindo dos discursos convenientes ou extremistas radicais para uma abordagem holística onde a ciência moderna deverá ser ouvida tanto quanto as antigas tradições espirituais e religiosas. Assim, de nada adiantará os esforços de fragmentação ideológica ou religiosa que o homem vem realizando nas diversas esferas de convivência social. Somente a união na busca de um sentido de unidade holística maior poderá ajudar o homem contra as perigosas forças sociais e ecológicas em curso.
Assim, ouvir os oprimidos e excluídos tanto quanto ouvir os discursos de alerta dos cientistas ecológicos é sensato e inteligente. O desafio é encontrar o equilíbrio entre as naturezas dos ambientes natural e social, e material e espiritual. Pois, um está ligado ao outro. O social está ligado ao ecológico (p.ex.: o desmatamento e queimada das florestas brasileiras) tanto quanto o material ao espiritual. É natural que esteja! O homem é parte da natureza na formação do ecossistema material e espiritual da terra. E não deve ser visto como algo diferente e indiferente a essa identidade holística e sagrada. Somos natureza também! Então, surge o desafio em se criar uma terceira via-vida política que não se deixe contaminar pelo extremismo do radicalismo de facções ditas “socialistas” ou “religiosas”, ou pelo corporativismo e conveniência do império capitalista que vê no mercado um deus todo poderoso que governa tudo pelas mãos corruptas endinheiradas.
As ideologias deverão buscar a ciência moderna como alicerce de suas premissas caso contrário elas ajudarão a tornar o mundo inabitável sem água para beber, sem ar para respirar, sem matérias-primas para se produzir, sem sensibilidade da alteridade para se compreender que somos irmãos espirituais e não apenas grupos ideológicos em conflito de classe e de poder. A crise sai da esfera material e entra definitivamente na esfera espiritual. Um pensador afirmou no século passado: “O próximo século [XXI] será espiritual ou não será”. Amem. Amém! Esperem que vai acontecer mesmo: a união ou a dor!
Prof. URCA. Bernardo Melgaço da Silva – bernardomelgaco@gmail.com

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

EM BUSCA DE SI MESMO


ALGUM DIA
EM QUALQUER PARTE
INDIFERENTEMENTE
HAVERÁS DE ENCONTRAR-SE CONSIGO MESMO
E SÓ DE TI DEPENDE.
QUE SEJA A MAIS AMARGA DE TUAS HORAS
OU TEU MOMENTO MELHOR

O que todos homens e mulheres buscam para si? Não existe dúvida para mim: ENCONTRAR O VERDADEIRO EU EM SI MESMO! Pode ser o encontro mais alegre e feliz, ou um encontro terrível de desconforto e loucura.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

LIVRO RECOMENDADO PELO NOSSO BLOG: SADHANA: O CAMINHO INTERIOR



Recomendo este livro porque percebo nele muita sabedoria de quem (SAI BABA) de fato encontrou o seu Eu Divino em si mesmo. Sadhana é uma disciplina espiritual que conduz a divinização do homem. E quem decidir seguir essa disciplina saberá que cada ato, cada palavra, cada sentimento e cada pensamento são as bases na acumulação da energia necessária para se alcançar a meta mais difícil para qualquer ser humano: a consciência de Deus!
No Prefácio do livro encontramos:
“Sadhana é tudo na vida. Cada pensamento, ato e palavra é um passo a aproximar-nos ou a adastar-nos de Deus.
Deus não está no alto dos céus. Está dentro de nós, conosco, ao nosso lado, atrás, à frente de nós. Em cada célula Ele está como vida. Em cada átomo, como atividade. Deus é tudo isto e muito mais.
Cada ser humano é equipado com inteligência por meio da qual pode inquirir, investigar e experienciar a Verdade central. Deus é Sua própria Verdade” N. Kasturi - Prasanti Nilayam
“Quando você entra numa loja e escolhe uma fazenda para uma calça ou camisa, prefere uma escura. A razão da preferência pela cor preta e não pela clara, pelos tons de branco, é porque a cor escura não mostra o sujo. Geralmente o desejo não é o de remover a sujeira, mas o de ocultá-la Isso tem-se tornado uma fraqueza universal. As pessoas envergonham-se da impureza do coração, mas não tentam limpá-lo. Tal limpeza, a do coração, só se consegue através do Amor (prema) e da Verdade (sathya), através da repetição do mantra dado pelo Guru e pelo sadhana (disciplina espiritual) quando regular e firmemente praticado com fé”(p.27).
“Uma vida de sadhana (disciplina) implica dedicar todos os atos a Deus, ofertar aos pés do Senhor o que quer que faça, pense e fale.
A mente deve gravitar em torno de um centro - Deus. Você tem de concentrar-se firme e forte. Por que tem você de travar batalha para concentrar-se? A razão é esta: você não tem tido ânsia por Deus, apego profundo por Ele, nem tampouco amor. Mas, mantenha esforço. Pela disciplina contínua, você o conseguirá.
Sadhana é uma atividade excepcionalmente preciosa, que não deve ser vulgarizada, e posta ao alcance dos olhos do público. O peixe é vendido em lojas abertas ou ar livre, em plena rua. Os diamantes, porém, são vendidos em lojas fechadas, que só admitem genuínos compradores, e são guardados em reforçadas criptas subterrâneas. O sadhana é mais valioso que todos os diamantes. A disciplina espiritual perderá muito, se praticada a céu aberto.
...Deus é tão misericordioso que dará dez passos em sua direção se você tiver a iniciativa de dar um somente na direção d’Ele.
O verdadeiro Amor só pode ser por Deus, mas não um amor qualquer. Hoje se tornou comum ver crianças amando os pais somente tanto quanto estes sejam vantajosos. Mas, uma vez que os pais tenham envelhecido e se aposentado do serviço, seus conselhos são ignorados. Similarmente, o amor entre esposo e esposa, com a passagem do tempo, empalidece. O verdadeiro amor é tal que se mantém imutável, e este é o Amor para Deus. Acredite em você mesmo. Então você terá fé em Deus.
Se Deus não o sustentar, você cai. O que quer que faça, qualquer que seja seu lugar, saiba que Deus o colocou aí para trabalhar. Então isso se tornará uma educação, uma sadhana (disciplina). Todos os dias, em cada ato, em cada pensamento, em cada palavra, aproxime-se cada vez mais de Deus. Isso lhe dará a Felicidade Suprema, e a Libertação.
Atma é Deus; o particular é o Universal, nada menos que isso. Portanto, reconheça em cada ser, em cada homem, um irmão, um filho de Deus, e ignore todos os pensamentos e preconceitos de status, cor, classe, nascimento e casta. Entre no mundo objetivo, após tornar-se consciente do Atma, porque então verá a Natureza sob nova luz, e sua vida se tornará uma longada festa de Amor.
O ideal de uma melhor qualidade de vida, em detrimento de um alto nível ético de viver, vem arruinando a sociedade humana.
Um alto nível ético de viver insiste em verdade, humildade, desapego e compaixão. Agora o homem se fez um escravo de seus desejos. Encontra-se incapaz para vencer a avassaladora sede de prazer e luxúria. Reconhece-se muito débil para manter sob controle sua natureza (material). Não sabe como expandir a Consciência Divina, que está latente dentro dele. A solução disso está no sadhana (disciplina espiritual), por se tratar de uma transmutação fundamental.
...“Aquele que conhece o mais vasto o mais vasto se torna” (“Brahmavid Brahmavathi”), dizem os sábios (rishis)”.
“Em assuntos espirituais, a verdadeira essência é a fé (sraddha). A dúvida abala alicerces do sadhana (ascese, disciplina), e portanto deve ser evitada. Tenha fé na sabedoria dos antigos. Não oponha seu mesquinho cérebro contra as intuições e as descobertas dos santos”(p.27).
SATHYA SAI BABA - SADHANA: O Caminho Interior, 2a ed., Rio de Janeiro: Record, 1993, 267p.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

LIVRO RECOMENDADO PELO NOSSO BLOG: O RENASCIMENTO DA NATUREZA



RENASCIMENTO DA NATUREZA
Na segunda capa do livro encontramos:
" Biólogo e filósofo da natureza, Rupert Sheldrake nasceu em 1942. Estudou filosofia em Havard e diplomou-se em bioquímica pela Universidade de Cambridge. Suas teses e teorias revolucionárias – como a dos campos moforgenéticos – causam polêmica no meio científico por abalarem as “verdades” já estabelecidas. O seu lema é o de que “raciocinar tem de ser divertido”, e é isso o que ele faz ao discutir as idéias sobre Deus e o mundo, ciência e transcendência, caos e criatividade”.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

PROFESSORES DA URCA SUSPENDEM A GREVE


Hoje a noite, no salão de Atos da URCA, numa assembléia com 62 professores presentes, a URCA decidiu suspender a greve e retornar as atividades normais. O retorno foi aprovado com a condição de se manter as negociações com o Governo do Estado. Em verdade, o "fim" da greve se caracteriza num Estado de Greve por tempo Indeterminado até que o governador atenda as propostas discutidas entre os sindicatos das três universidades estaduais e o Governo do Estado. Espera-se que em 15 dias um novo documento de acordo seja finalmente preparado. A grande maioria dos professores presentes votou o fim da greve mostrando com isso um aceno para o governador que a categoria está disposta a negociar e jamais endurecer. Mas, caso o Governo do Estado não cumpra o acordo, os professores mostraram disposição, caso necessário, em retornar novamente a greve que já durava meses.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

A LÓGICA DO GOVERNO LULA


A LÓGICA DO GOVERNO LULA:

BOLSA FAMÍLIA PARA O POVO (POBRE) E CARTÃO CORPORATIVO PARA O PRÓPRIO GOVERNO (RICO).

ETA MUNDINHO SEM-VERGONHA!


A POBREZA RECEBENDO MIGALHAS ENQUANTO OS RICOS GOVERNANDO A RIQUEZA ESBANJAM IMORALIDADE.

E AMANHÃ É DIA DE JOGO E CARNAVAL NA TERRA ONDE TUDO É DESIGUAL.


PODERÍAMOS MUDAR A LÓGICA PARA UMA VERDADEIRAMENTE SOCIALISTA, OU SEJA, DARIA-SE BOLSA FAMÍLIA PARA OS MINISTROS E TODOS OS POLÍTICOS ESBANJADORES, E EM CONTRA-PARTIDA DARIA-SE CARTÃO DE CRÉDITO CORPORATIVO PARA A POPULAÇÃO POBRE. QUE TAL?





ENQUANTO ISSO OS SALÁRIOS DOS PROFESSORES UNIVERSITÁRIOS DO CEARÁ DESSE TAMAINHO....RSRSRSRSRS...E AS UNIVERSIDADES ESTADUAIS DO CEARÁ TODAS SUCATEADAS...ETA GOVERNO BÃO DE RUIM!

QUE TAL SE CRIAR UM RONDA MORALIDADE...PASSANDO PRIMEIRO POR BRASÍLIA?

AS ENERGIAS QUE CIRCULAM POR NOSSAS “VEIAS”




Há muito tempo que acreditamos que por nossas veias circulam sangue. E o que mais, podemos imaginar como outra forma de energia além dos nutrientes básicos importantes para o bom funcionamento de nossos organismos? Assim, devemos nos questionar até que ponto sabemos de fato o que circula pelo interior das "veias" ou "canais" do corpo humano. Sabemos que os impulsos elétricos circulam pelas “veias” de nossos cérebros. Sabemos também que o nosso organismo produz uma infinidade de substâncias químicas que se combinam, agem e reagem no interior das células e outros pontos do nosso sistema nervoso. Tudo isso a medicina compreende muito bem e muitas descobertas produziram verdadeiros milagres na cura e redução das dores de diversos tipos. Mas, mesmo assim, continuo indagando: o que ainda falta compreendermos para termos a dimensão correta e completa dos processos que ocorrem e produzem o que chamamos de energia vital, ou melhor, a energia da vida consciente?
Será que existem outros níveis de fluxos energéticos que circulam e interagem com os fluxos fisiológicos do corpo? Sim, existem e não tenho dúvidas. A acupuntura – técnica já reconhecida pelos grandes hospitais brasileiros! – trabalha com energias sutis. Os orientais há muito tempo sabem da existência de níveis energéticos muito sutis. Além deles, os xamãs, os índios toltecas, maias e incas (e outras culturas indígenas) sabiam da existência desses processos energéticos sutis. A civilização ocidental enveredou por um caminho de racionalização e por isso se distanciou do mundo sensível dessas culturas indígenas. Nos livros de Carlos Castanheda, escritos em sua maioria nas décadas de 1960 e 1970, o índio (tolteca) D. Juan relata suas experiências metafísicas em níveis energético e consciência muito profundos. Hoje existem vários cientistas nas universidades estrangeiras estudando os processos de meditação, oração e paranormalidade. Tais estudos indicam que a natureza humana vive num multiverso cercado por inúmeros padrões de energia sutil. Um pensamento, qualquer, por exemplo, pode circular pelo campo morfogenético (teoria do biólogo Rupert Sheldrake) e assim comunicar experiências e conhecimentos sem necessariamente os atores envolvidos estarem conscientes dessa conexão e comunicação.
Empresas atualmente valorizam profissionais intuitivos, por que? É porque sabem que a intuição é um nível de energia sutil que faz parte de um nível profundo de consciência criativa humana. O pensamento racional é energia pura – a intuição é um degrau superior de energia sutil do pensamento-sentimento humano. A ciência avançará quando as universidades perderem o medo de investigarem esses fenômenos sutis da energia e da consciência humana. Existe ainda muito preconceito em relação às pesquisas nesse campo. Os cientistas que investigam essa realidade são chamados de pseudos-cientistas ou “místicos”.
Um dia teremos a felicidade de unir ciência e espiritualidade. A partir daí o homem viverá um novo tempo de harmonia e qualidade de vida.
Recomendo o livro SAÚDE INTEGRAL: OS CHAKRAS E A BIOENERGIA (Coleção Sem Mistérios, editora ESCALA). Esse livro discute os níveis sutis da energia e da consciência humana, e estão relacionados aos CHAKRAS.


Prof. Bernardo Melgaço da Silva - bernardomelgaco@hotmail.com

LIVRO RECOMENDADO PELO NOSSO BLOG: SOCIEDADE QUÂNTICA


SOCIEDADE QUÂNTICA (de DANAH ZOHAR, editora BEST-SELLER)
Recomendo esse livro por acreditar que a nova abordagem quântica está chegando para esclarecer as conexões e relações físicas, biológicas e ecológicas dessa nossa realidade super-conectada e multidimensional.
Na segunda capa do livro encontamos:
“Danah Zohar baseia-se nas leis da física quântica para apresentar um novo tipo de pensamento e, portanto, uma nova visão social. Em Sociedade Quântica a autora propõe uma maneira inovadora de enfrentar as diferenças e buscar o consenso – moral, espiritual e político – em uma democracia pluralista. Para ela, é justamente com as qualidades, crenças e estilos de vida que distinguem cada um de nós como indivíduos ou grupos que se pode construir um consenso mais profundo e significativo. Essa promessa quântica de uma unidade obtida mediante a diversidade é que nos permite redefinir nossas comunidades, resgatar o significado de liberdade, transformar a política e reinventar a família. Para Danah Zohar, um modo de vida melhor está dentro de nós mesmos. Basta saber procurá-lo na própria consciência”.

Esse livro discute a mudança de paradigma da visão de mundo desde o século XV para cá. Isto porque, o modelo newtoniano ainda hoje continua fortemente impregnado nos paradigmas oriundos dos séculos passados que, por sua vez, orientam a visão de mundo e a imagem do ser humano, no atual contexto educacional-profissional. Todavia, esse modelo vem cedendo lentamente o seu lugar para o modelo quântico-holístico, por ser este mais intuitivo e por permitir desterrar valores de ordem epistemológica, advindos da evolução científica. A evolução do pensamento da física moderna acena para uma proposta de restaurar o elo entre o homem e o universo, no que tange à cultura e sensibilidade atual de distanciamento e percepção fragmentada e isolada do ser no universo. O sistema educacional-profissional, apoiado numa visão quântica incentivará a pesquisa, promoverá e conferirá uma abordagem acadêmico-profissional interdisciplinar, tão discutida e incentivada nos meios universitários. Nesse sentido, cria-se com essa abordagem uma referência para análise crítica do modelo político-social atual e destaca a nossa responsabilidade sistêmica, ecológico-ontológica, perante a vida e a natureza.
Vale ressaltar que nem de longe a nova física invalida a teoria clássica, porém esta é um caso particular daquela, ao considerarmos uma visão quântico-relativística do universo, sendo a física newtoniana fundamental para baixas velocidades, bem como para estrutura estática, cinemática e dinâmica das atividades industriais, tecnológicas, etc., todavia não tem nada a declarar, com relação ao íntimo da matéria, do universo. Finalmente, cabe observar, devido o crescimento vertiginoso do conhecimento, que, a cada quatro ou cinco anos, modelos mais refinados hão de surgir. Daí a importância cultural e educacional do conhecimento do modelo emergente.
Nesse contexto, uma visão e aproximação com as descobertas da ciência moderna contribuirão para uma revisão radical de nossas concepções sociais, como já aconteceu, em outros séculos passados, com a ciência clássica. O indivíduo e a partícula, numa visão moderna, têm uma relação em comum: são "partes" de um mundo que se transmutam constantemente. Nesse sentido, as partículas subatômicas, quando isoladas, não passam de abstrações - são partícula e onda, ao mesmo tempo. Entretanto, elas dão lugar à matéria, ao se movimentarem e interagirem em vários níveis de organização que se entrelaçam. De forma análoga, são os indivíduos na sociedade: estando à parte do contexto social, são abstrações – são corpo e espírito, ao mesmo tempo. Contudo a sociedade não existe sem o indivíduo. Da mesma forma, os indivíduos precisam se movimentar nos diversos níveis de organização social que se entrelaçam – família, Estado, nação, civilização. Resumidamente, cabe analogamente ressaltar que tanto as partículas que compõem a matéria, como os indivíduos que compõem a sociedade, somente ficam bem definidos, ao criar uma identidade sistêmica. Isto é, somente se estão em relações recíprocas com o seu meio, respeitando o equilíbrio emocional dele, da mesma forma que a matéria, mesmo sendo caótica, instável e paradoxal em seus mecanismos, consubstancia o universo, segundo o princípio de conservação de energia (MELGAÇO DA SILVA & FREITAS, 2001).Pelo acima exposto, a teoria quântica toca diretamente a questão social, pois os paradoxos do mundo subatômico permitem analogias com o comportamento humano, dentro da sociedade. Concluímos que uma abordagem das ciências físicas e das ciências psicológicas, por si só, não são suficientes para uma clara compreensão do problema existencial que assola o homem. Faz-se necessário, também, um acurado enfoque paralelo da dimensão social e cultural, para promover uma melhoria significativa em direção a um novo olhar, em busca de um equilíbrio comportamental com melhoria nas construções da realidade social e, conseqüentemente, na qualidade de vida. A nova abordagem poderá diminuir o hiato entre prática e teoria e entre a consciência social e a atividade humana - num espaço interdependente e coerente, onde a força do pensamento e o poder da sensibilidade voltar-se-ão para os impulsos humanos (energias humanas) e os seus impactos (decorrentes da relação entre:equilíbrio x desequilíbrio) ecológico, biológico e ético. E, com isso, poderemos compreender melhor a respeito da interdependência entre cultura e sociedade, entre o homem e o poder e entre a saúde e a doença. (A ESPECIALIZAÇÃO DO TRABALHO E A ABORDAGEM HOLÍSTICA DA SAÚDE NOS SERVIÇOS PEDIÁTRICOS DOS HOSPITAIS DO CARIRI Bernardo Melgaço da Silva & Verônica Monaliza Gomes Gurgel - Caderno de Ciências Sociais da URCA - 2007)

LIVRO E FILME RECOMENDADOS PELO NOSSO BLOG: O PONTO DE MUTAÇÃO


PONTO DE MUTAÇÃO (de FRITJOF CAPRA, Editora Cultrix)
Na segunda capa do livro encontramos:
“A dinâmica subjacente aos principais problemas de nosso tempo – o câncer, o crime, a poluição, o poder nuclear, a inflação, a carência de energia – é sempre a mesma. Chegamos a uma época de mudança dramática e potencialmente perigosa, um ponto de mutação para o planeta como um todo. Estamos precisando de uma nova visão da realidade, que permita que as forças que estão transformando o nosso mundo possam fluir como um movimento positivo de mudança social. Agora Fritjof Capra nos apresenta essa visão, um paradigma holístico de ciência e espírito”
“Este livro espetacular e rico de idéias é um guia essencial para todo pesquisador interessado em situar o lugar da ciência e da metaciência em nossa cultura contemporânea. Os leitores que gostaram de O Tao da Física não devem esperar por uma continuação. Este é um livro muito mais ambicioso, que tenta apresentar com êxito uma completa visão do mundo a partir do ponto de vista de um físico experiente e digno de confiança...Ele é invulgarmente minucioso e profundo, e compreende tanto a abordagem convencional como a alternativa de tópicos que vão desde a Ecologia até a Medicina, desde a Psicologia até a Economia. Trata-se de um livro ao mesmo tempo eruditos e fácil de ler” Jim Lovelock, New Scientist.

CURSO RECOMENDADO PELO NOSSO BLOG: MBA EXECUTIVO EM SAÚDE




LIVRO E FILME RECOMENDADOS PELO NOSSO BLOG: QUEM SOMOS NÓS?



QUEM SOMOS NÓS?

É um livro e um filme que não podem deixar de ser lido e visto, pois sua argumentação é de tamanha profundidade e capacidade de questionamento das bases perceptivas humanas. É um tema relativamente novo porque adota a abordagem quântica para explicar a realidade complexa, infinita e dinâmica em que vivemos. Na segunda capa do livro encontramos:
“Um trabalho profundamente espiritual, que parte do princípio de que a maioria das pessoas deseja incessantemente sair da existência sonâmbula da nossa cultura de consumo...ousa tratar os espectadores como indivíduos inteligentes e profundamente curiosos, em vez de estúpidos e profundamente cínicos” THE DALLAS MORNING NEWS.

“Dá uma direção positiva ao choque na intuição que é a física quântica e sugere que o destino do homem pode ser um novo paradigma iluminado...muito poderoso” SEATTLE POST-INTELIGNCER.

“Um [trabalho] sobre física quântica, espiritualidade – e o significado da vida... Está repleto de desafios á inteligência e do tipo de discurso que não estamos acostumados a ouvir de cientistas e outros acadêmicos...uma tentativa de responder a enigmas existenciais como: o que é Deus? O que são emoções? O que é alma? E o sempre popular “Por que estamos aqui?”. THE CHICAGO SUN-TIMES.


“O filme de sucesso foi apenas o início da jornada. Este livro usa as idéias, os conceitos e a ciência que desafiam a mente como ponto de partida para explorar profundamente os fundamentos de novos processos internos e fronteiras mais distantes do universo conhecido. E o lado oposto ao que é conhecido? Desperte. Descubra”.


o livro e o filme recomendo para professores (e alunos também!) que sentem que é hora de ensinar e aprender algo diferente, inédito e inteligente. E assim sair da “mesmice” dos discursos ideológicos e outras abordagens já batidas, velhas e ultrapassadas.
Prof. Bernardo Melgaço da Silva – bernardomelgaco@hotmail.com

CÂNCER DE MAMA: NOTÍCIAS DA INTERNET


Nota de Patrícia Pillar à imprensa:

Tive uma forma rara de câncer de mama e está no exterior da mama, no mamilo ou auréola, aparece como um vermelhão que depois se torna uma lesão com bordas crustosas. Eu nunca teria suspeitado que seria um câncer de mama, mas era. Meu mamilo nunca pareceu diferente para mim, mas o vermelhão incomodou, por isso eu fui ao consultório do meu médico. Às vezes coçava e doía, mas outras vezes não atrapalhava. Era só feio e incômodo, e não desaparecia com todos os cremes prescritos pelo dermatologista como a dermatite nos olhos que tive antes disso.. Aí fui ao consultório para ser examinada. Eles pareciam um pouco preocupados, mas não me avisaram que poderia ser câncer. Agora suspeito que não há muitas mulheres por aí que saibam que uma lesão ou vermelhidão no mamilo ou auréola pode ser câncer de mama. Quais são os sintomas? O meu começou como uma simples pápula (espinha) na auréola. Um dos maiores problemas com a Doença de Paget do mamilo é que os sintomas parecem inofensivos. Pensa-se freqüentemente que é uma inflamação ou infecção de pele, levando a indesejáveis adiamentos na detenção e tratamento. Os sintomas incluem: A) Um persistente vermelhidão e crostas no seu mamilo levando-a a coçar e provocar queimação (como falei, o meu não coçou ou ardeu, mas tive uma crosta na borda externa de um dos lados). B) Uma dor no seu mamilo que não diminui (a minha era na área da auréola com uma área grossa e esbranquiçada no centro de meu mamilo). C) Geralmente só um mamilo é afetado. Como é diagnosticado: Seu médico fará exame físico, e pedirá mamografia bilateral imediatamente.Apesar de a vermelhidão, inchaço e crosta parecerem dermatite inflamação da pele,seu médico deve suspeitar de câncer se a lesão for em apenas uma mama. Seu médico deverá pedir uma biopsia em sua lesão para confirmar o que está acontecendo. Eles tirarão uma amostra do seu tecido mamário naquela área para testar um câncer. Se o câncer for só no mamilo e não na mama, seu médico pode encomendar retirar só o mamilo e o tecido ao redor, ou sugerir radioterapia. Se o meu médico cuidasse do meu rapidamente ao invés de ir tratando como dermatite, talvez pudessem salvar minha mama e a doença não iria para meus nódulos linfáticos.
NOTA: Esta mensagem deve ser levada à sério e repassada para tantas amigas quanto possível. Pode salvar a vida de alguém. Meu câncer de mama seEspalhou e metastatizou para meus ossos, isso depois de receber mega doses de quimioterapia, 28 tratamentos de radioterapia e tomar Tomoxipan. Talvez se eu soubesse dessa doença anteriormente, ela não teria se espalhado. Tentei relatar o meu caso em um programa de TV, mas não houve Interesse sobre esse tema. Por favor: Envie esta mensagem a todas as mulheres com quem você se preocupa.
E PARA OS HOMENS QUE VOCÊ CONHECE E QUE AMAM AS MULHERES QUE EXISTEM EM SUAS VIDAS, PARA QUE POSSAM TAMBÉM AJUDÁ-LAS NO COMBATE CONTRA O CÂNCER.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

LIVROS RECOMENDADOS PELO NOSSO BLOG: MEDICINA VIBRACIONAL


MEDICINAL VIBRACIONAL: UMA MEDICINA PARA O FUTURO
Na segunda capa do livro encontramos:
“Em Medidicna Vibracional, o dr. Richard Gerber nos leva à compreensão e à aceitação desta nova modalidade de medicina. Neste livro, resultado de mais de doze anos de leituras, estudos e pesquisas, o autor constrói um lúcido modelo do organismo humano, partindo do físico e chegando ao etérico. Depois, ele segue em frente para também incluir no modelo as propriedades e características das energias sutis dos planos espirituais.
Assim, passamos a entender o organismo humano como uma série de campos de energia multidimensionais que se influenciam reciprocamente. Ao desenvolver este modelo em termos científicos e ao endossá-lo como algumas das mais recentes e fascinantes pesquisas clássicas e laboratoriais, Medicina Vibracional permite que o leitor aprecie de forma mais plena a linguagem corpo/mente/espírito, cujo desdobramento atual é a medicina holística.
Além de discutir os diversos mecanismos de cura, este livro é também uma introdução e uma nova maneira de encarar a saúde e doença de modo geral. Trata-se de uma tentativa de ir além do modelo de doença geralmente aceito pela medicina tradicional a fim de compreender de forma mais profunda por que nossos pensamentos e emoções afetam a nossa fisiologia e de que modo terapias tão simples, à base de ervas, de água e essências florais, por exemplo, podem ser agentes de cura tão eficazes.
Medicina Vibracional é, sem dúvida, o mais definitivo e inteligente livro já publicado a respeito da medicina energética, cobrindo todos os campos da arte de curar que se convencionou sob a denominação geral de medicina alternativa.
O dr. Richard Gerber graduou-se em medicina pela Escola de Medicina da Wayne State University, em Detroit. Nos últimos [...] anos, vem pesquisando métodos alternativos de diagnóstico e de cura, incluindo o uso de fotografia Kirlian para a detecção do câncer. A composição desses anos de pesquisa forma a base para este livro”.
Por isso recomendo essa leitura (Medicina Vibracional, São Paulo: Cultrix) a todos que se interessam em querer olhar a natureza humana de forma integral e holística. Assim, profissionais de medicina e enfermagem, e alunos também, encontrarão nesse livro um novo olhar e uma nova base ontológica para compreenderem como se estrutura os campos de energia da natureza humana.
Boa Leitura
Prof. Bernardo Melgaço da Silva – bernardomelgaco@hotmail.com

sábado, 9 de fevereiro de 2008

LIVROS RECOMENDADOS PELO NOSSO BLOG: MÃOS DE LUZ


Introdução:
A vida moderna nos faz ficar o tempo todo para fora de nós mesmos. E por causa disso, necessitamos recorrer às leituras que nos falem de coisas nossas, próprias, íntimas, inéditas e profundas. Então, chega um dia (as vezes de crise profunda!) que temos de aprender a escolher e decidir por nós mesmo qual o raio de luz-sabedoria que iremos nos guiar. Aprendi com meus vários – vários mesmos! – anos de vida e experiência material e espiritual (experiência interior: vivência) que existem dois caminhos básicos no caminho da espiritualidade: a devoção e o autoconhecimento. Todos os dois caminhos são válidos, mas para quem se acha apto a caminhar pelo caminho do autoconhecimento, alguns passos e iniciações precisam ser dados. Por isso, recomendo esse livro: MÃOS DE LUZ: Um Guia para a Cura Através do Campo de Energia Humana, da autora Barbara Ann Brennan. BRENNAN , como o seu livro diz na contra-capa, é curadora praticante, psicoterapeuta e foi pesquisadora da NASA (agência Espacial dos EUA) depois de completar seu Mestrado em Física Atmosférica na Universidade Wisconsin. Nas últimas décadas vem estudando o campo de energia humana, envolvendo-se em projetos de pesquisa sobre o assunto. A autora tem organizado inúmeros seminários em vários países sobre o assunto. No prefácio encontramos as seguintes propostas:
“ Esse livro se dirige aos que estão procurando a autocompreensão dos seus processos físicos e emocionais, que extrapolam a estrutura da medicina clássica. Concentra-se na arte de curar por meios físicos e metafísicos. Abre novas dimensões para compreender os conceitos de identidade psicossomática, que foram apresentados, pela primeira vez, por Wilheim Reich, Walter Cannon, Franz Alexander, Flanders Dunbar, Burr, Northrup e muitos outros pesquisadores do campo psicossomático” (p.15).
Na segunda capa encontramos:
“ Mãos de Luz é uma inspiração para todos os que desejam compreender a verdadeira essência da natureza humana. Lendo-o, você estará ingressando num domínio fascinante, repleto de maravilhas”.
Este livro é uma luz de grande valor que deve ser apreciado por aqueles que não querem apenas um livro de auto-ajuda, mas que desejam fazer ciência de si mesmo. Ele é recomendado para aqueles que querem se iniciar na arte da cura e da compreensão dos campos sutis da energia humana: p.ex.: os reikianos, os iogues e espiritualistas etc.
Boa Leitura!

Prof. Bernardo mlegaço da Silva - NECEF-URCA

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

MOVIMENTO EM DEFESA DE UMA UNIVERSIDADE POLÍTICA MAS NÃO PARTIDÁRIA: A UNIVERSIDADE SOMOS TODOS NÓS!


É preciso mais do que nunca criar um movimento em defesa de uma universidade política mas não partidária. Isto porque, a visão partidária infiltrada na universidade destrói as relações acadêmicas e inibe o desenvolvimento científico. É difícil para mim aceitar se fazer ciência contaminado por uma perspectiva unilateral de uma ideologia qualquer. A ciência se constrói na abertura para o improvável, o desconhecido, o invisível, o infinito, o misterioso e o incerto. E por causa disso, ela não deve e não pode ficar atrelada as premissas partidárias que fixam um modo rígido e histórico-unilateral de olhar para o fato social ou natural. Nesse sentido, um cientista partidário é uma aberração da natureza. Em verdade, ele é um charlatão e um oportunista porque utiliza-se do espaço acadêmico como palanque para semear a sua visão ideológica unilateral - existe nele um interesse corporativista pela conquista do poder de dominação ideológico das mentes discentes! Faz-se necessário, portanto, se distinguir e discutir o que é político, a-político e político-partidário. A universidade se apóia em três eixos básicos e três espaços de atuação. Os três eixos são: o político (que não é partidário!), o tecnológico e o científico. E os três espaços são: o ensino, a pesquisa e a extensão. Nesse contexto, o político é um eixo que permite ao cientista se inserir no mundo social no sentido de ajudá-lo para as transformações coletivas que se fazem necessárias objetivando o desenvolvimento humano. O espaço da extensão acadêmica atua diretamente na prática (praxes) nos processos sociais através de projetos onde o mundo acadêmico epistemológico se relaciona com o mundo público doxológico buscando uma unidade de ação e equilíbrio. E para tanto, o cientista necessita construir uma visão científica do mundo no intuito de perceber com mais propriedade e profundidade as causas, os limites, as características e as co-relações dos fenômenos que dão origem aos problemas sociais percebidos. E essa visão científica do mundo se constrói através do eixo científico (na ciência básica!) e no espaço da pesquisa fundamentada e instrumentalizada. Assim sendo, o olhar científico é construído pela práxis no esforço de ascensão da consciência do pesquisador que busca identificar as raízes naturais e essenciais dos fatos ou fenômenos até então incompreensíveis pela razão humana. Em outras palavras, todo esforço de compreensão da ciência é em síntese uma busca intuitiva na separação e identificação do que é aparência e do que é essência – a separação “do joio e do trigo”! E para alcançar esse intento maior necessita de ferramentas ou modelos de representação e de intervenção na observação, coleta e interpretação dos dados captados ou percebidos. É nesse momento que a ciência cria e se apóia na tecnologia para produzir e expandir uma sensibilidade fina do cientista. O eixo tecnológico se faz presente no ensino, na pesquisa e na extensão. A tecnologia é, portanto, a ferramenta idealizada na qual a ciência se apóia para olhar, provocar e experimentar a realidade que pretende conhecer e/ou modificar. A ação política da ciência ocorre quando a realidade - sendo um todo interdependente! - faz com que o cientista se sinta impelido a ser responsável pela sua preservação, conservação, integridade e aperfeiçoamento e por isso precisa empregar conscientemente modelos de tecnologias sociais mais modernos e mais éticos possíveis. E na medida que as tecnologias sociais são fabricadas utilizando-se de “materiais intelectuais” de baixa qualidade e/ou imperfeições, a intervenção da sensibilidade científica se torna reducionista e violenta operando um processo de destruição do fenômeno social-natural complexo estudado. Em outras palavras, o exercício da visão partidária (insensível) altera profundamente o olhar puro e nobre da ciência fazendo com que o objeto ou fenômeno seja percebido de uma forma completamente diferente, superficial e alterado do que ele é realmente. Ou seja, perde-se a capacidade de ver e compreender profunda e holisticamente um fato ou fenômeno em sua forma original, verdadeira ou essencial. Por tudo isso, o cientista verdadeiro não consegue ser a-político (sem política), porque o eixo político é o próprio lado social e existencial da natureza intuitiva humana em busca da unidade com o Todo Cósmico Universal. Em suma, o partidário parte e racionaliza ao máximo o cientista com perda da intuição sensível. O Prof. Miguel de Simoni (COPPE/UFRJ) era um exemplo de mestre com visão ampla, holística e não-partidária. Ele deixou saudades ao ser chamado por Deus em 2002. Ele era uma pessoa notável de saber e sensibilidade. A figura que inicia esse texto é capa de um livro elaborado por seus amigos (onde me incluo) da UFRJ/COPPE e outras universidades.

Prof. Bernardo Melgaço da Silva - bernardomelgaco@hotmail.com

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

A CIÊNCIA DO AMOR E A ERA DA VIOLÊNCIA E DO TERROR


Desde tempos remotos, o homem se questiona a respeito de sua existência: origem e destino de sua criação. De onde eu vim? O que sou e qual o sentido e significado da minha inserção nesse mundo? São perguntas que exigem respostas complexas e muitas das vezes impossíveis de serem verbalizadas. O homem diante das dificuldades inerentes em sua inserção e estada nesse mundo, buscou se esforçar e desenvolver suas potencialidades racionais e sensíveis humanas. O medo da morte e da sua extinção, a incerteza da continuação de sua consciência, o apego à materialidade da vida e a identidade formada pela relação psique-corpo físico, fizeram com que o homem se debruçasse sobre os fatos ou fenômenos e investigasse as suas relações no mundo que o cercava. Inicialmente criou um mundo de significados onde descrevia e explicava a sua existência por meio de narrativas baseadas em argumentos irracionais ou metafísicos. A esse momento os historiadores e filósofos denominaram de mitológico.
Em seguida, o homem percebeu - após longa busca metafísica de uma explicação turbulenta das origens da consciência, da vida e do universo – que a razão era um poder explicador que poderia salvá-lo de sua enorme angústia sobre a sua inserção e sofrimento no mundo. Por que tenho que sofrer? O sofrimento é contigente ou um caminho natural? Podemos ser felizes num mundo de sofrimentos e dificuldades naturais e sociais? O que é razão? O que é justiça? O que é o bem? O que é a verdade? A injustiça e as desigualdades sociais são algo inerentes à natureza humana ou são criadas pelo homem? A natureza é a fonte da existência humana? Existe uma essência de onde se origina tudo? O homem é um fenômeno da natureza ou sua condição existe a parte da natureza? A natureza governa o homem ou o homem pode governar a natureza? Essas indagações juntamente com outros tantos questionamentos de si próprio deram origem a um novo modo de explicar a realidade desse mundo. A esse momento particular deu-se o nome de filosofia: a arte de saber pelo amor à sabedoria ou a arte de amar sabiamente com fundamento. A filosofia coloca o homem como um sujeito indagador das leis, causas ou fundamentos de todo o processo de surgimento, evolução e decaimento da vida humana. Assim, durante séculos a filosofia foi, no mundo ocidental, um poder explicador sem igual.
Mas, por mais que o homem tentasse explicar a vida, a sua condição social e natural não alterava muito. O homem continuava inseguro, violento, egoísta, mesquinho, soberbo, injusto, cruel etc. A filosofia por si própria não conseguia dar um norte com suas explicações às calamidades naturais e as tragédias sociais: pestes, guerras, terremotos, suicídios, explorações, ganâncias, etc. Os problemas aumentavam de tamanho e gravidade. Surge, portanto, de forma inesperada um novo fenômeno judaico que marcou profundamente a vida social: o poder sobrenatural de Cristo. Ele abalou os alicerces da filosofia e introduziu novos argumentos irracionais de extrema importância: a imortalidade da alma ou a vida eterna, a ressurreição, a idéia da trindade, a idéia de Deus como um Pai Cósmico e Soberano, a idéia de Filho de Deus (Filho Divino diferente de Filho Humano) e principalmente a idéia de Amor Divino como fundamento da vida natural e social (Amai-vos uns aos outros como Eu vos Amei- Jesus Cristo). Se na filosofia ocidental grega a idéia de ética coloca o homem responsável pelas suas ações sociais na polis (a cidade-estado) do mundo natural, na visão cristã a idéia de transcendência (o Novo homem ou FILHO DO HOMEM) coloca o homem responsável pelas suas ações e destino sobrenatural (o prêmio do Amor Divino no Reino de Deus: “Não acumulais vosso tesouro na Terra. Aonde está o seu tesouro, aí tem-se o coração. Tesouro que nenhum ladrão pode roubar os as traças danificar”). Nesse contexto, o corpo humano é parte de uma natureza divina.
A partir desse momento religioso, a vida humana ficou dividida entre seguir o poder material e temporal da polis humana e ou o Poder Espiritual do Reino de Deus. A escolha deveria ser feita por cada um. Essa escolha era feita pela sensibilidade, fé e vontade de cada um. Por longos séculos, o modo de explicar cristão dominou o ocidente e fez da idéia de Deus um centro onde as psiques humanas giravam e gravitavam em torno e preso a ela. Mas, a partir do século XIII ou XIV, esse modo de argumentar, ver e agir no mundo começou a ser questionado. A situação social, política e econômica exigia um novo modelo de explicação, ou melhor, um novo paradigma existencial que servisse de base material e norte cultural para os movimentos burgueses e racionalistas daquele período. Até porque, os princípios cristãos se distanciavam de sua origem que era não-econômica (“Não podeis seguir a Deus e a Mamon [lucro]” – Jesus Cristo), mas sim de ordem transcendental. O dogma cristão pregava uma coisa e praticava outro! Assim, Lutero e Calvino percebendo essa incoerência e infidelidade aos verdadeiros princípios cristãos deram margem a criação de um movimento denominado PROTESTANTE. Houve resposta da Igreja, e muitos foram jogados na fogueira. A intolerância se alastrou em ambos domínios religioso e profano. O embate entre a “fé” (já decadente) e a racionalidade grega (ascendente) foi favorável a segunda. Nascia, portanto, um novo paradigma existencial: a razão especulativa que se apoiava na lógica formal e na experiência. A esse processo os intelectuais denominaram de CIÊNCIA. A ciência, era portanto, um caminho ou método de explicação racional e intervenção na realidade, que prometia o entendimento e controle das leis da natureza e cujo objetivo era uma vida segura e equilibrada para o homem ocidental (que vivia muito inseguro e infeliz!). Nesse período, três princípios-idéias foram alterados: Deus, Valor e Trabalho.
O surgimento da ciência moderna ocidental é um marco do renascimento das lógicas formal e material. A partir desse momento podemos identificar duas lógicas superiores atuantes: a lógica da razão e a lógica do “coração”. A primeira diz respeito a idéia aristotélica de se aproximar da verdade através do estudo da estrutura (padrão ou esquema básico) do pensamento e seus argumentos – a via curta moderna. A lógica do coração, a via longa tradicional, diz respeito à liberdade positiva (aristotélica) da sensibilidade na construção da visão de mundo. O poder racional introduziu, na via curta moderna, um novo modo de perceber, controlar e se relacionar com a natureza. A natureza perdeu o seu caráter sagrado e passou a ser um meio para se alcançar um fim utilitário. O homem começa a explorar a natureza no intuito de produzir mais-valia e bens materiais. A medida que o homem explora a natureza esquece-se de se colocar como tal e acaba explorando a si mesmo na figura do “outro” semelhante. E assim fortalece um modo de produção insensível carregado de retórica para justificar o progresso material e a construção do bem-estar social a qualquer custo. O homem moderno constrói um novo mundo tecnológico e altera um velho mundo de valores ontológicos sagrados. A educação perde o seu caráter de busca transcendental para servir ao propósito científico-tecnológico na materialidade da vida competitiva. A cooperação, via longa do coração, se torna um modelo político ultrapassado. A nova ordem é a satisfação psico-biológica e a ciência se presta para isso. A riqueza do Espírito é substituída pela pobreza da matéria na riqueza artificial da mais-valia e seus valores efêmeros. O homem se degenera e se torna mais violento e insensível do que antes produzindo duas guerras mundiais e imensos sofrimentos jamais vistos. O terror substitui o Amor!

Prof. Bernardo Melgaço da Silva – e-mail: bernardomelgaco@ig.com.br