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porque convergimos e integramos com AMOR, VERDADE, RETIDÃO, PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA

dedicamos este espaço a todos que estão na busca de agregar idéias sobre a condição humana no mundo contemporâneo, através de uma perspectiva holística, cujos saberes oriundos da filosofia, ciência e espiritualidade nunca são divergentes; pelo contrário exige-nos uma postura convergente àquilo que nos move ao conhecimento do homem e das coisas.
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.

"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber

PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO

O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).

"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

O MUNDO DESORIENTADO QUE ESTAMOS CRIANDO E SEGUINDO


“Tudo passará, mas minhas palavras não passarão” – Jesus Cristo
Que mundo estamos criando, ou melhor ainda, que mundo desejamos construir? Tarefa difícil para qualquer um saber o rumo que estamos dando em nosso processo de criação humana. Estamos num grande e fantástico processo de inserção, adaptação e criação de uma realidade extremamente assombrosa. E na maioria do nosso tempo desocupado não nos damos conta o que de fato está acontecendo nessa realidade que se transforma, transmuta e se expande na direção de um imenso campo de possibilidades infinitas totalmente imprevisíveis e desconhecidas. Somos navegantes cósmicos em busca de um novo mundo de realização, evolução e conquistas. E nessa viagem perdemos o sentido, a orientação e o propósito do destino chamado vida. Os sinais dessa situação, de perda de consciência, podemos constatar com perplexidade quando se pergunta: qual é o propósito e sentido da vida? Poucos conseguem responder o enigma de estar consciente num mundo em construção e destruição – transformação dinâmica, cósmica e complexa! O ato de viver se torna um enigma, pois nada sabemos a respeito do que iremos encontrar lá na frente dessa viagem desconhecida. Sabemos aquilo que registramos num documento escrito por todos num processo coletivo de interpretação e codificação que denominamos de HISTÓRIA e CIÊNCIA. O passado é o tempo-espaço deixado para trás onde somente tomamos ciência do que foi feito, segundo a nossa ótica de viajante cósmico, mas não o que de fato foi ou é em si mesmo. Ser e fazer, paradoxalmente, se conectam e se desconectam no movimento super-dinâmico da grande obra-prima da vida criadora.
Somos e fazemos a vida num processo de construção ad infinitum. Lutamos, matamos, morremos, sofremos, amamos e fazemos coisas, objetos, artefatos de guerra, artefatos ideológicos, mecanismos sutis de dominação ideológica e psicológica etc. Acreditamos e desacreditamos, confiamos e desconfiamos, abrimos e fechamos nossos corações, enfim fazemos um mundo acontecer onde parte desse mundo controla e a outra parte é controlada. Exploramos e somos explorados por nossas convicções, ciências, filosofias, ideologias e religiões. Nada se mantém sustentável, tudo é provisório, efêmero e superficial. A essência se torna invisível num mundo onde a aparência é o foco ou centro de referência do que somos virtualmente e momentaneamente. A nossa identidade predominante é produto da nossa consciência comum como viajantes desorientados numa realidade que transcende a nossa capacidade de compreensão.
Partículas cósmicas nos atravessam, mas não vemos. Campos de energia nos envolvem, e nada sentimos. Mundos nos circundam e nada nos é perceptível. Deus nos aborda, e nada co-respondemos. Somos, portanto, uma gota de conhecimento tangível num oceano desconhecido intangível. O que é fundamento permanece e se eterniza como uma jóia preciosa que não perde – nunca1 – o seu brilho e valor, mas o que é circunstancial e temporal passa e morre na escuridão de sua desorientação ou entropia cósmica. É a lei da vida cósmica: somos criadores e devemos pagar um alto preço para a evolução de si mesmo! Por isso, não espere que lhe digam o que fazer – faça a sua evolução “aconte-Ser” aprendendo a escutar a si mesmo (intuição)!
Prof. Bernardo Melgaço da Silva – bernardomelgaço@hotmail.com

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

O EMBARGO À CARNE BOVINA BRASILEIRA E O DESMATAMENTO DA AMAZÔNIA

Os noticiários das TVs informam que a União Européia decidiu não mais importar carne bovina do Brasil. E as razões alegadas dizem respeito à insegurança deles em relação à origem dessa carne comercializada. Essa notícia acontece no mesmo instante em que se divulga o aumento de desmatamento na Amazônia. A ministra do Meio Ambiente acusa os produtores de soja, os pecuaristas e os madeireiros de estarem provocando esse aumento assustador. E como se sabe, o aumento da exportação de carne está associado ao aumento da população de gados e por consegüinte à exploração crescente das terras para novos pastos. E esse aumento de pasto implica no aumento de desmatamento para circulação e criação de milhões de cabeças de gado.
O embargo dos europeus é uma sinalização do processo de globalização na nova era do aquecimento global. Ou seja, a comunidade internacional está de olho no crescimento econômico brasileiro que acontece as custas da depredação de suas florestas com impacto terrível no clima do planeta. O que os europeus alegaram para o embargo é que o Brasil não vem implantando um sistema eficiente de rastreabilidade de cada cabeça de gado. Isto porque, com as novas tecnologias computacionais pode-se saber desde o nascimento até a morte do animal. Ou seja, saber a história de cada cabeça de gado onde pode-se ter a informação precisa de quando, por quem e como os animais foram vacinados. O conceito de rastreabilidade está associado aos conceitos de controle e fiscalização, e originou-se do sistema industrial devido à necessidade de produzir produtos a partir dos conceitos de modularização e gerenciamento de informação. Nesse sistema modular, cada peça recebe um código que a identifica diferenciando-a de outras peças semelhantes. Essa tecnologia de informação é eficiente e vem sendo empregada onde se necessita saber a trajetória de um ente ou entidade desde o seu “nascimento” até a sua “morte”.
A leitura que se pode fazer desse episódio do embargo, é que a comunidade internacional não vai esperar o governo brasileiro agir em prol da saúde da floresta amazônica. O próximo passo poderá ser o embargo das madeiras e da soja brasileira. Isto porque o movimento ecológico na Europa vem se fortalecendo a cada ano. E a consciência ecológica dos europeus vai orientar a consciência política no sentido de exigir a procedência do produto comprado. E certamente eles não irão gostar de saber que estão comprando produtos que pela natureza de sua produção estão contribuindo para a destruição da floresta amazônica. A cada ano a destruição da floresta amazônica cresce assustadoramente devido principalmente ao agronegócio, à pecuária e ao comércio de madeiras. É uma questão de sustentabilidade da vida planetária!
O embargo da carne é uma forma de pressão internacional, uma vez que o apelo político não vem surgindo efeito na diminuição do desmatamento da amazônia. Então, o embargo econômico é uma medida extrema para fazer o país faltoso recuar e se adaptar à ordem internacional dos países desenvolvidos. A perda de economia vai refletir numa posição política no sentido de uma nova ordem dada pelos países desenvolvidos - que querem que seja do jeito “correto”! Já não basta as superpotências (EUA e China) virarem as costas para o aquecimento global! – assim devem estar pensando os Europeus.
O resultado disso será a diminuição do preço da carne bovina no mercado interno brasileiro, favorecendo ao povo brasileiro principalmente as classes de baixo poder aquisitivo que não conseguiam comprar carne. Outra leitura que podemos fazer é que nessa nova ordem globalizante do aquecimento global os conceitos de soberania e autonomia de um país deverão ser reformulados. Uma nova ordem mundial surgirá em função da necessidade de impedir o avanço do aquecimento global – os países menos desenvolvidos serão os primeiros a pagarem a conta. E o Brasil já começou a pagar a sua.
Prof. Bernardo Melgaço da Silva – bernardomelgaco@hotmail.com

A VISÃO DO SER INTEGRAL: O NÚCLEO DE CIÊNCIA, ESPIRITUALIDADE E FILOSOFIA (NECEF) DA URCA (UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI – WWW.URCA.BR)



Vivemos atualmente um momento extremamente difícil: a descrença na política partidária, a incerteza de uma vida saudável e sustentável, a percepção do crescimento e da proximidade da violência, a insegurança da economia mundial que se reflete na economia nacional e regional e assim por diante. Faz-se necessário apontarmos e questionarmos a origem do “problema do mundo”: por que a natureza humana não se torna consciente de sua realidade e toma as rédeas de seu destino feliz? Esse texto é uma contribuição simples para uma questão humana complexa e caótica. Mas, mesmo assim penso que se tenho alguma coisa a dizer – devo dizer e não me preocupar com as críticas daqueles que se acham donos da verdade, e que pouco contribuem efetivamente para esclarecer os nossos passos no Caminho da Visão Ampla do Mundo e do Ser.
Eu parto da premissa que o mundo somente pode ser entendido quando de fato compreendermos como funciona o mecanismo complexo e multidimensional de captação e assimilação da natureza humana. Ou seja, o que chamamos de “problema do mundo” em verdade é um problema e uma criação do ser. E se quisermos vencer o desafio da vida teremos que compreender como se estrutura e se organiza o processo de tomada de consciência em cada ser humano. A psicologia e a parapsicologia nos ajudaram e continuam nos ajudando a respeito das dimensões sutis da psique e suas variações psicológicas. Nenhum conhecimento deve ser descartado em seu todo porque cada um deles carrega uma parcela de verdade. A minha contribuição diz respeito às energias e os níveis de consciência sutis que existem latentes em cada estrutura humana.
Creio, que a medicina moderna tanto quanto a psicologia e a parapsicologia devem se associar a outros modos de perceber a realidade como, por exemplo, a visão mística-metafísica dos orientais (budistas, hinduístas etc). A ponte entre essas duas perspectivas - ocidental e oriental – pode ser feita pela nova abordagem quântica. Todo esforço deve ser feito (e de certa forma vem sendo feita em várias universidades no mundo inteiro) para criar uma nova abordagem integral do homem. Posso citar cientistas famosos que estão realizando pesquisas importantes no intuito de revelar a natureza mais profunda do ser em termos de padrões de energia sutil e níveis alterados e metafísicos (supra-racionais) da consciência humana, por exemplo: (Físico) Fritjof Capra (livros: Tao da Física e Ponto de Mutação), (Física da NASA) Barbara Ann Brennan (livro: Mãos de Luz), (Médico) Richard Gerber (livro: Medicina Vibracional), (Médico) Deepak Chopra (livros: As sete Leis Espirituais do Sucesso e Conexão Saúde).
Assim, é no avanço a ser conquistado no domínio multidimensional da natureza humana que poderemos compreender como estamos criando um mundo tão caótico e instável em seu aspecto ético e energético. Pois tudo que realizamos ao pensar, sentir ou desejar criamos padrões de energia que oscilam de espectro variando do extremo mais positivo ao mais negativo. Esses espectros estão relacionados aos variados níveis de consciência que podemos experimentar desde o instintivo (mais negativo) ao intuitivo superior (o amoroso – mais positivo). Isso implica dizer que a natureza humana pode experimentar estados de consciência-energia que variam desde o estado instintivo animal da violência humana desordenada (por isso temos uma tendência animal latente) até o estado intuitivo-amoroso dos santos e mestres espirituais.
A educação e a cultura podem reforçar as duas tendências em função dos valores e conhecimentos que propagam no meio ambiente humano social. O que transmitimos semeamos, e o que semeamos colhemos depois em forma de graça ou desgraça, ordem ou desordem, luz ou escuridão, dor ou amor – não existe acaso! Nesse sentido, um grupo de professores, do Departamento de Ciências Sociais, sensibilizados por essa questão urgente criou em novembro de 2006 o NECEF com o objetivo de produzir conhecimentos que venham de fato contribuir para o esclarecimento efetivo da natureza e condição humana a partir da perspectiva holística e multidisciplinar. Os professores que integram esse núcleo são: Bernardo Melgaço (DSc), Cláudia Pierre (MSc) e Anna Christina (DSc).
Prof. Bernardo Melgaço da Silva – bernardomelgaco@hotmail.com – (88)9201-9234

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

A UNIVERSIDADE QUE SONHO UM DIA ACONTECER: A LUZ DA SABEDORIA

Gostaria de um dia poder pertencer a uma universidade holística, humana, ética, participativa, ou seja, uma universidade que contemple a esperança, o compromisso com a verdade que liberta o homem da sua condição racional-instintiva. Em outras palavras, uma universidade voltada tanto para a diversidade do saber quanto do suspiro gostoso do viver. Uma universidade que não negue essa realidade pragmática, utilitária, funcional e corporativa. Mas, que também não fique escrava e submissa aos valores ditados pela consciência moral capitalista. Gostaria de pertencer e ajudar a construir uma universidade que se sustente por uma base ética e amiga. Onde todos que estão nela possam se sentir verdadeiramente responsáveis pelo destino da humanidade. E que essa humanidade seja de fato a totalidade da vivência de cada ser vivo humano e o seu meio ambiente. Gostaria de construir uma universidade onde a ciência seja irmã da filosofia. E a filosofia não esteja separa da religiosidade da existência. Onde a física e a metafísica sejam complementares tanto quanto a partícula-matéria e a onda-anti-matéria em seus respectivos domínios de existência. Onde o esforço de cada cientista seja direcionada para o salto da consciência na criação da luz da sabedoria; onde cada aluno participe com a intenção voltada para o crescimento da vida e da sua preservação em todas as suas dimensões e lugares. Gostaria de pertencer a uma universidade onde os professores contemplem o horizonte da verdade e nele veja o pôr do sol e o nascimento de um novo dia para o novo conhecimento despertado em cada um. Que cada professor seja mestre de si mesmo, antes de ser mestre do outro. Que a tarefa de cada um seja plantar um novo mundo. E que a verdade não seja nem absoluta e nem relativa, mas construída a cada passo, a cada sentimento, a cada pensamento na estrada longa da vida. Uma universidade que se ocupe de tudo em prol da verdade, do saber e do Amor. E para tanto escolha seguir caminhos nunca andados e idealizados. E assim que se abra verdadeiramente para o mistério da nossa existência. Uma universidade aberta para a multidimensionalidade do ser. E, portanto, interdisciplinar de fato, na teoria e na prática. Uma universidade que pesquise a verdade mesmo onde não se acredite que ela esteja. Uma universidade do inesperado e dos fenômenos invisíveis para a razão especulativa instrumental-funcional. Uma universidade que adote a transcendência órfã. Gostaria de ver uma universidade de fato! Que ela não seja para os pobres e nem para os ricos, mas para todos que desejam uma transformação social e existencial no sentido positivo da transcendência sagrada.
Por tudo isso, eu vivo sonhando acordado desde 1988 quando tive a felicidade de sair dos domínios fechados da razão e alcancei com muito esforço e disciplina a intuição latente e envolvente dentro de mim. Eu quero aprender amar mais do que ser amado; comprender mais do que ser compreendido; doar consciência e Amor mais do que receber; transcender mais do que viver; sentir a existência mais do que pensar a sobrevivência; plantar a semente da felicidade mais do que trabalhar utilitariamente para conseguir o pão de cada dia. Nessa universidade que eu sonho e imagino acontecer um dia, Deus terá um lugar especial, ou seja, habitará a consciência intuitiva de todos os pesquisadores! Nessa universidade a pesquisa pura terá um lugar ao sol; a filosofia estará presente em cada corredor da universidade; o desejo de conhecer aproximará disciplinas diferentes; modos diferentes de ver a realidade; o “PhDeus” se converterá em Filho de Deus e com humildade se integrará aos demais. Nessa nova universidade, a política partidária se transformará em política unitária e todos perceberão a importância de se fazer ciência política e não apenas “política”; a história terá um papel fundamental para refletir sobre o destino que o homem persegue desde os tempos remotos e junto com a filosofia revisarão o processo de crises e ascendências do saber científico; a geografia estudará e mapeará as utopias ou lugares imaginados mas não concretizados pelo homem que tem sede de evolução; a biologia estudará o campo morfogenético sutil dos chakras e descobrirá uma nova realidade além da genética – quase imperceptível mas realmente presente nos diversos corpos que possuimos; a matemática descobrirá uma nova lógica: a lógica do coração; o Direito perceberá a verdadeira dimensão da Justiça: a caridade; a sociologia contribuirá juntamente com a antropologia com a descoberta de um novo campo social: a fraternidade cooperativa universal; a física, em particular, a física quântica mostrará que uma nova base axiomática se faz necessário para repensarmos o processo de desconstrução e construção do conhecimento científico; a engenharia inovará e incorporará o homem em suas inovações descobrindo o equilíbrio entre o orgânico e o organizacional – o tempo deixará de existir e a energia será o novo paradigma e referência para a compreensão do trabalho e da organização da vida coletiva. Em suma, na universidade dos meus sonhos a realidade sairá de dentro da caverna de Platão e fará parte da imaginação criadora de cada pesquisador. Em outras palavras, deixaremos de ser moradores do universo e assumiremos definitivamente a identidade existencial-espiritual de pesquisadores e criadores do universo. O valor mais importante será aquele identificado com o salto qualitativo entre a consciência comum e a consciência de si. O respeito por tudo será um princípio básico nessa nova universidade. O Reitor dessa universidade será um defensor das leis cósmicas da vida. Os mestres e doutores serão discípulos da vida: os alunos serão nossos irmãos. Pois, é a vida interior que nos ensina tudo! Assim afirmou magistralmente Kafka: “Da vida se tira vários livros, mas dos livros se tira pouco – bem pouco! – a vida”. Assim, “quando sonho sozinho o meu sonho é apenas um sonho, mas quando muitos sonharem o mesmo sonho de Amor à Vida e a Verdade, o meu sonho se tornará realidade criadora”. Vamos sonhar e se encantar juntos com essa LUZ DA SABEDORIA?
Prof. Bernardo Melgaço da Silva – e-mail: bernardomelga@hotmail.com

A VOZ DO SILÊNCIO



Ainda que me apresentassem todo um discurso rebuscado filosófico e dados científicos concretos
Eu diria com fé, compaixão e humildade: cala-te homem!
Já ouvistes o silêncio da verdade?
Já frequentastes o templo da divina sensibilidade?

Se não fostes ao pico da Amorosa Verdade Silenciosa
Então nada sabes a respeito da tão falada e ignorada verdade!
Apenas resmunga palavras sem conteúdo e essência
Apenas dita verbos e substantivos intelectuais reproduzidos e mecanicamente decorados
Apenas teoriza hipóteses e paradigmas racionalizados e limitados
Apenas agoniza na ânsia pelo som inaudível que vem do Outro Lado

Ouça: a verdade é a voz do próprio silêncio conquistado!
Assim disse o admirável Albert Einstein: “O Velho me disse...”
Assim afirmou o magnifíco Sócrates: “Conhece-te a ti mesmo”
Então ouça: cala-te homem!
Firme-se nesse propósito de não dizer ou julgar aquilo que não ouviu diretamente do Silêncio Cósmico Ancião
Busque compreender o contexto da Rainha sensibilidade AMOROSA
Ela mora ao lado do Rei-silêncio profundo no princípio de todo Ser também humano

Se um dia encontrá-la verás e ouvirás um mundo de verdades nunca dito
E nesse novo modo de perceber saberás o que de fato pensavas sobre a arte de novo ser
Sem poder no entanto de fato nesse mundo de pseudas verdades se fazer compreender
Pois com certeza te chamarão de anormal, insano ou louco

É verdade sim!
Porque quem tem um olho da verdade é rei e quem tem a visão da sensibilidade é insano e louco!
Louco por querer falar o que não se fala com a poiesis da razão
Insano por querer mostrar o que não se vê senão com a práxis da intuição
E anormal por querer demonstrar o que não se comprova pela ciência da intervenção

És louco! És insano! És anormal!
Porque és para muitos deles apenas ruído e significado muito distante e totalmente desconhecido
Falando aquilo que somente pode ser ouvido quando se vive no templo do Silêncio Interior
Mostrando aquilo que somente pode ser visto pela luz na vivência da alta Sensibilidade sutil do Amor
Tentando provar aquilo que somente se saboreia pelo fervor da fé sensível na ciência da compreensão

És louco! És insano! És anormal!
E ao mesmo tempo és sincero, sensível, MESTRE e sábio!
Mas se tu ainda não fostes ao templo do silêncio soberano Criador
Então o primeiro Ato Existencial: aquieta-te e cala-te por Amor à Verdade!

Se reserve à própria ignorância existencial
De nada vale um titulo ou autoridade sem a sabedoria do Último e belo encontro de Amor Real
O majestoso encontro ontológico do Rei-silêncio com a Rainha-sensibilidade
Pois nesse encontro está o Poder Criador do Verbo que se torna carne
Que se torna muitas vezes humano
Que se comunica muito além de qualquer discurso-contexto do mundo profano
E que se transmuta na crença de conhecer a verdade
Que se oculta no caminho e na fonte da verdade do conhe-Ser-em-Si
Para ser aquilo que de fato diz ver e saber com propriedade

Ó homem só lhe resta um caminho de esperança e evolução!
Volte-se imediatamente para a luz interior do silêncio profundo
Deixem que lhe chamem várias vezes de cego e louco de paixão intuitiva existencial
Deixem que riam de teu caso solitário, perdido, inútil e insano
A maravilhosa diferença está na alteridade do encontro do silêncio da luz transcendental
A maravilhosa diferença é a tua própria sensibilidade-luz-essência de fonte espiritual

Siga o teu próprio e único trabalho-disciplina de conhe-Si-mento-transcendência
Siga o teu próprio e único caminho-encantamento agradável de paz-estrela-vivência
Siga a tua própria e única verdade de ser uma chama-viva-de-consciência
O Amor é o Sentido Cósmico no ato sagrado de Criação da gloriosa e eterna Existência
E a Presença do Verbo Divino é o referencial do Senhor em Seu Silêncio e Imanência
Um encontro com a Transcendência para muito além de tudo o que é racionalmente falado sem consciência

Bernardo Melgaço da Silva e-mail: bernardomelga10@hotmail.com

AS RONDAS DO QUARTEIRÃO, DA EDUCAÇÃO, DA SAÚDE E DA ALIMENTAÇÃO


O governo itinerante do Estado do Ceará vem discutindo nesses dois últimos dias a ronda do quarteirão aqui no Cariri. Nada contra essa estratégia de segurança que se não resolve de todo a violência pelo menos inibe o seu crescimento e alivia a consciência dos cidadãos que vivem acuados pela ousadia dos bandidos. Mas, acho que essas medidas são e sempre serão paliativas. Vejamos por que. Antes de mais nada, devemos nos perguntar de onde surge ou nasce o impulso para violência humana. Em minha tese de doutorado, apresentada na UFRJ/COPPE, defendi a seguinte tese:
“De um modo geral a cultura técnica-industrial vigente nas sociedades modernas, estimula o ser-criança, desde o seu nascimento, a reconhecer biologicamente seus impulsos emergentes para satisfazê-los sem primeiro realizar uma educação apropriada para um reconhecimento de sua natureza espiritual/existencial. Na ausência dessa educação de reconhecimento e qualificação dos impulsos mais nobres, o ser se desenvolve segundo a predominância dos impulsos envolventes mais instintivos que são aqueles que mais são estimulados pelas necessidades imediatas e pelo medo da sobrevivência. As variações intensas dos impulsos conduzem o ser a uma incerteza da natureza dos impulsos. Assim, o ser gradativamente vai se tornando confuso em si mesmo, ou seja, o ser acaba desconhecendo o que realmente está acontecendo com ele. Essa incerteza tende a crescer na medida que a própria cultura vigente estimula a praticar racional e instintivamente determinados tipos de ações que reforçam os impulsos descontrolados.
...Nesse sentido, os impulsos fisiológicos do corpo se tornam mais fortes e mais constantes exigindo do ser uma atenção concentrada para satisfazê-los. A psique do indivíduo é então estimulada para processar os tipos de ações necessárias para o objetivo fisiológico. A ativação e estimulação da psique torna a psique mais vulnerável às sugestões de novas necessidades biológicas e morais. Forma-se a partir dai um ciclo que tende a se repetir “ad infinitum”. Como conseqüência desse processo surgem ou nascem as carências de alimento, de afeição, de reconhecimento, de ascensão social, etc. Dessa forma, as carências afetivas são tantas que o ser sente o impulso de satisfazê-las através do seu corpo físico e da sua psique. E se o outro ser (no plano social) estiver propício a uma estimulação a relação é confirmada se processando um verdadeiro reforço condicionado de carência nos dois sentidos.
...É nesse universo de impulsos imprevisíveis e dominadores que o ser sai em busca de uma resposta coerente e sensata sobre as suas deficiências e carências acumuladas. Os princípios éticos-ontológicos como a paz, a felicidade, a bondade, a fraternidade, a igualdade, a liberdade, etc., ficam subjacentes e quase que “ocultos” devido a esse conjunto imenso de impulsos fisiológicos e psicológicos desordenados. Inconsciente de si e, portanto, incapaz de reconhecer os seus próprios impulsos existenciais, o ser se depara com a incerteza de si mesmo: não sei quem sou eu!
A natureza externa passa ser o seu objeto de entendimento uma vez que a sua própria natureza existencial/espiritual é invisível em si mesmo. A relação com a natureza externa passa ser uma maneira de ele equacionar os seus impulsos desordenados. Para tanto o ser procura racionalmente prever os “impulsos” (ciclos) da natureza a fim de resolver a sua própria questão de valor existencial. Da mesma forma que é desordenada a relação consigo mesmo é também com a natureza externa. O desequilíbrio interno é reproduzido, portanto, no meio externo através de uma crise de percepção, repercutindo na relação com o seu semelhante e com a natureza externa.
Essa crise de percepção é decorrente do uso de modelos e paradigmas inadequados para uma realidade que vai se revelando lentamente ao homem em seu processo de evolução. E “para descrever esse [novo] mundo apropriadamente, necessitamos de uma perspectiva ecológica que a visão de mundo cartesiana não nos oferece. Precisamos, pois, de um novo "paradigma" - uma nova visão da realidade, uma mudança fundamental em nossos pensamentos, percepções e valores" (CAPRA, Fritjof, Ponto de Mutação, 1989, p.13-14).
Mesmo que o ser explicitamente não reconheça a sua incapacidade de entender a si mesmo, implicitamente ele demonstra o seu desconhecimento e desequilíbrio nas suas ações mais corriqueiras: andando, falando, conversado, “amando”, trabalhando, criando, estudando, ensinando, valorizando, etc. A busca de um entendimento sobre a própria natureza do ser (em si), geralmente é adiada em favor de uma busca fora de si na natureza externa e na figura humana de um outro indivíduo. Essa busca pode ser tanto particularmente empírica quanto sistematicamente coletiva. A essa práxis denomina-se de “ciência”. E “ciência” aqui é qualquer esforço sistematizado ou empírico de compreensão de si e do mundo que cerca o ser.
Em síntese, a insensibilidade do ser em relação a si mesmo, reforça a sua incerteza. E essa incerteza aumenta a probabilidade de erros. E conseqüentemente produz uma enorme imprevisibilidade na relação do ser consigo mesmo (indivíduo/pessoa) e também com a natureza que lhe cerca. As normas sociais indicam uma tentativa de pôr ordem nesses impulsos.
A crise de percepção, fez com que criássemos um imenso conjunto de normas sociais para gerir, controlar e padronizar a sociabilidade humana, mas infelizmente constatamos que esse mesmo conjunto de normas e diretrizes sociais é utilizado para tornar o ser humano cada vez mais anti-social. O reflexo disso é a falta de empatia desse “homem moderno” perante a dor do seu irmão necessitado que sofre ao seu lado. As normas dirigem uma grande parcela da sociedade a se comportar mecanicamente ou robotizadamente na defesa de seus próprios interesses econômicos. E assim, inevitavelmente nos tornamos demasiadamente egoístas e insensíveis. Nos tornamos anti-sociais. As normas ganham vidas e começam a influenciar nossa capacidade de sentir”.
Em síntese, tudo começa numa relação entre a mente e o corpo (num nível ontológico) e também entre a mente e o Espírito (em outro nível ontológico). Então, para se resolver o problema da violência precisamos de uma ciência que consiga penetrar nas dimensões ontológicas de cada ser humano. E isso perpassa obrigatoriamente por uma educação holística que contemple tanto a formação profissional quanto a formação humana em uma base ética tal que coloque o ser novamente na rota do bem e da paz do Espírito. E toda ação coercitiva será em vão porque a natureza humana tem um propósito cósmico de evolução. Somos seres em evolução e não apenas sociais. As normas de cima para baixo apenas regularão o instinto humano mas jamais terão poder para redirecionar a consciência humana para um nível de compreensão e amor ao próximo.
Por tudo isso, recomendo mais três rondas importantes (entre tantas outras): a da educação, a da saúde e a da alimentação. Pois, entendo que o ser humano precisa de um atendimento justo e digno por parte do Estado, principalmente aqueles cidadãos pobres e carentes que vivem excluídos de tudo. Então, por que não se implanta uma biblioteca ambulante (ronda da educação)? Pode-se implantar também uma feirinha ambulante (como se faz ou se fazia no Rio de Janeiro) no interior de um ônibus velho (mais que funcione) parando em pontos estratégicos onde a carência é maior. O mesmo pode ser feito com a saúde: médicos voluntários dariam atendimento gratuito no interior de um ônibus que circularia pelos lugares mais necessitados.
O investimento, portanto, na educação é primordial, pois é transformando a ignorância em sabedoria que a violência se extinguirá de vez. Devemos trocar a prisão do ser pela liberdade da consciência que se conhece e conhece o mundo a sua volta. A verdadeira paz somente acontecerá quando cada um se der conta de que está no meio de um caminho de transformação da consciência em busca de uma unidade cósmica: o Amor Cósmico!
Prof. Bernardo Melgaço da Silva – bernardomelgaco@hotmail.com

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O CORAÇÃO DO AMOR DO CORAÇÃO


Existe um ditado popular que diz que "O Amor marca as pessoas". A minha mão diz que sim. O Amor marca o ser humano. Além de marcar ele liberta. Se não libertar o ser humano não é o verdadeiro Amor. Amor e liberdade caminham juntos. Não acredito no amor que aprisiona as pessoas umas as outras. Não, não creio mais nisso. O verdadeiro Amor liberta sempre. Ele eleva. Glorifica. Aproxima. E une, sem prender, o ser humano à energia sutil do Amor.

O Amor marca e é a marca ou referencial de evolução. O Amor é sublime. Ele vibra em vórtices e nos mantém em paz eterna. O Amor chegou em mim como um furacão doce e suave. Invadiu meu ser e penetrou em minha alma. Todo o meu ser vibrou. E nesse instante calei de emoção e depois surpreso exclamei: É DEUS! Bem-aventurados aqueles que forem batizados pelo fogo sagrado do AMOR DE DEUS. Bem-aventurados esses pois receberam o verdadeiro batismo. E a glória de Deus desceu das alturas e fez com que eles se tornassem FILHOS DE DEUS. Bem-aventurados os pacíficos. Bem-aventurados os humildes. Bem-aventurados os homens de boa fé. E com certeza absoluta eles verão a glória no Amor de Deus.

A marca que vejo na mão esquerda é uma marca do Amor de Deus. Ela é uma marca física de batismo do Espírito para me fazer relembrar sempre a SUA glória Divina. O Amor além de libertar cura também. Ele cura a nossa falta de fé em Deus, cura nossos desejos instintivos, cura os nossos desequilíbrios, cura qualquer violência, cura qualquer morte porque ELE é VIDA, É DEUS. Sem o batismo do Amor Sagrado o ser humano será um eterno sofredor, um eterno buscador do prazer efêmero. O Amor Sagrado santifica o ser humano. Melhor ainda Diviniza-o. Sem esse Amor o ser humano nunca saberá quem é Deus, isto porque Deus é puro Amor. O Amor constrói, qualifica, melhora, embeleza e enriquece a alma. Sem o Amor somos destrutivos, desqualificados, ruins, feios e pobres de visão e sabedoria. Sem Amor somos vazios de valores.

O verdadeiro batismo é feito por Deus-Espírito através do Amor no centro do peito. É SUA "marca registrada Divina" inconfundível e inesquecível. Doce Amor. Belo Amor. Amor Belo. Amor Doce. Muito Belo. Muito Doce. O Amor inicia o ser humano na verdadeira religião: a religião do Amor. O Amor conscientiza, preenche e fortalece nossas vidas. Nada mais necessitamos quando o Amor nos preenche totalmente. Não existem vários "amores". O Amor é único. Por ser único ele é inconfundível. Ele é êxtase, grandeza espiritual e a verdadeira felicidade do ser humano. Por isso mesmo o mundo moderno está ficando feio e pobre de felicidade. Isto porque o ser humano foi sutilmente cativado para seguir o caminho do Amor falso e ilusório do prazer instintivo. A razão iluminou e continua iluminando esse caminho do falso Amor. Pobre caminho daqueles que não conseguem ouvir e seguir as sábias mensagens de Jesus: "orai e vigiai". Pobres daqueles que ainda racionalizam sobre o Amor. Pobres daqueles que buscam o Amor fora de si mesmo. Esses estão se perdendo cada vez mais no falso caminho.


LOUVADO SEJA O AMOR DO CORAÇÃO DO AMOR DE DEUS!


Prof. Bernardo Melgaço da Silva - bernardomelgaco@hotmail.com

A ALIANÇA QUE NÃO SE QUEBRA – NUNCA!


“Eu e o Pai Somos Um!” – Jesus Cristo
Hoje, ouvi uma frase na URCA (Universidade Regional do Cariri) e por isso me fez refletir agora. Uma pessoa recomendou a outra que tomasse cuidado com as alianças que estava fazendo. Em parte essa recomendação tem um fundo de verdade. Mas, por outro lado é uma frase já repetida demais – sem muito valor! A história da humanidade pode ser contada também pelas alianças quebradas, pelas traições, pelas frustrações e pelo sentimento de que nada que se faz aqui nesse mundo profano é duradouro. As alianças humanas sempre sofrerão o risco de serem quebradas. Isto porque, a natureza humana tem um comportamento extremamente oscilante de acordo com o momento de interesse em jogo. Assim, num dia estamos com fulano a favor de uma luta contra os interesses de beltrano. Mas, a fraqueza humana nos conduz a mudar de lado no primeiro aceno de interesse individual, no primeiro desagravo que temos com cicrano que está do mesmo lado de fulano. E no momento seguinte voltamos a ter uma aliança com beltrano que tem um desagravo com cicrano. Assim, as alianças são feitas e quebradas uma-a-uma. Então, é uma ingenuidade acreditar que os nossos aliados serão fiéis o tempo todo. Infelizmente – não serão!
Antes de pedirmos ao outro cuidado e prudência nas alianças, devemos pedir a nós mesmos, porque a famosa frase “Unidos Jamais seremos vencidos!” não se reflete para toda a realidade. Ela funciona num nível de relação e união e num contexto bem profundo da realidade humana. Isto porque, dez egos unidos sempre serão vencidos. Mil egos unidos também serão vencidos. O mesmo acontece com um milhão ou dez milhões de egos. O que torna forte a aliança são as suas ligas. Ou seja, a combinação das “ligas”. Em outras palavras, se as ligas são puras e fortes muito provavelmente na fusão a liga resultante será extremamente consistente e não quebrará com facilidade. E em se tratando da liga ego-self essa não se quebra nunca porque foi feita com a força cósmica de ligação chamada ÉTICA-DO-AMOR. É uma liga ontológica que une a alma ao Espírito.
Então, resumindo as alianças humanas não são confiáveis porque não são puras. E além disso, não tem a força de ligação ontológica do SELF. É uma ingenuidade acreditar que estamos fazendo alianças duradouras somente entre egos. Por isso, que na política a dança dos políticos de um partido para o outro é uma prática muito comum porque retrata a vida social do ego humano pequeno, frágil e sem visão. E porque as ligações não são puras, elas serão frágeis na sua concepção quebrando a todo instante. E como não suportamos estar isolados, necessitamos estar ligados ou conectados a algo, por isso mesmo buscamos logo fazer rapidamente uma nova aliança. E raramente conseguimos ver que a aliança mais importante e fundamental da vida é com o nosso destino na relação com o SELF ou Espírito ou Alma Superior (como quisermos chamar).
O mundo social é um reflexo em miniatura do mundo existencial-espiritual – macro! O que está em cima está embaixo; o que está fora está dentro também. A realidade ingênua do ego nos aproxima com o que nossa razão teima em ligar sem pureza. Por isso, esse mundo objetivo é extremamente inconstante, incerto, frágil, inconsistente e, portanto, não confiável. As mentes ingênuas acreditam nas alianças com o “demônio” (aquilo que se encontra projetado fora de nós mesmos) sem perceber que a verdadeira aliança nasce de uma disposição de nos encontrarmos ou casarmos com o SELF-ESPÍRITO em nós – lá no íntimo de cada um!
Prof. Bernardo Melgaço da Silva – bernardomelgaco@hotmail.com

domingo, 27 de janeiro de 2008

BUSQUEI O CAMINHO E O SENTIDO DA VIDA POR TODA A MINHA EXISTÊNCIA ATUAL....


A ardente aspiração de nos conhecermos e de conhecer nossos semelhantes encontrou expressão na sentença délfica: "conhece-te a ti mesmo". Esta é a fonte principal de toda psicologia. Como, porém, o desejo é o conhecer tudo sobre o homem, seus mais íntimos segredos, tal desejo nunca pode ser efetivado no conhecimento de tipo normal, no conhecimento só pelo conhecimento. Ainda que conheçamos mil vezes mais sobre nós mesmos, nunca alcançaremos o fundo. Permaneceremos ainda um enigma para nós próprios, como nossos semelhantes continuarão sendo um enigma para nós. O meio único de conhecimento completo está no ato do amor: esse ato transcende o pensamento, transcende as palavras. É mergulho ousado na experiência da união...O problema de conhecer o homem é paralelo ao problema religioso de conhecer Deus (1).
Em geral o homem está tão atarefado pelo imediato viver, que gasta a maior parte de seu tempo e o melhor de suas energias para construir um arranjo existencial que lhe dê a sensação de bem-estar e segurança material. Isso quer dizer que em geral o homem não filosofa, não discute os pressupostos de seu arranjo, não des-vela o vigor que o move e domina. Ele está num concreto arranjado. Vive-o. E quando pensa faz mais ideologia que filosofia, isto é, pensa elucubrando teorias e idéias que falam mais de um determinado modo de viver que da própria vida (2).
Ocupados na tarefa do uso do conhecimento, os homens perdem o "verdadeiro" sentido do conhecimento (3).
Pois, todo saber real é um saber crítico, quer dizer, consciente de si mesmo, de seus projetos, de seu significado, de seu alcance, de seus limites, de suas possibilidades. Portanto, ele é ao mesmo tempo um saber do conteúdo e um saber do saber (4).
Um de nossos problemas, hoje em dia, é que não estamos familiarizados com a literatura do espírito. Estamos interessados nas notícias do dia e nos problemas do momento. Antigamente o campus de uma universidade era uma espécie de área hermeticamente fechada, onde as notícias do dia não se chocavam com a atenção que você dedicava à vida interior, nem com a magnífica herança humana que recebemos de nossa grande tradição - Platão, Confúncio, o Buda, Goethe e outros, que falam dos valores eternos, que têm a ver com o centro de nossas vidas. Quando um dia você ficar velho e, tendo as necessidades imediatas todas atendidas, então se voltar para a vida, aí bem, se você não souber onde está ou o que é esse centro, você vai sofrer. As literaturas grega e latina e a Bíblia costumavam fazer parte da educação de toda gente. Tendo sido suprimidas, toda uma tradição de informação mitológica se perdeu. Muitas histórias se conservavam, de hábito, na mente das pessoas. Quando a história está em sua mente, você percebe sua relevância para com aquilo que esteja acontecendo em sua vida. Isso dá perspectiva ao que lhe está acontecendo. Com a perda disso, perdemos efetivamente algo, porque não possuímos nada semelhante para pôr no lugar. Esses bocados de informação, provenientes dos tempos antigos, que têm a ver com os temas que sempre deram sustentação à vida humana, que construíram civilizações e enformaram religiões através dos séculos, têm a ver com os profundos limiares da travessia, e se você não souber o que dizem os sinais ao longo do caminho, terá de produzi-los por sua conta (5).
Qual é o caminho correto? A indecisão é individual, mas a fé é pessoal. Não existe fórmula ou esquema que ajude o homem a se decidir sobre a busca que deve fazer e o tesouro a conquistar. O destino e a escolha é a liberdade existencial de cada um em viver com todos os riscos, oportunidades e responsabilidades inerentes: ser feliz e transcender no Reino do Amor Uno de Deus ou ser infeliz e perecer no mundo de múltiplos prazeres e dores do homem. O trabalho ou energia empregada para ascensão ou queda é o mesmo. A questão é saber se mover ontologicamente na direção certa. A minha vivência me diz que somente a sensibilidade desenvolvida aliada a uma fé genuína e uma vontade ferrenha nos coloca no caminho ideal e verdadeiro. Infelizmente a práxis racional (com seu discurso dominante) não tem poder para guiar e transcender o nível de consciência atual da existência humana. Por isso as intensas e terríveis dores do mundo contemporâneo! O parto de uma nova humanidade está demorando muito. Será que o novo homem vai nascer no tempo certo ou morrer sufocado no útero da Mãe Natureza?
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
(1) FROMM, Erich. A Arte de Amar. p.44
(2) BUZZI, Arcângelo R. Introdução ao Pensar, p.172.
(3) HÜHNE, Leda Miranda. Metodologia Científica: Caderno de Textos e Técnicas. Rio de Janeiro: Agir, 1988, p.38.
(4) LEADIRIDRE, Jean, Filosofia e Práxis Científica, p.45.
(5) CAMPBELL, Joseph- O Poder do Mito: Joseph Campbell, com Bill Moyers, São Paulo: Palas Athena, 1990, p.3-4.

A NECESSIDADE DA BUSCA COM 11 ANOS DE IDADE


A minha primeira necessidade de buscar uma resposta espiritual começou muito cedo, quando eu estava com 11 anos de idade. E foi uma experiência que me marcou profundamente. Naquela época eu vivia - com mais oito irmãos - sob os cuidados de uma madrasta que não me dava chance.

BUSCANDO ENTENDER PORQUE SOFRIA...


...Eu sofria muito! Até que uma vez, na minha inocência de guri, ajoelhei-me no banheiro da minha casa e roguei ao Senhor-Deus para intervir naquela relação. O que se passou nos meses seguintes não me deixou dúvida de que minha súplica havia sido atendida. Inclusive, a minha madrasta havia sido avisada (na minha presença, por uma "entidade espiritual" que incorporava de vez em quando numa menina de 13 anos - vizinha nossa!) do que ocorreria caso ela não mudasse de comportamento em relação a mim. Os anos foram se passando e vários fenômenos espirituais iam me mostrando que "algo" existia também além das minhas capacidades humanas de entendimento e visão.

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BUSCANDO NAS RELIGIÕES...


...Eu estava inconsciente de que tudo o que fazia era para obter uma resposta convincente a respeito da minha própria existência humana. Vivia sem sequer perceber o que estava para acontecer. Ora buscava na ciência; ora acreditava nas possibilidades dos relatos místicos, religiosos, espíritas e outros mais. O meu “barco da vida” navegava, geralmente, no mar da cultura e impulsionado pelo vento das ideologias persuasivas.

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BUSCANDO NO SEXO OPOSTO....


Procurava uma luz-estrela que no meu céu interior criei em sonhos e fantasias mas que na realidade da terra precisava estar materializada em corpo de carne e osso e vontade amiga. Estive a espera dessa centelha luminosa que me aparecia interiormente desde menino. Por ela chorei e derramei muitas lágrimas assistindo filmes românticos de casais amantes. Por ela lancei-me anos a fio numa longa estrada em busca instintiva quase enlouquecida mas de certo agradecida. Por ela escrevi inúmeras poesias, cartas sem endereços e crônicas indefinidas. Por ela abracei, beijei e me apaixonei por vários espelhos objetos de obscuros desejos masculinos. Por ela eu me ajoelhei e roguei: “Pai, Senhor dos Céus revele aqui no meu reino a Tua Outra Criação Bela, Meiga, Sensível e Feminina”.

sábado, 26 de janeiro de 2008

O SALTO DE CONSCIÊNCIA: A LUZ HUMANA-DIVINA



“Procure colocar sua atenção em tudo o que a vida lhe proporciona...A maravilha está em cada instante...Tente sentir, perceber, em lugar de pensar. O sentido profundo da vida está além do pensamento...Sabe, Pedrinho, a vida é um conto de fadas feito realidade... é um dom maravilhoso que Deus lhe brinda... porque Deus o ama...” (Enrique Barrios – AMI: O MENINO DAS ESTRELAS).

O que vocês vão ler agora é uma verdade para poucos e uma fantasia para muitos. Mas, se tua mente não consegue conceber essa realidade, não force a sua natureza, acredite que é apenas uma história, um conto. Mas, de fato aconteceu...
Certa vez um homem durante uma crise existencial foi levado, não se sabe como, a ficar atento ao seu próprio processo de criação da consciência. Assim, permaneceu durante meses numa batalha interior de quase vinte quatro horas atento a todos os pensamentos e sentimentos. O processo pelo qual passava não lhe dava chance de retornar ou abandonar o esforço que empregava para se manter lucido e consciente de sua própria consciência. Essa batalha era de vida ou morte. Mas, não era a vida e a morte do corpo físico, mas de sua própria consciência. Esse homem estava experimentando um fenômeno raro de morrer em vida para renascer em vida também. Mas, ele não sabia de nada quando estava durante o processo. Ele só sabia que estava experimentando algo inédito porém antigo para uma pequena minoria que já havia passado por essa experiência. Quando o processo se iniciou ele foi avisado que passaria por uma metanóia na consciência. A sua intuição levou-o para frente do espelho e lhe perguntou: “como você quer passar pelo processo, consciente ou inconsciente?”. É claro, que ele respondeu: “Inconsciente”. O que a intuição lhe respondeu através de sua própria boca: “Não! Você vai presenciar tudo”. E assim, a partir desse dia uma voz sutil foi lhe guiando os passos para a grande metanóia do ser. A cada dia que passava foi permitido a ele perceber o que nunca havia visto em lugar nenhum: a manifestação psicológica de sua própria natureza humana! Um novo sentido lhe foi dado para operar o milagre de enxergar o que estava mais perto e ao mesmo tempo mais longe dele: Ele mesmo! E não havia possibilidade dele fugir desse processo. A sua natureza interior deu-lhe o poder de ver além da visão psicológica. Ele enxergava as suas próprias deficiências humanas sem precisar consultar nenhum especialista externo – nenhum psicólogo ou guru. A nova visão era clara e profunda. Por vários meses conviveu com a dualidade de ser passado e ser um novo presente em si mesmo. Em outras palavras, ele permaneceu num processo de viver duas vidas e duas consciências simultâneamente: a antiga e a nova. Por vários meses, ele se viu numa travessia de transformação existencial paradoxal: a consciência velha não havia acabado e a consciência nova não havia de todo nascida. Então, ele se perguntou inúmeras vezes: “quem sou eu?”. Ele era o passado que não havia morrido e era também um futuro que não havia nascido. O presente era o conflito e a crise de identidade. Por mais que ele tentasse buscar respostas externas, poucos eram aqueles que podiam de fato explicar o que estava de fato lhe acontecendo. Assim, não teve outra saída senão buscar auxílio na sua própria consciência intuitiva. De modo que, solitário com sua condição humana percebeu que a natureza criadora de tudo estava lhe provando e dando lhe uma oportunidade para saltar e crescer. Imbuído dessa percepção aceitou o desafio da natureza no processo de transformação do lagarto-homem para a mariposa-novo-homem. Mas, mesmo assim se debateu a cada instante da transformação para não deixar sucumbir a sua realidade que havia construído a duras penas pela experiência cotidiana do chão humano. Entretanto, ele sabia de antemão que nada poderia impedir a ordem suprema e soberana de transformação e criação da natureza. Um poder superior – muito superior! – estava ordenando aquele processo de morte e nascimento de uma nova consciência. Estava escrito em algum lugar: decifra-me ou eu te devoro – É preciso nascer e morrer em vida! Resistir a grande metanóia era o caminho da loucura. E foi o que quase aconteceu. Ele esteve a beira da loucura, mas por “sorte” foi salvo num momento espetacular pela própria natureza que havia lhe jogado naquela bela e terrível experiência de transformação de si mesmo. Era um salto no escuro! A luz era o outro lado após o salto no escuro. E o salto era também uma morte existencial. E o medo da morte cultural-concreta perseguiu-o durante um ano seguido. A cada dia desse período teve que enfrentar o medo da morte. Uma morte anunciada pela própria intuição! Por várias vezes, sozinho em seu pequeno apartamento desejou ver a morte frente-a-frente pois não suportava o medo que possuía dela. Que batalha – o homem ter enfrentar as suas próprias criações inconscientes! Um caminho solitário, porém com muita fé. A fé era a amiga e companheira dos seus momentos mais difíceis. E sem ela o abismo era uma queda inevitável – a fé é uma confiança nos valores de uma consciência cósmica cheia de ternura, bondade e compaixão. A dúvida é um atalho para lugar nenhum da realidade comum dos homens em crise. Mas, a natureza mãe de todas as transformações e criações não deixou de concluir a sua obra divina nesse homem. E num dia – agosto de 1988 - esse homem em conflito consigo mesmo experimentou a unidade na universalidade cósmica (o TAO dos orientais): o mais fantástico dos fenômenos que a Terra jamais experimentou em todos os tempos - a Luz do Amor Matriz Divino! Esse homem da história SOU EU! Concluindo...existe uma FONTE DE LUZ em nós. Porque...
"Existe em nós alguma coisa que pode existir sem nós e existirá depois de nós; alguma coisa que antes de nós não tinha história e que não se pode dizer como em nós entrou"
(Sir Thomas Browne)
Prof. Bernardo Melgaço da Silva – e-mail: bernardomelga10@hotmail.com

A CIVILIZAÇÃO EMERGENTE



“Com efeito, a economia mundial entou em paranóia; já não produz para o homem, produz para si própria. Tanto por suas qualidades essenciais, que são a prodigiosa produtividade e a inelutável propensão guerreira, como por sua conseqüência funcional, que é a incapacidade de implantar uma prosperidade generalízável a todos, a economia mundial – cuja racionalidade nunca foi humanitária – entrou em demência. Com efeito, nunca foi tão grande e crescente a prosperidade dos ricos e a pobreza dos pobres. Nunca as relações internacionais de intercâmbio foram tão desequilibradas e deformadas. Os pobres continuam subsidiando a riqueza dos povos ricos e se endividando astronomicamente.
No limite desta tendência, se nela persistimos, teremos fabulosas empresas, totalmente automatizadas, esgotando os bens da Terra para produzir quantidades e variedades imensas de inutilidades para nada! Os homens, a humanidade inteira, de braços cruzados, será um inútil exército de reserva das forças produtivas, morrendo de fome.
...O que pedem [os pobres] não é mais do que um emprego regular e modesto para cada homem e cada mulher adultos. É que todos comam todo dia. É que cada criança freqüente uma escola eficaz para um curso primário completo. É que, nas doenças mais graves, se conte com um médico e com remédios gratuitos. É, afinal, que uma casa modesta abrigue cada família. Não há, porém, qualquer dúvida de que esta utopia singela excede a tudo o que pode prometer à humanidade a economia mundial vigente. A continuar rodando pelos mesmos trilhos em que estamos, a situação dos povos pobres só tende a se agravar. Com que conseqüências?
...A maior ameaça que pesa hoje sobre a humanidade – ameaça que, finalmente, não é fatal nem inevitável – é, pois, a de mergulhar mais ainda na penúria, até a exaustão, numa era de fome e estupidificação. Tudo isto apenas para que os povos ricos fruam a riqueza acumulada e reativem uma civilização obsoleta, sem causa, sem missão nem apetite senão de enricar. Sua última grandeza será a de endurecer os corações e tapar os ouvidos para assistir, impávida, a humanidade morrer de fome. Estas são, a meu ver, algumas das questões cruciais que a Civilização Emergente coloca diante do homem. Como as resolverá, eu não sei. Sei apenas que a vida dos povos pobres será uma árdua e bela batalha por ideais muito concretos. Aqui, na calota de baixo do planeta, ninguém engordará inútil, nem se suicidará de tédio” (RIBEIRO, Darcy. “A Civilização Emergente”, In: Revista do Brasil, Departamento de Cultura da Secretaria de Ciência e Cultura do Estado do Rio de Janeiro, Ano I, No 3, 1985, p.34-35).

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

PEDIDO DE DEMISSÃO


"Acho que vcs irão entender minhas razões...

Venho, por meio desta, apresentar oficialmente meu pedido de demissão da categoria dos adultos. Resolvi que quero voltar a ter as responsabilidades e as idéias de uma criança de oito anos, no máximo.
Quero acreditar que o mundo é justo, e que todas as pessoas são honestas e boas. Quero acreditar que tudo é possível. Quero que as complexidades da vida passem despercebidas por mim, e quero ficar encantada com as pequenas maravilhas deste mundo. Quero de volta uma vida simples e sem complicações.
Estou cansado de dias cheios de computadores que falham, montanhas de papelada, notícias deprimentes, contas a pagar, fofocas, doenças, e necessidade de atribuir um valor monetário a tudo o que existe. Não quero mais ter que inventar jeitos para fazer o dinheiro chegar até o dia do próximo pagamento.
Não quero mais ser obrigado a dizer adeus a pessoas queridas, e, com elas, a uma parte da minha vida. Quero ter certeza de que Deus está no céu, e de que, por isso, tudo está direitinho neste mundo.
Quero ir ao McDonalds ou a pizzaria da esquina, e achar que é melhor que um restaurante cinco estrelas. Quero viajar ao redor do mundo no barquinho de papel que vou navegar numa poça deixada pela chuva.
Quero jogar pedrinhas na água e ter tempo para olhar as ondas que elas formam.
Quero achar que as moedas de chocolate são melhores do que as de verdade, porque podemos comê-las e ficar com a cara toda lambuzada.
Quero ficar feliz quando amadurece o primeiro caju ou a primeira manga, quando a jabuticabeira fica pretinha de fruta.
Quero poder passar as tardes de verão a sombra de uma árvore, construindo castelos no ar e dividindo-os com meus amigos.
Quero voltar a achar que chicletes e picolés são as melhores coisas da vida.
Quero que as maiores competições em que eu tenha de entrar sejam um jogo de gude ou uma pelada...
Eu quero voltar ao tempo em que tudo o que eu sabia era o nome das cores, a tabuada, as cantigas de roda, a "Batatinha quando nasce", e a "Ave Maria", e isso não me incomodava nadinha, porque eu não tinha a menor idéia de quantas coisas eu ainda não sabia...
Voltar ao tempo em que se é feliz, simplesmente porque se vive na bendita ignorância da existência de coisas que podem nos preocupar e aborrecer.
Eu quero acreditar no poder dos sorrisos, dos abraços, dos agrados, das palavras gentis, da verdade, da justiça, da paz, dos sonhos, da imaginação, dos castelos no ar e na areia.
E o que é mais: quero estar convencido de que tudo isso vale muito mais do que o dinheiro!
Por isso, tomem aqui as chaves do carro, a lista do super mercado, as receitas do médico, o talão de cheques, os cartões de crédito, o contra-cheque, os crachás de identificação, o pacotão de contas a pagar, a declaração de renda, a declaração de bens, as senhas do meu computador e das contas no banco, e resolvam as coisas do jeito que quiserem.
A partir de hoje, isso é com vocês, porque eu estou me demitindo da vida de adulto. Agora, se você quiser discutir a questão, vai ter de me pegar, porque... PIQUES! O PEGADOR ESTÁ COM VOCÊ! e, para sair do pegador, só tem um jeito... demita-se você também dessa sua vida chata de adulto, mandando esta mensagem para alguns de seus amigos mais sérios e preocupados.

NÃO TENHA MEDO DE SER FELIZ !
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A simplicidade do universo de uma criança faz muita falta em nossos dias, em nossos corações. A ambição e o egoísmo acabam sempre se tornando maiores.
Por isso, de vez em quando demita-se! Afaste-se dos sentimentos mesquinhos e pequenos do mundo dos adultos. E fique mais próximo do único sentimento que realmente vale a pena - o AMOR. E viva mais feliz!
Que Deus te abençoe, te proteja e te ilumine sempre!"

Texto de ITAMAR amigo da minha amiga ÂNGELA

Prof. Bernardo Melgaço da Silva
bernardomelgaco@hotmail.com

VOCÊ SABE O QUE É O AMOR?



Essa é a pergunta mais complexa que podemos fazer a alguém. E no entanto, parece que todo mundo tem certeza do seu princípio. René Alleau (No livro Ciência dos Símbolos) afirmou: “O que menos se sabe a respeito de qualquer coisa é o princípio dela”. E eu sou obrigado a concordar com ALLEAU. Sabemos muito pouco sobre o princípio de qualquer coisa que afirmamos ser real. E somente saberemos o princípio quando formos o próprio princípio. Puxa vida que tarefa difícil para nós seres humanos mortais e limitados! E não foi por acaso ou coincidência que CRISTO afirmou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Ele disse EU SOU, e não disse EU CONHEÇO. O EU SOU é o princípio cósmico que habita as profundezas da consciência humana. Assim, quem quiser saber o princípio do Amor faz-se necessário ser o próprio Amor. Mas, como chegar até lá no princípio da consciência “humana”? Eu não quero aqui ter a pretensão de apontar um caminho sem exercício ou disciplina. O caminho só se sabe andando nele! E como falar o caminho se o caminho é uma ação? E nesse caso específico é um caminho existencial, ou seja, requer uma ação existencial que para seguir nele precisamos romper as barreiras mentais e emocionais que estão obstruindo a passagem.
Nesse sentido, vou criar uma imagem simbólica para ilustrar o processo difícil e apertado para se chegar a grande e fantástica iluminação de si. Podemos imaginar um lago de lama e lodo sujo e mal cheiroso. Esse lago é profundo – muito profundo! Entretanto, lá no fundo existe uma passagem estreita que conduz a um outro mundo diferente, mágico, belo, majestoso, transcendente e agradável. Então, o que todos precisam fazer é mergulhar nesse lago de lama e lodo. Mas, como o lago é escuro, desconhecido, mal cheiroso e assustador, poucos são aqueles que se aventuram em buscar essa passagem que CRISTO afirmou ser o Caminho, a Verdade e a Vida. Mas, aonde está esse lago? Muitos me perguntarão! Eu responderei: está na sua própria consciência nas camadas de energia-consciência que acumulastes durante essa e outras vidas por onde passastes. Tudo está sendo acumulado no grande lago de energia-consciência do nosso sistema multidimensional ontológico. Não somos apenas corpo, mente e espírito - é uma explicação muito simples de algo fenomenal e grandioso que o Criador preparou para todos nós descobrirmos e aprendermos no caminho Dele.
Então, porque o lago é “mal-cheiroso”? O “mal cheiroso” simboliza tudo aquilo que produzimos inconscientemente como raiva, medo, egoísmo, inveja, ressentimento, mágoa, ou seja, todos os nossos traços-fardos (energias negativas) que não suportamos ver nos outros. A tarefa se torna extremamente difícil porque precisamos mergulhar em nós mesmos! Temos medo de nos afogarmos, temos medo da morte, da escuridão da consciência “suja” e também não aceitamos a solidão de mergulhar num lago onde ninguém mergulha. Temos que fazer sozinho – sozinho mesmo! É uma espécie de um salto ou mergulho num abismo escuro. Não sabemos nada sobre o outro lado.
Nesse contexto, somente mergulha aquele que não vê saída para o mundo objetivo. Pois, não tem outra saída: a loucura ou o mergulho. Nas culturas orientais, existem “guias” (gurus, mestres) que sabendo dessa situação delicada orientam os novatos e corajosos a fazerem o seu mergulho em si mesmo. Por que Jesus Cristo nasceu e viveu no Oriente? Por acaso? Não! Muito provavelmente, ele foi orientado por mestres iogues a fazer tal mergulho. Lembrem-se que dos 13 aos 30 anos nada sabemos de sua vida ou disciplina espiritual que fez? O amor é um caminho, uma passagem para uma vida de total realização e felicidade plena. Eu vivi em 1988, por isso afirmo sem medo de me chamarem de charlatão. Então, digo: “Quem tiver ouvido, ouça essa verdade profunda!”. Os orientais chamam essa passagem ontológica de chakra do coração!
Prof. Bernardo Melgaço da Silva – bernardomelgaco@hotmail.com – HTTP://bernardomelgaco.blogstot.com

EU DESEJO A VOCÊ: DESPERTE EM VOCÊ...


Desperte que o dia amanheceu
E o sol já apareceu
Desperte para um novo dia
Desperte que a vida é sempre presente-alegria

A noite já acabou
A escuridão já se dissipou
A tempestade já passou
Mas em você a vida DELE ficou
Desperte e deixe de lado esse medo de viver
Desperte para o teu verdadeiro ser
Desperte e se levante pois a vida é sempre crescer
Desperte para a beleza de vencer
A si mesmo

Vamos! Desperte com coragem para esse novo modo de ver. Desperte e deixe de lado esse passado que de tão velho já se curvou cansado sobre você. Desperte para a alegria de saber que a verdade é sempre a energia revigorante do teu próprio ser. Vamos! Desperte para o encanto do mar que de tanto cantar faz você adormecer. Desperte com sorriso para agradecer AQUELE que de tanto lhe falar Cria você. Desperte para a vida que não se cansa de lhe abençoar. Desperte e deixe de lado essa mente que de tanto te iludir faz você deixar de sentir. Desperte e se liberte das culpas porque todas elas são o teu modo incerto de ver. Desperte e se liberte das acusações do mundo, porque o mundo é você que se perdeu na percepção de ser você. Desperte pois a dor é sempre você que não despertou para você. Desperte porque muitos dependem de você despertar a verdade em você. Desperte, então, com alegria para saber que Deus quer falar através de você. Desperte e se liberte dessa dúvida existencial que impede esse milagre do divino manifestar em você. Desperte que Deus está lhe chamando para de novo viver.

Desperte com disciplina solar porque o Criador
quer agir através de seu suave e meigo olhar

Desperte para a fé e você verá com seus próprios olhos um milagre acontecer dentro de você. Desperte pois o mundo espera ansiosamente alguém despertar para verdadeiramente ver e SER. Pense bem: porque todo mundo se queixa da vida? Veja bem, não é só você que não despertou para você. São muitos que não despertaram como você. Eles esperam que alguém desperte primeiro para mostrar o caminho do verdadeiro modo de viver. Então que seja você mesmo(a). Desperte com vontade, sem esmorecer, para esse novo dia-ser. E com certeza o primeiro a agradecer é o nosso Deus-Pai que lá de "cima" vem torcendo para que mais um Filho Seu desperte com FÉ para ajudá-LO nessa tarefa suprema de transformar o mundo para uma nova era de VIVER. Deus espera por você. Lembre-se "muitos serão chamados e poucos os escolhidos". Que o escolhido seja você.
TORÇO E ESPERO PARA QUE O PRÓXIMO A DESPERTAR SEJA VÔCE MESMO (A). Bernardo Melgaço da Silva

O QUE TODOS BUSCAM: MONTANHAS DE AMOR!


"Voltar-nos-emos, portanto, para uma questão menos ambiciosa, a que se refere àquilo que os próprios homens, por seu comportamento mostram ser o propósito e a intenção de suas vidas. O que pedem eles da vida e o que desejam nela realizar? A resposta mal pode provocar dúvidas. Esforçam-se para obter felicidade; querem ser felizes e assim permanecer. Essa empresa apresenta dois aspectos: uma meta positiva e uma outra negativa. Por um lado, visa a uma ausência de sofrimento e de desprazer; por outro lado, à experiência de intensos sentimentos de prazer. Em seu sentido mais restrito, a palavra "felicidade" só se relaciona a esses últimos. Em conformidade a essa dicotomia de objetivos, a atividade do homem se desenvolve em duas direções, segundo busque realizar - de modo geral ou mesmo exclusivamente - um ou outro desses objetivos.

Como vemos, o que decide o propósito da vida é simplesmente o programa do princípio do prazer. Esse princípio domina o funcionamento do aparelho psíquico desde o início. Não pode haver dúvida sobre sua eficácia, ainda que o seu programa se encontre em desacordo com o mundo inteiro, tanto com o macrocosmo quanto o microcosmo" (p.94).
"Antes de continuarmos a indagar sobre de que direção uma interferência poderia surgir, o reconhecimento do amor como um dos fundamentos da civilização pode servir de pretexto para uma digressão que nos capacitará preencher uma lacuna por nós deixada num exame anterior (pag.39). Mencionáramos então que a descoberta feita pelo homem de que o amor sexual (genital) lhe proporcionava as mais intensas experiências de satisfação, fornecendo-lhe, na realidade, o protótipo de toda felicidade, deve ter-lhe sugerido que continuasse a buscar a satisfação da felicidade em ua vida seguindo o caminho das relações sexuais e que tornasse o erotismo genital o ponto central dessa mesma vida. Prosseguimos dizendo que fazendo assim, ele se tornou dependente, de uma forma muito perigosa, de uma parte do mundo externo, isto é, de seu objeto amoroso escolhido, expondo-se a um sofrimento externo, caso fosse rejeitada por esse objeto ou o perdesse através da infidelidade ou da morte. Por essa razão, os sábios de todas as épocas nos advertiam enfaticamente contra tal modo de vida; apesar disso, ele não perdeu seu atrativo para grande número de pessoas. Apesar de tudo, uma pequena minoria de pessoas acha-se capacitada, por sua constituição, a encontrar a felicidade no caminho do amor. Fazem-se necessárias, porém, alterações mentais de grande alcance na função do amor antes que isso possa acontecer. Essas pessoas se tornam independentes da aquiescência de seu objeto, deslocando o que mais valorizam do ser amado para o amar; protegem-se contra a perda do objeto, voltando seu amor, não para objetos isolados, mas para todos os homens, e, do mesmo modo, evitam as incertezas e as decepções do amor genital, desviando-se de seus objetivos sexuais e transformando o instinto num impulso com uma finalidade inibida. Ocasionam assim, nelas mesmas, um estado de sentimento imparcialmente suspenso, constante e afetuoso, que tem pouca semelhança externa com as tempestuosas agitações do amor genital, do qual, não obstante, se deriva" (FREUD. Mal-Estar da Civilização, p.121-122).

AS GRANDES CRISES DO MUNDO ATUAL: UM CENÁRIO POSSÍVEL DE ACONTECER?


As crises rondam nosso modo de viver e ser. E quando menos esperamos somos assaltos por elas. E para que não sejamos pegos de surpresa precisamos estar bem informados e criar estratégias para uma situação de emergência. Posso citar as principais crises do mundo moderno: a) crise da razão instrumental; b) crise moral e ética; c) crise energética; d) crise ecológica; e) crise econômica; f) crise ideológica; g) crise existencial. Em síntese vivemos uma mega-crise geral que nos afeta e nos impede de sermos livres e felizes de fato. O grande desafio é entender essa mega-crise quando estamos a um passo de sentir sua força destruidora e transformadora, por exemplo, na crise econômica da maior economia do mundo (E.U.A). Podemos compará-la a um furacão que vai se formando lentamente no oceano. E assim, logo que cresce em força destrói tudo que encontra pela frente no continente. E com certeza os prognósticos apontam indícios de que ela poderá acontecer (ou não) de fato varrendo economias nacionais no mundo inteiro. Isto porque, o sistema econômico mundial está interligado e interdependente. E se a economia americana entrar em recessão puxará as economias nacionais em crescimento: Japão, China, índia, Brasil etc. O olho desse furacão em formação é sem dúvida a economia dos E.U.A. Os especialistas afirmam que a dívida do povo americano corresponde ao PIB americano, ou seja, 11 trilhões de dólares. E a dívida pública americana está nesse mesmo tamanho – 11 trilhões de dólares! E como o Brasil ainda tem sua moeda atrelada ao dólar – imagine o que vai acontecer quando o dólar despencar de vez? Uma pessoa bem informada agiria com prudência sabendo dessa situação, poupando agora para se manter forte na hora em que o furacão econômico provocar a grande crise recessiva.
A outra grande crise em curso é sem dúvida a energética. Vejamos por que. A força produtiva do mundo depende do consumo de energia básica ou primária (petróleo, gás, carvão, energia nuclear, hidrelétrica etc.) para a produção de energia secundária (energia elétrica e outras formas de energia). A matriz energética mundial é bem diversificada. Alguns países como o Brasil utilizam-se de energia “limpa” como a hidrelétrica. Outros ao contrário consomem energias não limpas (p.ex.: queima de petróleo (e seus derivados) e carvão mineral e vegetal) que por sua vez põe em risco a qualidade de vida do planeta. Grandes potências, como os E.U.A, optaram estrategicamente, em séculos passados, por energias não limpas, e agora além de sofrer pressões internacionais precisam mudar sua matriz energética, uma vez que o impacto (social e ambiental) e o custo dessas energias aumentam a cada ano. E eles sabem que não podem mudar sua matriz energética de uma hora para outra (por isso mesmo que os E.U.A não assinaram o tratado de KIOTO). A crise energética puxa uma outra crise: a crise ecológica. Na busca crescente de novas fontes de energia (não renováveis) o impacto é inevitável. Para se produzir precisa-se explorar e retirar recursos da natureza – não existe mágica ou milagre! Estudos vêm mostrando que a produção de alimentos sofrerá grandes alterações devido à mudança climática já em curso. O aumento de temperatura do planeta de 2 ou mais graus Celsius afetará diversas culturas no campo, fazendo com que se invista em novas pesquisas genéticas ou provocando a migração dessas culturas para países de clima frio (p.ex.: o café de São Paulo poderá ir para a Argentina). A crise ecológica afetará populações imensas - os chamados refugiados do clima. Ou seja, uma imensa massa humana terá que deixar sua terra natal em busca de um clima que permita uma sobrevivência mínima. Essa massa de gente faminta, sem terra e sem perspectiva de sobrevivência inchará os grandes centros urbanos, fazendo com que se mude o planejamento dessas cidades e conseqüentemente o controle social e as políticas públicas. A violência tenderá a aumentar e com isso novas formas ou mecanismos de coação, por parte do Estado através de suas leis, deverão tornar a vida social altamente regulada. Nesse contexto, a crise política surge porque as classes excluídas reivindicarão e lutarão por terra, trabalho e capital. E com a crise econômica em andamento, não se permitirá uma distribuição equitativa da riqueza nacional, o caos moral se instalará de vez. A vida social perderá seu eixo de equilíbrio, e milhões de pessoas no mundo inteiro sucumbirão (p. ex.: na África) devido à carência de informação, conhecimento, matéria-prima, trabalho, água e terras habitáveis. É importante frisar que a população mundial aumentou 6 vezes de 1840 para cá (de 1 bilhão para 6 bilhões). E o processo de desertificação aumenta ano a ano. Isso implica dizer e inferir, que se a população mundial aumenta e os recursos do planeta (a matéria-prima diminui também devido à alta produção e o alto consumo dos países industrializados) o cenário que se apresenta é de escassez para os pobres e acumulação para os ricos numa guerra ideológica e cultural - entre nações desiguais! A luta pela sobrevivência vem se dando no campo científico e tecnológico. A divisão de tarefas no mundo globalizado vem acontecendo em três partes: os criadores, os produtores e os consumidores. Os criadores exigem atualização de conhecimento em função da demanda de novos produtos, novas tecnologias e novos serviços. A riqueza dos criadores vem sendo realizada a custa da submissão e dependência dos outros dois (os produtores e os consumidores). Essa situação conduz a massa humana global a se voltar para sua realização material (para não ficar excluída e morrer) forçando a todos negarem sua realização espiritual e existencial. Daí surge a crise interior como conseqüência de um processo de conquista fora de sua própria natureza e consciência de si-existencial. Atualmente nos tornamos seres dependentes do trabalho pragmático e instrumental em busca de uma “felicidade” apenas formal e material. O poder racional predominante na lógica de produção e consumo acelerado, impedirá a evolução da sensibilidade humana. E assim, o Amor se esfriará mais ainda, gelando cada coração humano. E a vida perderá sentido de ser e existir – se as crises continuarem crescendo como estão atualmente!
Prof. Bernardo Melgaço da Silva – bernardomelgaco@hotmail.com

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

REDE DE MOBILIZAÇÃO SOCIAL: COMITÊ DE COMBATE À FOME E PELA VIDA (COEP)/UNIVERSIDADES CIDADÃS


O Projeto Universidades Cidadãs é uma parceira entre Universidades Públicas do Nordeste e o Comitê de Combate a Fome e Pela Vida (COEP), tendo como objetivos primordiais:
1. Transformação da realidade social, econômica e cultural das populações rurais de baixa renda onde o COEP atua;
2. Desenvolvimento da capacitação das populações locais e transferência de tecnologia e conhecimento ás comunidades.

Essa Rede está organizada em três centros interligados:

a) Comunidades (aproximadamente 80);

b) Organizações (aproximadamente 1.100 em 27 estados e 27 municípios);

c) Pessoas (sem número definido - em 26 estados e 369 municípios).


As ações do Projeto Universidades Cidadãs na primeira e segunda etapa, foram executadas pelas seguintes universidades: Universidade Regional do Cariri (Ceará); Universidade Federal da Paraíba; Universidade federal do Rio Grande do Norte; Universidade Federal de Sergipe; Universidade Federal do Piauí e Universidade Federal Rural de Pernambuco.
Durante o processo de levantamento de demanda nas comunidades e capacitação das populações locais através de palestras, oficinas e cursos, houve uma rica troca de experiências entre os comunitários, agentes locais COEP, alunos e professores.
A troca de saberes e fazeres permitiu o engajamento das comunidades através da participação e nas atividades agendadas e demandadas, numa soma de esforços e na materialização prática do resultado obtido do trabalho de conscientização e de solidariedade realizado ao longo do período.
Como é já sabido através de várias pesquisas, a maior concentração de pobreza no Brasil, localiza-se no Nordeste. Dentre as regiões mais atingidas temos o semi-árido nordestino, área de atuação do COEP.
Seguindo as linhas de ação do COEP: Educação e Cidadania; Convivência com a Seca; Trabalho e Renda e Organização Comunitária, apresentamos recentemente uma proposta de geração de renda através da capacitação de comunitários no ofício de artesanato.
Entendemos que tais ações defendidas pelo COEP objetivam a promoção de atividades que tenham como base a libertação da dependência econômica e valorização dos aspectos sócio-culturais locais, através do desenvolvimento sustentável.
Acreditamos, que a melhoria da qualidade de vida de uma comunidade é resultado de várias estratégias e instrumentos empregados. Nesse contexto, acreditamos que uma dessas estratégias seria a promoção do aprendizado e/ou aperfeiçoamento de um ofício gerador de trabalho e renda a partir da realidade e demanda local. Acreditamos que com a continuidade do Projeto Universidades Cidadãs e a implementação de mais ações de geração de emprego, renda e conscientização da cidadania participativa, estamos contribuindo para a formação, capacitação e qualificação dos comunitários, criando assim, novas oportunidades de geração de negócios sustentáveis para o desenvolvimento regional e local, a partir da transferência de tecnologias sociais de baixo custo e fácil assimilação, além de resgatar a auto-estima destes sujeitos-cidadãos.
No momento o trabalho de campo vem sendo financiado totalmente pelo COEP face a dificuldade da Universidade Regional do Cariri – URCA em cumprir sua responsabilidade social através da extensão universitária. Três alunos da URCA recebem atualmente bolsas de extensão do CNPq e outros seis receberam auxilio estudante do MEC durante vários meses. A equipe atualmente da URCA é composta de dois professores doutores e cinco alunos de diversos cursos. E as ações de campo são realizadas nos finais de semana.
As comunidades que compõem a área de atuação da Universidade regional do Cariri são:


ENGENHO VELHO - BARRO - CEARÁ
ESPINHEIROS - AURORA - CEARÁ
LAGOA DE DENTRO - SÃO JOSÉ DE PIRANHAS - PARAÍBA
PEREIROS - CAJAZEIRAS - PARAÍBA
BARREIROS - BONITO DE SANTA FÉ - PARAÍBA


É importante frisar o trabalho de pesquisa e extensão que os alunos da URCA vem desenvolvendo orientados pelos professores doutores Bernardo Melgaço e Anna Cristina ambos do Departamento de Ciências Sociais.

O Mistério do Espírito


"Existe em nós alguma coisa que pode existir sem nós e existirá depois de nós; alguma coisa que antes de nós não tinha história e que não se pode dizer como em nós entrou"
(Sir Thomas Browne)

CONVITE PARA PARTICIPAR DO PROGRAMA ETC - TV APARECIDA

Prezados Amigos e Amigas,

Quem quiser participar do programa é só enviar textos para o programa o programa ETC da TV APARECIDA, conforme convite abaixo:

"Prezado (a) Amigo (a) do ETC,

Por conta da dificuldade em trazermos convidados para o Et Cetera na segunda-feira de carnaval, iremos gravá-lo na próxima quarta-feira, 23 de janeiro.
Mesmo sendo um programa gravado, gostaríamos de contar com sua participação que é fundamental para o desenvolvimento do programa e também o enfoque principal - a interação com o telespectador.
Entramos em contato para convidá-lo a participar conosco, abordando o tema "DEFESA DA VIDA" - o mesmo da Campanha da Fraternidade 2008.

Os assuntos a serem discutidos serão:

Bloco 1 – A cultura da vida: em que consiste? Em que se nota? Que valores fazem parte da cultura da vida? Que é viver? Vida, afetividade,contracepção, prevenção e defesa da vida.

Pergunta de passagem: Que ameaças à vida você nota ao seu redor?

Bloco 2 – A cultura da morte: em que consiste? Em que se manifesta? A vida não nascida, pobreza, sofrimento, morte, destruição da natureza.

Pergunta de passagem: Você sabe dar exemplos de caminhos de vida e de caminhos da morte.

Bloco 3 – Discernimento entre os caminhos da vida e os da morte: quem é afinal a pessoa humana? As ciências e a pessoa, situações de discernimento: gestação, esterilidade, da manipulação de embriões – Discernimento diante dos caminhos de morte: sofrimento, pobreza, violência.

Pergunta de passagem: Que você pode fazer em favor da vida? Que atos?

Bloco 4 – Em defesa da Vida: a consciência do valor da vida; educação afetiva e familiar; o valor da família; estudos e prol da vida; o valor da vida mostrado na TV; obras sociais em defesa da vida; a transformação de estruturas em busca da vida digna para todos.


Na certeza de podermos contar com sua colaboração, aguardamos seu e-mail com perguntas e sugestões. A gravação acontecerá à partir das 20h00, então envie seu e-mail até quarta-feira às 18h00.

Sua opinião sobre o programa é muito importante para nós!
Mande sua pergunta ou comentário!
Afinal, nada é tão completo ou até tão definitivo que não possa ser acrescido de algo.

Atenciosamente,
Produção Et Cetera
TV Aparecida"

O Oponente Onde Está o Oponente?


"As mentes primárias dividem sempre a realidade em dois blocos conflitantes. Para elas, o dia se opõe à noite, o claro ao escuro, o interior ao exterior, a vida à morte, o macho à fêmea, e a vida seria um conflito entre o bem e o mal, o certo e o errado, o pobre e o rico, o bandido e o mocinho.
Organizado assim, o Universo tem sua estrutura prefixada. Cada um sabe o seu lugar e a História gira sobre um eixo estável. Isto é apaziguante. Sobretudo para quem se julga do lado certo.
Em séculos anteriores, essa oposição foi representada de diversas maneiras. O Mundo já foi dividido entre o império romano e os bárbaros, entre os cristãos e os mouros, entre a Europa e os selvagens de além-mar. Em nosso século, essa visão simplória do real ganhou consistência na oposição primária entre capitalismo e comunismo. O século XX foi todo gasto dentro deste falso dilema, como se as pessoas só pudessem comer um desses dois pratos, só pudessem viver numa dessas margens e a História tivesse que andar com essas duas pernas contraditórias. Para se resolver o maniqueísmo começou-se a usar a palavra "dialética", como se ela fosse um talismã capaz de solucionar os impasses do pensamento primário. Com o desmonte do bloco soviético e a metamorfose do comunismo em algo que não se sabe bem o que será, muita gente está desnorteada, a História parece ter perdido o eixo, e a vida seu sentido. As pessoas sentem falta do oponente.
...Como um monge medieval que tivesse passado a vida inteira pelejando contra o demônio e um dia desperta com a notícia de que o diabo não existe; como um soldado que tivesse partido para a frente de batalha e quixotescamente se dá conta de que não há senão moinhos de vento onde pensou haver dragões e tropas inimigas; como um sentinela que tivesse passado toda a vida na torre de uma fortaleza no deserto esperando o ataque inimigo e descobre que nenhum inimigo surgirá no horizonte esperado; como o atleta que tivesse exercitado o músculo para uma olimpíada e descobre que o adversário não virá; enfim, como todas essas metáforas que a literatura contemporânea, a partir de Kafka, utilizou para mostrar o absurdo da condição humana, muitos se acharam com essa perplexidade na boca: - O oponente, onde está o oponente?
Metafísica e subjetivamente, muitos preferiram dizer; - Meu oponente sou eu. É dentro de mim que está a luta. Isto tem lá a sua parcela de verdade. Projeta-se para fora ou para dentro um drama imaginário. Mas isto é também perigoso. Internalizar as dualidades pode ser apenas uma nova forma de exercitar o conflito.
Portanto, depois dessa penosa e secular experiência, seria aconselhável que não saíssemos por aí buscando bandeiras novas apenas para substituir as velhas. A própria metáfora da bandeira é velha. Parece coisa de um universo militar antigo, quando havia o exército do bem e o exército do mal.
O oponente, onde está o oponente?
Revisando a questão do oponente chegaremos inevitavelmente à revisão do eu. E é aí dentro que uma vez mais a História recomeça" (SANT'ANNA, AFONSO ROMANO DE ."O Oponente Onde Está o Oponente?", Jornal O Globo, 27 de Outubro de 1991, Rio de Janeiro, p.3).

A ÁRVORE E A SEMENTE DE UM NOVO TEMPO


Certa vez um pássaro disputou com outro pássaro um pequeno pedaço de pão em pleno vôo. E na disputa deixou cair lá de cima uma pequena semente de trigo. A pequena semente ao cair se chocou contra o chão. E meio atordoada procurou se refazer do susto. Em seguida, ainda assustada olhou para a árvore imensa e disse: “Senhora árvore, por favor me ajude. Eu não sei me defender. Tenho medo de ser comida e morrer. Vejo que a senhora é muito alta, forte e experiente”. Então a árvore respondeu dizendo: “Querida semente tu és muito pequenina, mas não tenhas medo que farei balançar os meus galhos de modo a saltar algumas folhas sobre ti e assim estarás salva dos predadores que existem nessa floresta. Eu tenho mais de um século de experiência”. E assim fez se balançar e várias folhas cairam sobre a semente de tal forma que ainda sobrou um pequeno buraco para a semente respirar e olhar para a grande árvore. A semente agradeceu e dirigiu-se novamente para a árvore e disse: “Puxa vida – cem anos! Por favor, gostaria que me dissesse como é ser um dia uma árvore grande, forte e bonita como a senhora?”. A árvore com muita doçura respondeu: “Querida semente és muito pequenina ainda para compreender essas coisas. Mas, mesmo assim direi algo de instrutivo. Eu sou uma espécie de árvore entre milhares e milhares delas que existem por aí na floresta. Mas, todas - inclusive você será também assim um dia! - são constituídas de três partes básicas: a raíz, o tronco e a copa. Todas elas têm um duplo crescimento: um em direção às profundezas do chão e o outro em direção ao firmamento do céu. Em outras palavras, uma parte sua estará enraizada na escuridão do mundo do chão-terra e a outra estará buscando luz, energia e claridade na imensão do cosmo. Somos assim, ou seja, temos dois impulsos de crescimento. Um nos puxando para baixo que é individual e o outro nos puxando para cima que é universal e holístico. Essa situação nos põe em conflito porque são duas forças que nos remetem para lados opostos. O mundo do chão é escuro, ás vezes úmido, ás vezes sêco, muitas das vezes duro, sofrido e bastante concreto. Esse crescimento é a base de nossa estrutura física. Por isso, temos que escolher com cuidado e prudência as substâncias e os alimentos que a natureza desse mundo nos oferece. Terás momento de fome, sede, calor, frio e solidão. A noite ficarás no escuro e de dia serás aquecida pelo sol; no verão serás alagada pelas águas da chuva; no inverno serás coberta de neve. O cupim e o homem são os nossos maiores predadores, por isso não guarde seu tesouro na terra mas no céu. Mas, não se preocupe porque o nosso criador nos criou com sensibilidade para nos protegermos e selecionarmos as coisas sem errar. Nada é dado, mas tudo é conquistado com perseverança e mérito. O teu esforço pessoal é o caminho para a sua fortaleza no mundo interior do chão. Nunca se esqueça de cuidar da parte superior da copa que liga você ao mundo transcendente do céu. Ela é extremamente importante tanto quanto a parte de baixo da raíz. Terás um desafio muito grande que é alimentar a raíz fortalecendo-a a cada dia, e ao mesmo tempo voltar-se constantemente para a luz transcendente do sol da vida. Agradeça sempre esse aprendizado porque é uma síntese da lei da vida criadora. Terás momentos difíceis e penosos principalmente quando a espécie humana se aproximar de ti. Muitos deles perderam a sensibilidade e não nos enxergam como uma parte sagrada da mãe-natureza, mas como objetos de uso e troca para o crescimento de suas riquezas egoístas. E mesmo que os homens lhe ataquem com serras, martelos, foices e palavras de ordem agressivas entenda que a sua missão é servir com Amor e morrer em vida dando sombras, frutos, alimentos, abrigos e água em suas raízes. Fazemos parte de um grande ecossistema da natureza em busca do equilíbrio cósmico. A vida é uma árvore que deverá dar bons frutos; os homens são árvores também. Muitos deles vivem apenas dentro do chão na escuridão e não percebem o valor da copa e da luz do céu. Um dia o homem perceberá um pouco tarde que o mal está na raiz da consciência. Nesse dia, novas sementes crescerão orientadas pelo céu de um novo tempo. Aceite ser transformada no altar da vida amorosa: é a Lei!”. Prof. Bernardo Melgaço da Silva

A Liberdade no vôo do ser: Chega de poder ideológico sem visão !



A sociedade moderna se intitula como sendo a rainha da liberdade. Os países ditos democráticos se dizem livres para planejarem, organizarem e executarem o plano diretor de seus projetos sociais, políticos e econômicos. Vivemos num mundo veloz e acelerado. A cada dia que passa sabemos menos o que acontece a nossa volta. São tantas as mudanças nas decisões distantes que não sabemos os impactos e que próximas decisões de fato devemos tomar hoje. A parte se perde num todo veloz, dinâmico e em transformação. O dia de amanhã é uma incógnita que temos que contar na equação do tempo linear. O ontem já se foi agora e o amanhã é aqui sem percebermos o sentido de sua orientação. A terra gira sob o seu próprio eixo invisível: o homem gira em torno de sua capacidade de percepção indefinida. Tudo gira e tudo vibra num encadeamento sem fim. O sentido de valor final se confunde e nos confunde na grande maré de ondas de trabalho, produção e consumo. Acordamos com as buzinas dos carros e vamos dormir com a sensação de que o amanhã não será nada diferente e assim nada mudará de fato. Então, nos questionamos: será que podemos mudar o eixo das realizações e valores materiais? Em princípio desejamos romper com o antigo para construirmos o novo. Mas, logo somos assaltados por impulsos de acomodação e nos sentimos presos à cultura como a raíz da árvore nas entranhas da terra; como a mosca que cada vez mais se enrola na teia da aranha. Somos seres da terra e dela precisamos para sobreviver. O céu nos convida para a beleza do infinito desconhecido. Saimos com naves inteligentes pelo cosmo para sondar a vida além dessa vida terrena. Será que existe um mundo melhor do que esse? Se existe aonde encontrá-lo? Em que direção no infinito devemos buscar? A busca humana não tem fim. O que queremos descobrir: novas terras, novos espaços, novas fronteiras, novas verdades? O que precisamos de fato reconhecer? Já não basta sermos dotados de inteligência e sensibilidade? O que queremos acrescentar ao nosso modo de ver e ser? Um vazio bate em nosso ser, um buraco negro se abre em nosso peito. Nos sentimos sós; nos sentimos uma partícula numa dança de átomos na construção quântica da vida. A posição e a certeza da velocidade de nossa trajetória errante nos são proibidas: uma ou outra. Conhecemos aquilo que queremos conhecer; vemos aquilo que queremos ver; descobrimos aquilo que queremos descobrir. A realidade não nos é dada, mas permitida escolher. O que escolhermos, seremos. Não existe padrão, não existe modelo, não existe fórmula, não existe mapa. Então, caimos em si: Não existe vida sem liberdade! Não existe igualdade sem unidade! Ó natureza criadora porque somos tão complexos e indeterminantes! Enraizar a vida na terra material ou transcender numa morte da consciência (metanóia) em direção ao céu imaterial? Então, vem a luta, o conflito e a crise interior. E na crise o risco e a oportunidade de se reconhecer como parte fundamental de uma verdade e um propósito cósmico. A vida não é uma noite tenebrosa, mas um novo amanhecer de verdades jamais ditas ou reveladas. É preciso voar mais Alto, e lutar menos, para ver mais longe e compreender a crise desse mundo. Pois, segundo Richard BACH: "Você conhece o provérbio, que é bem verdade: "Vê mais longe a gaivota que voa mais alto". As gaivotas que você deixou estão no solo, gritando e lutando umas com as outras. Estão a mil e quinhentos quilômetros do paraíso, e você diz que lhes quer mostrar o paraíso, de onde estão! Fernão, elas nem vêem a própria ponta das asas!" (Fernão Capelo Gaivota, p.101-102). Chega de poder ideológico sem visão! Queremos viver, amar e encontrar a paz do coração. Pois, “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena”.Prof. Bernardo Melgaço da Silva