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porque convergimos e integramos com AMOR, VERDADE, RETIDÃO, PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA

dedicamos este espaço a todos que estão na busca de agregar idéias sobre a condição humana no mundo contemporâneo, através de uma perspectiva holística, cujos saberes oriundos da filosofia, ciência e espiritualidade nunca são divergentes; pelo contrário exige-nos uma postura convergente àquilo que nos move ao conhecimento do homem e das coisas.
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.

"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber

PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO

O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).

"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein

sábado, 28 de setembro de 2013

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 47... CAPITULO 6

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 47... CAPITULO 6 ... A TRÍADE CULTURA-EDUCAÇÃO-CIVILIZAÇÃO PARTE IV TESE DE DOUTORADO..obs.: Prezados leitores quem quiser continuar acompanhar a série TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS E EXTRAORDINÁRIAS (O QUE É A GRANDE FRATERNIDADE BRANCA: UMA HIERARQUIA ESPIRITUAL CRIADA POR DEUS! – PARTE 1, 2, 3, ...”n”)....por favor visite o site no link http://bernardomelgaco.blogspot.com.br/ .ou o site Educação Para o Terceiro Milênio ver link... https://www.facebook.com/EducacaoParaOTerceiroMilenio Obrigado... Namastê! “Senhor, eu sei que Tu me Sondas...” “Conhece-te a ti mesmo” – Sócrates (ver link...carta encíclica ”fé e razão” do Papa João Paulo II.. http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_15101998_fides-et-ratio_po.html) “All you need is love” (Lennon/MaCartney) "o problema humano é o mesmo do problema divino quando se consegue responder um então conseguimos responder o outro" Bernardo Melgaço da Silva “O Humano e Deus são os dois lados da mesma moeda” Bernardo Melgaço da Silva “A busca da felicidade, é a mesma busca da verdadeira identidade de quem somos nós!” Bernardo Melgaço da Silva “O medo humano é decorrente da falta de fé em Deus. Assim, quando adquirimos a fé em Deus de forma inabalável junto com a fé vem também a coragem, a prudência e a humildade. Por isso, o problema humano se torna um problema divino: a fé pura incondicional de Deus.” Bernardo Melgaço da Silva “Eu Sou a Poderosa Presença Divina em Ação” HAJA LUZ/PONTE PARA A LIBERDADE "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertara"- João 8:32 INTRODUÇÃO “All you need is love” (Lennon/MaCartney) A EDUCAÇÃO E O CONTEXTO DA PROFECIA EVIDENTE 6.3 A ESSÊNCIA MÍTICA DIVINA E A RACIONALIDADE HUMANA A interpretação da realidade está condicionada à experiência dos sentidos. O “real” é mítico e racional em função da capacidade de observação do sujeito construtor da realidade. A realidade nunca é, ela está sempre “sendo”. É um processo de equilíbrio ético altamente dinâmico e não um produto em si mesmo. É um meio e não um fim. O budismo Theravada “foi o fator que mais influenciou a cultura e a civilização birmanesas. Onde quer que vivam birmaneses, há pagodes e monastérios budista. Com suas cúpulas pontiagudas e graciosas, pintadas de branco ou reluzindo como ouro, os pagodes fazem parte de todas as paisagens da Birmânia, que por isso é chamada de “A Terra dos Pagodes”. O budismo ensina que o sofrimento é parte inseparável da existência. Na raiz dos sofrimentos estão sempre sentimentos como desejo, ambição e apego imoderados. E sendo assim, para libertar-se do sofrimento é preciso libertar-se desses maus sentimentos. Tal liberdade só é conseguida pela observância do Nobre Caminho das Oito Vias: Compreensão correta Pensamento correto Falar correto Atitude correta Vida correta Atividade correta Consciência correta Concentração correta Esse caminho é chamado o Caminho do Meio, uma vez que evita os extremos: um dos extremos é buscar a felicidade nos prazeres; o outro é buscar a felicidade infligindo dor a si mesmo. O objetivo final dos budistas é conseguir libertar-se do ciclo de existência e renascimento, chamado samsara. Conseguida a libertação final, diz-se ter atingido o nirvana, palavra que significa “extinção” e que os budistas consideram a Realidade única. Os ensinamentos do Buda são chamados o Dharma e, geralmente, são transmitidos às pessoas comuns pelos monges budistas, coletivamente conhecidos como a Sangha. O Buda, o Dharma e a Sangha são chamados de “Tríplice Jóia”. Como o Senhor Buda foi um grande mestre, os birmaneses mostram uma grande reverência para com todos os professores. Pai e mãe são vistos com “temor, amor e respeito”. Assim, a Tríplice Jóia, os professores e os pais constituem “as cinco coisas que devem ser reverenciadas” pelos budistas birmaneses. Todo bom budista se propõe viver de acordo com os Cinco Preceitos: não tirar a vida, não roubar, não cometer adultério, não mentir, não ingerir bebidas tóxicas. O ato de tirar a vida é considerado algo tão mau que muitos birmaneses se desviam de seu caminho para não pisar em um inseto; mas poucos se privam de comer carne. Isso é considerado inconsistente por algumas pessoas. Provavelmente, os birmaneses argumentariam que o Senhor Buda comia carne. Os birmaneses são pessoas práticas. E, como já foi dito, são também otimistas” (KYI, 1992, pp.48-49). A realidade do mundo moderno é um processo de transformação da essência mítica divina em racionalidade humana. Nesse sentido, o mundo moderno contemporâneo é um processo de desmitificação, ou seja, um processo de secularização. O homem moderno contemporâneo transforma o mítico em razão. E eleva artificialmente o produto da sua racionalidade em mito. A tecnologia da informação é um exemplo marcante da “mitificação moderna”. Cabe aqui uma pergunta: quantos indivíduos pobres já usaram um computador ou andaram de avião? Para esses a experiência de andar de avião é uma experiência mítica, isto porque está muito distante de seus costumes, ou seja, é inacessível à sua capacidade racional de entender essa experiência. A “mitificação” é uma resposta do indivíduo diante de um universo transcendental incogniscível: o oculto, abstrato e “simbólico”. O mito é o centro, o farol da essência humana. E a base de sensibilidade para a compreensão do mito é o próprio estado intuitivo. A razão circunda esse centro, girando em torno dele. O erro crasso é colocar a razão como centro e o mito como periférico. E esse erro é análogo ao posicionamento pré-científico (antigo) que posicionava o sol girando em torno da terra (considerada naquela época como o centro do universo). A experiência mítica sagrada não é racional, mas ela pode ser artificialmente racionalizada. Em outras palavras, a interpretação pode ser racionalizada enquanto a experiência em si não pode ser. Nesse sentido, existe um abismo entre a experiência e a interpretação entre o que é real e o que é prescrito, e entre o homem e a sua visão de mundo. Como analogia podemos imaginar dois indivíduos que escrevem para um mesmo jornal. Um deles é jogador de futebol. E o outro é repórter de futebol. O primeiro experiencia o jogo mas não vê o jogo. E o segundo vê o jogo mas não experiencia diretamente o jogo. Como será a verdade de cada um? Essa analogia nos conduz a fronteira entre o domínio da experiência e da visão. Os princípios míticos sagrados estão contidos na experiência do sagrado. A visão psicológica pode potencializar o indivíduo para uma experiência mítica sagrada se o indivíduo optar em deixar de ser o “repórter” para ser o próprio “jogador” de sua própria realidade. A fusão entre o mito e a razão acontece no processo de tomada de consciência de si, ou seja quando o ser humano deixa de ser uma dualidade (jogador e repórter) polarizada. A dualidade não-polarizada é a unidade do ser nessa tomada de consciência de si (uma espécie de “senóide perfeita”). O mistério da verdade mitificada no interior da natureza humana é de tal forma sutil que alguns percebens e outros não: “Vós conhecereis a Verdade. E a Verdade vos salvará”. O significado de salvação está também vinculado ao de liberdade. O exame científico “de um vocabulário constitui uma preciosa via de acesso à psicologia do indivíduo, do grupo ou do povo que o inventou. E reciprocamente, as estruturas de uma língua condicionam sempre, mais ou menos, o pensamento das pessoas que a usam. Ora, devemos ter sempre muito cuidado em ouvir com docilidade a palavra de Deus, evitando projetar nela as nossas próprias idéias” (CHARPENTIER, 1981, p.11). E liberdade “é uma dessas palavras detestáveis que têm mais valor do que sentido; que cantam mais do que falam; que pedem mais do que respondem; dessas palavras que já passaram por tudo e cuja memória está salpicada de teologia, metafísica, ética e política, palavras próprias para a controvérsia, para a dialética, para a eloqüência: apropriadas tanto para as análises ilusórias e sutilezas infinitas quanto para os fins de frases que provocam trovões” (Paul Valéry, apud CHARPENTIER, 1981, p.11). A quantidade de pessoas que percebem a sutileza do processo de comunicação, entre duas consciências assimétricas (a mítica e a racional) que existem em planos diferentes, é muito pequena. Um grande número de indivíduos apenas recebe uma tradução, ou seja, estão aptas a compreenderem um processo de tradução racional. É importante frisar a diferença entre os processos de tradução e versão da verdade. A versão é entendida como sendo a transformação da língua materna para uma outra língua qualquer estrangeira. A tradução é entendida no sentido contrário, ou seja, uma transformação de uma língua estrangeira para uma língua materna (p.ex.: do inglês para o português, no nosso caso, isto é, considerando a língua portuguesa como sendo a nossa língua materna). Os textos sagrados são, a partir dessa visão, uma tradução de uma revelação. A versão ocorre quando uma pessoa altamente sensível percebe a voz divina em seu interior, e prontamente registra racionalmente, através de um texto, afim de catalogar um determinado conjunto de revelações míticas. O que normalmente ocorre são os indivíduos confundirem o processo de tradução com o processo de versão, ou seja, confundirem a racionalização com a revelação: confundem o escriba com o verdadeiro profeta. Se considerarmos que a língua materna é a voz divina, todos os textos sagrados sem exceção, são traduções, ou seja, são racionalizações. Uma vez que quem escreve, escreve limitado a apenas uma língua humana de cada vez. E como existem várias línguas no mundo humano, o que se escreve é uma tradução. O que eu percebo é que a voz de Deus não é a voz do homem. Mas, Deus fala as Suas verdades diretamente ao homem, e este incorpora como sendo suas. A confusão que ocorre nesse processo de comunicação se deve porque o ser não tem um discernimento de quem ele é realmente, ou seja, o ser não tem consciência de si. Muitos religiosos discutem e se enfurecem quando alguém diz que os textos sagrados não são a voz de Deus. A voz de Deus é a língua materna, a língua original (mítica) da natureza. Logo quando alguém transforma essa língua para uma outra língua como o português, inglês, espanhol, alemão, etc., o que se faz sempre é uma tradução. E como já sabemos, toda tradução tem a sua perda de significados. E por conseguinte, toda versão original tem um ganho de significado. O fato de que o conhecimento “está em função do ser, provoca naturalmente, um imenso acúmulo de más interpretações. A significação das palavras, por exemplo, modifica-se profundamente conforme o caráter e as experiências de quem as usa. Portanto, para o santo, palavras tais como "amor", "caridade", "compaixão", significam algo muito diferente da acepção que lhes dá o homem comum. Em conseqüência, para o homem comum, a declaração de Spinoza de que "a bem-aventurança não é uma recompensa da virtude, mas a própria virtude" parece simplesmente falsa. Ser virtuoso é, para ele, o mais tedioso e desencorajador dos processos. Está claro, porém, para alguém que se exercitou na bondade, que a virtude realmente é a bem-aventurança, enquanto a vida do homem comum - com seus fúteis, seus longos períodos de estouvamento animal e inconsciência - parece uma real tortura" (HUXLEY, 1975, p.271). A versão é um processo diferente. A pessoa ao ler um conceito em qualquer língua humana transforma-o para a língua materna divina. Nesse caso, o ser produz uma “com-versão” (conversão) existencial nela mesmo, ou seja, a língua está associada ao ser que fala. Isto implica dizer que somente o ser divino fala a língua divina. E o ser humano fala a língua humana. Há um espaço de transcendência existencial. Um ser existe num plano ontológico e o outro existe num plano psicológico. O primeiro fala uma língua de natureza ontológica e o segundo fala uma língua de natureza psicológica. Somente uma sensibilidade desenvolvida pode de fato diferenciar os aspectos sutis entre essas duas línguas (“os dois senhores”) Podemos agora entender a confusão que muitos fazem quando não estão aptos a realizarem uma “com-versão” em si mesmos. Eles tomam constantemente as traduções como se fossem versões. E por isso não conseguem perceber a diferença entre a informação da tradução e a verdade da versão. Em outras palavras, toda tradução é uma informação. E toda versão é uma verdade, ou seja, a verdade implica numa conversão ontológica (do ser em si mesmo). Já a tradução não tem uma conversão ontológica. É apenas uma projeção de um entendimento humano sobre as verdades divinas. O que ocorre quando se trabalha com as traduções no lugar das versões? Ocorre, uma massificação (repetição-intensificação) das informações religiosas. É um processo de condicionamento. E por isso mesmo se torna um caminho falso de mudança, ou seja, de falsa conversão. O ser mesmo não muda (transcende), o que se muda é a roupa lingüística do ser. Esse processo vem ocorrendo no mundo inteiro. Assim, multidões são induzidas e conduzidas pelos processos de traduções religiosas. Criam-se igrejas e mais igrejas, templos e mais templos, mas o processo continua o mesmo. Ensinam-se as tradições de traduções e as traduções das tradições religiosas. Nesse contexto, o verdadeiro caminho religioso fica perdido porque trabalha-se em cima do processo de construção de informações religiosas e quase nunca sobre o processo de construção de verdades religiosas, ou seja, não se desenvolve a sensibilidade auditiva do si-transcendental. As desavenças e conflitos religiosos mostram e demonstram que poucos entenderam o verdadeiro sentido religioso. A confusão entre a disseminação da verdade e a disseminação da informação, misturada ao poder econômico, transforma o agrupamento humano de “rebanho” em “mercado”. E com isso forma-se um movimento religioso que convida os noviços a uma iniciação que na verdade é uma continuação. Continua-se a fazer uma educação religiosa voltada para o aprendizado da informação religiosa e raramente voltada para a verdade mítica-religiosa. A crença na informação não é a mesma da fé na verdade mítica-religiosa, ou seja, o condicionamento da crença na informação não é o mesmo que o mandamento da fé na verdade. São dois processos diferentes. O primeiro está calcado na inversão de valores e o segundo na conversão de valores. O primeiro é guiado pelos sentidos objetivos e, portanto, para fora de si. O segundo é guiado pelos sentidos subjetivos e, portanto, para dentro de si. A existência racional é fortemente dependente da prática ininterrupta, ao longos de décadas, dos sentidos objetivos. E esse esforço tremendo condiciona os impulsos do ser na direção de uma compreensão objetiva-subjetiva daquilo que por natureza de criação é extremamente sutil e interior. Por isso, sabiamente disse o mestre Jesus Cristo que era preciso “nascer e morrer em vida”, para se encontrar o Reino de Deus. A origem dessas distorções está na perda cultural de um saber oriental sagrado. Não se deve esquecer que o próprio Jesus era oriental. E esse fato não deve ser encarado como um acaso da natureza. E como já repeti diversas vezes: não existe acaso!. As tradições religiosas orientais são ricas em ensinamentos e técnicas de conversão religiosa (ontológica). O “orai” de Jesus é uma prática oriental sagrada e além disso é muito mais do que súplicas ao Criador. E o “vigiai” de Jesus também transcendem a observação objetiva do mundo. É em síntese um processo de meditação (que não é uma prática de reflexão ou de racionalização lógica deducionista). É uma disciplina espiritual muito praticada pelos iogues. A partir da vivência (experiência interior) da versão e da conversão encontra-se sentido na expressão Bíblica “No princípio era o Verbo. E o Verbo se fez carne”. O sentido apontado na expressão “no princípio” não é de natureza psicológica-cronológica, mas sim existencial-ontológica. Pois, o princípio de Deus é o Verbo DELE. E o Verbo DELE é o princípio da existência de tudo. Nesse contexto, o Verbo é inseparável dos princípios ou leis naturais que agem na natureza humana: a paz, a tolerância, a bondade, a fraternidade, o equilíbrio, o Amor, etc. A versão está intrinsecamente associada à conversão. Pode-se tomar como exemplo a cultura inglesa. Pois, se aprendemos a traduzir a língua inglesa para a língua portuguesa, isso não é suficiente para se compreender a cultura inglesa. A cultura inglesa para ser completamente entendida necessita que o indivíduo se insira no mundo inglês e lá permaneça e viva ativamente por um bom tempo. A experiência direta é fundamental porque somente nela a sensibilidade se desenvolve e se aperfeiçoa. Na tradução pura e simples, não se tem a vivência da cultura, mas apenas simplesmente uma confirmação do aprendizado intelectual associado a uma sensorialidade auditiva objetiva. Já na versão ocorre o contrário o ser precisa incorporar os valores morais-culturais do país (ou do estado existencial) que nele optou viver ou existir.. O distanciamento entre o homem moderno contemporâneo e a verdade mítica revelada está fundamentalmente no processo de submersão dos fenômenos de sensibilidade racional em que esteve envolvidas a visão e a educação do indivíduo em seu processo evolutivo. O acúmulo de conceitos ganhou força no indivíduo superando o poder do sentido das vivências míticas pessoais. Hoje, o homem moderno vive um mundo conceitual que serve de base interpretativa para a compreensão da natureza circundante. A criação de regras e técnicas “só interessa ao poder e seus representantes, como professores, inspetores, secretários, governos, países. Nunca à criança e ao jovem” (CARVALHO, s.d., p.32). E “Deus, qualquer Deus, não chega e grita bem alto suas verdades para o povo, reunido numa praça. Prefere chamar baixinho um eleito, atraí-lo ao alto do monte, para que receba de Suas mãos a verdade, e desça com elas já bem codificadas. Pelo menos, é o que diz o eleito. Hoje, com a televisão, há deuses (do rock, da política, da economia) que falam suas verdades em cadeia. Mas, tudo leva a crer que o melhor bocado, a verdade mais importante continua sendo reservada, para ser divulgada, aos poucos e oportunamente, via eleito, cognominado assessor de imprensa. A verdade portanto não é produto entregue diretamente do produtor ao consumidor. Sofre como as hortaliças, a ação do atravessador, ou intérprete. As verdades sobre o andamento do país são administradas pelos governos, as verdades divinas são transcritas pelas religiões, a publicidade dita as verdades dos bens de consumo. Elegendo a grande sinfonia interpretativa, os órgãos de comunicação de massa interpretam as interpretações, quer dizer, estabelecem a verdade das verdades”(COLASANTI, 1980, p.197). A educação tradicional do saber espiritual através da sensibilidade humana, “é algo místico, religioso, mágico, profundamente ético e não tem qualquer relação com a técnica de atulhar a criança de informações e ordens. Tudo isso é melhor dito por um poeta como Gibran Khalil Gibran, em O Profeta: “Vossos filhos não são vossos filhos. São os filhos e as filhas da ânsia da vida por si mesma. Vêm através de vós, mas não de vós. E embora vivam convosco, não vos pertencem. Podeis outorgar-lhes vosso amor, mas não vossos pensamentos, porque eles têm seus próprios pensamentos. Podeis abrigar seus corpos, mas não suas almas; pois suas almas moram na mansão do amanhã, que vós não podeis visitar nem mesmo em sonho. Podeis esforçar-vos por ser como eles, mas não procureis fazê-los como vós, porque a vida não anda para trás e não se demora com os dias passados””(CARVALHO, s.d., p.32). A diversidade, complexidade e a imprevisibilidade dos acontecimentos dos fenômenos naturais sempre assombraram e deixaram perplexa a razão humana. Na maioria das vezes o indivíduo primitivo atribuía como sendo ou obra dos deuses ou obra dos demônios. Ora o homem explicava numa lógica primitiva e ora mitificava de acordo com a sua capacidade de compreensão e sensibilidade. Hoje, a cultura moderna do homem racional tem como base a razão científica sustentada por uma “lógica metodológica”, ou seja, a lógica utilizada pelo homem moderno se apoia num conjunto de pressupostos, inferências e ensaios previamente estudados que lhe serve de modelo no processo de “revelação” ou “profecia” dos fenômenos desconhecidos. Em outras palavras, a transformação do homem primitivo em homem moderno foi também devido o aperfeiçoamento gradativo da lógica racional. O limite de observação dos fenômenos na maioria das vezes teve o contorno do limite da razão. Isso implica dizer que raramente o homem moderno transcendeu a si mesmo. Raros foram os homens que conseguiram essa façanha de sair do limite da razão e criar uma nova base intuitiva (e não apenas visitá-la) em si mesmo. Um exemplo de transcendência ontológica marcante do nosso século foi o cientista Albert Einstein. Um outro exemplo também marcante foi Gandhi. E atualmente na Índia tem um outro exemplo humano mostrando para o mundo o impacto da transcendência ontológica. Esse homem é conhecido como Sai Baba. O objetivo da ciência é, “em primeiro lugar, a compreensão conceitual e a interligação, de uma forma tão completa quanto possível, das experiências dos sentidos em toda a sua diversidade e, em segundo lugar, a realização deste objetivo utilizando um mínimo de conceitos e relações primárias, procurando a maior unidade lógica possível na imagem do mundo, isto é, a simplicidade lógica dos fundamentos" (Einstein, apud PAGELS, 1982, p.390). A nossa capacidade de criação é algo tão fantástico que podemos criar "arquétipos" de todo tipo de mensagem em que acreditamos e tememos. E o Diabo é um desses "arquétipos" criado e cultuado inconscientemente. Eu vejo claramente que a dualidade Deus x Diabo é na verdade a mesma dualidade Deus x Homem. Pois, o Diabo é uma criação humana e não de Deus-Pai. Deus criou o homem. E o homem "criou" o Diabo. É por isso mesmo que o homem é de certa forma um co-criador com Deus-Pai. Existe uma grande confusão a respeito do significado do Diabo e sua presença na vida religiosa de multidões de indivíduos. Num determinado contexto religioso o Diabo é um ser com poderes maléficos que intervém diretamente nas vidas dos indivíduos. E o poder divino é o único meio para salvar esses indivíduos. A ignorância do homem em relação a si mesmo, impede de ele ver que o Diabo são criações ilusórias do homem em relação à vida e a existência de Deus onipresente na consciência ética-abstrata do próprio homem. Essas criações ilusórias podem tomar a forma de um ser com chifre e rabo. Mas, isso é apenas uma das várias formas possíveis de criações humanas. A outra forma que tive de "enfrentar" foi a de um cão raivoso que apareceu em "sonho". E da mesma forma que o vulto, esse cão sucumbiu ao poder da fé na mensagem poderosíssima da expressão mística "EU SOU DEUS". Esta expressão repetida poucas vezes não produz tanto efeito. Mas, quando repetida "inúmeras" vezes adquire um poder incrível. Ela foi bastante utilizada por Jesus Cristo. Era muito comum o mestre dos mestres utilizar, juntamente com outras “técnicas”, a expressão "EU SOU..." (EU SOU a Verdade, EU SOU o Caminho, EU SOU a Vida, etc.). A expressão "EU SOU" deve ser utilizada sempre no sentido "positivo" como por exemplo: "EU SOU a Paz", "EU SOU o Equilíbrio", etc. Isto porque, se for utilizada no sentido "negativo" ela produz um efeito contrário ao primeiro ("positivo"). Não devemos esquecer, nunca, que mesmo inconsciente do nosso poder de criação, temos o poder (mesmo que limitado) de criar coisas "boas" ou coisas "ruins", ou seja, criar uma condição de vida natural em harmonia com as leis de Deus ou criar uma vida artificial em desarmonia com essas mesmas leis. A "idéia" é simples mas a prática e a persistência no caminho "positivo" é algo extremamente complexo e difícil (exige muito esforço supra-racional). E é nesse "simples" exercício que reside basicamente o poder da fé: o exercício da fé e a fé nos exercícios espirituais. As coisas "simples" são óbvias. Mas, por serem "simples" se tornam complexas dentro do contexto ou domínio racional. O poder da fé transforma a visão racional do homem. E a visão racional se apoia no poder da incerteza ou dúvida. Nesse contexto, a fé é um "mergulho" na consciência DELE (a idéia do homem mergulhando no mar). E a dúvida é uma submersão na consciência DELE (a idéia do mar caindo sobre o homem). A cada instante em algum lugar qualquer alguém deixa escapar naturalmente a expressão "Deus, ó meu Deus!". "Deus", palavra tão repetida e implorada para significar o transcendente e o imanente poder e glória do Criador Onipresente. A glória de Deus que se manifesta na fé humilde e sábia de suas várias faces imanentes: Seus Filhos. Jesus Cristo é uma face imanente de Deus. Buda, Gandhi, Maria (Nossa Senhora), Einstein, Descartes, Alan Kardec, Freud, Platão, Marx e tantos outros homens foram facetas imanentes de Deus. Por isso, com todo respeito, prefiro o anonimato da palavra "Deus". Do que as suas várias identidades humanas como: "Jesus Cristo", "Buda", "Marx", "Gandhi", etc. É linda a expressão "Deus". E mais linda é ainda quando colocamos a expressão "Pai". Pois, Deus-Pai me dá a sensação imanente de proteção, de maturidade, de poder, de coragem e inteligência. Poderia ser também Deus-Mãe. E aí me daria a sensação imanente de fertilidade, de carinho, de maternidade, de coração ou afeição e sensibilidade. Deus, é a natureza do ser de todas as coisas vivas. E o ser humano é uma de suas várias manifestações em vida. Deus é Amor. Amor tanto no contexto humano de experiência de vida. Quanto no contexto supra-humano de vivência além-vida. DEUS, Ó MEU DEUS! Deus é uma palavra bonita e atraente Deus não tem rosto permanente Deus se oculta na face imanente De seus vários filhos transcendentes Deus é Amor Deus é a implosão do universal no individual O Amar do ser total no parcial A manifestação do sagrado no profano O casamento da divindade com o ser humano Com direito a lua de mel No Reino do Céu Deus, ó meu Deus! Expressão tão repetida E muito pouco vivida Nas várias bocas sofridas De seus queridos filhos inconscientes Do poder e glória da Fonte de todas as vidas Senhor, Deus-Pai meu confidente Revele de novo um homem-luz transcendente Numa noite de estrela cadente O modo como o indivíduo sente, organiza e constrói a sua representação dessa nova realidade vai dar origem a uma nova relação de conhecimento. E essa nova relação de conhecimento vai refletir o seu espírito criador e investigador. A História narra “o que os homens realizaram e sofreram no passado. Tal como a Ciência, lida com fatos, não com ficções. Mas, ao contrário da Ciência, e também da Arte e Literatura, a História relata seqüências de eventos; familiariza-nos com o caráter coletivo e transgenerativo da vida humana. Adequadamente narrada, a história da Ciência não só registra os fatos da descoberta científica mas também expõe neles a obra da natureza humana - intelectual, emocional e social. Através da Religião, o homem relaciona-se com um Ser Supremo. Esta relação é estudada pela teologia, celebrada pelo ritual e representada na oração e na vida moral. As verdades que a Religião reivindica dizem respeito à natureza de Deus, à natureza do Bem e do Mal, à capacidade do homem para se realizar ou autodestruir, às suas relações com os seus semelhantes, ao seu código moral e ao seu destino além da morte. Ao contrário da Ciência, a Religião assenta na revelação e procura santificar o crente. As crenças religiosas não podem, em última instância, ser testadas empiricamente, mas apenas por uma experiência interior de certeza: a experiência da fé. A Religião pode, de fato, competir às vezes com a Ciência. Mas, freqüentemente, ela complementa a Ciência, pois serve diferentes funções e possui seu próprio conhecimento sobre outras esferas. Como veremos, muitos cientistas foram e são profundamente religiosos, inspirados pela convicção de que, fundamentalmente, a natureza deve refletir o espírito do seu criador. Em experiências místicas, que podem ser extáticas ou meditativas, diz-se que o indivíduo atinge um estado de unicidade com o universo e sente uma profunda paz. A Ciência pode explicar o comportamento do sistema nervoso durante essas experiências, mas não pode validar as próprias experiências, porquanto são únicas no indivíduo e pretendem freqüentemente incluir contatos com o sobrenatural. O misticismo, praticado em todas as culturas, pretende fornecer uma visão profunda, única e pessoal de uma realidade inatingível por outros meios. Suas pretensões devem ser tratadas com respeito, embora nem sempre aceitas. Ciência, Literatura, Arte, História, Religião e misticismo iluminam aspectos da realidade. A Filosofia esforça-se por ver a realidade total. Analisa a natureza e as descobertas dos diferentes ramos do conhecimento, examina os pressupostos em que elas assentam e os problemas a que dão origem, e procura estabelecer uma visão coerente do domínio total da experiência. Cada uma dessas formas do conhecimento merece ser cultivada per se. À sua maneira própria, cada uma delas familiariza-nos com uma parte da realidade. Devemos ver a Ciência em seu lugar e não esperar que ela assimile ou desacredite essas outras atividades” (KNELLER, 1980, pp.151-152). Nesse sentido, não se pode compreender o mundo humano sem compreender totalmente o fenômeno lógico humano em toda a sua sutileza, complexidade e profundidade. O conteúdo da realidade depende da praxes lógica do observador que pretende conhecê-lo. O conteúdo geralmente está parcialmente a frente de um indivíduo. Muitos das vezes quando se aponta para a causa ainda é o efeito; quando se aponta para a descoberta é ainda a busca; quando se aponta para o fim é ainda o início. A teoria da relatividade “apresenta excelente exemplo do caráter fundamental do desenvolvimento moderno da teoria. As hipóteses de antes tornam-se cada vez mais abstratas, cada vez mais afastadas da experiência. Mas, em compensação, vão se aproximando muito do ideal científico por excelência: reunir, por dedução lógica, graças a um mínimo de hipóteses ou axiomas, um máximo de experiências. Assim, a epistemologia, indo dos axiomas para as experiências ou para as conseqüências verificáveis, se revela cada vez mais árdua e delicada, cada vez mais o teórico se vê obrigado, na busca de teorias, a deixar-se dominar por pontos de vista formais rigorosamente matemáticos, porque a experiência do experimentador em física não pode mais conduzir às regiões de altíssima abstração" (EINSTEIN, 1981, pp.165-171). E segundo afirmou Jesus Cristo (apud DUNCAN, 1986 ): “Descobriram, então, o princípio cujo fim estão buscando? Pois onde estiver o princípio, lá estará o fim. Abençoado O que tomar seu lugar no princípio: ele conhecerá o fim e não provará a morte” (p.179). A causa, a descoberta e o fim somente podem ser totalmente compreendidos num processo de descondicionamento e autotranscendência (transcendência onto-lógica decorrente de um impecável exercício de auto-observação), isto porque o processo de evolução ontológica da natureza humana estabelece um impedimento natural à própria natureza humana: Como conhecer completamente um fenômeno sendo o sujeito o próprio processo de transformação em curso do princípio que se quer racionalmente revelar? [XXIX,11] "Para vós, todas as visões são como as palavras dum livro selado. Se o pusermos nas mãos de alguém que saiba ler, dizendo-lhe "Lê isto!", essa pessoa responde: "Não posso, porque o livro está selado". Ou então, se damos o livro a alguém que não sabe ler, dizendo-lhe "Lê isto!", essa pessoa responde: "Não sei ler"" (Isaías, apud ALLEAU, 1976, p.9). O que existe é uma imensa insensibilidade da razão moderna em querer responder utilizando a mesma ferramenta da pergunta, ou seja, a razão se esforça em fazer perguntas “psico-lógicas” sabendo de antemão que não abrirá mão da lógica e do condicionamento da razão para responder essas perguntas. É um círculo vicioso que nunca tem um fim. O fim é um início num processo evolutivo espiralado: um salto para a intuição. Os pensamentos “não são apenas nuvens passando sobre um céu puro e luminoso, são nossa realidade, nossa identidade e nosso fardo. Por isso, se manifestam em nossos corpos assumindo a forma de tensão muscular, desconforto físico geral e doenças degenerativas. Podemos dizer que nossa perpetuação de hábitos auto-destrutivos também se origina do apego aos pensamentos. Nossos impulsos mentais nos consomem, somos incapazes de deixá-los ir e vir, e não estamos dispostos a dedicar tempo a investigar nossa situação. Desse modo escolhemos repetidas vezes nos enredar em hábitos que só fazem contribuir para nossa dor e confusão. Nossa alienação com referência a nossos pensamentos, combinada com as resultantes tentativas inconscientes de preencher nosso vazio através de drogas, bebidas, cigarros, comida, relações, dinheiro e ganhos materiais termina por criar um ciclo de tensão insuportável. O Buda falava sobre o despertar. Nas montanhas geladas do Tibete, a grande altitude, os praticantes de meditação se refugiavam em cavernas e praticavam retiros solitários. Para se dedicar completamente à compreensão da mente, freqüentemente se liberavam de todos os vínculos com a sociedade. Mas aqui, nas agitadas cidades do Ocidente, enfrentamos outro desafio: criar espaço em nossas vidas estressadas para dar uma boa olhada em nossas mentes - não como uma romântica fantasia oriental, mas como uma necessidade, se queremos levar vidas significativas e saudáveis no mundo que conhecemos” (DONDRUB, 1998, pp.18-19). O consenso e o bom-senso a respeito do mundo que cerca um grupo de indivíduos não indica uma homogeneidade da visão racional social, muitas das vezes e no caso das culturas modernas, é parte de um processo de “fabricação de consenso”. O conhecido lingüista norte-americano, “Noam Chomski tem se dedicado a denunciar o que denomina a “fabricação do consenso”. As pessoas, nas sociedades democráticas, não estariam mais pensando conforme as suas próprias cabeças, protesta Chomski. Os grandes jornais, revistas e redes de televisão teriam adquirido o extraordinário poder de determinar o que o cidadão comum - e, mesmo, o mais intelectualizado - deve saber, ao decretar se um fato deve ser levado ao conhecimento público, ou não. E estabelecer que importância deve o público dar ao fato porventura levado a seu conhecimento, importância que “sugere” pelo espaço dado a cada matéria, pelo “peso” dos títulos etc. Assim, a mídia tenta orientar quase sempre com muito sucesso, as reações das pessoas aos muitos eventos da sociedade. Por isso produz consensos. E, sustenta Chomski, esses consensos servem aos interesses dos donos do poder econômico e político que, em última instância, sustentam ou, mesmo, controlam diretamente, os meios de comunicação...Da fabricação do consenso não faz parte apenas a orientação dominantes nos noticiários jornalistas. Também é muito importante aquilo que, nos meios acadêmicos, denomina-se “paradigmas científicos”, expressão cunhada pelo físico e sociólogo norte-americano, Thomas Kuhn. Um paradigma estabelece, quase sempre pelo consenso tácito da comunidade científica, o que um cientista deve estudar e resolver” (REVISTA ABEN - Associação Brasileira de Energia Nuclear - Abr-Jun/97, pp.2-3) A atual civilização moderna toma como referência de transcendência as realizações do progresso científico-tecnológico nos últimos séculos. Essa crença anestesia a consciência humana impedindo-a de investigar outros caminhos de realização. O poder de persuasão da cultura sócio-técnica sempre funciona como um anestésico na consciência dos indivíduos impedindo-os de romper com a base racional de visão de mundo. Nesse sentido, é uma insensatez negar os avanços conquistados pela ciência mas é também pretensioso afirmar que o conteúdo da realidade pode ser totalmente encaixotado nas práticas científicas de base racional. O conceito de realidade que temos está na nossa capacidade de abstrair o mundo que vemos e abstrair um domínio de nós mesmos que não vemos (pela razão). No livro "A História de Fernão Capelo Gaivota" de BACH (1970) podemos encontrar o "toque" sutil do autor a respeito dos graus elevados de consciência: "Você conhece o provérbio, que é bem verdade: "Vê mais longe a gaivota que voa mais alto". As gaivotas que você deixou estão no solo, gritando e lutando umas com as outras. Estão a mil e quinhentos quilômetros do paraíso, e você diz que lhes quer mostrar o paraíso, de onde estão! Fernão, elas nem vêem a própria ponta das asas!" (p.101-102). O fenômeno da transcendência humana é algo que vive encoberto de mistério. E a própria ciência moderna ainda não percebeu e registrou a sua importância como um fenômeno da natureza. Existe uma diferença ontológica entre o macaco e o homem da mesma forma que existe entre o homem e o cristo. Cristo está para o homem assim como o homem está para o macaco. Por mais que se treine um macaco para que ele se torne um homem ele nunca se tornará de fato um homem. Da mesma forma, por mais que se treine, a partir de uma perspectiva externa racional, um homem em ser Cristo ele nunca se tornará Cristo. Isto porque a passagem de uma natureza inferior para uma natureza superior é feita por um princípio de (auto)transcendência. A personalidade “quer desenvolver-se a partir de suas condições inconscientes, e sentir-se viver enquanto totalidade, mas há, profundamente enraizada no homem, uma resistência a tudo o que lhe permitiria saber mais sobre si próprio. É a razão pela qual o desenvolvimento interior não segue de maneira nenhuma o progresso dos conhecimentos e das atividades externas" (JUNG, apud CLARET,1986, p.73). A força que impulsiona o salto de uma natureza para outra tem sua origem no próprio interior da espécie em questão. Em outras palavras, não depende apenas de um aprendizado exterior. Isso não invalida o esforço do indivíduo ao se exercitar com técnicas de harmonização. O que vale nessas técnicas é o esforço de auto-superação. E não propriamente as técnicas. A técnica é apenas o ponto de apoio. A alavanca é o próprio esforço individual de cada um. Nesse sentido a técnica é necessária, mas o esforço, a dedicação, a disciplina, a determinação são imprescindíveis. Existem diferenças entre as diversas técnicas de harmonização. As técnicas mais eficientes são as que têm em suas origens o saber oriental. É porque a tradição dos mestres orientais enfoca com bastante ênfase um correspondente esforço concentrado e dedicado aliado as técnicas. E além disso, elas tem em suas raizes uma filosofia de transcendência (humana) milenar. O fenômeno da transcendência da consciência humana é análoga ao da partícula subatômica em seu salto quântico (receber-doar energia), ou seja, o fenômeno conhecido como "bootstrap". O fenômeno bootstrap é a capacidade de uma partícula atômica subir um nível atômico, a partir do próprio esforço dela. O significado da expressão "bootstrap" é "subir pelas próprias alças da bota". É (para nossa visão racional) um contra-senso, porque como é que podemos subir puxando os cadarços de nossos próprios sapatos? O princípio da gravidade nos mostra que isso é impossível. No entanto, no mundo das partículas isso é possível. O mesmo fenômeno acontece, analogamente falando, com o universo da consciência humana. A técnica é um instrumento que no início suporta ou excita ou ajuda artificialmente o salto. No contexto da Física Quântica se emprega a técnica de excitação através de poderosos aceleradores de partículas. Um feixe de raios bombardeia a partícula que está em experimento fazendo com que ela ganhe energia e salte para o nível imediatamente superior. Uma vez que essa excitação foi realizada artificialmente (externa) a partícula tende a retornar a sua posição original no nível inferior. O mesmo fenômeno acontece, analogamente falando, com os níveis ontológicos ("quânticos") da natureza humana. As técnicas de harmonização servem como um processo de excitação. E são indispensáveis quando o indivíduo não tem um domínio total (não sabe usar o poder da vontade ferrenha) sobre seus níveis bioenergéticos. O que se busca através dessas técnicas é criar no indivíduo uma predisposição natural de um salto ontológico (salto "quântico" humano). Um salto quântico “é o movimento de um objeto de um lugar para outro sem percorrer o espaço que os separa” (TOBEN, 1982, pp.133-134) . A evolução humana é em síntese um fenômeno de transcendência consciente. O homem é uma natureza que para evoluir precisa desenvolver suas capacidades intelectual (inteligência), sensível (sensibilidade) e força interior (vontade). O esforço de auto-superação conduz o ser a um nível ontológico superior em si mesmo. A verdadeira evolução é um salto quântico lógico de consciência: o homem-lagarto se transformando em cristo-mariposa ou na linguagem dos alquimistas o "chumbo se transformando em ouro". Cabe aqui uma pergunta: por que será que a ciência moderna não registrou esse fenômeno da natureza humana? Porque a ciência é constituída de homens. E o homem é uma natureza que transcende as dimensões ontológicas do mineral, do vegetal e do animal. A observação desses estágios evolutivos está associado diretamente à razão e aos cinco sentidos humanos. Enquanto que a natureza humana tem um domínio ontológico que necessariamente precisa de um grau de observação e abstração muito mais profundo. Nesse sentido, os cinco sentidos pouco ajudam, mesmo se tiverem conectados aos aparelhos científicos. O nível ontológico da razão humana não pode ser observado pela própria razão: o olho humano não consegue enxergar a si mesmo. Esse é o problema da ciência econômica no que tange a sua busca de compreensão e projeção das relações humanas no mundo social. Ou seja, o fenômeno da transcendência ontológica (ser) ofusca a “iluminação” da consciência moderna utilitária capitalista. A razão de uma “fonte luminosa de brilho sobrenatural, como sugere a idéia da razão moderna, relembra a descrição do reino dos céus transfundido pela flama divina, e dos sistemas religiosos do Extremo Oriente já se conhece o conceito de “iluminação”. Embora a luz da razão iluminista seja terrena, ela assumiu um caráter estranhamente transcendental. O lampejo celeste de um Deus perfeitamente indevassável foi apenas secularizado na banalidade monstruosa do fim em si mesmo que é o capitalismo, cujo trato cabalístico com a matéria terrena consiste na acumulação absurda do valor econômico. Isto não é razão, mas supremo desvario; e o que aí rebrilha é o fulgor do absurdo, que aflige e ofusca a vista” (KURZ, 12/01/1997, p.7). Senhor, Eu sei que Tu me Sondas (música religiosa brasileira http://letras.mus.br/padre-marcelo-rossi/66350/ ). Bonita!!!!!!!!!!!!!!!!! Senhor, Eu sei que tu me sondas Sei também que me conheces Se me assento ou me levanto Conheces meus pensamentos Quer deitado ou quer andando Sabes todos os meus passos E antes que haja em mim palavras Sei que em tudo me conheces Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Deus, tu me cercaste em volta Tuas mãos em mim repousam Tal ciência, é grandiosa Não alcanço de tão alta Se eu subo até o céu Sei que ali também te encontro Se no abismo está minh'alma Sei que aí também me amas Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Senhor, eu sei que tu me amas (4 vezes) Refrão Sugiro que assistam seis vídeos na Internet: “Quem somos nós? (baseado na física quântica...ver link http://www.youtube.com/watch?v=WDXFRvbe2VY)”, “I AM” (Sobre Tom Shadyac) , “As Sete leis Espirituais do Sucesso – de Deepak Chopra”, “O Ponto de Mutação – baseado no livro de Fritjof Capra ”, “Conversando com Deus” – baseado no livro publicado por Neale Donald Walsch ... Conversando com Deus (título original em inglês: Conversations with God) é uma série de três livros publicada por Neale Donald Walsch, que afirma ter sido inspirado diretamente por Deus em seus escritos. Cada livro é escrito como um diálogo no qual Walsch faz perguntas e "Deus" as responde. Walsch afirma ainda que não se trata de canalizações, mas de inspirações divinas. Em 2006, um filme foi lançado sobre a história do autor e seus livros... Ver link http://pt.wikipedia.org/wiki/Conversando_com_Deus), “A Unidade das Religiões: O Amor Universal – no site da Organização Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Livros recomendados: “Mãos de Luz – de Barbara Ann Brennan, editora Pensamento”, “Medicina Vibracional – de Richard Gerber, editora Cultrix”, “Seu EU Sagrado – Dr. Wayne Dyer, Editora Nova Era”, “O Fluir do Amor Divino: Prema Vahini – Publicado por: Fundação Bhagavan Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Namastê! Prof. Bernardo Melgaço da Silva – pensador livre holístico-transcendental: filósofo (praticante), cientista e espiritualista – Professor Universitário Aposentado da URCA (Universidade Regional do Cariri –CE). e-mail: bernardomelgaco@gmail.com Facebook: Bernardo Melgaço da Silva/página Educação Para o Terceiro Milênio bernardomelgaco.blogspot.com Nota: Em 1992 e 1998 fiz dois trabalhos científicos: dissertação de mestrado e tese de doutorado respectivamente. E nesses dois trabalhos, que tem uma cópia de cada um na Universidade Federal do Rio de Janeiro (na biblioteca do Cento de Tecnologia –CT - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brasil), procurei mostrar (“explicar cientificamente”) o Caminho do Amor Divino que fiz em 1988. E quem desejar uma cópia dos meus trabalhos científicos envie um e-mail (eu tenho eles no formato Word) para mim, pois terei o maior prazer do mundo de compartilhar minhas pesquisas acadêmicas na UFRJ/COPPE. Namastê...obrigado!

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