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porque convergimos e integramos com AMOR, VERDADE, RETIDÃO, PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA

dedicamos este espaço a todos que estão na busca de agregar idéias sobre a condição humana no mundo contemporâneo, através de uma perspectiva holística, cujos saberes oriundos da filosofia, ciência e espiritualidade nunca são divergentes; pelo contrário exige-nos uma postura convergente àquilo que nos move ao conhecimento do homem e das coisas.
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.

"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber

PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO

O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).

"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein

domingo, 8 de setembro de 2013

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 28... CAPITULO 2 .

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 28... CAPITULO 2 ... A TRÍADE NECESSIDADE-SACRIFÍCIO-REALIZAÇÃO PARTE I TESE DE DOUTORADO..obs.: Prezados leitores quem quiser continuar acompanhar a série TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS E EXTRAORDINÁRIAS (O QUE É A GRANDE FRATERNIDADE BRANCA: UMA HIERARQUIA ESPIRITUAL CRIADA POR DEUS! – PARTE 1, 2, 3, ...”n”)....por favor visite o site no link http://bernardomelgaco.blogspot.com.br/ .ou o site Educação Para o Terceiro Milênio ver link... https://www.facebook.com/EducacaoParaOTerceiroMilenio Obrigado... Namastê! “Senhor, eu sei que Tu me Sondas...” “Conhece-te a ti mesmo” – Sócrates (ver link...carta encíclica ”fé e razão” do Papa João Paulo II.. http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_15101998_fides-et-ratio_po.html) “All you need is love” (Lennon/MaCartney) "o problema humano é o mesmo do problema divino quando se consegue responder um então conseguimos responder o outro" Bernardo Melgaço da Silva “O Humano e Deus são os dois lados da mesma moeda” Bernardo Melgaço da Silva INTRODUÇÃO “All you need is love” (Lennon/MaCartney) A TRÍADE NECESSIDADE-SACRIFÍCIO-REALIZAÇÃO OBJETIVO Todos os fatos econômicos, sociais, políticos, históricos, etc., estão "recheados" de princípios naturais. Disse René Alleau (no livro Ciência dos Símbolos, 1976): "o que menos se sabe a respeito de qualquer coisa é o princípio dela". Nosso limite está na sensibilidade tanto da experiência quanto da vivência dos princípios. Além desse limite nada se consegue fazer para esclarecê-los no contexto social. Quando descrevemos um princípio da natureza criamos um "espelho" lógico racional para representá-lo. Os princípios sempre escapam de qualquer formatação ou modelamento das descrições. Pois, os princípios naturais são eternamente livres. Assim sendo, os textos de Marx e de qualquer outro cientista não fogem a essa "regra" da liberdade e da transcendência dos princípios. Os textos de Marx, no livro O CAPITAL, estão "recheados" do início ao fim de princípios que Marx procurou magistralmente descrever e transmitir no limite do verbo racional. O que eu pretendo nesse texto não é discutir os fundamentos e os conceitos da teoria de valor em Marx. Mas, fazer uma reflexão e inferência sobre a construção do caminho de conhecimento que Marx seguiu, ou seja, quais foram as questões existenciais mais cruciais que impulsionaram esse grande pensador a elaborar e propor uma nova teoria de valor. E também quais foram as tendências (princípios revelados) dos caminhos de conhecimentos das ciências moderna e tradicional que certamente influenciaram a psique de Marx. Minha intenção não é negar ou confirmar as bases da teoria de valor em Marx, mas aproveitar essa base epistemológica e propor um outro ponto ou nível a partir dessa base e desse nível de abstração de Marx. 2.2 O "TOM" DA ABSTRAÇÃO A música, ou melhor, a composição e a produção musical têm elementos que podem servir de base para uma discussão mais profunda a respeito dos níveis de abstração do trabalho e do valor apresentados por Marx em seu livro O CAPITAL. Por que será que escolhi a música para fazer um paralelo com o valor e o trabalho? Porque na música se utiliza dois eixos no processo de produção musical: horizontal e vertical. No eixo horizontal temos os tipos de notas: dó, ré, mi, fá, sol, lá e si. E no eixo vertical temos as oitavas (os "tons"). O que se busca na produção musical? Não sou um especialista em música. Mas como leigo que sou, já li e ouvi alguma coisa a respeito. Entendo que consciente ou inconscientemente todos nós buscamos na produção musical uma harmonia e uma unidade que reflita essa harmonia. Um músico, que não é necessariamente um profissional de música, está sempre objetivando a perfeição da harmonia entre a sua ação e a reação da qualidade do instrumento que essa ação produz. Nesse sentido, temos que separar "música" de "barulho ou ruído". Não é qualquer ação que produz uma harmonia musical. E também não é somente uma ação, mas uma RELAÇÃO (entre a ação do homem e a reação do instrumento) que produz a harmonia musical. Aqui existe uma hierarquia. O instrumento é um canal de expressão musical do homem. Nesse sentido, podemos dizer que o homem está num nível "acima" do instrumento musical. Creio que não é preciso se afirmar que um instrumento não possui consciência para se exercitar sozinho. Isto é óbvio. Por detrás de uma reação de um instrumento teremos sempre uma ação programada (informatizada) ou desprogramada do homem. Se abstrairmos as diversas formas de produção musical encontraremos o músico (ou o programador da música) que sabe produzir as notas e os tons (as oitavas). Essa introdução foi necessária para iniciarmos agora uma discussão sobre os diversos graus ou "tons" de abstração. "Abstração. [Do lat. abstractiones] s.f.1. Ato de abstrair(-se): abstraimento. 2.Filos. Ato de separar mentalmente um ou mais elementos de uma totalidade complexa (coisa, representação, fato), os quais só mentalmente podem substituir fora dessa totalidade; abstrato [...] 3. Filos. O resultado de abstrações (termo, conceito, idéia, elemento de classe, etc.); abstrato. 4. Estado de alheamento do espírito; devaneio, abstraimento. 5. P. ext. Falta de atenção; distração, alheamento. 6. Art. Plást. Obra de arte abstrata" (FERREIRA, 1975, p.13). Segundo FERREIRA o ato de abstração está associado à ação mental de separação "de um ou mais elementos de uma totalidade complexa". O ato de abstração está também associado com a idéia de alheamento que segundo FERREIRA significa "alienação". "Alienação. [Do lat. alienatione] [...] 5.Filos. Processo ligado essencialmente à ação, à consciência e à situação dos homens, e pelo qual se oculta ou se falsifica essa ligação de modo que apareça o processo (e seus produtos) como indiferente, independente ou superior aos homens, seus criadores" (FERREIRA, idem, p.69). Marx, nos convida em diversos momentos do livro (O CAPITAL) a fazermos junto com ele um ato de abstração: "Deixando de lado então o valor de uso dos corpos das mercadorias, resta a elas apenas uma propriedade, que é a de serem produtos do trabalho. Entretanto, o produto do trabalho também já se transformou em nossas mãos. Se abstrairmos o seu valor de uso, abstraímos também os componentes e formas corpóreas que fazem dele valor de uso. Deixa já de ser mesa ou casa ou fio ou qualquer outra coisa útil. Todas as suas qualidades sensoriais se apagaram. Também já não é o produto do trabalho do marceneiro ou do pedreiro ou do fiandeiro ou de qualquer outro trabalho produtivo determinado. Ao desaparecer o caráter útil dos produtos do trabalho, desaparece o caráter útil dos trabalhos neles representados, e desaparecem também portanto, as diferentes formas concretas desses trabalhos, que deixam de diferenciar-se um do outro para reduzir-se em sua totalidade a igual trabalho humano, a trabalho humano abstrato" (MARX, 1988, p.17) Marx, procura caracterizar a diferença entre os níveis "trabalho humano" e o "trabalho humano abstrato". Vamos utilizar a analogia do bolo de cozinha enfeitado para entender melhor esse grau de abstração de Marx. Considerando o "enfeite" como sendo o trabalho humano, ao abstrairmos esse "enfeite" o que vamos encontrar é o trabalho humano abstrato (o "bolo" propriamente dito). Isso implica dizer que Marx faz menção, mesmo não sendo explícita, de uma hierarquia entre dois níveis de trabalho. Marx, dessa forma procura um caminho diferente dos diversos caminhos de construção do conhecimento sobre a teoria de valor e do trabalho humano. Nesse sentido, Marx inteligentemente busca o plano vertical (o do "tom musical"). Ele propõe uma "unidade" que é na verdade uma parte de um princípio de unidade do próprio fenômeno da natureza humana: a força do trabalho. Como vimos anteriormente Marx trabalha com dois níveis da realidade. Ele nos convida a abstrair um deles e nessa abstração nos "mostra" que o resultado é um nível de percepção que ele denomina de "abstrato". Existe portanto o nível das "formas corpóreas" e o nível abstrato "sem as formas corpóreas". Feito essa abstração o restante é conseqüência dessa "unidade" que sobrou no processo de "abstração". Considerando o contexto de dois níveis que ele abstraiu, a realidade humana parece que foi desvelada pela astucia desse pensador. Mas, se considerarmos que a natureza humana não se manifesta apenas entre dois níveis (o corpo e a alma - ou a "forma corpórea" e o "abstrato") a "coisa" se complica. E muito! Vejamos um pouco mais o exercício de abstração desse grande mestre e pensador (sem dúvida!): "Considerando agora o resíduo dos produtos do trabalho fantasmagórica, uma simples gelatina de trabalho humano indiferenciado, isto é do dispêndio de força de trabalho, sem consideração pela forma como foi despendida. O que essas coisas ainda representam é apenas que em sua produção foi despendida força de trabalho humano, foi acumulado trabalho humano. Como cristalizações dessa substância social comum a todas, são elas valores - valores mercantis" (MARX, idem, p.47) Vejo nas afirmações "foi despendida força de trabalho humano" e "foi acumulado trabalho humano" uma menção implícita de transferência de energia humana entre um nível-pólo para outro nível-pólo. O exemplo que podemos ter dessa relação de transferência de energia é o modelo de conexão entre um capacitor elétrico e um indutor elétrico (a bobina). Enquanto um descarrega ou despende o outro carrega ou acumula (em eletrotécnica até hoje se utiliza a expressão "acumulador" para identificar um capacitor de alta potência) energia. Esse processo de troca de energia se alterna entre esses dois pólos. Através desse modelo podemos reproduzir o princípio de ressonância (muito utilizado nos circuitos eletrônicos dos osciladores). Um outro modelo que podemos encontrar para caracterizar essa transferência de energia é o da relação entre a alma (psique) e o corpo físico. O que é importante se realçar é que Marx trabalha sua teoria dentro de um modelo complexo de RELAÇÕES de princípios entre dois níveis num mesmo eixo vertical (ontológico). Percebo que a realidade que nós criamos e a realidade que nos criou não tem muita diferença na sua estrutura. A diferença está na nossa maneira de olhá-las de um único "ponto de vista". Se acreditamos que a natureza humana é constituída de uma realidade corpórea e uma realidade anímica é muito provável que nossas observações a respeito da realidade social e circundante seja influenciada por esse modo dual de nos concebermos enquanto seres criaturais e criadores que também somos. Nesse contexto, o limite da natureza humana seria a "alma" (a psique). Se no processo de construção do conhecimento do trabalho em Marx No entanto se por hipótese considerarmos que existe um terceiro nível básico que vou chamá-lo de "ontológico" ou "espiritual" podemos então avançar mais um nível de abstração. Esse terceiro nível estaria "acima" do nível anímico ou psicológico. Dessa forma, podemos imaginar como poderíamos caracterizar uma realidade vista a partir desse terceiro nível. Podemos utilizar o mesmo caminho de construção de conhecimento que Marx empregou: a abstração do nível inferior. Nesse caso, o nível inferior mais imediato seria o nível anímico ou psicológico. E assim esse nível inferior seria, olhando do plano ontológico, uma "forma corpórea psicológica" que se diferencia da forma corpórea física pela sutileza de sua criação (da mesma maneira como é sutil a diferença entre o trabalho humano ou "forma corpórea" e o trabalho abstrato humano ou "forma não corpórea"). Utilizando o mesmo caminho de construção do conhecimento de Marx, o que sobraria dessa abstração seria o trabalho supra-abstrato humano. Em outras palavras, subiríamos mais um nível de abstração do trabalho humano abstrato (tomando o nível de abstração de Marx como referência). O caminho de construção de valor em Marx, segue o mesmo caminho de construção do trabalho. O valor no nível ontológico (supra-abstrato) é mais sutil e mais complexo do que nos níveis abstrato e forma corpórea. Marx, afirma que "as cristalizações dessa substância social comum a todas elas, são valores - valores mercantis". Nessa afirmação a idéia de substância química está presente no princípio de decantação ou cristalização dessas substâncias. Em parte Marx retira ("abstrai") magistralmente uma parte da totalidade e em seu lugar coloca um modelo preenchendo aquele vazio que ficou "evidente" na sua abstração inicial. Esse ato de construção do conhecimento devolve a ele a visão da integridade do todo que no início ele retira ("abstrai"). No todo não pode haver vazios. Se tiramos um pedaço faz-se necessário imediatamente colocar um outro pedaço no lugar. O todo ,nesse sentido, é indivisível. Ou seja, existe um ato de abstração ("retirar") e um ato de "a-abstração" ("colocar") com a finalidade de se manter a unidade do conhecimento e sua harmonia no todo da consciência. No universo não existe vazio, e muito menos no universo da consciência. 2.3 A CONSTRUÇÃO DA UNIDADE DE VALOR É importante relembrarmos a máxima de Lavoisier: "Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma". Se nesta frase substituirmos a expressão "se transforma" pela expressão "se harmoniza" poderemos iniciar dessa forma um caminho de compreensão do processo paradoxal de formação de valor em nossas psiques: "nada se cria, nada se perde, tudo se harmoniza". O caminho da harmonia é o da formação da unidade e transformação ontológica do ser. A meta é encontrar a unidade e simultaneamente a totalidade ontológica do ser. A complexidade que Marx descreve magistralmente sobre o valor está associada a esse processo de construção paradoxal da unidade e da totalidade ontológica em nosso mundo interior profundo. Buscamos sempre em todas as épocas o referencial na unidade da totalidade do ser em si mesmo: o “comum”, o “fundamental”, o “social”, o “capital”, o “principal”, o “original”, etc. Mas, como esse caminho exige um esforço de abstração paradoxal torna-se extremamente difícil o seu percurso pela maioria dos indivíduos ("O caminho é estreito e a porta pequena" ou "Muitos serão chamados e poucos serão escolhidos" - Jesus Cristo). Raros são aqueles que conseguem ver e entender esse processo extremamente sutil e dinâmico em nosso mundo interior. Pois, o que está na essência desse processo são os princípios sagrados de Deus. E são esses princípios que dão vida ou luz à nossa visão de mundo. A vida social nos ensinou a aceitar ou rejeitar os princípios naturais. E com isso o princípio da transcendência que não se baseia numa ação de aceitação ou de rejeição, ficou "esquecido". Esse esquecimento tornou-se um "vazio existencial". E nesse "vazio" a nossa natureza providenciou rapidamente um enchimento de várias representações e modelos da realidade. A essa ação de "enchimento", modernamente denominamos de "educação para o futuro". Foi aí nessa "simples" ação que a consciência humana sucumbiu buscando uma "unidade" muito longe de si mesma, quando na verdade a unidade verdadeira estava "ali" tão perto na totalidade do presente-presença ontológica (fora do tempo cronológico e do tempo histórico) do ser: a divindade. A verdade de Marx, cientificamente muito bem elaborada criou forte impacto por seu ineditismo e profundidade de abstração. Marx produziu uma reviravolta na visão de mundo durante um século. Até hoje sentimos a força do impacto de suas brilhantes argumentações. Marx influenciado pela busca científica seguiu a idéia básica da "educação futura" da era industrial-moderna: a busca de um modelo de unidade da totalidade. A busca era (e é), nesse caminho racional, a mesma de sempre: a do pedaço-parte intrínseco ao "bolo-todo". Essa idéia básica é de se descobrir "algo" que sirva de referencial ou marco ou unidade. E essa "descoberta" é realizada abstraindo ("cortando") parte da realidade complexa no intuito de se chegar a um "pedaço mais simples". Assim construindo modelos oriundos dessas abstrações, formar ou modelar uma visão complexa que venha caracterizar as relações do todo complexo do universo e da vida. Na antropologia temos a busca do elo perdido na evolução dos macacos que vão se transformando gradativamente em homens. Na Física era o átomo como um elemento indivisível e portanto que guardava as propriedades físicas do cosmo. Na Economia Política de Marx é o trabalho humano. E assim por diante. A base dessa lógica consiste sempre buscar a "miudeza" da unidade na parte menos complexa a fim de se alcançar a "grandeza" do cósmico no todo mais complexo. É o caminho que Descartes propôs e viu em si mesmo: ir do menos complexo para o mais complexo. Todavia esquecemos que a abstração tem um limite de intervenção, porque nesse processo de "abstração" sem limite podemos "cortar" o que é mais essencial de tudo: a fonte-vida ontológica do Amor. E preservar o que é menos essencial para a nossa evolução: o instinto humano. Assim sendo, envolvido pelo método abstrativo da ciência moderna, Marx faz o mesmo: identifica uma unidade na força do trabalho humano. E além disso "retalha" a grandeza TEMPO em várias "unidades" de tempo (o segundo cientificamente padronizado). Marx identifica o valor como sendo uma grandeza ("o bolo-todo") a ser "reproduzida em pedaços" (unidades) pela força do trabalho. O princípio da dualidade é realçado na divisão da grandeza "valor": "a necessidade de comer o pedaço do bolo sozinho - valor de uso" e/ou "a necessidade de reservar o pedaço do bolo para trocar com outras indivíduos - valor de troca". Nesse sentido, ou trabalhamos para "comermos o pedaço do bolo sozinho" e/ou trabalhamos para "trocarmos esse pedaço (ou uma parte dele) do bolo com outros indivíduos". No primeiro caso, a importância (valor) que se dá ao "pedaço do bolo" é proporcional à velocidade de transformação do "estômago psicológico" do ser individual. E no segundo caso, a importância (valor) que se dá ao "pedaço do bolo" é proporcional à velocidade de transformação do "estômago psicológico social" do "ser social" ("o inconsciente coletivo"). Se as velocidades de transformações de necessidades são muito rápidas, o valor diminui em ambos os casos. Dessa forma, o ser (individual e "social") fica carente exigindo "mais" energia adicional. Criando nessas condições um potencial de valor positivo, no sentido contrário ao da carência. A carência significa, portanto, um potencial de valor insatisfeito. A satisfação da necessidade é a chave da questão. Mas, como satisfazer completamente um "estômago psicológico" que se exercita sem parar? O equilíbrio entre a satisfação e a necessidade é a resposta de realização para esse dilema humano. Mas, como quase tudo nas sociedades modernas vem se transformando em modelos e unidades de modelos, a própria necessidade foi transformada numa "unidade". E assim, automaticamente a satisfação se tornou uma "grandeza". Queremos de um modo geral compreender a grandeza da satisfação através da unidade da necessidade. Nem preciso dizer que novamente seguimos o caminho de construção do conhecimento racional da ciência moderna: compreender o mais complexo caminhando pelo menos complexo. Se por hipótese decidíssemos compreender diretamente a satisfação sem utilizar a unidade-necessidade certamente que teríamos que mudar o sentido e o nível de abstração. Vejamos porque. Durante séculos colocamos a quantidade de prazer material como uma necessidade prioritária. E assim fazendo o nível superior imediato certamente ficou reservado para o que Marx chamou de "abstrato", mas que na verdade é ainda o nível psicológico utilitário dos indivíduos. Segundo a doutrina utilitarista, “o valor moral de uma ação depende exclusivamente da quantidade de prazer que ela produz. A quantidade de prazer depende da intensidade e da duração deste. Entre duas ações, uma é melhor do que a outra se produzir um prazer maior; nenhum outro argumento entra em consideração para avaliar uma ação do ponto de vista moral. O utilitarismo parece então se opor à crença muito difundida segundo a qual haveria prazeres que são, em si, mais nobres que outros independentemente da quantidade de gozo que eles provocam. A poesia e os estudos, por exemplo, constituiriam, de acordo com esta crença, prazeres “mais elevados” do que a bebida ou o videogame e isto independentemente da quantidade de prazer que ocasionam. O bem último da vida seria, caso se siga esta crença, não mais a “maior quantidade de prazer”(o que seria um objetivo pouco elevado, digno de brutos e não de seres racionais), e sim a maior quantidade de prazeres “elevados”” (VERGARA, 1995, p.29). Se por hipótese colocássemos, na prática do dia-a-dia, a necessidade como sendo a "forma psicológica abstrata", teríamos que abstrair para alcançarmos um nível superior da grandeza satisfação. Isso implica dizer que as necessidades materiais reduziriam drasticamente e conseqüentemente as satisfações psicológicas também. Mas, em contrapartida, as necessidades psicológicas (que no outro nível de relações eram satisfações psicológicas - na mudança de nível há uma transformação) aumentariam e em conseqüência as satisfações supra-abstratas (ontológicas) seguiriam o mesmo ritmo de crescimento. A mudança de nível de abstração produz um outro nível de necessidade e de satisfação. Lembremos a Bíblia: "Nem só de pão viverá o homem". Mas, por que não percebemos esse aviso profético que atravessou séculos e ainda se mantém atual? Porque todas ou quase todas as pessoas estão exercitando um nível de abstração muito próximo do INSTINTO HUMANO. E nesse nível o equilíbrio é tênue - muito frágil. "Tal como na religião, a atividade espontânea da fantasia do cérebro e do coração humanos reage independentemente como uma atividade alheia de deuses ou demônios sobre o indivíduo, assim também a atividade do trabalhador não é sua própria atividade espontânea. É atividade de outrem, é uma perda de sua própria espontaneidade. Chegamos à conclusão de que o homem (o trabalhador) só se sente livremente ativo em suas funções animais - comer, beber e procriar, ou no máximo também em sua residência e no seu próprio embelezamento - enquanto em suas funções humanas se reduz a um animal. O animal se torna humano e o homem se torna animal" (MARX, apud CLARET, 1985, pp.90-91) O instinto humano não é um simples aperfeiçoamento do instinto animal: é uma transcendência. Por isso, pouco adianta estudarmos o comportamento dos animais para entendermos o comportamento humano. Temos, isso sim que transcendê-lo numa "abstração constante". Na atual conjuntura a sociedade moderna incentiva mais o instinto humano do que o inibe (queremos paz com uma cultura violenta "martelando" valores de violência - procurem ir ao cinema nos finais de semana e verão que as filas de filmes de violência geralmente são sempre maiores do que os outros filmes de reflexão) que seria o natural e o transcendental. Queremos produzir mais e mais no intuito de resolver a carência de alimentos, mas também não abrimos mão do processo de programação das necessidades instintivas. Cada vez mais se usa o conhecimento científico da psicologia para se manipular e induzir sutilmente na população um nível maior de consumo. Como se somente através do aumento da produção e consumo de bens pudéssemos resolver todas as mazelas da sociedade. Como resolver um desequilíbrio com mais desequilíbrio? Não existe saída racional para essa ignorância tremenda do homem moderno: produzir bens econômicos sem produzir bens não-econômicos. Ou será que não é? A vida é um todo interligado. A visão fragmentada é fruto de uma abstração racional que deseja resolver o equilíbrio sem transcender o seu lado desequilibrador do instinto. Nesse contexto, vivemos uma "meia-vida" de necessidades e satisfações. Não aprendemos ainda a sermos seres completos e unos em si mesmos. Vivemos, portanto, num ritmo repetitivo de satisfazer psicologicamente uma necessidade apenas material. A vida, não é o que vemos apenas através da razão é muito mais o que não conseguimos ver pela razão. Dessa forma, o mundo moderno vem se transformando numa batalha pela vida, no trabalho de transformação de uma necessidade física em uma produção de satisfação psíquica (metafísica): para preencher um constante vazio interior. O homem se "rende" ao prazer racional-instintivo de descobrir, produzir e consumir suas próprias criações de necessidades. Essa rendição, impõe ao homem trabalhador o consumo de sua própria energia vital. E assim a energia que deveria utilizar para se completar ontologicamente, é canalizada para preencher uma necessidade psíco-física. Em conseqüência, desse trabalho incompleto, vem o crescimento do sofrimento no sacrifício de negação de sua própria felicidade. A energia que utiliza para lhe prover os meios necessários a sua felicidade, conduz paradoxalmente o homem numa direção contrária de infelicidade. 2.4 A MAIS-VALIA MATERIAL E ESPIRITUAL Entendo que por detrás de quaisquer verdades estão os verdadeiros princípios. Compreender as verdades dos fatos econômicos é ver quais foram os princípios empregados nas suas origens. E ver os princípios implica em perceber a sutil diferença entre progredir e evoluir. Essa diferença se expressa entre a força do trabalho e a natureza dessa força do trabalho. Nessa relação reside toda a compreensão da vida social, política, econômica e espiritual do homem em qualquer período histórico. Marx, identificou magistralmente a força de trabalho como o núcleo ou centro que move a vida econômica. Marx, apontou a existência de duas forças de trabalho que atuam no universo da natureza humana: a material e a espiritual. Mas, essas duas forças de trabalho não são simétricas, mas sim assimétricas. Por isso mesmo não podemos, no processo de desenvolvimento, trabalhar materialmente e espiritualmente ao "mesmo tempo". É preciso se dominar os dois modos de trabalho. E agirmos segundo nossas vontades para se estabelecer o equilíbrio entre essas duas forças de trabalho. E por força do trabalho ou capacidade de trabalho “entendemos o conjunto das faculdades físicas e espirituais que existem na corporalidade, na personalidade viva de um homem e que põe em movimento toda vez que produz valores de uso de qualquer espécie" (MARX, 1988, p.135). Nesse contexto, o paradoxo faz parte da vida. O discurso de Marx aponta para uma contradição que na verdade reflete o princípio do paradoxo aplicado na esfera do trabalho e suas duas naturezas. Vejamos como se consagra esse paradoxo no texto de Marx: "Capital não pode, portanto, originar-se da circulação e, tampouco, pode não originar-se da circulação. Deve, ao mesmo tempo, originar- se e não se originar dele" (MARX, idem, p.134). Marx, divide o espaço do valor em três esferas a saber: a mercadoria, o dinheiro e o capital. O valor se metamorfoseia na passagem e na circulação inter e entre esferas. Ao capitalista somente interessa no final do processo de circulação a última esfera: a do capital. A circulação ou passagem nas duas esferas primeiras somente interessa ao capitalista na medida que exista alguma possibilidade de metamorfose em capital. O capitalista está interessado nas leis que produzem a metamorfose do valor nessas três esferas. Toda intenção do capitalista está orientada para essa visão de realização: trabalhar para produzir e consumir para produzir novamente. Nesse ciclo completo está a história do valor econômico. Numa extremidade se encontra uma necessidade e na outra uma satisfação individual ou social. Numa ponta a compra e na outra a venda. Numa face o passado, na outra o futuro. No interior da mente o tempo histórico, e no exterior o tempo cronológico. De um lado a ciência e do outro a sociedade. E no meio a fábrica, a indústria, a empresa, os meios de produção, a razão instintiva, a força do trabalho, a contabilidade, o presente, a prisão da atenção e a automação. A vida moderna segue esse fluxo num ritmo contínuo crescente de transformação de um pólo a outro. Nessa velocidade crescente de transformação do valor se produz a "galinha de ovos de ouro": a mais-valia. O ganho do capitalista. A riqueza material. A eficiência. O progresso social. A vida orientada para um fim utilitário. E o embotamento da sensibilidade humana. Cabe aqui uma pergunta: e a força do trabalho espiritual onde se insere nesse sistema de transformação de valor? Marx, no livro O capital (vol.1), não discute essa dimensão. Marx, fica "mudo". "Nada" fala. "Nada" comenta. A referência é muito pequena. Mas, apesar de pouco falar ele se apropria de uma idéia fundamental do valor espiritual para discutir e propor com autoridade a importância do ganho na mais-valia. Vejamos o que diz Marx: “Se na circulação simples o valor das mercadorias adquire no máximo, em confronto com seu valor de uso, a forma autônoma de dinheiro, "aqui ele se apresenta subitamente como uma substância em processo e semovente, para qual mercadoria e dinheiro são meras formas. Mas ainda mais. Ao invés de representar relações mercantis, ele entra agora, por assim dizer, numa relação privada consigo mesmo. Ele se distingue como valor de si mesmo como mais- valia, assim como Deus Pai se distingue de si mesmo como Deus Filho, e ambos são mesma idade e constituem, de fato, uma só pessoa, pois só por meio da mais-valia de 10 libras esterlinas tornam-se as 100 libras esterlinas adiantadas capital, e assim que se tornam isso, assim que é gerado o filho e, por meio do filho, o pai, desaparece a sua diferença e ambos são unos, 110 libras esterlinas" (MARX, idem, p.127). Outro dia escutei um pensamento da avózinha de um amigo que dizia o seguinte: "Para um bom entendedor o pingo do "i" é uma letra". Nesse texto de Marx, está claro para mim que Marx estava consciente do ganho espiritual em sua própria natureza humana. Pois, senão fosse assim dificilmente conseguiria colocar no papel algo tão profundo e revelador. Ele pode ter até copiado de alguém, mas não creio nessa possibilidade. Nada acontece por acaso. Nem mesmo a genialidade desse grande mestre como foi Marx. Por que afirmo isso? É porque era assim que eu via também esse ganho espiritual antes mesmo de ler O Capital, em 1989. Em 1988 passei por um processo de metamorfose que me mostrou o paradoxo do ganho espiritual (o verdadeiro ganho de valor). Meu interesse em compreender a obra de Marx, foi despertado por esse texto mencionado acima que li no O Capital. Hoje, entendo as bases do O Capital fazendo analogia com esse universo transcendental que o próprio Marx, assim como Einstein e tantos outros, alcançou. Em suma, Marx vivenciou o princípio de transcendência: a vivência da evolução espiritual. O salto de valor do dinheiro para o capital é análoga ao salto do nível psicológico para o ontológico. E esse salto é na verdade uma transcendência que proporciona uma nova base de valores ontológicos/espirituais. A partir dessa visão transcendental Marx, procurou decodificar e aplicar no mundo dos valores econômicos e sociais. Podemos fazer uma analogia entre as três esferas de valor (a mercadoria, o dinheiro e o capital) com os três níveis da natureza humana (o fisiológico, o psicológico e o ontológico). A transformação de valor entre a mercadoria e o dinheiro é análoga entre o nível fisiológico e o psicológico. E a transformação de valor entre o dinheiro e o capital é análoga entre o nível psicológico e o ontológico. Todos nós consciente ou inconscientemente buscamos uma transformação entre o psicológico e o ontológico. Nesse contexto, ansiamos ser “capitalistas espirituais”. Todos desejam, no fundo de suas consciências tornarem-se ricos espiritualmente. Mas, esse caminho não é tão fácil quanto não é também no plano material. "O caminho é estreito, e a porta pequena" - Jesus Cristo. Isto porque somos facilmente atraídos ou pelos falsos trabalhos/caminhos espirituais ou pelos verdadeiros trabalhos/caminhos materiais. O ponto fraco na estrutura humana é a relação do nível psicológico com o fisiológico. E o ponto forte, por sua vez, é a relação entre o nível ontológico e o nível psicológico. O mundo das idéias se torna o ponto vulnerável que desvia o ser humano de sua conquista suprema: o valor de si e em si mesmo. E o mundo das idéias é o espaço do "jogo de xadrez" no processo de formação do poder da visão de mundo. É aí nesse espaço que ocorre a luta entre exploradores e explorados. O mundo das idéias é o mundo dos fatos. Einstein afirmou: "do mundo dos fatos não conduz nenhum caminho para o mundo dos valores". O mundo dos valores é o que reflete o ganho espiritual: a transformação ("salto") do nível psicológico em nível ontológico. E nesse "salto" o ser ganha uma visão e consciência do seu "jogo de xadrez" privado\individual. Adquire portanto a riqueza da consciência de si. Sem a consciência do valor de si, o homem deixa de ser religioso e se torna profano. Em conseqüência, se submete as leis que regulam o mundo das idéias. Se for muito hábil poderá induzir com os seus conhecimentos o meio intelectual onde estiver inserido. No entanto, se não tiver essa habilidade será um sujeito receptor de idéias, ou seja, um ser induzido. Nesse contexto, podemos caracterizar a existência de duas espécies de naturezas humanas: os indutores e os induzidos. Os indutores são os donos do "capital-idéia" e os induzidos são os trabalhadores e consumidores de produtos-idéias. Marx, percebeu muito bem essa questão e procurou relacionar o valor-dinheiro com o poder das idéias das classes dominantes (os indutores): "As idéias da classe dominante são as idéias dominantes em cada época, isto é, a classe que é o poder material dominante da sociedade, simultaneamente é seu poder espiritual dominante. A classe que tem à sua disposição os meios para a produção material, dispõe, com isso, ao mesmo tempo, dos meios de produção intelectual; assim, de um modo geral, as idéias daqueles que não dispõem de meios de produção intelectual são subordinados à classe dominante... Os indivíduos componentes da classe dominante possuem também consciência, e por isso pensam; por conseguinte, na medida em que dominam como classe e determinam toda a amplitude de uma época histórica, naturalmente o fazem em toda sua extensão, dominando também, conseqüentemente, como pensadores, como produtores de idéias, e regulando dessa forma a produção e distribuição das idéias de sua época. Eis por que suas idéias são as idéias dominantes da época" (MARX, apud CLARET, 1985, p.70) O mundo das relações humanas está totalmente imbricado pelos planos material e espiritual. Querer entender a complexidade da vida humana, individualmente ou socialmente, sem entender como se dá essas imbricações é um risco muito grande que a maioria dos analistas econômicos corre hoje em dia. Como resultado da pequena visão humana sobre o seu próprio universo, criador e criado, nasce a crise política, social, econômica e espiritual. O homem moderno se encontra diante de um dilema perante aquilo que ele vê, e aquilo que ele trabalha para ser. E nessa busca de um sentido existencial para o que vê, ele acabou perdendo a referência, ou seja, o próprio sentido de sua existência no trabalho de ser. Ainda não conseguiu separar e identificar a visão e o trabalho sobre a natureza, e a natureza do ser na visão e no trabalho em si mesmo. A visão do homem dirigida para a natureza circundante lhe proporcionou descobrir um mundo de fenômenos intrincados que nunca se ordenavam. E nessa interminável tarefa de buscar olhar o princípio da ordem e das regularidades do mundo exterior, o olhar para si mesmo foi perdendo o encanto, a força e o mistério em ser. O homem foi fisgado pelas suas próprias descobertas exteriores. E hoje, presenciamos o homem moderno nesse caminho de ver e trabalhar com os fenômenos da natureza, mas em compensação esse mesmo homem não consegue redirecionar seus sentidos para a sua própria natureza-fonte que é responsável pelo próprio fenômeno de ver e trabalhar. Assim, o homem moderno se esforça trabalhando para desvendar o mistério da natureza. Mas, a natureza encoberta de mistério e magia se esconde ao mesmo tempo que se revela em pequenas cenas. A magia e o prazer da descoberta impulsionam a imaginação humana para a busca, o encontro de algo que não tem fim, não tem rosto, não tem morte. A vida humana se desenrola em pequenos momentos, em várias cenas, em inúmeras revelações. O homem com o próprio homem. O homem e a sua visão em parte e sua visão do Todo. O homem diante da ciência de si mesmo: o mistério da ciência da consciência. Pois, o homem sente dificuldade de se analisar enquanto homem. É a mesma dificuldade refletida na ciência. A ciência não consegue se analisar enquanto ciência (o mesmo problema ocorre com a religião). Isto porque, a ciência (e o homem também) teria que se transformar numa outra ciência. E nessa transformação ela perderia seus status e sua visão também se transformaria. Ela teria que morrer para renascer novamente num grau superior. As sucessivas descobertas influenciou fortemente a todos nós: a realidade fugiu de nosso campo de visão viciada; o vírus se camuflou das diversas vacinas que inventamos; o cientista se tornou "cego" na crença de suas visões da natureza; o homem perdeu o sentido no próprio sentido que deu as suas observações das regularidades do mundo objetivo; a ordem recebeu uma nova pintura a base de caos. E nesse contexto, o homem deteriorou o que mais procurou preservar: a individualidade de sua consciência. Uma verdadeira ciência da consciência, “teria de ser uma nova espécie de ciência, que lidasse com qualidades e não com quantidades, e que se baseasse em experiências partilhadas e não em mensurações verificáveis. Os dados e informações dessa ciência seriam padrões de experiência não-quantificáveis e não-analisáveis. Por outro lado, os modelos conceituais que interligassem os dados teriam de ser logicamente consistentes, como qualquer modelo científico, e talvez pudessem incluir até mesmo elementos quantitativos. A nova ciência quantificaria suas afirmações sempre que esse método fosse apropriado, mas também seria capaz de lidar com qualidades e valores baseados na experiência.”(R. D. LAING, apud CAPRA, 1990, pp.113-114). Aonde estaria essa grande distorção da individualidade da consciência? Esta questão somente pode ser compreendida se admitirmos a hipótese de que as duas correntes (ocidental-moderno e oriental-tradicional) de visão de mundo não são aspectos excludentes entre si, mas sim complementares no trabalho de construção social da realidade. A ciência moderna tem por base o desenvolvimento do processo de descobertas. Tal processo impulsiona o homem para o progresso de sua vida material, dando-lhe os meios necessários para o suporte psíco-físico (racional-instintivo) de sua realidade humana ("física"). As ciências sagradas por sua vez tem por base o processo de desenvolvimento da evolução. Este processo impulsiona o homem para a evolução espiritual, dando-lhe os meios necessários para o equilíbrio onto-psíquico (intuitivo-racional) de sua realidade não-humana ("metafísica"). Temos, portanto, dois domínios ou dois caminhos (Jesus Cristo profetizou a existência de dois "senhores") de compreensão a respeito dessa "dupla" realidade "física-metafísica" da natureza humana. A ciência moderna, se ocupa da produção de conhecimentos provenientes da investigação objetiva das regularidades do mundo físico exterior. As ciências sagradas (a ioga, a espiritualidade, as religiões) por sua vez se ocupam da produção de conhecimentos provenientes das investigações subjetivas relacionadas à ordem subjacente do mundo metafísico do espírito. No primeiro caso, temos o caminho do conhecimento objetivo. No segundo caso, temos o caminho do autoconhecimento (subjetivo-pessoal). Entender a vida humana, é compreender o paralelismo e as suas contradições no fenômeno humano. "Orai e vigiai" disse o grande mestre Jesus Cristo. A vida humana pode ser caracterizada como incompleta ou completa. É incompleta, na medida que o ser não transcendeu e evoluiu em si mesmo. E não percebeu que a vida é um desafio pessoal (a morte é o desafio coletivo). A vida é completa, quando o ser evolui do conhecimento para o autoconhecimento. A diferença é o valor humano. Senhor, Eu sei que Tu me Sondas (música religiosa brasileira http://letras.mus.br/padre-marcelo-rossi/66350/ ). Bonita!!!!!!!!!!!!!!!!! Senhor, Eu sei que tu me sondas Sei também que me conheces Se me assento ou me levanto Conheces meus pensamentos Quer deitado ou quer andando Sabes todos os meus passos E antes que haja em mim palavras Sei que em tudo me conheces Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Deus, tu me cercaste em volta Tuas mãos em mim repousam Tal ciência, é grandiosa Não alcanço de tão alta Se eu subo até o céu Sei que ali também te encontro Se no abismo está minh'alma Sei que aí também me amas Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Senhor, eu sei que tu me amas (4 vezes) Refrão Sugiro que assistam seis vídeos na Internet: “Quem somos nós? (baseado na física quântica...ver link http://www.youtube.com/watch?v=WDXFRvbe2VY)”, “I AM” (Sobre Tom Shadyac) , “As Sete leis Espirituais do Sucesso – de Deepak Chopra”, “O Ponto de Mutação – baseado no livro de Fritjof Capra ”, “Conversando com Deus” – baseado no livro publicado por Neale Donald Walsch ... Conversando com Deus (título original em inglês: Conversations with God) é uma série de três livros publicada por Neale Donald Walsch, que afirma ter sido inspirado diretamente por Deus em seus escritos. Cada livro é escrito como um diálogo no qual Walsch faz perguntas e "Deus" as responde. Walsch afirma ainda que não se trata de canalizações, mas de inspirações divinas. Em 2006, um filme foi lançado sobre a história do autor e seus livros... Ver link http://pt.wikipedia.org/wiki/Conversando_com_Deus), “A Unidade das Religiões: O Amor Universal – no site da Organização Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Livros recomendados: “Mãos de Luz – de Barbara Ann Brennan, editora Pensamento”, “Medicina Vibracional – de Richard Gerber, editora Cultrix”, “Seu EU Sagrado – Dr. Wayne Dyer, Editora Nova Era”, “O Fluir do Amor Divino: Prema Vahini – Publicado por: Fundação Bhagavan Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Namastê! Prof. Bernardo Melgaço da Silva – pensador livre holístico-transcendental: filósofo (praticante), cientista e espiritualista – Professor Universitário Aposentado da URCA (Universidade Regional do Cariri –CE). e-mail: bernardomelgaco@gmail.com Facebook: Bernardo Melgaço da Silva/página Educação Para o Terceiro Milênio bernardomelgaco.blogspot.com Nota: Em 1992 e 1998 fiz dois trabalhos científicos: dissertação de mestrado e tese de doutorado respectivamente. E nesses dois trabalhos, que tem uma cópia de cada um na Universidade Federal do Rio de Janeiro (na biblioteca do Cento de Tecnologia –CT - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brasil), procurei mostrar (“explicar cientificamente”) o Caminho do Amor Divino que fiz em 1988. E quem desejar uma cópia dos meus trabalhos científicos envie um e-mail (eu tenho eles no formato Word) para mim, pois terei o maior prazer do mundo de compartilhar minhas pesquisas acadêmicas na UFRJ/COPPE. Namastê...obrigado!

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