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porque convergimos e integramos com AMOR, VERDADE, RETIDÃO, PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA

dedicamos este espaço a todos que estão na busca de agregar idéias sobre a condição humana no mundo contemporâneo, através de uma perspectiva holística, cujos saberes oriundos da filosofia, ciência e espiritualidade nunca são divergentes; pelo contrário exige-nos uma postura convergente àquilo que nos move ao conhecimento do homem e das coisas.
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.

"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber

PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO

O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).

"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein

sábado, 14 de setembro de 2013

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 33... CAPITULO 3

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 33... CAPITULO 3 ... A TRÍADE ÉTICA-ESTÉTICA-TÉCNICA PARTE III TESE DE DOUTORADO..obs.: Prezados leitores quem quiser continuar acompanhar a série TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS E EXTRAORDINÁRIAS (O QUE É A GRANDE FRATERNIDADE BRANCA: UMA HIERARQUIA ESPIRITUAL CRIADA POR DEUS! – PARTE 1, 2, 3, ...”n”)....por favor visite o site no link http://bernardomelgaco.blogspot.com.br/ .ou o site Educação Para o Terceiro Milênio ver link... https://www.facebook.com/EducacaoParaOTerceiroMilenio Obrigado... Namastê! “Senhor, eu sei que Tu me Sondas...” “Conhece-te a ti mesmo” – Sócrates (ver link...carta encíclica ”fé e razão” do Papa João Paulo II.. http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_15101998_fides-et-ratio_po.html) “All you need is love” (Lennon/MaCartney) "o problema humano é o mesmo do problema divino quando se consegue responder um então conseguimos responder o outro" Bernardo Melgaço da Silva “O Humano e Deus são os dois lados da mesma moeda” Bernardo Melgaço da Silva “A busca da felicidade, é a mesma busca da verdadeira identidade de quem somos nós!” Bernardo Melgaço da Silva INTRODUÇÃO “All you need is love” (Lennon/MaCartney) 3.4 A CULTURA MORAL DO “VIR A SER” DOS TEMPOS MODERNOS O homem produtivo caminha numa ilusão de que a família celular, o ensino racional moderno e o trabalho socialmente moderno vão lhe oferecer todos os benefícios de que ele precisa para atender a sua angústia de sobrevivência aqui na Terra. É nessa ilusão que os nossos pai s e nossas escolas estão educando as crianças e os jovens para uma futura doença, estresse e violência psicológica. Isto porque, a saúde, a felicidade e o próprio Amor somente alcançamos completamente quando conquistamos a oportunidade de retornar à consciência da existência do SER ORIGINAL: Deus. E para isso a verdade intuitiva sagrada revelada (não-racional) é fundamental. A verdade da inteligência sensível-intuitiva. E é exatamente dessa inteligência que o homem moderno utilitário vem se afastando. É preciso mais do que nunca se aprender a "olhar para o alto" (intuição-amor sagrado). Pois aprendemos, e esse é o nosso maior desafio, a "olhar para baixo" (razão-capital). A ideia de que o homem “é diferente dos animais, pela sua capacidade racional, de abstração e de planejamento, não significa que seu processo de transformar-se e reconhecer-se como homem esteja concluído: não há uma etapa final, ou seja, um telos, que será alcançada pela humanidade algum dia, como pensaram muitos cientistas sociais no final e começo do século XX. O processo de pôr a sensibilidade de lado e eleger a razão como a soberana das explicações e das inter-relações humanas, como argumenta a autora [a professora de pós-graduação em Filosofia da Universidade Gama Filho e da pós-graduação em Educação da Universidade Católica de Petrópolis, professora Vera Rudge Werneck,], tornou os homens e suas relações em objetos e coisas” (SIQUEIRA, 25/06/97, p.6). A verdade, nas sociedades modernas, está sendo manipulada sutilmente. O "orai e vigiai" (representado fielmente por Jesus) está sendo substituído pelo "raciocinai e negociai" (representado fielmente por “Judas” no contexto social). A "subida ao monte" está sendo substituída pela "subida ao poder especulativo financeiro". A visão de Deus está sendo substituída pela visão lógica da razão científica ou religiosa. Nesse sentido, a luta pessoal e, portanto, solitária contra o diabo está sendo substituída pela luta social tecnológica ou teológica contra outros grupos ou povos. A cruz de madeira está sendo substituída pelo sacrifício de subir um degrau no mercado de emprego (trabalho). A vida sagrada está sendo substituída e transformada em profana. Os verdadeiros valores sagrados estão sendo substituídos e "socialmente adaptados para uma nova realidade". E nesse "novo" modo de ser (ou uma nova modernidade de ser) vamos seguindo um caminho distante da verdadeira transformação. Falamos muito mas praticamos muito pouco a transformação ontológico do ser. Ou praticamos psicologicamente muito mas vemos ontologicamente pouco as reais e profundas necessidades humanas. A questão é que os princípios sagrados são genuinamente sagrados e nunca foram de "cunhos morais sociais". Eles não podem ser raciocinados e negociados para os "novos tempos". Eles são eternos, perenes em suas origens e criações. Não podem ser modificados nenhum "milímetro" sequer. São o que são: princípios sagrados. Vivemos uma era produtiva. Tudo está sendo feito em nome da produção. O "slogan" é sempre o mesmo: produzir para consumir. Todos os indivíduos modernos ou quase todos carregam essa ideia e compromisso de liberdade-salvação. Pode-se fabricar, produzir e distribuir (propagar) qualquer produto desde que seja em nome da produtividade e de criação de novos empregos. As leis sociais são produzidas para apenas penalizarem os casos gritantes de "má fé" e desvio. Enquanto os casos mais sutis, de "menos má fé", passam ser desapercebidos e na maioria das vezes são suas produções incentivadas. Mata-se muito mais psicologicamente do que fisicamente. Uma civilização inteira está a beira de uma grave doença psicológica e as leis humanas são incapazes de intervirem no destino trágico dessa humanidade. Fala-se muito no exemplo do mestre Jesus Cristo. Mas, a prática individual social (exemplo recíproco) é sempre a mesma: "raciocinai e negociai". Negociamos as amizades. Negociamos os cargos políticos. Negociamos o prazer do sexo. Negociamos o saber. Negociamos a vida. Negociamos a morte. Negociamos a saúde. Negociamos a caridade. Negociamos tudo que não deveria ser negociado. Negociamos porque raciocinamos excessivamente. E somente negociamos porque raciocinamos excessivamente. Isto porque a negociação é produto do raciocínio sem limites. Não podemos praticar os princípios sagrados através do raciocínio ilimitado. São momentos existenciais incompatíveis: o princípio sagrado e o raciocínio sem pausa. Se raciocinamos continuamente, fatalmente negociamos. Se praticamos os princípios éticos genuinamente sagrados se torna impossível negociar e portanto raciocinar. Por isso negociamos os valores de heroísmos nos filmes. E por ser um ato de negociação são sempre valores falsos. O mestre indiano Krisnamurti afirmou que “a propaganda é uma inverdade”. Oswald de Andrade afirmou com muita propriedade e sabedoria: "o negócio é a negação do ócio". Podemos imaginar Jesus Cristo "orando e vigiando" numa atividade de produção de dinheiro? Ou de produção da sua "mãe-filha" (a mercadoria)? O ócio é o espaço que se abre para uma prática espiritual: "orai e vigiai". Sem o ócio não sobra espaço nenhum para uma verdadeira e genuína prática espiritual ("orai e vigiai"). Alguém pode "assobiar e comer cana ao mesmo tempo"? Não, não pode de maneira nenhuma. É preciso se optar e decidir. Se queremos paz e fraternidade entre todos então o caminho é (sem dúvida): "orai e vigiai". Se queremos dinheiro e guerra então o caminho é (sem dúvida): "raciocinai e negociai". Não existe caminho intermediário de compatibilização entre o sagrado e o profano, ou seja, não existe negociação. O que pode existir é um ato de integração ou união. Em outras palavras, não podemos querer negociar com Deus. Deus é inegociável. Com Deus tudo que é feito e deve ser feito de Graça (e com sabedoria!). O homem moderno contemporâneo vive submerso num oceano de valores morais econômicos. Ele vive dentro de um processo psicológico de construção de visão de mundo. Ele respira e produz valores econômicos. Em síntese, a sua visão tem uma base de sensibilidade econômica. Tudo em volta desse homem é de natureza econômica. O seu ar é uma brisa econômica assoprada pela natureza tecnicista de seus inventos. Ele é econômico no pensar, no sentir, no agir e no criar. Os seus sentimentos são impulsos econômicos. As suas ações são decisões econômicas. E a sua criação é economicamente planejada. Nesse sentido, a sua relação com o meio ambiente é uma relação de exploração econômica. O mineral, o vegetal o animal e o seu próprio semelhante se tornam fatores no processo de produção econômica. A ciência que faz é econômica. A religião que faz é econômica. A filosofia que faz é econômica. A busca de respostas da sua origem e do seu destino tem uma base econômica. E por conseguinte a sua realização é econômica. Esse homem planta economia no seu chão psicológico e colhe frutos econômicos. De forma que os resultados são sempre avaliados economicamente. Tudo que ele produz tem um fim econômico. A economia se tornou um culto e uma cultura: o passado e o futuro de bens econômicos. Nesse sentido, o Deus desse homem é o poder econômico que tudo pode transformar, criar e restaurar. O homo economicus quando fala em Deus, fala da sua ideia de Deus. Pois, sendo a consciência-de-Deus a natureza dos princípios que somente podem ser vivenciados, ELE nunca é reconhecido de fato por esse homem. O homo economicus, se contenta com a ideia de Deus porque na prática ele serve a outro deus virtual: a economia. Para entendermos “os hippies temos de entender a sociedade que eles rejeitaram e contra a qual seu protesto é dirigido. Para a maioria dos norte-americanos, o chamado American way of life é sua verdadeira religião. Seu deus é o dinheiro, sua liturgia, a maximização dos lucros. A bandeira americana tornou-se o símbolo desse estilo de vida e é adorada com fervor religioso...” (CAPRA, 1990, p.169). A profissão que realiza esse homem é um esforço direcionado para um bem econômico: o salário. Enquanto “pro-fissão”, essa atividade - como o próprio nome já diz! - é um esforço em prol da divisão de interesses. Ganha mais aquele que “pro-fissiona” melhor. Essa base “pro-fissional” conduz cada vez mais a divisão do trabalho e dos valores econômicos. O indivíduo moderno pretende através da “pro-fissão” uma real divisão e distribuição social (igualitária) do trabalho e dos valores econômicos, mas isso é uma grande utopia. Nunca se alcança a perfeita divisão e distribuição igualitária para todos. Formam-se dessa maneira várias classes econômicas e conseqüentemente vários poderes com níveis de representações diferentes e, portanto, desiguais. O que se pode constatar, sem a fantasia dos discursos intelectuais, é que as forças que regem o mundo econômico atuam sempre na divisão de interesses e nunca na integração deles. Quando ocorre uma integração não é proveniente do mundo econômico, mas sim do mundo humano - verdadeiro e genuinamente humano! - no interior de cada pessoa. Por isso, muitos defendem as vantagens do mundo econômico porque atribuem ao poder econômico os resultados positivos e nobres das relações sociais. Esses confundem o “joio” com o “trigo”. E por não verem o mundo humano, identificam a origem dos valores como sendo econômica. Quando na verdade ela não é. O homem é escravo de seu próprio espelho lógico consciencial e, portanto, é também escravo de sua própria confusão gerada pela falta de sensibilidade de si mesmo. Esse é o drama humano: não saber discernir em si mesmo o veneno, a cobra e a cura. O ser humano usa os seus poderes contra si mesmo. E raramente a seu favor. Por isso, vive um caminho de dor e muita escuridão. O homo economicus não percebe a perigosa mistura. Nesse contexto, a liberdade perpassa por um processo de transformação da base racional humana. E não é apenas um acordo lógico estratégico político-econômico. Fala-se atualmente em liberdade econômica, como sendo o princípio da vida social dos países capitalistas. É muita racionalização! Pensa-se apenas na liberdade do capitalista, mas esquece-se da liberdade per se, ou seja, a essência da liberdade - a liberdade primeira. Não se corrige um caminho produzindo mais erros, enganos e desvios. Embora “nós geralmente pensemos em liberdade num sentido muito positivo, a palavra moksa é definida num sentido negativo. Se há algo limitando você, do qual você quer tornar-se livre, esta liberdade é chamada moksa. Se eu estou sempre procurando segurança e prazer, quando é que eu serei capaz de dizer “Eu consegui”? Somente quando me vejo como uma pessoa segura e satisfeita. Quando eu não mais sinto a necessidade de procurar prazer e segurança, então eu posso dizer que sou livre...Quando nós analisamos nossas várias buscas - segurança, prazer e até mesmo dharma- nós descobrimos que não buscamos realmente nenhuma delas. Por fim, todos estão buscando apenas moksa, porque liberação de qualquer tipo de sentimento de falta é o que procuramos em nossas buscas” (DAYANANDA SARASTI, Dez.1996, pp.1-2). Resumindo: o significado do valor “liberdade” não pode ser expressado em termos racionais ou através de modelos ideológicos. Ele é parte de uma unidade existencial e fundamental inerente à vivência ética da pessoa em sua busca de compreensão dos princípios que regem o seu universo ontológico. A ideia moral de liberdade é a sua forma exterior que “traduz” a maneira do indivíduo perceber o mundo e as conseqüências dos princípios éticos na sua relação com a pessoa em si mesma. Pois, “são várias as conclusões que se pode tirar das páginas precedentes. A primeira é que, quando se fala em liberalismo, é preciso ter em mente que existem muitas doutrinas que têm este nome ou nomes parecidos. Assim, neste livro [do próprio VERGARA], distinguimos pelo menos quatro dessas doutrinas: o liberalismo utilitarista de Adam Smith, o liberalismo de Direito natural de Turgot, o ultraliberalismo de Bastiat, que propõe um Direito natural reduzindo ao mínimo de deveres do Estado. Pode-se até chamar de “liberal” o pensamento de Keynes, dada sua aceitação global das liberdades civis e (com algumas restrições) da liberdade econômica. Tampouco é absurdo chamar de liberais a maioria dos economistas neoclássicos contemporâneos (Paul Samuelson, James Tobin, etc.); apesar das muitas tarefas que eles reconhecem como sendo do Estado, aceitam a liberdade econômica (o mercado) como base da sociedade. Deste modo, toda vez que o leitor deparar com uma corrente de pensamento chamada de “liberal”, deve se perguntar de qual liberalismo se trata, de qual corpo de doutrinas está se falando. E freqüentemente, tanto nos escritos dos jornalistas quanto nos dos acadêmicos, o leitor não estará diante de uma das doutrinas coerentes que expusemos e sim de uma mistura eclética de várias doutrinas. Uma segunda conclusão é que não se pode considerar o liberalismo clássico como a forma definitiva de organização da sociedade humana. A razão é que este tipo de organização já foi superado e não existe mais em nenhum país do mundo, nem nas cidades e países mais “livres” como Hong-Kong ou a Suíça. O liberalismo clássico como forma de organização da sociedade humana foi apenas um momento na história do mundo ocidental, um momento precedido pelo dirigismo de tipo mercantilista ou despótico e seguido por uma forma de organização em que o Estado intervém bem mais que o previsto pelos clássicos. É praticamente impossível que os Estados modernos andem para trás para voltar ao ideal do liberalismo clássico. Mesmo no Reino Unido, onde o thatcherismo durou dez anos, o movimento de volta ao passado foi, neste período, bastante limitado. Quanto ao ultraliberalismo como forma de organização da sociedade humana, não se pode dizer que tenha sido um momento na história da humanidade; o ideal que propõe, o de um Estado mínimo, nunca chegou a existir, nem no Reino Unido por volta de 1860. Ao contrário do liberalismo clássico, o ultraliberalismo é pura utopia. Uma terceira conclusão é que, se quisermos reformular nossas leis e instituições, se quisermos adotar as melhores leis possíveis, somos obrigados a recorrer a um critério ético único, sem o qual estaremos no meio de um conjunto heterogêneo e incoerente de instituições. Mas qual critério ético devemos usar? O princípio da utilidade? O Direito natural? Um outro critério? A lógica filosófica ensina-nos que devemos usar um só critério ético, mas cada um dos grandes critérios parece ter simultaneamente vantagens e desvantagens. Estaríamos então aqui diante de uma contradição própria da natureza humana que não poderia, pela sua própria essência, ser perfeitamente coerente em termos de ética? Estaríamos condenados a um ecletismo ético que, como sabemos, não pode ser ideal?” (VERGARA, 1995, pp.131-132). A vida moderna tende a piorar cada vez mais no aumento da desgraça, da pobreza, da riqueza material, do crime, do tráfico de drogas, da corrupção, da lavagem de dinheiro, da agiotagem “legal”, do abuso sexual de menores, da sensualidade, das revistas pornográficas, da angústia, da neurose, do desemprego, da informação técnica, da falta de Amor Matriz e da ignorância espiritual. A maior exclusão do nosso século é o saber ético espiritual crístico. O sistema industrial moderno não produz apenas visando o patamar da utilidade e da necessidade dos incluídos e dos excluídos do mundo do consumo. Esse sistema procura ir “além” (do tipo “compre dois e leve três” ou “compre isso e leve no sorteio aquilo também” ou “compre isso e seja mais ainda reconhecido”) direcionando esteticamente e tecnicamente as mercadorias (e consequentemente, também, vendedores-mercadores) em correspondência aos desejos estéticos e técnicos dos consumidores em potencial. Em outras palavras, o consumidor moderno de renda (boa ou razoável) não procura apenas atender as exigências daquilo que lhe é necessário e útil. Esse consumidor está sendo educado (ou “adestrado” ou induzido) a consumir o mais recente, o último bem produzido, ou seja, aquilo que é mais do que útil. Ele quer e deseja consumir o que é estético e técnico (e o seu subproduto: a retórica da informação do valor adquirido). Esse indivíduo não busca, por exemplo, a casa útil e necessária, mas busca a casa bela e tecnicamente “boa”. Ele não procura apenas o conhecimento bom, mas aquele que seja tecnicamente “bom”, ou seja, que dê um retorno seguro e rápido. A lógica que impera é a econômica-capitalista-concentradora. A meta de eliminação da pobreza é uma lógica-apologia utilizada nos discursos políticos das campanhas eleitoreiras. Nessa lógica econômica, os atributos estéticos e técnicos estão sendo incorporados sutil e propositadamente no desejo do consumidor-eleitor. O produto deixou há muito tempo de ser apenas objetos físicos, hoje ele se confunde com o próprio consumidor: no gosto e nas fantasias de “poder se avançar tecnicamente em direção ao futuro melhor, seguro e que dê o status melhor e maior”. E pode-se observar visivelmente na tecnologia do computador. O melhor, não é mais o computador útil e necessário, mas aquele computador que detém em sua tecnologia os aspectos inerentes à beleza estética e às inovações técnicas (cada vez mais avançadas): o “turbo”, o “plus”, etc. Segundo FRIAS (JORNAL DO BRASIL, 16/02/97): “Para Muniz Sodré, as ideias que os pensadores vinham desenvolvendo sobre a cultura contemporânea, tanto a cultura de massa quanto a indústria cultural foram abafadas por um fato grandioso e arrasador, que obriga a uma releitura funcional do mundo: o advento do espaço cibernético ou virtual, o primado da máquina informática que, ultrapassando o sentido puramente utilitário de ferramenta, estabeleceu pontes no imaginário do homem moderno. A máquina investiu-se como objeto de desejo, mistério erótico, diante da qual se sofre e se goza. Inclusive no sentido literal do sexo virtual” (p.4). E segundo SODRÉ (apud FRIAS, JB, 16/02/97): “Esse momento que eu chamo de tecnocultural abrange desde as redes cibernéticas interativas à parafernália de imagens emocionantes, que constituem uma espécie de cultura tecnológica das aparências. Estamos vivendo um outro momento do Ocidente, caracterizado por uma estetização ou uma culturalização da realidade social. Estetizar significa transformar tudo em espetáculo e aparência. A estetização corresponde ao império do agradável, a partir de uma vulgarização de pílulas da cultura clássica...Os produtos que se disseminam são aqueles que bajulam e adulam a consciência do consumidor e facilitam a emoção, embora não estimulem a reflexão” (p.4). A cultura tecnológica das aparências está relacionada - ainda segundo SODRÉ (idem) - “a um estilo de vida e a uma autoconsciência epidérmica, vestida pelas máquinas de comunicar e pode até mesmo ser a roupagem pública da ideologia neoliberal..Metaforicamente, estamos vivendo a hora do diabo” (p.4). Esse aspecto de “mutação identitária” (”uma espécie de choque sobre a identidade pessoal sob o impacto da teletecnocultura, “que põe em crise as noções tradicionais de identidade pessoal”. Por exemplo, os drag queens casados e com filhos são “mutações identitárias. São maridos - lésbicos - transexuados”), apontado por Muniz Sodré, muda drasticamente as análises sobre a formação cultural no espaço psicológico das sociedades capitalistas. Faz-se necessário investigar as implicações dessas novas identidades orientadas pela liberdade de realização “transcendental da felicidade” do mundo utilitário. A palavra ““felicidade” pode ser definida de várias maneiras; os autores que afirmam que a felicidade é o bem supremo não entendem necessariamente o mesmo através desta afirmação. Spinoza, por exemplo, teria provavelmente concordado que o bem e a felicidade são uma mesma coisa; mas ele teria precisado que a verdadeira felicidade consiste na união completa do homem com Deus. De acordo com outras doutrinas, a felicidade é um estado que o homem alcança quando, através de rígidos exercícios espirituais, se liberta de qualquer desejo. Os autores da tradição utilitarista simpatizam mais com uma concepção da felicidade bem mais “materialista” que a de Spinoza ou a dos ascetas, que pregam a renúncia do desejo. Assim, Adam Smith escreve: “A felicidade consiste em estar em paz e usufruir.” Obviamente, é para os autores que utilizam a palavra “felicidade” neste sentido que se deve reservar a denominação de utilitaristas. Muitas vezes os utilitaristas empregaram a palavra “prazer” no lugar da palavra “felicidade” para designar seu bem supremo. Assim, Locke (que provavelmente não é um utilitarista consequente, mas que influenciou muito esta escola) escreve: “O bem e o mal não são nada além do prazer e da dor.” Se a palavra “prazer” é utilizada, é no sentido de enfatizar o fato de que a felicidade que eles propõem como bem supremo não é a dos ascetas (felicidade alcançada renunciando-se ao prazer), mas antes aquela, muito mais rasteira, da filosofia grega clássica. Assim, a felicidade dos utilitaristas não depende unicamente (como em Spinoza) da relação com Deus, nem principalmente (como para os ascetas) de um estado espiritual atingido através de exercícios penosos; depende fundamentalmente das condições materiais que cercam o ser consciente. O liberalismo utilitarista vai por isso fornecer uma definição da felicidade que atribui uma grande importância ao fato de se desfrutar uma saúde física satisfatória e - o que nos interessa particularmente em economia - de se dispor de um mínimo de prosperidade material” (VERGARA, 1995, p.28). Assim como acontece com a ideia de liberdade, a ideia de felicidade não tem “pátria” ideológica e nem pode ser enquadrada em contextos racionais. O valor da felicidade também faz parte da formação da unidade ética na pessoa. A ideia moral de felicidade determina um comportamento segundo uma cultura específica e um modo particular de viver de um indivíduo ou sociedade de indivíduos. O que se pode perceber é uma constante “transcendentalização” de estetização cultural (que transforma tudo em espetáculo e aparência) complementada por uma tecnização cultural (que transforma tudo em progresso material e conveniência). É evidente que uma grande parcela da população carente não consegue se perceber identificada e envolvida por esses dois processos utilitários “transcendentais”, e além disso não consegue alcançar nem mesmo o patamar de consumo do “útil e do necessário” de modo a se tornar “feliz”. Mas, esse fato é “atenuado” pela ideia, e propaganda intensiva, de um futuro ideológico promissor, ou seja, de um mercado em crescimento globalizante que possibilitará finalmente uma produção estética e técnica de grande valor comercial acessível a todos os consumidores, independente do grau de assimilação e poder de aquisição de cada um: “o mercado vai felizmente beneficiar a todos!”- dizem os apóstolos da nova doutrina do mercado. A medicina moderna é um exemplo bem concreto dessa utopia tecnicista e esteticista (uma minoria está sempre projetando “viagens e mais viagens a vários planetas”, enquanto uma grande maioria vive em condições de somente poder “visitar e viver dentro de uma caverna ou barraco”). Qual é o preço da saúde? Quanto cada um seria capaz de pagar para viver mais e melhor? “Saúde pode não ter preço. Mas tem custos. E eles são cada vez mais altos. No Brasil - e em todo o mundo - nunca se pagou tanto a médicos e a hospitais. “Saúde vale ouro” é, hoje, muito mais que um lugar-comum. A conta de uma operação de ponte de safena feita nos melhores centros médicos brasileiros pode chegar perto de 60 000 reais. Um transplante de fígado, em muitos casos, custa mais do que um apartamento de alto padrão em bairros nobres de São Paulo ou do Rio de Janeiro. Estamos falando em algo como 300 000 reais. A despeito da maré baixa da inflação, os custos e preços da saúde continuam a subir no Brasil - e no mundo. Segundo dados da Fipe, a inflação do setor, de março de 1996 a fevereiro de 1977, chegou a 19,3%. No mesmo período, a inflação do país ficou em 8,9%. Coisas do Brasil? Hummmm. No ano passado, a inflação americana foi de 2,5%. E os custos médicos subiram 3,5%. Em 1996, os Estados Unidos investiram 14% de seu PIB (cerca de 1 trilhão de dólares) em saúde. É percentualmente o dobro do que o país gastou em 1970” (REVISTA EXAME, ed.635, 1997, pp.84-86). A produção estética e técnica dirigida apenas e somente para o consumo utilitário imediato produz graves distorções sociais principalmente no terreno da educação. É de assustar “o percentual de livros didáticos rejeitados pelo Ministério da Educação. Da soma dos não recomendados (44,91%) e dos excluídos (16,63%) resultam quase dois terços de livros que se oferecem aos professores como didáticos. São, na verdade, iniciação ao não-saber. Se o livro apresenta insuficiências consideráveis - caso dos não recomendados - o aprendizado será inevitavelmente insuficiente, tão poucos são os professores em condição de repará-las. Pior ainda se o livro contém erros, ou a eles induz. É a situação dos excluídos: na melhor hipótese, usá-los fará da educação posterior um difícil trabalho de reeducação” (JORNAL O GLOBO, 16/05/97, p.9). Senhor, Eu sei que Tu me Sondas (música religiosa brasileira http://letras.mus.br/padre-marcelo-rossi/66350/ ). Bonita!!!!!!!!!!!!!!!!! Senhor, Eu sei que tu me sondas Sei também que me conheces Se me assento ou me levanto Conheces meus pensamentos Quer deitado ou quer andando Sabes todos os meus passos E antes que haja em mim palavras Sei que em tudo me conheces Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Deus, tu me cercaste em volta Tuas mãos em mim repousam Tal ciência, é grandiosa Não alcanço de tão alta Se eu subo até o céu Sei que ali também te encontro Se no abismo está minh'alma Sei que aí também me amas Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Senhor, eu sei que tu me amas (4 vezes) Refrão Sugiro que assistam seis vídeos na Internet: “Quem somos nós? (baseado na física quântica...ver link http://www.youtube.com/watch?v=WDXFRvbe2VY)”, “I AM” (Sobre Tom Shadyac) , “As Sete leis Espirituais do Sucesso – de Deepak Chopra”, “O Ponto de Mutação – baseado no livro de Fritjof Capra ”, “Conversando com Deus” – baseado no livro publicado por Neale Donald Walsch ... Conversando com Deus (título original em inglês: Conversations with God) é uma série de três livros publicada por Neale Donald Walsch, que afirma ter sido inspirado diretamente por Deus em seus escritos. Cada livro é escrito como um diálogo no qual Walsch faz perguntas e "Deus" as responde. Walsch afirma ainda que não se trata de canalizações, mas de inspirações divinas. Em 2006, um filme foi lançado sobre a história do autor e seus livros... Ver link http://pt.wikipedia.org/wiki/Conversando_com_Deus), “A Unidade das Religiões: O Amor Universal – no site da Organização Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Livros recomendados: “Mãos de Luz – de Barbara Ann Brennan, editora Pensamento”, “Medicina Vibracional – de Richard Gerber, editora Cultrix”, “Seu EU Sagrado – Dr. Wayne Dyer, Editora Nova Era”, “O Fluir do Amor Divino: Prema Vahini – Publicado por: Fundação Bhagavan Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Namastê! Prof. Bernardo Melgaço da Silva – pensador livre holístico-transcendental: filósofo (praticante), cientista e espiritualista – Professor Universitário Aposentado da URCA (Universidade Regional do Cariri –CE). e-mail: bernardomelgaco@gmail.com Facebook: Bernardo Melgaço da Silva/página Educação Para o Terceiro Milênio bernardomelgaco.blogspot.com Nota: Em 1992 e 1998 fiz dois trabalhos científicos: dissertação de mestrado e tese de doutorado respectivamente. E nesses dois trabalhos, que tem uma cópia de cada um na Universidade Federal do Rio de Janeiro (na biblioteca do Cento de Tecnologia –CT - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brasil), procurei mostrar (“explicar cientificamente”) o Caminho do Amor Divino que fiz em 1988. E quem desejar uma cópia dos meus trabalhos científicos envie um e-mail (eu tenho eles no formato Word) para mim, pois terei o maior prazer do mundo de compartilhar minhas pesquisas acadêmicas na UFRJ/COPPE. Namastê...obrigado!

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