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porque convergimos e integramos com AMOR, VERDADE, RETIDÃO, PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA

dedicamos este espaço a todos que estão na busca de agregar idéias sobre a condição humana no mundo contemporâneo, através de uma perspectiva holística, cujos saberes oriundos da filosofia, ciência e espiritualidade nunca são divergentes; pelo contrário exige-nos uma postura convergente àquilo que nos move ao conhecimento do homem e das coisas.
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.

"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber

PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO

O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).

"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 35... CAPITULO 3

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 35... CAPITULO 3 ... A TRÍADE ÉTICA-ESTÉTICA-TÉCNICA PARTE V TESE DE DOUTORADO..obs.: Prezados leitores quem quiser continuar acompanhar a série TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS E EXTRAORDINÁRIAS (O QUE É A GRANDE FRATERNIDADE BRANCA: UMA HIERARQUIA ESPIRITUAL CRIADA POR DEUS! – PARTE 1, 2, 3, ...”n”)....por favor visite o site no link http://bernardomelgaco.blogspot.com.br/ .ou o site Educação Para o Terceiro Milênio ver link... https://www.facebook.com/EducacaoParaOTerceiroMilenio Obrigado... Namastê! “Senhor, eu sei que Tu me Sondas...” “Conhece-te a ti mesmo” – Sócrates (ver link...carta encíclica ”fé e razão” do Papa João Paulo II.. http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_15101998_fides-et-ratio_po.html) “All you need is love” (Lennon/MaCartney) "o problema humano é o mesmo do problema divino quando se consegue responder um então conseguimos responder o outro" Bernardo Melgaço da Silva “O Humano e Deus são os dois lados da mesma moeda” Bernardo Melgaço da Silva “A busca da felicidade, é a mesma busca da verdadeira identidade de quem somos nós!” Bernardo Melgaço da Silva “O medo humano é decorrente da falta de fé em Deus. Assim, quando adquirimos a fé em Deus de forma inabalável junto com a fé vem também a coragem, a prudência e a humildade. Por isso, o problema humano se torna um problema divino: a fé pura incondicional de Deus.” Bernardo Melgaço da Silva INTRODUÇÃO “All you need is love” (Lennon/MaCartney) 3.5 O ETERNO CONFLITO ENTRE O PROCEDIMENTO MORAL HUMANO E O MANDAMENTO ÉTICO DIVINO Nem tudo o que é moral é ético. E nem tudo o que é ético é moral. A referência da vivência ontológica transcendente é imprescindível e é, portanto, a questão principal da crise ética-moral do homem em todo o seu percurso histórico de vida, de trabalho e de transformação humana. A diferença entre o indivíduo e a pessoa é a questão chave dessa crise: a velocidade e o ritmo divergentes do indivíduo e a velocidade e o ritmo convergentes da pessoa. A diferença entre o indivíduo e a pessoa cria portanto uma tensão existencial. As forças antagônicas criadas pela tensão existencial conduz o ser a perda de sentido de evolução da vida, isto porque a energia do ser se dissipa na luta ontológica para uma estabilidade e harmonização no espaço inter-subjetivo do próprio ser. Mas, quando a tensão é eliminada por um árduo processo educacional (Mestre-Discípulo) de conscientização-iniciação o ser experimenta a unidade das forças antagônicas através de uma complementariedade-casamento. E assim o processo evolutivo encontra o seu eixo na espiral evolutiva. A vida moderna ocidental sofre porque é hereditária de uma cultura grega que deu “mais-valia” à relação corpo-mente (“biológica-moral: o pão e o circo do instinto”) em detrimento da valorização da relação mente-Espírito (“moral-ética: a liberdade e a felicidade do Amor Matriz”). A cultura transformadora “corpo são, mente sã” impregnou a razão do homem moderno. A outra parte, ou seja, a cultura transformadora “Espírito são, mente sã” foi abandonada ou substituída por uma racionalização científica e religiosa, desvirtuando a verdade original produzida pelos grandes mestres espirituais como Jesus, Buda, Krshna, Bahá’u’lláh, Gandhi, etc. A relação energia e consciência estão presentes em todo momento na vida humana. Podemos dizer que a vida é um resultado da evolução do binômio energia-consciência. Na dimensão humana destaco três níveis de transformações existenciais básicas: energia-consciência fisiológica (o plano do instinto da vida biológica), energia-consciência psicológica (o plano do desejo da vida moral) e, energia-consciência ontológica (o plano da vontade da vida ética). Jesus Cristo, Nosso Senhor, afirmou “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Ele poderia ter dito também: “Eu sou a energia, a consciência e a vida (no amor)”. O Amor na dimensão crística é a própria Vida Criadora, ou falando de outra forma, a vida é o Amor Criador na dimensão crística. O gráfico que se segue mostra essas relações. A consciência ética é a resposta a um exercício voluntarioso da consciência intuitiva, que por sua vez é sustentado pela prática da vontade sobre a sensibilidade sutil. A diferença entre a consciência intuitiva e a consciência instintiva é mostrada graficamente na figura abaixo. A consciência instintiva conforme mostra a figura, é composta pela relação entre o intelecto e o desejo emocional. Os sinais colocados na figura fornecem a hierarquia num processo de evolução ideal. A ignorância do indivíduo a respeito de sua posição nessa relação hierárquica é que inviabilizou um caminho de paz e harmonia social. E por isso o desafio continua na conquista da fé e na descoberta-revelação da sabedoria sensível em si mesmo: a ciência do ser oculto (a consciência intuitiva). E a fé é o fundamento daquilo que não se vê com os olhos objetivo e subjetivo. A sabedoria intuitiva espiritual para ser “incorporada” não basta apenas que se leia livros ou procedimentos. Faz-se necessário praticá-la intensivamente, ou seja, praticá-la arduamente, em si mesmo, a cada segundo diariamente. Todo ser humano tem um potencial de evolução metamorfósica espiritual. A evolução depende do esforço disciplinado que cada um emprega com ordem em si mesmo. A vida material nos mostra isso. Não é mesmo? Um esforço disciplinado, portanto, se faz necessário para um estudante de medicina se tornar médico. O mesmo acontece com um estudante de matemática para se tornar matemático. E da mesma forma um estudante de música se tornar músico. E por fim um aprendiz de espiritualidade se tornar um mestre espiritualista de verdade. Nada acontece por acaso ou porque alguém foi “privilegiado”. Tudo é fruto ou conseqüência das ações que direcionamos através dos nossos pensamentos, sentimentos e vontades. Todo ser humano para evoluir espiritualmente precisa educar a sua própria inteligência e sensibilidade através do binômio fé-força de vontade. Sem esses aspectos desenvolvidos o caminho espiritual se torna extremamente difícil e penoso. Urge que os indivíduos tomem consciência disso. Nesse contexto, não basta apenas ler para conhecer, faz-se necessário praticar para assimilar. E além disso, faz-se necessário sentir para discernir ou distinguir de modo a separar o que é falso do que é verdadeiro, primeiro, em si mesmo. A metodologia espiritual que realizei para produzir a pesquisa em mim mesmo é “mostrada” conforme gráfico abaixo: A ciência já vem finalmente confirmando o poder da fé no processo de cura. Pesquisas científicas nos EUA indicam que a oração e a meditação ajudam o sistema sensível imunológico. Pesquisadores americanos “se perguntam se a crença em Deus pode ser benéfica para a saúde. O assunto foi debatido no seminário Espiritualidade e Cura na Medicina, que aconteceu semana passada em Houston (EUA). Entre os trabalhos apresentados estava o de Harold Koening, da Duke University, que comparou taxas de sobrevivência a cirurgias entre pessoas com e sem crenças religiosas. Pelas pesquisas, o índice de mortes entre os religiosos era 30% menor que entre os ateus. Outra pesquisa, também coordenada por Koening, acompanhou 1.700 pacientes de diversas doenças e conclui que “ao que parece, pessoas que frequentam algum tipo de culto podem ter um sistema imunológico mais forte”. Paralelamente, a companhia americana HIP Health Plans of New York, que atua nos moldes dos planos de saúde, anuncia que vai oferecer assistência espiritual a seus clientes na expectativa de facilitar a recuperação e, por tabela, reduzir custos” (JORNAL DO BRASIL, 5/04/1998, p.5). A educação deve, portanto, levar a pessoa atuar na realidade porque é dela e nela que ela pode cooperar com o indivíduo inconsciente. Assim, a educação não pode deixar de cuidar da formação do homem ético. A falta de preocupação com a formação ética tem sido, a meu ver, a falha maior da educação, para ceder passo a um liberalismo suicida e irresponsável. O homem ético é aquele que avalia as consequências de seus atos em sentido profundo de respeito pelo seu semelhante e pela natureza. É preciso reafirmar que nada terá sentido se não se formar o homem ético, que cultiva profundo sentido de carinho e respeito pela vida em geral. “O homem que não depreda, mas reflete, admira e constrói. Homem que não atira pedras, mas que as retira por onde se deva passar; que não agride, mas coopera, que não ridiculariza, mas reconhece e estimula; que, no dizer de Emerson, não só deixar, como ajudar a viver... Enfim, homem que não destrói, mas que, de uma forma ou de outra, constrói” (ANÔNIMO, Caderno de Estudos JM, p.5). O atual ciclo econômico construtivo-destrutivo acelerado tem um limite natural no esgotamento dos recursos naturais da Terra: “A respeito desse tempo que inevitavelmente chegará, para estabilizar a população mundial em torno de uns poucos, possivelmente da ordem de 5 bilhões, desisti de fazer um panorama detalhado do apocalipse. Trata-se de indicar que 10 bilhões de pessoas terão de desaparecer do cenário humano. Se isto ocorrerá rápido ou lentamente, calculado em décadas ou séculos, ninguém poderá dizer. Sobra apenas o horror da situação, já que em definitivo não existem meios de se mobilizar nem mesmo a mais nobre dieta calorífica que se possa imaginar para as grandes massas humanas, que aqui se encaminham em direção à morte na mais absoluta míngua alimentar, sob o signo do desespero” (EHRENSVÄRD, 1977, pp.113-114). E o mercado negro está devastando florestas na Amazônia. Um exército “de 300 mil pessoas, formado por sem-terra, ex-garimpeiros, grileiros e índios, está sendo usado pelas serrarias para abastecer o mercado negro da madeira na Amazônia. Sem outro meio de sobrevivência, esses excluídos já fornecem, clandestinamente, 80% da madeira vendida às 4.500 serrarias da região. A extração predatória, que inaugurou um novo ciclo econômico baseado na devastação das florestas, contribui para fazer do Brasil o terceiro maior exportador de madeiras tropicais do mundo. Atualmente, segundo o Ibama, é retirado ilegalmente da floresta 1,2 milhão de carretas carregadas de toras. O órgão reconhece ser impossível deter essa ação dispersa e marginal, não detectável por satélites” (JORNAL O GLOBO, 8/03/1998, p.1). Nesse sentido, o saber ético deverá ser o único caminho de evolução para todos de modo que a ciência do ser venha ser uma praxes, uma disciplina que se apoiará numa hipótese científica da existência de um estado de consciência superior ao atual estado racional de percepção da realidade. E essa hipótese para adquirir o status de teoria precisará passar por uma prova disciplinar, ou seja, por uma experiência de forma a validar o fenômeno descoberto ou proposto por um sujeito investigador da realidade. Considerando o saber ético do mundo espiritual como passível de investigação, posso afirmar que o caminho de investigação espiritual seguirá a mesma linha: hipótese-experiência-formulação da teoria ou lei. A prova no mundo espiritual acontece e acontecerá mais intensamente na experiência do dia-a-dia da vida individual e social. E essas provas serão aceleradas devido ao estado de hipnose e automatismo do homem moderno. Quantas provas tem sido colocadas a nossa frente? São problemas financeiros, doenças de familiares, mortes de parentes, tragédias, acidentes, desabamentos, enchentes, etc. Por que tudo isso acontece? Para que tanta prova? A resposta que encontrei, para mim, é para que revelemos as leis sagradas contidas na fé, no perdão, no desprendimento material, na amizade, na tolerância, na paz, na fraternidade, no equilíbrio, etc. Enquanto esses princípios éticos não forem revelados por cada um, as provas continuarão até que todos possam confirmar a existência dessas leis sagradas superiores. Ninguém estará “livre” dessas provas. Todos passarão um a um por provas espirituais para que um dia possam confirmar, em si mesmo, o caminho de evolução metamorfósica espiritual. A fé é um desses princípios sagrados e portanto deverá ser testado em cada um. A fé é um princípio poderoso. Mas, como testar nossa fé num ambiente sem provas? Num ambiente de riquezas e facilidades materiais? São nos momentos mais difíceis de nossas vidas que podemos testar nossa fé. Quando o mar está revoltado ameaçando derrubar o barco e matar a todos é que realmente saberemos se desenvolvemos ou não a fé em nosso interior da alma. Ou quando uma doença grave ameaça derrubar um irmão próximo de nós, é que saberemos o quanto de fé possuímos para acreditarmos numa solução divina. São naqueles momentos em que todo mundo está contra nós ameaçando-nos jogar numa cruz ou as feras, então nesses momentos surge a grande oportunidade de mostrarmos, para nós mesmos, a fé que temos no Criador da Paz e da Vida Eterna. Existe uma relação entre a lógica e a fé. A lógica está “contida” no contexto do mandamento da fé (crer ou não crer). E a fé está “contida” no contexto do procedimento lógico (fé verdadeira ou fé falsa). A mistura entre a fé e a lógica é uma das principais responsáveis pelas deturpações de caráter do homem moderno. Nesse sentido, um crente pode ser mais cético do que um ateu fervoroso, isto porque o crente está usando o procedimento lógico e não o mandamento da fé verdadeira (p.ex.: “amarás a teu Deus acima de todas as coisas”). E o ateu ao contrário, pode estar deixando de usar o seu procedimento lógico para se apoiar num mandamento de fé genuína (Buda por exemplo não acreditava em nenhuma entidade divina, mas não deixava de acreditar em si mesmo). Então como distinguir a prática de uma e de outra? Não se pode perceber a lógica através da própria lógica, mas por algo superior a lógica. E esse “algo” é a sensibilidade desenvolvida. Por exemplo, a lógica do computador se apoia na sua unidade de processamento que é o “bit” (“zero” e/ou “um”). Mas não é a lógica que percebe a diferença entre o “zero” e o “um”, mas a sensibilidade dos circuitos semicondutores no próprio computador. A partir dessa “visão” é que nasce a lógica digital. E a partir da lógica digital nasce a inteligência artificial do computador. O mesmo acontece no “computador humano”. O que está fora está dentro e o que está em cima está embaixo. A sensibilidade quando empregada junto com a fé permite ao homem ir além das suas crenças lógicas racionais. O exercício da fé sensível conduz o homem ao caminho da verdade revelada que culmina, por sua vez, na intensidade do Amor Matriz. A fé não pode ser ensinada, mas a sensibilidade pode ser orientada (“educada”) através de técnicas específicas. O mandamento da fé religiosa nos diz que precisamos amar a Deus acima de qualquer coisa. Essa afirmação diz respeito à transcendência humana em direção ao Amor Matriz. Esse Amor - anunciado por Jesus Cristo - é o sentido, marco, meta e significado de autotranscendência e evolução ontológica. Nesse contexto, ele é o valor e o bem que em todas as eras o homem sempre buscou compreender. A existência humana é produto desse Amor maior. A vida humana se origina DELE e a ELE terá que retornar. A lógica existencial, que está no início do caminho do Amor Matriz, sempre esteve presente na vida humana. Mas, paradoxalmente, a sua prática sempre ou quase sempre esteve ausente na vida moderna. Muitas das vezes essa lógica foi rotulada com diversos nomes dentre eles um dos mais conhecidos é a “dialética”. Jesus Cristo apontou para a existência da lógica existencial quando afirmou: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo e tome a sua cruz diariamente e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida irá perdê-la; e quem perder a sua vida por mim irá salvá-la”(apud DUNCAN, 1986, p.83). A analogia que se pode fazer para entender a lógica existencial, é a lógica da fatoração muito utilizada nos cálculos de matemática. Nessa lógica matemática, quando multiplicamos o potencial negativo por um outro negativo temos como resultado o potencial positivo. Isso traduzido para a lógica existencial significa que quando o ser reconhece em si mesmo o seu potencial negativo a transformação para o valor positivo ocorrerá quando o ser “desvalorizar” o impulso negativo associado ao potencial em questão, ou seja, o indivíduo transcende para a dimensão superior da pessoa quando não der mais vazão, ou quando disciplinadamente diminuir gradativamente o seu potencial ontológico racional-instintivo. Pois, a lógica linear da razão fixa o homem num nível existencial-intelectual de experiência de mundo, arrebatando dele a oportunidade de expandir a consciência onde certamente solucionaria a sua própria questão existencial: no Amor Matriz de Deus-Pai. E é exatamente nesse nível de experiência que o homem se sentirá totalmente livre para viver feliz independente das circunstâncias do mundo em que habitar ou que quiser construir. A lógica existencial geralmente produz uma crise, e esta por sua vez realimenta a vontade de realização e superação que está na raiz do significado do trabalho. E a vontade fortalecida produz uma transformação e aperfeiçoamento da sensibilidade. E a sensibilidade diversifica e expande o domínio da realização humana através da compreensão do impacto destrutivo da lógica racional. E além disso potencializa a capacidade de discernimento da inteligência dotando-a de uma visão holística. A ética sagrada é a capacidade do pessoa em compreender a sua dimensão existencial-transcendental. É o esforço de aperfeiçoamento intuitivo e sensível para se poder vivenciar princípios sagrados, compreendendo o impacto da dimensão espiritual em si mesmo. E não tem nada a ver com dinheiro. Os problemas morais financeiros (p.ex.: a corrupção) apenas acusam uma falta ou distorção de trabalho (essencial) ético-sagrado que o ser deixou de realizar em si mesmo. Assim, a vida moderna sempre terá uma relação verdadeiramente injusta até quando a sociedade se apoiar numa falsa cultura ética. Na ausência da verdadeira base cultural ética, a própria lei se transformará numa mercadoria de valor vendável: a justiça se tornará cega de fato e na visão de direito. Sem ética não existe lei justa. O resto é falação retórica racional. Não sou advogado, mas tenho plena consciência do que seja “valor humano”. As leis humanas carecem da vivência dos princípios cósmicos-sagrados éticos. 3.6 O RISCO DE UM MUNDO SEM ÉTICA O mundo moderno está sustentado por um eixo cuja matéria-prima é o valor econômico. Os representantes desse valor são os papéis financeiros, como por exemplo o cheque. A informatização está conduzindo os sistemas de comunicação a criarem imensos bancos de dados para oferecer rapidez e eficiência na consulta e rastreamento da informação. Essa conquista tecnológica facilitou a busca de informação e além disso permitiu a combinação das informações para se criar uma sinergia no processo de comunicação. São inegáveis essas conquistas. Mas, como toda moeda tem seus dois lados essa mesma conquista trouxe a reboque uma outra problemática: o uso da informação contra a própria sociedade informatizada. Os sistemas controladores do fluxo de valor econômico vem criando seus próprios bancos de dados, mas cabe aqui uma pergunta: em que mãos esses bancos de dados estão caindo? Em grandes centros comerciais de grande fluxo econômico esse poder-de-saber vem sendo utilizado por indivíduos que sem um mínimo senso ético sagrado cobram extorquindo dos indivíduos inadimplentes intimidando-os impiedosamente. Alguns indivíduos chegam a ousadia de montar empresas conhecidas como “RECUPERADORAS DE BENS”. Esses indivíduos agem comprando cheques não compensados (principalmente sustados). E a partir daí se inicia uma perseguição implacável ao dono do cheque. E essa perseguição, em grande parte, não coloca nenhum limite ético. O indivíduo que tem um cheque na mão desses indivíduos “recuperadores de bens” se vê num inferno e acuado sem poder reagir. Uma vez que muitos desses “empresários” são indivíduos ligados tanto ao poder jurídico quanto ao poder policial. Eles se dizem ser ex-policiais e ex-advogados. O “vírus anti-ético” somente se combate com a conscientização. A participação consciente de cada um pode ajudar um irmão espiritual que desgraçadamente caiu nas “redes” desses indivíduos inescrupulosos. A excessiva valorização da consciência utilitária da vida, vem produzindo efeitos danosos à consciência amorosa da ética sagrada. Nesse sentido, a ética da ética passa ser um consenso entre aquilo que mais se acredita como verdadeiro e necessário para a comunidade ou o grupo. O aspecto transcendental é reduzido a parâmetros de qualidades dos acordos “legais” técnicos e estéticos das atividades e das mercadorias oriundas dessas atividades. Tudo ou quase tudo é feito no sentido de buscar um equilíbrio de interesses utilitários que se insira dentro de uma “ética” de acordos e consensos. A vida transcendental, realizada na experiência mística do si-transcendental perde a sua essência de ser e existir num mundo que é movido por interesses, gostos, desejos, necessidades e destinos puramente fisiológicos-psicológicos. Na confusão e corrupção estabelecida devido a ausência de uma ética sagrada, os valores nobres, que fundamentam a ética sagrada, passam a ser acordos de idéias morais de valores. Nesse sentido, formam-se em decorrência das diversas idéias, várias “éticas” (econômicas, políticas, comerciais, profissionais, “religiosas”, ecológicas, etc.) que tanto podem se aproximar quanto se rejeitar mutuamente em função dos interesses, preferências, urgências, planos, objetivos e percepções em jogo. Em suma, o valor da ética deixa de ser fonte ou princípio universal de uma relação sagrada e passa a ser apenas um objetivo ou ganho de uma relação profana utilitária (que Martin BUBBER (s.d.) chama de EU-ISSO, no seu livro EU-TU). E como profana ela não tem vínculo com o que é sagrado. Nesse aspecto, tudo vale quando nada se tem de relação sagrada. Tudo é permitido quando nada é limitado por uma relação verdadeiramente existencial. Os limites são estabelecidos dentro do domínio do profano, ou seja, esses limites são na verdade subdivisões psicológicas do mundo utilitário. Em outras palavras, os significados de limite e hierarquia são reduzidos as ideias morais de valores que subdividem horizontalmente a concepção da visão de mundo e verticalmente o poder de controle sobre esse mundo. Uma vez aceita a “ética subdividida profana”, através de muita batalha política-consensual, o passo seguinte é a operacionalização através de regras e diretrizes: as leis morais sociais. E como essa “prática ética” é limitada em seu poder, ela pouco consegue transformar o ser humano naquilo que ele inconscientemente mais busca: ser pessoa consciente de si-transcendental. As mudanças psicológicas, portanto, não operam uma conversão de si-transcendental. A não-conversão das inúmeras falsas mudanças é na verdade uma verdadeira pseudo-transformação que produz uma artificialidade de ganho e conquista utilitária na relação de si e com o mundo-natureza. A “ética”, nesse contexto, se torna, portanto, um jogo de poder de visão de mundo. Ela vale o quanto vale o poder de visão hegemônica de mundo, ou seja, quem manda mais é quem dita mais, na prática, o sentido do “valor ético” da vida. Forma-se portanto uma elite da “ética”, da verdade e dos interesses coletivos. Os esforços intelectuais pouco contribuem para modificar a hierarquia de uma prática coletiva de “éticas” subordinadas, ou seja, o que vale mesmo é a emergência de “cada um por si (não-transcendental) e o capital por todos” - “a lei de Murici” - da vida prática imediatista de um modo de viver utilitário. Nesse sentido, podemos destacar a existência de dois pólos. O primeiro pólo dos intelectuais ou pensadores, em pequeno número, principalmente filósofos (não apenas acadêmicos) e o segundo pólo um imenso coletivo de praticantes de uma “ética racional consensual”. Mas, essa “ética consensual” não é majoritária, ou seja, ela é numericamente grande mas é também hierarquicamente super-subdividida (a “ética da elite” subjuga as outras “éticas inferiores” subordinadas). Ela é consensual por grupos distintos e não-consensual no seu todo visando uma unidade de pensamento e ações de um si-transcendental. A ética sagrada ao contrário da “ética profana”, não é alcançada pelo consenso de um procedimento mas pelo respeito e obediência praticada segundo a orientação dos mandamentos de uma (cons)ciência sagrada de um mestre espiritual de verdade. A distinção entre o verdadeiro mestre e o falso mestre espiritual somente ocorre no desenvolvimento da sensibilidade humana em seus níveis mais sutis, começando pela intuição e passando obrigatoriamente pelo Amor Matriz (sagrado). Nesse contexto, é redundante dizer que o instinto é animal; que o racional é humano e; que a intuição é divina, ou seja, a intuição é a porta para se chegar ao Amor Matriz/Sagrado. E para alcançar essa meta transcendental do Amor Matriz/Sagrado, a ética sagrada, sem dúvida, é o caminho, a verdade e a vida. E a única opção sábia. O grande risco do homem moderno é ele se tornar cada vez mais infeliz, e por isso mesmo mais instintivo e anti-ético. O que vai fazer aumentar a violência, a crise existencial e as desigualdades sociais - com certeza! Senhor, Eu sei que Tu me Sondas (música religiosa brasileira http://letras.mus.br/padre-marcelo-rossi/66350/ ). Bonita!!!!!!!!!!!!!!!!! Senhor, Eu sei que tu me sondas Sei também que me conheces Se me assento ou me levanto Conheces meus pensamentos Quer deitado ou quer andando Sabes todos os meus passos E antes que haja em mim palavras Sei que em tudo me conheces Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Deus, tu me cercaste em volta Tuas mãos em mim repousam Tal ciência, é grandiosa Não alcanço de tão alta Se eu subo até o céu Sei que ali também te encontro Se no abismo está minh'alma Sei que aí também me amas Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Senhor, eu sei que tu me amas (4 vezes) Refrão Sugiro que assistam seis vídeos na Internet: “Quem somos nós? (baseado na física quântica...ver link http://www.youtube.com/watch?v=WDXFRvbe2VY)”, “I AM” (Sobre Tom Shadyac) , “As Sete leis Espirituais do Sucesso – de Deepak Chopra”, “O Ponto de Mutação – baseado no livro de Fritjof Capra ”, “Conversando com Deus” – baseado no livro publicado por Neale Donald Walsch ... Conversando com Deus (título original em inglês: Conversations with God) é uma série de três livros publicada por Neale Donald Walsch, que afirma ter sido inspirado diretamente por Deus em seus escritos. Cada livro é escrito como um diálogo no qual Walsch faz perguntas e "Deus" as responde. Walsch afirma ainda que não se trata de canalizações, mas de inspirações divinas. Em 2006, um filme foi lançado sobre a história do autor e seus livros... Ver link http://pt.wikipedia.org/wiki/Conversando_com_Deus), “A Unidade das Religiões: O Amor Universal – no site da Organização Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Livros recomendados: “Mãos de Luz – de Barbara Ann Brennan, editora Pensamento”, “Medicina Vibracional – de Richard Gerber, editora Cultrix”, “Seu EU Sagrado – Dr. Wayne Dyer, Editora Nova Era”, “O Fluir do Amor Divino: Prema Vahini – Publicado por: Fundação Bhagavan Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Namastê! Prof. Bernardo Melgaço da Silva – pensador livre holístico-transcendental: filósofo (praticante), cientista e espiritualista – Professor Universitário Aposentado da URCA (Universidade Regional do Cariri –CE). e-mail: bernardomelgaco@gmail.com Facebook: Bernardo Melgaço da Silva/página Educação Para o Terceiro Milênio bernardomelgaco.blogspot.com Nota: Em 1992 e 1998 fiz dois trabalhos científicos: dissertação de mestrado e tese de doutorado respectivamente. E nesses dois trabalhos, que tem uma cópia de cada um na Universidade Federal do Rio de Janeiro (na biblioteca do Cento de Tecnologia –CT - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brasil), procurei mostrar (“explicar cientificamente”) o Caminho do Amor Divino que fiz em 1988. E quem desejar uma cópia dos meus trabalhos científicos envie um e-mail (eu tenho eles no formato Word) para mim, pois terei o maior prazer do mundo de compartilhar minhas pesquisas acadêmicas na UFRJ/COPPE. Namastê...obrigado!

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