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porque convergimos e integramos com AMOR, VERDADE, RETIDÃO, PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA

dedicamos este espaço a todos que estão na busca de agregar idéias sobre a condição humana no mundo contemporâneo, através de uma perspectiva holística, cujos saberes oriundos da filosofia, ciência e espiritualidade nunca são divergentes; pelo contrário exige-nos uma postura convergente àquilo que nos move ao conhecimento do homem e das coisas.
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.

"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber

PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO

O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).

"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein

domingo, 15 de setembro de 2013

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 34... CAPITULO 3

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 34... CAPITULO 3 ... A TRÍADE ÉTICA-ESTÉTICA-TÉCNICA PARTE IV TESE DE DOUTORADO..obs.: Prezados leitores quem quiser continuar acompanhar a série TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS E EXTRAORDINÁRIAS (O QUE É A GRANDE FRATERNIDADE BRANCA: UMA HIERARQUIA ESPIRITUAL CRIADA POR DEUS! – PARTE 1, 2, 3, ...”n”)....por favor visite o site no link http://bernardomelgaco.blogspot.com.br/ .ou o site Educação Para o Terceiro Milênio ver link... https://www.facebook.com/EducacaoParaOTerceiroMilenio Obrigado... Namastê! “Senhor, eu sei que Tu me Sondas...” “Conhece-te a ti mesmo” – Sócrates (ver link...carta encíclica ”fé e razão” do Papa João Paulo II.. http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_15101998_fides-et-ratio_po.html) “All you need is love” (Lennon/MaCartney) "o problema humano é o mesmo do problema divino quando se consegue responder um então conseguimos responder o outro" Bernardo Melgaço da Silva “O Humano e Deus são os dois lados da mesma moeda” Bernardo Melgaço da Silva “A busca da felicidade, é a mesma busca da verdadeira identidade de quem somos nós!” Bernardo Melgaço da Silva “O medo humano é decorrente da falta de fé em Deus. Assim, quando adquirimos a fé em Deus de forma inabalável junto com a fé vem também a coragem, a prudência e a humildade. Por isso, o problema humano se torna um problema divino: a fé pura incondicional de Deus.” Bernardo Melgaço da Silva INTRODUÇÃO “All you need is love” (Lennon/MaCartney) 3.5 O ETERNO CONFLITO ENTRE O PROCEDIMENTO MORAL HUMANO E O MANDAMENTO ÉTICO DIVINO Diz a famosa frase que “o homem foi feito a semelhança de Deus”. E disse Jesus Cristo: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”. ELE disse que deveríamos perdoar. Ajudar o próximo e curar as suas feridas. Deveríamos dar tanto quanto recebemos. Mas, parece que o homem não entendeu muito bem, ou seja, em verdade ele se perdeu! Esse homem moderno parece ser dessemelhante de Deus. Pois, ao invés de Amar o outro ele consegue ser indiferente ao outro. Ao invés de perdoar, ele em muitas situações prefere torturar (física ou psicologicamente) o outro. Ao invés de ajudar ele quer retirar do outro. Ao invés de querer curar a ferida ele sente prazer em apertar a ferida do outro. Ao invés de dar ele quer é receber muito mais ainda. Se a esse estado de coisas chamamos de leis democráticas, que me perdoem os intelectuais mas acho que nos desviamos pois o que vejo é o DEMO a frente dessa ideologia (DEMOcrática). Não existe lei eticamente correta que coloque a vida do outro como suporte do ganho financeiro. Isso não é lei, mas apenas uma regra que o homem social moderno (indivíduo) segue cegamente a risca. A única lei que merece ser cumprida é a lei da empatia ao outro. E essa grande lei nossos empresários e administradores, com raras exceções, estão longe de cumprirem. A vida comercial tem as suas leis próprias que muitas das vezes não contém no seu conteúdo um dado importante: a dor do outro. O administrador, com rara exceção, é guiado por regras bastantes rígidas. Ainda mais se o administrador for um sujeito subordinado dentro de uma hierarquia da burocracia racional. Ele só faz aquilo que as regras permitem. Ele é eficiente nas regras. Ele não se desvia nem por um instante sequer. O caso citado a seguir mostra um pouco o verdadeiro comportamento “cristalizado-programado” dos “clones robôcráticus”: “Durante quatro anos, a doméstica Analete de Azevedo Moreira, 24 anos, pagou em dia o plano de assistência médica ASSIM para a mãe diabética e hipertensa. No mês passado, ela atrasou em 19 dias a mensalidade. Motivo suficiente para que sua mãe não conseguisse na Casa de Saúde Nossa Senhora do Carmo, em Campo Grande (Zona Oeste), a única internação de que precisou em todo esse período. A dona de casa Zenaide de Azevedo Moreira, 57 anos, morreu à 1h 30 de domingo, depois que o convênio negou o pedido do hospital para a internação no CTI. Revoltada, Analete quebrou a porta de vidro na entrada do hospital e derrubou no chão o computador da recepção. “Não me arrependo de nada do que fiz. Pra que serve o nome da minha mãe no computador, se na hora em que mais precisou ninguém fez nada por ela?”, protestava, depois de ter sido levada por policiais para a 35a DP (Campo Grande), de onde foi logo liberada” (JORNAL DO BRASIL, 16/06/97, p.16). O crescimento vertiginoso da violência e da neurose urbana não é obra do acaso, mas é obra de uma natureza humana que não consegue se libertar da burocracia das regras rígidas para olhar o outro não como um “cliente” mas como um ser humano que sofre. Mas, o “homo robôcráticus” (conceito que criei e que significa a “fusão” da ação padronizada de um hipotético homem burocrático com ação mecanizada do robô) não foi criado para ser verdadeiramente humano. Ele foi criado para ser um servidor das leis técnicas-estéticas capitalistas. E para servir dessa forma é preciso que ele perca ou camufle a sua sensibilidade verdadeiramente humana. Infelizmente é esse o mundo que estamos criando com essas regras de concentração do lucro e da expansão econômica sem limites. O humano pobre e carente não tem vez nesse mundo veloz e competitivo da eficiência turbocapitalista. É a mais recente e espetacular invenção da ciência econômica e social. A ciência econômica há muito tempo vem criando vários clones dessas espécies “robôcrática” e “turborobôcrática”. E poucos foram aqueles que viram porque não se deixaram manipular e se transformar também em clones dessa espécie. Evoluímos em tecnologia, mas não evoluímos nas leis compreensíveis e sensíveis do Amor (não-humano). Rezo para que ainda dê tempo de mudar essa balança ontológica desequilibrada. Pois, se não mudarmos rapidamente muita coisa de ruim vai acontecer com toda essa tecnologia super-avançada. E não estou falando como um teórico social, mas como alguém que já viu a Luz de Deus. Ou o homem melhora a sua qualidade de percepção ou então ele sucumbe na dor e na guerra projetada pela falta de sensibilidade de seu próprio valor humano. Urge que cada um aja com o Espírito verdadeiro e mostre a faceta humana que todos nós gostamos de ver nos belos filmes de Charles Chaplin (ou de Gandhi ou mesmo de Jesus Cristo). É hora de sairmos da virtualidade dos filmes e caminharmos pelas virtuosidades da vida social. “Não sois máquinas. Sois homens Filhos de Deus” (Ó homem não morra sem produzir um caminho digno de exemplo! Não desperdice essa oportunidade!) A vida é maravilhosa porque podemos mostrar a beleza do nosso Criador (do Criador de homens e não apenas de máquinas). Sinceramente, mais vale uma morte digna de exemplo do que uma “grandeza de vida” indigna no exemplo. Precisamos de “clones” de homens dignos e livres de qualquer rigidez insensível “robôcratizada”. De que vale a vida se não for por uma morte existencial? Sinceramente, não vale quase nada. Meu corpo vale em função do que vale o meu Espírito. E não o contrário, ou seja, o meu Espírito valer em função do valor do meu corpo. Hoje, sinto muita dor e compaixão pela miséria do “homo robôcráticus”. É um homem sem Espírito próprio. O “Espírito” que esse homem tem é emprestado pelas regras e convenções sociais. E isso coloca o ser humano “robôtizado” como o mais inferior dos seres pertencente a esse cosmo. Por isso, creio ser muito interessante estudar também com muita simpatia o universo dos extraterrestres. Pois, quem sabe se esses seres do espaço nos acrescentem algo mais que essa “humanidade robôcratizada” nada pode nos oferecer de relação com calor humano e alimento espiritual. A vida merece ser vivida com fé e sabedoria. Se não for dessa forma creio que não deva ser vivida teleguiadamente. Pois, se não for assim servirei para nada. Serei um instrumento de uma máquina lógica de “peças tecnicamente intercambiáveis” (através de simples trocas de transplantes) e não verdadeiramente um HOMEM, ou seja, uma pessoa consciente de si-transcendental e do Todo-transcendental. A sociedade brasileira discutiu recentemente a legalização do transplante automático de órgãos, ou seja, transferir para o Estado e a Ciência moderna o poder de decisão sobre os destinos dos órgãos dos indivíduos recém-falecidos. É preciso antes de mais nada analisar com calma e profundidade o contexto em que se vai formando esse poder. O que está por detrás de tudo isso? O problema é somente a escassez de órgãos? Será que é só isso mesmo que se precisa para se restaurar o equilíbrio entre a oferta e a procura de saúde humana? Creio, e não tenho dúvidas, que o problema é profundo. E sua raiz tem um caráter ético/existencial/espiritual. Antes de analisar qualquer decisão favorável ou contra devemos refletir sobre o contexto em que essa necessidade está nascendo. Acreditar que uma lei vai resolver um acúmulo de séculos de deficiências culturais, morais e principalmente éticas é para mim algo imaturo, inconsciente e insensível. A questão principal não está na lógica de se aumentar a oferta de órgãos doadores. Esse procedimento é o efeito ou fruto, mas não é a causa ou raiz do problema de manutenção da saúde. A questão mesma está oculta pelas nossas crenças; pelas nossas deficiências; pelas nossas expectativas de vida; pelas nossas confianças num paradigma técnico-científico cartesiano-newtoniano, etc. Cabe aqui uma pergunta: será que não existe um outro caminho a seguir? Temos mesmo que trocar os órgãos defeituosos? Esse é o meio mais eficaz? Com todo o respeito ao progresso da medicina cartesiana-newtoniana, sinceramente é preciso que se diga que a vida transcende o corpo físico. É hora de se olhar a realidade humana a partir de uma ótica einsteiniana na relação entre energia-consciência-vida. É preciso sair dessa visão cartesiana-newtoniana limitada de que a vida humana está contida num bloco composto de mente-corpo, onde a mente é o cérebro físico. E que o corpo sofre o impacto da lei de gravidade, por isso vive preso à Terra. A questão mesma está entre dois caminhos de ciência. Um caminho científico apoiado nas técnicas e nos paradigmas cartesianos-newtonianos, ainda atuantes, da ciência moderna. E um outro caminho científico apoiado nas técnicas e nos paradigmas da ciência espiritual. A restauração da saúde humana não está apenas contida na idéia de trocar uma “peça defeituosa” por outra de boa qualidade. Essa visão é oriunda das nossas práticas sócio-técnicas cartesianas-newtonianas-tayloristas no mundo do trabalho técnico industrial. O mundo do trabalho técnico industrial ainda é regulado pelos paradigmas, da ciência clássica cartesiana-newtoniana-taylorista, que percebem o trabalho e o produto do trabalho como blocos que podem ser divididos (cortados) em pedaços, a partir dos quais se processa organizadamente todo um conjunto de atividades em cascata objetivando num sentido a decomposição e no outro a integração do projeto para um novo ciclo de criação e produção da saúde empresarial. A pergunta básica que deve ser feita é: por que a natureza está se deteriorando tão facilmente? A resposta vai exigir de qualquer indivíduo um aprofundamento de uma série de questões humanas, ambientais, existenciais, éticas, religiosas, culturais e tecnológicas. A visão dos paradigmas da ciência clássica é demasiadamente simplista para abarcar o mundo complexo e multidimensional formado pelo entrelaçamento homem-natureza-divindade. Faz-se necessário se apoiar na relatividade da visão einsteiniana para assim olharmos o ser humano não apenas como uma massa composta de carne, ossos, sangue, pêlos, órgãos, racionalidade, instintividade e emocionalidade, mas como um sistema holístico integrado, com funções complexas que vão além das funções socialmente conhecidas. É preciso mais do que nunca que a Ciência e o Estado abram em conjunto espaços de investigação que incorporem também outros saberes de ciências não-racionais. E isso vai exigir uma certa humildade e sabedoria em mais ouvir do que querer falar a verdade a respeito do mundo humano. O mundo humano é muito mais sutil do que a nossa vã filosofia e ciência material possam sequer imaginar. Assim sendo, aceitar a solução do problema de restauração da saúde física como sendo principalmente de trocas de “peças tecnicamente-defeituosas” é a meu ver demasiadamente simplista para a dimensão desse problema. Se fosse só isso. Tudo bem! Mas não é. E nunca será. Sinceramente não acredito que apenas trocando as “peças defeituosas” vamos melhorar a expectativa de vida do “carro-humano” desgovernado. É preciso se ir na raiz do problema. E a raiz do problema é, sem nenhuma sombra de dúvida, de caráter existencial/ético/espiritual. O que vai acontecer com as trocas de “peças defeituosas” é prolongar um pouco mais a ignorância humana a respeito de si mesma, e além disso aliviar a dor e o sofrimento físico e psicológico de um irmão(a) sofredor(a). Mas, a cura completa e portanto real vai depender do indivíduo compreender quem ele é integralmente e não apenas conhecer racionalmente as funções técnicas de algumas partes. A natureza humana não é simplesmente uma peça de uma engrenagem social. Essa visão de base cartesiana-newtoniana-taylorista é insensível e incompleta. O futuro exigirá de cada indivíduo o aperfeiçoamento da sensibilidade e da inteligência em direção ao holograma humano em si mesmo. Cada ser humano é pedaço de um holograma formado pela relação energia-consciência-vida. E como pedaço de holograma ele guarda em si as características do holograma inteiro. Esse é o nosso desafio! Ou seja, ver a natureza humana como um todo numa unidade indivisível interdependente. Cada pedaço do holograma é o holograma inteiro! Assim, o entendimento do indivíduo humano perpassa pela capacidade de perceber a dimensão cósmica humana a partir de si mesmo. É um imenso desafio que poucos estão aptos a alcançarem. Por isso, faz-se necessário se abrir para outros métodos de investigação afim de se superar as barreiras racionais que impedem a visão humana saltar um nível ontológico de sensibilidade. O centro da questão está no processo de produção de valores no interior de cada holograma de energia-consciência-vida. É aí a questão chave e fundamental que estamos sempre evitando enfrentar enquanto coletividade. No interior desse holograma humano existem fluxos energéticos extremamente sutis imperceptíveis pelos nossos melhores e mais sensíveis instrumentos científicos. Os desequilíbrios produzidos nesses níveis sutis acarretam reflexos cumulativos na parte externa da mente-corpo. Nesse contexto, o cérebro é ainda parte do corpo e não parte da entidade “mente”. A mente transcende o corpo físico. Assim sendo, quando há um desequilíbrio no sistema energético sutil o impacto na parte externa (mente-corpo) é proporcional ao “erro” que o próprio indivíduo, insensível a si mesmo, provocou no seu próprio sistema energético. A sociedade pode induzir o indivíduo a errar, mas a responsabilidade do impacto acaba sendo de cada indivíduo. Nesse sentido, o sofrimento ou a felicidade é sempre de natureza individual-pessoal. Creio que o momento é propício para todos nós discutirmos o caminho-paradigma que estamos seguindo. É um bom momento de reflexão e não apenas de decisão apoiado em qualquer paradigma racional ultrapassado. A vida transcende o corpo físico. A essência da vida é a consciência do Amor Matriz/Puro (não-sexual e não-sensual). Por isso, o Amor Matriz/ Puro é a morada da vida. Ignorar isso, é cair na ilusão e no imediatismo racional de querer resolver um problema tão complexo, sem antes discutir e analisar a verdadeira origem do problema. Eu ficaria imensamente feliz em doar meus órgãos após a minha morte física, não porque acredito nesse paradigma científico cartesiano-newtoniano-taylorista, mas porque acredito no poder da Consciência Divina no interior da minha própria consciência pessoal, ou seja, faria uma doação por uma questão ética/sagrada, mas não porque existe escassez de órgãos. Seria uma atitude de fé em Deus Criador do Céu e da Terra. E porque acredito NELE, confio NELE e pratico os SEUS Valores, então como um Filho e Boa Ovelha deixaria depenar o meu corpo inerte. Assim fazendo, estaria demonstrando para mim mesmo que finalmente desapeguei-me do meu corpo físico. E, portanto, desapeguei-me também dessa dimensão de vida corpórea. E por isso não preciso, e não precisarei nunca mais dele para alcançar um grau maior de consciência. Dessa forma, poderia servir se necessário for a outro irmão que ignorando o seu poder interior de cura integral e transcendência da vida física, estaria carente de uma doação de órgão. E por isso doaria com a consciência de que estaria servindo e cooperando com os meus irmãos espirituais. Os princípios realçados aqui são a fé e a cooperação espiritual, ou seja, princípios espirituais que estão obscurecidos pelas propagandas e competições do mundo psicológico veloz e não-cooperativo da vida utilitária social. É importante também realçar os aspectos imediatos de desdobramento do procedimento operacional que precisará ser montado para que essa lei seja aplicada. Podemos imaginar as complicações de ordem técnica e operacional com a avalanche de cadáveres, nas filas de espera dos hospitais especializados, para serem recortados. O Estado no início será responsável, mas com o decorrer do tempo o custo dessa empreitada (construir novos hospitais, recuperar hospitais antigos, contratar novos médicos, criar órgãos de fiscalização, etc.) provocará logo uma mudança de responsabilidade. A iniciativa privada será, então, convidada a participar. E aí começará a mercantilização da morte. Novamente o problema ficaria sem solução, uma vez que a iniciativa privada não tem o dom da caridade gratuita espiritual. O problema aumentará. Uma vez que há sempre interesses sem escrúpulos, como estamos fartos de saber que existem, que por motivos financeiros começarão a antecipar a morte de muitos que sem poderem reagir, num leito do hospital ou na fila de espera de execução de presos políticos (como já vem acontecendo no eixo China-EUA, e que estão sendo publicamente denunciados nos jornais e nas televisões) estarão entregues a sorte do ego humano surdo, cego e insensível a dor alheia, ou seja, o dinheiro falará mais alto. Cabe aqui uma pergunta extremamente importante: a origem da doença começa no desequilíbrio das ações do plano fisiológico ou será que inicia no plano ontológico da geração de princípios éticos sagrados humanos? Se considerarmos como hipótese de que ela se inicia no plano do desequilíbrio dos princípios éticos sagrados o transplante de órgãos poderá propagar doenças inerentes ao processo evolutivo de cada um. Em outras palavras, os desequilíbrios acumulados nos órgãos físicos seriam repassados também aos receptores desses órgãos, ou seja, não se resolveria em definitivo o problema de geração de desequilíbrios refletidos nas doenças. Por que será que Jesus Cristo afirmou: “médico cura-te primeiro!”. Outro aspecto de extrema importância diz respeito a confirmação implícita pela ciência de que não se deve continuar acreditando em milagres oriundos dos mandamentos espirituais. Essa confirmação estaria implícita na própria crença do “milagre” dos procedimentos técnicos-científicos cartesianos-newtonianos-tayloristas das suas capacidades de “gerenciar’, “consertar” e restaurar a vida do corpo humano. E assim a velha discussão entre o poder da razão científica e o poder da fé religiosa nos princípios éticos sagrados retornaria como pano de fundo. Eis a origem da verdadeira questão do transplante de órgãos! É comum se dizer que o grau de progresso de um país está no conhecimento e na tecnologia alcançada. O próprio presidente da República afirmou isso no programa A VOZ DO BRASIL no dia 22/04/1997. Apesar de bonito se ouvir, na prática essa “verdade” gera graves distorções. Vejamos porque. A questão é que nessa frase não está intrínseco o desenvolvimento da ética. A ética não caminha necessariamente com o conhecimento moral tecnológico-utilitário. Muitos daqueles que estão dando ordens para se queimar as florestas não são indivíduos analfabetos, mas empresários gananciosos que não colocam limites em sua ações lucrativas. E o que falar dos cinco jovens de classe média-alta que queimaram vivo, em Brasília, um índio brasileiro? Esses jovens não pertencem a nenhum grupo de selvagens bárbaros. Eles foram educados em boas escolas. Leram certamente bons livros. Tiveram um apoio técnico educacional. E conviveram com indivíduos socialmente equilibrados. Eles não foram criados numa selva separados dos demais. Não, eles não viveram fora do mundo social e tecnologicamente utilitário. Muito provavelmente tinham acesso a última tecnologia da internet e freqüentavam os melhores lugares do seu bairro e região. O que faz a diferença entre o saber dos mandamentos espirituais e o conhecimento dos procedimentos técnicos utilitários? É a ética. O caminho ético da sensibilidade de aprender amar (que é diferente do caminho racional de aprender a se armar). Infelizmente, a ética do amor crístico não é nesse mundo capitalista um bem apreciado e nem compreendido. O que o mundo capitalista valoriza é uma produção de bem estético-tátil. A ética é racionalizada ao extremo. E assim, essa excessiva racionalização cria um pólo virtual na formação da tríade de poder “moral-estético-tátil”. De maneira que estando o pólo ético enfraquecido ou virtualizado o que se fortalece é a relação de poder moral-estético-tátil. A conseqüência disso é a formação de um grande vazio ético gerando uma grave distorção na personalidade do ser humano. Esse ser humano valoriza moralmente tudo o que é tátil-estético-utilitário (dinheiro, carro, computador, casa, roupas, corpo, ouro, etc.). E raramente se sensibiliza pela vida alheia. Sem ética não existe natureza, vida e nem empatia pela dor do outro. Quem são os “culpados”? Os responsáveis diretos são eles: a educação voltada para fins econômicos, a cultura do “outro” como objeto de competição e a civilização técnica-industrial de bens utilitários que pregam e praticam as vantagens do progresso unilateral da produção de valores morais estéticos-utilitários, ou seja, tudo aquilo que a razão dá sentido e que é de certa forma tátil e também de status (simbólico). Mas, a vida não é apenas racional, tátil e nem utilitária. Ela é essencialmente ética-estética-sagrada. E aí? Ser sutil ou ser bruto? O que faz sentido? Crescer sutilmente com ética ou perecer brutalmente na autodestruição de uma bárbara visão de mundo? “Recordemos que el logos tiene, desde su lejano origen griego hasta nuestros dias, dos acepciones: la de rázon y la de palavra. Razonar es tomar consciencia de lo externo que ha de ser sometido a las categorias de comprensión internas, a la rázon. Esto es, para saber qué es eso que está fuera y se ignora habrá que familiarizarlo con lo ya conocido. Esto era para los griegos la definición, precisar lo que se conoce a partir de lo conocido; precisarlo clara y distintamente sin confundir una cosa con otra; saber la relación que la cosa por conocer tiene con las ya conocidas. Definir es, también, saber la palabra precisa que permite deslindar lo conocido en relación con otras cosas igualmente conocidas. Tal era para el griego el logos y su función. Fuera del logos, capaz de definir lo que conocía, sólo estaba la nada, aquello de lo que no se podía hablar; porque, como diria Parménides en cuanto se puede hablar de él se convierte en racional, lógico. Fuera da razón está lo indefinible, lo inefable, lo ambiguo y por ello ajeno a la razón. El logos es, tambiém, palabra, capacidad de poder comunicar a otro lo conocido y definido. Razón clara y palabra clara no inducen a error: lo contrario precisamente de la barbarie, que no es hablar sino balbucir en forma confusa, torpe e indefinida” (ZEA, 1990, pp.24-25). É preciso que mais e mais pessoas se toquem para o sentido sagrado da vida. A vida é sagrada. A amizade e a empatia são dons sagrados. E o nosso melhor amigo é aquele que reconhece (e pratica uma relação sincera em ver) o outro como sendo um ser humano-Divino que segue ou é sustentado em sua essência humana por leis não-econômicas, ou seja, princípios de confiança, respeito, amizade e principalmente fé e Amor Matriz Sagrado. Isto porque essa essência humana é sem dúvida o nosso Cristo Interno (uma centelha de Deus em nós) que reúne em si mesmo as qualidades que nos faltam como seres humanos pecadores e inconscientes (das leis de Deus). Mas, a visão moderna de mundo não está se dedicando a caminhar por essa senda de conhecimento e compreensão sensível. Hoje, a preocupação maior é se produzir uma nova descoberta que seja benéfica à humanidade? O que significa ser “benéfica à humanidade”? Significa que todos os indivíduos que moram na Terra serão beneficiados? Ou significa que todos têm teoricamente a oportunidade de serem beneficiados pela descoberta científica? Creio que esta última resposta é a mais apropriada. Nem todos são beneficiados pela aplicação da tomografia computadorizada da ressonância magnética. Nem todos são beneficiados pela tecnologia do computador. E nem todos serão beneficiados pelo uso da tecnologia de clonagem para a recuperação de órgãos doentes. Vivemos atualmente num imenso mundo de palavras, símbolos, mensagens, propostas, promessas e num pequeno espaço de realizações efetivas. Nada se lucra “em ficar meramente ouvindo uma longa série de palavras e de idéias. O que nos interessa é a compreensão do inteiro processo da vida, como todas as suas complexidades, suas agressões e aflições, suas tristezas, confusões, agonias. Para se compreender esse vasto campo da vida, que é um movimento constante, cumpre não só ouvir palavras, mas também ultrapassá-las; porque palavras, explicações, não representam o fato. Entretanto, a maioria de nós se deixa ficar na rede das palavras. Elas nos são de enorme importância - tal a palavra "socialista", que para um americano ou comunista é uma coisa formidanda. Tão importante se tornou a palavra que, em primeiro lugar, vemos sempre a palavra e só depois vemos o fato. O que tem a realidade é o que é, e não a palavra; e, para podermos ultrapassar a palavra, penso que temos também de compreender o quanto a mente está escravizada às palavras... Como estávamos dizendo, a palavra não é o fato. Isso é dificílimo de perceber. O símbolo nunca é a realidade”(KRISHNAMURTI, 1972, p.127). O que se pode ver por detrás dessas invenções-promessas é uma retórica muito bem construída no sentido de dar a impressão de que estamos caminhando pela senda de conhecimento certo que levará a todos no final à salvação de uma vida sem morte, sem sofrimento e sem ignorância. Não quero com isso dizer que o avanço científico é inútil. Quero dizer apenas que o discurso não casa com a prática social. Em outras palavras, que esse caminho de conhecimento racional produz resultados positivos, porém não traz benefícios a toda a humanidade. Entendendo aqui “humanidade” como sendo o coletivo de - todos os - indivíduos (homens e mulheres), sem exceção, que moram no planeta Terra. Enquanto tiver apenas um indivíduo que não seja beneficiado, então, não devemos empregar, como vem sendo abusivamente empregado a expressão “humanidade”. Estou nesse momento sendo cientificamente rigoroso. Abaixo está um exemplo dessa retórica: “O conhecimento da energia nuclear nos permitiu tanto a construção da bomba atômica quanto o desenvolvimento da tomografia computadorizada, da ressonância magnética, enfim, de uma série de tecnologias benéficas à humanidade. De forma semelhante, os mesmos conhecimentos que nos permitirão clonar um ser humano, poderão ser aplicados em estudos que trarão reais benefícios à humanidade” (PEREIRA, 08/02/1998, p.13). E além disso o que é “benéfico”? A origem dessa expressão vem da expressão “bem”. O benéfico é, portanto, fazer bem. Como pode um mesmo artefato fazer bem e fazer mal? Então não é de todo bem, ou seja, ele não é completamente bem. Em outras palavras, ele é limitado no ato de fazer bem último. A questão é: existe um “artefato” que somente produz bem último à humanidade. A minha resposta é baseada numa vivência de fé íntima pessoal: Sim, é o Amor Matriz ou Divino, porque ele é uno e é a referência máxima de equilíbrio que a natureza humana pode perceber em si mesma. No momento não basta que um caminho seja “positivo” ou “transcendental” ou “iluminista”, o importante e imprescindível é que ele beneficie à humanidade inteira. Pois, sem esse benefício as intervenções científicas sempre serão insuficientes e a iniqüidade será e continuará sendo uma realidade de povos, raças, países, ideologias, políticas, tecnologias em desigualdades e diferenças de oportunidades gerando com isso acúmulos de ressentimentos, mágoas, rancores, ódios, disputas e guerras. O homem primitivo sentia a ameaça vir da natureza que se mostrava selvagem: raios, trovões, tempestades, seca do deserto, cobras, leões, tigres, etc. Hoje, o homem moderno sente a ameaça vir dos procedimentos políticos criados pelo próprio homem. Isto porque através de uma política “bem intencionada” pode-se fazer um bem a serviço da “Verdade de Deus” ou a serviço de uma “sagrada“ ideologia da verdade. E aí surge o perigo de uma injeção anestésica na consciência coletiva. E quando se funde os serviços da ideologia com o serviço a “Deus” (p.ex.: a política-teológica islâmica na Argélia de hoje) a barbárie se torna tão cruel quanto a da fusão da ideologia com a tecnologia (A Segunda Guerra Mundial: Hiroshima e Nagasaki). O conflito é portanto um aviso da existência de um espaço entre a formação de uma sociedade de indivíduos consumidores desequilibrados e de uma sociedade de pessoas ontologicamente equilibradas, ou seja, a questão não está na tecnologia que se produz, mas na ética que não se produz. A grande interrogação básica é essa: a tecnologia, por si só, vai resolver as deficiências de produção de princípios humanos? Minha sensibilidade, diz que não. A tecnologia não tem esse poder. Em outras palavras, o poder da tecnologia é limitado para resolver questões que se encontram no plano ontológico. O plano ontológico é inacessível pela tecnologia moderna e pós-moderna. Essa problemática é mascarada por uma propaganda altamente estética que esconde o verdadeiro problema. Aonde não se vê ou não se tem o sagrado como relação, “tudo é válido”! O homem moderno está encurralado entre a “política-tecno-lógica” e a “política-teo-lógica”. Essas duas políticas são impulsionadas por duas lógicas racionais-instintivas: “Se Deus está morto, tudo é (socialmente e economicamente) permitido” (tecno-lógica) e, “se Deus existe, tudo é (religiosamente e economicamente) permitido” (teo-lógica). Pode-se matar ou induzir o outro utilizando ou uma ou outra lógica. Os “rebanhos” de almas de Jesus, hoje foram transformados, com raras exceções, em “mercados” da fé (p.ex.: no evento evangélico “A fogueira santa de Israel” onde os fiéis são incentivados a doarem todos os seus pertences à igreja evangélica que patrocina o evento”). O “bom pastor”, hoje, pode ser uma “raposa” amanhã se certos interesses em jogo mudarem a direção do vento político-econômico ou político-teológico. E aquilo que foi criado, hoje, para o “bem da humanidade” ou para o “bem de Deus” é usado amanhã contra aqueles que inocentemente ajudaram (ou não) a acreditar no poder dessas políticas. Senhor, Eu sei que Tu me Sondas (música religiosa brasileira http://letras.mus.br/padre-marcelo-rossi/66350/ ). Bonita!!!!!!!!!!!!!!!!! Senhor, Eu sei que tu me sondas Sei também que me conheces Se me assento ou me levanto Conheces meus pensamentos Quer deitado ou quer andando Sabes todos os meus passos E antes que haja em mim palavras Sei que em tudo me conheces Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Deus, tu me cercaste em volta Tuas mãos em mim repousam Tal ciência, é grandiosa Não alcanço de tão alta Se eu subo até o céu Sei que ali também te encontro Se no abismo está minh'alma Sei que aí também me amas Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Senhor, eu sei que tu me amas (4 vezes) Refrão Sugiro que assistam seis vídeos na Internet: “Quem somos nós? (baseado na física quântica...ver link http://www.youtube.com/watch?v=WDXFRvbe2VY)”, “I AM” (Sobre Tom Shadyac) , “As Sete leis Espirituais do Sucesso – de Deepak Chopra”, “O Ponto de Mutação – baseado no livro de Fritjof Capra ”, “Conversando com Deus” – baseado no livro publicado por Neale Donald Walsch ... Conversando com Deus (título original em inglês: Conversations with God) é uma série de três livros publicada por Neale Donald Walsch, que afirma ter sido inspirado diretamente por Deus em seus escritos. Cada livro é escrito como um diálogo no qual Walsch faz perguntas e "Deus" as responde. Walsch afirma ainda que não se trata de canalizações, mas de inspirações divinas. Em 2006, um filme foi lançado sobre a história do autor e seus livros... Ver link http://pt.wikipedia.org/wiki/Conversando_com_Deus), “A Unidade das Religiões: O Amor Universal – no site da Organização Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Livros recomendados: “Mãos de Luz – de Barbara Ann Brennan, editora Pensamento”, “Medicina Vibracional – de Richard Gerber, editora Cultrix”, “Seu EU Sagrado – Dr. Wayne Dyer, Editora Nova Era”, “O Fluir do Amor Divino: Prema Vahini – Publicado por: Fundação Bhagavan Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Namastê! Prof. Bernardo Melgaço da Silva – pensador livre holístico-transcendental: filósofo (praticante), cientista e espiritualista – Professor Universitário Aposentado da URCA (Universidade Regional do Cariri –CE). e-mail: bernardomelgaco@gmail.com Facebook: Bernardo Melgaço da Silva/página Educação Para o Terceiro Milênio bernardomelgaco.blogspot.com Nota: Em 1992 e 1998 fiz dois trabalhos científicos: dissertação de mestrado e tese de doutorado respectivamente. E nesses dois trabalhos, que tem uma cópia de cada um na Universidade Federal do Rio de Janeiro (na biblioteca do Cento de Tecnologia –CT - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brasil), procurei mostrar (“explicar cientificamente”) o Caminho do Amor Divino que fiz em 1988. E quem desejar uma cópia dos meus trabalhos científicos envie um e-mail (eu tenho eles no formato Word) para mim, pois terei o maior prazer do mundo de compartilhar minhas pesquisas acadêmicas na UFRJ/COPPE. Namastê...obrigado!

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