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porque convergimos e integramos com AMOR, VERDADE, RETIDÃO, PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA

dedicamos este espaço a todos que estão na busca de agregar idéias sobre a condição humana no mundo contemporâneo, através de uma perspectiva holística, cujos saberes oriundos da filosofia, ciência e espiritualidade nunca são divergentes; pelo contrário exige-nos uma postura convergente àquilo que nos move ao conhecimento do homem e das coisas.
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.

"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber

PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO

O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).

"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein

domingo, 22 de setembro de 2013

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 41... CAPITULO 5

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 41... CAPITULO 5 ... A TRÍADE TRABALHO-EMPREGO-EXCLUSÃO PARTE II TESE DE DOUTORADO..obs.: Prezados leitores quem quiser continuar acompanhar a série TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS E EXTRAORDINÁRIAS (O QUE É A GRANDE FRATERNIDADE BRANCA: UMA HIERARQUIA ESPIRITUAL CRIADA POR DEUS! – PARTE 1, 2, 3, ...”n”)....por favor visite o site no link http://bernardomelgaco.blogspot.com.br/ .ou o site Educação Para o Terceiro Milênio ver link... https://www.facebook.com/EducacaoParaOTerceiroMilenio Obrigado... Namastê! “Senhor, eu sei que Tu me Sondas...” “Conhece-te a ti mesmo” – Sócrates (ver link...carta encíclica ”fé e razão” do Papa João Paulo II.. http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_15101998_fides-et-ratio_po.html) “All you need is love” (Lennon/MaCartney) "o problema humano é o mesmo do problema divino quando se consegue responder um então conseguimos responder o outro" Bernardo Melgaço da Silva “O Humano e Deus são os dois lados da mesma moeda” Bernardo Melgaço da Silva “A busca da felicidade, é a mesma busca da verdadeira identidade de quem somos nós!” Bernardo Melgaço da Silva “O medo humano é decorrente da falta de fé em Deus. Assim, quando adquirimos a fé em Deus de forma inabalável junto com a fé vem também a coragem, a prudência e a humildade. Por isso, o problema humano se torna um problema divino: a fé pura incondicional de Deus.” Bernardo Melgaço da Silva “Eu Sou a Poderosa Presença Divina em Ação” HAJA LUZ/PONTE PARA A LIBERDADE "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertara"- João 8:32 INTRODUÇÃO “All you need is love” (Lennon/MaCartney) A VELOCIDADE DO PROGRESSO E A ACELERAÇÃO DO DESEQUILÍBRIO NO DESEMPREGO As empresas ao se prepararem para a grande "corrida moral tecnológica" criam dois blocos de concorrentes: os que estão na dianteira e os que estão na traseira, ou seja, a mão-de-obra qualificada e as tecnologias de ponta por terem um alto custo de capital somente podem ser adquiridas por grandes empresas que detém um certo poder financeiro. A mão-de-obra menos qualificada e as tecnologias que não são de ponta (ou que já foram de ponta e não são mais) são adquiridas por empresas menores cujo poder financeiro não lhes permitem ficar a frente da competição. As regras da "corrida-competição" são assimiladas por todos os participantes de ambos os blocos. De forma que, o ritmo da concorrência externa é projetada para dentro da empresa. E dessa forma a relação indivíduo/grupo é afetada provocando um ambiente de trabalho altamente competitivo. O resultado decorrente desse clima de competição é o mal-estar psicológico que se cria na empresa. O indivíduo começa a se relacionar com grupos de interesses antagônicos. Nisso o indivíduo se divide interiormente. Como conseqüência vem o stress e a perda de afetividade e intimidade para com a empresa num primeiro plano, num segundo plano para com os grupos de relações e num terceiro plano para consigo mesmo. Nesse terceiro plano ou estado o indivíduo se torna insensível as suas próprias emoções positivas responsáveis pelo equilíbrio psicológico. As empresas pequenas e médias não dispondo de tecnologias modernas para competirem na dianteira, procuram adotar medidas paliativas tentando dessa forma aumentar o ritmo de produção. Tais medidas podem ser do tipo: incentivo financeiro, pressão psicológica de demissão, aumento de jornada de trabalho e, "diversificação" ou "terceirização" de tarefas. O objetivo dessas medidas é de economizar ou suprir os gastos que deveriam ser realizados para aquisição e treinamento de pessoal qualificado e ferramentas modernas de produção. Nesse sentido, o ambiente da empresa se torna dramático com cada um tentando se manter no seu cargo a custa de um esforço repetitivo físico desequilibrado e de uma carga psíquica intensificada de si e de seus subordinados diretos. O espaço da empresa se torna altamente dinâmico. E o indivíduo que não foi preparado sensivelmente para as constantes mudanças de ritmos e modos de produzir sente e reflete num primeiro plano em si mesmo através de doenças, acidentes de trabalho e conflitos internos. E num segundo plano com os grupos que mantém relações e, num terceiro plano com a empresa na figura de seus chefes, diretores e patrões. Assim, inserido num modelo de produção predominantemente de ganho unilateral material (em constante crise financeira) o trabalhador mal orientado psicologicamente se sente inseguro e sem perspectiva futura em sua vida profissional, social, familiar e individual. A constante repetição das idéias de manutenção do emprego a “qualquer custo” e de produção econômica ganha intensidade adquirindo poder na psique do trabalhador que se torna incapaz de reverter esse quadro psicológico. O mundo desse homem moderno produtivo começa a girar sob a força da sugestão no sentido da conquista do emprego necessariamente conveniente e do ganho dos valores econômicos provenientes desse emprego. A perda na “corrida” estabelece um novo modo de sacrifício e status social devido ao novo “esquema” de trabalho produtivo inovador acelerado: o novo pobre. “Um decênio de dificuldades econômicas deixou, é claro, traços profundos no mundo do trabalho. Primeiro, a melhoria constante das condições de vida foi interrompida, e a classe média teve suas expectativas bruscamente desapontadas. No momento em que os protagonistas históricos da revolução industrial recolhiam os frutos de seu sucesso, emergiu uma crise econômica de longa duração, que parece prenunciar uma nova reviravolta. Os que se definem como “novos pobres” são as vítimas passivas dessa reversão de tendência. Os novos pobres não estão incluídos no processo de produção, e, mais que isso, são, de modo geral, pessoas que correm o risco de perder sua posição central na sociedade. A crise que se delineia já começa a se expressar na crise dos sindicatos (minados pelo espírito corporativo), na crise dos partidos (asfixiados pela diminuição de seus efetivos), na crise da cultura (voltada agora para novos temas e valores). A revolução tecnológica, por outro lado, fez nascer uma nova classe de “faraós”, detentores de ciência, da técnica e do poder: utilizam a linguagem e a escrita da informática, que impôs às massas uma espécie de novo analfabetismo, e mesmo de dependência absoluta. Está em andamento um novo processo gerador de desigualdades e não foi criado nenhum mecanismo eficaz para enfrentá-lo, embora pareça ter havido uma tomada geral de consciência. A nova pobreza surge como o preço que - uma vez ultrapassado um período transitório de duração imprecisa - é necessário pagar para que toda a sociedade possa desfrutar outra vez de um certo bem-estar. Enquanto isso, as duas formas de pobreza, a nova e antiga, continuarão a se desenvolver” (SAPERLLON, 1987, pp.23-24). Nesse sentido, o homem moderno vai perdendo a capacidade sensível de equilíbrio na criação de princípios éticos humanos (não-econômicos/ontológicos) para si mesmo e consequentemente para o meio ambiente externo. As relações com grupos acaba se deteriorando. Como consequência a relação interior ego/self (indivíduo/pessoa) também tende a se deteriorar aumentando o desequilíbrio do indivíduo que se reflete na relação exterior psique/físico. É de vital importância, nesse contexto, que o conceito de trabalho seja praticado em seu significado mais técnico, ou seja, trabalho é o potencial de energia (e também de consciência e de vida) necessária num determinado processo de transformação. Nesse sentido, é extremamente importante que se diferencie trabalho de emprego. Assim, emprego é o vínculo formal ou informal estabelecido entre o dono dos meios de produção e o trabalhador. A diferença fundamental é que o emprego pode ser acumulado e medido, e o trabalho somente pode ser vívido e harmonizado. Em outras palavras, o trabalho e o emprego não estão numa mesma dimensão, mas se complementam. O que se faz comumente é misturar os dois conceitos como se os fenômenos fossem um só. Mas, eles não são iguais. O trabalho é a ação (que utiliza energia, consciência e vida) em si, e o emprego é a relação e o vínculo (formal ou informal) entre indivíduos num processo de transformação. O emprego é uma relação entre o direito de um e o dever do outro alternando-se de acordo com os papéis e instrumentos de poder associados nessa relação. As leis “trabalhistas” procuram dar ordem na alternância de hierarquia e poder dos papéis. Assim, a ação de um professor é pesquisar e orientar os alunos, mas o emprego é o vínculo legal (formal ou informal) estabelecido entre o professor e a instituição (escola, universidade, empresa, associação, prefeitura, Estado, ou indivíduo). O professor pode ser também aluno numa outra relação hierárquica num outro contexto de aprendizado. O trabalho pode estar subordinado ao vínculo criado pelo emprego, mas a sua existência independe do emprego. Ele depende da vontade humana em querer transcender as suas dificuldades de transformação individual-social e pessoal-existencial. O trabalho é um instrumento de exercício da vontade humana. E esse exercício é a possibilidade de ganho social e existencial da trajetória humana em busca de uma resposta da sua própria sobrevivência-existência. De modo que quando se reduz o trabalho a um esforço utilitário-econômico para a manutenção de sua sobrevivência, perde-se uma grande parcela do poder da vontade na transformação pessoal-existencial. Nesse contexto, a vontade se transforma em desejo condicional. E o desejo se realimenta fortalecendo a sua dependência com o mundo externo. Nas sociedades tradicionais sagradas o trabalho é também e principalmente um exercício da vontade no processo de transformação sutil da sensibilidade que cria o mundo da percepção que irá, por sua vez, possibilitar a identificação dos verdadeiros princípios éticos-existenciais no interior do próprio homem. No mundo moderno o trabalho está fortemente identificado e subordinado ao emprego porque a organização social é política e econômica centrada num poder hierarquizado técnico e intelectual. A relação entre emprego e trabalho moderno de base capitalista pode ser didaticamente classificada em três tipos: a) emprego/trabalho < 1 (pouco emprego/muito trabalho) - esforço individual/social desequilibrado (explorador e excludente); b) emprego/trabalho = 1 (emprego correspondente à força de trabalho) - esforço individual/social equilibrado (corretamente produtivo); c) emprego/trabalho > 1 (“muito emprego”/ pouco trabalho) - esforço individual/social desequilibrado (corruptivo e utópico). A idéia de progresso quantitativo técnico-econômico (ou seja, “vive bem aquele que conhece mais e/ou ganha bem”) vem fortalecendo o crescimento do poder do desejo intelectual em seu processo de transformação exploratória da natureza circundante. Essa ideia se apoia na cultura empresarial da relação “custo x benefício”, ou seja, o eterno conflito da liberdade de decidir entre ter enormes benefícios ou ter o menor custo econômico e material. Na maioria das vezes se opta em aceitar o menor custo como sendo o maior benefício, ou o maior benefício como sendo a menor perda material e econômica. Cabe aqui uma pergunta: como gerar lucro sem demitir e competir? Como transformar o lado negativo do custo em positivo do lucro sem explorar o homem ou excluir seu emprego na cadeia produtiva do trabalho socialmente necessário? É importante ressaltar que o emprego sempre tem duas faces (e dois contextos: formal e informal): é custo (perda) e ao mesmo tempo é também gerador de capital (ganho). Negar ou suprimir totalmente o lado negativo do emprego é penalizar o poder de criação e a esperança do homem viver em grupo honestamente com igualdade de oportunidades materiais. “Repita-se: a vocação das empresas não é serem caridosas. A perversidade consiste em apresentá-las como aquelas “forças vivas” que seguiriam mais propriamente imperativos morais, sociais, abertos para o bem-estar geral, quando elas têm de seguir um dever, uma ética, não há dúvida, mas que lhe pedem para produzir lucro, o que em si é totalmente lícito, juridicamente sem mácula. Sim, mas em nossos dias, com ou sem razão, o emprego representa um fator negativo, de alto preço, inutilizável, nocivo ao lucro! Nefasto. Há quem mostre as “criações vivas”, e essas forças vivas como as únicas capazes de suscitar, graças a essas riquezas, um crescimento que se traduziria imediatamente em empregos. Como se pudéssemos ignorar que vivemos numa época em que essa função, outrora assumida pelo trabalho, então indispensável, não tem mais razão de ser desde que este se tornou supérfluo. O emprego tão decantado, invocado, embalado por tantos encantos é considerado por aqueles que poderiam distribuí-lo um fator arcaico, praticamente inútil, fonte de prejuízos, de déficits financeiros. A supressão de empregos tornou-se um dos modos de administração mais em voga, a variável de ajuste mais segura, uma fonte prioritária de economias, um agente essencial de lucro” (FORRESTER, 1997, pp.85-86). Na organização social moderna, o modelo empresarial se apoiou fortemente no controle e criação de novas funções de trabalho técnico industrial como garantia do fortalecimento quantitativo das forças produtivas. Nesse contexto, o valor do trabalho se tornou sinônimo de “melhor emprego”. O melhor emprego significa melhores condições de trabalho. E melhores condições de trabalho significam melhor uso da força de trabalho e dos meios de produção. Mas, esse caminho implica em maiores investimentos e “maior tempo” de adaptação, adequação e conhecimento. Mas, a velocidade das exigências dos tempos modernos impõe adaptações mais curtas, mudanças mais rápidas e conhecimentos mais instantâneos, ou seja, conhecimentos técnicos mais rapidamente atualizados e especializados. A atual delimitação dos campos de competências teóricas e profissionais “construiu-se paralelamente ao parcelamento da atividade de produção que decorreu da Revolução Industrial. O conhecimento humanístico e a polivalência dos artesãos e dos cientistas, que dominou a construção do saber e a produção até o século XVIII, foram substituídos pela constituição de áreas de competência cada vez mais restritas e mais isoladas umas das outras; mais dependentes das totalizações do poder político e do poder econômico. O mestre artesão que controlava o seu ciclo produtivo, dominando a tecnologia da produção, da matéria-prima ao produto final, e o cientista que integrava a filosofia ao conhecimento das ciências exatas foram substituídos pelos especialistas que pesquisam e que produzem elos cada vez mais diminuídos de produtos complexos, cujo valor de uso, muitas vezes, não chegam a compreender. Os cientistas e muitos outros profissionais da moderna sociedade industrial perdem gradualmente o poder de realizar produções próprias. Tanto os profissionais do mais alto escalão como os operários não compreendem hoje o valor de uso do seu trabalho, integrados numa grande ilha de montagem. Todo o conhecimento humano teve a mesma sorte. Disciplinas de grande amplitude como a psicanálise, a economia marxista ou Kenesiana, a bioenergia, o estruturalismo, o sistermismo..., assim como as teorias aplicadas do comportamento organizacional, da economia empresarial, da psicologia infantil, etc, constituem espaços hegemônicos e monopólios de especialistas" (MATOS, 1990, p.97) A vida humana tornou-se dependente do trabalho social e velozmente necessário. Essa associação e identidade produziu seus efeitos segregadores na exclusão de vidas das minorias “mais atrasadas”. Pois, a formalização do emprego (e a sua relação com a propriedade privada do conhecimento: “dono do conhecimento”) como garantia de trânsito no espaço social permitiu que uma camada social se beneficiasse desse poder de posse do saber técnico veloz em detrimento do sexo feminino (que como conseqüência acaba sendo explorado) e de outras classes e culturas menos favorecidas (as “ociosas” ou “parasitárias” ou “desqualificadas” ou “atrasadas”). “Não apenas as novas estruturas do mercado de trabalho facilitam muito a exploração da força de trabalho das mulheres em ocupações de tempo parcial, substituindo assim trabalhadores homens centrais melhor remunerados e menos facilmente demitíveis pelo trabalho feminino mal pago, como o retorno dos sistemas de trabalho doméstico e familiar e da subcontratação permite o ressurgimento de práticas e trabalho de cunho patriarcal feitos em casa. Esse retorno segue paralelo ao aumento da capacidade do capital multinacional de levar para o exterior sistemas fordistas de produção em massa, e ali explorar a força de trabalho feminino extremamente vulnerável em condições de remuneração extremamente baixa e segurança do emprego negligenciável (ver Nash e Fernandez-Kelly, 1983)” (HARVEY, 1989, p.146). O conceito de analfabeto “era saber escrever o nome; depois, redigir um bilhete simples. Ficou mais complexo, com a noção do analfabeto funcional. O indivíduo escreve, mas não entende. Mal conseguimos superar o analfabetismo funcional, temos agora, de enfrentar o analfabetismo digital. Quem não souber manejar as redes de computadores e ler o mundo digital está em desvantagem, longe de uma série de possibilidades; procurar empregos no Brasil ou no exterior, ler rapidamente, antes que sejam traduzidos, textos produzidos nas universidades e laboratórios, estudar experiências sociais, comprar um livro ou bilhete de teatro, entrar em contato com possíveis parceiros. Simplesmente não dominam um código que o habilita a sobreviver e prosperar - assim como o analfabeto estava, no passado, fadado à marginalização por não saber redigir seu nome ou escrever um bilhete...A barreira tecnológica é o que vai delimitar quem está ou não incluído. O problema é que, no Brasil, temos acumulados vários séculos - somos obrigados a lidar com todos os tipos de analfabetos, daquele que não sabe escrever (e não são poucos), aos que não entendem o que lêem (multidões), até o que olha o computador como um labirinto” (DIMENSTEIN, 18/01/98, p.19). O próprio conceito de “patente” fortalece o acúmulo de poder tecnológico-econômico e também permite o livre poder de exploração desse saber privado. “”A propriedade privada é um outro bom exemplo”, continuou.. “A palavra ‘privada’ vem do latim ‘privare’ - ‘privar’ -, indicando que a concepção antiga era a de que a propriedade é, antes e acima de tudo, comum.” Foi somente com a ascensão do individualismo na Renascença que as pessoas deixaram de conceber a propriedade privada como sendo aqueles bens dos quais o grupo é privado de usar. “Hoje invertemos completamente o significado do termo”, concluiu [Hazel Henderson]. “Acreditamos que a propriedade deve ser privada acima de tudo, e que a sociedade não deve privar o indivíduo dela sem o devido processo legal”” (CAPRA, 1990, p.202). A cultura predominante capitalista é “negociadora” (e “qualificadora-aceleradora”), no sentido de negar (retirar rapidamente) os obstáculos técnicos e/ou políticos ou diminuir os gargalos do ócio (daí a origem psicológica da palavra “negócio”). Uma vez que o trânsito econômico é fundamental para se poder operar livremente, sem defeito, sem impedimento ou desvio, na rede mercantil. As barreiras dificultam o trânsito e por isso dificultam o acesso e circulação do mercador e do capital. E as barreiras podem ser de diversas naturezas: políticas, profissionais, educacionais, legislativas, raciais, geográficas, ideológicas, religiosas, tecnológicas, etc. O desequilíbrio entre classes tem em sua origem a idéia-discurso da riqueza para “todos” independente do livre-arbítrio de cada um escolher se quer ou não viver pobre mas dignamente o seu próprio ritmo de trabalho e de ócio. “Perdemos a noção do equilíbrio que faz os grandes povos e as grandes nações. Transformada a vida em “salve-se quem puder”, a violência passa a ser a regra da regulação das relações humanas. E as sociedades em decadência. Seus inimigos se aproveitam do enfraquecimento decorrente de suas graves divisões internas. Sem aceitar que estamos entrando nessa decadência, jamais reconstruiremos uma nação equilibrada, na qual, dentro das diferenças individuais, possa haver condições de vida e de integração para todos. Seguiremos como todo país subdesenvolvido: nestes, os pobres são muito pobres e vivem muito mal e os ricos são muito ricos e vivem muito bem. O supérfluo e a falta são a regra. E o supérfluo leva ele, também, à violência. Como a carência. Combatemos a violência do pobre e com ela nos assustamos porque a violência não é o caminho nem a solução para nada. Mas raramente somos capazes de ver com igual intensidade a violência do rico, tão perversa, esmagadora e muito mais impune” (TÁVOLA, 28/10/97, p.3). No contexto do trabalhador artesão a relação entre o emprego e o trabalho tende para uma unidade. O trabalhador artesão, na era pré-industrial, além de dono do seu meio de produção, era também o administrador e fiscal do estado de equilíbrio de sua própria energia (trabalho x ócio) durante o processo de transformação. A revolução industrial em sua racionalização técnica modificou o resultado dessa relação. Hoje, essa relação tende para uma diversidade controlada externamente. O que significa que um emprego pode corresponder a vários esforços de trabalho (várias especialidades). Por isso, se explica que hoje temos um alto nível de produtividade mundial (e alto nível de negócio) com um baixo nível de emprego mundial também (e conseqüentemente um alto índice de desemprego e desequilíbrio mundial). De forma que “mais valia” corresponde a “mais trabalho”, mas não corresponde necessariamente a “mais emprego”. Uma vez que “mais trabalho” é “mais energia gasta ou consumida”. E esse delta de energia pode ser alcançado com a utilização de mais intensificação de bens de capital (máquinas) ou mais intensificação do trabalho humano (sem necessariamente se ter aumento de emprego). E o delta econômico pode ser alcançado pela intensificação do capital-trabalho produtivo transformando-o em capital-trabalho explorador. Os empregadores estão optando “por utilizar um número menor de funcionários em jornadas longas. Quem conseguiu manter seu emprego está trabalhando pelos que foram demitidos. Segundo pesquisa do Dieese, o percentual de pessoas ocupadas na Grande São Paulo que trabalham além das oitos horas legais saltou de 27% em 1988 para 47,5% em dezembro de 1997. Inseguros, submetidos a jornadas de 10 a 12 horas e a pressões por melhor desempenho, trabalhadores de todos os níveis estão adoecendo mais. Neuroses, hipertensão, úlcera e diabetes são alguns de seus males” (BALBI, 8/03/1998, p.1) Os discursos oficiais de base técnica e política tentavam esconder ou diminuir o problema da especulação financeira, da exploração da mão-de-obra e a exclusão de forças de trabalho. É lamentável “que a mesma capacidade de gerar argumentos positivos a respeito da situação do emprego no Brasil não resulte na contenção do processo de desestruturação do mercado de trabalho nos anos 90 (desemprego, dessalariamento e precarização das relações e condições de trabalho)...Sendo eliminadas as ditas regras rígidas no mercado de trabalho brasileiro, caberia à livre negociação coletiva estabelecer novos padrões de uso e remuneração da força de trabalho. Nesse caso, caberia indagar: quem seria responsável pela promoção da livre negociação quando não há pleno emprego e prevalece um movimento de desestruturação do mercado de trabalho? Além disso, nada mais fora de lugar do que afirmar que uma suposta rigidez do mercado de trabalho (proteção ao empregado) impeça o livre arbítrio do empregador ao contratar, usar (ajustar rendimentos e tempo de trabalho) e demitir o trabalhador. Ao mesmo tempo, deve-se destacar que a educação profissional, ainda que cada vez mais se torne necessária, não cria nem garante emprego” (POCHMANN, 16/11/97, p.2). A ponte que une o trabalho ao emprego, nas sociedades modernas, é a sensibilidade humanista. E é a “insensibilidade capitalista” que paradoxalmente permeia e dificulta a unidade entre o trabalho e o emprego. Essa desunião produz seus resultados na exclusão social de uma multidão de trabalhadores sem teto, sem casa, sem terra e sem conhecimento. Uma vez que coletivamente a vida moderna está centrada na relação e subordinação do trabalho ao emprego. Em outras palavras, essa organização social prioriza o ganho de emprego-consumo em detrimento da perda de sentido do trabalho-ócio. O emprego e o consumo se tornam mais valorizados e procurados do que o trabalho e o ócio. O próprio ócio foi sutilmente e socialmente transformado em “lazer” que é em certo sentido a continuação do processo de consumo (video-game, filmes, novelas, etc.). No campo econômico “o empobrecimento da linguagem tem a sua contrapartida numa visão instrumental do trabalho. O trabalho só serve porque produz. E quanto mais produz, mais vale. Mas justamente porque só visa à produção, em si mesmo é desprazeroso: traz preocupações, cansa, envelhece. Para atenuar os efeitos nocivos do trabalho (aí entendido como lugar de esforço doloroso), a modernidade providencia o lazer como lugar de prazer. E estabelece meses do ano em que o prazer deve ser buscado por si mesmo, chamando significativamente de “passatempo” às atividades de lazer. Acostumado a usar (e abusar) do tempo no interior das engrenagens da produção, o homem moderno já não sabe bem o que fazer com ele quando retirado dessas engrenagens, e serve de artifícios distrativos para ajudá-lo a “passar” mais rápido” (COSTA SANTOS, 1994, p.51). O consumo está sendo direcionado também para a esperança material no ganho especulativo da sorte do jogo: jornais oferecem cupões na compra de exemplares, emissoras de televisão oferecem carros e outros objetos para quem apostar no resultado de um determinado programa (jogo de futebol, luta de boxe, etc.). E o próprio Estado oferece (num sorteio de alguns números) esses atrativos objetivando um fim “social”. Esse processo está viabilizando a riqueza financeira de alguns em detrimento da ilusão e a pobreza econômica de uma grande maioria inocente que vive endividada e mesmo assim continua apostando na “sorte” do destino. A psique do homem moderno tem no emprego a sua realização de ganho material e tem no consumo a sustentação familiar. O “trabalho” é uma conseqüência que pode ocorrer ou não. Muitos indivíduos se empregam na ânsia de ter a oportunidade de subir um degrau na escala de valores econômicos. Nesse contexto, o trabalho perde significado e valor de transformação humana. E contribui muito pouco na manifestação da vocação e dom de criação que cada um carrega em si. Assim, formam-se profissionais “qualificados” para ganharem mais dinheiro e ajudarem no processo de construção de uma sociedade estruturada por empregos e hierarquizada numa escala de valores predominantemente econômicos. E com isso a sociedade perde a verdadeira vocação de servir pelo dom sagrado de ajudar o próximo e a si mesmo (o mais próximo de todos!) independente da quantidade de dinheiro que se ganha no uso da força de trabalho produtivo. Em vários países o Estado precisou fazer imensas propagandas no sentido de induzir (“motivar”) os indivíduos a servirem de “coração” para um bem-comum (do negócio) da sociedade. Na antiga URSS (e mesmo no EUA) criou-se ou forjou-se um modelo de indivíduo trabalhador de acordo com os interesses capitalistas. De forma que com esse modelo criado ou forjado na psique dos indivíduos, a ideia seguinte foi divulgar maciçamente esse modelo oferecendo-se em contrapartida gratificações (consumo) emocionais para quem alcançasse o padrão de eficiência. Em síntese, criou-se uma ideologia do negócio (“trabalho”) coletivo eficientemente produtivo exploratório. Nas últimas décadas uma das técnicas bastante empregada para “motivar” os trabalhadores a aderirem a lógica do “trabalho que dignifica o homem” foi a criação do modelo do “trabalhador padrão”, do “profissional do mês”, do “gerente do ano”, do “profissional de sucesso mais bem pago” e assim por diante. As fotos dos profissionais ou empregados eram, e ainda são, estampadas em locais, ou num espaço de comunicação, onde o público pudesse ver. Esse mecanismo mexe com o brio do trabalhador que sente necessidade de um reconhecimento exterior (devido a sua baixa estima e carência) e por isso dá a sua energia para conquistar o “pódium-retrato” estampado na parede ou na revista ou jornal. Essa técnica ao criar um modelo externo à consciência humana faz com que o indivíduo se predisponha a perseguir uma meta distante e corruptiva em si mesmo. E além disso faz com que ele se sinta recompensado pelas dificuldades inerentes ao trabalho repetitivo e da vida cansativa, pois a possibilidade de ser admirado e respeitado principalmente pelos seus pares, pelo público e pelos colegas de trabalho substitui todas as queixas que porventura o indivíduo desejasse fazer. Assim, na apoteose produtivista “figuravam nas obras saudáveis camponeses e operários vendendo saúde, vigor físico e otimismo, em visão idealizada. Essa era uma das formas de a arte e a cultura servirem de veículos de propaganda do socialismo e darem ênfase à “educação das massas”. Vários tipos de competição foram utilizados para manter o trabalhador motivado, como, por exemplo, a escolha do “Herói do Trabalho Socialista”, com distribuição de medalhas, distinções e prêmios para aqueles que se destacavam em suas atividades. O momento de maior impulso ao trabalho ocorreu em 1935, com o movimento stakhanovista, que pode sugerir uma equivalência com o taylorismo. Alexei Stakhanov conseguiu a façanha de cavar 102 toneladas de carvão em seis horas. Seu ato heróico deu-lhe o título, outorgado pelo jornal Pravda, de “operário padrão”. De acordo com o que passou a ser chamado de “movimento stakhanovista”, esse trabalho exemplar era o melhor meio de o cidadão soviético provar seu patriotismo e, ao mesmo tempo, sua fé política. Merece destaque também a formação de grupos destinados a incentivar o uso adequado e econômico do tempo. Um desses grupos chamava-se “Liga do Tempo”, e sua cartilha ditava: “Economize tempo, meça o tempo, trabalhe rápido! Divida seu tempo corretamente: tempo para trabalhar e tempo para o lazer! Utilize bem o seu tempo livre para trabalhar melhor depois!” (CARMO, 1993, pp.56-57). A grande variabilidade do custo da mão-de-obra associada a uma crescente facilidade de transferência de fábricas, tem favorecido a mobilidade da administração exploradora do trabalho dos centros mais desenvolvidos (de mão-de-obra cara) para os menos desenvolvidos (de mão-de-obra barata). De forma que “em plena era de integração internacional (mais estreita ainda na Comunidade Européia), o empresário francês que se sente pressionado por impostos ou custos trabalhistas altos simplesmente leva fábrica e empregos para outro país. Como já vem fazendo. Os maiores, como as grandes indústrias, vão para a China ou para o Brasil. Entre os menores, mais de duas mil empresas, já se mudaram para a Grã-Bretanha de Blair, buscando ambiente mais favorável. Ou seja, os empregos vão para fora da França, contrariando os objetivos originais de criar novos postos de trabalho. Os alemães, embora sob regime conservador há mais de uma década, enfrentam dilema semelhante ao dos franceses, com 11,3% da força de trabalho desempregados, resistência à reforma do Estado assistencialista e transferência contínua de fábricas para os países vizinhos ex-comunistas, como Polônia, Hungria e República Checa...Não dá para ignorar que as empresas têm hoje mais facilidade do que no passado para escolher o país onde vão se instalar. Computadores integram com facilidade a produção internacional e os mercados compradores, além de automatizar cada vez mais a linha de montagem ou os escritórios, desempregando os menos qualificados” (BOCCANERA, 11/01/98, p.51). Um estudo do economista Márcio Pochmann, diretor do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), “mostra que, entre salários e benefícios, o trabalhador brasileiro custa menos para as empresas do que a maioria de seus colegas de outros países...Segundo esse estudo, somente as despesas das indústrias com encargos sociais superam, em vários países, o custo total da mão-de-obra da indústria brasileira. Os encargos sociais no Brasil custam US$ 0,54 por hora, contra US$ 5,47, na Alemanha; US$ 5,04 na Itália; US$ 3,44 nos EUA; e US$ 2,20, no Japão. No mercosul, Argentina e Uruguai têm o mesmo custo por hora: US$ 0,67. Somando-se encargos e salários, o custo da mão-de-obra industrial brasileira fica em US$ 2,68 a hora. Entre os tigres asiáticos, esse valor é de US$ 5,46, em Taiwan; US$ 5,12, em Cingapura; e US$ 4,93, na Coréia do Sul” (REHDER, 11/01/98, p.40). A questão principal não está como muitos autores afirmam apenas na perda de controle do processo de trabalho (socialmente (racionalmente) necessário), mas também, e principalmente, na perda de sentido e significado do encontro no trabalho pessoalmente (intuitivamente) imprescindível. Uma vez que no trabalho pessoal o artesão se sente muito próximo do seu verdadeiro trabalho de criação. Em outras palavras, o trabalho pessoal (independente) possibilitava uma certa solidão ociosa necessária para a descoberta do espaço de harmonia e criação no silêncio existencial em si mesmo. Então, “o que fazer nas horas livres? Compras num shopping? Exercícios para manter a forma? Ir com as crianças ao cinema? Tudo isso é muito bom para a saúde e para a família, mas...pode reduzir a criatividade. É isto mesmo. Pesquisas recentes mostram que o ócio é essencial para a inventividade, Mas ócio não significa lazer e nem prostração. Ócio é passar algum tempo, diariamente, observando a vida e a natureza, ou seja, olhando o céu, o mar, ou até mesmo o teto...balançando na rede da varanda! De uma refinada capacidade de observação dependem as grandes idéias, segundo as pesquisas reunidas em “A emoção e a regra” (Editora José Olympio), que reafirmam o clássico de Paul Lafargue, “O direito à preguiça”. O grupo de pesquisadores, liderados por Domenico De Masi, analisou o cotidiano de alguns dos grupos mais criativos da Europa nos últimos dois séculos para saber como se produzem as grandes idéias. De Masi é professor de sociologia do trabalho na Universidade de Roma e consultor de grandes empresas, como a IBM, a Glaxo e a Fiat” (CEZIMBRA, 28/12/97, p.1). O trabalho coletivo racional por suas características organizacionais de poder produz um estado de “ruído” psicológico indesejável para quem quer encontrar o seu equilíbrio existencial. E além disso, neste contexto, o indivíduo se sente “obrigado-motivado” a ceder para a estrutura de poder capitalista (das fábricas ou dos líderes de grupos de trabalho) o seu poder de livre-arbítrio das decisões mais íntimas responsáveis pelo seu estado de bem-aventurança e felicidade interior. A perda do livre-arbítrio da pessoa é na verdade o ganho no engajamento do indivíduo às idéias dominantes da lógica clássica do negócio capitalista especulativo-explorador globalizador. E esse ganho se dá na garantia da ordem, da disciplina e do controle de produção eficientemente exploratória por parte do poder capitalista sobre o indivíduo. E esse engajamento tem que ser integral para que se dê o “milagre do trabalho eficientemente exploratório”. A ordem, a disciplina e o controle que o ser deveria ter em si mesmo são transferidos para o poder estrutural do Estado e do Capital Internacional. Em função disso o indivíduo troca a sua liberdade de autorealização da pessoa pela necessidade de engajamento na estrutura de produção e valoração da vida eficientemente utilitária industrial e globalizada. Assim sendo, o inevitável não acontece por acaso mas porque é produzido com muito trabalho exploratório e muito negócio. Nesse contexto, a infelicidade do trabalhador moderno é inevitável. Os objetivos e os esforços “positivistas-transcendentalistas” se tornaram um “todo” e portanto que podia ser alcançado na divisão “social” em inúmeros pequenos objetivos-esforços-partes sutilmente introduzidos na psique dos indivíduos trabalhadores. E esse esforço de reproduzir sutilmente um todo divisível é feito pela obediência a uma inteligência central com força suficiente para ordenar, aumentar, suprimir e desviar cada objetivo-parte desse todo projetado. Em outras palavras, o poder de organização e reorganização dos recursos humanos não tem limites éticos/espirituais, pois tudo é válido se o objetivo maior (o lucro do negócio) for mesmo para ser alcançado. As dores, as preocupações, as crises, as angústias, os medos, os desejos mais íntimos, as perdas emocionais, em suma as questões existenciais, não fazem parte das análises de eficiência técnica-administrativa das empresas lucrativas. A pessoa não é levada em conta, o indivíduo e o seu espaço de vida é que é tomado conta. A luta pela manutenção da lucratividade “apressa os capitalistas a explorarem todo tipo de novas possibilidades. São abertas novas linhas de produto, o que significa a criação de novos desejos e necessidades. Os capitalistas são obrigados a redobrar seus esforços para criar novas necessidades nos outros, enfatizando o cultivo de apetites imaginários e o papel da fantasia, do capricho e do impulso. O resultado é a exacerbação da insegurança e da instabilidade, na medida em que massas de capital e de trabalho vão sendo transferidas entre linhas de produção, deixando setores inteiros devastados, enquanto o fluxo perpétuo de desejos, gostos e necessidades do consumidor se torna um foco permanente de incerteza e de luta. Abrem-se necessariamente novos espaços quando os capitalistas procuram novos mercados, novas fontes de matérias-primas, uma nova força de trabalho e locais novos e mais lucrativos para operações de produção. O impulso de relocação para locais mais vantajosos (o movimento geográfico do capital e do trabalho) revoluciona periodicamente a divisão territorial e internacional do trabalho, acrescentando à insegurança uma dimensão geográfica vital” (HARVEY, idem, p.103). Nesse sentido, o indivíduo precisa obedecer a um “senhor” indiferente às suas necessidades mais íntimas de encontro da felicidade, da paz e do Amor incondicional. Isso implica dizer que para se obter a sobrevivência psico-material é preciso logicamente afirmar a sua total ligação com a engrenagem capitalista e desta forma negar inconscientemente os princípios éticos-sagrados cuja fonte é o Senhor-Criador (Deus) em sua própria natureza pessoal. Existe claramente um esforço de convencimento para a introdução de novas técnicas organizacionais. O que se busca nessas técnicas? Creio que é operar uma expectativa de uma nova possibilidade de realização que está “incubada” no interior de cada indivíduo trabalhador. E como as antigas tecnologias vão perdendo o encanto e o poder de engajamento faz-se necessário mudar a roupa da tecnologia (de convencimento) organizacional. Uma “nova roupa”, então, faz “motivar” o desejo escravo de cada indivíduo. E o indivíduo sem muitas opções para questionar o “alimento” tecnológico se sente obrigado a “engolir” o amargo produto organizacional que vem açucarado com o sabor-rótulo de “INOVAÇÃO TÉCNICA-ORGANIZACIONAL”. Vejamos a “ultima” idéia de convencimento. Ela se chama “RESILIÊNCIA”: “um termo emprestado da Física, que significa a capacidade de um corpo, após ter sofrido uma pressão, desenvolver toda a energia nele depositada quando cessada a força. Dentro da abordagem metodológica, resiliência é a aptidão de cada um para não só se adaptar, como prosperar durante mudanças, reagindo positivamente a elas. Quando enfrentam desafios, apenas resilientes recuperam seu equilíbrio mais rapidamente, mantém um alto nível de qualidade e produtividade no trabalho e preservam sua saúde física e emocional” (JORNAL O GLOBO, 31/03/96, p.2). Um grande número de indivíduos tenta e se esforça em convencer o maior número possível de indivíduos de que suas ideias são sinceras e que levarão a todos, que se engajarem nessas idéias, ao direito de usufruir das benesses da “energização”: felicidade, prazer e “amor” os quais são, nesse contexto de visão, subprodutos desse processo de transformação empresarial-mercantil. E assim se produz um quadro da infelicidade adquirida, uma síndrome que afeta milhões de indivíduos eficientemente produtivos. Tudo é válido, inclusive falsificar uma sacralidade do trabalho social e velozmente necessário, para se produzir um convencimento da grandeza do trabalho coletivo empresarial. “Preces, versos, música instrumental, aplausos e abraços. A combinação tão rotineira em grupos religiosos é a última moda - imagine só - das lojas de varejo. Na Leader Magazine, sempre que uma nova filial é inaugurada, os funcionários de cada uma das 18 lojas da rede no Rio se reúnem, no meio da tarde, aplaudem os novos colegas e falam palavras de ordem em sinal de boas-vindas. “Assim, todos sentem que participam da nova conquista da empresa”, resume a gerente de Recursos Humanos da rede, Suzi Gouvêia, que rebatizou seu departamento com o nome de Centro de Desenvolvimento Humano. A novidade já tinha encantado, nos anos 80, os executivos engravatados, que chamam a isso de energização, uma forma de aliviar a tensão do trabalho, aumentar a auto-estima e melhorar o relacionamento nas empresas. É claro que o objetivo final é aumentar a produtividade, o que traduz em vendas e mais vendas. O resultado não dá para avaliar em números absolutos, mas a energização já é vista como o segredo do sucesso de muitos lojistas. Este é o caso da rede de butiques Celestes Modas. “Antes de abrir, fazemos orações e ficamos em silêncio ouvindo música. As funcionárias escolhem as preces de acordo com sua religião, num clima de muita amizade”, conta a administradora de empresas Eduarda Lopes, diretora da Celeste. As clientes percebem este clima e se tornam mais íntimas” (REIS, 2/11/97, p. 1). E várias empresas criaram hinos para dar um “ar patriótico” ao empreendimento. Esse é o Hino das Lojas Americanas: “Cada um de nós é um associado. Cada um de nós caminhando lado a lado na mesma direção. Nós é que Fazemos a diferença. Somos uma força imensa, o futuro é nossa missão. Vamos juntos fazer o novo tempo que vem. Você é Lojas Americanas, eu sou Lojas Americanas também. Vamos sorrir bem mais do que a gente já sorriu. Seremos a melhor loja de todo Brasil.”(REIS, Idem, p.2) Senhor, Eu sei que Tu me Sondas (música religiosa brasileira http://letras.mus.br/padre-marcelo-rossi/66350/ ). Bonita!!!!!!!!!!!!!!!!! Senhor, Eu sei que tu me sondas Sei também que me conheces Se me assento ou me levanto Conheces meus pensamentos Quer deitado ou quer andando Sabes todos os meus passos E antes que haja em mim palavras Sei que em tudo me conheces Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Deus, tu me cercaste em volta Tuas mãos em mim repousam Tal ciência, é grandiosa Não alcanço de tão alta Se eu subo até o céu Sei que ali também te encontro Se no abismo está minh'alma Sei que aí também me amas Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Senhor, eu sei que tu me amas (4 vezes) Refrão Sugiro que assistam seis vídeos na Internet: “Quem somos nós? (baseado na física quântica...ver link http://www.youtube.com/watch?v=WDXFRvbe2VY)”, “I AM” (Sobre Tom Shadyac) , “As Sete leis Espirituais do Sucesso – de Deepak Chopra”, “O Ponto de Mutação – baseado no livro de Fritjof Capra ”, “Conversando com Deus” – baseado no livro publicado por Neale Donald Walsch ... Conversando com Deus (título original em inglês: Conversations with God) é uma série de três livros publicada por Neale Donald Walsch, que afirma ter sido inspirado diretamente por Deus em seus escritos. Cada livro é escrito como um diálogo no qual Walsch faz perguntas e "Deus" as responde. Walsch afirma ainda que não se trata de canalizações, mas de inspirações divinas. Em 2006, um filme foi lançado sobre a história do autor e seus livros... Ver link http://pt.wikipedia.org/wiki/Conversando_com_Deus), “A Unidade das Religiões: O Amor Universal – no site da Organização Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Livros recomendados: “Mãos de Luz – de Barbara Ann Brennan, editora Pensamento”, “Medicina Vibracional – de Richard Gerber, editora Cultrix”, “Seu EU Sagrado – Dr. Wayne Dyer, Editora Nova Era”, “O Fluir do Amor Divino: Prema Vahini – Publicado por: Fundação Bhagavan Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Namastê! Prof. Bernardo Melgaço da Silva – pensador livre holístico-transcendental: filósofo (praticante), cientista e espiritualista – Professor Universitário Aposentado da URCA (Universidade Regional do Cariri –CE). e-mail: bernardomelgaco@gmail.com Facebook: Bernardo Melgaço da Silva/página Educação Para o Terceiro Milênio bernardomelgaco.blogspot.com Nota: Em 1992 e 1998 fiz dois trabalhos científicos: dissertação de mestrado e tese de doutorado respectivamente. E nesses dois trabalhos, que tem uma cópia de cada um na Universidade Federal do Rio de Janeiro (na biblioteca do Cento de Tecnologia –CT - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brasil), procurei mostrar (“explicar cientificamente”) o Caminho do Amor Divino que fiz em 1988. E quem desejar uma cópia dos meus trabalhos científicos envie um e-mail (eu tenho eles no formato Word) para mim, pois terei o maior prazer do mundo de compartilhar minhas pesquisas acadêmicas na UFRJ/COPPE. Namastê...obrigado!

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