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porque convergimos e integramos com AMOR, VERDADE, RETIDÃO, PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA

dedicamos este espaço a todos que estão na busca de agregar idéias sobre a condição humana no mundo contemporâneo, através de uma perspectiva holística, cujos saberes oriundos da filosofia, ciência e espiritualidade nunca são divergentes; pelo contrário exige-nos uma postura convergente àquilo que nos move ao conhecimento do homem e das coisas.
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.

"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber

PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO

O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).

"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 46... CAPITULO 6

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 46... CAPITULO 6 ... A TRÍADE CULTURA-EDUCAÇÃO-CIVILIZAÇÃO PARTE III TESE DE DOUTORADO..obs.: Prezados leitores quem quiser continuar acompanhar a série TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS E EXTRAORDINÁRIAS (O QUE É A GRANDE FRATERNIDADE BRANCA: UMA HIERARQUIA ESPIRITUAL CRIADA POR DEUS! – PARTE 1, 2, 3, ...”n”)....por favor visite o site no link http://bernardomelgaco.blogspot.com.br/ .ou o site Educação Para o Terceiro Milênio ver link... https://www.facebook.com/EducacaoParaOTerceiroMilenio Obrigado... Namastê! “Senhor, eu sei que Tu me Sondas...” “Conhece-te a ti mesmo” – Sócrates (ver link...carta encíclica ”fé e razão” do Papa João Paulo II.. http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_15101998_fides-et-ratio_po.html) “All you need is love” (Lennon/MaCartney) "o problema humano é o mesmo do problema divino quando se consegue responder um então conseguimos responder o outro" Bernardo Melgaço da Silva “O Humano e Deus são os dois lados da mesma moeda” Bernardo Melgaço da Silva “A busca da felicidade, é a mesma busca da verdadeira identidade de quem somos nós!” Bernardo Melgaço da Silva “O medo humano é decorrente da falta de fé em Deus. Assim, quando adquirimos a fé em Deus de forma inabalável junto com a fé vem também a coragem, a prudência e a humildade. Por isso, o problema humano se torna um problema divino: a fé pura incondicional de Deus.” Bernardo Melgaço da Silva “Eu Sou a Poderosa Presença Divina em Ação” HAJA LUZ/PONTE PARA A LIBERDADE "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertara"- João 8:32 INTRODUÇÃO “All you need is love” (Lennon/MaCartney) A EDUCAÇÃO E O CONTEXTO DA PROFECIA EVIDENTE O Estado senhor das leis do trabalho e do consumo administra a imagem do progresso através de um bombardeio de sugestões poderosíssimas transmitidas pelos meios de comunicação. E estas sugestões veiculam mensagens que apontam o trabalho socialmente necessário como a única solução viável para se alcançar o bem-estar e a felicidade do povo e do governo. A ciência se rendeu aos caprichos do Estado e assim fazendo perdeu a visão da verdade maior (transcendental). A ciência moderna vem se transformando numa instituição a serviço do Estado e não mais da verdade de Deus. A educação que o Estado fornece aos indivíduos tem por premissa a visão expansionista do Estado. O Estado precisa crescer para que o povo e o governo se tornem “livres” e “felizes”. Tudo é feito para o Estado, no Estado e com o Estado. Ao cidadão comum, o indivíduo, é permitida uma certa liberdade de Estado. Esse homem é “livre” para pensar, agir e acreditar em qualquer coisa, desde que seja no interior da fronteira de visão do Estado. Fora dessa fronteira é uma ação anormal, ou seja, é contra o Estado. O Estado é “onipresente, onipotente e onisciente”. O indivíduo moderno vive em função do poder do Estado mesmo que ele diga que não. O controle é muito sutil e quase imperceptível. Podemos identificar dois tipos de poder: o do Estado sobre o indivíduo e o da pessoa sobre o Estado. A vida moderna está inegavelmente centrada no poder do Estado sobre o indivíduo. Nesse contexto, o indivíduo está subordinado às leis do Estado (e futuramente estará subordinado também as leis do sistema financeiro internacional que subordinará por sua vez o Estado). O grau de liberdade do indivíduo se localiza em torno do espaço de poder do Estado. A vida individual é uma conjunção de ações coerentes com as diretrizes do Estado. O Estado é a força principal que orienta as ações dos indivíduos. O Estado é o farol que ilumina o caminho dos indivíduos. Cada indivíduo vive e trabalha orientado pela luz que o Estado gera em si mesmo. Se um indivíduo estuda ele faz pensando em como irá servir ao Estado. Se um indivíduo trabalha da mesma forma terá que se reorientar segundo os princípios do Estado. Não existe alternativa, ou o indivíduo serve ao Estado (de realização utilitária) ou então deve se tornar uma pessoa e servir a si mesma no contexto da (realização não-utilitária da) consciência-de-Deus. Esse dilema não tem fim. O fim é uma nova e revolucionária forma de agir no mundo servindo a Deus (não-Estado) ou seja, ao SEU próprio estado (de consciência) intuitivo. Isto porque o Estado institucional do mundo moderno foi construído pelo poder do estado (de consciência) racional. Por isso mesmo se torna extremamente difícil alguém servir ao Estado (“Cézar”) e a Deus ao mesmo tempo. É preciso se optar, decidir e hierarquizar qual o caminho existencial a seguir primeiro: o material social-moral ou o pessoal espiritual-ético. E com certeza para se alcançar o estado de consciência da liberdade intuitiva o sacrifício (“tapar o olho”) da visão e do mundo racional é uma condição sine qua non. Assim sendo, as descrições que apresentarei aqui nessa tese são apenas “mapas descritivos” de um fenômeno que se manifesta no “espaço geográfico da fé” no domínio da consciência “humana”. Identifico dois grandes reinos bem distintos: o reino humano e o reino Divino. O reino humano é sempre acessado por um processo de repetição (intensidade) de três forças básicas: a necessidade da crença, o poder do intelecto e a sensualidade do desejo. O reino Divino é por sua vez acessado sempre por um processo de repetição (intensidade) de três forças básicas: a sensibilidade da fé, a liberdade da consciência e o poder da vontade. A expressão “repetição” significa também a possibilidade de presença. Em outras palavras, sempre que repetimos, ou seja, intensificamos uma dada visão de mundo tornamos possível a presença das três forças básicas intrínsecas referentes àquela visão de mundo. Existem várias maneiras de se usar esse poder de repetição ou intensificação. Na cultura ocidental se utiliza no contexto da oração dos cristãos. Na cultura oriental se usa bastante no contexto da contemplação dos iogues: a repetição-intensificação dos mantras. Em diversas culturas poderemos constatar que se usa de alguma forma a repetição para invocar ou realizar uma determinada experiência (profana ou sagrada): a hipnose, por exemplo, se baseia nesse processo. Os índios, também, utilizam em suas festas e outros rituais sagrados. No mundo moderno podemos encontrar a força da repetição-intensificação nas propagandas políticas ou de marketing comercial. O que eu quero afirmar com tudo isso é que a repetição é um poder utilizado, consciente ou inconscientemente, para se processar a travessia em ambos os sentidos: do humano para o sagrado e do sagrado para o humano. Podemos agora lembrar a famosa frase de Jesus Cristo: “orai e vigiai”. O “orai” é um ato de repetição-intensificação. E o “vigiai” é um ato contemplativo sobre o resultado da repetição-intensificação (É bom lembrar também que em psicologia se utiliza a palavra “condicionamento” para caracterizar esse fenômeno). E o poder de realização da repetição está na sua continuidade e frequência (o que dá origem a uma “probabilidade existencial”). O que vai determinar a travessia na direção do sagrado é a qualidade do conteúdo do objeto da repetição-intensificação (“frequência”). Esse objeto quanto menos discursivo (sequencial) for, melhor será, ou seja, quanto menos ele for carregado de razão (ou de emoção desequilibrada) melhor será. Geralmente os mantras indianos são curtos e com significados voltados para o lado sagrado. As orações também, são relativamente curtas e direcionadas para o lado sagrado. A travessia em direção ao lado humano se dá pela repetição-intensificação carregada de razão (ou emoção desequilibrada). De um modo geral nossas mentes ocidentais “tagarelam” sem parar dia e noite. E devido ao ato de repetir à ação causal “ruidosa” nos tornamos presentes apenas como seres racionais (humanos). E deixamos passar a beleza da vida contida no ato simples de sentir a vibração da existência. “É certo, sim, que exercemos pouco o saber que o Papalagui [homem Branco] chama “pensar”. Mas a questão é saber se é estúpido quem não pensa muito, ou quem pensa demais. O Papalagui está sempre pensando: “Minha cabana é menor que a palmeira; a palmeira dobra-se à tempestade; a tempestade ruge”. É assim que ele pensa, à sua maneira, naturalmente. Mas também pensa a respeito de si mesmo: “Sou baixo; meu coração alegra-se sempre que vejo uma moça; gosto muito de sair em malaga”. E assim por diante. Bem, isto é alegre, é bom, talvez tenha alguma utilidade pessoal para quem gosta desta brincadeira interior. Mas o Papalagui pensa tanto que para ele pensar se tornou costume, necessidade, até obrigação, coação. Tem de estar sempre pensando. É difícil para ele não pensar, é difícil viver com todas as partes do corpo ao mesmo tempo. É comum ele viver só com a cabeça enquanto todos os sentidos dormem profundamente. Embora isso não o impeça de andar normalmente, de falar, comer, rir, ele fica preso em seus pensamentos; esses são frutos da reflexão. Há uma espécie de embriaguez nos seus próprios pensamentos. Por exemplo, quando o belo sol brilha, o Papalagui pensa imediatamente: “Como o sol está brilhando agora, que beleza!” E continua pensando, pensando: “Como o sol está brilhando, como está bonito!” Isto está errado, inteiramente errado, absurdo, porque o melhor é não pensar em nada quando o sol brilha” (Tiavéa, apud SCHEURMANN, s.d., pp.87-88). A. Einstein percebeu esse mecanismo extremamente sutil: "Eu penso 99 vezes, e nada descubro; deixo de pensar, mergulho num grande silêncio - e a verdade me é revelada" (Einstein, apud, ROHDEN, 1989, p.55). O lado sagrado é pouco visitado e portanto pouco presente em nossas vidas. Isso quer dizer que o lado sagrado fica latente, dentro de nós, mas dificilmente presente (mesmo nas pessoas ditas “religiosas”). O mestre Jesus Cristo descobriu magistralmente esse princípio de autotranscendência (travessia existencial). Mas, infelizmente até hoje poucos, no mundo ocidental, foram aqueles que conseguiram resgatar esse saber tradicional oriental. Cabe aqui uma pergunta: por que será que a repetição-intensificação tem esse poder? Essa resposta pode ser obtida de duas formas: análise racional ou prática direta intensiva com exercícios não-racionais (p.ex.: com os mantras ou mesmo com as orações). Não é aconselhável se usar o poder da repetição-intensificação para o lado negativo de destruição ou de criação de doenças. Isto porque esse poder funciona mesmo! O poder da repetição-intensificação é praticado no contexto das magias-sugestões branca e negra. A ciência moderna (tanto a psicologia quanto a parapsicologia) ainda não tem condições ou meios para avaliar totalmente a abrangência desse princípio e poder. Por isso todo o cuidado é pouco. Podemos praticar a fé de forma consciente e também praticar a crença de forma inconsciente. A fé é sempre realizada conscientemente. A sua duração é que pode ser tremendamente curta ou longa (por exemplo no caso do mestre Jesus Cristo). A repetição-intensificação da fé por longos períodos de consciência exige um esforço de autoconsciência, e uma energia vital estupenda. Exige, portanto, um árduo trabalho-essencial de transmutação. Exige do ser a sua própria “morte” (conversão) existencial (atravessar definitivamente a fronteira do ser). E agora fazendo uma análise racional dessa questão. A repetição-intensificação da razão é a condição do ser humano enquanto ser ainda em evolução do reino animal para o estágio superior humano. Pois, sem a razão o ser humano volta a ser animal. Mas, repetindo-intensificando “ad infinitum” a razão ele nunca alcançará o reino Divino. E não importa se a razão está ou não direcionada para a compreensão do sagrado: nesse sentido o nosso discurso pode ser “sagrado” mas nossa prática (conduta) ser humana. A questão não é a qualidade do discurso retórico que pesa mas sim o sentido da ordem (comando) e da energia, que está sendo empregado. Se é a ordem e a energia da razão, sempre é para “baixo/externo” (bio-psíquico-moral: humano). Se é a ordem e a energia da intuição, sempre é para “cima/interno” (supra-psíquico-ético: Divino). Que é essa energia que todos possuímos? “Essa energia é pensamento, sentimento; é interesse, entusiasmo, avidez, paixão, lascívia, ambição, ódio. Pintar quadros, inventar máquinas, cultivar os campos, praticar esportes, escrever poesias, cantar, dançar, frequentar o templo, adorar - tudo isso são expressões de energia; e a energia cria também ilusões, malefícios, sofrimentos. As mais requintadas e as mais destrutivas qualidades são, por igual, expressões da energia humana. Mas, vede, o “processo” de controlar ou de disciplinar essa energia, libertando-a num sentido e contendo-a noutro sentido, se torna meramente uma conveniência social; a mente é moldada de acordo com o padrão de determinada cultura e, dessa maneira, sua energia é, a pouco e pouco, dissipada. Nosso problema, pois, é se essa energia que em graus diferentes todos possuímos, pode ser aumentada, tornada mais eficaz - e, se pode, para que fim? Para que é que existe energia? A finalidade da energia é guerrear? É inventar aviões a jato e inúmeras outras máquinas, seguir um certo guru, passar em exames, gerar filhos, atormentar-se incessantemente com este e aquele problema? Por certo, se a mente humana, que é capaz de gerar tão espantosa energia, não está em busca da Realidade ou Deus, então todas as expressões dessa energia se tornam meios de destruição e aflição. A busca da Realidade exige imensa energia; e, se um homem não está empenhado nessa busca, sua energia se dissipa de maneira nociva, sendo então a sociedade obrigada a controlá-la. Ora, é possível libertar energia para a busca de Deus ou da Verdade e, no “processo” de descobrimento do verdadeiro, ser-se um cidadão que compreende os problemas fundamentais da vida e a quem a sociedade não pode destruir? Estais compreendendo, ou isto está um pouco complexo demais? Vede, o homem é energia, e se o homem não busca a Verdade, essa energia se torna destrutiva; por conseguinte, a sociedade controla e molda o indivíduo, a fim de abafar-lhe a energia. É isso que tem acontecido à maioria das pessoas [indivíduos] adultas, no mundo inteiro. E talvez tenhais notado outro fato interessante e muito simples: que no momento em que desejais realmente fazer alguma coisa, tendes a necessária energia para fazê-la. Que acontece, quando desejais ardentemente atuar bem num jogo? Tendes imediatamente energia, não é verdade? E essa mesma energia se torna um meio de controle de si própria, de modo que não há necessidade de disciplina externa. Na busca da Realidade, a energia cria sua disciplina própria. O homem que espontaneamente busca a realidade torna-se um cidadão idôneo - o que não significa ajustar-se ao padrão de uma sociedade ou governo. Assim, estudantes e professores devem cooperar para a libertação dessa energia que busca a Realidade, Deus, ou a Verdade. Em vossa busca de Verdade haverá disciplina, e sereis então um autêntico ente humano, um indivíduo completo, e não meramente, um hinduísta ou parsi, limitado por sua particular sociedade ou “cultura”. Se, em vez de lhe cercear a energia, como atualmente está fazendo, a escola ajudar o estudante a despertar sua energia para a busca da Verdade, vereis que a disciplina terá então significado todo diferente” (KRISHNAMURTI, 1977, pp.190-191). Nesse contexto, enquanto o ser não tem controle sobre o sentido que vem dando a sua própria energia humana, ele vive submerso num contexto social e cultural que molda, condiciona e direciona o seu agir e seu modo de existir. A personalidade é constituída de um conjunto de energias psíquicas. “E o equilíbrio dessas energias é que determina as características da personalidade. Ambos, psicologia e yoga, acreditam que as características de uma personalidade são determinadas pelo balanceamento energético. O yoga explica isso em termos de cakras. A expressão da personalidade, a tendência de pensamento de uma pessoa, depende do equilíbrio dos cakras, intensidade de sua energização ou bloqueio de algum desses cakras ou na área afeta pela sua energização. Se tenho um Manipura pouco energizado vou pensar e reagir às situações de uma forma, mas se ele for excessivamente energizado meu pensamento e reações serão diferentes. A mente é dinâmica e, como tal, pode ser transformada, pode ser equilibrada, pode ser harmonizada. Para isso ambos, yoga e psicologia, utilizam dois procedimentos. No yoga são chamados de caminho da criação e caminho da dissolução. O caminho da dissolução procura mobilizar nossas energias, nossas pulsões mais básicas, mais primitivas, mais instintivas, para que essas energias nos auxiliem a atingir o equilíbrio. O outro caminho, o da criação, procura mobilizar nossa capacidade de compreensão, de discriminação, de questionamento, de intuição, para que essas energias equilibrem capacidades pouco desenvolvidas. Um artista tem enorme capacidade de criação, de intuição, de expor seus sentimentos através da arte, mas pode não ter suficiente noção da realidade, capacidade de enfrentar o mundo, o dia-a-dia, de ir à luta, de batalhar. Nesse caso, o trabalho de criação seria mobilizar essa energia que está em excesso na atividade criativa e distribuí-la melhor, para que ele, permanecendo criativo e artista, possa também enfrentar a realidade do mundo, enfrentar as dificuldades, ir à luta e realizar” (MAFFIOLETTI, 1994, p.84). O trabalho-essencial tem como alvo, sem nenhuma sombra de dúvida, a geração de sentido para o encontro do Amor Matriz (o Amor de Cristo). E o trabalho-utilitário tem como um dos alvos a busca de sentido na produção-consumo do prazer sensual-sexual e do desejo instintivo. O trabalho produtivo é socialmente necessário mas não é pessoalmente suficiente. Esse paradoxo é que torna o “caminho estreito e a porta pequena”. Quem terá a coragem de se desligar do poder de “transcendência” da razão e do prazer do desejo sexual (a libido)? Somente os santos e os grandes iogues conseguem essa façanha. Nesse sentido, santo, iogue ou sábio são aqueles que autotranscenderam. E nessa autotranscendência descobriram um outro Reino: o Reino de Deus ou Reino da Verdade transcendental. Não será o poder sagrado a solução dos nossos problemas? E aí que caminho seguir? O material ou o espiritual? Qual a ciência que devemos caminhar ou cultuar primeiro? A ciência da evolução espiritual ou a ciência do progresso tecnológico? Continuidade ou extinção da espécie humana? Esse é o nosso maior desafio e decisão de vida e morte: conhecer a si mesmo ou desconhecer em si mesmo. Nos foros internacionais, “os políticos podem reiterar mil vezes que a base para uma nova ordem mundial é o respeito universal pelos direitos humanos, mas este não significará nada se o imperativo não vier do respeito pelo milagre do ser, do universo, da natureza e de nossa própria existência. No mundo atual, multicultural, o único caminho seguro para a coexistência pacífica deverá ser inspirado pela autotranscendência, porque a transcendência é a única alternativa real para a extinção. Penso que o homem só poderá se realizar na liberdade, se não esquecer que esta é um dom de seu Criador” (HAVEL, 23/04/1995, p.A2). O mundo moderno contemporâneo vive o culto da informação e do conhecimento - a informação como base do conhecimento dos eventos e fenômenos do mundo objetivo. O indivíduo inserido nesse mundo se esforça tecnicamente em conhecer cada vez mais os inúmeros códigos da vida para adquirir uma capacidade de compreensão das suas necessidades e potencialidades de realização material e espiritual. E ele totalmente envolvido pelas massificações sugestivas e educativas dos meios de comunicação não consegue perceber o seu nível de inserção e relação de dependência na estrutura da rede social. Assim, ele caminha orientado pelas informações provenientes das instituições criadas para esse fim: escola, igreja, clube, partido político, empresa, família, etc. Se buscamos a “palavra francesa "connaissance", podemos observar que conhecimento é nascer (naissance) com (con). Os homens se marcam como diferentes dos outros seres exatamente pela capacidade de conhecer. Diferentemente dos outros animais, os homens são os únicos seres que possuem razão , isto é, capacidade de relacionar e, ir além da realidade imediata. Os homens são os seres que superam a animalidade com a racionalidade. Assim, os homens, ao entrarem em contato com a realidade, imediatamente, aprendem essa realidade em relação ao seu eu, à sua cultura, à sua história. Os homens interpretam a realidade e se mostram nesta interpretação. Aí eles dizem da realidade e dizem de si mesmos. E quando dizem, eles nascem como seres pensantes juntamente com aquilo que eles pensam ou conhecem. E, nessa relação, se estrutura o conhecimento humano. À medida desse processo, os homens se conhecem e se elaboram. Assim, o conhecimento é uma forma de estar no mundo. E o processo do conhecimento mostra aos homens que eles jamais são alguma coisa pronta na medida em que está sempre nascendo de novo quando têm a coragem de se mostrarem abertos diante da realidade” (GARCIA, 1985, p.25). O indivíduo vive subliminarmente o conflito de decidir a lógica causal de ação mais adequada para o seu modo de interpretar e estar no mundo. Por um lado sente o peso do conhecimento ético-ontológico, e por outro sente a força do conhecimento técnico-psicológico. O próprio conceito abstrato da palavra “conhecimento” cria dentro do ser um estado de incerteza de qual caminho e de qual cultura a seguir. E nessa incerteza, de um modo geral, ele se acomoda atendendo à força do chamado de realização e inserção mais instintiva e mais racional: o caminho da repetição do conhecimento e da cultura do ganho material mais facilmente e mais largamente utilizada, e por isso nem sempre o melhor para si. Nos últimos tempos, “toda a ênfase passou para a vida da espécie, para uma busca da sociedade perfeita, e mais recentemente para uma concentração na organização certa e mecanização científica da espécie humana como um todo; agora tende-se mais a encarar o indivíduo apenas como membro da coletividade, como um elemento da espécie, cuja existência deve subordinar-se aos objetivos comuns e ao interesse total da sociedade organizada, e muito menos, ou de modo algum, como um ser mental ou espiritual com seu próprio direito e poder de existência. Esta tendência não atingiu ainda o auge em toda parte, mas em toda parte está rapidamente tomando o corpo e avançando rumo à dominância. Assim, nas vicissitudes do pensamento humano, de um lado, o indivíduo é movido ou convidado a descobrir e buscar sua própria auto-afirmação, seu próprio desenvolvimento de mente, vida e corpo, sua perfeição espiritual; de outro, ele é chamado a eclipsar-se subordinar-se e a aceitar as idéias, ideais, vontade, instintos, interesses da comunidade com seus próprios. Ele é movido pela Natureza a viver para si mesmo, e por algo profundo dentro dele, a afirmar sua individualidade; é solicitado pela sociedade e por um certo idealismo mental a viver para a humanidade ou para o bem maior da comunidade. O princípio do eu e seus interesses é confrontado e contradito pelo princípio do altruísmo. O Estado erige sua divindade e exige obediência, submissão, subordinação, auto-imolação do indivíduo; este tem que afirmar contra essa exigência exorbitante os direitos de seus ideais, sua idéias, sua personalidade, sua consciência. É evidente que todo este conflito de padrões é um tatear da Ignorância mental do homem procurando encontrar o seu caminho e apoderando-se de diferentes facetas da verdade, mas incapaz, devido à sua carência de integralidade de conhecimento, de harmonizá-las como conjunto unificador. Só um conhecimento unificador e harmonizador pode encontrar o caminho, mas este conhecimento pertence a um princípio mais profundo de nosso ser, ao qual unicidade e integralidade são inatas. Somente descobrindo isto em nós mesmos é que podemos resolver o problema de nossa existência, e com ele o problema do verdadeiro modo do viver individual e comunal...É errado exigir que o indivíduo se subordine à comunidade ou se funda nela, porque é através de seus indivíduos mais avançados que a coletividade progride, e eles só podem realmente avançar se forem livres. Mas é verdade que, à medida que o indivíduo avança espiritualmente, ele se descobre cada vez mais unido com a coletividade e o Todo" (SRI AUROBINDO, 1976, pp.42-44). O homem deve escolher entre dois cursos, “para cima ou para baixo; mas como existe o bruto nele, escolherá mais fácil o curso para baixo, especialmente quando lhe é apresentado sob uma linda vestimenta. O homem capitula facilmente quando o pecado se apresenta com as vestes da virtude" (Gandhi, apud ATTENBOROUGH, 1982, p.14). Senhor, Eu sei que Tu me Sondas (música religiosa brasileira http://letras.mus.br/padre-marcelo-rossi/66350/ ). Bonita!!!!!!!!!!!!!!!!! Senhor, Eu sei que tu me sondas Sei também que me conheces Se me assento ou me levanto Conheces meus pensamentos Quer deitado ou quer andando Sabes todos os meus passos E antes que haja em mim palavras Sei que em tudo me conheces Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Deus, tu me cercaste em volta Tuas mãos em mim repousam Tal ciência, é grandiosa Não alcanço de tão alta Se eu subo até o céu Sei que ali também te encontro Se no abismo está minh'alma Sei que aí também me amas Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Senhor, eu sei que tu me amas (4 vezes) Refrão Sugiro que assistam seis vídeos na Internet: “Quem somos nós? (baseado na física quântica...ver link http://www.youtube.com/watch?v=WDXFRvbe2VY)”, “I AM” (Sobre Tom Shadyac) , “As Sete leis Espirituais do Sucesso – de Deepak Chopra”, “O Ponto de Mutação – baseado no livro de Fritjof Capra ”, “Conversando com Deus” – baseado no livro publicado por Neale Donald Walsch ... Conversando com Deus (título original em inglês: Conversations with God) é uma série de três livros publicada por Neale Donald Walsch, que afirma ter sido inspirado diretamente por Deus em seus escritos. Cada livro é escrito como um diálogo no qual Walsch faz perguntas e "Deus" as responde. Walsch afirma ainda que não se trata de canalizações, mas de inspirações divinas. Em 2006, um filme foi lançado sobre a história do autor e seus livros... Ver link http://pt.wikipedia.org/wiki/Conversando_com_Deus), “A Unidade das Religiões: O Amor Universal – no site da Organização Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Livros recomendados: “Mãos de Luz – de Barbara Ann Brennan, editora Pensamento”, “Medicina Vibracional – de Richard Gerber, editora Cultrix”, “Seu EU Sagrado – Dr. Wayne Dyer, Editora Nova Era”, “O Fluir do Amor Divino: Prema Vahini – Publicado por: Fundação Bhagavan Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Namastê! Prof. Bernardo Melgaço da Silva – pensador livre holístico-transcendental: filósofo (praticante), cientista e espiritualista – Professor Universitário Aposentado da URCA (Universidade Regional do Cariri –CE). e-mail: bernardomelgaco@gmail.com Facebook: Bernardo Melgaço da Silva/página Educação Para o Terceiro Milênio bernardomelgaco.blogspot.com Nota: Em 1992 e 1998 fiz dois trabalhos científicos: dissertação de mestrado e tese de doutorado respectivamente. E nesses dois trabalhos, que tem uma cópia de cada um na Universidade Federal do Rio de Janeiro (na biblioteca do Cento de Tecnologia –CT - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brasil), procurei mostrar (“explicar cientificamente”) o Caminho do Amor Divino que fiz em 1988. E quem desejar uma cópia dos meus trabalhos científicos envie um e-mail (eu tenho eles no formato Word) para mim, pois terei o maior prazer do mundo de compartilhar minhas pesquisas acadêmicas na UFRJ/COPPE. Namastê...obrigado!

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