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porque convergimos e integramos com AMOR, VERDADE, RETIDÃO, PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA

dedicamos este espaço a todos que estão na busca de agregar idéias sobre a condição humana no mundo contemporâneo, através de uma perspectiva holística, cujos saberes oriundos da filosofia, ciência e espiritualidade nunca são divergentes; pelo contrário exige-nos uma postura convergente àquilo que nos move ao conhecimento do homem e das coisas.
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.

"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber

PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO

O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).

"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 31... CAPITULO 3

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 31... CAPITULO 3 ... A TRÍADE ÉTICA-ESTÉTICA-TÉCNICA PARTE I TESE DE DOUTORADO..obs.: Prezados leitores quem quiser continuar acompanhar a série TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS E EXTRAORDINÁRIAS (O QUE É A GRANDE FRATERNIDADE BRANCA: UMA HIERARQUIA ESPIRITUAL CRIADA POR DEUS! – PARTE 1, 2, 3, ...”n”)....por favor visite o site no link http://bernardomelgaco.blogspot.com.br/ .ou o site Educação Para o Terceiro Milênio ver link... https://www.facebook.com/EducacaoParaOTerceiroMilenio Obrigado... Namastê! “Senhor, eu sei que Tu me Sondas...” “Conhece-te a ti mesmo” – Sócrates (ver link...carta encíclica ”fé e razão” do Papa João Paulo II.. http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_15101998_fides-et-ratio_po.html) “All you need is love” (Lennon/MaCartney) "o problema humano é o mesmo do problema divino quando se consegue responder um então conseguimos responder o outro" Bernardo Melgaço da Silva “O Humano e Deus são os dois lados da mesma moeda” Bernardo Melgaço da Silva INTRODUÇÃO “All you need is love” (Lennon/MaCartney) 3.1 A ÉTICA E A MORAL NOS CONTEXTOS DO CAPITAL E DO AMOR Creio que sobre a ética poderíamos discorrer utilizando vários caminhos de conhecimento: filosófico, teológico, existencial, etc. Entendo que ética é antes de tudo ação. Ela não é apenas um conceito filosófico ou mesmo teológico. Ética para mim significa ação numa relação. Mas, qual ação? E qual relação? A ação de que impulso? O impulso de realização do ser material/social (o indivíduo)? Ou será o impulso de realização do ser pessoal/espiritual (a pessoa)? Em que contexto? O contexto apenas homem-natureza? Ou será o contexto homem-Deus? É uma relação baseada na crença de dogmas, regras e normas impostos de fora? Ou será uma relação baseada na devoção, direcionada para dentro de si mesmo, aos princípios criadores do mundo pessoal da consciência-de-Deus? É necessário esclarecer, neste momento, o conceito de “princípios criadores do mundo pessoal da consciência-de-Deus”. Entendo como sendo princípios criadores do mundo pessoal da consciência-de-Deus, o conjunto-universo de ações-princípios que Deus se utiliza para criar a consciência da pessoa. Nesse sentido, ética significa o conhecimento experienciado, na pessoa, das ações-princípios que se originam do mundo pessoal da consciência-de-Deus. Assim sendo, a pessoa ética é aquela que experimentando essas ações-princípios em si mesma age impulsionada pelo poder dessas ações-princípios da consciência-de-Deus. E não-ética é em contrapartida o desconhecimento dessas ações-princípios criadores do mundo pessoal da consciência-de-Deus. Dessa forma, o ser não-ético é aquele ser que não experimenta em sua pessoa esse conjunto-universo de ações-princípios, de Deus, criadores da consciência da pessoa. Nesse sentido, o ser não-ético não age impulsionado pelas ações-princípios da sua pessoa. Ele age impulsionado pelo poder do conjunto-universo de sugestões armazenadas no ser individual. Ele age motivado por um processo de influência da educação social, e não age por meio de um processo de revelação que se manifesta no contexto de sua própria pessoa. Emprego a expressão consciência-de-Deus para designar o espaço ou domínio espiritual onde a pessoa se conecta diretamente a Deus. Essa expressão é colocada assim de propósito com um hífen de interligação para diferenciar da expressão sem hífen “consciência de Deus”. Assim sendo, a expressão “consciência de Deus” significa o espaço ou domínio de consciência do indivíduo e também a idéia que o indivíduo tem e cria do espaço do ser pessoal na sua relação com Deus. Não pretendo discorrer sobre as diversas visões e interpretações dos inúmeros conceitos da ética em si. Minha compreensão a respeito da ética está fundamentada intelectual e experiencialmente num domínio de vivência sagrada crística. Em outras palavras, escolhi (e venho praticando também) como referencial de ética um conjunto-universo de ações-princípios devocionais alicerçados nos mandamentos (ações-princípios) de Cristo (apud DUNCAN, 1995). Dentre esses mandamentos estão: “orar e vigiar [a si mesmo]”, “Não querer ver o cisco no olho do próximo-irmão”, “Não julgar”, “Não condenar”, “Não seguir a dois senhores ao mesmo tempo”, “Não querer seguir a Deus e a Mamon (lucro)”, “separar o joio do trigo”, “ter fé em Deus [sempre!]”. Esses mandamentos estão no domínio da ação devocional e não são apenas conceitos filosóficos ou teológicos. Em síntese, a ética está inserida no contexto existencial valorativo da alteridade, no encontro do ser com Outro Ser-Natureza, em que o “clímax” desse encontro é a realização transcendental do Amor Matriz ou Divino (o bem último). “Numa primeira aproximação, digo que a Ética surge como ciência do ethos. Ou, como saber racional sobre o ethos. Nela está presente a centralidade do logos discursivo” (DELAMARO, 1997, Cap.I, p.7). Ética - “Estudo filosófico da natureza e dos fundamentos do pensamento e das ações morais. As teorias éticas, no sentido puro do termo, são marcadamente diferentes dos sistemas ou doutrinas morais, que têm por objetivo a elaboração de conjuntos específicos de regras de conduta que orientam a vida (por exemplo, a moral cristã). Também se distingue da ética prática ou aplicada, que analisa os argumentos empregados para embasar determinadas premissas ou conclusões morais (por exemplo, a condenação ou aceitação do aborto). A questão geralmente considerada fundamental na ética filosófica é a justificação da moralidade, isto é, se é possível ou não demonstrar que uma ação moral é racional. As escolas e correntes éticas podem ser divididas, grosso modo, em três categorias. A primeira deriva da Ética de Aristóteles e privilegia as virtudes (justiça, caridade e generosidade), tidas como propensas tanto a provocar um sentimento de realização pessoal àquele que age quanto simultaneamente beneficiar a sociedade em que o mesmo vive. A ética aristotélica, por valorizar a harmonia entre a moralidade e a natureza humana, concebendo a humanidade como parte da ordem natural do mundo, é também qualificada como naturalista. A segunda categoria, representada de modo mais sistemático e profundo por Kant, faz do conceito de dever o ponto central da moralidade (chamada “deontologia”). Kant dizia que a única coisa que se pode afirmar que seja boa em si mesma (e não apenas boa como meio ou instrumento) é a “boa vontade” ou boa intenção, aquela que se põe livremente de acordo com o dever. O conhecimento do dever, segundo Kant, é conseqüência da percepção, pelo sujeito, de que ele é um ser racional e que portanto está obrigado a obedecer ao que Kant chamou “imperativo categórico”: a necessidade de se respeitar todos os seres racionais na qualidade de “fins em si mesmos”. As idéias de Kant acerca da moralidade estão estreitamente ligadas à sua visão do livre arbítrio. A terceira corrente dentro da ética é o utilitarismo, segundo o qual o objetivo da moral é o de proporcionar “o máximo de felicidade ao maior número de pessoas”. As teorias relativas à ética também podem ser divididas conforme afirmação ou negação da existência de uma verdade moral objetiva. Hume, por exemplo, como subjetivista, sustentava que a moralidade está profundamente enraizada nos sentimentos humanos, e não em um princípio objetivo. A ética, no último século, tem lidado principalmente com a análise do significado da linguagem moral, abordando por exemplo as relações entre as afirmações morais e a expressão de atitudes emocionais” (NOVA ENCICLOPÉDIA ILUSTRADA FOLHA, 1997, pp.323-324). É muito comum se utilizar as palavras ética e moral como sendo sinônimas. Moral “vem do latim morale, relativo aos costumes, e é a expressão cultural de nossa ética. Enquanto a ética é algo dentro da gente, a moral é algo fora, ou seja, são aqueles princípios éticos que adquirem a força de valores e se tornam determinantes no modo de agir de todo um grupo ou sociedade. Assim, a moral predominante em nossa sociedade capitalista aprova o banqueiro que especula com o nosso dinheiro guardado em seu banco e condena o mesmo homem se ele tirar a roupa na rua. A moral cristã permite que os cristãos comam todo tipo de carne, enquanto a moral judaica e a moral muçulmana proíbem a carne de porco. A moral dos brancos considera vergonhoso andar sem roupa na rua, mas a moral indígena não faz nenhuma censura ao nudismo” (BETTO, 10/1996, pp.27-28). Tenho fé, que não podemos compreender racionalmente a essência dos princípios éticos apenas porque conhecemos as suas inúmeras interpretações dos valores morais (estéticos e técnicos). Faz-se necessário uma prática intensiva num conjunto-universo de ações-princípios que por livre-arbítrio e vontade própria escolhemos seguir. Sem essa prática intensiva nos tornamos falsos devotos da consciência-de-Deus. Na linguagem de Jesus nos tornamos “hipócritas” (falsos devotos), ou seja, podemos falar brilhantemente da consciência-de-Deus sem estarmos vivenciando de fato, em nossa pessoa, as ações-princípios que partem ou se originam da consciência-de-Deus. Assim, partindo dessa visão podemos agora inferir sobre a ética no mundo do trabalho. O mundo do trabalho é o espaço onde o ser (indivíduo/pessoa) age política e socialmente se apoiando num conjunto de regras, normas, diretrizes e valores sociais e pessoais. Entendo que o mundo social é aquele onde o indivíduo age e vive conectado, harmoniosamente ou não, à sua própria pessoa. E o mundo pessoal é aquele onde a pessoa age e vive harmoniosamente com o indivíduo e a consciência-de-Deus. Por isso, quando a pessoa age eticamente no seu mundo pessoal, o seu poder afeta moralmente o mundo social. E quando o poder de ação ética da pessoa diminui, automaticamente o poder de ação moral do indivíduo cresce, nessa relação (indivíduo/pessoa) de domínio do ser. Em conseqüência disso o indivíduo sofre em “eterna” desarmonia consigo mesmo e com o mundo social. Neste último caso o indivíduo se torna, por exemplo, tirano ou submisso, ou seja, provoca o desequilíbrio na relação do ser (indivíduo/pessoa) e conseqüentemente nas relações com outros indivíduos no mundo social. Uma das grandes barreiras que a ciência da razão (a ciência moderna) tem é no que se refere ao terreno das hipóteses. A ciência da razão não trabalha no terreno da hipótese de um segundo “Eu” (pessoa/espírito) causador do mundo pessoal. Ela trabalha no terreno da hipótese de que a causa está no contexto de um Eu apenas e do “outro” (indivíduo/matéria). Essa ciência sempre precisa de um contexto distante do segundo Eu para realizar suas investigações. Ela investiga o contexto do “outro” (mesmo a parapsicologia), mas nunca o segundo Eu da pessoa. Não se consegue investigar o segundo Eu (a pessoa) olhando a partir do primeiro Eu (o indivíduo). O Eu da pessoa é um domínio fechado, ou seja, ele não está aberto para nenhuma investigação que venha do mundo material/social do indivíduo. Nesse domínio-contexto somente podemos fazer uma inferência pessoal. Isto é, uma pessoa eticamente correta pode inferir sobre as ações-princípios do mundo pessoal de qualquer outra pessoa. Uma vez que as ações-princípios da pessoa são sempre os mesmos em qualquer mundo pessoal. A ciência não-racional (por exemplo a ioga) parte da fé (convicção de uma verdade revelada por um mestre espiritual) da existência de um segundo Eu que é um Eu espiritual (ou Atman). Essa ciência busca compreender a natureza dos princípios (éticos). Enquanto que a ciência moderna busca compreender os princípios da natureza (impulsos energéticos e idéias morais). São caminhos simétricos e complementares. Eles se tornam antagônicos quando não existe um equilíbrio entre eles. A natureza dos princípios é no, contexto da pessoa, a consciência-de-Deus. E os princípios da natureza são as percepções-descobertas que o indivíduo faz (apoiado na intuição de sua pessoa ou de outra pessoa) na sua relação com os fenômenos da natureza material/social circundante (inclusive os efeitos das ações da razão humana). Devemos sempre lembrar que ciência não é apenas definida pelo método que praticamos, mas antes de tudo pelo estado de consciência em que nos encontramos: nesse sentido ciência vem de (cons)ciência. Se nosso estado de consciência é ainda racional, a única ciência que de fato podemos praticar é a ciência moderna. Mas, se já conseguimos transcender o estado de consciência da razão podemos praticar a ciência das autodescobertas. E somente assim podemos através da ciência das autodescobertas confirmar e constatar, intuitivamente, as verdades reveladas por Jesus Cristo ou qualquer outro mestre espiritual de verdade. Em qual contexto está a fé? No contexto das descobertas ou no contexto das autodescobertas? Por que será que Einstein afirmou “estudem a fé”? Pode-se estudar a fé distante do contexto do segundo Eu? Pode-se ver a fé no outro ou em nós próprios? Como é que podemos ver a fé no outro? Será que vemos a fé ou o efeito da fé? Podemos ver que existe um espaço muito sutil para se desenvolver tais observações. Não é muito fácil distinguir (“separar”) crença psicológica da fé ontológica. Somente uma sensibilidade muito desenvolvida consegue ver a diferença. Somente uma ciência específica pode nos permitir entrar nesse domínio extremamente sutil. A razão como instrumento de observação não possui as qualidades necessárias para penetrar no contexto do mundo pessoal da consciência-de-Deus. A razão é limitada para investigar o mundo pessoal. Em outras palavras, a razão não é um instrumento de observação para ver ou compreender as ações-princípios que se manifestam no mundo da pessoa. Nesse contexto, o mundo da ética transcende a razão humana. E ética é, portanto, um processo de transcendência e conversão (do indivíduo para a pessoa). É um privilégio conquistado por aquele que se esforçou arduamente em investigar as ações-princípios que se manifestam no mundo da sua própria pessoa (ou seja, do segundo Eu). O ser individual moderno inserido num mundo culturalmente dinâmico se vê diante de um dilema: se libertar ou se adaptar ao dinamismo do meio ambiente cultural. Em outras palavras, a fronteira que delimita o mundo de idéias e de valores do ser individual é a mudança cultural. Atualmente o indivíduo vive uma oscilação cultural que se apoia fortemente no eixo da eficiência técnica voltada para o trabalho produtivo cujo fim é o mercado de consumo. Inserido nesse contexto o ser individual produz sua verdade a partir de outras verdades mutáveis. Uma verdade utilitária que serve aos princípios lógicos-mercadológicos. A luz do mundo esteticamente diversificado atrai e domina a consciência instintiva-racional do ser individual. A combinação estética-técnica produz um efeito psiquicamente “hipnotizante”. Ela produz como subproduto uma verdade “tecnicamente bela” de valores utilitários tais como: a eficiência, a vantagem, a produtividade, a competitividade, a vaidade, o poder intelectual-econômico, a violência, o esbanjamento (a luxúria), a iniqüidade, etc.. Todos esses valores além de muitos outros são produzidos e oferecidos ao mercado da fama e da conquista de valores materiais imediatos. Podemos constatar isso no dia-a-dia das profissões. Todos os ofícios, “bem ou mal escolhidos, exercidos com entusiasmo ou a contragosto, trazem para a vida do homem encargos morais. O médico, por exemplo, vive diariamente em contato com a carne do homem. O advogado se move também no mundo das paixões. Lidam ambos com infelizes, com pessoas que se despem e é fácil imaginar o grau de virtude que é preciso ter para aguentar tamanha pressão. Sob esse ponto de vista a vida do engenheiro é mais fácil. Seu ofício é exercido ao ar livre, é isento do contato pessoal, é objetivo e cristalino. O engenheiro não recebe clientes a portas fechadas, não lida com a dor. Diria até que é límpido demais o ofício de engenheiro, porque essa transparência pode produzir no profissional um certo embotamento e a consequente tendência a mineralizar os problemas humanos... A tentação do engenheiro, sob esse ponto de vista, é a de considerar o trabalhador como pura engrenagem da organização. Seu hábito de trabalhar em coisas amorais e inorgânicas o induz a mecanizar a mão do operário. Atento à obra, apaixonado pelo resultado, possuído pelo espírito de eficiência, o técnico é muitas vezes implacável e inacessível às aflições humanas... O engenheiro, o técnico, o industrial estão em contato diário com a injustiça, com o mau pagamento, com a condenação à miséria da maioria dos homens. Trabalham no país da fome” (CORÇÃO, 1963, pp.30-32). A ética é a base de qualquer sociedade justa. Ou, pelo menos deveria ser. Mas, entre aquilo que é prescrito e aquilo que é real existe um grande abismo. E nesse abismo é que se pode constatar as enormes diferenças e distorções. Fala-se muito em ética. Inclusive a própria Igreja católica vem discutindo e “gritando” no sentido de apontar as deficiências visíveis da falta de ética na mídia: “É tempo de Murici, cada um por si (adágio popular)...Ficam cada vez mais distantes das pessoas, os valores coletivos, comunitários e humanos. O império é o do indivíduo e este significa sou o que sou, independentemente do que os outros são. O indivíduo é egoísta e perigoso, como dizia Freud. O indivíduo é incapaz de fazer morrer seus instintos em função de nada, muito menos do coletivo, pois, pensa em si mesmo. Vive no tempo de Murici e só desenvolve suas pulsações e desejos egocêntricos” (GONÇALVES FILHO, 10/1996, pp.5-6). Todos os dias lemos, ouvimos ou vemos nos noticiários um novo caso de distorção, de escândalo, egoísmo e, portanto, de falta de ética. Os envolvidos são pessoas simples e cultas. São pessoas pobres e ricas. Ou, bandidos e policiais. Enfim as fronteiras entre o bem e o mal se confundem. E quanto ao saber ético no espaço da atual ciência? Atualmente, “a atividade científica defronta-se com sérios desafios internos e externos. De um ponto de vista coletivo, os descontentamentos sociais ligados à introdução de inúmeras inovações tecnológicas (da poluição industrial aos horrores das guerras químicas e eletrônicas), estão levando a um questionamento da equivalência entre ciência e progresso, entre tecnologia e bem-estar social. As manifestações objetivas dessa crise de confiança aparecem na redução dos investimentos em pesquisas, no número crescente de cientistas e de técnicos que se vêem condenados ao desemprego, e na crescente tomada de consciência, por parte dos próprios cientistas, das condições sócio-culturais em que são realizados seus trabalhos. Alguns colocam em questão a escolha das prioridades nas pesquisas, enquanto outros começam a fazer uma crítica ideológica à prática social da ciência. Podemos compreender essa crise como um desafio ao conceito de “racionalidade científica” e aos sistemas de valores culturais, intelectuais, sociais e éticos que se construíram sobre esse conceito. Essa questão será esclarecida a propósito da “ética do conhecimento objetivo”...Uma reflexão, mesmo sumária, sobre o ponto de partida dos saberes científicos constituídos, e culminando em técnicas bastante eficazes, leva-se facilmente a perceber que as ciências, em sua vertigem crescente de objetividade e de racionalidade, conduzem aqueles que as praticam a um esquecimento progressivo e rápido dos pontos de partida e das decisões constitutivas de seu saber. Ora, uma retomada de consciência dessas “condições de origem” irá permitir-nos conjugar uma reflexão do homem aos saberes sobre o homem”( JAPIASSU, Imago, pp.12-13). As regras “democráticas” atuais induz o indivíduo a respeitar e a praticar as leis desse mercado de valores. Esse mercado de “valores” (bens não-econômicos) está intrinsecamente associado ao mercado de mercadorias. A ponte entre os dois mercados é realizada por uma verdade eticamente virtual racional dos tempos modernos. Isso significa dizer que a ética real sagrada precisou ser colocada de lado para que uma nova ética fosse criada e oferecida como verdadeira. A ética virtual se caracteriza pelos direitos e liberdades do indivíduo em construir, possuir e comercializar livremente o produto do seu trabalho ou do seu ganho utilitário na relação moral com outro indivíduo. Um imenso processo de abstração foi desenvolvido ao longo de séculos no sentido de confirmar a “nova ética”: a ética da ética. Isso implica dizer também que o indivíduo foi peça fundamental desse processo de construção de uma ética virtual. Uma racionalização imensa se fez necessário para que se formasse um contexto apropriado para o crescimento da cultura estética-técnica. Os valores sagrados foram por longos séculos distorcidos em suas interpretações de maneira que se pudesse incutir um novo modo de ser utilitário (técnico-estético ou religioso). Hoje, as sociedades modernas vislumbram um novo horizonte de internacionalização da liberdade econômica. E a globalização é tida como um fenômeno sócio-técnico-cultural inevitável. O que acontecerá quando os mercados sutis de valores se aproximarem mais ainda dos mercados concretos de mercadorias? Essa pergunta nos mostra a “explosão” anti-ética que irá acontecer em todos os cantos do planeta. Os países menos desenvolvidos tendem a sofrer uma exclusão e terrível influência anti-ética em todos os espaços da vida social, política, econômica, cultural, educacional e individual. A globalização é, “em última análise, uma estratégia das grandes corporações financeiras e conglomerados industriais, visando à expansão de mercados, mediante o aproveitamento, em escala mundial, da experiência acumulada em suas regiões de origem. Mas, curiosamente, ninguém questiona se tal experiência é aproveitável em outras regiões, de maneira enriquecedora para as populações locais. Na verdade, o objetivo da globalização é aumentar ao máximo os lucros, e concentrá-los nas mãos de conglomerados e corporações, que tenham matrizes em países desenvolvidos” (CARVALHO, 25/06/97, p.9). Nunca o comércio internacional “foi tão difícil de ser interpretado como nos dias atuais. A globalização virou sinônimo de modernidade, eficiência e progresso. Colocar contra ela - além de inócua - representa ser antiquado, ineficiente e regressivo” (MORAES, 08/12/97, p.2). É importante que entendamos os dois mercados: o de valores e o de mercadoria. O mercado de “valores” é a produção e o consumo de idéias de valores (paixões, desejos, idolatrias, vaidades, carências, “amor”, “felicidade”, “segurança”, etc.) criados sutilmente no plano psíquico de cada indivíduo, ou seja, é o processo de criação redundante da “ética da ética”. E o mercado de mercadorias é a produção e o consumo de bens materiais (p.ex.: roupa, sapato, carro, computador, etc.) criados no plano concreto da vida social-comum. O primeiro é de natureza subjetiva. E o segundo é de natureza objetiva. A propaganda e a educação são os instrumentos utilizados no processo de criação tanto do mercado de “valores” quanto do mercado de mercadorias. Todo o esforço das sociedades modernas é na intenção de, primeiro aproximar os dois mercados e, segundo expandir o resultado dessa combinação. De um lado tem-se a estética subjetivada e do outro a técnica objetivada. E tem-se na fusão o conjunto estético-técnico “eticamente” validado. A lógica de criação do mercado moderno é primeiro estabelecer fortemente um conjunto de valores estéticos utilitários para depois se produzir técnica e racionalmente os bens materiais associados àqueles valores. Em outras palavras, primeiro procura-se achar ou criar a necessidade para depois comercializar ou se criar o produto necessário. Nesse sentido, as técnicas de Marketing ganharam imensa importância porque elas se aperfeiçoaram no processo de estimulação e identificação de valores técnicos-estéticos utilitários. Por isso, a famosa frase “a propaganda é a alma do negócio”. Se a “alma” é a propaganda, o corpo é o negócio. Daí que quase tudo ser feito para se estimular ou identificar a alma (desejo) do corpo (da necessidade de consumir o que é próprio do (s)eu-objeto ) desejoso: carências, medos, incertezas, crenças, dependências, gostos, modos, modas, hábitos, costumes, tradições, etc. Certamente “devemos sempre começar da satisfação das necessidades, uma vez que são o fim de toda produção, e a situação econômica dada em qualquer momento deve ser entendida a partir desse aspecto. No entanto as inovações no sistema econômico não aparecem, via de regra de tal maneira que primeiramente as nossas necessidades surgem espontaneamente nos consumidores e então o aparato produtivo se modifica sob sua pressão. Não negamos a presença desse nexo. Entretanto, é o produtor que, via de regra, inicia a mudança econômica, e os consumidores são educados por ele, se necessário; são, por assim dizer, ensinados a querer coisas novas, ou coisas que diferem em um aspecto ou outro daquelas que tinham o hábito de usar” (SCHUMPETER, 1988, p.48). Tendo-se realizado esse primeiro passo de estimulação e identificação dos necessitados e de suas necessidades, o passo seguinte é produzir a mercadoria nas condições próprias ao consumo do desejo. Nesse ponto, a técnica é empregada para realizar a magia do encontro entre a “alma” e o “corpo”, ou seja, o desejo com o objeto do desejo: o artifício de conectar ou aproximar “o sabor com a cor” ou “a sensibilidade com a idéia”. “Ao deixar a Califórnia, em 1970, escrevi [CAPRA] um artigo sobre o movimento hippie, com as seguintes passagens: “A sociedade norte-americana é totalmente voltada para o trabalho, os lucros e o consumo de bens materiais. O objetivo principal dos indivíduos é ganhar o máximo de dinheiro possível para comprarem toda essa parafernália que associam a um padrão de vida elevado. Ao mesmo tempo, sentem-se bons cidadãos porque estão contribuindo para a expansão da economia nacional. Não percebem, porém, que a maximização dos lucros leva à constante deterioração dos bens que adquirem...A expansão da economia destrói a beleza das paisagens naturais com edifícios medonhos, polui o ar, envenena os rios e os lagos. Mediante um condicionamento psicológico implacável, ela rouba das pessoas o seu senso de beleza, enquanto gradualmente destrói aquilo que há de belo em seu meio ambiente.”” (CAPRA, 1990, pp.169-170). O capital como subproduto da racionalização da natureza individual sofre influência desse mecanismo de criação estética-técnica, assumindo e realimentando portanto uma dupla natureza de criação e interação: o capital estético simbólico e o capital técnico transacional. O indivíduo inserido nesse mundo não percebe a sua inserção, porque ele mesmo empresta a sua psique no processo de criação-construção de “beleza técnica” do próprio mundo simbólico transacional em que culturalmente vive. E esse mundo moderno gira segundo dois pólos básicos: o capital estético simbólico (a própria estética objetivada do desejo) e o capital técnico transacional (a própria técnica subjetivada do objeto do desejo). “A ênfase dos ricos no consumo levou, no entanto, a uma ênfase muito maior na diferenciação de produtos no projeto urbano. Ao explorarem os domínios dos gostos e preferências estéticas diferenciados (fazendo tudo o que podiam para estimular essa tendência), os arquitetos e planejadores urbanos reenfatizaram um forte aspecto da acumulação de capital: a produção e consumo do que Bourdieu (1977; 1984) chama de “capital simbólico”, que pode ser definido como “o acúmulo de bens de consumo suntuosos que atestam o gosto e a distinção de quem os possui”. Esse capital se transforma, com efeito, em capital-dinheiro, que “produz seu efeito próprio quando, e somente quando, oculta o fato de se originar em formas ‘materiais’ de capital”. O fetichismo (a preocupação direta com aparências superficiais que ocultam significados subjacentes) é evidente, mas serve aqui para ocultar deliberadamente, através dos domínios da cultura e do gosto, a base real das distinções econômicas. Como “os efeitos ideológicos mais bem-sucedidos são os que não têm palavras e não pedem mais do que o silêncio cúmplice”, a produção do capital simbólico serve às funções ideológicas porque os mecanismos por meio dos quais ela contribui “para a reprodução da ordem estabelecida e para a perpetuação da dominação permanecem ocultos”” (HARVEY, 1993, pp.80-83). A vida e a evolução da vida empurram a consciência do ser para frente em busca de mudanças tais que renovem as concepções e visões de mundo. E com isso, uma nova maneira de viver, interagir e produzir se realiza em direção a uma qualidade de vida melhor. O ser sente que as mudanças são inevitáveis. O ser individual é por natureza um processo de mudança e no resultado dessas mudanças, ele infere sobre os passos seguintes. É preciso mudar. E de mudança em mudança formamos um universo de experiências e conhecimentos a respeito da natureza. Nesse caminho de mudanças surge momentos para um repouso, uma meditação e reflexão. Creio, que o momento atual está exigindo uma pausa para reflexão. É uma pausa para se analisar o ritmo, a rota, o cansaço, as conquistas, as distorções e os desvios na ação de criar e mudar. Todos os dias vemos aumentar a lista de problemas “urgentes”: É urgente solucionar a insegurança que o cidadão vive. É urgente solucionar a pobreza das classes de baixa renda. É urgente solucionar a superpopulação dos nossos presídios. É urgente solucionar o abandono dos meninos e meninas de rua. É urgente solucionar a fome de muitos milhões de brasileiros. É urgente solucionar a questão da saúde da população. É urgente solucionar o analfabetismo racional e não-racional (espiritual) É urgente solucionar a falta de ética. É urgente solucionar...a falta de solução! A questão é saber qual é o verdadeiro sentido da mudança. Se a mudança eleva ou diminui a consciência do ser e da natureza que lhe cerca. Vivemos nas sociedades modernas uma espécie de síndrome da mudança. E os chavões dessa síndrome são: “mude antes que se desvalorize”, “mude para melhor”, “mude para impressionar”, “mude para ganhar”, “mude para consumir o meu produto”, “mude para garantir a sua salvação”. O indivíduo vive sob o efeito das sugestões das mudanças urgentes, ou seja, ele vive numa sociedade consumidora de mudanças efêmeras. "Se a vida moderna está de fato tão permeada pelo sentido do fugidio, do efêmero, do fragmentário e do contigente, há algumas profundas conseqüências. Para começar, a modernidade não pode respeitar sequer o seu próprio passado, para não falar do de qualquer ordem social pré-moderna. A transitoriedade das coisas dificulta a preservação de todo sentido de continuidade histórica. Se há algum sentido na história, há que descobri-lo e defini-lo a partir de dentro do turbilhão da mudança, um turbilhão que afeta tanto os termos da discussão como o que está sendo discutido. A modernidade, por conseguinte, não apenas envolve uma implacável ruptura com todas e quaisquer condições históricas precedentes, como é caracterizada por um interminável processo de rupturas e fragmentações internas inerentes” (HARVEY, 1989, p.22). Cabe aqui uma pergunta: será o sentido da vida moderna orientado por esses dois modos complementares de construir destruindo ou destruir criando “eternamente” sem que o ser de fato se dê conta da necessidade de transcender essa (sua) própria lógica ilógica absurda? Pois, “a essência eterna e imutável da humanidade encontrava sua representação adequada na figura mítica de Dioniso: “Ser a um só e mesmo tempo “destrutivamente criativo”(isto é, formar o mundo temporal da individualização e do vir-a-ser, um processo destruidor da unidade) e “criativamente destrutivo” (isto é, devorar o universo ilusório da individualização, um processo que envolve a reação da unidade)” (loc. cit.). O único caminho para a afirmação do eu era agir, manifestar a vontade, no turbilhão da criação destrutiva e da destruição criativa, mesmo que o desfecho esteja fadado à tragédia” (HARVEY, idem, p.26) Fomos educados, desde o berço, que somente seríamos úteis a sociedade se trabalhássemos em prol das mudanças sociais. Assim, implicitamente ficou estabelecido que “quem não pertencer ao “SINDICATO DA MUDANÇA UTILITÁRIA””, seria alijado do grupo. E assim estaria desempregado e, portanto, marginalizado e inferiorizado em sua identidade social. E assim naturalmente surgiu a “SÍNDROME DA MUDANÇA MODERNA”, ou seja, a ordem é mudar, reconstruir e inovar, principalmente quando as eleições políticas estiverem próximas de se realizarem. A famosa lei de Lavoisier vem sendo aplicada principalmente nas relações econômicas e políticas: “Nada se cria. Nada se perde. Tudo se transforma [em questões políticas e econômicas]”. Mas, sem uma visão ética sagrada, a transformação nunca alcança a dimensão do ser e do Amor em ser. Ela sempre fica na dimensão do ter, da propriedade e da racionalidade do ganho utilitário e iníquo: “Tudo passa menos o ser. Tudo vai mas o ser fica. Tudo se transforma, mas somente o ser permanece. Tudo progride, mas o ser não evolui”. Em períodos “de intenso progresso técnico, como o nosso, as máquinas envelhecem rapidamente: em 1957, o avião, o automóvel de 1956 estão fora de moda, ultrapassados. É preciso por-se em dia para um rendimento dos mais altos, com grandes despesas. Assim nasce e se desenvolve um desejo excessivo de mudança, uma instabilidade psicológica...É preciso falar das influências nocivas da técnica sobre a psicologia dos operários e das massas populares...No período de artesanato, o operário tinha domicílio perto de sua oficina; depois que a técnica venceu o espaço, milhões de operários fazem todos os dias fatigantes deslocamentos! Assim, também, se a técnica transformou aldeias pobres e sujas, mas, de economia estável em cidades miseráveis, repugnantes, de economia instável e de psicologia neurótica, onde está o progresso?” (LALOUP e NÉLIS, 1965, pp.102-104). Aonde está o tão desejado e falado “amor de uns para com os outros”? A inserção do ser no mundo de mudanças social e existencial assume um contexto paradoxal nas relações dinâmicas capital/indivíduo (efêmera) e pessoa/amor sagrado (eterna). O capital como subproduto da criação e o amor sagrado como “subproduto” da pessoa. Tanto o capital quanto o amor são valores. O primeiro é de natureza psicológica. E o segundo é de natureza ontológica. A transformação do valor psicológico em ontológico é que determina o sentido de evolução espiritual no interior da natureza humana. Nesse sentido, podemos visualizar um fluxo de transformação de energia, de consciência e de vida: capital---->indivíduo/pessoa---->amor matriz sagrado Esse fluxo diz respeito do serviço do capital em relação ao indivíduo. E o serviço da pessoa em relação ao amor sagrado. O capital como processo de valoração ao servir o indivíduo empresta-lhe poder para equacionar os problemas de produção de produtos necessários à sobrevivência. A pessoa ao servir ao amor sagrado empresta-lhe obediência no processo de valoração dos princípios da vida existencial. O ser como um todo procura se manter em equilíbrio atendendo as necessidades tanto do plano da sobrevivência profana quanto do plano da existência sagrada. E em todos os dois planos a repetição da relação (“o valor (relação) aplicado sobre o próprio valor (relação) gera autovalor (autorelação)” é a base do crescimento e evolução. A relação face a face “também tem uma dimensão teológica, como insiste Levinas, pois quanto mais fundo entrarmos no relacionamento face a face, mais somos impelidos e urgidos por um amor que não conhece limites, ou, em outras palavras, por uma experiência de Deus. Encontramos Deus na, e através da, face do outro no sentido de que encontramos aqui uma autoridade além da qual não há apelo e que é infinito em suas implicações” (GORRINGE, 1997, p.24-25). Nesse contexto, podemos destacar uma descontinuidade ontológica formada entre os planos capital-indivíduo e pessoa-amor sagrado. O sentido oposto complementar “capital<----indivíduo/pessoa<-----amor matriz sagrado”, diz respeito ao processo de transformação da energia vital e da consciência no processo de formação do mundo sócio-econômico. Assim sendo, podemos destacar o trabalho de retribuição ao serviço realizado tanto da vida individual em relação ao capital quanto da vida pessoal em relação ao amor sagrado. A transformação do amor sagrado em capital se dá na conversão ontológica da pessoa em indivíduo. Essa transformação é uma verdadeira revolução material (sentido complementar à evolução espiritual). Essa revolução material provocou uma mudança de plano de percepção da verdade eticamente sagrada para uma verdade utilitariamente estética-técnica. O sentido de transformação capital---->-indivíduo/pessoa----->-amor matriz sagrado diz respeito ao processo de construção do saber tradicional e de revelação do bem último no ganho do Amor. E o caminho inverso diz respeito ao processo de construção do saber moderno e de descoberta do último bem no ganho do capital . As reflexões éticas “dizem respeito às questões do “bem” e do “mal”. Recorrem, portanto, freqüentemente a conceitos tais como “bem último”, “bem superior”, “critério último”, etc.; convém averiguar o que estes conceitos recobrem. Fala-se de bem “último” em oposição a bem “instrumental”; não são desejados por si mesmos, mas unicamente como instrumentos que permitem adquirir uma outra coisa - uma casa ou uma roupa, por exemplo. Essas “outras coisas”, por sua vez, podem também ser bens instrumentais; as roupas, por exemplo, são desejadas porque protegem do frio, nos tornam bonitos, etc. Assim, parece que se quer A como instrumento para se obter B, que se quer B para se obter C, e assim por diante. Podemos questionar se essa cadeia pára em algum momento, se em sua extremidade se chega a algum bem que é desejado por si mesmo e não com vistas a outra coisa. O conceito de bem “supremo” opõe-se ao de bem “subordinado”. O bem “supremo” é, numa doutrina ética, aquele ao qual sempre se dá a preferência quando uma escolha deve ser feita. No liberalismo utilitarista, por exemplo, o bem “supremo” consiste na felicidade da coletividade; o bem “subordinado” é a liberdade. Se uma liberdade particular contribui para a felicidade coletiva, é considerada desejável; se diminui a massa global de felicidade, é não desejável. Deste modo, considera-se desejável que os indivíduos disponham de liberdade de escolher seu local de moradia ou sua profissão, pois estas liberdades aumentam a felicidade coletiva. No entanto, não é considerado desejável que os pais disponham da liberdade de decidir se vão propiciar ou não instrução para seus filhos. Tal liberdade diminuiria a felicidade coletiva. A liberdade é assim rejeitada quando entra em conflito com a felicidade; portanto é “subordinada” à felicidade, que é o bem “supremo””(VERGARA, 1995, pp.25-27). O homem industrial sempre viveu o conflito entre esses dois sentidos-caminhos básicos: a sensibilidade do bem último do amor (caminho de saber tradicional) e a racionalidade do último bem do mercado-dinheiro (caminho de saber moderno). Pretendo nesse capítulo fazer uma profunda reflexão apontando as suas diferenças e seus impactos na psique humana. Por que será que é difícil seguir, ao mesmo tempo, o caminho do bem último essencial (amor matriz sagrado) e o caminho do último bem utilitário (dinheiro)? Eu diria que não é apenas difícil mas impossível. A questão passa pela compreensão do processo de produção de valor. Pois, tanto o amor sagrado quanto o dinheiro são, como já foi dito anteriormente, valores, ou seja, são bens. O primeiro é de natureza ontológica e o segundo de natureza psicológica. Isso eqüivale dizer que não podemos estar e viver em dois lugares ao mesmo tempo. Ou estamos nos beneficiando, ou seja, produzindo psicologicamente (individualmente) o valor-dinheiro ou estamos nos beneficiando, ou seja, produzindo ontologicamente (pessoalmente) o valor-amor sagrado. São dois domínios que estão em planos de realidades diferentes. O que normalmente chamamos, no mundo moderno, de amor é uma racionalização do efeito emocional de sentimentos que designamos como tal (p.ex.: sensualidade, sexualidade, afetividade, carinho, etc.). Assim como o acúmulo de dinheiro eleva o ser a uma transcendência material, o acúmulo de amor sagrado eleva o ser a uma transcendência espiritual. Tanto um domínio como outro gera poder. O primeiro gera o poder de domínio utilitário sobre os recursos humanos e naturais. O segundo gera poder transcendental de visão e cura. Quem tem muito dinheiro pode utilizar-se do seu poder para controlar a natureza material circundante. E quem tem muito amor sagrado pode utilizar esse poder para realizar milagres e curas fantásticas. O caminho de sabedoria de acúmulo de dinheiro tem no desenvolvimento da razão o seu centro e o seu ponto de referência. O caminho de sabedoria de acúmulo de amor matriz tem no desenvolvimento da sensibilidade humana (eu disse HUMANA!) o seu centro e ponto de referência. A graça divina é sem dúvida um caminho de bem-sabedoria do Amor Matriz. E não é um simples prazer, mas um fantástico êxtase de bem-aventurança. E o lugar onde se acumula amor matriz é o centro do peito (ver Anexo). A sabedoria védica hindu já vem mapeando há milhares de anos esse caminho de (cons)ciência sagrada do amor matriz ou divino. O mundo atual está submerso em bens-valores materiais centrados na produção e acúmulo de dinheiro. Esse mesmo mundo, paradoxalmente, está seco de bens-valores espirituais centrados na produção e acúmulo de Amor Matriz. Por isso, a violência aumentará, caso se continue produzindo unilateralmente valores utilitários, junto com as desgraças. Sem produção e acúmulo de amor matriz, não existe (e nunca existirá!) paz interior e nem graça divina. O capital sem fronteiras vem se firmando como a nova ordem globalizante, mas o Amor Matriz sem limites (transcendental) sempre foi - e sempre será! - a ordem cósmica universalizante. Essa é a diferença básica entre o poder do dinheiro e o poder do Amor Matriz. E agora? Globalizar ou Universalizar? Senhor, Eu sei que Tu me Sondas (música religiosa brasileira http://letras.mus.br/padre-marcelo-rossi/66350/ ). Bonita!!!!!!!!!!!!!!!!! Senhor, Eu sei que tu me sondas Sei também que me conheces Se me assento ou me levanto Conheces meus pensamentos Quer deitado ou quer andando Sabes todos os meus passos E antes que haja em mim palavras Sei que em tudo me conheces Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Deus, tu me cercaste em volta Tuas mãos em mim repousam Tal ciência, é grandiosa Não alcanço de tão alta Se eu subo até o céu Sei que ali também te encontro Se no abismo está minh'alma Sei que aí também me amas Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Senhor, eu sei que tu me amas (4 vezes) Refrão Sugiro que assistam seis vídeos na Internet: “Quem somos nós? (baseado na física quântica...ver link http://www.youtube.com/watch?v=WDXFRvbe2VY)”, “I AM” (Sobre Tom Shadyac) , “As Sete leis Espirituais do Sucesso – de Deepak Chopra”, “O Ponto de Mutação – baseado no livro de Fritjof Capra ”, “Conversando com Deus” – baseado no livro publicado por Neale Donald Walsch ... Conversando com Deus (título original em inglês: Conversations with God) é uma série de três livros publicada por Neale Donald Walsch, que afirma ter sido inspirado diretamente por Deus em seus escritos. Cada livro é escrito como um diálogo no qual Walsch faz perguntas e "Deus" as responde. Walsch afirma ainda que não se trata de canalizações, mas de inspirações divinas. Em 2006, um filme foi lançado sobre a história do autor e seus livros... Ver link http://pt.wikipedia.org/wiki/Conversando_com_Deus), “A Unidade das Religiões: O Amor Universal – no site da Organização Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Livros recomendados: “Mãos de Luz – de Barbara Ann Brennan, editora Pensamento”, “Medicina Vibracional – de Richard Gerber, editora Cultrix”, “Seu EU Sagrado – Dr. Wayne Dyer, Editora Nova Era”, “O Fluir do Amor Divino: Prema Vahini – Publicado por: Fundação Bhagavan Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Namastê! Prof. Bernardo Melgaço da Silva – pensador livre holístico-transcendental: filósofo (praticante), cientista e espiritualista – Professor Universitário Aposentado da URCA (Universidade Regional do Cariri –CE). e-mail: bernardomelgaco@gmail.com Facebook: Bernardo Melgaço da Silva/página Educação Para o Terceiro Milênio bernardomelgaco.blogspot.com Nota: Em 1992 e 1998 fiz dois trabalhos científicos: dissertação de mestrado e tese de doutorado respectivamente. E nesses dois trabalhos, que tem uma cópia de cada um na Universidade Federal do Rio de Janeiro (na biblioteca do Cento de Tecnologia –CT - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brasil), procurei mostrar (“explicar cientificamente”) o Caminho do Amor Divino que fiz em 1988. E quem desejar uma cópia dos meus trabalhos científicos envie um e-mail (eu tenho eles no formato Word) para mim, pois terei o maior prazer do mundo de compartilhar minhas pesquisas acadêmicas na UFRJ/COPPE. Namastê...obrigado!

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