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porque convergimos e integramos com AMOR, VERDADE, RETIDÃO, PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA

dedicamos este espaço a todos que estão na busca de agregar idéias sobre a condição humana no mundo contemporâneo, através de uma perspectiva holística, cujos saberes oriundos da filosofia, ciência e espiritualidade nunca são divergentes; pelo contrário exige-nos uma postura convergente àquilo que nos move ao conhecimento do homem e das coisas.
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.

"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber

PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO

O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).

"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein

terça-feira, 6 de agosto de 2013

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS E EXTRAORDINÁRIAS



TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS  E EXTRAORDINÁRIAS

(número 21...obs.: eu tive que cortar algumas páginas finais (e coloquei outras inéditas que falam sobre A TRÍADE ÉTICA-ESTÉTICA-TÉCNICA: A ÉTICA E A MORAL NOS CONTEXTOS DO CAPITAL E DO AMOR PARTE III (pequena parte (no total são 470 páginas!!!!) da minha tese de  doutorado defendida em 1998 na COPPE/UFRJ)  porque este site tem também limites de números de caracteres...ok..quem quiser os capítulos anteriores retirados procure na minha página EDUCAÇÃO PARA O TERCEIRO MILÊNIO as edições anteriores que eu postei lá ver link.... https://www.facebook.com/EducacaoParaOTerceiroMilenio...Namastê......ok?)
              “Senhor, eu sei que Tu me Sondas...”
“Conhece-te a ti mesmo” – Sócrates (ver link...carta encíclica ”fé e razão” do Papa João Paulo II.. http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_15101998_fides-et-ratio_po.html)
“All you need is love” (Lennon/MaCartney)
"o problema humano é o mesmo do problema divino quando se consegue responder um então conseguimos responder o outro" Bernardo Melgaço da Silva


INTRODUÇÃO

Namastê para todos os irmãos e irmãs, recentemente eu postei no facebook um vídeo incrível cujo titulo é I AM (Sobre Tom Shadyac
)...após assistir esse vídeo.. ver link (http://www.oprah.com/own-super-soul-sunday/I-AM-Watch-the-Trailer-Video) senti necessidade de compartilhar com vocês minhas experiências espirituais inexplicáveis sobre a essência do Amor Divino. Confesso que não tenho a pretensão de que todos venham me compreender, mas continuo na minha vontade de semear as minhas descobertas inexplicáveis para que possamos ter e viver um mundo melhor do que esse. Em 1988 fui abençoado por uma experiência mística-espiritual com o Amor Divino e a partir dessa experiência decidi escrever e divulgar de forma científica, filosófica e espiritual e não parei até hoje mesmo doente e angustiado como estou agora. A fé de Deus me dá forças para continuar escrevendo minhas reflexões e divulgando para todos o que existe por detrás dessa palavra tão falada, mas pouco vivenciada pela humanidade: Amor Divino. E como se deu esse fenômeno? Tudo começou quando em desespero roguei para Deus que me revelasse a Verdade Dele sobre a nossa vida humana caótica, violenta, acelerada e neurótica. Isso chorando de joelhos copiosamente olhando para um quadro de Jesus, o rosto dele pintado em branco num pano de veludo preto com a coroa de espinho e o sangue escorrendo na face, numa tarde quando morava num quitinete no bairro do Flamengo na zona sul do Rio de Janeiro. Eu era engenheiro e estava começando o meu mestrado na COPPE/UFRJ. Então, numa tarde quando palestrava na minha universidade para um grupo de professores e alunos senti uma voz interior dizendo: "Você está orgulhoso". Eu respondi logo: "de onde fala e quem tu és?". A voz interior me respondeu: "Eu Sou". E eu perguntei novamente: "Eu sou quem?". A Voz interior continuou dizendo: "Eu Sou". E aí sai da universidade chorando e perguntando para mim mesmo: "Quem sou eu?". E a voz continuou respondendo a mesma frase várias e várias vezes. Passei vários dias me questionando sobre a natureza da voz interior misteriosa. Até que um dia Ela me intuiu a ir para o banheiro do meu quitinete e olhar para o espelho. E diante do espelho a Voz Interior falou: "Você quer fazer a sua transformação acordado ou dormindo". Eu respondi: "quero fazer dormindo". E a Voz interior disse: "Não...você vai ficar acordado...e depois vai fazer um trabalho na universidade". Eu não conseguia fazer outra coisa senão "orar e vigiar a mim mesmo a cada segundo". De forma que, fui intuído a buscar ajuda espiritual com uma amiga minha bem próximo de onde eu morava. E ela me deu uma orientação dizendo: "Bernardo, preste atenção...existe em todos nós, dois níveis de existência-consciência: o eu superior e o eu inferior... descubra você mesmo quem é quem em você mesmo". Eu já tinha lido alguns livros da entidade espiritual conhecida como André Luiz psicografados por Chico Xavier. E nesses livros eu detectei e anotei duas frases que me chamaram minha atenção e são elas: "a intuição é a base da espiritualidade" e a outra "o pensamento é energia". Eu colei essas duas frases no papel na minha estante de compensado branco para não esquecê-las. Então, comecei uma jornada de investigação a partir desses três princípios básicos: "existe em nós dois níveis de existência-consciência : a inferior e a superior", "a intuição é base da espiritualidade", "o pensamento é energia". Assim sendo, comecei a prestar a atenção nos meus próprios pensamentos, sentimentos e desejos. Eu parti da hipótese de que a natureza (consciência) inferior era de frequência (vibração) baixa (negativa) e a outra natureza (consciência) superior (positiva) era de frequência (vibração) alta. E com muita força de vontade ferrenha vigiava os meus dois níveis de consciência separando que era inferior e superior dentro de mim mesmo. A minha amiga Ana que me orientou sobre os dois níveis de consciência, um dia me convidou para conhecer um lugar místico-espiritual conhecido como PONTE PARA LIBERDADE (Ver Link... http://www.ponteparaaliberdade.com.br/...até hoje ela existe!). E não é um templo espiritual ou centro espiritual, mas no quarto ou na sala de uma casa comum de uma pessoa que se diz CANAL dos mestres espirituais muito evoluídos que intuíam o CANAL para que todos conhecessem a Verdade da espiritualidade superior. A primeira vez que eu fui fiquei perplexo com o que eu presenciei e comecei a sentir quando a mulher (CANAL) falava sobre as hierarquias divinas e o que eles queriam que a gente fizesse para uma nova era de evolução espiritual. A mulher muita nova e bonita emitia uma energia que vibrava em mim tão forte que eu achei que ela estava num transe. E depois na segunda vez eu senti também uma energia muito estranha de calor no meu corpo. De modo que comprei um livro básico da PONTE PARA LIBERDADE: HAJA LUZ. E levei para casa esse e outros livros que comprei lá mesmo. Mas, tarde da noite desembrulhei o pacote e abri o livro HAJA LUZ e comecei a ler e o que aconteceu de extraordinário? Eu não conseguia parar de ler o livro e entrei pela madrugada assim. Em dado momento, senti que era tarde e precisava dormir, mas ao mesmo tempo sentia que estava cheio de energia estranha, mas gostosa e forte, que não me permitia relaxar para dormir. E foi aí que lembrei de perguntar a minha intuição de como fazer para conseguir dormir. A minha voz interior me disse: “vá para uma página no final do livro e leia uma oração”. E assim, fui e fiz (a oração era de um arcanjo..não me lembro mais o nome dele). E me deitei e “apaguei” (dormi) imediatamente. Antes de dormi eu pedi que quando eu acordasse de manhã eu estivesse com a mesma energia misteriosa durante a leitura do livro. E assim aconteceu, quando eu acordei estava com a mesma energia gostosa. Eu fui para o Aterro do Flamengo (perto do meu apartamento) e comecei a andar e a praticar os ensinamentos e a disciplina espiritual da PONTE PARA A LIBERDADE. A disciplina consistia em invocar uma chama violeta (ou chamar o mestre espiritual daquela chama – Saint Germain). Essa escola mística-espiritual ensina que cada ser humano vibra numa determinada cor (as setes cores do arco-íris). Eu descobri mais tarde que a minha cor era Azul do mestre El Morya – um mestre ascensionado da PONTE PARA A LIBERDADE. Os médiuns videntes já viram ele atrás de mim várias vezes! Voltando ao assunto comecei a praticar também a disciplina da chama violeta para transformar as vibrações negativas em positivas. E fiz com tanta perseverança que comecei a entrar num estado de consciência de paz interior e equilíbrio espiritual. Na minha disciplina espiritual utilizei os mantras (repetições sagradas) da PONTE PARA LIBERDADE por exemplo: “Eu sou Deus” ou “Eu sou a poderosa presença divina em ação” ou “A Vontade de Deus é o Bem, A Vontade de Deus é a Paz, A Vontade de Deus é a Felicidade, A Vontade de Deus é a Bondade”. Essas técnicas todas eu alternava, mas não deixava minha mente desocupada pensando e oscilando entre o passado e o futuro. Eu não poderia em hipótese nenhuma perder a fé e a vontade de continuar minha disciplina de purificação espiritual – durante semanas a fio sem parar! E o que aconteceu percebi em dado momento que eu tinha o domínio de dar ordem e ficar em equilibro quando quisesse. Num final de uma tarde a minha intuição me avisou que eu tinha alcançado o poder de pedir qualquer energia positiva para mim. Então, a cada ordem dada eu experimentava a energia pedida, por exemplo se eu pedisse Paz, a Paz interior se manifestava, se eu pedisse a Alegria eu ficava alegre e assim por diante. De forma que, mantive a disciplina e fui percebendo que eu era o único responsável pelo meu destino e minha felicidade interior. A partir dessa constatação meu nível de consciência já não era mais racional, havia alcançado o estado avançado da intuição. E fiquei totalmente absorvido por essa disciplina a tal ponto que fiquei mais de um mês ausente da UFRJ. Agora eu chego no momento mais fantástico da minha experiência mística-espiritual. Era de tarde do mês de agosto e eu estava fazendo minha disciplina espiritual num estado de consciência transcendental – inexplicável , ou seja, uma sensação de leveza interior, paz e serenidade...até que o telefone tocou e eu de imediato atendi. Do outro lado da linha telefônica (naquela época não existia o celular) estava minha amiga Gláucia que era também aluna de mestrado da minha turma. Gláucia me perguntou: “Bernardo, todos nós aqui estamos preocupados com sua ausência, meu amigo me conte o que está acontecendo com você?”. Eu disse: “Você tem tempo para me ouvir?” . E ela respondeu: “tenho, conte!”. Aí comecei a contar a minha história da disciplina espiritual com uma voz doce e serena, com calma absoluta. Em dado momento da história (bonita!) eu mesmo me emocionei e tive vontade de chorar. Tentei segurar as lágrimas, e de repente escuto a minha intuição falar bem alto na minha consciência: “Bernardo, solte a emoção!”. E aí comecei a chorar e soluçar, e falei para minha amiga que eu precisava parar de conversar para me controlar. Nesse instante, senti o fenômeno mais fantástico que um ser humano mortal comum possa vivenciar na face da terra! No centro do meu peito algo girava numa velocidade e frequência altíssima que me deixava num estado emocional inexplicável: era o Amor Divino! E quando fui colocar o telefone na base vertical senti uma energia gostosa muita fina tocar o meu braço direito. Nesse momento, sem entender o que estava acontecendo voltei-me para minha intuição e perguntei: “de onde vem essa energia?” . A intuição me respondeu: “olhe para o centro da sua mão esquerda”. E aí percebi que essa energia maravilhosa vinha do centro da minha mão esquerda. Em seguida a minha intuição me orientou para sentar sobre os meus calcanhares e levantar a mão direita aberta em direção ao céu. E aí descobri que essa energia vinha também do cosmo e entrava pela ponta dos meus dedos da mão direita e percorria um caminho em direção ao centro do meu peito aumentando mais ainda a velocidade e frequência da energia que saía dele. Fiquei extremamente encantado com esse fenômeno, e descobri que a energia estava em diversos pontos do meu apartamento. No dia seguinte, eu ainda estava nesse estado incomum transcendental e fui trabalhar como médium numa instituição espiritualista (IEVE) que ficava em Ipanema (bairro nobre e rico do Rio de Janeiro). Nesse dia, era uma quinta feira aconteceu algo de extraordinário: uma cura milagrosa, que foi anunciada na semana seguinte. O nosso coordenador e dono do centro espiritualista disse: “quero comunicar e parabenizar a todos vocês, porque houve um milagre aqui na quinta-feira passada, eu não sei de qual de vocês foi o responsável por essa cura milagrosa”. Esse texto, não está completo...procurei fazer uma síntese para não cansar os meus leitores...em outra oportunidade conto outros detalhes inexplicáveis que não foram colocados nesse texto.

A MINHA SÚPLICA A DEUS EM 1988: A CIÊNCIA DE SI MESMO E O VERBO DIVINO
Em 1988 quando me ajoelhei (chorando copiosamente) diante de um quadro de Jesus Cristo eu estava naquele instante cheio de incertezas, muito sofrimento, mas também por mais paradoxal que pareça estava repleto de compaixão por mim e pela humanidade. Eu fiz a seguinte súplica com fervor, com toda a minha alma sofrida: “Pai, me mostre o Caminho, me mostre a Verdade. Eu não quero o poder!”. No dia seguinte repeti a mesma súplica do mesmo jeito chorando copiosamente e a alma sofrida com compaixão. E o que aconteceu de extraordinário? A partir desse dia todas as noites (por mais de uma semana!) eu via em sonho uma mulher vestida de noiva que se dirigia para mim dizendo: “Se você quer encontrar a Verdade case comigo, eu estou te esperando há muito tempo”. Naquela época eu tinha um psicólogo (o nome dele era Etiene – o consultório dele era no centro do Rio de Janeiro numa rua paralela à Avenida Presidente Vargas – local de prédios altos comerciais, bancos, Banco Central, outros serviços etc.) que além de psicólogo era espiritualista também. De forma que, procurei Etiene para decifrar os meus sonhos da noiva. Assim, contei para Etiene os sonhos e perguntei: “Etiene, quem é essa noiva?”. Etiene abriu um sorriso suave, o rosto dele ficou sereno e os olhos demonstrava uma emoção, e ele disse: “Bernardo, essa noiva não é humana, não busque ela no nosso mundo concreto e objetivo, ela está dentro de você...entendeu?”. Eu fui para o meu apartamento no Bairro do Flamengo me questionado como encontrar a noiva dentro de mim. Eu não sabia racionalmente o que significava esse fenômeno. Portanto, fiquei confuso por vários dias. A minha cabeça ficou impressionada com aquelas visões, eu não parava de pensar nela: a noiva misteriosa dos sonhos! Então, decidi comprar alguns livros espirituais, da entidade muito conhecida como André Luiz, psicografados por Chico Xavier. E nessa leitura desses livros descobri as “pistas” que iriam me ajudar a encontrar a misteriosa noiva dentro de mim. As duas frases-chaves de André Luiz são: “A intuição é a base da espiritualidade” e “O pensamento é energia”. E com essas duas “pistas” eu comecei a fazer uma abstração e imaginação fantástica. É importante frisar, aqui, que eu fiz o curso de eletricista instalador quando tinha 17 anos no SENAI. E havia trabalhado em diversas fábricas como eletricista no Rio de Janeiro. E além disso, eu  também fiz o meu curso de graduação em Engenharia Elétrica modalidade Eletrônica. Essa formação no campo da eletricidade e eletrônica me ajudou muito na minha investigação interior – nada acontece por acaso! Então, a minha leitura acadêmica no campo elétrico/eletrônico me permitia abstrair sobre o fenômeno da energia. E a minha própria experiência direta com a eletricidade como eletricista me dava uma condição de aceitar sem nenhuma resistência intelectual (racional) o fenômeno do pensamento enquanto energia - e não apenas como conceito ou ideia simplesmente. O que fiz de extraordinário? Eu comecei a imaginar que os meus pensamentos seguiam as mesmas leis da física no campo da eletricidade e do eletromagnetismo. Em outras palavras, se a energia elétrica e eletrônica faziam funcionar relés, contactores, bobinas, transformadores, motores, rádios, televisões, radares, transmissores, receptores, telefones, computadores, microprocessadores, capacitores, transistores, retificadores, osciladores, enfim um mundo de tecnologias maravilhosas...então o pensamento poderia ter esse poder extraordinário das tecnologias que eu conhecia - eu não tinha nenhuma dúvida!!!!! Caramba!!!! E se isso for verdade, imaginei, eu posso modular, transformar, captar, perceber, emitir, receber, manipular, mover, acumular, processar, magnetizar, influenciar tudo a minha volta e dentro de mim. E como descobrir se isso é verdade? E se a razão é uma forma ou padrão de energia? E a intuição poderia ser também um outro padrão de energia num nível de frequência mais alta...imaginei...espetacular!!!! Eu disse a mim mesmo: “Eu tenho que testar essa hipótese do pensamento-energia e descartar ideia comum de que o pensamento é uma ideia ou conceito”. Mas, como testar a energia-pensamento se a razão é energia e a intuição é um outro nível de frequência? Eu fiquei maravilhado com essa hipótese, bastava apenas testar (experimentar, é importante frisar que a ciência moderna somente avançou de fato quando percebeu que deveria formular as hipóteses, testar e confirmar gerando assim o que os cientistas reconhecem como uma teoria válida (até que seja refutada (transcendida) por uma nova teoria e experiência inédita!). Mas, a minha questão era descobrir o fenômeno da energia-pensamento, da energia-sentimento e da energia-desejo. Tive uma “ideia” brilhante: eu vou me disciplinar e modular a frequência (tipo no rádio AM (amplitude modulada) e FM (frequência modulada))!!!! E logo parei de usar e acreditar que meus pensamentos eram apenas conceitos, ideias e raciocínios intelectuais. Então, me tornei cientista de mim mesmo, ou seja, eu era o sujeito observador (cientista) e os meus pensamentos, sentimentos e desejos eram meus objetos de estudo e experiência. Mas, como interromper o raciocínio lógico e intelectual que não parava de falar na minha consciência? Esse problema não poderia ser respondido pela razão, porque a razão enquanto fenômeno humano era o meu objeto de  estudo. Qual era resposta para essa questão: o que é a energia-razão? Eu somente descobri o instrumento  adequado para testar os fenômenos da energia-pensamento-sentimento-desejo, quando por “acaso” (significa, aqui, aquilo que é estranho, inesperado ou surpresa) comecei a utilizar as técnicas espirituais da instituição mística-esotérica da PONTE PARA A LIBERDADE. Eu aprendi no livro HAJA LUZ a disciplina ou exercício dos mantras (uma disciplina muito comum dos iogues na Índia!), por exemplo: “Eu sou Deus”, “Eu sou a poderosa Presença divina em Ação”, “A Vontade de Deus é o Bem; A Vontade De Deus é a Paz; A Vontade de Deus é a Felicidade; A Vontade de Deus é a Pureza; A Vontade de Deus é o Equilíbrio; A Vontade de Deus é a Bondade”. Eu percebi de imediato, que esse exercício ou disciplina interrompia (desde que eu fizesse ininterruptamente!) o processo contínuo da razão lógica e intelectual. Essa foi a minha primeira descoberta. A segunda descoberta era como modular e transformar meus impulsos, desejos e sentimentos de baixa frequência para um nível superior de alta frequência. E essa segunda questão foi descoberta também por “acaso” (eu não tive a intenção de fazer com esse fim) quando acreditei piamente que o uso ou visualização da chama violeta (do mestre ascensionado Saint Germain) era capaz de transformar minhas energias negativas em positivas (desde que eu fizesse o exercício ou disciplina ininterruptamente!). Então, eu alternava as disciplinas o dia inteiro – a cada segundo! A terceira questão era como observar os meus impulsos automáticos: pensar, sentir e desejar? A resposta para essa questão também foi por “acaso” (eu não tinha lido nada a respeito). A única disciplina que eu descobri por “acaso” antes de 1988 era de fechar os olhos e fixar a atenção na escuridão da minha consciência (fiz isso quando tinha 18 anos de idade, e naquela época eu percebi que conseguia me relaxar se ficasse meia hora fazendo esse exercício, também descobri por “acaso”). É bom frisar que várias e várias descobertas científicas importantes foram feitas por “acaso” quando o cientista estava distraído, sonhando ou um viu um fenômeno incomum, sem ter levantado nenhuma hipótese. Em síntese, eu comecei a fazer um exercício de contemplação inconscientemente, depois - bem depois - é que eu descobri isso.  O ato de contemplar ou se auto-observar ininterruptamente nos capacita na habilidade de nos distanciarmos do nosso eu-ego. E nesse processo somos elevados para o nível superior do Self (termo utilizado pela psicologia ou psicanálise) ou intuição. A razão humana está cativa dos cinco sentidos comuns. E por isso que todos os grandes cientistas (como Einstein que descobriu que a mente racional avança e atravessa a fronteira e chega a intuição...e todas grandes descobertas foram feitas pela intuição). E Albert Einstein escreveu uma carta para um filósofo dizendo que ouvia o “Velho” (eu coloquei essa citação na minha dissertação de mestrado ou na minha tese de doutorado...com certeza) ou a “Inteligência da Natureza” (ele procurava evitar de usar a expressão “Deus” para não ser confundido como um religioso). Ele (Einstein) afirmou: “Penso 99 vezes e nada descubro. Mergulho em profundo silêncio. E eis que a Verdade me é revelada”. Ele utilizou a expressão REVELADA, por que? Porque a revelação é um fenômeno espiritual que ocorre em qualquer natureza uma vez que se disciplina para ouvi-la. A disciplina é a base de todas as descobertas tanto no campo científico quanto espiritual. A disciplina somente se desenvolve através da fé no exercício ou experiência que o ser humano deseja descobrir, desenvolver ou revelar. E fé, aqui, não é uma simples crença religiosa ou mesmo científica. É um fenômeno transcendental no interior da multidimensionalidade (os cientistas (da física moderna) já descobriram que a nossa existência é constituída de vários mundos paralelos...pelo menos 12 mundos!!!!!...tem um vídeo na internet da BBC que mostra essa descoberta) humana. A Verdade a qual o próprio Einstein se referiu nada mais é do que a intuição divina. E Einstein tinha consciência disso porque disse: “Estudem a fé”. A fé genuína divina é o caminho para a Verdade divina no interior do ser humano. Em outras palavras, o problema da existência humana é o mesmo problema da existência divina, de modo que quando conseguimos a resposta para um desses dois problemas conseguimos responder o outro.  O Criador e a criatura estão muito próximos, mais próximos do que o elétron que gira em torno do núcleo atômico. Nesse contexto, a Verdade divina é indizível. E toda vez que o ser humano tenta dizer a Verdade ele transforma a energia intuitiva em energia racional. Por isso, mesmo que cada um tem a sua “verdade” racional. E todos tem a mesma Verdade divina. Fantástico essa constatação em 1988!!!!! Uma pessoa num estado intuitivo será sempre incompreendido para todos aqueles que estão no estado racional da energia-consciência! Isso implica dizer que toda vez que queremos ter razão numa discussão com o outro criamos inconscientemente um conflito e geramos uma crise que pode afetar a vida espiritual dos dois. A vida espiritual é tão sério que se soubéssemos das consequências nunca julgaríamos o cisco do outro ou suas deficiências ou suas ignorâncias. Por isso, Buda afirmou: “Não existe conflito entre o mal e o bem, mas entre a ignorância e a sabedoria”. Nesse sentido, a evolução espiritual (e não apenas material-tecnológica) é vital para qualquer sociedade humana. O que deseja, então, o Criador? Eu descobri que Ele deseja que sejamos felizes, que tenhamos paz, compaixão, Amor, fraternidade, solidariedade, empatia, sinceridade, fraternidade, cooperação (e não competição) etc. Em resumo, que sejamos a Sua Imagem e Semelhança, aqui, na Terra. Por isso, a frase espírita maravilhosa: “sem caridade não há salvação!” (e eu não me considero espírita, mas espiritualista – são diferentes). Temos que respeitar qualquer ser humano e ser solidário, amoroso e caridoso. A disciplina espiritual e sua intensidade é que vai gerar ou produzir um grau de espiritualidade em cada um. A oração ela ajuda em muito, mas sozinha não produz um efeito de transcendência imediata. O salto intuitivo depende do “orai e vigiai a si mesmo” e o fundamento “conhece-te a ti mesmo” (leiam a encíclica do Papa João Paulo II: “Fé e Razão” -  “Fides et Ratio”). E se conhecermos a nós mesmos, profundamente, veremos com certeza absoluta: Deus falando (num profundo silêncio interior). Confesso que quase “surtei” durante esse processo de Autoconhecimento. Algumas pessoas acharam que eu estava louco , inclusive, dois professores da COPPE/UFRJ. Houve uma reunião entre 3 professores (Ronaldo, Miguel e Roberto) para discutirem o que fazer comigo. Ronaldo (meu orientador na época) disse (segundo relato de Miguel): “Ele está louco!”. Miguel disse: “ele está a caminho da loucura”. E Roberto (ele fazia um curso de teologia na PUC-RJ) disse: “Deixa eu conversar primeiro com ele para saber o que está de fato acontecendo”. Após uma conversa reservada Roberto disse para mim: “Você não está louco. Tudo que você contou tem semelhança com as histórias dos santos, muito provavelmente você alcançou o nível de consciência deles. Eu não tive a sua experiência mais li muito as histórias dos santos. Você quer que eu seja o seu novo orientador?”. Eu respondi: “sim. Gostaria muito!”. E assim foi feito!

EXISTE ALGUMA TÉCNICA OU DISCIPLINA ESPIRITUAL PARA DESCOBRIRMOS O NOSSO VERDADEIRO EU SAGRADO?

Existem várias disciplinas ou técnicas espirituais que uma vez feita com perseverança diária faz com que percebamos a natureza divina do nosso Eu verdadeiro. Durante a história humana várias pessoas (mestres da humanidade) descobriram um caminho próprio para essa empreitada espiritual. O que vou descrever aqui é o caminho que fiz e faço até hoje. Em princípio temos que partir do pressuposto de que a realidade que vemos no lado de fora do mundo objetivo não é exatamente como acreditamos que seja. Em outras palavras, o que vemos uma é uma gota de água num oceano do mundo desconhecido. Isso significa dizer que a realidade nos é oculta porque nossos cinco sentidos e a razão analítica objetiva nos mostra uma parcela da realidade total. Então, para expandirmos a consciência e constatarmos o que existe além dessas aparências dos fatos e fenômenos concretos e subjetivos, devemos iniciar uma BUSCA (ou INVESTIGAÇÃO DE SI) em nós mesmos. O que significa "busca em nós mesmos"? É o caminho do autoconhecimento, autoconsciência ou consciência de si, autosuperação, autotransformação. “O caminho é estreito e a porta pequena” - diz um ditado religioso. Raros são aqueles que descobrem o seu Eu verdadeiro. A maioria ainda não acordou ou não atingiu a consciência da consciência. É uma tarefa árdua implacável que o ser precisa executar no exercício de perceber o mundo e a si mesmo. De um modo geral estamos tão alienados e distraídos que não nos damos conta de uma realidade paralela a nossa no interior de nós mesmos. Vários filósofos, santos, místicos, cientistas e filósofos deixaram "pistas” dos caminhos que eles mesmos fizeram. Por que esse caminho é assim tão difícil? Porque não sabemos formular o problema existencial correto para as nossas vidas. O cientista Einstein, chegou a dizer que a formulação de um problema científico era algo tão importante que uma fez feita corretamente a investigação já estaria meio caminho andado. Estamos acostumados a receber milhões de mensagens vindas do lado de fora sem um filtro que nos possibilite discernir o que é falso e verdadeiro. Por isso mesmo, nossas mentes estão entulhadas de falsas verdades. E o que a mente consegue registrar é uma parcela ínfima do Todo que está ao nosso redor nos impregnando. E se vocês perceberem os pensamentos que se encadeiam um após o outro constatarão que a mente racional analítica voltada para o mundo objetivo está em constante “tagarelice", ou seja, um tumulto mental entre dois polos: ontem (passado) e o amanhã (futuro). Raras vezes nos encontramos no estado de consciência do aqui e agora (presente). Fomos educados sutilmente a usar a mente projetada para o futuro e ao mesmo tempo continuamente lembrando-se do passado. Não fomos educados para controlar a mente e fazer com que ela permaneça no presente vivido intensamente (no aqui e agora). A disciplina para reeducação da mente se chama meditação e/ou descondicionamento. A mente é muito poderosa - o que pensamos e sentimos concretizamos de “bem” (construtivo) ou “mal” (destrutivo) no "futuro", é o resultado de nossas próprias escolhas. Não existem culpados! Somos todos envolvidos desde que nascemos, e por isso continuamos o exercício de percepção que nossos antepassados nos ensinaram. Mas, uma vez que o ser entra numa crise existencial ou de identidade ele volta para si mesmo porque percebe que se faz necessário uma resposta para os seus problemas existenciais. Nossas escolas e universidades, com raríssimas exceções, nunca nos ensinam as técnicas de autoconhecimento para que transcendamos o nível existencial da razão e vivamos de fato guiados pela intuição divina. Esses poucos se destacam pela força de vontade ferrenha, sensibilidade sutilizada e inteligência refinada-intuitiva (p. ex.: Buda, Jesus , Gandhi, Sathya Sai Baba, Chico Xavier, Sócrates, Einstein etc.) porque se diferenciaram da maioria presa nas "suas" próprias convicções a respeito do mundo, da vida e da existência humana. Então, como fazer para sair desse processo condicionado da mente, do sentimento e do desejo? Os mestres orientais, os santos e vários cientistas e filósofos tentaram nos ensinar. O que eu aprendi é que o indivíduo precisa de certas qualidades ou fatores imprescindíveis para trilhar o nobre caminho do autoconhecimento. E são eles:
a) força de vontade focada na autosuperação;
b) sensibilidade sutilizada para o processo de discernimento entre os traços psicológicos fardos (negativos) e fortes (positivos);
c) fé ou convicção profunda na voz interior silenciosa (não confundir com uma simples crença);
d) perseverança no processo ou disciplina espiritual (se possível a cada segundo!);
e) inteligência desenvolvida (intuitiva) para elaborar novos questionamentos e buscar as respostas para as hipóteses levantadas;
f) nunca duvidar de que somos seres de várias dimensões e níveis de consciências abstratas;
g) prestar atenção total em si mesmo sem julgar ou se culpar dos pensamentos e sentimentos mal elaborados;
h) confiar no caminho solitário que está fazendo consigo mesmo;
i) se aproximar de pessoas experientes (de preferência mestres espirituais muito experientes – muito cuidado na escolha!) que estão também nessa busca incomum (a massa está se distraindo com outros acontecimentos: futebol, televisão, política partidária (ser político e ser político partidário são fenômenos sociais diferentes...p.ex.: os monges tibetanos são políticos mas não são partidários...porque eles fazem movimentos sociais contra o regime comunista autocrático chinês que interfere na vida espiritual e material deles – quem escolhe atualmente o líder espiritual tibetano é o governo Chinês, ou seja, retiraram o poder dos monges de escolher quem  deve ser o líder espiritual e de Estado deles);
j) ser tolerante e perdoar a si mesmo e os seus semelhantes;
k) ler bons livros espirituais (p. ex.: Jesus Cristo, Sathya Sai Baba, Chico Xavier, Alan Kardec, Yogananda, Krisnamurti, Buda,  PONTE PARA A LIBERDADE, etc.) de grandes mestres espirituais (de preferência o original);
l) tomar muito cuidado em não se perder na disciplina espiritual – porque sem um acompanhamento espiritual o indivíduo pode “surtar” (a escolha de seguir esse caminho é de responsabilidade de cada um – todo cuidado é pouco, pois todo caminho espiritual tem seu risco!).

Uma vez que se determina entrar nesse caminho mantenha-se firme, mesmo na doença, corajoso e determinado porque é algo que se alcançado de fato vai nos beneficiar para sempre e melhorar o caráter do mundo. Lembrando-se sempre em estar atento para com os seus semelhantes ajudando-os na medida do possível para amenizar o sofrimento e aumentar a paz deles. A felicidade não é dada a ninguém, ela é conquistada com trabalho árduo e continuo. E se fizeres esse caminho encontrarás definitivamente a tua espera: ELE - DEUS!
A TRÍADE ÉTICA-ESTÉTICA-TÉCNICA
                                                           “Aliás, o que caracteriza o homem, o que o diferencia dos demais seres vivos, é a sua capacidade de aspirar, de ir além da sua realidade presente, para alcançar outra realidade projetada, elaborada com a inteligência e o coração. O homem, neste sentido, é um projetista. Projetista de sua própria vida. Aliás, o homem começa a definhar e mesmo morrer quando não mais projeta e só se atem a satisfazer necessidades...”
                                                                                   (ANÔNIMO, Caderno de Estudos JM)
A ÉTICA E A MORAL NOS CONTEXTOS DO CAPITAL E DO AMOR PARTE III
E a posição das igrejas? Deixo as consciências dos padres e pastores responderem. Como seguir ao Senhor-Amor Matriz Sagrado (de Cristo) e ao “Senhor-Capital-Sagrado” ao mesmo tempo? Eis a difícil e eterna questão! Eu já optei pela pobreza cristã. Mas, também não cobro de ninguém para fazer este gesto. Esse gesto deve ser espontâneo e deve também refletir um grau de sabedoria sagrada alcançada. Não é uma simples crença na apologia da pobreza. Faz-se mais do que necessário  sermos “pobres” de matéria e “ricos” de Espírito. A ponte entre o verbo e o significado é feita por uma experiência sensível, e isso somente pode ser vivido - disse o grande mestre A. Einstein. Em outras palavras, a descoberta desse caminho-sentido é algo estritamente pessoal (ontológica) e pertence ao contexto da sensibilidade (e não da razão). Não se deve agir por convencimento, mas por uma fé de direcionamento espiritual/existencial.
            E quanto a divisão do pão muito bem apontado por OLIVEIRA, está associada à capacidade de se reconhecer a necessidade do capital servir ao indivíduo, e não ao contrário como comumente vem acontecendo, unilateralmente, nas sociedades modernas capitalistas.             Pois, é na terra que o trigo nasce. E é com trabalho que se planta o trigo. O homem retira na colheita do trigo tanto o trabalho “plantado” quanto a incansável  transformação da natureza. O pão é o trigo colhido, a fé plantada e o trabalho processado. A terra é o lugar do suor, da riqueza natural e da gratuidade Divina.  Deus criou a terra e ofereceu a todos. Por isso, a mesa é o lugar de celebração da fé e da oração do pão. A divisão do pão é a multiplicação da paz e da bondade Divina no interior do homem.
            Ao se debruçar sobre a terra o homem planta a sua fé na mãe natureza. Ao comer o pão o homem recebe a dádiva da natureza e confirma a graça Divina. A vida é a resposta positiva da relação entre duas naturezas que se encontram para uma consagração. Uma natureza planta e colhe a essência do pão que é o trigo. A outra produz a fé que é a essência da própria natureza. O trabalho é a ponte entre a terra, o pão e o céu. E entre a fé, o homem e o trigo colhido. O ato de trabalhar representa o poder de transformação da criação e realização. A realização entre  o princípio da vida  e o fim  de uma transformação da natureza em direção a um crescimento na “morte”- numa “morte” que consagra a vida. O trigo “morre” na produção do pão. O pão “morre” no consumo do homem. E o homem “morre” no encontro de si mesmo com o Criador (do trigo, do pão e do homem).
            O Brasil tem muita gente, muito chão e pouco “pão”. Vivemos entre dois mundos: o mundo dos sem-terra e o mundo dos sem-coração. O primeiro vive sem teto e o segundo vive escondendo a boa mão da compaixão. Devido a isso, muitos necessitados dormem no frio chão sobre algumas folhas de jornal e se cobrem com um pedaço de papelão. Enquanto isso, o indivíduo “egonômico” vive dormindo num palácio de ilusão. Pois, quem quiser ser Filho de Deus (pessoa) precisa oferecer de coração um pedaço do seu chão a um necessitado irmão. A divisão do pão começa na divisão da terra. E a divisão da terra é uma prática-conduta da verdadeira boa mão. Quem não vê isso é ontologicamente cego (insensível) ou então tem sua mente lógica racional de “avestruz” enterrada  num buraco escuro da sua própria e estreita percepção. As disputas entre os sem-terra e os “sem-coração” estão produzindo mortes nos campos e discussões em torno da reforma agrária e da violência humana no contexto social brasileiro. Mas, apesar disso a “indústria da violência” lucra com filmes e mensagens deseducadoras.
            Segundo o poeta, jornalista e escritor CATALÃO (“ECOLOGIA”):
“a gente começa
ser mais gente
quando entende
que a natureza
que a gente sente
começa no meio
da gente

            aí a gente mais defende
            procura e ama
            esta natureza que começa
            com a natureza humana

aquela que move
envolve, vibra
e nos faz mais crentes
que esse tal do meio ambiente
começa no meio da gente”

            Assisti já faz algum tempo, na televisão, o filme de origem americana "Duro de Matar" que do início ao fim era requintado em cenas de violência. Eu pude perceber o "avanço" que os produtores alcançaram nas mensagens de ódio, brutalidade e "heroísmo". O "mocinho" termina o filme banhado em sangue, mas "vitorioso", cercado de vítimas e destroços. E todos aplaudem a sua façanha. A façanha de se matar em nome de um bem comum. Pois, em nome desse "bem comum" pode se fazer qualquer coisa, pois está "evidente" que o "outro" ou é "bandido" ou é um "monstro perverso".
            A estética e a técnica empregadas nesses filmes retratam a nossa pequena visão do limite entre vida e morte. E o que é pior eles distorcem a imagem do ser humano desequilibrado, colocando-o como um ser "terrivelmente perigoso" que deve ser eliminado a qualquer custo, pois ele poderá acabar com nossas vidas. Quanta mensagem inútil e deseducadora (esse filme "Duro de Matar" passou na televisão por volta das 16:00 horas de um sábado!) para jovens crianças, adultos e mesmo idosos! Com que intenção os produtores realizaram (produziram) esses filmes de violências? E porque multidões assistem (consomem) e aplaudem (gostam)? Onde está a ética, os valores humanos prescritos pelo mundo sagrado: "não julgar, não condenar, não matar"? Como é que queremos evoluir, se não conseguimos superar essas mensagens de crimes e violências? A violência urbana e internacional estão aí confirmando nossas ilusões a respeito da morte após a vida. E enquanto estivermos nessa crença inevitavelmente a violência só tenderá aumentar. Pois, usaremos toda a nossa capacidade intelectual (racional) para justificar nossa ignorância e inconsciência. Será que 2000 anos ainda não foram suficientes para refletirmos e aprendermos?
            O que mais rende economicamente é o sexo, a violência (tida como “coragem”) e toda sorte de consumo pelo consumo. O que importa é "ganhar" (principalmente dinheiro e fama). Nesse sentido, os "fins" são justificados sutilmente (racionalmente) pelos meios. E nesse contexto, a vida humana perde a oportunidade de ganhar um degrau de consciência na escala evolutiva de valores cósmicos sagrados. A maioria é facilmente atraída pela "luz", dessas mensagens hipnotizadoras, como se fossem mariposas sem rumo e sem consciência de si mesmos. Os indivíduos são tratados como se fossem massa de um bolo, que se molda de acordo com a fôrma social dos valores morais “éticos-econômicos-democráticos”.
            Assisti também recentemente o filme Indenpendence Day. E fiquei meditando sobre a mensagem que o filme passa. Coincidentemente três dias depois assisti, na COPPE/UFRJ-aula do professor Bartholo, um belíssimo filme sobre a personalidade de Hitler. O filme é um documentário que enfoca a história do nascimento da ideologia nazista sob um prisma diferente. O filme mostra como Hitler desenvolveu a sua ideologia sustentada numa base estética de visão de mundo. O filme tenta nos passar que Hitler era um arquiteto-artista frustado que desejava construir um mundo novo de acordo com a sua fantasia doente. E obcecado por sua ideologia foi até o fim sacrificando vidas e vários valores humanos.
            Alguns anos atrás assisti no cinema o filme Rei Leão. Fiquei impressionado com a mensagem de violência criada para pequenas criaturas, os nossos “baixinhos”, de poucos anos de idade. O início do filme é esteticamente espetacular. Somos totalmente tomados pela música e pelos belíssimos desenhos. Um casamento perfeito (até a metade do filme!)! Depois da metade do filme somos praticamente envolvidos. Mas, mesmo assim pude perceber a manipulação de uma ideologia de guerra sutilmente passada nas belas figuras inocentes de hienas, leões, macacos, etc.
            O que é que esses três filmes tem em comum? A resposta é:  propaganda ideológica. Pois, Hitler somente conseguiu convencer o seu povo a ir para guerra porque antes ele fez um trabalho primoroso de Marketing (Hitler fez até filmes “educativos”!). E é sempre assim. Esses filmes não têm nada de inocentes. Eles carregam em si uma ideologia. E essa ideologia pode ser capitalista selvagem ou não. Na maioria das vezes é ideologicamente capitalista, ou seja, em nome de um ideal moral democrático capitalista passa-se por cima dos valores éticos sagrados e de qualquer cultura.
            Quanto ao contexto extraterrestre é visível que a indústria cinematográfica americana está explorando o sensacionalismo das ideias morais de valores racionais-instintivos para criar uma imagem de insegurança e vulnerabilidade dos países. E quem será o salvador da pátria? Os americanos, é claro! Ou seja, essa ideologia tenta criar uma imagem positiva do poder americano de enfrentar qualquer ameaça à Terra.
            Mas, o que está por detrás desse filme “inocente” que é visto como um meio de passatempo? É a ideologia capitalista democrática armamentista, ou seja, a única maneira de se manter a segurança da Terra é investindo altas somas de dinheiro em fantásticos projetos tecnológicos bélicos. Por isso, faz-se necessário arrumar um inimigo bem poderoso para se justificar o investimento de muito dinheiro (bilhões de dólares) em armas. E quem ganha com isso? As indústrias cinematográfica e bélica americana e aliadas. E quem perde? Todos nós que embarcamos nessa imaturidade racional-instintiva (americana, japonesa, etc.). Pois, todo o desenvolvimento bélico retorna para nós mesmos nas guerras e nos conflitos entre países.

            Até quando a democracia neoliberal capitalista vai poluir e contaminar as mentes de jovens, crianças, idosos, estudantes, cientistas, etc.?

            Essa ideologia pode iludir multidões de indivíduos. Mas, não ilude uma pessoa consciente de si. Pois, aquele que desenvolver a sensibilidade para além da consciência racional verá a imaturidade dessas mensagens pervertidas e danosas à ética e à Verdade de Deus. Essas mensagens somente encontram espaço de propagação na dimensão do indivíduo inconsciente de si. É preciso, portanto, ficar alerta e sensível à consciência Divina no interior de nós mesmos. Deus não faz propaganda de guerra. Isso é coisa por demais demoníaca. Não vem de Deus essas mensagens de guerra e competição entre irmãos cósmicos. Todo ser humano é ser humano seja ele terrestre ou extraterrestre.
            O que poderá acontecer no futuro é a criação de uma consciência violenta que automaticamente reagirá e atacará qualquer aproximação extraterrestre. E aí novamente a história se repetirá. O próximo Hitler muito provavelmente não será um indivíduo, mas uma ideologia de um povo ou mesmo de um planeta. É assim que possivelmente nascerá naturalmente o anticristo. Não tenho dúvida disso. Se não queremos guerra no futuro então que plantemos a semente da paz agora. Não devemos nos deixar manipular por essa ideologia video-game “infantil” liberal democrática capitalista e, portanto, “demoníaca”.
            Nossas crianças e nossos jovens (maiores usuários de video-game e internet) já estão aprendendo a arte da guerra nos “inocentes” jogos de video-game. Mais tarde essa ideologia colocará nas mãos das crianças crescidas (os adultos do futuro) não mais um inocente brinquedo video-game, mas uma poderosa arma de verdade. E aí todos chorarão o inferno que  se tornará a vida social. O acaso não existe. A vida é governada por princípios eternos e infalíveis. Não se deve brincar com a verdade. A vida é sagrada, e é um valor que merece muita seriedade e respeito. Com o episódio “dos garotos de 11 e 13 anos que mataram quatro meninas e uma professora de sua escola em Jonesboro, no estado de Arkansas, ressurgiu o debate sobre a violência nos Estados Unidos. Outros casos envolvendo jovens armados em escolas, como o rapaz de 13 anos que tentou matar o diretor de um colégio em Daly, Califórnia, indicam que não se trata de um caso isolado. No entanto, mais do que um valor cultural subjacente, há uma série de práticas que fazem da violência um fato presente...Alguns raps com letras raivosas, filmes com atores como Arnold Schwarzennegger espancando pessoas quase casualmente (“Hasta la vista, baby, dizia o personagem em O exterminador do futuro 2), e jogos eletrônicos em que se matam indiscriminadamente os inimigos para colecionar pontos podem até não ter tanto impacto sobre as ações violentas quanto a pobreza, a discriminação e a desintegração das famílias. Mas certamente os produtos da indústria do espetáculo têm algum efeito” (BENEVIDES, 27/03/1998, p.7).
            A educação, num contexto bem amplo, deve decidir se de fato queremos o céu ético ou o inferno moral. Aqui no sul do Brasil jovens de uma escola militar elegeram A. Hitler como o personagem histórico mais admirado. O ditador nazista “Adolf Hitler foi o personagem histórico mais admirado pelos formandos de 1995 do Colégio Militar de Porto Alegre, conforme levantamento da revista oficial da instituição, Hyloea, publicada no fim do ano passado e só agora divulgada. Oitenta e quatro rapazes e moças citaram 49 personalidades, e o mais votado foi Hitler, com oito indicações (quase 10% do total). O nazista ficou à frente de Tiradentes, Ayrton Senna e Joana Dárc (seis votos cada) e bem distante de dezenas de outros notáveis menos votados, como Jesus Cristo, o sociólogo Betinho, Ghandi e os heróis da Força Expedicionária Brasileira (FEB). O falecido tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor, empresário Paulo César Farias, recebeu um voto” (MITCHELL, 19/01/1998, p.3)
            A visão insensível dessa ideologia de guerra sempre é da necessidade da existência da competição para se poder vencer-ganhar-evoluir o “outro” (psicológico). Se não existe mais a Rússia para se competir então se inventa um inimigo mais poderoso: os extraterrestres! O mundo capitalista não sabe sobreviver sem o princípio do poder alcançado através da competição aparente ou subliminar. Esse negócio de cooperação global é uma grande falação retórica de uma cultura estética-técnica industrial em processo de expansão. Ela não existe - para o bem da humanidade! - e nunca poderá existir num mundo veloz de conquista e superação do outro competidor. Por isso, não tem nada de inocente esses filmes do tipo “guerra nas estrelas”. O cinema é também um meio de se fazer propaganda ideológica. Lembremos de Hitler. Ele ainda não morreu, pois sua técnica de manipulação ainda permanece e evolui no seio das sociedades ditas “evoluídas”. A ideologia da manipulação e do confronto vê tudo como uma grande empresa. Hitler foi o maior representante dessa ideologia precursora manipuladora de produção estética empresarial. A lógica de funcionamento do sistema industrial moderno “somente pode transcender os limites de sua imanência cultural originária européia-ocidental e afirmar uma pretensão de validade universal como elemento constitutivo de uma civilização mundial porque a eficiência produtiva associou-se indissoluvelmente, desde sua gênese, ao fortalecimento do poderio bélico. A “máquina militar” foi o primeiro modelo organizacional do sistema de trabalho de fábrica, estando ainda presente de modo inequívoco nos princípios administrativos do “fayolismo”, um dos pilares do pensamento administrativo moderno, uma transição de princípios organizacionais militares para o campo da administração industrial. Desde os seus primórdios, a expansão das atividades fabris se apoia de modo decisivo sobre necessidades de aparato bélico” (BARTHOLO JR., 1986, p.117).
            Nessa ideologia, o outro é sempre um competidor, um inimigo ou uma sociedade anti-estética e anti-ética (uma monstruosidade!). E por isso justifica-se todo esforço para se alcançar um patamar superior, não importando a que custo de vidas e valores morais e anti-éticos se faz necessário empreender: os fins justificam os meios bélicos. O que importa é aniquilar o “mal” e o “mau” ou o “adversário”. O que importa é a ideologia de se vencer o seu oponente concorrente e ameaçador. E com esse feito tem-se o poder de ser o melhor e mais capaz do que o outro.
           
            Ou seja, é a primazia de uma determinada ideologia em detrimento de outras: “vence a melhor para melhorar”.

            Os valores espirituais são propositadamente ocultados pelo fantástico (e porque não dizer fanático) mecanismo de  racionalização do que seja “valor” e “progresso”. E a ciência é usada como instrumento nessa empreitada democrática liberal capitalista fanática insensível.
            Os bairros do Rio de Janeiro (e de São Paulo também) já estão experimentando as sequelas sociais e dolorosas em consequência da cultura internet-video-game-cinematográfica. Enquanto os pobres se matam de verdade nos morros e no asfalto, os ricos se “matam de mentirinha” nos jogos infantis cinematográficos da internet. De um lado bombas, tiros, sangues e desgraças reais  e do outro lado bombas, tiros, sangues e desgraças virtuais. De um lado televisão, cinema e miséria total, do outro video-game, internet e riqueza material.  O acaso e a coincidência existem? A eficiência de um novo jogo de guerra é relatada nessa reportagem: Realismo “é a palavra-chave do jogo Armored Fist 2, da NovaLogic, que está sendo distribuído no Brasil pela Brasoft (http://www.brasoft.com). Nele, o usuário assumirá o comando do M1A2 Abrams, o mais poderoso tanque de guerra do Exército americano, e arriscará manobras precisas, onde o mínimo deslize poderá fazer com que tudo vá pelos ares. Os cenários foram criados com o sistema Voxel Space 2, a mesma tecnologia utilizada em Comanche 3, e incluem objetos fixos, como fortalezas, prédios, cercas, árvores e depósitos de munição, além de outros em movimento, como blindados e helicópteros. As comunicações de rádio são também muito interessantes nesse jogo pois, como reproduzem fielmente a realidade, as informações transmitidas chegam a ser caóticas nas missões com múltiplos objetivos, criando uma sucessão de ordens que vão se alterando a cada pequena mudança na formação do pelotão ou na posição dos alvos. Para ajudar o usuário a se familiarizar com os recursos do tanque, o CD-ROM contém um documento de três minutos, gravado dentro do MIA@ Abrams. Há ainda uma missão de treinamento, ideal para novatos. Os mais experientes podem se arriscar em perigosas campanhas na Europa, África, Ásia e Oriente Médio, envolvendo vários tipos de veículos inimigos, entre eles os tanques russos T-72, T-80 e T-90. Nessas missões, o jogador pode optar por comandar um único tanque ou um pelotão com até 32 blindados. No total são mais de 35 missões que, graças aos recursos de inteligência artificial, vão se tornando cada vez mais difíceis à medida que o usuário vai aperfeiçoando sua mira e sua perícia nas manobras. Armored Fist 2 é também multijogador, ou seja, pode ser jogado via cabo serial, modem (entre dois usuários), rede ou através da Internet, suportando nesse último caso até oito usuários. ...O preço recomendado pelo distribuidor às revendas está em torno de R$ 69” (JORNAL DO BRASIL, 19/01/1998, p.4)
            Os estrondos de fogos de artifícios anunciando a chegada da droga nas favelas, são os sinais dos novos tempos da cultura capitalista video-game: os traficantes estão anunciando a chegada da “mercadoria” destinada aos clientes! É a propaganda (nesse caso o veículo da propaganda é a estética sonora) e o mercado do crime agindo em pleno dia, desrespeitando a lei do silêncio e da vida. Desrespeitando tudo em nome de um ganho de um punhado de dinheiro que está circulando pelas camadas e pelos mercados (entre ricos e pobres) do submundo econômico. No submundo econômico o dinheiro sempre prevalece sobre o valor da vida.
            Assim, todo cuidado é pouco quando vamos passar uma mensagem de valor para o outro que está inconsciente de si e do Todo (em si). Mas, a vida moderna da cultura internet video-game capitalista não tem essa preocupação com a saúde mental do outro. Essa cultura não se importa que qualidade de valor o outro vai consumir e que tipo de doença psíquica vai adquirir. O que importa é a ideologia do lucro e do poder proveniente desse lucro.
            Os filmes Independence Day e Rei Leão são produtos de uma ideologia de guerra e não de paz. Se mais tarde as psiques dos indivíduos vão ficar desviadas, essa situação para os produtores dessa cultura não têm importância. Eles somente conseguem ver o retorno imediato do lucro, da fama e da supremacia sobre o outro concorrente.
            Existe um processo de produção estética institucionalizada, nas sociedades modernas capitalistas,  que transforma o que é feio e prejudicial em belo e necessário. Nesse contexto, o sutil é transformado em concreto. O moral é transformado em ético. O invisível é transformado em visível. O veneno do mal é transformado em remédio do “bem”. E assim nesse processo de transformação negativa, o próximo passo  é o trabalho de convencimento. E esse convencimento é realizado por um trabalho primoroso estético de Marketing. E assim os “genes” da “verdade” e da “salvação” são implantados sutilmente nas consciências racionais desatentas e imprudentes, produzindo os clones no devido tempo de crescimento: fanáticos e adoradores da violência e da  guerra.
            A pobreza ética desses filmes (e video-games também) é que eles nunca mostram o caminho da transcendência ontológica (de si e em si mesmo). Eles sempre mostram uma pseudo-transcendência e uma pseudo-verdade de nível psicológico na superação do “outro” fora de si. A verdadeira transcendência reconhece o “outro”, primeiro, em si mesmo (a pessoa).
            Por que será que nossos cinemas e televisões não cansam de passar esses filmes deseducadores? Porque o cinema e a televisão fazem parte de uma imensa rede mercantil onde o capital não tem identidade própria, mas tem retorno definido e bem conhecido: as mãos-caixas dos empresários “ousados” e “produtivos”. Enquanto a ótica do indivíduo estiver direcionada para o mercado, a vida social sofrerá do “vírus” da falta de ética sagrada. E a contaminação poderá se propagar velozmente em função das “condições climáticas psicológicas”. Em outras palavras, somente existe mercado porque existe consumidores da mercadoria. E somente existe consumo estético (que é diferente de útil) de mercadorias porque existe uma manipulação estética, do valor “necessidade”, associada a uma visão de ganho psicológico na produção técnica do produto. Ou seja, esse processo vai perdurar até quando o indivíduo estiver preso à educação da ideia de salvação coletiva por intermédio do poder do capital técnico transacional (e pela educação da ideia de “transcendência” do prazer coletivo oriundo do capital estético simbólico). 


3.4 A CULTURA MORAL DO “VIR A SER” DOS TEMPOS MODERNOS

            O homem produtivo caminha numa ilusão de que a família celular, o ensino racional moderno e o trabalho socialmente moderno vão lhe oferecer todos os benefícios de que ele precisa para atender a sua angústia de  sobrevivência aqui na Terra. É  nessa ilusão que os nossos pai s e nossas escolas estão educando as crianças e os jovens para uma futura doença, estresse e violência psicológica. Isto porque, a saúde, a felicidade e o próprio Amor somente alcançamos completamente quando conquistamos a oportunidade de retornar à consciência da existência do SER ORIGINAL: Deus. E para isso a verdade intuitiva sagrada revelada (não-racional) é fundamental. A verdade da inteligência sensível-intuitiva. E é exatamente dessa inteligência que o homem moderno utilitário vem se afastando. É preciso mais do que nunca se aprender a "olhar para o alto" (intuição-amor sagrado). Pois aprendemos, e esse é o nosso maior desafio, a "olhar para baixo" (razão-capital).
            A ideia de que o homem “é diferente dos animais, pela sua capacidade racional, de abstração e de planejamento, não significa que seu processo de transformar-se e reconhecer-se como homem esteja concluído: não há uma etapa final, ou seja, um telos, que será alcançada pela humanidade algum dia, como pensaram muitos cientistas sociais no final e começo do século XX. O processo de pôr a sensibilidade de lado e eleger a razão como a soberana das explicações e das inter-relações humanas, como argumenta a autora [a professora de pós-graduação em Filosofia da Universidade Gama Filho e da pós-graduação em Educação da Universidade Católica de Petrópolis, professora Vera Rudge Werneck,], tornou os homens e suas relações em objetos e coisas” (SIQUEIRA, 25/06/97, p.6).
            A verdade, nas sociedades modernas, está sendo manipulada sutilmente. O "orai e vigiai" (representado fielmente por Jesus) está sendo substituído pelo "raciocinai e negociai" (representado fielmente por “Judas” no contexto social). A "subida ao monte" está sendo substituída pela "subida ao poder especulativo financeiro". A visão de Deus está sendo substituída pela visão lógica da razão científica ou religiosa. Nesse sentido, a luta pessoal e, portanto, solitária  contra o diabo está sendo substituída pela luta social tecnológica ou teológica contra outros grupos ou povos. A cruz de madeira está sendo substituída pelo sacrifício de subir um degrau no mercado de emprego (trabalho). A vida sagrada está sendo substituída e transformada em profana. Os verdadeiros valores sagrados estão sendo substituídos e  "socialmente adaptados para uma nova realidade". E nesse "novo" modo de ser (ou uma nova modernidade de ser) vamos seguindo um caminho distante da verdadeira transformação. Falamos muito mas praticamos muito pouco a transformação ontológico do ser. Ou praticamos psicologicamente muito mas vemos ontologicamente pouco as reais e profundas necessidades humanas.
            A questão é que os princípios  sagrados são genuinamente sagrados e nunca foram de "cunhos morais sociais". Eles não podem ser  raciocinados e negociados para os "novos tempos". Eles são eternos, perenes em suas origens e criações. Não podem ser modificados nenhum "milímetro" sequer. São o que são: princípios sagrados. Vivemos uma era produtiva. Tudo está sendo feito em nome da produção. O "slogan" é sempre o mesmo: produzir para consumir. Todos os indivíduos modernos ou quase todos carregam essa ideia e compromisso de liberdade-salvação. Pode-se fabricar, produzir e distribuir (propagar) qualquer produto desde que seja em nome da produtividade e de criação de novos empregos.  As leis sociais são produzidas para apenas penalizarem os casos gritantes de "má fé" e desvio. Enquanto os casos mais sutis, de "menos má fé", passam ser desapercebidos e na maioria das vezes são suas produções incentivadas. Mata-se muito mais psicologicamente do que fisicamente. Uma civilização inteira está a beira de uma grave doença psicológica e as leis humanas são incapazes de intervirem no destino trágico dessa humanidade.
Senhor, Eu sei que Tu me Sondas (música religiosa brasileira http://letras.mus.br/padre-marcelo-rossi/66350/ ). Bonita!!!!!!!!!!!!!!!!!
Senhor,
Eu sei que tu me sondas
Sei também que me conheces
Se me assento ou me levanto
Conheces meus pensamentos
Quer deitado ou quer andando
Sabes todos os meus passos
E antes que haja em mim palavras
Sei que em tudo me conheces
Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão
Deus, tu me cercaste em volta
Tuas mãos em mim repousam
Tal ciência, é grandiosa
Não alcanço de tão alta
Se eu subo até o céu
Sei que ali também te encontro
Se no abismo está minh'alma
Sei que aí também me amas
Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão
Senhor, eu sei que tu me amas (4 vezes) Refrão
Sugiro que assistam seis vídeos na Internet: “Quem somos nós? (baseado na física quântica...ver link http://www.youtube.com/watch?v=WDXFRvbe2VY)”, “I AM” (Sobre Tom Shadyac) , “As Sete leis Espirituais do Sucesso – de Deepak Chopra”, “O Ponto de Mutação – baseado no livro de Fritjof Capra ”, “Conversando com Deus” – baseado no livro publicado por Neale Donald Walsch ... Conversando com Deus (título original em inglês: Conversations with God) é uma série de três livros publicada por Neale Donald Walsch, que afirma ter sido inspirado diretamente por Deus em seus escritos. Cada livro é escrito como um diálogo no qual Walsch faz perguntas e "Deus" as responde. Walsch afirma ainda que não se trata de canalizações, mas de inspirações divinas. Em 2006, um filme foi lançado sobre a história do autor e seus livros... Ver link http://pt.wikipedia.org/wiki/Conversando_com_Deus), “A Unidade das Religiões: O Amor Universal – no site da Organização Sri Sathya Sai Baba do Brasil”.
Livros recomendados: “Mãos de Luz – de Barbara Ann Brennan, editora Pensamento”, “Medicina Vibracional – de Richard Gerber, editora Cultrix”, “Seu EU Sagrado – Dr. Wayne Dyer, Editora Nova Era”, “O Fluir do Amor Divino: Prema Vahini – Publicado por: Fundação Bhagavan Sri Sathya Sai Baba do Brasil”.
Namastê!
Prof. Bernardo Melgaço da Silva – pensador livre holístico-transcendental: filósofo (praticante), cientista e espiritualista – Professor Universitário Aposentado da URCA (Universidade Regional do Cariri –CE).
Facebook: Bernardo Melgaço da Silva/ Educação Para o Terceiro Milênio
bernardomelgaco.blogspot.com
Nota: Em 1992 e 1998 fiz dois trabalhos científicos: dissertação de mestrado e tese de doutorado respectivamente. E nesses dois trabalhos, que tem uma cópia de cada um na Universidade Federal do Rio de Janeiro (na biblioteca do Cento de Tecnologia –CT  - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brasil), procurei mostrar (“explicar cientificamente”) o Caminho do Amor Divino que fiz em 1988. E quem desejar uma cópia dos meus trabalhos científicos envie um e-mail (eu tenho eles no formato Word) para mim, pois terei o maior prazer do mundo de compartilhar minhas pesquisas acadêmicas na UFRJ/COPPE. Namastê...obrigado!

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