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porque convergimos e integramos com AMOR, VERDADE, RETIDÃO, PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA

dedicamos este espaço a todos que estão na busca de agregar idéias sobre a condição humana no mundo contemporâneo, através de uma perspectiva holística, cujos saberes oriundos da filosofia, ciência e espiritualidade nunca são divergentes; pelo contrário exige-nos uma postura convergente àquilo que nos move ao conhecimento do homem e das coisas.
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.

"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber

PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO

O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).

"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 21..

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 21... Introdução ... PARTE II TESE DE DOUORADO..obs.: Prezados leitores quem quiser continuar acompanhar a série TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS E EXTRAORDINÁRIAS (O QUE É A GRANDE FRATERNIDADE BRANCA: UMA HIERARQUIA ESPIRITUAL CRIADA POR DEUS! – PARTE 1, 2, 3, ...”n”)....por favor visite o site no link http://bernardomelgaco.blogspot.com.br/ .ou o site Educação Para o Terceiro Milênio ver link... https://www.facebook.com/EducacaoParaOTerceiroMilenio Obrigado... Namastê! “Senhor, eu sei que Tu me Sondas...” “Conhece-te a ti mesmo” – Sócrates (ver link...carta encíclica ”fé e razão” do Papa João Paulo II.. http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_15101998_fides-et-ratio_po.html) “All you need is love” (Lennon/MaCartney) "o problema humano é o mesmo do problema divino quando se consegue responder um então conseguimos responder o outro" Bernardo Melgaço da Silva “O Humano e Deus são os dois lados da mesma moeda” Bernardo Melgaço da Silva INTRODUÇÃO “All you need is love” (Lennon/MaCartney) Em qualquer espaço existencial o princípio, o meio e o fim estão sempre associados. Dentro desse contexto, a vida moderna busca atender o seu fim social se apoiando no seu princípio de produção (conhecimento, artefatos, produtos, etc.). É importante realçar que assim fazendo a sociedade procura se assegurar na visão de um futuro sem as sequelas da penúria. Todos os esforços procuram manter esse caminho e se possível alargá-lo. A vida não é um fenômeno estático, imutável. Tudo se movimenta, circula, vibra, cresce e se transforma. E a vida social humana não poderia ser diferente. Disse uma vez um professor (Edgar Cerqueira) com muita propriedade que "o que é mais permanente é a mudança". A mudança é o centro motivador da vida objetiva externa material e subjetiva interna existencial. Disse uma vez FREUD (1974) que não poderia haver dúvidas quanto as pretensões do ser humano de mudança para realização de sua vida: "querer ser feliz". A crença do trabalho produtivo como suporte para uma vida existencial livre e plena de realizações (de consumo utilitário) foi sutilmente incutida na consciência dos indivíduos. Pois, sem essa crença o trabalho produtivo não alcançaria o seu status atual. O caminho para essa inserção foi sem dúvida o questionamento da vida religiosa restritiva e seus valores de salvação da vida humana. O homem carente e desejoso de encontrar plenamente seus valores de felicidade e de liberdade, se deixou educar docemente pela propaganda do sacrifício produtivo: o "trabalho [técnico] dignifica o homem" e o “tempo é dinheiro”. Uma vez tendo sido introduzida uma distorção de impacto moral e social, o esforço seguinte foi semear a nova matriz de realizações mercantil e exploradora do ser e da natureza. A felicidade e a liberdade de realização da vida ficou subjugada ao domínio da experiência lógica mecanizada. O desequilíbrio humano foi flagrante, mas atenuado pela lógica da explicação da vida combativa (senhor x escravo ou vencedor x vencido) do ser humano em outras civilizações mais antigas. O exemplo humano de salvação e libertação (Jesus Cristo) passou a ser uma peça de adoração e de respeito sem contudo conseguir romper com os padrões de conduta do ser produtivo em seu caminho de desenvolvimento material na modernidade de costumes, hábitos e consumo. A busca da felicidade e, portanto, da liberdade espontânea sucumbiu diante da não cumprida promessa de realização econômica para todos. Foi em cima da promessa de uma felicidade livre, ou de uma liberdade feliz, que as sociedades modernas procuraram criar raizes e reorientar o sentido da vida humana. Pois, indistintamente todos querem de alguma forma realizar um projeto de vida onde a felicidade é a sua meta final de liberdade de realização. Essa meta é a própria busca do homem em relação ao Amor do Criador, por isso mesmo qualquer propaganda sutilmente bem feita sempre vai encontrar espaço para evoluir no seio de um mundo carente desse Amor maior do Criador. Assim, para lograr esse objetivo maior do Amor faz-se necessário planejar, programar e executar intuitivamente com relativo sucesso um verdadeiro e profundo projeto de transformação da vida material em espiritual. Mas, a vida social moderna não é um projeto de transformação existencial, mas um conjunto de atividades utilitárias interdependentes. Nesse sentido, esse projeto de vida precisaria se harmonizar ou se desprender das interdependências do projeto social racionalmente programado. No contexto da vida social as atividades produtivas não deveriam estar isoladas das atividades da vida existencial/espiritual. Mas, a história é outra. A atividade produtiva se isolou a partir do século XVI produzindo um grande abismo no interior do próprio homem. Na vida social moderna cada um procura se esforçar para prover com sua atividade uma porção do trabalho no projeto de vida social do outro indivíduo. Esse esforço produz um efeito desequilibrador no próprio homem dividido. O trabalho é nesse contexto um bloco dinâmico de atividades individuais sociais encadeada uma a uma. E o sofrimento segue a reboque desse mesmo encadeamento. A natureza humana também não é exatamente igual. Cada ser tem suas particularidades inerentes a sua matriz criadora tanto genética quanto espiritualmente. Cada ser humano guarda em si mesmo uma configuração específica no processo de percepção do mundo. Os sentimentos, os desejos, as virtudes, os gostos e os modos de pensamentos variam de indivíduo para indivíduo e de pessoa para pessoa. A busca de uma uniformização e padronização desses elementos intrínsecos da natureza humana foi o arcabouço do projeto de vida social nas sociedades modernas. Não podemos perder de vista que o objetivo principal era a realização social na felicidade de todas as pessoas, refletidas nas ações das liberdades individuais. Enquanto essa satisfação não fosse alcançada o projeto de vida social não estaria totalmente concluído. Todavia, sabemos pela experiência da vida prática que qualquer planejamento é uma aproximação para se errar o menos possível. E para errar o menos possível, no empreendimento da vida social, é necessário um esforço de organização da vida comunitária a fim de prover a todos a mesma oportunidade de satisfação na realização de suas conquistas pessoais e sociais. A atividade produtiva foi sem dúvida a base desse grande empreendimento social. Assim ao longo de vários séculos um esforço de aprimoramento das formas de exercer e encadear as atividades se fez necessário. Novos métodos e metodologias foram criados de acordo com o modelo social, científico, político e econômico da época. A organização era também nesse empreendimento um sub-projeto e como tal precisava ser administrada através de mecanismos que estabelecessem uma coesão funcional condizente com esse projeto de vida. E para se ter um sistema coeso era necessário que se criasse pontes duradouras entre as atividades. As pontes de ligação entre atividades dentro do trabalho social foram direcionadas segundo duas forças de coesão: o sentido do valor de uso e o sentido do valor de troca. Submersa nesse oceano de pontes produtivas (sentidos de uso e troca) a vida moderna formou uma grande rede social de imensa complexidade regulada por uma abstração logicamente bem definida. As pontes foram cada vez mais crescendo e interligando nichos de interesses sociais de um número cada vez maior de comunidades. A força de coesão utilitária-econômica assegurava a continuidade do projeto social. E assim a medida que as pontes aumentavam em número, a sua força de coesão garantia a permanência de cada uma das atividades na rede montada. A entrada na rede de uma nova atividade era um processo natural. No entanto a saída de qualquer atividade já não era tão natural assim. Nesse ponto, a rede técnica-social vivia segura da sua existência eterna. E exigia a vida de cada atividade produtiva para não sucumbir na morte. A morte é certa mas pode ser adiada se instrumentalizamos certas funções orgânicas da vida. O ser moribundo ainda pode respirar se adaptamos o seu sistema de absorção de energia. A inserção de energia na rede social foi através da crença produtivista do progresso acelerado para todas as entidades que constituíam o próprio empreendimento. A redução do ciclo de vida de criação dos produtos foi uma consequência natural do processo inovador. A rede sócio-técnica se tornou um sistema criador/inovador e para tanto era preciso que mantivesse sua função regeneradora na produção de novos produtos. O ciclo de vida dos produtos manufaturados veio diminuindo rapidamente. Essa diminuição de ciclo estabeleceu um compromisso de todas as entidades e suas respectivas atividades na manutenção do processo de regeneração para a sobrevivência da própria rede sócio-técnica. As mudanças com inovações assim se faziam necessárias para criarem novas pontes de atividades rejuvenescendo dessa forma a existência da rede, pois na lei da vida a velhice e a carência de energia são dois fatores básicos para uma morte certa. Isso se nenhum acidente precipitado não antecipar a morte no seu momento inoportuno. Estudos têm mostrado que o enfarte de miocárdio em executivos e profissionais que vivem sobre a pressão do ritmo produtivo é um problema gerado pela vida moderna acelerada. Na ânsia de não deixar o projeto social "falhar", o homem moderno abraça a sua atividade-causa que por sua vez se transforma em efeito na sua própria vida: a doença física e psíquica. Esses executivos e profissionais são verdadeiros nós (ou pontos críticos) do modo de produção da imensa rede sócio-técnica capitalista e como tal refletem a velocidade e a intensidade da energia que circula por essa rede. E o número de enfartes no Brasil é alto, e está crescendo, pois “uma pesquisa coordenada pelo cardiologista Leopoldo Piegas, do Hospital do Coração, em São Paulo, acaba de concluir que a frequência de enfartes entre brasileiros com menos de 55 anos é 40% maior que a média do resto do mundo” (LUZ, 1997, p.80). Assim olhando sob essa ótica podemos agora discutir a inserção de novas tecnologias no processo produtivo. As redes de inovações tecnológicas buscam aprimorar e fortalecer as regras de domínio da produção econômica social. E para isso procuram ampliar suas fronteiras interligando nichos de interesses tecnológicos, sociais, políticos e econômicos. O progresso da vida moderna está fundamentalmente centrada na força da crença produtivista de um mundo democrático competitivo, segundo as leis lógicas que determinam o seu fluxo de "ag-ir" e de "inter-vir". Essas leis operam mudanças na natureza social das comunidades capitalistas. Quanto mais essa teia de relações tecnológicas, sociais, políticas e mercantis, estiver interligada melhor será para se alcançar um nível de desenvolvimento material. Sem dúvida, a expansão tecnológica via rede de inovação em muito contribuirá para o crescimento do desenvolvimento sócio-técnico tanto das instituições privadas quanto das instituições públicas. A circulação da informação em vários setores da produção econômica viabilizará e agilizará a rastreabilidade na busca de melhores produtos, investimentos e mercados. Cabe aqui algumas perguntas: a que custo existencial? Valerá a pena esse sacrifício? O que acontecerá quando o projeto sócio-técnico esgotar seus recursos e não mais cativar ou garantir a racionalidade do homem moderno? A pressão do trabalho acelerado e do “desemprego ocioso” acarretarão que tipos de problemas nos campos afetivo, familiar e individual? Poderá o homem se afastar tanto dessa conquista maior do Amor Matriz ou Divino? Creio que devemos refletir com muito cuidado a respeito desse caminho sócio-técnico capitalista. Negá-lo simplesmente não vai resolver o problema em si, mas confirmá-lo "ad infinitum" é para mim um risco muito grande beirando uma grave insanidade perante os princípios sagrados da vida. A natureza humana ultrapassa em muito o universo da razão. Por isso, faz-se necessário o estabelecimento de uma mudança na função criadora do trabalho humano, ou seja, que transcenda a prática de criação e normatização de valores econômicos alcançando definitivamente a prática da criação de princípios éticos (não-econômicos) humanos. Isto porque, somente conseguimos perceber aquilo que somos capazes de criar. E se o homem aprende apenas a criar e repetir a criação de algo que seja inferior à natureza humana a evolução humana estará sempre atrelada ao seu próprio processo de criação. O homem moderno altamente produtivo está cativo das reflexões mentais racionais, e por isso não consegue refletir sensivelmente os verdadeiros e reais princípios éticos humanos-divinos. As idéias morais de valores utilitários estão, nas sociedades modernas, no centro do sistema planetário de valores humanos. Essa posição invertida distorce as nossas visões de mundo e impede de constatarmos que colocamos o dinheiro nesse centro. Assim, como o dinheiro ganhou "status de valor”, tudo que se relaciona direta ou indiretamente com ele, também recebeu esse grau de importância ou mérito. Quando buscamos fazer uma reflexão a respeito da função do dinheiro, utilizamos as reflexões mentais. Esse tipo de reflexão nos conduz a um círculo vicioso, donde não conseguimos sair e pior ainda continuamos a confirmar e refletir “ad infinitum” o dinheiro como "valor". Os princípios éticos verdadeiros ao perderem a força de centro do sistema planetário de valores genuinamente humanos, se tornaram obscuros e desconhecidos. Os indivíduos adoecem e a sociedade como resultado dessa interação entre indivíduos segue o mesmo caminho de desequilíbrio e desordem. Recebemos do meio externo, uma carga de idéias morais de felicidade, paz, amor, equilíbrio, etc. Em contrapartida, os verdadeiros princípios éticos humanos de felicidade, paz, amor, equilíbrio, etc., que se originam em nosso centro interior de valores, se tornam ocultos para a nossa visão de baixa sensibilidade. Devido a isso, a natureza humana não consegue refletir a grandiosidade do encontro com Deus presente nesses princípios eternos. O que se pretende com o ritmo veloz produzido pelo progresso material? Será que é melhorar a qualidade de vida do homem? Se é para isso, como explicar o aumento do número de neuróticos e doentes mentais, do aumento de hospitais, clínicas, médicos, psicólogos e de homens em guerra entre si, etc.? Podemos inferir, a partir desses valores quantitativos, que a humanidade está evoluindo? Evolução e progresso estariam por detrás do aumento da angústia e sofrimento de multidões em detrimento de um bem-estar material de uma minoria? Poderíamos até dizer ou justificar uma série de questões: políticas, sociais, econômicas, religiosas, espirituais, etc. Mesmo com todas essas justificativas e análises, estaremos sem uma solução para a atual decadência moral da sociedade capitalista. A decadência moral da sociedade capitalista é “a conseqüência de um sistema econômico que não pode absorver os valores que é capaz de produzir, e julga lucrativo desviar o esforço humano para a produção de objetos ordinários, efêmeros e daninhos, desperdiçando com isso a capacidade natural do homem, de encher o mundo de coisas às quais o nome de “bens” possa ser aplicado sem ironia” (ASH, 1965, p.98). Será que estamos hipnotizados pelas inúmeras descobertas utilitárias? E a descoberta da verdade ética do ser? As descobertas que fizemos ao longo de vários séculos nos mostram que “tudo é possível de ser moralmente verdadeiro até que descubramos a verdade ética do ser”, ou seja, a busca da verdade não tem fim. O “fim” é a descoberta dos princípios intrínsecos à atitude ética, ao comportamento moral e às reações biológicas instintivas que governam as naturezas humana, animal, vegetal e mineral. A natureza é paradoxal, e a ciência, através da Física Quântica e da Relatividade de Einstein, já vem percebendo isto. Como podemos avaliar o impacto humano em seu processo de construção da verdade individual e social, se o observador afeta a experiência conforme afirma a Física Quântica? Se não observarmos estes princípios, estaremos criando resistência à evolução da vida. Existe um abismo entre as verdades e os princípios, da mesma forma que existe entre uma descoberta e a sua aplicação. Até hoje utilizamos relógios nos pulsos e nas paredes das nossas casas, apesar de Einstein ter descoberto, há várias décadas, o Princípio da Relatividade e ter afirmado que o tempo e o espaço não são absolutos. O fato é que os princípios para serem incorporados em nosso ser dependem da vontade de praticá-los, e a vontade depende de um esforço de descondicionamento de verdades e visões ultrapassadas. Nesse sentido, as interligações entre redes de inovações tecnológicas sofrerão influências do princípio do desejo e da vontade criadora, ou seja, não basta somente investir na produção e na qualidade de produtos utilitários. Faz-se necessário investir, também, no mesmo nível e grandeza no processo de compreensão e geração de recursos humanos. E não apenas em qualquer recurso humano, mas num processo de recurso humano que abarque o verdadeiro caminho ético (em seu sentido e significado ontológico). Isso é imperioso diante da possibilidade de construirmos no futuro uma tecnologia cega que certamente se voltará, através de leis morais, contra o seu próprio criador "cego" (como já vem acontecendo nas inúmeras mortes violentas nas grandes cidades como o Rio de Janeiro). Atualmente as propostas para solução desse problema estão direcionadas para medidas paliativas, ou melhor, efêmeras. “A continuar o atual rumo, dentro de poucos anos haverá uma só sociedade global internacional de pessoas ricas, ao lado de uma sociedade de pobres. Na mesma velocidade com que a humanidade caminha para a integração internacional, através das fronteiras nacionais, ela marcha para a desintegração social dentro de cada país” (BUARQUE, 1997, p.2). A questão somente será resolvida quando a palavra ética ganhar um significado mais profundo e também quando esse significado alcançar uma dimensão educacional-cultural ampla. Mas para que a ética ontológica ganhe força e identidade social, é “preciso colocar a sociedade acima da empresa, o bem comum acima do bem individual, o público acima do privado e a solidariedade acima de qualquer outra conveniência; enfim, parafraseando um amigo, a geração de emprego e salários dignos acima do haras, dos carros importados e dos apartamentos em Miami” (SOUZA, 1993). Assim sendo, posso afirmar que minhas pesquisas sobre a minha própria natureza humana me levaram a uma vivência de um conjunto de verdades-fenômenos inesperados: “O cientista observa muito mais cuidadosamente do que o homem comum. O bom cientista procura o inesperado” (KNELLER, 1980, p.104). E a partir dessas anomalias estou formulando os meus pressupostos básicos. A formulação de hipóteses depende, além da luz da intuição, do raciocínio empregado. Segundo KNELLER (1980, p.114) existem basicamente quatro tipos de raciocínio: retrodução, raciocínio hipotético-dedutivo, indução e raciocínio por analogia. O raciocínio que utilizei para a formulação das hipóteses dessa tese é o retrodutivo: “No caso da retrodução (R-D), o cientista encontra uma anomalia e depois busca uma hipótese da qual a existência da anomalia possa ser deduzida. Assim, ele raciocina da anomalia para a hipótese que a explicará” (KNELLER, 1980, p.115). A tese se apoiará, portanto, em quatro pressupostos básicos. E esses pressupostos são aqueles que eu mais me dediquei em compreendê-los, primeiro em mim mesmo, e depois no mundo social que me cerca. O primeiro pressuposto é de que existe um sentido de ordem em tudo. E ordem aqui significa disciplina, subordinação: manter a ordem. Determinação de autoridade; mandado, prescrição, ordenação: ordem superior. O segundo pressuposto é de que a nossa existência humana é consequência do entrelaçamento de vários fenômenos dentre eles os principais são: a energia, a consciência e a vida. O terceiro pressuposto é de que a interligação desses três aspectos (energia, consciência e vida) é feita pelo desenvolvimento da sensibilidade humana [E sensibilidade aqui significa, a capacidade de medirmos ou mesmo percebermos velocidades e frequências de diferentes energias (sinais/fenômenos). A sensibilidade pode ser de nível físico quando direcionada para as manifestações de princípios responsáveis pela regularidade do mundo objetivo. E é metafísica quando direcionada para as manifestações ultra-velozes - muito superiores ao da velocidade da luz visível - no interior da natureza humana]. E o quarto pressuposto é de que existe um grau de sensibilidade de tal ordem que permite a pessoa humana perceber a relação e integração sutil ser-natureza-Criador. Esse grau de sensibilidade é o Amor Matriz ou Divino (um estado de consciência de sentimento tão intenso e profundo que transcende a sexualidade, a sensualidade e o próprio amor humano). A partir desses quatro pressupostos a tese fluirá por sobre o mundo dos trabalhos moderno e tradicional buscando compreender os impactos desses pressupostos na produção de valores e princípios éticos humanos, tendo como consequência direta uma alteração nas três forças básicas que impulsionam o indivíduo a viver em sociedade: a necessidade do pão (a fome), a segurança da vida (o medo) e a liberdade da felicidade humana (o prazer). No final dessa tese procurarei fazer com que esses quatro pressupostos se encontrem harmoniosamente no discurso e nos conceitos que apresentarei e que acredito serem novos e inéditos no contexto da busca científica moderna. A relação entre energia, consciência e vida tem seu exemplo na prática médica quando o médico diante de um corpo inerte e sem dar nenhuma resposta de vida utiliza-se da técnica de aplicação de um sinal elétrico na base do pé e em seguida mede o mesmo impulso no cérebro. Assim com essa técnica o médico procura deduzir a resposta captada. Se nenhum impulso é captado no cérebro o médico deduz que o cérebro está inoperante, ou seja, está morto. Logo ele conclui que o ser não tem mais consciência e, portanto, ele é considerado clinicamente morto. É importante frisar que sendo o espaço da ciência a reunião de indivíduos que buscam também um sentido de ordem para si mesmos e para o mundo passível de observação pela ciência, é muito natural que hajam diferenças entre visões e experiências. E por conseguinte conflitos de avaliação e respostas nem sempre com o mesmo sentido e a mesma ordem de percepção histórica do mundo social e fenomênico. Uma vez que, “Inicialmente, os doutores se opõem impetuosamente a toda verdade nova. Imediatamente depois, tentam monopolizá-la” (Freud, apud VIEREK, 1998). E também "nunca vemos ou ouvimos os próprios fenômenos investigados; tudo o que vemos e ouvimos são as consequências destes” (CAPRA, 1983, p.46). Isto porque, “a teoria quântica tornou claro que esses fenômenos apenas podem ser entendidos como elos numa cadeia de processo, cujo fim está na consciência do observador humano" (CAPRA, 1983, 224) Essa tese tem também uma conotação crítica ao mundo do trabalho (e do valor) e suas demandas social e existencial. Revendo e sintetizando o que foi dito acima posso afirmar que o caminho da tese seguirá por uma trajetória formada por sete conjuntos básicos interdependentes que são as tríades (com os seus respectivos capítulos): Capítulo I - Valor-sensibilidade-crise; Capítulo II - Necessidade-sacrifício-realização; Capítulo III - Ética-estética-técnica; Capítulo IV - Secularização-padronização-criação; Capítulo V - Trabalho-emprego-exclusão; Capítulo VI - Cultura-educação-civilização; Capítulo VII - Saber-ser-servir. Na primeira tríade (valor-sensibilidade-crise) discuto o significado de valor a partir de uma visão relacional entre entidades posicionadas hierarquicamente em planos diferentes, além disso discuto a crise da insensibilidade humana perante os princípios naturais-existenciais. Na segunda tríade (necessidade-sacrifício-realização) discuto o processo de abstração da teoria de valor em Marx e também discuto a busca de satisfação das necessidades e os seus respectivos planos psicológico e ontológico de realização. Na terceira tríade (ética-estética-técnica) discuto o processo de criação de uma nova “ética” (“a ética da ética”) através do avanço estético-técnico no espaço do imaginário da vida socialmente necessária mas não pessoalmente suficiente. Na quarta tríade (secularização-padronização-criação) procuro mostrar que o mundo moderno contemporâneo vem sendo formado pelo modo secular de padronização dos costumes e hábitos visando uma aceleração e integração científica normatizadora de valores de base material-econômica. Na quinta tríade (trabalho-emprego-exclusão) procuro mostrar o impacto social e existencial do processo de aceleração das modernas tecnologias num mundo cada vez mais veloz excludente em competição e em crescente especulação informatizada. Na sexta tríade (cultura-educação-civilização) discuto os dois modos causais básicos que contribuem no poder cultural e educacional das civilizações moderna (profana) e tradicional (sagrada). Na sétima tríade (saber-ser-servir) discuto o processo de produção da sensibilidade, a existência dos trielos e dos chakras determinantes dos modos causais das criações humana e divina e o conceito de Mãe-Dor. Em síntese, busco discutir nesses capítulos as implicações existenciais e sociais da transformação virtual da autonomia da alteridade - como espaço de encontro e saber tradicional ético-ontológico na resposta espontânea do ser ao Chamado do Outro Ser-Natureza em si mesmo - numa forma heteronômica moral-psicológica padronizada moderna. Forma essa construída, ao longo da história, tanto por rupturas de paradigmas quanto por permanência de dogmas os quais dão suporte e poder de autoridade e legalidade na relação de exploração (desencontro) de um ser sobre outro ser (ou natureza) na vida social competitiva, classista e excludente. A mudança de sentido entre o “ser-vir” necessário (psico-físico) e o “vir a ser” essencial (onto-psíquico) implica num movimento de construção ou destruição, bem ou mal, justiça ou injustiça, amor ou ódio e autotransformação e transformação. É nesse espaço que o ser busca o seu lugar e a sua posição/situação na escala do universo de leis ou princípios que governam o “Céu e a Terra”. Dependendo da sua capacidade de discernimento do ambiente com qual se identifica, se comunica e se relaciona, o ser produzirá um modo de inserção no mundo, de modo que tenderá “ser mais” biológico ou “ser mais” ético. Em outras palavras, ou o ser se orienta para uma dissolução ou para uma integração da vida e do cosmo, ou seja, ou se aproxima ou se afasta mais do estado de consciência intelectual afetiva (a “Terra” - estado racional/instintivo) ou então se aproxima ou se afasta mais do estado de consciência ióguico (santo)/divino (o “Céu” - estado intuitivo-amoroso). A dissolução do Cosmo “significa a destruição de uma idéia; a de um mundo de estrutura finita, hierarquicamente ordenado, de um mundo qualitativamente diferenciado do ponto de vista ontológico; ela é substituída pela de um Universo aberto, indefinido e mesmo infinito, unificado e governado pelas mesmas leis universais; um Universo no qual todas as coisas se situam no mesmo nível do Ser, ao contrário da concepção tradicional, que distinguia a opunha os dois mundos, do Céu e da Terra” (KOYRÉ, 1985, p.129). A racionalização excessiva teve, portanto, como conseqüência uma visão da matéria separada da consciência do observador. Assim, “para o Newtonianismo a Natureza é essencialmente “matéria em movimento”, mais especificamente, matéria sujeita a um movimento cuja predição pode ser empiricamente verificável...A matéria vai ser a res extensa cartesiana, em irredutível, contraposição com a res cogitans, ou consciência, supremo atributo da humanidade do homem. Instaura-se um “dualismo radical”: a condição de possibilidade de todo conhecimento objetivo, entendido como aquele cujo conteúdo é determinado somente pelo objeto e não por avaliações subjetivas perturbadoras, é identificada com a estrita separação entre res extensa e res cogitans. O mundo pode então ser reduzido a uma coleção de objetos cognoscíveis, cuja razão de ser é estar em disponibilidade para o sujeito cognoscente. Na busca por realizar a objetivização da verdade científica, o cientista necessita operar uma “dessubjetivização” de suas proposições. A personalidade empírica do sujeito somente é objeto de reflexão enquanto fonte potencial de erros” (BARTHOLO JR., s.d, pp.1-2). No centro do mundo moderno capitalista velozmente produtivo está a força subjetiva de valor na idéia moral do conforto, da virtualidade da “transcendência” (ganho material) e do prazer que virtualmente “substituem” no espaço ontológico o eixo de princípio ético de felicidade, de virtuosidade da autotranscendência (ganho espiritual) e de Amor Matriz. Nesse contexto, discutirei o motor aético que faz revolucionar ou impulsionar o mundo psicológico a girar sem parar: a força da crença utópica de criação sem a aceitação da única presença verdadeira da ética no interior do homem: Deus como Potência Criadora da Natureza. Em outras palavras, o impulso niilista da força da crença sem a fé de Deus. No contexto tradicional, abordarei os desvios que ocorreram a cerca do significado do trabalho essencial tradicional. E os ensinamentos crísticos que estão refletidos na base dos conhecimentos tradicionais (védicos e budistas): “...Krsna diz a Arjuna: “Não pense que eu falo de um conhecimento particular, pessoal, nem de uma verdade particular, pessoal. A verdade não é particular. O conhecimento de si mesmo, do mundo, de Deus, é algo que não é propriedade particular de ninguém. É tão antigo quanto a criação. Eu não descobri este conhecimento. Ele veio através de um Guru-Sisya-Parampara - uma linhagem de mestre-discípulo. É um conhecimento transmitido de professor para aluno. O aluno que está interessado em obter este conhecimento aproxima-se do professor, serve-o, pede-lhe o conhecimento e o guru lhe ensina” (SARASWATI, 1994, pp.25-26). Dessa forma, a tese deverá concluir mostrando que o resultado da atitude ética do "bom pastor" é uma natureza humana que autotranscendeu (que transcendeu - em si - mesmo!) e revelou em si mesmo a união da matéria à consciência do Espírito no Amor Matriz ou Divino. E a "ovelha" é a questão da visão racional do ego e seu impacto nos vários contextos de busca de uma solução existencial e de autorealização. Em outras palavras, a "ovelha" é em essência a permanência do ego (indivíduo) numa busca dramática e utópica de evolução de sua própria auto-evolução. E essa busca dramática é o que vemos como conseqüência da projeção da ignorância de si mesmo: o progresso tecnológico beirando a autodestruição! E a saída para salvar a "ovelha" somente poderá vir através do seu próprio "bom pastor" em sua atividade (trabalho-essencial) ontológica de autotranscendência e fé. Pois, em seus primeiros passos o homem somente evolui (transcende) na relação com outro homem (mestre/discípulo), e depois somente Evolui (autotranscende) num retorno de relação de fé com o Poder Divino no interior de si mesmo (Mestre/discípulo). Em assuntos espirituais, “a verdadeira essência é a fé (sraddha). A dúvida abala alicerces do sadhana (ascese, disciplina), e portanto deve ser evitada. Tenha fé na sabedoria dos antigos. Não oponha seu mesquinho cérebro contra as intuições e as descobertas dos santos” (SAI BABA, 1993, p.27). E não devemos nunca esquecer a célebre frase de EINSTEIN: “Estudem a fé”. Senhor, Eu sei que Tu me Sondas (música religiosa brasileira http://letras.mus.br/padre-marcelo-rossi/66350/ ). Bonita!!!!!!!!!!!!!!!!! Senhor, Eu sei que tu me sondas Sei também que me conheces Se me assento ou me levanto Conheces meus pensamentos Quer deitado ou quer andando Sabes todos os meus passos E antes que haja em mim palavras Sei que em tudo me conheces Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Deus, tu me cercaste em volta Tuas mãos em mim repousam Tal ciência, é grandiosa Não alcanço de tão alta Se eu subo até o céu Sei que ali também te encontro Se no abismo está minh'alma Sei que aí também me amas Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Senhor, eu sei que tu me amas (4 vezes) Refrão Sugiro que assistam seis vídeos na Internet: “Quem somos nós? (baseado na física quântica...ver link http://www.youtube.com/watch?v=WDXFRvbe2VY)”, “I AM” (Sobre Tom Shadyac) , “As Sete leis Espirituais do Sucesso – de Deepak Chopra”, “O Ponto de Mutação – baseado no livro de Fritjof Capra ”, “Conversando com Deus” – baseado no livro publicado por Neale Donald Walsch ... Conversando com Deus (título original em inglês: Conversations with God) é uma série de três livros publicada por Neale Donald Walsch, que afirma ter sido inspirado diretamente por Deus em seus escritos. Cada livro é escrito como um diálogo no qual Walsch faz perguntas e "Deus" as responde. Walsch afirma ainda que não se trata de canalizações, mas de inspirações divinas. Em 2006, um filme foi lançado sobre a história do autor e seus livros... Ver link http://pt.wikipedia.org/wiki/Conversando_com_Deus), “A Unidade das Religiões: O Amor Universal – no site da Organização Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Livros recomendados: “Mãos de Luz – de Barbara Ann Brennan, editora Pensamento”, “Medicina Vibracional – de Richard Gerber, editora Cultrix”, “Seu EU Sagrado – Dr. Wayne Dyer, Editora Nova Era”, “O Fluir do Amor Divino: Prema Vahini – Publicado por: Fundação Bhagavan Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Namastê! Prof. Bernardo Melgaço da Silva – pensador livre holístico-transcendental: filósofo (praticante), cientista e espiritualista – Professor Universitário Aposentado da URCA (Universidade Regional do Cariri –CE). e-mail: bernardomelgaco@gmail.com Facebook: Bernardo Melgaço da Silva/página Educação Para o Terceiro Milênio bernardomelgaco.blogspot.com Nota: Em 1992 e 1998 fiz dois trabalhos científicos: dissertação de mestrado e tese de doutorado respectivamente. E nesses dois trabalhos, que tem uma cópia de cada um na Universidade Federal do Rio de Janeiro (na biblioteca do Cento de Tecnologia –CT - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brasil), procurei mostrar (“explicar cientificamente”) o Caminho do Amor Divino que fiz em 1988. E quem desejar uma cópia dos meus trabalhos científicos envie um e-mail (eu tenho eles no formato Word) para mim, pois terei o maior prazer do mundo de compartilhar minhas pesquisas acadêmicas na UFRJ/COPPE. Namastê...obrigado!

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