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porque convergimos e integramos com AMOR, VERDADE, RETIDÃO, PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA

dedicamos este espaço a todos que estão na busca de agregar idéias sobre a condição humana no mundo contemporâneo, através de uma perspectiva holística, cujos saberes oriundos da filosofia, ciência e espiritualidade nunca são divergentes; pelo contrário exige-nos uma postura convergente àquilo que nos move ao conhecimento do homem e das coisas.
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.

"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber

PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO

O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).

"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 25... CAPITULO I ... O VALOR E OS SEUS CONTEXTOS.... SENSIBILIDADE: A OBSERVAÇÃO E A CONTEMPLAÇÃO PARTE IV

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 25... CAPITULO I ... O VALOR E OS SEUS CONTEXTOS.... SENSIBILIDADE: A OBSERVAÇÃO E A CONTEMPLAÇÃO PARTE IV TESE DE DOUTORADO..obs.: Prezados leitores quem quiser continuar acompanhar a série TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS E EXTRAORDINÁRIAS (O QUE É A GRANDE FRATERNIDADE BRANCA: UMA HIERARQUIA ESPIRITUAL CRIADA POR DEUS! – PARTE 1, 2, 3, ...”n”)....por favor visite o site no link http://bernardomelgaco.blogspot.com.br/ .ou o site Educação Para o Terceiro Milênio ver link... https://www.facebook.com/EducacaoParaOTerceiroMilenio Obrigado... Namastê! “Senhor, eu sei que Tu me Sondas...” “Conhece-te a ti mesmo” – Sócrates (ver link...carta encíclica ”fé e razão” do Papa João Paulo II.. http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_15101998_fides-et-ratio_po.html) “All you need is love” (Lennon/MaCartney) "o problema humano é o mesmo do problema divino quando se consegue responder um então conseguimos responder o outro" Bernardo Melgaço da Silva “O Humano e Deus são os dois lados da mesma moeda” Bernardo Melgaço da Silva INTRODUÇÃO “All you need is love” (Lennon/MaCartney) O VALOR E OS SEUS CONTEXTOS SENSIBILIDADE: A OBSERVAÇÃO E A CONTEMPLAÇÃO A ação da observação, é um esforço de percepção que no mundo da ciência moderna, particularmente na Física, é considerado como uma ocorrência natural e única forma de se olhar o mundo. Na teoria da Relatividade de Einstein, encontramos um universo de formulações de hipóteses onde a ação da observação do fenômeno tem um papel importantíssimo. Os fenômenos da natureza têm no princípio da observação a sua raiz ou a sua luz de compreensão. Assim sendo, qualquer fenômeno para se tornar um fenômeno precisa ser observado. É a observação que identifica e qualifica o fenômeno. Na medida que o ser sente que o modo e o alcance de sua observação não são suficientes para tornar esses princípios totalmente compreensíveis ou "visíveis", esse ser cria artifícios tais que executem esse trabalho complementar de observação, ou seja, todo o esforço humano é de sempre produzir um ganho suplementar em relação ao seu próprio nível de sensibilidade humana: um "salto" de visão. Na impossibilidade de criar esse "salto" de forma natural em si mesmo, no seu espaço subjetivo-interior, o homem necessita continuar buscando um sentido maior para as suas crises de sobrevivência material e psíquica. E assim, preso nessa "única" forma objetiva de olhar o mundo se projeta cada vez mais para fora de si mesmo. Nessa posição de projeção e de observação da natureza externa, constrói modelos e mecanismos diversos que complemente o desequilíbrio do mal funcionamento dos sistemas de energia sutis ("os chakras" - responsáveis diretos pela observação e visão da natureza interior). Raramente o ser humano muda o ato comum psicológico de observar um fenômeno. E isso é tão difícil quanto pedir ao peixe das profundezas do mar para que questione o seu modo de respirar dentro d'água. Isto porque, se mudarmos a ocorrência do fenômeno, mudamos também nosso espaço existencial. De um modo geral, as sociedades modernas estão centradas na ocorrência da ação da observação. Raros são aqueles que conseguem mudar de ocorrência, transformando-a numa observação da ação, ou melhor na linguagem das ciências sagradas tradicionais na contemplação de si. Nesse sentido, o ser humano é criador-observador enquanto "fenômeno" que vê. E é criação enquanto "fenômeno" observado. Dessa forma, a ação na criação depende da capacidade de visibilidade do fenômeno. A sensibilidade é a base dos sentidos humanos. Logo, a visibilidade e a invisibilidade são funções do desenvolvimento da sensibilidade e da insensibilidade. Assim, pode-se afirmar sem muita dúvida, que o ser humano em essência é um ser potencialmente sensível. A realidade que o ser humano constrói tem uma relação direta com a qualidade de captação dos sinais através de seus sentidos objetivos, subjetivos e interiores. O desenvolvimento dos sentidos humanos tem um papel preponderante na construção da visão de mundo. E, de definição das fronteiras ou limites entre mundos. Nesse ponto, podemos iniciar uma reflexão sobre a relação entre limites e sensibilidade. O que é "limite"? E o que é "sensibilidade"? A própria sensibilidade não teria limites de expansão? No entanto, o que poderia diferenciar dois mundos diferentes, senão a própria sensibilidade? A sensibilidade é a capacidade de percepção de variações de propriedades, tais como velocidades, frequências, etc., de sinais/fenômenos com os quais a natureza humana interage. Esta capacidade de percepção se apoia na diferença, ou melhor, na mudança de observação (do sujeito-observador), não sobre o objeto ou fenômeno externo em si, mas sobre o próprio sujeito ou fenômeno interno enquanto criador. É uma ação de observar a própria observação subjetiva. Ou, de ver a própria visão. É um movimento análogo ao que Marx definiu sobre o processo de mais-valia: "o valor aplicado sobre o próprio valor gera autovalor". É um ganho análogo ao de transformação do dinheiro em capital. A evolução do homem moderno depende desse ganho real, na passagem do nível "inferior" da razão para o nível "superior" da intuição. E, para essa passagem com ganho real, se fará necessário um trabalho ou esforço de transformação de natureza. Mas, esse trabalho de transformação difere em força e sentido do trabalho de racionalização. Pois, este último trabalho é responsável pela transformação no sentido reverso: intuição--->razão ou criador---->criação. A racionalização do trabalho é consequência direta de um esforço ou trabalho de racionalização. E, como a vida moderna, está basicamente centrada no poder de racionalização do trabalho, temos assim como consequência uma vida dominada e estruturada sob a ótica da racionalização. A visão do homem moderno, enxerga um mundo contaminado pela razão. O salto para a intuição depende de uma transformação no sentido contrário ao que atualmente se realiza na cultura moderna. Einstein, foi um dos raros cientistas que percebeu as anuancias do "salto", pois chegou afirmar que "primeiramente descobrimos com a intuição, e em seguida realizamos as experiências com a razão". O pensamento racional é um círculo vicioso. Um pensamento está associado a outro pensamento e nessa associação um "puxa" o outro formando uma cadeia interminável. Esse processo se torna um sistema que se move em círculo. E assim o próprio pensamento se torna inconclusivo. Pois, a conclusão vem da ruptura da experiência existencial. O pensamento racional é incompleto. Ele necessita do complemento da experiência. É por isso que os cientistas se moveram para o laboratório e para o chão das fábricas em busca do experimento. E os místicos (os cientistas sagrados) moveram-se em direção ao laboratório interior, em direção à vivência ontológica. O círculo vicioso do pensamento racional somente pode ser interrompido através de uma visão do limite que separa o pensamento do não-pensamento (a consciência). Grande parte de nossas doenças tem uma relação direta com os valores limites de equilíbrio da natureza humana. E, como esses valores limites são fenômenos próprios, ou seja, que existem por si mesmo, o "estudo" dos valores ou princípios depende de uma observação particularizada no ser pelo próprio ser. Assim sendo, o método racional não possui os meios apropriados para penetrar no domínio ou universo particularizado dos valores sensíveis humanos. E desta forma, a ciência oficial não encontra a visão necessária de correlação direta entre doenças, desequilíbrios (tanto no exterior quanto no interior da natureza humana) e falsos princípios ou valores (ou melhor, de "ideias de valores") humanos. O equilíbrio depende da sensibilidade aos valores limites (p.ex.: 1,999999... e 2,000000...) que separam a razão do instinto e da intuição. A passagem da razão para a intuição, como já foi dito anteriormente, se processa através de um "salto". "A mente avança até o ponto onde pode chegar; mas depois passa para uma dimensão superior, sem saber como lá chegou. Todas as grandes descobertas realizaram esse salto" (EINSTEIN, apud CLARET,1986, p.60) A visão sobre os valores limites de equilíbrio produz um ganho de visão. E esse ganho de visão se reflete num valor real de evolução. Einstein, foi um dos raros cientistas que percebeu isso de forma explêndida: "Raros são aqueles que olham com os seus próprios olhos e sentem com a própria sensibilidade" (EINSTEIN, 1981, p.67) O equilíbrio humano é uma condição sine qua non para a evolução do indivíduo em qualquer contexto social. A expressão "evolução" tem duas interpretações: racional e sensível. A interpretação racional associa evolução com os paradigmas de progresso tecnológico e bem-estar material e social. E a "interpretação sensível" se realiza na visão holística do Autoconhecimento. É preciso, portanto, situar a questão do conhecimento racional no interior do contexto maior do Autoconhecimento. O conhecimento racional é a ação humana na busca de encontrar e interpretar os princípios ou valores que se manifestam entre os limites "inferior" e "superior" da percepção humana. E o Autoconhecimento, como o nome já indica, é "o conhecimento sobre o próprio ato de conhecer". Dentro desse contexto, é a ação do homem na busca e interpretação dos princípios ou valores que se manifestam entre os limites "inferior" da consciência "humana" e "superior" do Amor Matriz de Deus-Pai. O Autoconhecimento, para termos uma ideia, está para o capital, assim como o conhecimento está para o dinheiro. A transformação do dinheiro em capital eleva o valor da transição. Da mesma forma, a transformação do conhecimento em Autoconhecimento eleva, também, o valor do saber na transição. Nessa passagem (do conhecimento para o Autoconhecimento), a natureza do conhecimento é profundamente alterada. E como o conhecimento é uma função do ser, a mudança de natureza do conhecimento implica, também, numa mudança de natureza do ser. Sigmund Freud já havia percebido essa questão: “O psicanalista deve analisar-se constantemente. Aumenta nossa capacidade de analisar os outros. O psicanalista é como o bode expiatório dos hebreus. Os demais depositam nele os seus pecados” (FREUD, apud VIEREK, 3/01/1998, p.8). Faz-se necessário, sabermos qual é a função da razão e da sensibilidade no interior desse contexto maior do Autoconhecimento. Os estudos da ciência moderna, nos mostram que o homem descende do animal (o macaco). Se considerarmos que num determinado nível existencial esses "traços" animalescos ainda estão presentes no ser humano, este tende a ter um comportamento animal em função das manifestações de certos "traços" instintivos. Mas, também, sabemos que o ser humano transcende o animal por já reconhecer suas capacidades intelectuais e emocionais diferentes e até superiores a maioria dos animais. Nesse ponto, podemos por hipótese, supor que a natureza animal se misturou a natureza intelectual/emocional do homem. Nesse contexto, o ser humano guarda as experiências animais em sua consciência. E, também, seria muito natural se ele procurasse se separar do lado animal que o prende a um nível existencial de experiência. Daí podemos imaginar a função da razão nesse estágio de experiência. A razão foi e ainda é vital no processo paradoxal de separação e de construção de uma personalidade dividida entre um lado intelectual e outro instintivo. S. Freud apontou com precisão essa questão: “Eu prefiro muito mais a companhia dos animais. São muito mais simples. Não tem uma personalidade dividida, não sofrem a desintegração do ego que surge da tentativa do homem de adaptar-se à regras da civilização. O selvagem, como a besta, é cruel, mas está livre da mesquinharia própria do ser civilizado. A mesquinharia é a maneira que o homem tem para vingar-se da sociedade pelas restrições que esta lhe impõe. É o sentimento vingativo que anima o reformista e o fofoqueiro... Os hábitos e idiossincrasias mais desagradáveis do homem, sua falsidade, sua covardia, sua falta de respeito, são produtos de uma adaptação incompleta a uma civilização complexa. São o resultado do conflito entre nossos instintos e nossa cultura. Muito mais satisfatórias resultam as simples e intensas emoções de um cachorro que agita o rabo quando está contente ou late para manifestar irritação!” (FREUD, apud VIEREK, 3/01/1998, p.8). Nessa tarefa de se desprender do lado animal o ser humano ganhou habilidade no manejo da razão. A razão passou a ser o centro de sua existência. A consciência humana passou a girar sob o eixo da razão. Até aqui tudo muito natural. Mas, a existência humana não estava limitada na condição racional. Se por um lado o ser humano se esforçava para se libertar do seu lado instintivo animal, por outro lado ele se aproximava de uma outra natureza: intuitiva. Ao se separar do lado animal ele transcendia para uma dualidade com a intuição. O ser humano num dado instante estava se movendo entre dois níveis existenciais de experiências: o instintivo e o intuitivo. Nesse espaço entre esses dois níveis existenciais a razão se fortaleceu e procurou criar raizes. Ao procurar se libertar do seu lado instintivo o homem se dividiu e se escravizou na experiência racional. Nessa primeira etapa o ser humano precisou desenvolver a razão para se libertar das experiências instintivas. Numa segunda etapa o homem precisará desenvolver a sensibilidade para ver o processo dual em que está vivendo devido a presença da intuição. Esse processo dual tem num dos lados a própria razão e no outro lado a intuição. E é por isso que nessa segunda etapa não se pode empregar unilateralmente a razão, uma vez que assim fazendo o ser humano reforça a sua experiência racional e tende a se aproximar de seu lado instintivo "arquivado" em sua consciência. A única saída é "ver" quem é o "joio" (a razão) e o "trigo" (a intuição). Nesse nível existencial de experiências, o ser humano precisa desenvolver um autoquestionamento: "quem sou eu?". A tecnologia somente nos ajudará se primeiro nos auto-ajudarmos num esforço dedicado de aprimoramento da sensibilidade e consequentemente de nossa inteligência mais sensível. Pode-se constatar visivelmente os efeitos da insensibilidade na vida moderna. A sensibilidade é a base e a estrutura da consciência. A sensibilidade é o grande mistério de qualquer ciência. Ela tanto nos faz ver quanto nos cega também. A Natureza de Deus pode ser vista como um gigantesco prédio. Se nos posicionamos num andar, o nosso olhar vai ser em função daquela posição bem específica. Nos outros níveis-andares estamos totalmente cegos porque nos faltam experiências correlatas. A razão (científica e religiosa) é um andar desse imenso prédio existencial. Por isso, as culturas orientais sagradas tradicionais (p.ex.: hindu) enfocam a necessidade do desenvolvimento da sensibilidade humana através de práticas disciplinadas ao longo de vários anos. A sensibilidade é a fronteira entre o que vemos e o que falamos; entre o que ouvimos e sentimos; entre a visão científica e a realização tecnológica; entre a visão religiosa cristã e a autorealização mística hindu e; entre a oração e a observação. A sensibilidade é a ponte entre o conhecido e o desconhecido; entre o ser e o não-ser; entre o eu e o tu; entre a vida e a morte; entre a fé e a razão e; entre o “céu” e a “terra”. A sensibilidade deixa os meus olhos cheios de lágrimas de gratidão e compaixão; deixa minha voz embargada de emoção; deixa a minha natureza humana sempre acompanhada de fé e perdão. A música é um exemplo bem vivo da importância da sensibilidade. A bela música nos faz sentir os mais nobres sentimentos. A bela paisagem nos faz expressar a mais bela mensagem. A mais complexa partícula subatômica se mostra para a ótica instrumental mais perfeita inventada, até então, pela ciência da razão. É muito melhor ser pobre de bolso quando somos ricos de sensibilidade do “coração”. De que adianta ganhar o mundo se não tenho a sensibilidade para vê-lo e desfrutá-lo? De que adianta a liberdade “dada” se não tenho a sensibilidade para ver o que perturba o meu ser aprisionado? De que adianta a presença do belo pássaro se não tenho a sensibilidade para vê-lo voar e cantar? De que adianta o arco-íris se não tenho a sensibilidade para apreciá-lo no céu a curvar? De que adianta o verde das matas se não tenho a sensibilidade para valorizar a cor pintada pelo Criador? De que adianta os animais se não tenho a sensibilidade para reconhecê-los e amá-los? De que adianta o perfume se não tenho a sensibilidade para sentir que ele vem de uma flor? De que adianta a vida se não tenho a sensibilidade para reconhecer que ela somente encontra sentido no Amor? A vida perde sentido quando não temos sensibilidade para dar sentido a vida. É a sensibilidade que faz do homem o ser mais feliz e completo da Terra. E é a insensibilidade que o torna mais infeliz e incompleto do mundo. O crescimento da insensibilidade é o responsável direto pela cultura da violência no mundo humano. É importante se compreender a relação entre o crescimento da insensibilidade e o desenvolvimento da sensibilidade: “se não se cultiva adequadamente o terreno o capim cresce e o matagal avança assustadoramente”. O crescimento da insensibilidade é consequência da ausência do desenvolvimento da sensibilidade. Se a violência fosse a solução policial e jurídica mais viável para se alcançar a paz, o mundo atual violento seria um paraíso de paz. E no entanto ele não é. E jamais será. A civilização técnica atual está subindo ao pico da genialidade inovadora, mas está também gerando em si mesmo, no sentido oposto, um imenso abismo insensível humano de igual tamanho. Esse é o paradoxo que esta civilização técnica está produzindo sem o desenvolvimento da sensibilidade humana. Hoje, uma descoberta científica pode ser constatada e muitos experimentarem e nela acreditarem. No entanto, aquele que descobrir o verdadeiro Amor Matriz não terá sua descoberta imediatamente constatada e assim poucos serão aqueles que experimentarão e confirmarão o seu poder. Assim sendo, o nível de sensibilidade em que se manifesta o Amor Matriz será em todos os tempos a descoberta mais importante e mais difícil que qualquer ciência se “atreverá” a fazer. Esse Amor não pode ser descoberto num laboratório. Ele é a glória da sensibilidade humana. É a vitória do novo homem sobre o seu velho destino sofredor. É a descoberta que não pode ser financiada para um fim moral tecnológico-psicológico. Por isso, ele é e sempre foi a busca desconhecida e “cega” de todos os homens em todas as épocas. Quanto mais distante desse Amor mais insensível estaremos e seremos. E mais distante do paraíso se estará e consequentemente mais próximo da barbárie se estará também. 1.3 A CRISE DO HOMEM MODERNO A vida moderna vem acentuando gradativamente uma grande crise de múltiplos impactos. A violência cresce a cada dia. As doenças se alastram por todo canto do planeta. A corrupção se propaga velozmente por todos os ambientes econômicos. O medo invade a privacidade dos lares. A insegurança se cerca de armas no morro e no asfalto. O crescente desemprego mostra os sinais de cansaço do capitalismo veloz e desumano. A Globalização começa a dar sinais da imposição cultural do poder político-econômico. A ciência se perde eticamente em sua abstração (“negação”) sem Deus. As religiões não se entendem quando cada uma toma para si as interpretações morais sobre os mandamentos de Jesus. A política fica cada vez mais distanciada das necessidades reais do povo. O processo econômico vem se tornando uma verdadeira utopia na ideia de riqueza material com igualdade para todos. Nesse contexto confuso, “a globalização da economia e a feroz competição internacional estão criando sociedades cada vez mais desiguais onde uma ínfima minoria de vencedores leva todos os prêmios, os talentos medianos são desprezados, os salários da imensa maioria achatados e a insegurança no trabalho é generalizada, advertem os economistas americanos Robert Frank e Philip Cook” (JOBIM, 30/06/96, p.19). E quanto as diferentes causas de mortalidade e desequilíbrio social e orgânico, temos que: “Hoje as causas de mortalidade no mítico Canadá são doenças não transmissíveis: câncer, diabetes, falhas cardiovasculares. Na Mãe-África globalizada elas são velhas conhecidas: varíola, crupe, tifo, difteria. Por essa e outras é que, em minha métrica de civilização, América, África e Ásia permanecem barrados no convescote global” (SANTOS, 4/8/96, p.11). Assim, nesse desequilíbrio de tensão social o homem comum em crise se pergunta: o que está acontecendo com o mundo a minha volta? Por que as balas perdidas? Por que os seqüestros? Por que a fome? Por que os crimes? Por que as bombas atômicas? Por que o desemprego? Por que as doenças? Por que? O que preciso fazer? Qual é o propósito do verdadeiro sentido da vida? Quem pode dar uma resposta coerente? Uma pesquisadora da COPPE/UFRJ, com muita sensibilidade feminina apresenta uma problemática crucial: "A crise que vivemos é a expressão de uma sociedade fragmentada, que dissociou corpo e espírito, luz e mistério, ser humano e cosmos. Na busca sempre crescente de estabelecer um controle e dominação sobre a natureza, sobre os outros homens e sobre os próprios ritmos da vida, perdemos uma dimensão essencial da experiência humana: reencantar nosso olhar. Para isso somos chamados a uma mudança de consciência, um repensar de quem somos e de qual nosso lugar no todo. A crise que hoje atravessamos é uma crise de visão de mundo, uma crise de caráter espiritual. A palavra crise vem do grego KRINEIN, momento de discernimento, de decisão. A decisão de repensar a maneira pela qual tecemos nossa inserção no mundo é também a decisão de libertarmos do automatismo de nossos hábitos e dos nossos condicionamentos" (ANDINO, 1992, p.3). A quantidade de conhecimento produzido pelo esforço da racionalidade é algo incrível. Mas, o que aconteceu com o nosso reencantamento e discernimento do sentido de valor da felicidade humana? Será que nos perdemos nesse mundo quantitativo? Podemos dizer que o homem é feliz nessa inserção no reino da quantidade? E pode ser feliz nesse mundo de números? O que falta ao homem moderno não é produzir mais racionalidade e paradigmas. Então o que falta ao homem moderno? Existe um mistério em cada um. E cada um precisa produzir experiências internas e profundas para desvelar esses mistérios ocultos pela própria racionalidade (científica ou religiosa). O que estamos presenciando nos dias de hoje nas páginas “manchadas de sangue” nos jornais, já é o prédio sócio-técnico se rachando dia-a-dia. As corrupções são vazamentos das chuvas. Da mesma forma outras mazelas cotidianas são partes da estrutura que está rapidamente enfraquecendo e ameaçando desabar sobre todos. Esses problemas não tem solução racional porque foram criados pela própria prática racional. Somente a intuição desenvolvida vai recuperar o prédio da vida moral humana. E a prática intuitiva vai exigir um caminho ético apoiado em valores sagrados (não-econômicos). Encontrar o verdadeiro e completo sentido da vida é responder com uma ação existencial, ou seja com uma ordem de uma visão não-racional, às exigências de evolução da natureza. A ordem da lógica racional é uma etapa evolutiva. E por isso ela precisa ser transcendida para revelar outros patamares de consciência que estão ocultos pela própria prática racional. Nesse contexto, a crise de sensibilidade do homem moderno é consequência da crise de transformação de si mesmo. Uma transformação que visa uma mudança positiva entre o sentido de realização circunstancial-efêmero e o sentido de realização substancial-eterno no interior do ser. E entre a morte do antigo-ultrapassado e a vida do novo-moderno. Essa crise levou o indivíduo a externalizar uma dramática busca de um encontro existencial final em si mesmo. E para tanto projetou seu desencontro nas imensas mudanças materiais/sociais sacraficando valores, percepções, significados, símbolos, expectativas, histórias, vidas, e verdades. Se “o modernista tem de destruir para criar, a única maneira de representar verdades eternas é um processo de destruição passível de, no final, destruir ele mesmo essas verdades”(HARVEY, 1989, p.26). A questão que se apresenta a cada momento para cada indivíduo/pessoa é: como produzir o “pão de cada dia” sem perder a felicidade de todos os dias ou como produzir a “felicidade de todos os dias” sem deixar de ganhar o pão de cada dia. Em outras palavras, a questão básica se resume em como produzir e se realizar ao mesmo tempo. A resposta para esse dilema é alcançada no crescimento e aprimoramento das faculdades sensíveis e intelectuais da natureza humana. Mas, poucos são aqueles que de fato conseguem visualizar e trabalhar sua natureza no limite que separa o domínio do “pão” e o domínio da “felicidade”. Ou na linguagem de Marx o “reino da necessidade” e o “reino da liberdade”. O que será que move o homem a trabalhar, produzir, reproduzir e acumular bens e valores? Será que é o medo de uma vida futura? Ou será a “necessidade do pão”? Ou, então, será a “liberdade da felicidade”? Será que uma questão substitui a outra? Ou será que as três questões são fenômenos complementares entre si (não excludentes)? Tal dilema é intrínseco ao processo de produção de valor no interior da própria natureza humana. Assim sendo, essa produção de valor tem duas vertentes básicas: a material e a espiritual. Aqui devemos relembrar os avisos do grande mestre Jesus Cristo. E um desses avisos é bastante “claro e direto”: “Trabalhem não pelo alimento que perecerá, mas pelo que perdura até a vida eterna” (Jesus Cristo, apud DUNCAN, 1995, p.140). O trabalho é a ligação da esperança humana com a gratuidade Divina representada pela produção da natureza. O valor do trabalho é a oportunidade da realização humana na interação do homem com a natureza. Uma interação visando o bem na economia de vidas e sacrifícios. Um bem que diminui a fome e aumenta a confiança de um futuro certo e farto. A terra em sua incansável jornada de transformação anima a vida. Ela dá força impulsionando o existir. Ela é uma fonte de energia. É uma fonte que alimenta a força do ato de trabalhar. Ela é um princípio e um fim da produção de energia. A ela o corpo humano voltará no final. A ela todos os animais retornarão cansados e gastos em suas energias. A terra processa tudo e floresce o crescimento da vida. A terra é um polo de transformação entre naturezas. O valor é a diferença entre esse polo e a vida que floresce da essência de cada ser. O ser ao trabalhar oferece a terra uma parte de sua energia vital. E a terra ao ser trabalhada devolve, ao ser, uma outra parcela de energia sutil. E assim um estado de equilíbrio tende ao infinito na consagração da vida. Cada ser precisa dessa relação com a terra. E a terra necessita de um contato com cada ser. A terra tem um valor em si mesma. E da mesma forma o ser também tem um valor em si mesmo. O ser já é valorizado por existir livre e independente em si mesmo. Nada pode desvalorizar o existir do ser. Ele é o próprio valor na sua relação consigo mesmo. E da mesma forma a terra também é autovalorativa porque em essência ela é Divina assim como é o ser. Esse aspecto coloca o ser na mesma condição da terra. A terra é início e fim em si mesma. O ser é o fim de seu próprio princípio de valorização. A terra é o espaço que o Criador nos cedeu como um meio de cada um retirar dali o seu pão, a sua morada e os nutrientes em proveito de si e de todos. Mas, poucos são aqueles que já compreenderam que a terra é uma dádiva Divina. E por isso mesmo ela deve ser compartilhada entre todos de igual maneira e igual proveito. A terra é símbolo da mãe natureza. Ela nos permite plantar o trigo, colher o fruto e beber a água dos rios e das nascentes. Atualmente o valor da terra está caindo no espaço do mercado e nas mãos espertalhonas dos mercadores. Poucos são aqueles que tem uma visão da terra como algo sagrado e portanto que deveria servir de benefício para todos que necessitam da terra. Os “mais sabidos” transformam o valor da terra num “direito de posse” e numa usura desmedida. Os “menos sabidos” são prejudicados por não saberem o “caminho das pedras” de transformação de um direito ilegal num “direito legal”. Muitas das vezes esses “menos sabidos” são até usados para “fazerem cena” de um contexto bem elaborado pelos “mais sabidos”. Pretendo discutir a questão dos minifundiários desonestos. É uma espécie de “epidemia” que está se alastrando por todo corpo social “inteligente”. Bom, o caminho é esse. Um indivíduo investiga, em regiões rurais, terrenos semi-abandonados. E procura descobrir um terreno pequeno próximo daquele que ele está de olho (grande!). Então ele compra legalmente um pequeno lote e depois lentamente vai se apossando ilegalmente dos lotes vizinhos semi-abandonados. Ele cerca e planta algumas bananeiras (elas crescem rapidamente) e outras árvores. Perfura um poço e faz algumas melhorias pequenas. Limpa o terreno e começa a usufruir da posse. A vizinhança é logo conquistada e assim nesse contexto ele cria o espaço para o florescimento do empreendimento. Esse indivíduo posseiro providencia uma legalização das benfeitorias no INCRA. Feito isso para todos os efeitos ele é, agora, o “dono de todos os lotes de terra”. Isto é, “até que se prove ao contrário”. Pois, o INCRA só lhe dá o direito da benfeitoria e não da posse dos terrenos “invadidos”. O direito de posse somente a prefeitura pode dar na venda legal do terreno, ou através do “uso capião”. Depois de algum tempo ele decide vender “legalmente” para o próximo “coitado” desconhecido que se não procurar investigar cuidadosamente a legalidade do terreno acaba comprando “gato por lebre”. Dentro dos limites do que eu pude compreender existem três tipos de posseiros. O primeiro é aquele que realmente toma posse da terra para torná-la produtiva. Este indivíduo, apesar de estar ilegal, é um indivíduo honesto porque está servindo a si mesmo e a comunidade local. O segundo indivíduo toma posse da terra e divide a terra em pequenos lotes e depois vende a “preço de banana” para outros indivíduos pobres de baixa renda. Este indivíduo, apesar de estar ilegal, é um indivíduo caridoso. O terceiro indivíduo além de agir ilegalmente ele também age desonestamente porque a intenção dele é lucrar no final da posse vendendo o terreno com valor duas, três ou quatro vezes superior ao valor que “comprou”. Este último indivíduo é um capitalista desonesto, ou seja, ele é um capitalista que visa o lucro em cima de um bem que é social e sagrado. Ele só pensa nele e nunca no outro e na comunidade. A terra na mão dele é improdutiva. Em outras palavras, a terra nesse caso é apenas um objeto utilitário ou uma mercadoria de valor especulativo, ou seja, de enriquecimento ilícito. Existe um consenso no “inconsciente coletivo desses indivíduos capitalistas desonestos” que “leis foram feitas para serem burladas” e “direitos somente quando for para me dar bem (lucrar)”. O interessante é que o perfil desse tipo de posseiro vai desde um simples operário ou agricultor até indivíduos de nível superior tais como administradores, médicos, professores, advogados, etc. Num país com tanta miséria e diferença social uma “epidemia” desse tipo somente vai agravar a crise da fome, da moradia e da distribuição dos bens naturais da terra. Aqui cabe uma pergunta: como resolver esses graves problemas se a ética é totalmente desconhecida por esse tipo de indivíduo que pelo seu quilate intelectual, na maioria dos casos, deveria dar os primeiros exemplos de ética? Assim sendo, quem vai educar oferecendo o caráter a esses indivíduos que agem desonestamente? Se a semente está podre como é que a árvore vai nascer boa nos terrenos da escola e da sociedade? A população dos sem-terra, no Brasil, está aumentando. Por que será!??? Pobres homens são os que não querem dividir o pão e a terra de onde nasce o trigo e se produz o pão. A verdadeira divisão começa na terra. O pão é apenas consequência do resultado positivo do ser que se debruça com fé e trabalho sobre a terra. Somente plantando é que se colhe os frutos e o trigo do pão. O pão é o trigo colhido, a fé plantada e o trabalho processado. Creio, que a verdadeira educação começa em nossas vidas e não apenas na escola ou nas agremiações políticas. Não devemos excluir a vida escolar e social da vida prática existencial e ética. É um erro crasso. A ignorância da mentira sempre nos vai trair um belo dia. A máscara um dia cai e todos vêem a verdadeira face. Isso vale para qualquer um. Aquele que visa lucrar por lucrar sobre o próximo está em pecado. Não existe lucro improdutivo honesto. A honestidade é uma ação produtiva do bem e devido a isso ela é verdadeiramente ética. ELA é uma mão Divina no âmbito da natureza humana. Por isso a natureza a nossa volta é produtiva porque ela é guiada por uma mão do bem Divino. Esse é o nosso problema no que diz respeito a questão da ética (a verdadeira). A questão chave, dessa crise, está na percepção da natureza como algo de valor tendo como referência de trabalho e transformação o próprio sentido de vida (e salvação na “morte” (da consciência)) do indivíduo. O sentido de vida psicológica do ser individual predominou nas diversas eras do trabalho humano. E em quase todas as eras, de uma forma ou de outra, um universo de ideias de valor moral foi criado psicologicamente situando ou posicionando esse ser “acima” da natureza. Esse ato possibilitou o crescimento de um sentimento de domínio e superioridade do indivíduo em relação a natureza circundante. O indivíduo não conseguiu perceber que a natureza possuía a sua própria dimensão valorativa, ou seja, a sua própria altura existencial. E que a relação de equilíbrio, entre o ser e a natureza, somente podia existir numa consagração e num encontro. E nunca numa exploração utilitária e depredatória. O espaço da terra vem servindo tanto para se colher o trigo quanto para se explorar recursos na fabricação de variados artefatos. O valor da terra vem se tornando produto da sua capacidade de utilidade. A visão e a importância do encontro entre o ser e a natureza foram praticamente esquecidos e em seu lugar se instalou a obrigação do indivíduo eficiente em explorar todos os recursos da terra e dela retirar além do seu sustento a sua riqueza material utilitária. O limite do encontro se perdeu no espaço e no domínio da exploração. A espontaneidade do encontro foi substituída pela força da obrigação do “dever cumprido” para a obtenção de fins unicamente utilitários. As técnicas foram aperfeiçoadas tanto para aumentar a colheita do “trigo” quanto para aumentar a exploração de um fim utilitário. A força do trabalho também recebeu profundas modificações tanto no processo da colheita quanto na produção de artefatos eficientes. A base do progresso da vida moderna foi sem dúvida a utilidade da terra na produção eficiente da inteligência humana. Essa mudança de visão acarretou um aumento da força e do ritmo de exploração e de colheita. Houve um aumento significativo da produção e consequentemente da concentração de valor e domínio sobre a terra. A terra perdeu o seu caráter Divino de Mãe Natureza e ganhou em consequência um caráter sócio-econômico de “fator de produção”. Ela deixou, portanto, de ser o espaço de exercício de transcendência existencial do ser pessoal. Em outras palavras, ela se tornou uma mercadoria de valor relativo na visão do indivíduo, ou seja, um valor moral imposto pela psicologia do ser individual reduzindo assim a sua imensa importância espiritual/existencial. Isso implica dizer que o valor da terra está, no contexto de valoração do indivíduo, diretamente associado a sua capacidade de resposta aos interesses humanos em sua exploração e produção natural. Quando ela (a terra) já cansada não pode mais servir aos interesses utilitários de eficiência do ser individual deixa de interessar como mercadoria de valor ou de um valor de uso ou de troca. E se transforma desta forma num triste deserto improdutivo, ou seja, um espaço profano que o homem pode usar e abusar sem nenhuma responsabilidade com o seu destino. Os perigos gerados pelo domínio do homem sobre a natureza “são muito bem conhecidos para necessitar elucidação. A natureza tornou-se dessacralizada para o homem moderno, embora este mesmo processo tenha sido levado à sua conclusão lógica apenas no caso de uma pequena minoria. Além disso, a natureza passou a ser considerada algo para ser utilizado e desfrutado ao limite máximo possível. Em lugar de ser a esposa de quem o homem se beneficia, mas por quem é também responsável, para o homem moderno a natureza passou a ser uma prostituta - para servir sem que se tenha qualquer sentido de obrigação e responsabilidade para com ela. A dificuldade é que a condição de prostituta da natureza está evoluindo tanto, a ponto de fazer com que não se possa mais dela desfrutar, E, na verdade, é por isso que muitos começam a se preocupar com a situação da natureza” (NASR, 1977, pp.17-19). A mudança de valor e visão de domínio utilitário sobre a terra fez com que o ser individual sentisse necessidade de incorporar novos e intensos ritmos de exploração utilitária e de produção de colheita. Essa necessidade produziu uma nova organização e concentração vigorosa das forças de trabalho. A concepção convencional pouco organizada e desconcentrada foi então substituída pela forma grupal sistematizada. E para tanto um esforço de convencimento era preciso no espaço da psique dos trabalhadores individuais. A ideia da natureza-objeto foi então propagada por uma ciência cética da terra como um espaço de encontro. Em decorrência desse agrupamento das forças de trabalho e da inserção de novas técnicas e tecnologias, surgiram em decorrência da pressão capitalista as fábricas processadoras que transformavam tanto as matérias-primas, retiradas da natureza, em produtos acabados ou semi-acabados, quanto as pessoas livres (retiradas do campo) em indivíduos escravos da necessidade de acúmulo de riquezas materiais. A terra era (e é ainda), nesse contexto, o início e o fim da cadeia produtiva. E o ser tem o seu fim guardado no princípio da cadeia valorativa. A exploração de um é o fim do outro. A “liberdade” de um é a escravidão do outro. A “riqueza” de um é a pobreza do outro. Pois, a natureza do ser está intimamente ligada ao ser-natureza. Não existe separação. A separação é consequência do desencontro e desencanto do ser consigo mesmo (sua própria natureza). A natureza do ser é também guiada pelos mesmos princípios de transformação da natureza. A insensibilidade do ser-indivíduo não conseguiu identificar essa ligação sagrada com a natureza-pessoa. “Em toda parte há o desejo de conquistar a natureza, mas nesse processo o valor do próprio conquistador, o homem, é destruído, e mesmo sua própria existência, ameaçada” (NASR, 1977, p.20) O abismo entre o ser e a terra é a mesma entre o indivíduo e o seu Criador. Esse abismo somente vai ser fechado quando o ser individual perceber que a natureza é ELE (em si mesmo) também e não apenas os animais, os vegetais e os minerais. Essa constatação somente ocorre num espaço de encontro e liberdade. E nunca num espaço de exploração e escravidão. É preciso transformar o trapallium (dos romanos que deu o castigo da fábrica moderna - trapallium era o castigo público para os escravos que se recusavam a trabalhar. Daí é que veio o trabalho servil medieval e o assalariado moderno) em trabalho dignificante: eis a questão! “Trabalhar significa agir na natureza, transformando-a e transformando-se. Até o agir na natureza, transformando-a, o homem e a mulher tem em comum com todos os animais, mas o transformando-se é o mais da condição humana. Este mais é o que faz nascer no ser humano o extraordinário, a poiésis, a capacidade de em tudo ser único, apesar do suporte de ordinariedade que sustentamos. O ser humano é poiésis, é único, é irredutível e é esta a fundamentação possível para a efetiva busca de novos valores a que assistimos no final de milênio” (GONÇALVES FILHO, 10/1996, pp.9-10). A evolução das formas de trabalho ocorreram no espaço da transformação daquilo que originalmente era um encontro para o que é até hoje uma exploração eficientemente utilitária. “Na raiz dos primeiros esforços democráticos do Ocidente, que se deram na Inglaterra, no século XIII, estava o desejo de conter as arbitrariedades fiscais do Governo. Arrancar a pele do súdito para fazer dinheiro é uma tentação irresistível de qualquer soberano - leia-se também Governo federal, estados municípios, empresas estatais, porque é tudo a mesma coisa” (CAMPOS, 28/12/1997, p.7). Senhor, Eu sei que Tu me Sondas (música religiosa brasileira http://letras.mus.br/padre-marcelo-rossi/66350/ ). Bonita!!!!!!!!!!!!!!!!! Senhor, Eu sei que tu me sondas Sei também que me conheces Se me assento ou me levanto Conheces meus pensamentos Quer deitado ou quer andando Sabes todos os meus passos E antes que haja em mim palavras Sei que em tudo me conheces Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Deus, tu me cercaste em volta Tuas mãos em mim repousam Tal ciência, é grandiosa Não alcanço de tão alta Se eu subo até o céu Sei que ali também te encontro Se no abismo está minh'alma Sei que aí também me amas Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Senhor, eu sei que tu me amas (4 vezes) Refrão Sugiro que assistam seis vídeos na Internet: “Quem somos nós? (baseado na física quântica...ver link http://www.youtube.com/watch?v=WDXFRvbe2VY)”, “I AM” (Sobre Tom Shadyac) , “As Sete leis Espirituais do Sucesso – de Deepak Chopra”, “O Ponto de Mutação – baseado no livro de Fritjof Capra ”, “Conversando com Deus” – baseado no livro publicado por Neale Donald Walsch ... Conversando com Deus (título original em inglês: Conversations with God) é uma série de três livros publicada por Neale Donald Walsch, que afirma ter sido inspirado diretamente por Deus em seus escritos. Cada livro é escrito como um diálogo no qual Walsch faz perguntas e "Deus" as responde. Walsch afirma ainda que não se trata de canalizações, mas de inspirações divinas. Em 2006, um filme foi lançado sobre a história do autor e seus livros... Ver link http://pt.wikipedia.org/wiki/Conversando_com_Deus), “A Unidade das Religiões: O Amor Universal – no site da Organização Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Livros recomendados: “Mãos de Luz – de Barbara Ann Brennan, editora Pensamento”, “Medicina Vibracional – de Richard Gerber, editora Cultrix”, “Seu EU Sagrado – Dr. Wayne Dyer, Editora Nova Era”, “O Fluir do Amor Divino: Prema Vahini – Publicado por: Fundação Bhagavan Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Namastê! Prof. Bernardo Melgaço da Silva – pensador livre holístico-transcendental: filósofo (praticante), cientista e espiritualista – Professor Universitário Aposentado da URCA (Universidade Regional do Cariri –CE). e-mail: bernardomelgaco@gmail.com Facebook: Bernardo Melgaço da Silva/página Educação Para o Terceiro Milênio bernardomelgaco.blogspot.com Nota: Em 1992 e 1998 fiz dois trabalhos científicos: dissertação de mestrado e tese de doutorado respectivamente. E nesses dois trabalhos, que tem uma cópia de cada um na Universidade Federal do Rio de Janeiro (na biblioteca do Cento de Tecnologia –CT - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brasil), procurei mostrar (“explicar cientificamente”) o Caminho do Amor Divino que fiz em 1988. E quem desejar uma cópia dos meus trabalhos científicos envie um e-mail (eu tenho eles no formato Word) para mim, pois terei o maior prazer do mundo de compartilhar minhas pesquisas acadêmicas na UFRJ/COPPE. Namastê...obrigado!

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