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porque convergimos e integramos com AMOR, VERDADE, RETIDÃO, PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA

dedicamos este espaço a todos que estão na busca de agregar idéias sobre a condição humana no mundo contemporâneo, através de uma perspectiva holística, cujos saberes oriundos da filosofia, ciência e espiritualidade nunca são divergentes; pelo contrário exige-nos uma postura convergente àquilo que nos move ao conhecimento do homem e das coisas.
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.

"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber

PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO

O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).

"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 22... CAPITULO I ... O VALOR E OS SEUS CONTEXTOS PARTE I TESE DE DOUTORADO

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 22... CAPITULO I ... O VALOR E OS SEUS CONTEXTOS PARTE I TESE DE DOUTORADO.obs.: Prezados leitores quem quiser continuar acompanhar a série TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS E EXTRAORDINÁRIAS (O QUE É A GRANDE FRATERNIDADE BRANCA: UMA HIERARQUIA ESPIRITUAL CRIADA POR DEUS! – PARTE 1, 2, 3, ...”n”)....por favor visite o site no link http://bernardomelgaco.blogspot.com.br/ .ou o site Educação Para o Terceiro Milênio ver link... https://www.facebook.com/EducacaoParaOTerceiroMilenio Obrigado... Namastê! “Senhor, eu sei que Tu me Sondas...” “Conhece-te a ti mesmo” – Sócrates (ver link...carta encíclica ”fé e razão” do Papa João Paulo II.. http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_15101998_fides-et-ratio_po.html) “All you need is love” (Lennon/MaCartney) "o problema humano é o mesmo do problema divino quando se consegue responder um então conseguimos responder o outro" Bernardo Melgaço da Silva “O Humano e Deus são os dois lados da mesma moeda” Bernardo Melgaço da Silva INTRODUÇÃO “All you need is love” (Lennon/MaCartney) O VALOR E OS SEUS CONTEXTOS Existem muitas teorias e explicações a respeito do significado da expressão “valor”. Não existe um consenso sobre o significado e o contexto de onde se origina a ideia de “valor”. O significado está associado ao contexto onde a ideia é percebida ou captada. Assim cada um irá definir o significado de acordo com a sua sensibilidade e capacidade de percepção de um determinado universo de fenômenos. E como o grau de sensibilidade é algo fantasticamente variado se torna extremamente impossível chegar a um consenso. O que ocorre naturalmente é a reunião de grupos de ideias muito próximas entre si que formam ao longo da história sistemas ideológicos ou doutrinários. Por isso, encontramos nas discussões filosóficas, teológicas, científicas ou políticas várias ideologias e, portanto, vários grupos que procuram mapear o contexto e o seu significado de acordo com a visão particular de cada grupo. Pois, “de acordo com Arthur Lovejoy, famoso especialista da história das ideias, o número de ideias filosóficas fundamentais é bastante limitado e o surgimento de uma ideia verdadeiramente nova é algo muito mais raro do que se pensa. A novidade da maior parte dos sistemas e das doutrinas que surgem num momento particular da história deve-se mais ao modo original de combinar ideias antigas que os compõem do que à novidade destas ideias. Assim, quando se estuda uma corrente de pensamento complexa, com origens e ramificações diversificadas, como o liberalismo (ou o socialismo), constata-se que é possível remontar até a Grécia e a Roma Antiga e lá encontrar autores que anteciparam a maioria das ideias que a compõem. Encontram-se assim, na Antigüidade, formulações quase acabadas de muitos temas destinados a desempenhar um papel central no pensamento liberal; encontram-se também debates semelhantes àqueles que iriam dividir os liberais entre si e opô-los a seus inimigos” (VERGARA, 1995, pp.14-15). E a produção de conhecimento da ciência também sofre as influências desse processo. “A maior parte das teorias são propostas no âmbito de uma tradição de pesquisa. As grandes teorias, de fato, criam tais tradições. Uma tradição de pesquisa é uma sucessão de investigações empreendidas por uma quantidade de cientistas, à sombra de um conjunto de pressupostos gerais. Esses pressupostos declaram quais são as entidades fundamentais num determinado domínio e como interatuam. De acordo com a tradição platônica-ptolemaica, por exemplo, os planetas são esferas perfeitas e movem-se em círculos em torno da Terra a velocidade constante. Segundo a tradição newtoniana, o mundo compõe-se de partículas infinitesimais que interatuam no espaço vazio, graças às forças de atração e repulsão. Uma tradição de pesquisa especificará freqüentemente como os fenômenos pertinentes devem ser investigados e como as teorias devem ser construídas para explicá-los. Assim, na tradição ptolemaica, supunha-se que todos os fenômenos celestes seriam pelo menor número possível de movimentos circulares. Na tradição newtoniana, as teorias acabaram sendo escritas na forma de equações diferenciais” (KNELLER, 1980, p.21). Na ciência, por exemplo, cada medida de um fenômeno é realizada segundo um padrão de valor numa determinada tradição de pesquisa. A velocidade de um objeto é medida segundo um padrão newtoniano que se baseia numa relação de duas entidades (espaço e tempo). Outras grandezas podem até necessitar de três, quatro ou mais entidades que se relacionam entre si. Mas, o limite de medição ou percepção é de duas entidades que se relacionam entre si. Isso implica dizer que não existe valor quando o fenômeno tem apenas uma única entidade. Em outras palavras, a ideia de valor surge da necessidade de comparação ou inferência entre pelo menos duas entidades que estão presentes (por exemplo: o espaço e o tempo) num determinado fenômeno manifestado. A expressão “valor” pode receber diversas denominações em função do contexto e da experiência que se quer averiguar: econômico, político, jurídico, social, familiar, afetivo, profissional, material, espiritual, científico, religioso, místico, etc. Quando se fala em “valor” implicitamente está se falando em julgamento. E esse julgamento pode ser de sensibilidade objetiva, subjetiva ou interior. Um “bom relógio” está na esfera do processo de julgamento do mundo sensível objetivo. Um “bom ato” está por sua vez na esfera do processo de julgamento dos mundos sensíveis subjetivo e interior. O que não vemos não julgamos e quando julgamos, julgamos mal. Esse “julgar mal” diz respeito à lógica inadequada, ao instrumento impróprio de observação e o grau de experiência insuficiente do contexto, empregados na relação com o fenômeno julgado. Assim sendo, a confusão se torna presente quando observamos um imenso universo de contextos utilizando recursos tecnológicos e ontológicos inadequados ou insuficientes. Dentro desse universo é que o homem em processo de evolução tem que se posicionar para definir um sentido de transformação de valor para si mesmo. Existe uma hierarquia de valor e no interior dessa hierarquia dois sentidos de transformação:(+)->(-) e (-)------>(+). O sentido de transformação do superior (+) para o inferior (-) denomino de inversão de valor. E o sentido de transformação do inferior (-) para o superior (+) denomino de conversão de valor. E essa conversão de valor é que dá o sentido de evolução da qualidade de vida. A busca da qualidade de vida é o esforço de reencontrar o sentido da perfeição de todas as coisas essenciais manifestadas e até mesmo “não-manifestadas” (subjacentes). Esse esforço persistente e incansável dá o tom e o valor da descoberta. E o valor novamente submetido a novo esforço se auto-eleva, se autovaloriza. Esse autovalor é a luz resultante do ganho de energia na subida, no crescimento e no salto. Daí a qualificação natural, o sentido exato, preciso da evolução: luz, energia, vigor, força, vontade, inteligência, sensibilidade e, portanto, Amor Matriz (Transcendental). Consciência Cósmica. Ser humano evoluído. Ser humano holístico. Ser humano qualificado e completo. E seguro. Amante da natureza. Amante de todos de forma incondicional. Ser-espelho da Consciência de Deus-Pai. Ser humano perfeito e belo. Se valor está diretamente associado à capacidade de percepção do instrumento ou do ser, como, então, fazer para “ensinar” a ver o sentido de hierarquia e o enraizamento da existência? Esse é o ponto crucial em que as várias escolas filosóficas, científicas, religiosas, místicas, espirituais se tornam despreparadas para construir uma linguagem que caracterize a direção a ser dada. Em outras palavras, qual é a origem e o destino da vida e do universo? Como medir esses dois extremos (origem e destino)? Que parâmetros devemos tomar para caracterizar o fenômeno? A vida seria o meio desses extremos? Marx, usou as expressões Deus-Pai e Deus-Filho, no livro O Capital vol.1, para dar continuidade e fortalecimento a sua explicação sobre a mais-valia (o ganho capitalista). Por que Marx se apoiou nessa relação Deus-Pai/Deus Filho? E por que ele não fez ao contrário, ou seja, o sentido de relação e transformação Deus-Filho/Deus-Pai? Será que foi por acaso que esse grande pensador usou a primeira relação (+)/(-)? De onde ele tirou essa ideia? Por que será que Marx afirmou que “não é a religião que faz o homem, mas é o homem quem faz a religião. Religião é a consciência de si que o homem perdeu ou não adquiriu ainda”? Nessa afirmação o pensador criou uma entidade filosófica chamada “consciência de si”. E assim ele inteligentemente faz, sem mencionar explicitamente, uma relação entre as entidades filosóficas “consciência” e “consciência de si”. Isso mostra que Marx possuía uma sensibilidade muito desenvolvida para assim poder identificar as duas entidades, e as suas respectivas posições hierárquicas entre si, que lhe deram a condição para se criar uma ideia de valor: “Se na circulação simples o valor das mercadorias adquire no máximo, em confronto com seu valor de uso, a forma autônoma de dinheiro, aqui ele se apresenta subitamente como uma substância em processo e semovente, para qual mercadoria e dinheiro são meras formas. Mas ainda mais. Ao invés de representar relações mercantis, ele entra agora, por assim dizer, numa relação privada consigo mesmo. Ele se distingue como valor de si mesmo como mais-valia, assim como Deus Pai se distingue de si mesmo como Deus Filho, e ambos são mesma idade e constituem, de fato, uma só pessoa, pois só por meio da mais-valia de 10 libras esterlinas tornam-se as 100 libras esterlinas adiantadas capital, e assim que se tornam isso, assim que é gerado o filho e, por meio do filho, o pai, desaparece a sua diferença e ambos são unos, 110 libras esterlinas" (MARX, 1988, p.127). Da mesma forma, Jesus Cristo também criou duas entidades filosóficas para expressar a sua ideia de hierarquia e valor: “o joio” e “o trigo” (“é preciso separar o joio do trigo” - Jesus Cristo). Será que o contexto de Jesus era o mesmo de Marx (Deus-Pai e Deus-Filho)? Como podemos saber? Será que os dois estavam falando de um contexto social? Ou será que estavam falando de um contexto existencial? Como podemos identificar o contexto? A razão humana seria um instrumento adequado para penetrar nesse universo sutil? O homem comum que vive imerso no quotidiano será que tem forças para superar o seu próprio condicionamento psicológico para descobrir uma realidade transcendental? “Só um ser transcendente, superando os condicionamentos do humano conhecimento, poderia intuir diretamente o ser, vencendo a penumbra e se adentrando na claridade do conhecimento completo” (Padilha, 1975, p.24). Se considerarmos que valor é uma relação entre entidades que podem ser de naturezas diversas tais como filosóficas, econômicas, políticas, científicas, religiosas, espirituais, etc., então poderemos dizer que valor é conseqüência de uma hierarquia entre entidades que se relacionam entre si. Dessa forma, não é possível se formar valor entre entidades que não se relacionam entre si. Ou seja, não se pode valorizar aquilo que não se relaciona. Existe, portanto, uma premissa básica que é a necessidade das duas entidades estarem formando entre si uma hierarquia de poder, de saber, de evolução, de progresso, de compreensão ou de existência. Onde há diferença há valor como resultado. Onde há o positivo sempre há o negativo. Onde há o superior sempre há o inferior. E da mesma forma onde há riqueza há também pobreza. Até porque um está relacionado ao outro. A riqueza somente pode ser medida em relação à pobreza. A riqueza não pode ser medida (comparada) com ela mesma. Isso é uma lógica ontológica/existencial que regula os princípios da natureza. O macho existe porque existe a fêmea. O homem existe porque existe um ser criador do homem. O ego existe porque existe o self. A ignorância existe porque existe o conhecimento. O "mal" existe porque existe o "bem". Eu existo porque existe o TU dentro de mim. É uma lógica primeira-universal de relação e interinfluenciação. Nada está totalmente isolado, sem nenhuma relação. E mais ainda, existe um nível de energia-consciência-vida onde tudo está interligado com tudo! De modo que, “nenhum homem poderá sentir solidão, a não ser que esteja fechado em si mesmo e não esteja plasmado para entrar no ritmo da interinfluenciação, da complementariedade das coisas. A sensação de solidão não pode ser atribuída a uma mera circunstância isolada, ou a algum fato restrito como, por exemplo, a simples partida de uma outra pessoa; ela é, sempre, o sintoma de uma causa muito mais profunda. O homem poderá viver isolado de tudo e de todos no que se refere ao aspecto humanístico e sentir-se tão interinfluenciador e interatuante em toda a complexidade universal, como realmente poderá sê-lo. Isso porque seu campo de irradiação está amplamente integrado em toda essa engrenagem maior que extrapola sua individualidade e que, ao mesmo tempo, está, também, inteiramente conjugada às dimensões menores, àquelas que interligam a matéria aos mundos sutis. Quando uma pessoa sente solidão é porque está se situando tal qual uma peça que se deslocou parcialmente de toda uma engrenagem construtiva, interinfluenciativa. Com isso, sofrem não só a pessoa [o indivíduo], mas, também, todas aquelas ligações, aqueles elos que deixam de estar acoplados às suas próprias contrapartes que se encontram neste indivíduo solitário” (ANÔNIMO, A Consciência, 1988, p.11). Nesse sentido, o valor é formado pela natureza das entidades que se relacionam tanto energeticamente quanto conscientemente (ou inconscientemente) entre si. O valor é, portanto, um resultado, uma resposta de uma dada relação ou de um determinado conjunto de relações que se interinfluenciam em seus três aspectos básicos de energia, consciência e vida. O valor humano é também uma relação entre entidades, e como tal segue essa mesma lei de interinfluenciação. O homem se relaciona com outro homem e assim forma e propaga valor humano. Quando se discute o domínio do “valor humano”, em seu aspecto qualitativo, a que significado está se referindo? Ou seja, a que significado de relação está se pretendendo expressar? Existe uma confusão de onde se origina exatamente a fonte do “valor humano”. Existe uma intenção de se poder aperfeiçoar a qualidade dos sentimentos e dos pensamentos nas relações humanas sociais. Mas, a prática se torna bastante difícil, uma vez que sendo a relação uma condição de ganho efetivo, somente haverá ganho de fato quando uma das duas naturezas em posição de relação seja qualitativamente superior. E tratando-se de “valor humano”, no sentido de evolução de ganho existencial, o contexto em que essa relação ocorre sai necessariamente da esfera inter-humana. Em outras palavras, somente uma natureza existencialmente superior à humana pode produzir ganho na relação com a humana. Isso é básico! O que normalmente se faz é uma excessiva racionalização do significado de “valor humano” ou do que se acredita ser “valor humano”. Em outras palavras, quando se espera um ganho na relação entre duas naturezas de mesma dimensão ontológica, forma-se uma expectativa e uma racionalização e nunca um ganho existencial de fato. Uma grande maioria de indivíduos fala sobre a intenção do ganho, mas poucos - muito poucos! - são aqueles que de fato agem existencialmente no sentido de formar um ganho, na conversão de valor, em si mesmo. Existe uma virtualidade do fenômeno criado pela excessiva racionalização do contexto do “valor humano”. Essa virtualidade, na inversão de valor, se propaga pela própria lógica linear racional da cultura educacional tanto no contexto da ciência quanto no contexto da religião. A questão da qualidade de vida humana está no que denominamos de "desenvolvimento dos valores ou princípios humanos". Essa expressão tem uma dupla interpretação. A primeira é de cunho psicológico-racional. E a segunda é de cunho "ontológico-sensível". A interpretação racional "define" os "desenvolvimentos de valores ou princípios" a partir das relações e experiências com as ideias morais de valores. Para termos uma ideia de como se processam as experiências das ideias morais de valores, vou aqui utilizar a analogia com os peixes que vivem nas profundezas do mar. Se conseguíssemos descobrir a linguagem dos peixes e fizéssemos a esses peixes a seguinte pergunta: como vivem os pássaros? A resposta teria toda uma construção idealizada, em função dos dados obtidos por eles na convivência com peixes voadores que conseguem transcender a superfície da água. E se fizéssemos uma segunda pergunta tal como: o que é estar molhado? Da mesma forma, esses peixes teriam que idealizar, posto que eles nunca ficaram secos. Essas analogias, nos ajudam a entender porque a razão desconhece o processo de "desenvolvimento do valor ou princípio humano". A razão desconhece o significado completo de desenvolvimento do valor ou princípio humano, porque está totalmente "mergulhada ou submersa" pelas ideias que preenchem o "oceano" dos pensamentos morais. Muita das vezes substituímos a expressão “valor” pela palavra “importância”. Assim, quando algo é merecedor de uma dada importância é porque implicitamente ela tem valor. Outras palavras - p. ex.: mérito, princípio - são também usadas para substituir a expressão “valor”. Mas, o que se pode notar é a obrigatoriedade de uma dada relação. E essa relação pode ser aparente (visível) ou subjacente (invisível), horizontal (não-transcendental) ou vertical (transcendental). O que é importante frisar é que sempre existem dois pólos básicos: o sujeito e o objeto. E entre esses dois pólos existe uma relação e um sentido de transformação. A existência de um único pólo não caracteriza a existência de valor. O valor é sempre atribuído a uma diferença numa relação. E essa relação pode ser transcendental ou não. Assim, uma relação horizontal entre naturezas de mesma característica existencial não produz valor transcendental. Um indivíduo com outro indivíduo não produz uma relação transcendental. Somente uma consciência transcendental como a da pessoa (mestre) pode numa relação-conexão com o indivíduo (discípulo) produzir um ganho existencial e assim se “medir” o fenômeno “valor humano” em seu aspecto qualitativo transcendental. E mestre aqui não significa um título acadêmico mas uma condição existencial de ser. Essa condição impõe ao ser humano uma descontinuidade relacional existencial, ou seja, consciencial, energética e vital em si mesmo. A interconexão permeia as nossas relações físiológica, moral e ética. As próprias células do corpo, como também as partículas subatômicas “não são “coisas” mas interconexões entre “coisas”, e essas “coisas”, por sua vez, são interconexões entre outras “coisas”, e assim por diante. Na teoria quântica, nunca lidamos com “coisas”, lidamos sempre com interconexões...O universo é, portanto, um todo unificado que pode, até certo ponto, ser dividido em partes separadas, em objetos feitos de moléculas e átomos, compostos, por sua vez, de partículas. Mas atingido esse ponto, no nível das partículas, a noção de partes separadas dissipa-se. As partículas subatômicas - e, portanto, em última instância, todas as partes do universo - não podem ser entendidas isoladas, mas devem ser definidas através de suas inter-relações” (CAPRA,1992, pp.75-76). Isso implica dizer que existe uma fronteira-limite e uma hierarquia de valor inter e entre dimensões existenciais. Quando se quer definir valor faz-se necessário posicionar a dimensão do contexto a que se está referindo. Além disso, dentro do contexto a que natureza ou tipo está se querendo tratar. E o grau de concentração de valor gera duas tendências: o sobre-valor (o excesso) e o des-valor (a falta). Existem valores fisiológicos, psicológicos e ontológicos. E no interior de cada um desses contextos encontram-se os tipos ou naturezas de valor e suas tendências. Por exemplo, no contexto psicológico pode-se ter, por exemplo, valores políticos e econômicos locais, nacionais e continentais. Já no contexto ontológico pode-se encontrar valores espirituais e cósmicos (p.ex.: o Amor Matriz), ou seja, valores que transcendem a dimensão física e ao próprio espaço físico e aparente do planeta Terra. A relação entre qualquer objeto e um sujeito observador, implica numa relação de valor, independente da capacidade de avaliação do sujeito. A simples existência de uma relação estabelece um tipo de valor como resposta ou resultado a essa relação. Esse valor pode aproximar ou distanciar os elementos em questão. Nesse contexto, nada está completamente vazio ou isento de uma relação. O vazio está “amplamente cheio de elementos, de vida, mas que não podem ser percebidos pelos olhos humanos. Os mais sensíveis, no entanto, acusam sua existência em inúmeras ocasiões, mesmo que não seja através de uma interpretação baseada nas formas, como é um hábito na maneira de ser do homem” (ANÔNIMO, A Consciência, 1988, pp.11-12). E esses valores “invisíveis” são muitas vezes traduzidos como “impulsos”. De um modo geral a cultura técnica-industrial vigente nas sociedades modernas, estimula o ser-criança, desde o seu nascimento, a reconhecer biologicamente seus impulsos emergentes para satisfazê-los sem primeiro realizar uma educação apropriada para um reconhecimento de sua natureza espiritual/existencial. Na ausência dessa educação de reconhecimento e qualificação dos impulsos mais nobres, o ser se desenvolve segundo a predominância dos impulsos envolventes mais instintivos que são aqueles que mais são estimulados pelas necessidades imediatas e pelo medo da sobrevivência. As variações intensas dos impulsos conduzem o ser a uma incerteza da natureza dos impulsos. Assim, o ser gradativamente vai se tornando confuso em si mesmo, ou seja, o ser acaba desconhecendo o que realmente está acontecendo com ele. Essa incerteza tende a crescer na medida que a própria cultura vigente estimula a praticar racional e instintivamente determinados tipos de ações que reforçam os impulsos descontrolados. Isso é assim porque “todo conhecimento e todo hábito, uma vez adquirido, incorporam-se tão firmemente em nós como um terrapleno ferroviário na terra. Não requerem ser continuamente renovados e conscientemente reproduzidos, mas afundam nos estratos do subconsciente. São transmitidos normalmente, quase sem conflitos, pela herança, pelo ensino, pela educação, pela pressão do ambiente. Tudo o que pensamos sentimos ou fazemos muito torna-se freqüentemente automático, e nossa vida consciente fica livre desse esforço. A enorme economia de força aqui envolvida, na raça e no indivíduo, não é suficiente, contudo, para tornar a vida diária um fardo leve e para evitar que as suas demandas esgotem a energia média, apesar de tudo. Mas é grande o suficiente para tornar possível satisfazer os reclamos ordinários” (SCHUMPETER, 1988, p.60). Nesse sentido, os impulsos fisiológicos do corpo se tornam mais fortes e mais constantes exigindo do ser uma atenção concentrada para satisfazê-los. A psique do indivíduo é então estimulada para processar os tipos de ações necessárias para o objetivo fisiológico. A ativação e estimulação da psique torna a psique mais vulnerável às sugestões de novas necessidades biológicas e morais. Forma-se a partir dai um ciclo que tende a se repetir “ad infinitum”. Como conseqüência desse processo surgem ou nascem as carências de alimento, de afeição, de reconhecimento, de ascensão social, etc. Dessa forma, as carências afetivas são tantas que o ser sente o impulso de satisfazê-las através do seu corpo físico e da sua psique. E se o outro ser (no plano social) estiver propício a uma estimulação a relação é confirmada se processando um verdadeiro reforço condicionado de carência nos dois sentidos. Essas reações condicionadas “tornam-se tão habituais que parecem quase instintivas. Transformam-se num regulador íntimo do comportamento, que continua a funcionar ainda por algum tempo, mesmo que as pressões sociais pelas quais foi originalmente determinado sejam subitamente modificadas ou eliminadas. Esse censor interno governa a conduta mais ou menos como um conjunto de regras decoradas, como o código de trânsito ou os processos parlamentares regulam formas específicas de atividade, como dirigir um carro ou organizar uma reunião. Mas, enquanto tais atividades são opcionais, todos tem de viver na sociedade e, portanto, o padrão de comportamento socialmente aceitável, representado pela consciência individual, tem uma força muito mais compulsória. Essa orientação de dentro é praticamente automática, exceto quando surge oportunidade para agir contra seus ditames, ocasião em que aparece a consciência aguda de sua existência, através de uma sensação de constrangimento, uma previsão de desastre, um sentimento de culpa” (ASH, 1965, p.101) É nesse universo de impulsos imprevisíveis e dominadores que o ser sai em busca de uma resposta coerente e sensata sobre as suas deficiências e carências acumuladas. Os princípios éticos-ontológicos como a paz, a felicidade, a bondade, a fraternidade, a igualdade, a liberdade, etc., ficam subjacentes e quase que “ocultos” devido a esse conjunto imenso de impulsos fisiológicos e psicológicos desordenados. Inconsciente de si e, portanto, incapaz de reconhecer os seus próprios impulsos existenciais, o ser se depara com a incerteza de si mesmo: não sei quem sou eu! A natureza externa passa ser o seu objeto de entendimento uma vez que a sua própria natureza existencial/espiritual é invisível em si mesmo. A relação com a natureza externa passa ser uma maneira de ele equacionar os seus impulsos desordenados. Para tanto o ser procura racionalmente prever os “ímpulsos” (ciclos) da natureza a fim de resolver a sua própria questão de valor existencial. Da mesma forma que é desordenada a relação consigo mesmo é também com a natureza externa. O desequilíbrio interno é reproduzido, portanto, no meio externo através de uma crise de percepção, repercutindo na relação com o seu semelhante e com a natureza externa. Essa crise de percepção é decorrente do uso de modelos e paradigmas inadequados para uma realidade que vai se revelando lentamente ao homem em seu processo de evolução. E “para descrever esse [novo] mundo apropriadamente, necessitamos de uma perspectiva ecológica que a visão de mundo cartesiana não nos oferece. Precisamos, pois, de um novo "paradigma" - uma nova visão da realidade, uma mudança fundamental em nossos pensamentos, percepções e valores" (CAPRA, 1989, pp.13-14). Mesmo que o ser explicitamente não reconheça a sua incapacidade de entender a si mesmo, implicitamente ele demonstra o seu desconhecimento e desequilíbrio nas suas ações mais corriqueiras: andando, falando, conversado, “amando”, trabalhando, criando, estudando, ensinando, valorizando, etc. A busca de um entendimento sobre a própria natureza do ser (em si), geralmente é adiada em favor de uma busca fora de si na natureza externa e na figura humana de um outro indivíduo. Essa busca pode ser tanto particularmente empírica quanto sistematicamente coletiva. A essa práxis denomina-se de “ciência”. E “ciência” aqui é qualquer esforço sistematizado ou empírico de compreensão de si e do mundo que cerca o ser. Em síntese, a insensibilidade do ser em relação a si mesmo, reforça a sua incerteza. E essa incerteza aumenta a probabilidade de erros. E conseqüentemente produz uma enorme imprevisibilidade na relação do ser consigo mesmo (indivíduo/pessoa) e também com a natureza que lhe cerca. As normas sociais indicam uma tentativa de pôr ordem nesses impulsos. A crise de percepção, fez com que criássemos um imenso conjunto de normas sociais para gerir, controlar e padronizar a sociabilidade humana, mas infelizmente constatamos que esse mesmo conjunto de normas e diretrizes sociais é utilizado para tornar o ser humano cada vez mais anti-social. O reflexo disso é a falta de empatia desse “homem moderno” perante a dor do seu irmão necessitado que sofre ao seu lado. As normas dirigem uma grande parcela da sociedade a se comportar mecanicamente ou robotizadamente na defesa de seus próprios interesses econômicos. E assim, inevitavelmente nos tornamos demasiadamente egoístas e insensíveis. Nos tornamos anti-sociais. As normas ganham vidas e começam a influenciar nossa capacidade de sentir. Assim, quando “os Estados Unidos se tornaram independentes, criando a primeira e revoluncionária democracia moderna, havia na legislação federal apenas três crimes: traição, falsificação de moeda e pirataria em alto-mar. Hoje, são bem mais de três mil, inclusive 1.700 que se referem às questões menores ou meramente regulamentares. Ao todo, mais de dez mil ações foram incluídas entre os “crimes” por via regulatória. E isso não foi o resultado de um deliberado esforço do Congresso americano para restringir as liberdades individuais. Foi, sobretudo, o produto indigesto das boas intenções dos políticos, do desejo de “mostrar serviço”, da concentração do foco da mídia nos assuntos que dêem manchetes, da necessidade de bodes expiatórios para satisfazer o público, e da tendência das sociedades atuais a se tornarem “sociedades do espetáculo”, onde os “videoclips” passam a tomar cada vez mais o espaço das ideias” (CAMPOS, 28/12/1997, p.7). O mundo utilitário convida a todos a participarem de suas normas com a promessa de se alcançar a felicidade e a liberdade. As propagandas altamente sugestivas induzem uma multidão a ir ao encontro das benesses da conquista material. E atraídos pela propaganda enfeitada da mídia muitos vão. E também muitos se perdem nas complexas trilhas escuras da selva do mundo “econômico-social”. Ao se perderem são abandonados por aqueles que as incentivaram, e assim ficam a mercê dos lobos capitalistas insensíveis que a vida econômica criou. Os caminhos ficam fechados pelas próprias normas as quais não permitem apagar ou consertar o erro cometido. O “erro” é então considerado e pesado segundo o impacto que causou ao conjunto de normas. Assim, se o impacto é demasiadamente forte, a condenação se torna uma medida “socialmente” aceitável. O ser humano que fica submetido a essas normas não vê uma saída conciliatória, ou seja, não encontra o PERDÃO. O perdão seria a solução natural e, portanto, verdadeiramente social. Mas, a lógica das normas não consegue abarcar esse direito natural. Assim sendo, o ser humano se vê obrigado a conviver com a pressão psicológica ou então é obrigado a ceder e buscar soluções anti-éticas a fim de burlar e sair dessa situação psicológica extremamente incômoda. Em síntese, o indivíduo não sabe PERDOAR. Por isso, as relações sociais tendem a ser produzidas e montadas sob a base do julgamento e da condenação: errou-pagou! Vivemos um mundo onde não se desenvolve a sensibilidade da criança e do jovem. E quando mais tarde já na fase madura, por infelicidade essas pobres criaturas cometem erros grosseiros, que vão de encontro às normas ditas “sociais”, então essas normas são aplicadas com o rigor da insensibilidade da própria norma criada. Ou seja, as normas são aplicadas com rigor punindo a insensibilidade das pobres criaturas educadas pelas normas insensíveis “sociais”. Em outras palavras, cria-se o “monstro” para depois se julgar e condenar segundo a visão insensível dessas normas insensíveis. O indivíduo dito “social” busca racionalizar e aplicar o produto dessa racionalização onde somente cabe a sensibilidade desenvolvida. E assim a ignorância humana caminha a passos largos. A violência, a cobiça e o sofrimento tendem a crescer na mesma proporção da criação de todas as mazelas sociais. Nesse sentido, mais uma vez merece ser repetido: Não existe acaso! Charles Chaplin no último discurso do filme O Grande Ditador, nos deixou esta preciosa mensagem de grande sensibilidade: “O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio...e tem nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos cépticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será violência e tudo será perdido”. A beleza da vida e a crueldade da morte podem ser percebidos pelos gestos controlados do homem-santo e pelos gestos descontrolados do homem-comum. A cada instante somos influenciados e chamados a agir no mundo e para o mundo. Viver é interagir. É multiplicar. É somar. É acumular. Podemos acumular impulsos bons e maus. Podemos multiplicar gestos elegantes e deselegantes. Podemos somar paz e conflitos. A sabedoria maior é uma tomada de consciência de seguir um caminho de impulsos. É melhor - muito melhor! - lutar interiormente com os nossos impulsos controlando-os e qualificando-os do que refletirmos esses impulsos desqualificados, ruins e descontrolados no espaço social e ecológico. A vida é, na minha visão de fé crística, um laboratório que Deus criou para realizarmos nossas experiências com energias vitais extremamente sutis. Sábio é aquele que reconhecendo isso usa esse laboratório para produzir remédios para os seus próprios males sem contaminar ou poluir o meio ambiente circundante. Hoje, a vida moderna competitiva e super-atarefada não permite que os indivíduos investiguem os seus próprios impulsos. Não há uma educação, via mídia, no sentido de incentivar a prática do controle dos impulsos. E muito pelo contrário, o que existe é o incentivo constante para a prática dos impulsos descontrolados. Principalmente as novelas, os filmes e os programas políticos estão diariamente educando e incentivando os indivíduos a manifestarem seus impulsos sem nenhum controle. As tramas nesses programas de televisão são sempre criadas no intuito de mostrar a “normalidade” dessas práticas impulsivas. É raro se ver um programa que valorize os resultados das práticas dos controles dos impulsos. O que se mostra constantemente é a presença do "mal" (plano moral razão/instinto). Mas, o "mal" é a ausência do "bem" (plano ético intuição/Amor). O "mal" não existe na companhia do "bem". É um erro crasso achar que o "mal e o bem" convivem juntos. O "bem e o mal" estão em planos diferentes. Nunca estão no mesmo plano. O "mal" sempre é a ausência do "bem". O "mal" é o descontrole dos impulsos impuros. E o "bem" é por sua vez o controle e a qualificação deles. Mas, não é também um controle externo e sim interno, ou seja, um autoconhecimento a partir do autocontrole: conhece-te a ti mesmo! O mundo moderno sofre porque nossa educação moderna formal e informal não trabalha em cima dessa questão. Toda (ou quase toda) a nossa educação é feita na ideia de que é preciso ter um policiamento externo como garantia do "bem" e da ordem proveniente desse "bem". No entanto, as estatísticas mostram e demonstram que apesar de se aumentar o policiamento externo nas cidades, o “mal” cresce da mesma forma. Nossas penitenciárias não cabem mais de tanta gente impulsiva. E nas cadeias das delegacias podemos ver cenas deprimentes e chocantes de indivíduos que são obrigados a se amontoarem uns sobre os outros. No dia 24 de março foi noticiado na HORA DO BRASIL, que o Governo brasileiro irá construir mais 100 penitenciárias para suprir o déficit de mais de 70 mil vagas. Em 1995, “ocorreram 8.443 fugas nos presídios brasileiros. Só no Rio de Janeiro, foram registradas 501 fugas. _ Vamos investir nessas obras para evitar uma via de duas mãos: o preso que tem os direitos humanos desrespeitados e o cidadão que é ameaçado pela falta de segurança do sistema prisional - disse Tonet. São Paulo, que registra o maior déficit - 28 mil vagas -, será o estado beneficiado com mais presídios. Mais seis mil vagas serão oferecidas nas novas penitenciárias do estado” (PAULA, 29/02/97, p.23). Há um abismo entre o discurso e a prática. E entre a ciência e o saber de Deus. E também entre as ideologias e a práxis do caráter dos indivíduos que pregam modelos de convivência que eles mesmos pouco praticam neles mesmos. Muitos apontam soluções baseadas em seus próprios impulsos descontrolados. Muitos pregam a pena de morte. Outros pregam o isolamento do preso. E alguns pregam a socialização do preso através do trabalho no campo. Mas, poucos são aqueles que pregam e praticam o autocontrole dos seus impulsos. Por isso, admiro a consciência de Gandhi. Ele é um exemplo que deveria ser multiplicado para que tornemos de fato o Brasil um espaço democrático onde a paz, a liberdade e a felicidade não sejam apenas discursos intelectuais de momento e nem mensagens vazias de significados e de valor. ORDEM e PROGRESSO, somente existirão harmonicamente para todos, indistintamente, quando o progresso estiver calcado numa ordem de Amor Matriz (perfeito). Caso contrário, a violência continuará aumentando “exponencialmente” junto com as delegacias e penitenciárias sempre amontoadas de almas impulsivas. A insensibilidade associada à repetibilidade dos impulsos existenciais desordenados, leva à formação de uma consciência de separação entre o si e o mundo. Assim, nasce a ideia do “outro” fora de si. E esse outro é projetado e elaborado segundo uma relação insensível na relação de um indivíduo com outro indivíduo, do indivíduo com a natureza e do indivíduo com o ser transcendental (a pessoa). A relação com o “outro” ganhou contornos de diversas matizes. A matiz cristã do “amai-vos uns aos outros” foi distorcida e mal compreendida por uma razão utilitária carente de uma afetividade instintiva. Em outras palavras, o “amor” se tornou uma relação de valor humano entre os planos biológico e moral. E por isso não alcançou o plano ontológico de princípio ético do mundo sagrado. Na “atualidade, habituamo-nos a ver em qualquer humano um semelhante e esquecemos que esta crença nem sempre foi intuitiva e imediata. Historicamente, o “amai-vos uns aos outros” não se impôs pelo exemplo de doçura, bondade e entrega de Jesus de Nazaré, de alguns de seus discípulos ou primeiros mártires. Aprendemos a ver no outro “um próximo” pela força das armas; pelas fogueiras da inquisição; pela perseguição aos inimigos políticos; pelo degredo, prisão, assassinato ou extermínio em massa dos infiéis, hereges, dissidentes e desviantes. Quando as revoluções democrático-burguesas aconteceram, grande parte das elites ocidentais estava preparada para tomar como natural e desejável a ideia de que todos fôssemos livres, iguais e fraternos. O respeito pela vida e a certeza de que o outro é um parceiro virtual na realização de nossas aspirações afetivas ou na construção de uma sociedade mais justa tornaram-se premissas práticas, inconscientes e pré-reflexivas, de nossas crenças morais. Mas, para que a recomendação do amor ao próximo fosse psicologicamente viável, a cultura ocidental fez da identidade do sujeito moderno espelho da contradição entre os ideais e a realidade. Buscando conciliar a industrialização, o capitalismo ou o imperialismo com a mínima moral democrática, as elites criaram um indivíduo cujo aprendizado da cidadania fundou-se em dois pilares centrais; a disciplina do trabalho e a disciplina da família. Na disciplina do trabalho, ele aprendia que seu esforço era nobre, pois produzia riquezas, e sua recompensa era a elevação do nível da vida material; na disciplina da família, aprendia a procriar corretamente, tendo em troca as promessas do sexo seguro e o direito de amar conforme a fantasia do amor-paixão romântico. Este amante bem-educado, bom trabalhador e bom pai de família foi a retranca privada que garantiu, por longo tempo, o semblante de harmonia do espaço público. Sua imagem era o emblema da civilização e dos bons costumes e, em seu nome, preconceitos, dominação e espoliação econômico-cultural de pessoas, classes ou povos submetidos foram interpretados e justificados como “ocorrência de parasitárias”; “desvios de percurso”; “etapas infelizes, mas necessárias” rumo ao paraíso burguês na terra” (COSTA, 22/09/96, p.8). Senhor, Eu sei que Tu me Sondas (música religiosa brasileira http://letras.mus.br/padre-marcelo-rossi/66350/ ). Bonita!!!!!!!!!!!!!!!!! Senhor, Eu sei que tu me sondas Sei também que me conheces Se me assento ou me levanto Conheces meus pensamentos Quer deitado ou quer andando Sabes todos os meus passos E antes que haja em mim palavras Sei que em tudo me conheces Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Deus, tu me cercaste em volta Tuas mãos em mim repousam Tal ciência, é grandiosa Não alcanço de tão alta Se eu subo até o céu Sei que ali também te encontro Se no abismo está minh'alma Sei que aí também me amas Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Senhor, eu sei que tu me amas (4 vezes) Refrão Sugiro que assistam seis vídeos na Internet: “Quem somos nós? (baseado na física quântica...ver link http://www.youtube.com/watch?v=WDXFRvbe2VY)”, “I AM” (Sobre Tom Shadyac) , “As Sete leis Espirituais do Sucesso – de Deepak Chopra”, “O Ponto de Mutação – baseado no livro de Fritjof Capra ”, “Conversando com Deus” – baseado no livro publicado por Neale Donald Walsch ... Conversando com Deus (título original em inglês: Conversations with God) é uma série de três livros publicada por Neale Donald Walsch, que afirma ter sido inspirado diretamente por Deus em seus escritos. Cada livro é escrito como um diálogo no qual Walsch faz perguntas e "Deus" as responde. Walsch afirma ainda que não se trata de canalizações, mas de inspirações divinas. Em 2006, um filme foi lançado sobre a história do autor e seus livros... Ver link http://pt.wikipedia.org/wiki/Conversando_com_Deus), “A Unidade das Religiões: O Amor Universal – no site da Organização Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Livros recomendados: “Mãos de Luz – de Barbara Ann Brennan, editora Pensamento”, “Medicina Vibracional – de Richard Gerber, editora Cultrix”, “Seu EU Sagrado – Dr. Wayne Dyer, Editora Nova Era”, “O Fluir do Amor Divino: Prema Vahini – Publicado por: Fundação Bhagavan Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Namastê! Prof. Bernardo Melgaço da Silva – pensador livre holístico-transcendental: filósofo (praticante), cientista e espiritualista – Professor Universitário Aposentado da URCA (Universidade Regional do Cariri –CE). e-mail: bernardomelgaco@gmail.com Facebook: Bernardo Melgaço da Silva/página Educação Para o Terceiro Milênio bernardomelgaco.blogspot.com Nota: Em 1992 e 1998 fiz dois trabalhos científicos: dissertação de mestrado e tese de doutorado respectivamente. E nesses dois trabalhos, que tem uma cópia de cada um na Universidade Federal do Rio de Janeiro (na biblioteca do Cento de Tecnologia –CT - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brasil), procurei mostrar (“explicar cientificamente”) o Caminho do Amor Divino que fiz em 1988. E quem desejar uma cópia dos meus trabalhos científicos envie um e-mail (eu tenho eles no formato Word) para mim, pois terei o maior prazer do mundo de compartilhar minhas pesquisas acadêmicas na UFRJ/COPPE. Namastê...obrigado!

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