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porque convergimos e integramos com AMOR, VERDADE, RETIDÃO, PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA

dedicamos este espaço a todos que estão na busca de agregar idéias sobre a condição humana no mundo contemporâneo, através de uma perspectiva holística, cujos saberes oriundos da filosofia, ciência e espiritualidade nunca são divergentes; pelo contrário exige-nos uma postura convergente àquilo que nos move ao conhecimento do homem e das coisas.
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.

"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber

PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO

O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).

"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 20.

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 20... Introdução ... PARTE I TESE DE DOUORADO..obs.: Prezados leitores quem quiser continuar acompanhar a série TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS E EXTRAORDINÁRIAS (O QUE É A GRANDE FRATERNIDADE BRANCA: UMA HIERARQUIA ESPIRITUAL CRIADA POR DEUS! – PARTE 1, 2, 3, ...”n”)....por favor visite o site no link http://bernardomelgaco.blogspot.com.br/ .ou o site Educação Para o Terceiro Milênio ver link... https://www.facebook.com/EducacaoParaOTerceiroMilenio Obrigado... Namastê! “Senhor, eu sei que Tu me Sondas...” “Conhece-te a ti mesmo” – Sócrates (ver link...carta encíclica ”fé e razão” do Papa João Paulo II.. http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_15101998_fides-et-ratio_po.html) “All you need is love” (Lennon/MaCartney) "o problema humano é o mesmo do problema divino quando se consegue responder um então conseguimos responder o outro" Bernardo Melgaço da Silva “O Humano e Deus são os dois lados da mesma moeda” Bernardo Melgaço da Silva INTRODUÇÃO “All you need is love” (Lennon/MaCartney) Antes de começar a apontar os desdobramentos teóricos que serão tratados nessa tese, creio ser importante fazer uma reflexão sobre o processo pelo qual passei nesses dez anos de intensa busca, reflexão, meditação e esforço de síntese. Esse período de dez anos, não foi apenas um período acadêmico, mas também e principalmente um período de busca existencial. E que coincide com o período de pesquisa acadêmica, onde pude concluir a minha tese de mestrado, dar aula e iniciar a minha jornada nesse estágio do curso de doutorado. Acho oportuno dizer que essa tese de doutorado é um reflexo direto desse caminho de busca e compreensão da minha existência humana e também de compreensão das leis morais e sociais que regulam o meu modo humano de “sobreviver” coletivamente. As perguntas básicas que sempre fiz nesses dez anos passados foram: “por que existo?”, “quem sou eu?”, “qual o sentido da vida e do trabalho”. Eu sei que parecem perguntas triviais, perguntas aparentemente filosóficas. Mas, para mim não são apenas isso. São muito mais. Pois, se não consigo responder sensatamente essas três perguntas básicas, creio que tudo o mais que eu fizer ou disser será incompleto, pouco verdadeiro e ausente de um significado mais profundo e transformador da minha alma. Os meus profundos conflitos internos me levaram naturalmente a uma série de reflexões. Criei ao longo desses anos de intensa busca (de uma (meta)linguagem) uma série de textos e contos a fim de realizar uma comunicação com o mundo social, de modo a transmitir uma verdade transcendental vivenciada por mim. No Anexo está o conto O VELEIRO DOS SONHOS (que reflete muito bem a minha atual visão do meu mundo dual) e está também uma narrativa e reflexão sobre o processo espiritual pelo qual passei e que ainda estou passando. Mas, a própria palavra "comunicação" pode ser interpretada e compreendida de diversas maneiras. Podemos compreendê-la, também, considerando dois módulos de significados: "comum" e "ação". Ou seja, comunicação é a capacidade sensível de tornar comum a ação dos indivíduos e das pessoas. Isso implica dizer que quando não existe comunicação as ações não são realizadas com um fim comum sensível. A compreensão no processo de comunicação depende basicamente do modo apropriado de se perceber e descrever os fatos. O exercício de comunicação, de um modo geral se apoia, portanto, num conjunto de regras, normas ou pressupostos de forma a constituir uma espécie de corpo e "alma" num determinado espaço da consciência. Qualquer discurso estará sujeito a "existência" desse "corpo" lingüístico. Dentro dessa perspectiva, a gramática "dizível" é "corpo" de uma linguagem que para operar a comunicação entre dois sujeitos exige que ambos os sujeitos tenham a "priori" criado as condições mínimas para que a "alma" do diálogo se manifeste dentro de um universo específico em que ambos discorrerão. As condições de criação dos alicerces gramaticais, devem pelo menos ser as mais próximas possíveis, sem o que tanto a gramática quanto a linguagem estarão se referindo a ambientes distintos, não podendo assim cumprirem o papel de veículos de comunicação entre os respectivos sujeitos. O domínio do meu discurso é o universo da consciência humana. E o elemento de contorno desse domínio é uma linguagem a ser estabelecida entre um emissor e vários receptores teoricamente sintonizados. A incompreensão pode ser devido a uma falta de sintonia ou uma má transmissão. O equilíbrio e a harmonia entre os dois pólos ou extremos do processo de comunicação vão depender dos esforços de ambos os pólos no espaço ou domínio sutil da consciência humana. E com certeza um desses esforços se chama "ABSTRAÇÃO". Faz-se necessário abstrair um determinado nível de visão para que um novo nível de visão se sobressaia naturalmente na escala de visão ontológica do ser. É preciso paradoxalmente ficar "cego" para adquirir uma nova visão ontológica. Nesse ponto, podemos relembrar dois grandes mestres da humanidade: Jesus Cristo e Einstein. Disse Jesus: "Vim para trazer luz aos cegos e cegar os que estão vendo". E disse também Einstein: "raros são aqueles que vêem com seus próprios olhos e sentem com suas próprias sensibilidades". A ciência oficial com seus métodos racionais procura selecionar os fenômenos naturais e através de experimentações provar e invalidar simultaneamente o que vê e o que não se consegue ver. E assim, separa e reduz os fenômenos a um domínio restrito de compreensão e comunicação. Pois, se é muito difícil provar e comunicar um fenômeno inédito no domínio das investigações científicas, é também muito fácil invalidar e silenciar sobre uma série de fenômenos inéditos fora do domínio dessas investigações científicas. A rigidez e a precisão do método científico torna a ciência moderna forte e frágil, precisa e imprecisa para abarcar o fantástico universo dual de fenômenos físicos e metafísicos de Deus-Pai. Isso se deve porque a razão cria e nos faz compreender as teorias que cria, mas somente a sensibilidade é que nos permite ler os códigos e ver realmente os fenômenos que essas teorias descrevem (o fenômeno da morte das estrelas é um exemplo, pois a razão e os sentidos objetivos teimam em nos mostrar muitas estrelas inexistentes). Quando criamos uma hipótese e depois investigamos através de algum método estamos de alguma forma fazendo ciência também. Se nossas investigações vão ser confirmadas ou não, vai depender da linguagem e do grupo que escolhemos apresentar os nossos passos de investigação. Uma das condições básicas para se fazer ciência é a existência de um grupo humano com entendimento de tal ordem de maneira a aprovar ou rejeitar as teses ou os experimentos realizados. O ato científico depende, portanto, do grupo humano que aprova ou rejeita. Mas, esse grupo humano tem suas limitações isoladas e em grupo também. Por isso, as confirmações dependem do caminho de ciência que o grupo está realizando. Quem quiser provar a sua experiência tem que primeiro definir qual o nível de sua experiência. E se o grupo não tem experiências no nível de sensibilidade da experiência realizada, esse grupo não está preparado para qualificar o fenômeno investigado, ou seja, não está qualificado para VER o “nascimento e a morte” do fenômeno a ser testado. Assim, “para falar sobre a natureza do universo e discutir questões tais como se ele tem um começo ou fim, é preciso ter clareza do que é uma teoria científica. Numa visão mais simplista, a teoria é apenas um modelo do universo, ou uma parte restrita de seu todo; um conjunto de regras que referem quantidades ao modelo de observação que se tenha escolhido. Ela existe apenas em nosso raciocínio e não apresenta qualquer outra realidade (seja lá o que isto signifique)” (HAWKING, 1988, pp.28-29). A razão, é bom que se diga, é um instrumento de investigação. E não um fim em si mesma. E como instrumento ela tem os seus limites naturais de captação e processamento dos sinais da natureza física e metafísica. Mas, o próprio termo “física” sofreu mudanças epistemológicas radicais. O termo “Física” “na sua acepção primeira e etimológica, não significa outra coisa que não seja "ciência da Natureza" sem nenhuma restrição; é então a ciência que se relaciona com as leis mais gerais do "devir", porque "natureza" e "devir" são, no fundo, sinônimos e era assim que o entendiam os gregos, nomeadamente Aristóteles; se existem ciências mais particulares referindo-se à mesma ordem, são apenas "especificações" da Física para este ou aquele domínio mais estreitamente determinado” (GUÉNON, 1977, p.81). Se queremos evoluir no seio da ciência devemos nos manter no grupo que qualifica os experimentos. Mas, se queremos evoluir no interior da humanidade temos que transcender a idéia de grupo e ver o mundo humano como um acontecimento imensamente maior. Por detrás da experiência está o desenvolvimento da sensibilidade científica (instrumental) e/ou humana. Por isso, a ciência cresceu e ganhou tanto valor porque se apoiou num processo básico inerente à própria evolução da natureza humana. O universo é governado por leis ou princípios extremamente sutis e abstratos. O acaso não existe! O sucesso da ciência tem na experiência um dos pilares do prédio científico. E sem esse pilar o prédio científico cai imediatamente. O que são os instrumentos científicos senão a própria sensibilidade humana complementada na máquina. Será que é tão difícil a razão aceitar que ela não é tão soberana como pensava ser? Em tudo que foi criado pelo homem, a sensibilidade foi a primeira ação efetiva de criação, inclusive nos instrumentos. E por isso mesmo, os instrumentos “devem ser sensíveis ao atributo que se pretende medir, isto é, pequenas variações na quantidade deste devem corresponder a grandes variações de indicação no instrumento" (ENCICLOPÉDIA MIRADOR INTERNACIONAL, 1983, p.7538). A inteligência é fruto da sensibilidade humana. Nenhuma máquina é mais inteligente do que o homem. O que nos parece superior na máquina é a deficiência de uma sensibilidade humana que não se aperfeiçoou. Nenhuma criação é superior ao seu criador. Além do mais, existe uma hierarquia entre naturezas criadas. O cachorro não tem uma consciência superior ao homem. No entanto ele pode guiar um cego, “emprestando-lhe” a sua visão animal e o seu instinto. E com a máquina acontece algo semelhante. Existe, portanto, um sentido que nos dá uma visão de hierarquia ontológica. A dependência aos instrumentos ao mesmo tempo que expande paradoxalmente limita a nossa observação racional, pois somente “podemos conhecer aquilo que os nossos instrumentos podem revelar" (PAGELS, 1982, p.369). A sensibilidade desenvolvida é quem constrói sentido e lança a ponte entre a ação e o verbo. Pode um cego falar de um contexto que ele não vê? Pode alguém agir sobre algo que os seus sentidos não captam e portanto sua mente não processa? O bom senso diz que não. Logo, a sensibilidade é a base do falar e agir humano. O surdo de nascença não fala mesmo que tenha seus órgãos de fala bons. Por quê? Porque ele não habituou (sensibilizou) os neurônios a registrar a entrada dos sinais sonoros. É através da sensibilidade que encontramos sentido naquilo que nos parece sem resposta. O que eu quero dizer com tudo isso é que as teorias não são conclusivas e nem os princípios da natureza se manifestam para todos da mesma forma e num determinado tempo comum a todos. Existe uma imprevisibilidade natural nas manifestações das leis que governam o universo. A relatividade do tempo é um fator determinante na imprevisibilidade dos fenômenos. Nesse sentido, "qualquer teoria física é sempre provisória, no sentido de que não passa de uma hipótese: não pode ser comprovada jamais. Não importa quantas vezes os resultados de experiências concordem com uma teoria, não se pode ter certeza de que , da próxima vez, o resultado não vá contradizê-lo " (HAWKING, 1988, p.29). O esforço do cientista é portanto relativizar as experiências buscando um sentido, uma ordem e uma sensibilidade do fenômeno muita próxima do “comum”. Dessa forma, cabe ao cientista a árdua tarefa de transformar a totalidade em parcialidade e a imprevisibilidade em previsibilidade. Mas, para isso ele é quase, na maioria das vezes, obrigado a “ressuscitar” o tempo padrão (cronológico ou histórico). E a partir desse “milagre científico” ter o controle dos impactos técnicos e ambientais sobre o fenômeno estudado. Em suma, ele procura transportar o fenômeno sempre para o domínio do tempo psicologicamente compreendido e do espaço racionalmente percebido. E assim poder comunicar o que era antes da descoberta incomunicável e imperceptível. Na ausência de uma ciência de visão total do cosmo físico e metafísico, o cientista racional tende a reduzir a observação ao alcance do acoplamento de sensibilidade homem-instrumento. Mas, "a natureza é, no todo, mais rica que o conhecimento a que a física chega através de seus métodos quantitativos e que são seletivos tanto em seus dados quanto na interpretação destes...Devido à ausência desta ciência total esquece-se também que os fenômenos participam de muitos níveis cósmicos e sua realidade não se esgota num único nível de existência, o último de todos, o material. [...] Por esta razão não há uma única ciência da natureza, mas sim diferentes quadros e visões do mundo, cada um válido até o ponto em que pode descrever um denominado aspecto da realidade cósmica. Não é verdadeiro dizer-se que o sol é apenas gás incandescente, embora isto seja um aspecto da realidade. É também tão verdadeiro quanto dizer-se que o Sol é o símbolo do princípio inteligente do Universo, sendo que este elemento é um aspecto de sua realidade ontológica tanto quanto as características físicas descobertas pela astronomia moderna" (NASR, 1977, p.120). Mas, como o próprio universo dos princípios é imprevisível no seu aspecto quantitativo, o ato de fazer ciência nunca se cessará. O cientista estará sempre incompleto em sua ação investigadora de transformar o universo imprevisível dos princípios da natureza num universo previsível das teorias científicas. O que se busca consciente ou inconscientemente nessa transformação é o poder de controle. Assim, o paradoxo sobreviverá eternamente na busca e no esforço de transformar, controlar e completar o que não se transforma e nem se controla de todo completamente. O que se busca é garantir o controle do processo de transformação e dominação. E essa garantia de controle e domínio é um poder cada vez mais livre de uma ligação ética com o mundo tecnicamente dessacralizado. Assim sendo, o esforço científico é um trabalho que resulta numa transformação da visão de mundo e na mudança da filosofia do ser. E a transformação, como meio que é, conduz o ser a uma realização no poder. E esse poder é expressado na sua filosofia e no seu modo de comunicação, ação, expansão e dominação cultural e moral. Nesse sentido, um giz, uma caneta, um microfone, uma câmera, um teclado de computador ou mesmo um “simples” programa de video-game são muito mais perigosos do que um revólver na mão de um delinqüente. O que é mais perigoso: o criador que se espelha na criação ou a criação que se submete docemente ao criador em busca de uma identidade na sua própria criação? “Certas pessoas têm medo da técnica e da bomba; eu tenho medo do memorandum. Tenho mais medo, por exemplo, de um concurso de filosofia do que um invento físico; porque é daquele concurso que vai sair a data, o endereço e a aplicação da bomba de hidrogênio, e não da própria bomba” (CORÇÃO, 1963, p.14). Nesse contexto, podemos identificar um modo, um sentido e um princípio básico de evolução da natureza: trabalho----->transformação------>realização (racional-temporal e não racional-atemporal) E esse modo, sentido e princípio vão operar e movimentar os mundos fisiológico, psicológico e ontológico da natureza humana. É nesse ponto que a tese vai se concentrar para mostrar que na verdade existem dois caminhos e três ordens existenciais. Um caminho onto-psíquico e outro psico-físico. E as ordens são: a biológica do mundo animal, a moral do mundo social e a ética do mundo pessoal. Cada domínio corresponde, portanto, a um determinado equilíbrio (corpo, mente e Espírito). E a um poder específico (instinto, razão e Amor). E no espaço formado entre essas três ordens estruturam-se as tensões e os poderes que controlam os espaços políticos, econômicos, sociais, culturais, geográficos, etc. As forças do trabalho como princípio de sobrevivência e como princípio de existência vão se diferenciar determinando dois tipos de culturas, dois modos de inserção e produção de bens e valores no mundo. Surge a partir dessa condição dois caminhos, duas civilizações, ou seja, duas ciências: ou o ser trabalha e vive no mundo ou ele trabalha e vive para Deus (no mundo); ou o ser é um indivíduo comprometido com os ideais do Estado ou grupo a qual pertence, ou então o ser é uma pessoa comprometida com os valores do Espírito. Ou ele caminha influenciado pela ciência da manipulação/exploração (ou poder intelectual), ou então caminha guiado pela ciência do entendimento/encontro (ou compreensão sensível). Ou ele caminha em direção à barbárie ou ele caminha em direção à uma civilização de pessoas conscientes de suas reais necessidades e dos seus limites de liberdade (e de seus espaços de afinidades ontológicas). A decisão de ser o que se quer ser é a condição existencial de evolução do ser. E assim, o ser sempre se questionará sobre o seu rendimento humano: o quantum de energia, a capacidade de consciência, e o nível de controle da segurança de sua vida, ou seja, que esforço de fato precisará para se manter vivo, capaz e produtivo para si e para os mundos social e existencial. O trabalho é um esforço em que se emprega energia, consciência e a própria vida de quem o realiza. Ele é energia e por isso consome calorias. É também consciência porque utiliza-se de meios lógicos mentais-racionais para ordená-lo, controlá-lo e organizá-lo. E por último ele é vida porque seu destino final é para a manutenção da sobrevivência social (de um grupo, nação ou do planeta) ou para a existência pessoal. O valor do trabalho deve, portanto, ser avaliado em função do quanto o seu conteúdo ajuda ou prejudica, dignifica ou danifica ou, equilibra ou desequilibra à natureza humana e o seu meio ambiente. Não se deve avaliar o trabalho apenas pelo seu conteúdo quantitativo utilitário, mas principalmente pelo seu conteúdo qualitativo essencial. Nesse sentido, pode-se diferenciar dois processos que qualificam o conteúdo do trabalho. O primeiro processo produz valores necessários à sobrevivência do indivíduo na sua relação com o seu mundo social e ecológico. O segundo processo produz valores essenciais à existência da pessoa na sua relação com o seu Criador e com os mundos social-ecológico e ontológico. Nesse contexto, a pessoa humana transcende ontologicamente o indivíduo humano. A relação entre pessoa e indivíduo estabelece uma ordem hierárquica no processo evolutivo no interior do mundo humano. Em outras palavras, essa ordem está associada a um princípio de transcendência inerente à condição humana: ser pessoa. A condição humana se divide, portanto, em se realizar como indivíduo e se realizar como pessoa. O indivíduo inserido no mundo social é chamado a encontrar sentido no trabalho socialmente necessário. E a pessoa inserida no mundo sagrado é chamado a encontrar sentido no trabalho essencial ou disciplina pessoalmente imprescindível (os hindus chamam de “sadhana” (progresso espiritual)). São duas naturezas de trabalho e, portanto, de energia, de consciência e de vida. E que se complementam no interior do mundo humano. A harmonia entre essas duas naturezas de trabalho vai depender da cultura, da educação e da civilização em que o ser nasceu, cresceu e se ordenou (se disciplinou ou aprendeu). Ou, vai se realizar através de uma decisão proveniente de uma radical higiene da alma, ou seja, através de uma purificação como resultado de uma profunda crise existencial. A natureza da disciplina do trabalho determina o sentido de transformação e o modo de realização. O que se planta é o que se colhe. O que se cultiva é o que vai crescer. É a ordem do universo. E é o sentido das leis. O indivíduo atuante cultiva o crescimento social a seu próprio modo, quando pensa e sente construindo modelos de sobrevivência. Mas, a natureza tem princípios que chama esse indivíduo para uma evolução calcada numa transformação de si-transcendental, num modo próprio existencial. Nesse contexto, se apresenta em cada mundo humano particular uma crise de visão e de decisão de valor: o que devo fazer? qual é o caminho certo a seguir? trabalhar para que? satisfazer a necessidade do pão? providenciar o conforto seguro da vida? ou conquistar a liberdade na felicidade do Amor? transcender ou permanecer? É nesse dilema existencial (biológico/moral e moral/ético) que todos os indivíduos modernos, sem exceção, se encontram ou já se encontraram. Embora o dilema existencial seja inter-subjetivo e por isso extremamente sutil ele sempre esteve presente. A interioridade da crise existencial é pouco identificada no mundo moderno altamente veloz e competitivo. De um modo geral, o olhar do cientista social percebe as aparências “externas” (objetiva e subjetiva) do espaço sócio-político-econômico, não conseguindo penetrar com profundidade na complexidade e na sutileza da interioridade do existencialismo. Mas, “existe outra faceta de existencialismo - a do não-ser, a do ser do próprio universo. Aqui, também, dizem-nos que existe uma realidade irresistível, infinita, antes como depois de interpretações especulativas daquela realidade. De maneira como o entendo, o existencialista está realmente procurando aprofundar o significado do ser, o significado da realidade objetiva. O ser próprio é em última instância inseparável do ser do universo” (BRAMELD, 1977, p.63). O ser de impulso psicológico (o indivíduo) desconhece no íntimo quem é esse “não-ser” (ele mesmo completamente). Ele desconhece o seu mistério de existir e pertencer a um contexto complexo, sutil, social e altamente interdependente. A vida moderna com o seu modo interdependente de realização no trabalho socialmente necessário vem "forçando" um ritmo veloz (o ser humano pode ser visto como um pêndulo cartesiano: o eixo vertical da freqüência combinada com o eixo horizontal da velocidade) de descobertas e produções objetivas-subjetivas que estão conduzindo o ser a perder a visibilidade de seu mundo interior. Não é necessário muita lucubração intelectual para se ver que o indivíduo já vem desequilibrando a si mesmo no mesmo ritmo veloz que vem desequilibrando o seu meio ambiente. Haja visto as inúmeras guerras entre nações. E atualmente, aqui mesmo no Brasil, os graves conflitos urbanos nas favelas, praias e ruas das grandes cidades como o Rio de Janeiro. O desequilíbrio flagrante atual é conseqüência de um estado de consciência permanente e amplificador de contínuas distorções psicológicas. A questão principal, no entanto, não é de se descobrir mais uma nova forma de energia física que venha substituir essa ou aquela fonte de energia escassa ou poluidora. Vejo que nenhuma forma de energia física por si só (ou mesmo formando um sistema complexo de energia) vai estabelecer o equilíbrio necessário entre a natureza que o homem vê ao seu redor e a própria natureza humana. A questão é muito mais profunda. Essa questão já perdura séculos de incompreensões. E somente será resolvida quando o ser descobrir o potencial infinito de sensibilidade criadora que ele é e cujo poder pode tanto equilibrar quanto desequilibrar o ambiente que esse ser quiser transformar. Assim, quando o ser age ele faz atendendo a uma ordem de realização e a um impulso de valor que pode ser de origem fisiológica, psicológica ou ontológica. E num sentido específico, isto é, psico-físico (sub-objetivo) ou onto-psiquíco (inter-subjetivo). A ação do ser faz com que ele consuma energia. E por isso ele deve repor a energia gasta, com descanso e na transformação fisiológica, por exemplo, do dinheiro em mercadoria comprando nutrientes com o dinheiro que ganhou na venda de sua força de trabalho. E assim quando o ser sente que precisa organizar melhor a produção do seu trabalho procura transformar psicologicamente o potencial da sua consciência. Devido a isso, naturalmente ele cria uma necessidade no sentido de aprimorar os seus conhecimentos objetivos e subjetivos sobre seu mundo humano, sobre a natureza que lhe cerca e sobre as técnicas inventadas. Da mesma forma, quando o ser percebe a fragilidade de sua vida ele se sente inseguro porque não quer perdê-la. E para tanto ele deseja ardentemente transformar interiormente a sua insegurança em segurança. Na ausência de um saber e de um modo apropriado para realizar essa difícil transformação ontológica, ele compensa objetivamente essa transformação acumulando psicologicamente o produto intelectual e o valor moral do seu trabalho para que não lhe falte o quantum de energia, o quantum de consciência e o quantum de segurança necessários para uma sobrevivência futura. Nesses três aspectos, o trabalho está implícito no processo de transformação do dinheiro em mercadoria, de um estado de consciência para um outro estado superior e na insegurança em segurança. Pode-se perceber que três níveis e três ordens de realização estão presentes na transformação: a biológica (fisiológico), a moral (psicológico) e a ética (ontológico). Essas três ordens estão sempre presentes no mundo humano. O mundo social reflete a tensão formada entre elas. E como o indivíduo é uma dimensão do ser que “opta” pela ordem social (moral ou imoral), é natural que o conflito surja na medida que a divisão social do trabalho e do seu valor, quando tratados apenas como divisão de tarefas e de dinheiro, descaracteriza um processo amplo e complexo de transformação e harmonização de energia, consciência e vida. E assim inevitavelmente o ser é conduzido a uma prática de transformação incompleta e inconsciente gerando, propagando e aumentando no grupo social um desequilíbrio ético. Mas, enraizado no modo de produção coletiva estão três “mitos” que vão sustentar as ideologias e as idéias morais de valor e, conseqüentemente, as visões do mundo do trabalho moderno contemporâneo: o do desenvolvimento econômico, o da neutralidade técnica-científica e, o do encontro da felicidade e da liberdade na conquista-consumo de bens e valores utilitários materiais. Mas, “o mito congrega um conjunto de hipóteses que não podem ser testadas” (FURTADO, 1974, p.15). E “uma visão do mundo é um conjunto de crenças, não suscetíveis à refutação empírica, sobre as características fundamentais da natureza, ou sobre o homem e a sociedade, ou ambas as coisas. Uma ideologia é um conjunto de crenças acerca do mundo como os homens vivem e atuam num mundo dessa espécie. Porque impregnam o pensamento e o sentimento de sociedade e classes, as visões do mundo e ideologias têm consideráveis influência sobre a vida da Ciência” (KNELLER, 1980, p.206). O equilíbrio do ser é a resposta da harmonização na transformação completa onde todos os elementos do conjunto social são atendidos satisfatoriamente em suas necessidades fisiológicas, psicológicas e ontológicas, ou seja, são atendidos tanto no aspecto energético de descanso e distribuição de alimento quanto nos aspectos sutis de crescimento e qualificação da consciência e de oportunidade de se viver seguramente. E na ausência do equilíbrio as saúdes social e individual são comprometidas. A sociedade se desorganiza polarizando e distribuindo a divisão da produção coletiva segundo uma orientação sem a força do sentido ético ontológico, ou seja, a ética se torna um atributo moral psicológico nos modelos políticos-econômicos de sobrevivência. O ser vive sem compreender os aspectos existenciais que o afeta, não conquistando dessa forma a sua identidade existencial e, portanto, não se completando em si mesmo. E por isso mesmo perde a sua saúde ontológica, ou seja, perde a visão de si e do todo que o cerca. O mundo que o ser vê depende diretamente da sua visão. E a visão depende do grau de sensibilidade alcançada. A “visão de mundo” não é, portanto, um conjunto de fenômenos particulares de uma determinada ciência ou filosofia, mas uma direção dada na sensibilidade da visão do ser. A “visão” é o grau de sensibilidade que permite o ser ver e interpretar o mundo para si mesmo como válido de compreensão e interação direta. O “mundo” são as imensas e complexas influências e interações de e entre fenômenos. Em linhas gerais, os problemas sociais e ecológicos são em essência questões éticas/espirituais/existenciais que dependem do desenvolvimento da sensibilidade para serem equacionados. Os demais capítulos irão aprofundar o tema no intuito de formar uma imagem dessa visão, orientar a sua condução e a sua conclusão. A problemática que pretendo abordar nesta tese tem a autotranscendência como centro de referência e ponto de apoio para a questão da evolução humana primeiramente no domínio ontológico existencial/ético/pessoal e tendo posteriormente como uma condição natural a evolução individual/moral/social. Nesse sentido, deverei me apoiar em alguns marcos ontológicos (fé, Amor, intuição) importantes que refletem e determinam uma trajetória obrigatória para se compreender a crise social, política, econômica, moral e existencial, a fim de que o ser possa a partir dessa compreensão alcançar a meta de evolução humana equilibrada e harmônica. E transcendência significa: “1. Qualidade ou estado de transcendente. 2. Rel. O conjunto de atributos do Criador (5) que lhe ressaltam a superioridade em relação à criatura” (FERREIRA, 1975, p.1408). Considerando a tese como um esforço de pesquisa que resulte numa proposta original deverei lançar mão de algumas propostas que já venho desenvolvendo tais como a discussão do trabalho e do valor, principalmente em Marx, procurando ver nessa discussão os pontos ontológicos/espirituais que estão na raiz da questão do conceito de valor e de trabalho. Um outro aspecto que pretendo trabalhar é a questão do sacrifício em sua experiência moderna virtual de transcendência e realização humana, e também em sua vivência ou experiência viva ou vivida tradicional virtuosa de autotranscendência e autorealização humana - na cultura alemã ERLEBNIS (ABBAGNANO, 1982). Essas discussões têm como objetivo realçar e resgatar a importância, no primeiro momento, do saber oriental tradicional em relação às experiências diretas ultra-sensoriais (vivências) com as energias sutis que circulam pelos centros de energia (os chakras). E no segundo momento em relação a uma proposta de redefinição do conceito de trabalho, ou seja, deverei propor, implicitamente, uma visão de trabalho a partir do significado ontológico de geração ou criação de energias bioenergéticas no interior da natureza humana: o trabalho-essencial (que faz verdadeiramente transcender os valores da natureza humana) que é diferente do trabalho-utilitário socialmente necessário predominante. Essas discussões deverão abordar as implicações sociais, culturais, ideológicas, religiosas e científicas que estão intrínsecas na formulação da visão de mundo do homem moderno ainda ignorante desse trabalho essencial e de suas potencialidades latentes em seu interior. Tais discussões servirão de setas descritivas para apontarem uma questão crucial que é na verdade um divisor de águas da vida humana: permanecer ou autotranscender. No primeiro caso (permanecer), temos o sacrifício de uma humanidade racional através de sua própria pseudo-transformação psicológica insensível. E no segundo caso (transcender) o autosacrifício de um "eu" pessoal através de uma verdadeira autotransformação ontológica sensível. Em síntese, no primeiro caso é uma proposta inconsciente e extremamente perigosa, uma vez que essa ação nada mais é do que uma projeção individual da ação de autotransformação da consciência pessoal. Isso implica dizer que a transcendência que deveria ocorrer primeiramente (internamente) na consciência pessoal está sendo virtualmente conduzida e empregada, na experiência da vida moderna, coletivamente (externamente) no plano da consciência social antes de se realizar no plano pessoal. Quais são as consequências desse caminho de autosacrifício do "eu" coletivo (na linguagem de Jung o "inconsciente coletivo")? A tese deverá tratar de discutir suas implicações tanto no contexto contemporâneo quanto no contexto de uma vida de projeção futura. Considerando como hipótese a perda do sentido de ordem (falta de referência ontológica) no processo de autorealização e autotranscendência, deverei buscar discutir quais são os marcos que servem de sinalizações para o grande desvio de significado e de experiência de vida humana evoluída. Em outras palavras, se caminhamos de fato por uma trilha "errada", aonde estão as bases ontológicas que certamente nos reconduzirão ao verdadeiro caminho? Nesse sentido, a experiência Crística de Jesus é um farol onde devo me apoiar sem dúvida. E essa experiência deverá não só ser corroborada por um discurso filosófico/teológico mas principalmente por uma inferência de uma experiência vivida pessoal. É nesse ponto que minha tese ganhará originalidade. Pois, as próprias palavras “filosofia” e "originalidade" nos remetem com certeza a uma necessidade de vivência ontológica se não igual pelo menos muito próxima ao Amor que Cristo vivenciou e nos tentou transmitir. Isso significa dizer que a tese além de ser uma ação de pesquisa acadêmica racional deverá ser uma ação de fé do próprio autor. Em seu significado ontológico (que transcende o psicológico) não poderia ser de outra forma, ou seja, deverá ser muito mais uma revelação de um encontro do bem último do que uma descoberta racional humana do último bem. E esse bem último em sua origem estava associado a uma “philosofia do ser e do viver”. A palavra “philosofia” carrega um significado transcendental no Amor: “Dois termos gregos subjazem à noção de “filosofia”: philo, “amor”, e sophia, “sabedoria”; ambos levam a recordar a ambição original dessa disciplina: indicar-nos um modo sadio de viver bem, sadia e adequadamente. Quase todas as filosofias propõem uma visão da boa vida e um diagnóstico dos males humanos, ainda que não haja duas escolas filosóficas que concordem quanto à via para atingir tal objetivo - o que aliás serve de prova da complexidade dessa ambição” (BOTTON, 1997, p.3). Assim, a busca de sentido do bem último da existência fez com que o ser humano transformasse e experimentasse a matéria e o objeto do amor (o desejo) de uma forma bastante peculiar. Na busca de um sentido maior, o ser humano se esforçou na criação e reprodução de objetos que poderiam potencializar sua observação objetiva. E para tanto, inventou máquinas, instrumentos e artefatos de relativa significância. Dominou e manipulou o meio ambiente em que se viu inserido. Gradativamente aperfeiçoou e ordenou sua forma de trabalhar, criando métodos bastante eficazes e técnicas cada vez mais refinadas. Em conseqüência aparelhou os seus sentidos e instrumentalizou sua lógica de criação. E estabeleceu níveis de controle sobre esta criação. Envolvidos nessa expansão de controle estão os processos cognitivos e psíquicos na apreensão do saber e na ampliação desse saber no espaço de relações intelectuais e afetivas da natureza humana. Entender o mundo sem entender como ele está sendo projetado pelo indivíduo inconsciente de si, é um risco muito grande. Faz-se necessário refletir o desvio que o homem moderno está trilhando e produzindo. Uma transformação da qual o ser individual teme e procura paradoxalmente se aproximar: a perda total da felicidade interior. A vida moderna tornou-se perigosamente dependente de um contínuo fluxo de criações e inovações que venham suprir a diferença entre o que era valor e o que não é mais. Entre o que era vital um dia para deixar de ser no outro dia. A esse fenômeno deu-se o nome de "mudanças". E assim de “mudanças em mudanças” procurou-se dar sentido capaz de equacionar as angústias de se viver alheio ao que se faz mais do que necessário: a vida interior completa de valores em cada ser. A inovação tecnológica é, hoje, mais do que uma necessidade. Ela perpassa por uma profunda ação imperiosa diante das possibilidades de crescimento e evolução dentro do contexto criativo e inovador dos valores de uso e de troca. Nesse sentido, inovar significa criar algo que seja de interesse amplo e de valor agregado crescente. Em outras palavras, a criação humana e conseqüentemente o trabalho humano estão envolvidos e comprometidos com a idéia de produtos e artefatos de uso e de comercialização. Existe uma intenção (não declarada) de que a evolução técnica da ciência através de suas descobertas e intervenções quantitativas na vida social humana poderá, por si só, equacionar e delinear as possíveis soluções de questões que se fazem urgentes como a fome, a miséria e a ignorância humana. “Embora o termo “moderno” tenha uma história bem mais antiga, o que Habermas chama de projeto da modernidade entrou em foco durante o século XVIII. Esse projeto equivalia a um extraordinário esforço intelectual dos pensadores iluministas “para desenvolver a ciência objetiva, a moralidade e as leis universais e a arte autônoma nos termos da própria lógica interna destas”. A ideia era usar o acúmulo de conhecimento gerado por muitas pessoas trabalhando livre e criativamente em busca da emancipação humana e do enriquecimento da vida diária. O domínio científico da natureza prometia liberdade da escassez, da necessidade e da arbitrariedade das calamidades naturais. O desenvolvimento de formas racionais de organização social e de modos racionais de pensamento prometia a libertação das irracionalidades do mito, da religião, da superstição, liberação do uso arbitrário do poder, bem como do lado sombrio da nossa própria natureza humana. Somente por meio de tal projeto poderiam as qualidades universais, eternas e imutáveis de toda a humanidade ser reveladas” (HARVEY, 1989, p.23) Nesse sentido, a troca de informação entre nichos de inovações tecnológicas poderia efetivamente contribuir na disseminação de um saber científico e tecnológico moderno. Creio, que esse pressuposto não abarca outras "variáveis" qualitativas e interiores do complexo e sutil domínio da natureza humana: “A origem básica desse excessivo destaque da técnica parece residir na crença de que é possível encontrar rotinas e máquinas que pensem por nós tudo o que deveríamos pensar” (MOORE JR., 1972, p.82). Atualmente busca-se uma interligação entre nichos de inovação tecnológica. Cabe aqui uma pergunta: Quais são as naturezas das implicações provenientes desse processo de interligação entre nichos tecnológicos? É uma simples interligação ou tem algo muito mais por trás de tudo isso? Qual é a relação entre informação e saber? O saber é muito mais do que informação. E a informação é apenas um veículo de propagação do saber. Nesse sentido, deve-se buscar compreender de que forma um sistema gerador de saber pode se comunicar com outro sistema, sem que essa comunicação se reduza a uma mera troca de informação. Como introduzir o saber no veículo de informação? Ou como retirar ou filtrar o saber da informação? Aqui, nos vemos diante da ética. "Saber" implica conhecer profundamente a origem e o destino do conhecimento gerado e acumulado. E as suas implicações no espaço de integração e harmonia entre os homens. A ciência moderna não consegue perceber essas implicações ontológicas porque ainda desconhece quem é o homem. A ciência moderna ainda racionaliza sobre a natureza humana. Vive-se uma sociedade moderna estruturada e sustentada pelo poder tecnológico e pelo poder econômico. Entre esses poderes existe uma relação semelhante aos dois momentuns existenciais da natureza humana: o “ag-ir” e o “inter-vir”. O poder tecnológico age sobre o poder econômico. Enquanto o poder econômico “re-age” sobre o poder tecnológico. Esse processo pode perdurar "ad infinitum" de acordo com as motivações do momentum existencial predominante: o “ag-ir” da “in-formação” científica-econômica-tecnológica na natureza psíquica do “ser-vir” racional moderno. O ritmo acelerado de uma vida cada vez mais racionalizada, dividida e interdependente fez com que os limites da informação fossem sempre vencidos. Nesse processo, o trabalho perdeu progressivamente a sua autonomia e se tornou um conjunto de atividades interdependentes. Surge, então, uma grande transformação no significado original do trabalho: a atividade produtiva interdependente, sendo a informação o meio de ligação. É dentro desse quadro que os agentes produtivos procuram se respaldar. A produção é o princípio. A informação é o meio. E o valor social o seu fim. Senhor, Eu sei que Tu me Sondas (música religiosa brasileira http://letras.mus.br/padre-marcelo-rossi/66350/ ). Bonita!!!!!!!!!!!!!!!!! Senhor, Eu sei que tu me sondas Sei também que me conheces Se me assento ou me levanto Conheces meus pensamentos Quer deitado ou quer andando Sabes todos os meus passos E antes que haja em mim palavras Sei que em tudo me conheces Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Deus, tu me cercaste em volta Tuas mãos em mim repousam Tal ciência, é grandiosa Não alcanço de tão alta Se eu subo até o céu Sei que ali também te encontro Se no abismo está minh'alma Sei que aí também me amas Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Senhor, eu sei que tu me amas (4 vezes) Refrão Sugiro que assistam seis vídeos na Internet: “Quem somos nós? (baseado na física quântica...ver link http://www.youtube.com/watch?v=WDXFRvbe2VY)”, “I AM” (Sobre Tom Shadyac) , “As Sete leis Espirituais do Sucesso – de Deepak Chopra”, “O Ponto de Mutação – baseado no livro de Fritjof Capra ”, “Conversando com Deus” – baseado no livro publicado por Neale Donald Walsch ... Conversando com Deus (título original em inglês: Conversations with God) é uma série de três livros publicada por Neale Donald Walsch, que afirma ter sido inspirado diretamente por Deus em seus escritos. Cada livro é escrito como um diálogo no qual Walsch faz perguntas e "Deus" as responde. Walsch afirma ainda que não se trata de canalizações, mas de inspirações divinas. Em 2006, um filme foi lançado sobre a história do autor e seus livros... Ver link http://pt.wikipedia.org/wiki/Conversando_com_Deus), “A Unidade das Religiões: O Amor Universal – no site da Organização Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Livros recomendados: “Mãos de Luz – de Barbara Ann Brennan, editora Pensamento”, “Medicina Vibracional – de Richard Gerber, editora Cultrix”, “Seu EU Sagrado – Dr. Wayne Dyer, Editora Nova Era”, “O Fluir do Amor Divino: Prema Vahini – Publicado por: Fundação Bhagavan Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Namastê! Prof. Bernardo Melgaço da Silva – pensador livre holístico-transcendental: filósofo (praticante), cientista e espiritualista – Professor Universitário Aposentado da URCA (Universidade Regional do Cariri –CE). e-mail: bernardomelgaco@gmail.com Facebook: Bernardo Melgaço da Silva/página Educação Para o Terceiro Milênio bernardomelgaco.blogspot.com Nota: Em 1992 e 1998 fiz dois trabalhos científicos: dissertação de mestrado e tese de doutorado respectivamente. E nesses dois trabalhos, que tem uma cópia de cada um na Universidade Federal do Rio de Janeiro (na biblioteca do Cento de Tecnologia –CT - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brasil), procurei mostrar (“explicar cientificamente”) o Caminho do Amor Divino que fiz em 1988. E quem desejar uma cópia dos meus trabalhos científicos envie um e-mail (eu tenho eles no formato Word) para mim, pois terei o maior prazer do mundo de compartilhar minhas pesquisas acadêmicas na UFRJ/COPPE. Namastê...obrigado!

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