porque convergimos e integramos com AMOR, VERDADE, RETIDÃO, PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA

dedicamos este espaço a todos que estão na busca de agregar idéias sobre a condição humana no mundo contemporâneo, através de uma perspectiva holística, cujos saberes oriundos da filosofia, ciência e espiritualidade nunca são divergentes; pelo contrário exige-nos uma postura convergente àquilo que nos move ao conhecimento do homem e das coisas.
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.

"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber

PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO

O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).

"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A VOZ DO SILÊNCIO DIVINO

Ainda que me apresentassem todo um discurso rebuscado filosófico e dados científicos concretos
Eu diria com fé, compaixão e humildade: cala-te homem!
Já ouvistes o silêncio da verdade?
Já frequentastes o templo da divina sensibilidade?

Se não fostes ao pico da Amorosa Verdade Silenciosa
Então nada sabes a respeito da tão falada e ignorada verdade!
Apenas resmunga palavras sem conteúdo e essência
Apenas dita verbos e substantivos intelectuais reproduzidos e mecanicamente decorados
Apenas teoriza hipóteses e paradigmas racionalizados e limitados
Apenas agoniza na ânsia pelo som inaudível que vem do Outro Lado

Ouça: a verdade é a voz do próprio silêncio conquistado!
Assim disse o admirável Albert Einstein: “O Velho me disse...”
Assim afirmou o magnifíco Sócrates: “Conhece-te a ti mesmo”
Então ouça: cala-te homem!
Firme-se nesse propósito de não dizer ou julgar aquilo que não ouviu diretamente do Silêncio Cósmico Ancião
Busque compreender o contexto da Rainha sensibilidade AMOROSA
Ela mora ao lado do Rei-silêncio profundo no princípio de todo Ser também humano

Se um dia encontrá-la verás e ouvirás um mundo de verdades nunca dito
E nesse novo modo de perceber saberás o que de fato pensavas sobre a arte de novo ser
Sem poder no entanto de fato nesse mundo de pseudas verdades se fazer compreender
Pois com certeza te chamarão de anormal, insano ou louco

É verdade sim!
Porque quem tem um olho da verdade é rei e quem tem a visão da sensibilidade é insano e louco!
Louco por querer falar o que não se fala com a poiesis da razão
Insano por querer mostrar o que não se vê senão com a práxis da intuição
E anormal por querer demonstrar o que não se comprova pela ciência da intervenção

És louco! És insano! És anormal!
Porque és para muitos deles apenas ruído e significado muito distante e totalmente desconhecido
Falando aquilo que somente pode ser ouvido quando se vive no templo do Silêncio Interior
Mostrando aquilo que somente pode ser visto pela luz na vivência da alta Sensibilidade sutil do Amor
Tentando provar aquilo que somente se saboreia pelo fervor da fé sensível na ciência da compreensão

És louco! És insano! És anormal!
E ao mesmo tempo és sincero, sensível, MESTRE e sábio!
Mas se tu ainda não fostes ao templo do silêncio soberano Criador
Então o primeiro Ato Existencial: aquieta-te e cala-te por Amor à Verdade!

Se reserve à própria ignorância existencial
De nada vale um titulo ou autoridade sem a sabedoria do Último e belo encontro de Amor Real
O majestoso encontro ontológico do Rei-silêncio com a Rainha-sensibilidade
Pois nesse encontro está o Poder Criador do Verbo que se torna carne
Que se torna muitas vezes humano
Que se comunica muito além de qualquer discurso-contexto do mundo profano
E que se transmuta na crença de conhecer a verdade
Que se oculta no caminho e na fonte da verdade do conhe-Ser-em-Si
Para ser aquilo que de fato diz ver e saber com propriedade

Ó homem só lhe resta um caminho de esperança e evolução!
Volte-se imediatamente para a luz interior do silêncio profundo
Deixem que lhe chamem várias vezes de cego e louco de paixão intuitiva existencial
Deixem que riam de teu caso solitário, perdido, inútil e insano
A maravilhosa diferença está na alteridade do encontro do silêncio da luz transcendental
A maravilhosa diferença é a tua própria sensibilidade-luz-essência de fonte espiritual

Siga o teu próprio e único trabalho-disciplina de conhe-Si-mento-transcendência
Siga o teu próprio e único caminho-encantamento agradável de paz-estrela-vivência
Siga a tua própria e única verdade de ser uma chama-viva-de-consciência
O Amor é o Sentido Cósmico no ato sagrado de Criação da gloriosa e eterna Existência
E a Presença do Verbo Divino é o referencial do Senhor em Seu Silêncio e Imanência
Um encontro com a Transcendência para muito além de tudo o que é racionalmente falado sem consciência

Bernardo Melgaço da Silva

sexta-feira, 22 de maio de 2009

A ORDEM NATURAL DOS ERROS: POR QUE BUSCAMOS NO FIM AQUILO QUE ESTÁ NO PRINCÍPIO?

O dinheiro é feito para ser colocado no banco. O lixo é feito para ser colocado na lixeira. O Amor foi feito para ser colocado no (chakra do) “coração”. Agora, podemos imaginar a seguinte desordem natural dos erros sociais comuns: o lixo colocado no (chakra do) coração; o dinheiro colocado na lixeira e; o Amor colocado no banco. A interpretação que podemos fazer desse contexto invertido nos permite compreender o atual caos social de um mundo desordenado, confuso e paradoxal. O lixo colocado no coração implica a poluição dos valores humanos e dos modelos decadentes da vida; o dinheiro colocado na lixeira implica o desperdício de verbas e consequentemente do mal uso dos recursos naturais; o amor colocado no banco implica a idolatria ao dinheiro e o fetiche da mercadoria.
A ordem natural dos erros faz com que cada coisa gire fora do seu eixo e fique fora de seu devido lugar. Ama-se o que não se deve sentir; compra-se o que não se deve vender e; guarda-se o que não se deve prestar para mais nada. As conseqüências dessa desordem natural das coisas podem ser percebidas pelo acúmulo de lixo no (chakra do) coração; pelo montante de riqueza desperdiçada na produção e aquisição de futilidades sociais; pelo desejo e apego obsessivo às coisas materiais efêmeras. Um mundo assim está em desequilibrio, ou seja, está efetivamente doente. A organização social desse mundo implica uma reformulação – em si mesmo! - da práxis natural dos valores humanos. Faz-se necessário valorizar cada coisa de acordo com sua especificidade: o lixo é para ser jogado fora na lixeira, o Amor é para ser guardado no (chakra do) coração, e o dinheiro é para ser empregado com sabedoria da liberdade e da igualdade de oportunidades, ou seja, que ele sirva para fluir igualmente com justica pelo banco, pelo bolso dos pobres e pela conta bancária honesta de qualquer cidadão.
As leis que regulam a ordem natural dos erros prioriza a produção daquilo que não é essencial para a humanidade; orienta a vida utilitária num tempo socialmente desnecessário; massifica a confusão dos valores (sub)humanos. Essas leis produzidas num ambiente desestruturado produzem seqüelas sociais imensas, tais como o aumento da violência e o sucateamento do sistema penitenciário e das vidas humanas inseridas nele, crescimento da angústia, fortalecimento da corrupção e petrificação da sensibilidade humana.
A ordem natural dos erros é implacavelmente imperfeita. Por onde essa ordem passa produz suas inevitáveis distorções e graves erros em desordem constante: exclusão social, educação super-racionalizada, violência generalizada, poder desgovernado, ganância planejada e globalizada, vida desqualificada e amor desvirtuado. O homem inserido num mundo governado por tais leis implacáveis sofrerá terrivelmente. O reconhecimento do valor desse homem será feito pelo poder do sucesso apenas material e utilitário. A verdade desse homem será ditada pelo mercado dos discursos ideológicos oportunistas, ou seja, somente terá voz aquele que servir ao mercado “lite-antenário” (internet, jornal, televisão ou rádio). A felicidade desse homem será normatizada pela compra de produtos de luxo (p.ex.: mega-carro, mega-computador do ano, mega-casa, mega-fazenda etc) sem os quais se sentirá vazio, inferior e isolado (excluído) no interior de uma imensa multidão na base da pirâmide social. O deus desse homem será aquele que perdoa o freqüente acúmulo da ganância humana, porque assim poderá sempre justificar a sua “ fé “, mas ao mesmo tempo condena o miserável à morte, ao sofrimento e ao esquecimento. A justiça desse homem será aquela ditada pelas normas do contrato social do capital e da interpretação comprada ou alugada por esse mesmo capital (e assim a maioria que não tiver dinheiro terá uma grande probabilidade de ser presa e uma minoria com capital terá tambem uma grande probabilidade de ser libertada – tudo justamente previsto por um bom advogado super-capitalista!). Assim, quem tiver sensibilidade num mundo de “cegos” nunca se tornará rei de fato. Isto porque esses “cegos” nunca poderão perceber e aceitar a orientação e poder do caminho ético daquele ser que desenvolveu a sua própria sensibilidade.
A vida natural tem suas próprias leis. E as leis naturais governam a vida social daqueles que se permitiram sintonizar com as Leis Cósmicas. Albert Einstein chegou afirmar que “ouvia” uma Inteligência da Natureza Cósmica. Quantos ouvem em si mesmo essa Inteligência da Natureza? Quantos estão poluindo seus corações com valores e modelos daninhos? Quantos estão escravos de uma produção social que somente beneficia 1/3 da humanidade? Quantos ensinam a mesmice do poder de realização contratual capitalista? Quantos decidiram servir de fato à humanidade (e não apenas à corporação a qual pertence!) em troca de nada (ou de sua própria vida)? Quantos amam e são felizes de verdade? Quantos acordaram para si mesmos? Quantos saíram de suas cavernas de ilusões materiais e sucessos enganosos? Quantos conseguem enxergar com os olhos da sensibilidade fina ou sutil? E quantos estão cegos pela intensa luz da racionalidade instrumental excessiva e pelo valor contratual das relações capitalistas?
Um cientista (Paracelso?) chegou afirmar: “ Não é a substância que mata, mas a dose [de poluição ou desordem natural]”. Urge que os homens não pensem tanto, mas sintam – em si mesmo! – mais e melhor a ordem natural dos erros agindo em suas mentes e (chakras dos) corações. A vida deveria ser bela, mas nos extraviamos porque não nos esforçamos adequadamente para produzir a ordem natural dos acertos que chamamos de CARÁTER, INTUIÇÃO, SENSIBILIDADE E AMOR. Na vida não existe acaso! O acaso (tal como o desespero) é a percepção de uma vida desequilibrada e desordenada. Vida essa limitada e desviada pela ordem natural dos erros ou pela desordem natural dos acertos. Mudar implica inverter a ordem vigente pela Desordem latente ou a desordem vigente pela Ordem latente. Cada um de nós é responsável pela ordem e desordem das coisas a nossa volta. Ninguém está isento dessa responsabilidade. Ninguém vive isolado e neutro. O caos e a ordem caminham lado a lado, assim como o poder de Deus-da-Ordem caminha ao lado (metafisicamente falando) do poder humano-da-desordem.
Assim, como afirmou Pascal “para se amar as coisas da terra precisamos conhecê-las: para se conhecer as coisas do Céu precisamos amá-las”, da mesma forma, para se amar a ordem na terra precisamos conhecer as causas de sua desordem; para se trazer o conhecimento da “Desordem” do Céu precisamos Amar a sua Ordem”. Esse paradoxo foi muito bem expresso por Jesus Cristo quando afirmou: “Eu vim para trazer luz aos cegos e cegar os que estão vendo”. E Ele completou os seus ensinamentos paradoxais afirmando: “Vim para trazer a espada, a divisão e a guerra” e “Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei”. “Existe um caminho que parece correto, mas que nos leva à morte” (Bíblia Sagrada). Disse paradoxalmente Jesus: “Por que buscam no fim aquilo que está no princípio?”. Buda chamou de Maya a nossa construção da realidade objetiva. Bertrand Russel denominou esse modo racional e extremamente limitado de construir a realidade de “Realismo ingênuo”. Vejamos o que diz Bertrand Russell (apud EINSTEIN, COMO VEJO O MUNDO, 1981):
"Começamos todos com o realismo ingênuo, quer dizer, com a doutrina de que os objetos são assim como parecem ser. Admitimos que a erva é verde, que a neve é fria e que as pedras são duras. Mas a física nos assegura que o verde das ervas, o frio da neve e a dureza das pedras não são o mesmo verde, o mesmo frio e a mesma dureza que conhecemos por experiência, mas algo totalmente diferente. O observador que pretende observar uma pedra, na realidade observa, se quisermos acreditar na física, as impressões das pedras sobre ele próprio. Por isto a ciência parece estar em contradição consigo mesma; quando se considera extremamente objetiva, mergulha contra a vontade na subjetividade. O realismo ingênuo conduz à física, e a física mostra, por seu lado, que este realismo ingênuo, na medida em que é conseqüente, é falso. Logicamente falso, portanto falso" (p.46).

Um cientista japonês descobriu recentemente (ler livro e ver o filme QUEM SOMOS NÓS?)que o pensamento é energia pura emitida por cada um de nós, consciente ou inconscientemente,e que é capaz de criar desordem na estrutura molecular da água. Ele fez experiências em laboratório! Logo, podemos inferir se o pensamento e o sentimento humano tem esse poder fantástico eles podem modificar a vida a nossa volta de forma radical de acordo com a intensidade e permanência da emissão que cada um faz com suas energias sutis e metafísicas. Podemos criar uma nova ordem DE PAZ E FELICIDADE ou manter a ordem vigente de CAOS E CONFUSÃO.
Cabe ao homem MODERNO desfazer e ordenar corretamente a própria percepção de si e do mundo (vencer suas limitações internas de sua consciência) para trazer a Ordem Correta em si e consequentemente ao mundo. O desafio de todos NÓS é entender o paradoxo da necessidade da permanente mudança em si mesmo. Heráclito há milhares de anos já havia percebido e profetizado sobre esse epifenômeno humano! Ainda não percebemos o desvio natural dos erros. Por isso, "PAI, ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM!" - autor bastante conhecido de todos nós.

Por isso, escuto numa rádio aqui em Madureira-RJ UMA MÚSICA (pagode) QUE TOCA E A SUA LETRA DIZ - AGORA! - assim: "Todo mundo erra. E todo mundo vai errar1"

OBS>; AOS CATADORES DE ERROS ORTOGRÁFICOS (que catam pulgas e esquecem de ver o contexto como um todo - O ELEFANTE principal é ignorado) DESSE BLOG: OS ERROS DE ACENTO NÃO SÃO MEUS MAS DO EDITOR DE TEXTO QUE ESTOU UTILIZANDO AQUI E AGORA. Obrigado!
Bernardo Melgaco da Silva – E-mail: bernardomelga10@hotmail.com

terça-feira, 12 de maio de 2009

EDUCAÇÃO PARA A TRANSFORMAÇÃO E ELEVAÇÃO DA ALMA HUMANA


TEXTO ANÔNIMO - CADERNO DE ESTUDOS JM - No. 1, s.d., Rio de Janeiro, p.16
“Por mais que estudemos e nos esforcemos para compreender o comportamento humano e seu desenvolvimento, ele sempre reserva surpresas e imprevistos. Antes de ser negativa, esta imprevisão e esta incerteza é que dão sabor, graça a beleza à vida humana. Esse desajuste do ser humano a padrões pré-estabelecidos é que produz o avanço, o progresso, a mudança. Como disse Piaget, é o desequilíbrio que gera o desenvolvimento, pois este “é uma equilibração progressiva, uma passagem contínua de um estado de menor equeilíbrio para um estado de equilíbrio superior” (p.10)

“A educação tem de se inspirar na filosofia devido à convicção de que o homem não pode ser tratado como objeto, mas como algo excepcional, que se revela pela sua criatividade, sua tendência para a liberdade, sua capacidade de autolimitar-se e de aspirar, bem como pela sua inquietação interior, que o impele para o transcendental.
Para todas essas características, o homem não pode ser manipulado como objeto, mas deve ser tratado como algo próprio, espontâneo, que traz dentro de si condições peculiares que precisam manifestar-se através das diferenças individuais.
Assim, o homem não pode ser moldado ou sufocado, mas orientado para manifestar toda a sua originalidade, voltada para uma reflexão e atuação capazes de enriquecer a vida pessoal e a social.
É a filosofia, pois, que deve orientar o homem para o reconhecimento de certos valores inerentes à sua própria vida e elaborar outros que o tornem mais humanos, mais conscientes, mais responsável” (p.6).

“O conceito de educação aqui adotado é o seguinte: “Educação é o processo que visa a levar o indivíduo, concomitantemente, a explicitar as suas virtualidades e a encontrar-se com a realidade, para na mesma atuar de maneira consciente, eficiente e responsável, a fim de serem atendidas necessidades e aspirações pessoais e sociais”.
O presente conceito focaliza, primordialmente, o homem, como centro e objeto fundamental da educação, porque dentro das circunstâncias em que se processa o fenômeno “vida humana”, ele, individualmente ou em grupo, é responsável pelo seu próprio destino.
A educação tem de ajudar o indivíduo a se revelar como pessoa. Tem de ajudar o indivíduo a manifestar, de forma atuante, as suas potencialidades, a fim de que possa dizer “para que veio ao mundo”.
Mas tudo isso tem de ser feito em consonância com a realidade de suas possibilidades e do mundo exterior.
Só assim a educação não será alienada. Não uma educação para as nuvens, mas para a objetividade, a fim de que o esforço humano tenha um sentido de ajuda a si mesmo.
Este encontro com a realidade não deve ser os limites fechados do “puro pragmatismo” ou do estrito “cientificismo”, porque seria matar muito do que o ser humano tem dentro de si...
O encontro com a realidade tem por obrigação convencer o homem da inelutabilidade do princípio de causa e efeito e que lhe dará meios para torná-lo senhor do seu próprio destino. Tem por obrigação, também, despertá-lo para o estético, a fim de sensibilizá-lo para o belo que possa apreender em toda parte e em todos os fenômenos e que ele mesmo possa criar. Obrigação mais de sacudi-lo para a sua condição social, de convívio com seus semelhantes. Obrigação, além disso, de conscientizá-lo para o transcendental, em que todo o científico, o estético e o social podem alcançar uma dimensão maior” (p.5).


“A educação deve levar o indivíduo a atuar na realidade porque é dela e nela que ele vive.
...Atuar de maneira responsável, eis a culminância do processo da educação, que se refere à formação do homem moral. A educação tem de sensibilizar o indivíduo pelos valores sócio-morais. Assim, a educação não pode deixar de cuidar da formação do homem moral... A falta de preocupação com a formação moral tem sido, a nosso ver, a falha maior da educação, para ceder passo a um liberalismo suicida... O homem moral é aquele que avalia as conseqüências de seus atos em sentido profundo de respeito pelo seu semelhante. E o que se nota é que o homem tem agido, individual e coletivamente, de forma egoística, no sentido de querer impor os seus desígnios aos outros, “a ferro e a fogo”, chegando mesmo, friamente, a matar com a pseudo-intenção de salvar ou libertar... O comportamento moral do homem deriva do respeito que ele tiver pelo seu semelhante, seja ele forte ou fraco, rico ou pobre, inteligente ou não, perfeito ou mutilado, saudável ou doente, jovem ou velho, parente ou não... É preciso reprisar que nada terá sentido se não se formar o homem moral, que cultiva profundo sentido de respeito pelo seu semelhante e, também pela natureza em geral. O homem que não depreda, mas reflete, admira e constrói. Homem que não atira pedras, mas que as retira por onde se deva passar; que não agride, mas coopera, que não ridiculariza, mas reconhece e estimula; que, no dizer de Emerson, não só deixar, como ajudar a viver... Enfim, homem que não destrói, mas que, de uma forma ou de outra, constrói”. (p.5)

“Auto-educação

É talvez o mais elevado grau de realização educacional, pois representa o fato de que o próprio indivíduo procura promover a sua própria educação, buscando ele mesmo caminhos para aprofundar-se na compreensão da realidade e de si mesmos, a fim de melhorar o seu comportamento perante a si e a sociedade” (p.5)

“O ponto nevrálgico de todo o processo de educação, está na intenção e na ação em direção à elevação espiritual do homem, a fim de torná-lo mais sensível com relação ao mundo que o cerca e aos seus semelhantes.
Toda e qualquer ação educativa que não tenha em mira a elevação espiritual do homem falhará, como, aliás, todas têm falhado até hoje, uma vez que nenhuma teoria educacional baseada somente em princípios sócio-econômicos-políticos conseguiu um vislumbre sequer, no sentido de se marchar para a realização plena da vida, com respeito irrestrito à natureza e, notadamente, ao seu semelhante.
O que se tem visto, seja de que lado se olhar, são grupos humanos tentando estabelecer hegemonias para atrelarem e, direta ou indiretamente, escravizarem outros grupos humanos...
E tudo indica que o caminho a seguir, para que o homem consiga se elevar à condição de humanidade, é o da elevação espiritual. com ou sem a colaboração de ordens religiosas ou ideologias políticas.
Assim, a educação estará ajudando o homem a transcender do seu concreto, que é o seu substrato material, a fim de, mais alto, pela escalada da espiritualidade, poder ver e admirar o panorama físico e humano da vida e sobre o mesmo poder refletir responsavelmente, no sentido de condução para um sentimento e uma solidariedade universais” (p.5)

“Aliás, o que caracteriza o homem, o que o diferencia dos demais seres vivos, é a sua capacidade de aspirar, de ir além da sua realidade presente, para alcançar outra realidade projetada, elaborada com a inteligência e o coração. O homem, neste sentido, é um projetista. Projetista de sua própria vida. Aliás, o homem começa a definhar e mesmo morrer quando não mais projeta e só se atem a satisfazer necessidades...” (p.5).

A GRANDE BATALHA INVISÍVEL: O VENCEDOR E O VENCIDO NO MESMO PROCESSO EVOLUTIVO CÓSMICO



Já dizia Buda: “É mais fácil vencer uma ou mais batalhas exteriores do que vencer a batalha mais difícil de todas: a interior em si mesmo”. A sabedoria de Buda vai além da nossa compreensão humana racional. Pois, não vemos claramente os inimigos e muito menos as suas posições estratégicas. Vivemos todos no interior de uma batalha invisível entre a transcendência e a permanência; entre evoluir espiritualmente ou progredir materialmente. Uma nova ordem mundial precisará nascer do resultado da vitória do transcendente-espiritual sobre a aliança entre o instinto-animal e a razão-humana. Isto porque cada um de nós carrega em si mesmo o lado animal, o lado humano e o lado divino. Na atualidade o lado divino vem sendo ignorado, enfraquecido ou esquecido em nossas ações e comportamentos. E como resultado temos um mundo fortalecido de egos lutando para manter o poder político, econômico e bélico. A luz interior de cada um é obscurecida pela escuridão dos pensamentos e sentimentos do ego (formado pela aliança entre a razão e o instinto).
E segundo VACLAV HAVEL (O DOLOROSO PARTO DE UMA NOVA ERA, 1995):

"Existem razões para crer que a Idade Moderna terminou. Muitos sinais indicam que estamos atravessando um período de transição em que algo está morrendo e algo está nascendo, num parto doloroso.

Está ocorrendo uma amálgama de culturas. Uma era está sucedendo a outra e, como nossa civilização não tem um estilo próprio unificado, nem um espírito próprio, nem uma estética própria, qualquer coisa pode acontecer. Tudo é possível, mas nada é certo.

Como em período de transição anteriores, estão sendo agora derrubados até os mais consistentes sistemas de valores e existe uma tendência a citar as opiniões alheias, a imitar e amplificar, em vez de afirmar com autoridade ou integrar.

O sinal central e característico deste período é a crise, ou a transformação da ciência como base da concepção moderna do mundo.

O vertiginoso desenvolvimento desta ciência, com sua fé incondicional na realidade objetiva e sua completa dependência das leis gerais e racionais do conhecimento, conduziu ao nascimento da civilização tecnológica moderna.

Mas a relação com o mundo, que a ciência moderna promove, parece agora ter esgotado sua potencialidade. Torna-se cada vez mais claro que está faltando alguma coisa a esta relação, pois não se consegue ligar à mais intrínseca natureza da realidade nem à experiência natural do homem e, na realidade, é mais uma fonte de desintegração e de dúvidas do que de integração e de sentido.

Produz um estado de esquizofrenia em que o homem, como observador, está se alienando completamente de si mesmo como ser. Embora atualmente saibamos infinitamente mais a respeito do universo do que nossos antepassados, parece cada vez mais claro que eles sabiam algo que nos escapa.

Quanto mais a fundo são descritos nossos órgãos e suas funções, tanto menos conseguimos captar o espírito, o propósito e o significado do sistema que eles formam em seu conjunto e constitui nosso próprio "eu".

Assim, estamos numa situação paradoxal. Desfrutamos de todas as conquistas da civilização moderna, mas não sabemos para onde ir. O mundo de nossas vivências parece caótico, desconexo e confuso.

Em nossa percepção do mundo parece não haver forças integradoras, nem significados unificadores, nem uma verdadeira compreensão interior dos fenômenos.

Esse estado de coisas tem conseqüências sociais e políticas. Esta singular civilização planetária, a que todos pertencemos, nos põe em confronto com desafios globais, perante os quais reagimos sem esperança, porque ela globalizou apenas a superfície de nossas vidas.

E, ao que parece, quanto menos respostas esta era de conhecimento racional oferece às perguntas básicas do ser humano, tanto mais profundamente as pessoas se aferram às velhas certezas de sua tribo. Por isso, as culturas individuais, cada vez mais misturadas pela civilização contemporânea, estão tentando com renovados impulsos readquirir ou reforçar sua identidade, reconhecendo-se em suas próprias características internas e ressaltando as diferenças que as separam das outras.

Daí resulta que os conflitos culturais são, logicamente, cada vez mais perigosos e mais difíceis de resolver do que em qualquer outro período da história.

O fim da era do racionalismo foi catastrófico: apetrechados com as mesmas armas supermodernas de outrora, freqüentemente obtidas das mãos dos fornecedores de sempre, e acompanhados pontualmente pelas câmaras de TV, os membros de variados cultos tribais estão em guerra entre si.

Durante o dia, trabalhamos com as estatísticas e, ao anoitecer, consultamos a astrologia e nos assustamos com histórias truculentas sobre vampiros.

O abismo entre o racional e o espiritual, a técnica e a moral ou universo e o singular se torna cada vez mais profundo.
A principal tarefa política dos últimos anos deste século é, portanto, criar um novo modelo de coexistência entre as diferentes culturas, povos, raças e esferas religiosas, dentro de uma única civilização interconectada.

Esta tarefa é sobretudo extremamente urgente, pois estão aumentando de forma mais séria do que nunca outras ameaças contra a humanidade, provocadas pelo desenvolvimento unidimensional. da civilização.

Na busca de fontes mais naturais para a criação de uma nova ordem mundial geralmente recorremos às idéias básicas da democracia moderna: respeito pelo ser humano como indivíduo, tanto homem como mulher, e por suas liberdades e direitos inalienáveis, bem como pelo princípio de que todo o poder vem do povo.

Sinto porém, com cada vez mais força, que estas idéias não são suficientes, mas devemos ir mais além e mais fundo. A solução que elas oferecem ainda é moderna e tem origem num clima do Século das Luzes, bem como numa visão do homem e de seu relacionamento com o mundo que foi característica da esfera euro-americana durante os dois últimos séculos.

Contudo, hoje em dia, as soluções clássicas da era moderna não dão por si mesmas uma resposta satisfatória aos problemas apresentados.

O mesmo princípio de que os direitos inalienáveis do homem foram concedidos pelo Criador nasceu da noção tipicamente moderna de que o ser humano era o pináculo da criação e o senhor do mundo.

Este moderno antropomorfismo pretende, inevitavelmente, dizer que o Criador, que, segundo se afirma, outorgou ao homem seus direitos inalienáveis, começa a desaparecer do mundo.

O Criador, que estava muito além da compreensão e do alcance da ciência moderna, foi sendo gradualmente empurrado para a esfera privada das pessoas e mesmo para a esfera das fantasias privadas, isto é, para um lugar onde os deveres públicos não se aplicavam mais.

Na minha opinião, a idéia de que os direitos e as liberdades do homem devem ser parte integral de toda ordem mundial legítima precisa ser aplicada num lugar diferente e de um modo diverso atual.

Para ser algo mais que um slogan repetido e não respeitado pela metade do mundo, esta idéia não pode ser expressa na linguagem desta era agonizante, caracterizada pela fé numa relação puramente científica com o mundo.

Hoje, a única verdadeira esperança das pessoas reside, provavelmente, na renovação da certeza de que estamos enraizados na terra e, ao mesmo tempo, no cosmos. A consciência deste enraizamento nos dá a capacidade de autotranscendência.

Nos foros internacionais, os políticos podem reiterar mil vezes que a base para uma nova ordem mundial é o respeito universal pelos direitos humanos, mas este não significará nada se o imperativo não vier do respeito pelo milagre do ser, do universo, da natureza e de nossa própria existência.

No mundo atual, multicultural, o único caminho seguro para a coexistência pacífica deverá ser inspirado pela autotranscendência, porque a transcendência é a única alternativa real para a extinção.

Penso que o homem só poderá se realizar na liberdade, se não esquecer que esta é um dom de seu Criador".

Texto publicado no JORNAL O ESTADO DE SÃO PAULO - 23/04/95 - PAG.A2

Vaclav Havel, escritor e ex-presidente da República Checa.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

EM ALGUM LUGAR DO PASSADO


“Num tempo que transcende minha capacidade de entendimento atual, e que difere das limitações impostas por um corpo denso, me propus como voluntário a participar da implantação da Luz. Tenho seqüelas desta caminhada e lampejos breves de recordação. Procuro como tantos outros, recordar a promessa que fiz a quem em mim confiou, e no mínimo, corresponder à expectativa.
Caí por diversas vezes; falhei em muitas missões, mas tenho consciência de que apenas experienciando é que eu aprenderia nos erros. Como entender o espírito sem antes ter passado por um corpo físico? Como saber o que é amor sem ter sentido o antagonismo do ódio? Como valorizar o bem estar se nunca me senti mal? Como sentir alegria de vencer se jamais fui derrotado? Como valorizar a alegria sem ter chorado? E vou por aí afora.
Enfrento obstáculos que eu mesmo coloquei. Arranho-me nos espinhos que plantei, colho o que semeei. Que força interior é essa que parece não existir, mas que aflora em momentos de desânimo? A imagem e semelhança do Pai habita em meu interior. Ela quer se expandir mas a casca ainda é grossa. Sinto-a em lampejos de amor incondicional, diferente do possessivo, passional, carnal; percebo-a nas lágrimas roubadas da dureza do meu coração; tento agarrá-las nos momentos de equilíbrio e lucidez.
Não sou parte de um Todo. Sou espelho de todos os seres viventes e reflito e sou refletido por todos os atos, sentimentos, ações e dramas de cada um. Tenho consciência que o que acontece ao outro reflete em mim. Temos unicidade tanto nos propósitos como de origem. Nossas casas natais são diferenciadas, mas lembremo-nos, sempre no terreno do Criador. Movido por emoções, vou procurando transmutá-las em ações sadias, fraternas, altruístas.
Reta final de um tempo que jamais vou querer vivenciar novamente. Não posso ver meu semelhante padecer de necessidades, mesmo compreendendo que é seu aprendizado. Não aceito separatividade, racismo e individualidade. Não quero que a Terra se transforme pela dor. Creio que por estarmos galgando a quarta dimensão, já caminhamos muito para estar aqui, não sendo coerente este comportamento humano que lembra estágio em dimensões inferiores.
As forças que combatem a luz, sabem que o momento é decisivo. É hora da conquista final: ou ficamos no mesmo degrau, ou galgamos mais um. Tem gente nos puxando para baixo, mas tem muito mais nos puxando para cima. Quem decide para onde? Nós, somente nós. Ninguém salva ninguém. Ninguém caminha pelo outro. O degrau só é galgado por nós.
Momentos de grandes transformações irreversível. Conflitos afloram pois estão enraizados em nosso ser. Chegou a hora de zerar nosso passivo, pois ninguém alcança a quadrimensionalidade com saldo devedor. Cada um sabe como pagar sua conta; não há empréstimos, não há crédito, só mérito. E lembre-se, sua tarefa é fazer com que todos subam com você, pois com egoísmo não há evolução” (p.1).


EUSTÁQUIO ANDRÉA PATOUNAS, “EM ALGUM LUGAR DO PASSADO”, CORREIO EXTRATERRESTRE, ED.23, JUNHO/97

SADHANA: O CAMINHO INTERIOR



Uma vida de sadhana (disciplina) implica dedicar todos os atos a Deus, ofertar aos pés do Senhor o que quer que faça, pense e fale.
A mente deve gravitar em torno de um centro - Deus. Você tem de concentrar-se firme e forte. Por que tem você de travar batalha para concentrar-se? A razão é esta: você não tem tido ânsia por Deus, apego profundo por Ele, nem tampouco amor. Mas, mantenha esforço. Pela disciplina contínua, você o conseguirá.
Sadhana é uma atividade excepcionalmente preciosa, que não deve ser vulgarizada, e posta ao alcance dos olhos do público. O peixe é vendido em lojas abertas ou ar livre, em plena rua. Os diamantes, porém, são vendidos em lojas fechadas, que só admitem genuínos compradores, e são guardados em reforçadas criptas subterrâneas. O sadhana é mais valioso que todos os diamantes. A disciplina espiritual perderá muito, se praticada a céu aberto.
...Deus é tão misericordioso que dará dez passos em sua direção se você tiver a iniciativa de dar um somente na direção d’Ele.
O verdadeiro Amor só pode ser por Deus, mas não um amor qualquer. Hoje se tornou comum ver crianças amando os pais somente tanto quanto estes sejam vantajosos. Mas, uma vez que os pais tenham envelhecido e se aposentado do serviço, seus conselhos são ignorados. Similarmente, o amor entre esposo e esposa, com a passagem do tempo, empalidece. O verdadeiro amor é tal que se mantém imutável, e este é o Amor para Deus. Acredite em você mesmo. Então você terá fé em Deus.
Se Deus não o sustentar, você cai. O que quer que faça, qualquer que seja seu lugar, saiba que Deus o colocou aí para trabalhar. Então isso se tornará uma educação, uma sadhana (disciplina). Todos os dias, em cada ato, em cada pensamento, em cada palavra, aproxime-se cada vez mais de Deus. Isso lhe dará a Felicidade Suprema, e a Libertação.
Atma é Deus; o particular é o Universal, nada menos que isso. Portanto, reconheça em cada ser, em cada homem, um irmão, um filho de Deus, e ignore todos os pensamentos e preconceitos de status, cor, classe, nascimento e casta. Entre no mundo objetivo, após tornar-se consciente do Atma, porque então verá a Natureza sob nova luz, e sua vida se tornará uma longada festa de Amor.

O ideal de uma melhor qualidade de vida, em detrimento de um alto nível ético de viver, vem arruinando a sociedade humana.

Um alto nível ético de viver insiste em verdade, humildade, desapego e compaixão. Agora o homem se fez um escravo de seus desejos. Encontra-se incapaz para vencer a avassaladora sede de prazer e luxúria. Reconhece-se muito débil para manter sob controle sua natureza (material). Não sabe como expandir a Consciência Divina, que está latente dentro dele. A solução disso está no sadhana (disciplina espiritual), por se tratar de uma transmutação fundamental.
...“Aquele que conhece o mais vasto o mais vasto se torna” (“Brahmavid Brahmavathi”), dizem os sábios (rishis).
SATHYA SAI BABA - SADHANA: O Caminho Interior, 2a ed., Rio de Janeiro , Record, 1993.
Bernardo Melgaço da Silva -

terça-feira, 5 de maio de 2009

O MUTANTE E O ESTAGNANTE: UMA NOVA HUMANIDADE PARA UM NOVO MILÊNIO

No momento estou terminando de ler um livro de grande valor com ensinamentos profundos. O livro tem o seguinte título: “OS MUTANTES – Uma Nova Humanidade para um novo milênio” (Ed. VERUS). O autor é o mestre e psicólogo Pierre Weil. Nesse livro ele discute as etapas evolutivas da consciência humana. Ele divide a evolução humana em três grandes fases. Num extremo temos o ser Estagnante, e no outro encontramos o ser Iluminado. E no meio entre esses dois extremos encontramos o ser Mutante. O ser mutante seria a ponte para um novo paradigma existencial onde desaparecia de vez por toda a ilusão de separatividade (ser-mundo, sujeito-objeto etc) e suas consequencias nefastas no mundo objetivo humano. A meta do Mutante é alcançar conscientemente o estado de consciência Transpessoal (em seu nível mais elevado é o Amor Divino). Essa meta é a realização plena onde o ser se encontrará consigo mesma numa viagem interior saindo de um pólo estagnante e terminando na sua descoberta transpessoal-espiritual. Essa transformação interior é tão profunda que transcende o tempo e espaço vivenciado pelo homem comum (estagnante) preso ainda as suas percepções racionais-instintivas da realidade psicológica tridimensional. No mundo inteiro, vários indivíduos experimentaram essa mudança de estado de consciência indescritível. No seu livro Pierre Weil cita vários casos de indivíduos que sentiram e iniciaram uma nova jornada a partir dessa mudança profunda e radical. E ela é tão radical que devolve ao ser a visão holística onde se pode perceber diretamente a unidade e a totalidade da vida e do saber em seus vários planos de realizações e valores. Assim comenta Pierre Weil em seu livro:
“Os valores que movem os mutantes são bem diferentes daqueles dos estagnantes. Embora integrem os valores do intelecto e da razão na busca da verdade como os estagnantes, os valores dos mutantes estão bastante ligados ao amor do coração, à compaixão, à ternura, ao carinho, à criatividade da inspiração, à poesia, à beleza, à alegria, à fome de saber, à intuição, ao conhecimento da verdade, à pureza de alma, à elevação espiritual, ao sagrado e ao divino” (p.113).
Assim, a humanidade atual segue um caminho de realização onde os estagnantes são mais predominantes do que os mutantes. Por isso, o mundo vivencia tanta violência, exploração, dor e insensibilidade. O que vemos na verdade é uma catarse global onde o ser manifesta a sua condição humana de confusão e caos interior. Nesse sentido, a mudança interior (profunda e radical) é condição primeira para uma transformação profunda de verdade da realidade social, política, ecológica, ética e espiritual. E nesse processo global atual em que vivenciamos continuaremos hipnotizados buscando cada vez mais do lado de fora racional – no exterior do mundo social, político e econômico – o princípio de tudo que já existe dentro de cada um: a condição transpessoal do humano e da humanidade.
Nesse contexto, a mudança do ser implicará numa mudança de perspectiva e sentido de vida: uma mudança tão profunda e radical que poucos conseguirão aceitar e trabalhar para o sucesso dessa transformação íntima-interior. Por isso, a educação de valores e a cultura de ensinamentos holísticos-espirituais deverão ser a tônica desse novo milênio. Pois, a vida tem um sentido transpessoal e eterno. Somos seres mutantes na jornada de si mesmo para si mesmo: autotransformação universal, espiritual, cósmica e quântica (energia sutil saltando e mudando de níveis e realidades paralelas).

Bernardo Melgaço da Silva – bernardomelgaco@hotmail.com

sexta-feira, 1 de maio de 2009

O SACRO-OFÍCIO DA TRAVESSIA ESPIRITUAL



PENSAMENTO PARA O DIA 01/05/2009
(retirado do site:
http://pensamentos.sathyasai.org.br)

“A vida é uma longa peregrinação pela estrada áspera e tortuosa deste mundo. Mas, com o Nome de Deus em seus lábios, o peregrino não terá sede; com a forma de Deus em seu coração, ele não se sentirá esgotado. A companhia do sagrado o inspirará a viajar com esperança e fé. A segurança de que Deus está sempre próximo conferirá força a seus membros. Lembre-se de que, a cada passo, você está se aproximando de Deus e Deus está Se aproximando de você, pois Ele dá dez passos em sua direção quando você dá um passo em direção a Ele. Essa jornada não tem paradas. Ela é uma viagem contínua através de lágrimas e sorrisos, através de nascimentos e mortes. Quando a estrada termina e a Meta é alcançada, o peregrino descobre que apenas viajou se si para si mesmo porque compreende que Deus que procurou estava o tempo todo nele, ao seu redor e ao seu lado! Ele mesmo era sempre Divino”. Sathya Sai Baba

domingo, 1 de março de 2009

O MÉTODO, O CAMINHO E O RITMO CÓSMICO UNIVERSAL



No mundo em que vivemos estamos repletos de idéias, ideologias e crenças que nos apontam ou nos avisam dos obstáculos ou surpresas da vida. E essas surpresas nos obrigam a buscar um sentido e uma compreensão do mistério que nos cerca. Nesse sentido, vivemos num estado de consciência humana-animal querendo que tudo passe e se mostre claramente visível. Mas, a vida invisível nos cobra: “decifra-me ou te devoro”. Raras vezes conseguimos decifrar e por isso somos diariamente devorados por nossos medos, incertezas, dúvidas e tropeços. A alma humana vive um mundo aparentemente iluminado pelas descobertas objetivas que as ciências realizam. Temos a sensação de que um dia chegaremos à iluminação e clareza total sobre o mistério da vida. Mas, a luz que se acende a nossa frente empurra a escuridão mais ainda para frente e para além de si mesma. Nunca acabaremos com a escuridão da consciência racional comum. Apenas expandimos os limites entre claridade e escuridão. A escuridão é uma claridade que não foi ainda tocada diretamente pela fonte tal como um dos lados da terra em sua rotação entorno do sol. Assim, é a vida humana na terra, pois iluminada em uma de suas partes, a outra se encontra na escuridão. E o lado escuro somente receberá luz quando completar o ciclo de rotação na sua jornada cósmica ontológica. Em outras palavras, cada etapa de nossas vidas é um lento movimento de rotação e translação ontológica da consciência. E chegado o momento certo a luz da fonte jogará seus raios revelando a natureza escondida por um longo período de escuridão. E cada ser humano tem um movimento próprio de rotação-translação em seu tempo próprio e específico. A diferença entre o ser humano e a terra é o período em que se alterna a claridade e a escuridão. O ciclo da terra é curto – uma questão de horas. E o ciclo do ser humano é longo – bem longo! – podendo durar uma ou várias encarnações. Em outras palavras, a natureza cósmica dos planetas e estrelas se assemelha à natureza cósmica dos seres humanos. Somos um cosmos que segue as leis cíclicas da vida cósmica exterior que vemos. O que fazer? Apenas aprender e ficar atento aos movimentos de translação e rotação da vida. Viveremos estações de diferentes estados de ânimo. A cada hora, dia, semana, mês, ano estaremos sofrendo os movimentos cíclicos da natureza cósmica: “o que está embaixo está em cima – o que está fora, está dentro também”. Somos e viemos do cosmos. A ordem das leis da natureza segue um princípio tanto para o que é grande e universal quanto para o que é pequeno e individual. O criador é o ciclo cósmico que nutre e altera tudo num processo de transformação e interação cósmica, pois “nada se cria – nada se perde – tudo se transforma [interativamente]”(Lavoisier). A morte é o lado complementar da vida e vice-versa; a sabedoria é o lado complementar da ignorância; a sensibilidade é o lado complementar da inteligência; a pobreza é o lado complementar da riqueza”. O fim é o início de uma nova etapa. E a vida nunca se repete, tudo se renova num ciclo de evolução eterna. Então, porque nos matamos de tanto querer controlar o que não é controlável, de querer pensar o que não se constrói pela mente, de querer sempre o útil esquecendo a essência, de querer encontrar do lado de fora quando o que precisamos está dentro de nós? É nessa visão incompleta que seguimos na esperança de um dia chegar o nosso momento de luz e iluminação. Por isso, somente a Vida Cósmica pode mudar o nosso destino cósmico. Eu aprendi em 1988 que somente compreenderemos esse ritmo cósmico quando desejarmos profundamente mudar o nosso modo de caminhar-girar e buscar e encontrar o ritmo interior sutil e cósmico. O Amor de Deus será revelado no peito daqueles que descobrirem O RITMO OU ENERGIA DA LUZ INTERIOR! Eu sou testemunha desse RITMO CÓSMICO UNIVERSAL – QUÂNTICO E DIVINO!
Prof. Bernardo Melgaço da Silva – bernardomelgaco@hotmail.com

domingo, 1 de fevereiro de 2009

PREZADO AMIGO E PROFESSOR TOLOVI (URCA): A UNIDADE PERDIDA E A DIÁSPORA CIENTÍFICA

A história da peregrinação humana pode ser definida como a busca da unidade e do equilíbrio. E nessa busca tivemos que optar ou ceder, criar ou absorver e depois decidir: se adaptar ou “morrer” para si mesmo! E foram tantas as opções que surgiram que optamos (ou cedemos) por caminhos diversificados. E assim formamos civilizações e culturas distintas, porém complementares. E cada povo precisou sair de si em busca de sua unidade na diversidade cultural e natural. E assim houve dispersão por motivos políticos e religiosos - uma diáspora! E nessa dispersão perdemos o sentido da busca da unidade cósmica. A natureza da ciência não fugiu à regra em busca da unidade. Ela se desequilibrou, se dispersou, se fragmentou em diversos pedaços, em pequenos departamentos e em grandes feudos intelectuais. Estamos vivendo atualmente uma diáspora científica. A pressão do poder ideológico dentro dos espaços acadêmicos fez com que muitos saíssem de seu campo e domínio científico, e tentaram viver em espaços estranhos e ideológicos em conflito. A luta pelo poder e conquista de espaço fez com que perdessem o sentido da busca original: a compreensão das leis da vida, dos universos micro e macro, da verdade primeira e fundamental: quem somos nós?
Nesse sentido, tanto os homens comuns como os cientistas perderam a direção da idéia primeira que apontava para uma solução universal: a harmonia na complementariedade dos opostos, dos diferentes e dos desiguais. E esse caminho é a unidade na multidiversidade do multiverso. A condição para se trilhar esse difícil caminho era, e ainda é até hoje, a contemplação e a crítica num processo de criação sensível e inteligente. Mas, infelizmente a consciência crítica se perdeu no processo de dispersão ou diáspora. A crítica (“como revelar o que não se revelou ainda, dizer o que o outro não disse” – Convite à Filosofia de Marilena Chauí) se reduziu a uma crença dogmática ou ideológica oposta ao poder dominante ou dominado. E a contemplação (Theoria em grego) foi reduzida também a uma observação racional direcionada para o mundo concreto e funcional. As leis da vida social estão sendo, portanto, criadas segundo a ótica da negação do ócio (contemplação ou theoria) ou “negócio”. Hoje, o poder político dominante se resume na dispersão racional daqueles que não conseguiram retornar à origem de sua busca primeira e fundamental. A nossa universidade é também retrato fiel dessa incapacidade humana de perceber o desvio que ocorreu desde o início da criação do homem em que ele era uma semente onde deveria germinar o Amor, a Verdade e o Poder Cósmico Transcendental.
Hoje, nos perguntamos: o que estamos fazendo com as nossas consciências? Qual é o sentido da vida e do conhecimento? Que homem queremos ser ou cultivar? Que verdade queremos descobrir ou revelar? O que a nossa universidade pode fazer para devolver a capacidade de cada um de refletir ou fletir sobre si (re-fletir), tal como um fio ou arame flexível que se verga e une circularmente o fim e o início de si mesmo? Infelizmente o conhecimento não percebeu que a sua complementariedade está no seu autoconhecimento (a ponta do fio do conhecimento se vergando sobre si mesmo). Estamos pagando o preço da ignorância das leis cósmicas da evolução da consciência! Por isso, nos chocamos quando se retira a filosofia (e outras disciplinas importantes como p.ex.: a psicologia) dos currículos universitários. A filosofia é a porta para o autoconhecimento contemplativo e crítico. Mas, a vida material, tecnológica, ideológica e supercontrolada diz que não se precisa de filosofia na URCA. Essa forma pragmática e programada de viver quer ardente e inconscientemente inserir e enfraquecer a todos na dispersão de si mesmos. Creio, que foi Pascal quem afirmou que os homens se distraíam (se dispersavam) demais. Todos os grandes Gênios da Humanidade focaram sobre si mesmos: “a maioria prefere olhar para fora do que para dentro de si mesmo” – Albert Einstein.
Então, cabe aquele que tem autocontrole, ou seja com foco sobre si mesmo, alertar a todos sobre o perigo da dispersão racional da vida. “A ciência sem consciência [de si] é a ruína da alma” – Rabelais
Prof. Bernardo Melgaço da Silva – bernardomelgaco@hotmail.com

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Ressonância Schuman(Leonardo Boff)

ACHEI INTERESSANTE E REPASSO AOS COLEGAS DO DCS,UM ABRAÇO, GISLENE.
Ressonância Schuman(Leonardo Boff)

Não apenas as pessoas mais idosas mas também jovens fazem a experiência de que tudo está se acelerando excessivamente. Ontem foi Natal, dentro de pouco será Carnaval, Páscoa... mais um pouco, Natal de novo. Esse sentimento é ilusório ou possui base real? Pela "ressonância Schuman" se procura dar uma explicação. O físico alemão W.O. Schuman constatou em 1952 que a Terra é cercada por uma campo eletromagnético poderoso que se forma entre o solo e a parte inferior da ionosfera que fica cerca de 100 km acima de nós. Esse campo possui uma ressonância (dai chamar-se ressonância Schuman) mais ou menos constante da ordem de 7,83 pulsações por segundo. Funciona como uma espécie de marca-passo, responsável pelo equilíbrio da biosfera, condição comum de todas as formas de vida. Verificou-se também que todos os vertebrados e o nosso cérebro são dotados da mesma frequência de 7,83 hertz. Empiricamente fêz-se a constatação que não podemos ser saudáveis fora desta frequência biológica natural. Sempre que os astronautas, em razão das viagens espaciais, ficavam fora da ressonância Schuman, adoeciam. Mas submetidos à ação de um "simulador Schuman" recuperavam o equilíbrio e a saúde.Por milhares de anos as batidas do coração da Terra tinham essa frequência de pulsações e a vida se desenrolava em relativo equilíbrio ecológico. Ocorre que a partir dos anos 80 e de forma mais acentuada a partir dos anos 90 a frequência passou de 7,83 para 11 e para 13 hertz. Imaginem agora! O coração da Terra disparou. Coincidentemente desequilíbrios ecológicos se fizeram sentir: perturbações climáticas, maior atividade dos vulcões, crescimento de tensões e conflitos no mundo e aumento geral de comportamentos desviantes nas pessoas, entre outros. Devido a aceleração geral, a jornada de 24 horas, na verdade, é somente de 16 horas. Portanto, a percepção de que tudo está passando rápido demais não é ilusória, mas teria base real neste transtorno da ressonância Schuman.Gaia, esse superorganismo vivo que é a Mãe Terra, deverá estar buscando formas de retornar a seu equilíbrio natural. E vai consegui-lo, mas não sabemos a que preço, a ser pago pela biosfera e pelos seres humanos. Aqui abre-se o espaço para grupos esotéricos e outros futuristas projetarem cenários, ora dramáticos, com catástrofes terríveis, ora esperançosos como a irrupção da quarta dimensão pela qual todos seremos mais intuitivos, mais espirituais e mais sintonizados com o bioritmo da Terra.Não pretendo reforçar este tipo de leitura. Apenas enfatizo a tese recorrente entre grandes cosmólogos e biólogos de que a Terra é, efetivamente, um superorganismo vivo, de que Terra e humanidade formamos uma única entidade, como os astronautas testemunham de suas naves espaciais.Nós, seres humanos, somos Terra que sente, pensa, ama e venera. Porque somos isso, possuimos a mesma natureza bioelétrica e estamos envoltos pelas mesmas ondas ressonantes Schuman. Se queremos que a Terra reencontre seu equilíbrio devemos começar por nós mesmos: fazer tudo sem estresse, com mais serenidade.Com mais amor, que é uma energia essencialmente harmonizadora. Para isso importa termos coragem de ser anti-cultura dominante que nos obriga a ser cada vez mais competitivos e efetivos. Precisamos respirar juntos com a Terra, para conspirar com ela pela paz.Leonardo Boff - Teólogo."

Gislene Farias de Oliveirahttp://gislenefarias.no.comunidades.net

sábado, 24 de janeiro de 2009

MINHA HOMENAGEM À BEATA MARIA DE ARAUJO

Já se passaram 95 anos (14 de Janeiro de 1914) da morte da famosa beata Maria de Araujo. Hoje, após assistir o filme “Milagre em Juazeiro do Norte” fiquei comovido pela sua história de fé e transcendência. Eu não nasci aqui, e por isso pouco sabia de sua história. Hoje, tenho que reconhecer quanto essa mulher participou efetivamente do fenômeno religioso de Juazeiro do Norte. O interessante que muitos daqui mesmo duvidam do milagre ocorrido nessa bela região de muita fé e religiosidade. Mas, eu não sou daqui e muito menos vivi na sua época. E apesar disso, sinto uma alegria imensa em reconhecer a santidade nessa mulher que por suas características teve o seu nome quase que riscado da história religiosa pela própria igreja. E ao ver o filme me senti profundamente tocado pelo sobrenatural e “vi” na sua trajetória as marcas inconfundíveis da santidade. O mais interessante no fenômeno da santidade é que o divino não escolhe cor, raça, região, religião, posição social, econômica ou política etc., para se manifestar. E por eu saber disso, que acredito ser muito provável que a hóstia tenha sangrado de sua boca pobre, humilde, sertaneja, negra e santa. Quem já viveu pessoalmente um milagre sabe como é ser canal do divino. Por isso, me dirijo a senhora – Maria de Araujo – dizendo que também tive essa graça do milagre em 1988 quando manifestei o poder divino em meu peito e em minhas mãos, e poucos foram aqueles que conseguiram acreditar na minha história. Hoje, a única coisa que gostaria de fazer antes de deixar esse mundo, é escrever um livro para os homens de fé que continuarem vivendo nesse mundo dessacralizado e dominado pela “fé na matéria”. Pois, a tua fé não foi na matéria – com certeza! – mas no(e com o) Espírito.
A senhora pertenceu ao hemisfério de baixo (sul) talvez por isso que o seu milagre não foi de pronto reconhecido. Isto porque fomos educados a sempre acreditar, sem questionar, que os santos e santas do hemisfério de cima (norte) eram perfeitos (as) e cheios (as) de graça. Mas, a senhora quebrou esse paradigma religioso: hemisfério do sul, pobre, negra, sertaneja, brasileira, cearense, e ainda mais de uma pequena cidade escondida e naquela época bastante “atrasada” (no sentido material) – Juazeiro do Norte! Eu sinto da minha intuição que a sua história é verdadeira. E terei em minha memória a sua imagem santa representando os excluídos, os humilhados e todos aqueles que tiveram sua fé duvidada por mentes cheias de razão, mas vazia de sensibilidade e amor.
Assim, aonde a senhora estiver – com certeza no Céu! – que receba desse humilde cientista e religioso o reconhecimento de sua façanha espetacular. O seu exemplo de fé e santidade jamais poderá ser esquecido. Nasci no Rio de Janeiro e lá vivi até 2002 e por isso pouco sabia de sua história. Agora sei que nessa terra onde moro agora existiu uma santa: Maria de Araujo. E não preciso de nenhum reconhecimento ou fundamentação teológica para fazer esse gesto de reconhecimento, pois a minha intuição sagrada me diz agora: Tu és Santa!
Prof. Bernardo Melgaço da Silva – (88)92019234

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

A CRISE DO CASSINO FINANCEIRO INTERNACIONAL

Em 1995 ao discutir com um professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (COPPE) afirmei num tom firme e profético que o sistema internacional financeiro iria quebrar. E dei um prazo entorno de 10 anos para que isso ocorresse. Em minha tese de doutorado (defendida em 1998 na COPPE/UFRJ) afirmei com autoridade o seguinte:
“A competição entre potências econômicas privadas nos espaços dos mercados locais e continentais é o combustível que faz com que o mundo econômico-político-tecnológico gire velozmente. O fluxo de capital circula intensamente na rede formada entre os pólos tecnologicamente mais desenvolvidos e os menos desenvolvidos. Forma-se dessa maneira grandes redes de mercados e grandes mercados em rede. E no interior dessas megaredes abrem-se vários níveis de sub-redes. O fluxo de capital é assim propagado em cascata até a rede de menor valor econômico-tecnológico. A pobreza social, junto com a imigração, caminha no sentido inverso, ou seja, quanto menor for o nível da sub-rede, maior é a sua pobreza social. E maior também é o acúmulo de problemas e deficiências devido ao processo de inchamento dos grandes centros urbanos...Nesse contexto, a idéia de funcionamento da sociedade como um organismo vivo perde sentido e pode ser melhor compreendida através de redes hierarquicamente interligadas. Em outras palavras, não há mais sociedade organizada, mas apenas uma disputa de poder econômico entre mercados e grupos reunidos e organizados em rede hierarquizada. E o Estado acaba ficando refém desse poder, em rede, privado nacional e transnacional. (p.218).
“A criação de novos potenciais de trabalho está vinculada, nas sociedades modernas, à geração de novos empregos. E os novos empregos dependem do investimento de novos fluxos de capital produtivo como força propulsora e impulsionadora. Mas o próprio capital vem assumindo três faces, três identidades: a exploratória (e excludente), a produtiva e a especulativa-corruptiva.
...O capital produtivo oscila, portanto, entre o capital explorador de um lado e o capital especulativo do outro lado. Ali, no meio o capital produtivo se mistura ora com o explorador e ora com o especulativo. As fronteiras são tão invisíveis que somente uma sensibilidade desenvolvida através de uma ética sagrada pode distinguir os limites e suas diferenças sutis. E nessa mistura as infiltrações especulativa e exploradora corroem as bases do trabalho corretamente produtivo. (p.239).
“O capital especulativo ganhou força com a facilidade de comunicação entre os investidores e os mercados financeiros. A tecnologia de informação viabilizou as tomadas de decisões rápidas envolvendo altas somas de dinheiro. Os investidores podem deslocar os seus pacotes de dinheiro sem saírem de suas cadeiras mesmo que o mercado desejado-especulado esteja do outro lado do globo terrestre. A maior mobilidade do capital moderno (“dinheiro informatizado”) em relação à mobilidade do trabalho moderno vem proporcionando ganho fácil em tempo cada vez mais curto com tomadas de decisões operacionalizadas instantaneamente.
Essa “modernidade especulativa” transformou o investimento produtivo numa aposta de um grande jogo global: um verdadeiro cassino financeiro” (p.240). Essa crise está gerando graves problemas de produção, desemprego e vai afetar o Brasil. SILVA, Bernardo Melgaço. A Força do Trabalho Humano e suas Dimensões Ética, Estética e Técnica nas Culturas Moderna e Tradicional. Rio de Janeiro: COPPE/UFRJ. Tese de Doutorado, 1998. Prof. Universitário (engenheiro eletrônico e doutor em engenharia de produção) Bernardo Melgaço da Silva - bernardomelgaco@hotmail.com

domingo, 4 de janeiro de 2009

O SONHO E A MULTIDÃO INCONSCIENTE DE SI: O SONHO É UMA REALIDADE PARA QUEM SABE SONHAR

Numa noite recente sonhei que estava nu caminhando por uma longa estrada no sentido contrário ao de uma multidão. Eu não sabia naquele momento porque caminhava no sentido oposto deles, mas sentia que tinha de continuar assim: nu e sozinho! Olhei para cada rosto que passava. Em cada um tentei encontrar uma razão, um motivo que me desse a certeza de que estava seguindo a natureza correta da vida. Vi em cada um os passos apressados em busca de uma finalidade da vida. Então, me indaguei se todos eles seguiam em direção a finalidade da vida então a minha direção seria o princípio da vida, da existência de eu estar nesse mundo? Mas, como eu poderia saber onde está o fim e o princípio da vida? Como podemos distinguir o fim do início? E se eu estivesse certo, a maioria estaria seguindo por um caminho de desvio do princípio explicador da vida. Era preciso agir e refletir, foi aí que perguntei a um senhor que caminhava com a multidão:
- Por que vocês caminham nessa direção?
O que ele me respondeu:
- “Não te disseram que a vida só tem sentido verdadeiro quando caminhamos todos juntos?”.
- Não entendo porque teríamos que seguir juntos se nascemos aparentemente separados? – respondi.
- É porque juntos temos a melhor condição de não nos perdermos? – respondeu.
- Mas perder de que? – perguntei.
- Perder a consciência coletiva – respondeu o senhor.
- Ainda não entendi – respondi.
- Você saberá quando chegar ao fim dessa longa caminhada – afirmou com convicção o senhor.
Decidi continuar no meu caminho e iniciei uma reflexão interior. O medo de perder a consciência coletiva seria o impulso natural para a sobrevivência da espécie humana? Cada um de nós deve estar sendo guiado pelo impulso natural de manter a consciência coletiva desperta em como ser humano, por isso segue automaticamente a natureza do conjunto, da força que nos une enquanto espécie: o medo de perder a consciência do que são e do que poderão mantê-los coletivamente humanos no futuro!
Então, vi um jovem seguindo a multidão e indaguei novamente:
Por que vocês caminham nessa direção? O que ele me respondeu:
- Não te disseram que seguindo a multidão estaremos fortalecidos pela coragem de todos?
- Não entendo por que a coragem de todos me suportaria viver se ao nascer não tinha garantia nenhuma de que iria conseguir sobreviver em paz nesse mundo?
- É porque juntos somos fortes suficientes para enfrentarmos a precariedade da vida física – respondeu.
- Ainda não entendi porque tenho que vencer o que ainda não sei o que vou encontrar pela frente. Por que eu teria que me pré-ocupar, ou seja, me ocupar antes do tempo oportuno?
Deixei o jovem para trás e iniciei uma reflexão: Será que o medo de perder a consciência coletiva está associado a necessidade de garantir a permanência do ser na coragem externada por todos? Em outras palavras, será que nascemos fracos e indefesos e por isso naturalmente nos adaptamos a idéia de que não há saída para a sobrevivência a não ser se apoiar na coragem do grupo? A resposta da vida, então, se resumiria na superação de uma idéia coletiva de que existe um potencial fora de nós que destrói a nossa condição fraca de humano? O que se explicaria a adesão às massas (e de suas lutas) e não o caráter pessoal da existência.
Procurei prestar atenção nos rostos e modos de comportamento de cada um. Havia um padrão por detrás da aparência de individualidade livre: ausência de identidade pessoal! Então – pensei comigo - isso implica dizer que nos espelhamos no reflexo do tempo construído pelo medo de se perder a consciência grupal. O sentido que essa multidão segue é um reflexo da luz da consciência criada no espaço de experiências ao longo da história. Assim, seguimos no caminho apontado pela experiência grupal refletida por cada um em seu interior, mas que no mundo objetivo é o caminho oposto da fonte da luz consciente em si mesmo!
Procurei abordar uma moça que seguia a multidão e indaguei mais uma vez:
Por que vocês caminham nessa direção? O que ela me respondeu:
- Por que juntos saberemos encontrar melhor a felicidade – respondeu.
- Confesso que não entendi – respondi.
- Juntos poderemos trocar experiências humanas e assim descobrirmos a felicidade que deve estar entre nós – respondeu ela.
- Mas, como isso é possível se ao nascermos a felicidade era um milagre da vida no momento em que saímos de um estado para outro de experiências e descobertas? – respondi.
- Juntos e participantes no jogo das emoções ganhamos e perdemos na troca de prazeres físicos e psicológicos. A felicidade é o momento na transição de um estado para outro – respondeu ela.
- Mas se a felicidade é um jogo momentâneo poderemos estar num jogo de sinuca porque o sentido horizontal de experiência material pode ser o condicionamento das energias e dos vícios que realizamos na química e na (macro) física do corpo e pode não ter nada a ver com a dimensão (micro) profunda do espírito – respondi.
Mas uma vez segui em frente e refleti: o medo da perda da consciência coletiva faz com que os indivíduos busquem se fortalecer na coragem do grupo para descobrir no jogo das emoções uma razão lógica de ser feliz sem ser de fato.
Abordei um rapaz cansado vestido de terno e com uma maleta na mão. E indaguei:
Por que vocês caminham nessa direção? O que ele me respondeu:
- Juntos poderemos resolver as nossas necessidades materiais, pois ninguém é uma ilha – respondeu.
- Não entendi. Isto porque ao nascermos a vida não nos deu a necessária consciência da materialidade da vida. A nossa criação naquele momento uterino não foi uma ação necessária e trabalhosa, mas querida e amada por um poder maior espiritual – respondi.
- Ao caminharmos juntos cada um faz uma parte na construção do Todo material. E assim, na relação entre os mais aptos com os menos aptos vencem aqueles que aprendem melhor com o jogo competitivo da adaptação – ele respondeu.
- Isso que você está dizendo é instintivo e se resume em luta e conflito entre grupos distintos que buscam resolver seus problemas através da superação do outro refletido pela objetividade da consciência grupal. A unidade da vida e solução dos problemas serão eternos problemas e aparentes soluções porque em verdade a vida não é um jogo instintivo, mas uma criação poderosa da “mente” e desejo de cada um – respondi.
Deixei o rapaz para trás e iniciei uma reflexão. O medo de perder a consciência grupal fez com que nos apoiássemos na coragem coletiva para resolver a questão profunda e fundamental da felicidade, mas como a força da materialidade foi e é ainda muito grande na estrutura química e física do corpo nos deixamos levar pela superação do outro fora de nós na aparente percepção de que a realidade tinha uma equação matemática racional onde o resultado seria uma quantidade definida pelas variáveis chamadas forte e fraca, bom e mau, qualificado e não-qualificado, superior e inferior e todas as idéias de entes diferentes que a mente e o desejo pudessem conceber. Nesse sentido, o caminho da multidão inconsciente é o da incerteza do caminho, da ignorância de si, da infelicidade na luta consigo mesmo e da materialidade efêmera da vida. Por isso, continuarei seguindo quase que sozinho porque onde está o fim está o princípio de tudo: a morte da consciência grupal – o princípio da transcendência e da vida! Acordei feliz!
Moral do sonho: O sonho é uma realidade e renascimento para quem sabe sonhar!
Prof. Bernardo Melgaço da Silva – bernardomelgaco@hotmail.com

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

SE VOCÊ ESTÁ QUERENDO ENCONTRAR...EU ESTOU AQUI...EU EM VOCÊ

Há mais de vinte anos uma Consciência sutilmente em mim me falou:

Meu Filho, se você está buscando seu Pai...venha...Eu Estou aqui.
Se você perdeu ou quer encontrar seu meu melhor amigo ...Eu Estou aqui.
Se você quer encontrar o amor de sua vida...lembre-se... Eu Estou aqui.
Se você quer encontrar a maior riqueza do mundo...Eu Estou aqui.
Se você deseja encontrar a cura de seus males...Eu estou aqui.
Se você perdeu a esperança na humanidade e quer encontrá-la...Eu Estou aqui.
Se você não sabe qual é o sentido da vida...venha...Eu Estou aqui.
Se você não sabe qual o Caminho a seguir...Siga-me...Eu Estou aqui.
Se você deseja saciar a sua fome espiritual...venha...Eu Estou aqui.
Se você não sabe a finalidade de sua existência...Eu Estou aqui.
Se você não sabe o propósito da sua vida....Eu Estou aqui.
Se você quer encontrar a Verdade que Liberta...venha...Eu Estou aqui.
Se você não sabe o que o outro representa para ti...venha...Eu Estou aqui.
Se você não sabe qual é a menor distância entre dois pontos...venha...Eu Estou aqui.
Se você não sabe de onde o vento da liberdade sopra...sinta...Eu Estou aqui.
Se você não sabe de onde o poder da fé surge dentro de ti...sinta....Eu Estou aqui.
Se você não sabe quem você é...venha Me conhecer em ti....Eu Estou aqui.
Se você não acredita que Eu Estou aqui...então você não aprendeu a se ver.
Porque Estou aqui na consciência do Verbo que se apresenta na essência da confiança da minha existência em Ti.
Eu Estou aqui no presente, na sua grandeza, na sombra de sua existência, na criação de sua verdade profunda chamada intuição.
Eu Estou aqui na Ética que declara o Amor Incondicional, que declara a Paz fundamental, que declara a transcendência existencial.
Eu Estou aqui do outro lado onde você não Me ve, mas que sente e se comove pela beleza da minha Criação através de ti.
Eu sou....Eu Estou...numa dimensão chamada Cósmica do Amor Infinito. Busque-me dentro de ti...e seja feliz para sempre...a ilusão é a sua pequena percepção que não ve Eu em você.
Prof. Bernardo Melgaço da Silva – bernardomelgaco@hotmail.com

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

DESEJO A TODOS: FELIZ ANO NOVO !

Desejo de coração que nesse ano novo possamos nos libertar de tudo o que é passado. Que nossos vícios – todos eles! – possam ser trabalhados para que de fato se renove o ser, livre da estreita visão de mundo, da pequena sensibilidade ética, da crise de percepção da realidade, da inversão de valores, do egoísmo sub-humano, do consumo acelerado, da destruição da natureza, da indiferença com as diferenças raciais, sociais, culturais, religiosas e morais. Que nesse ano novo possamos ter sensibilidade e inteligência para corrigir a rota do futuro. Para percebermos definitivamente a ilusão do caminho sem visão das possibilidades latentes infinitas em cada um. E assim, encontrarmos na alteridade da filosofia perene uma vida holística e irmã onde o Todo não é simplesmente a soma das partes da nossa riqueza e nem a subtração da oportunidade de vida digna do nosso irmão semelhante. Que assim, possamos perceber as interligações cósmicas em cada micro realização seja do rico, do pobre e excluído. Que a sorte não seja apenas um jogo, mas o produto das energias humanas em busca de uma finalidade maior, ou seja, que a nossa sorte não seja o azar do outro; que nossa riqueza não seja a miséria ou pobreza do outro; que a nossa liberdade não seja a exploração alheia; que o nosso bem não seja o mal em alguém; que o nosso deus não seja o inferno astral e desespero de um irmão.
Desejo a todos de coração que nesse ano novo possamos compreender a dimensão humana do ser integral em si mesmo. Que o conhecimento não seja utilizado apenas para formar ideologias de luta e morte, mas que de fato eleve a consciência humana para níveis jamais imaginados ou se quer pensados existir. Que a infinita potencialidade humana possa fazer-nos ver que somos muito mais que acreditamos ser nesse mundo político, econômico, social, tecnológico ou cultural; que nossa verdade incorpore a essência criadora da natureza ilimitada e invisível. Que o dinheiro não seja apenas uma moeda, um artifício comum de troca-compra-venda, mas a força de mudança social na doação de si para a construção de uma economia solidária e sustentável. Que esse valor monetário não compre a nossa oportunidade de transcendência para ir além dos benefícios e privilégios gerados pela sua circulação. Que a fraternidade seja uma cultura adorada por todos. E que a bondade seja amiga, solidária e irmã. Que nosso discurso incorpore a ética universal dos sábios gregos, do Cristo e de todos os sábios espiritualistas; incorpore o saber e a verdade da consciência maior: luz e caminho da transformação e libertação!
Desejo a todos de coração que cada um escute a voz doce e suave interior que nossos maiores sábios - Gandhi, Jesus, Buda, Einstein, Ami Goswani, Sócrates, Platão, Madre Teresa de Calcutá e tantos outros - perceberam num estado incomum de sensibilidade fina. E assim, guiados pela estrela da verdade possamos descobrir e revelar a verdadeira vida que se oculta em nosso escuro céu de ignorância histórica de sofrimento, insensibilidade, egoísmo e destruição da humanidade. Enfim, que sejamos conscientes de si e do Todo. E que Deus, Cristo, Jeová, Brahmam, Maomé etc., sejam a face pintada do mesmo Criador. E que a ciência não negue a sua alma gêmea: a religião! E que, conforme EINSTEIN, a ciência sem a religião não seja manca, e também que a religião sem a ciência não seja cega. De modo que, possamos andar reto com a visão correta e completa de que a realidade é infinitamente superior e mágica - que nossa vã filosofia ou ciência ou religião possam se quer imaginar!
Desejo a todos um Feliz Ano novo de descobertas e realizações porque nada nos impede de sermos felizes se assim desejarmos com fé, vontade e coração. Pois, toda Criação é o próprio Criador em Ação! Crie, Ame e Viva Feliz de acordo com o nível de compreensão de sua consciência. Pense: Existe Algo Criador que vive em Nós, e não sabemos como Ele em Nós entrou. Ele nunca morre, e não sabemos como viver em harmonia, paz e Amor sem Ele!
Prof. Bernardo Melgaço da Silva – bernardomelgaco@hotmail.com

sábado, 27 de dezembro de 2008

O COLAPSO DA ONDA DE POSSIBILIDADES E DA CONSCIÊNCIA CÓSMICA

As descobertas da Física Quântica a partir do início do século XX até os dias de hoje nos prometem mudanças radicais na visão de mundo futura. E com certeza paradoxalmente uma nova e antiga identidade se manifestará para redirecionar definitivamente a humanidade na sua verdadeira condição humana: cósmica-terrestre. Pois, segundo os físicos quânticos (p.ex.: PhD Ami Goswami – físico indiano) a realidade que observamos é constantemente modificada pela ação da observação. Quando se observa um objeto escolhemos, segundo a física, um entre milhões de estados do objeto. Isto ocorre devido ao processo denominado de colapso da onda de possibilidades infinitas (e a superposição). O objeto somente é aquilo que vemos porque aconteceu um processo muito sutil de descontinuidade na consciência do observador que fez com que ele visse apenas um estado do fenômeno. Então, o que vemos não é o real. O real é o estado cósmico da consciência. O número de estados possíveis da existência de qualquer coisa é, portanto, uma questão de probabilidade das possibilidades!
Nesse contexto, a física vem redefinindo o conceito de causa. Na visão clássica o real é o processo ascendente da consciência individual comum. O que significa dizer que a interpretação clássica define a causa a partir de uma seqüência lógica de fenômenos encadeados ou interligados: partícula> átomo>célula> organismo>àcérebro>memória>consciência individual. A esse processo os físicos denominam de causa ascendente. O processo inverso, ou seja, consciência cósmica>consciência individual> memória>cérebro> organismos>célula> átomo> partícula, os físicos denominam de causa descendente. Isso implica dizer que na nova concepção da realidade através da causa descendente a consciência cósmica é a raiz ou a base do ser. A consciência, portanto, tem uma participação fundamental na escolha dos estados quânticos dos fenômenos. A superposição quântica diz que os objetos estão replicados por todo o espaço-tempo da realidade e é a consciência em seu colapso quântico invisível (para os olhos leigos e comuns) que faz com que percebamos apenas um único estado do objeto (ele não se divide, mas se encontra espalhado por todo canto da realidade!). Por isso mesmo que na visão da consciência quântica a realidade é uma manifestação da consciência cósmica – incomum! - em seu estado natural de Potencialidade Pura – infinita! Essa nova maneira de olhar o mundo com certeza levará um longo tempo para se tornar um novo paradigma. Mas, felizmente tais descobertas nos conduzem a responsabilidade de produzirmos ou criarmos modelos de realidade que tragam de volta o homem ao seu estado primitivo-cósmico como ser criador de realidades – como muito bem afirmam os espiritualistas e religiosos. Desde 1988, quando vivenciei o meu estado cósmico da consciência, sabia que nesse novo milênio o homem seria chamado a vivenciar (intensamente!) o seu primeiro estágio de consciência cósmica: a intuição! E é tão verdade que tive (por volta de 1994) um artigo publicado (com quase meia-página de jornal!) num dos maiores jornais de grande circulação do Rio de Janeiro (Jornal O Globo) onde afirmei categoricamente que a intuição (transcende o estado racional) é um estado evolutivo avançado da consciência. Agora, sinto-me retornando novamente – retornando a casa do Pai Cósmico!
Nota: Boa parte dos PIBs dos países desenvolvidos dependem da microeletrônica moderna, ou seja, das descobertas da física quântica. Toda eletrônica que compramos e usamos são baseadas na física das partículas!
Prof. DSCe Engenheiro Eletrônico Bernardo Melgaço da Silva - bernardomelgaco@hotmail.com

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

A SOLIDARIEDADE E A MAGIA DO NATAL DE TODOS OS DIAS

Era uma noite de muito frio. As pessoas circulavam pela calçada. E nada percebiam de anormal. Cada uma delas em seu ritmo condicionado fazia seu percurso sem notar um homem que lutava contra o frio com jornais debaixo de uma marquise. Pobre homem esquecido por todos que circulavam naquela rua de trânsito, de carros buzinando, de gente correndo para um tempo que no final ninguém gostaria de chegar: a morte. Mas, a vida é assim mesmo apressamos os passos sobre o chão em nossa jornada em busca de um fim. Um fim que desfaz a vida agitada – debaixo do chão! E por isso mesmo, esquecemos de olhar para os sinais de trânsito da vida: PARE! DESACELERE! DÊ PREFERÊNCIA! A pressa, a correria, a velocidade da mente, o ritmo do consumo, a rapidez do viver. Corra...corra...corra! Consuma...consuma...consuma! Ultrapasse...ultrapasse...ultrapasse...olhe para frente e siga as setas dos caminhos construídos pelos outros! Mensagens...mensagens...mensagens de desorientação. Mensagens de isolamento, de riqueza, de solidão. Mensagens que robotizam nossa visão. A mente já não mais escuta os apelos do coração.
Mas, da janela do segundo andar de seu apartamento um jovem solitário percebeu o drama daquele mendigo de querer se aquecer com jornais debaixo de uma marquise de um bar. Assim, o jovem não desviou seu olhar para aquele homem sofrido, mas digno em sua esperança de encontrar aquecimento em folhas de jornais. Jornais de meses e anos anteriores lidos por pessoas que ele não conhecera. Jornais largados no lixo. Jornais de verdades duvidosas, de notícias de corrupção, de notícias carregadas de sangue, de balas perdidas, de riquezas falidas, de desastre de avião. Tantas palavras escritas, mas nenhuma que pudesse aquecer o seu solitário coração. Tantas verdades mal ditas num pequeno papel de jornal carregado de poeira e tinta.
A verdade que o jovem percebia estava ali: uma alma sofria e precisava de atenção! Então, ele imaginou o que poderia aquecer o coração daquele homem esquecido numa noite fria na calçada debaixo de uma marquise de um bar fechado. O jovem foi para o seu quarto, abriu o seu armário e apanhou o seu casaco de lã – novinho! E não pensou duas vezes: uma calça também para completar. Que valor tem um bem se não faz um bem a quem necessita dele em seu coração? O seu coração pulava de alegria e satisfação. Desceu as escadas em direção à solidariedade. E no caminho foi acompanhado pela bondade, a irmandade, a compaixão, a alteridade e a fraternidade santa. Assim, o grupo foi ao encontro do homem solitário esquecido numa calçada debaixo de uma marquise de um bar fechado numa noite fria a espera de uma mão estendida de um irmão solidário.
O encontro foi algo fenomenal. Os sinos silenciosos e vibrantes da emoção bateram e tocaram uma bela canção de Natal. O gesto de doação foi o momento mágico entre duas almas que se encontraram para cumprirem a missão de fazer história relembrando os gestos dos reis magos: Natal é doação de coração para coração!
Obs.: Esse relato não é apenas uma história, mas um fato que aconteceu com um jovem que viu a oportunidade de fazer Natal em qualquer dia do ano. Esse fato aconteceu no Rio de Janeiro no bairro da Glória – na década de 80. E o jovem sou eu! O mendigo representa todos aqueles esquecidos e excluídos nesse mundo frio, escuro, insensível e apressado – o menino Jesus simboliza as almas desassistidas de tudo!
Feliz Natal-do-Coração para Todos!
Prof. Bernardo Melgaço da Silva

APENAS UMA SUGESTÃO DE NATAL...SEM FOME

Quero orar com todos vocês
A lembrança do significado transcendente
Do nascimento daquele menino pobre e "carente"
Que nasceu iluminado sob uma luz
Numa noite feliz de estrela cadente

Quero de coração agradecer
Aos três Reis Magos que de dia se deslocaram
Em seus três camelos num sol ardente
Para ver e agradecer a luz imanente
Daquele que foi lembrado por Deus
Em trazer de volta a consciência da gente

Quero oferecer em verso-oração
A minha singela sugestão
Que neste Natal de Muita Chuva, Tragédia e Fome
Todos nós façamos um gesto sem Nome
Enchendo o prato de nossos irmãos carentes
Com peru, arroz, feijão e um pouco de compaixão
Olhando nos olhinhos deles a gratidão simplesmente

Lembrando quem sabe talvez
Que assim fazendo estamos doando
Um pouco de fé e carinho de uma só vez
As muitas criaturas que de barriga vazia
Sentem a incerteza da comida
E arrotando desgosto da indiferença e azia
Mal ouvem as mensagens gloriosas
De um menino que cresceu em PAZ vitoriosa
E que outrora recebeu fora de hora
Numa cruz feia, dura e fria
A mesma VIOLÊNCIA e esquecimento da Fome de AGORA

Prof. Bernardo Melgaço da Silva

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

CONVERSANDO COM DEUS

Um dia desses entrei numa locadora de filmes, no Crato, e me deparei com o título de um deles: Conversando com Deus. Decidi levá-lo para assistir a tarde em minha casa. Já em minha casa, após tê-lo assistido, senti uma profunda identificação com o filme. De repente me vi em 1988 passando por fenômenos muito próximos daqueles contados nesse filme. O filme relata a história de um cidadão americano (Neale) de classe média que após ter sofrido um acidente de carro quebrou o pescoço e assim ficou parcialmente impossibilitado de arranjar emprego e viver normalmente. A história do personagem principal se desenvolve entorno de sua vida trágica e seu desespero em encontrar uma oportunidade de viver dignamente no seu país. Assim, ele se vê obrigado a deixar o apartamento alugado (o aluguel estava atrasado há três meses) onde morava para viver num camping junto com outros numa situação de miserabilidade. O filme é muito simples com um enredo bem construído, no entanto para mim me tocou profundamente porque passei por momentos espirituais muito fortes em 1988. O que o filme tem de próximo com a minha história pessoal-espiritual? Em várias passagens onde o personagem principal (Neale) desperta numa noite e conversa com a sua própria consciência interior-superior – Deus! E uma dessas passagens é idêntica quando Neale duvida do que estava acontecendo com ele. E também na situação estranha de conversar com algo imaterial, invisível, porém presente e constante. A confusão dele era a minha também porque era difícil para mim aceitar a idéia de que Deus estava conversando comigo diretamente. E o centro da questão era o Amor Dele. Como falar para as pessoas que o Grande Deus estava conversando afetivamente comigo, pois eu era um sujeito comum, imperfeito e não representava nenhuma imagem de santo, de um ser puro. Eu era um jovem extremamente comum de classe média que adorava ir a praia, beber vinho, namorar e frequentar as boates nos finais de semana a noite. E de repente algo estava acontecendo e mudando a minha perspectiva humana para sempre. E assim constatei que não era só comigo que Deus conversava. A Sua voz doce, meiga e sábia estava presente em todo ser humano. Mas, por que um número muito reduzido de ser humano não conseguia escutá-LO? Por que “todos estavam surdos” conforme a música antiga do cantor Roberto Carlos? Descobri que a Voz de Deus era uma Voz interior muito específica que necessitava de uma sensibilidade metafísica muito fina para ouvi-LA. Em síntese, descobri que existem várias portas da percepção que nos conduz a Ele, e que para abri-las se precisa de uma disciplina ou trabalho de percepção concentrado. Mas, alguns por sua natureza e trajetória conseguiram abri-las inconscientemente. Esse foi meu caso – com certeza! Deus fala com todo mundo ao mesmo tempo, o que não quer dizer que todos conseguem escutá-LO. Eu fiquei anos e anos escrevendo o que a intuição Dele me dizia a respeito de qualquer assunto. E nesse processo – numa dialética existencial! - fui orientado para desenvolver e escrever uma dissertação de mestrado e uma tese de doutorado na Universidade Federal do Rio de Janeiro/COPPE. Muitos fatos e fenômenos paranormais aconteceram a partir do instante em que comecei a ouvir a intuição Dele. Passei por momentos incríveis – espetaculares! - que pretendo narrá-los no livro que lançarei em 2009. Ao longo de 20 anos me dediquei em criar uma linguagem científica (p.ex.: Física Quântica) e filosófica para transmitir a minha verdade sobre a minha consciência interior que não cansa de falar ininterruptamente. Espero assim contribuir com uma semente de reflexão antes de deixar esse mundo material humano. Ninguém está totalmente vazio e sozinho – Deus nos preenche e vive ao nosso lado falando o tempo todo!
Prof. Bernardo Melgaço da Silva (88) 9201-9234

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

INTERPRETAÇÃO (texto recebido pela Internet)

'Um homem rico estava muito mal, agonizando. Pediu papel e caneta. Escreveu assim:'Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres. '
Morreu antes de fazer a pontuação. A quem deixava a fortuna? Eram quatro concorrentes.
1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
2) A irmã chegou em seguida. Pontuou assim o escrito:Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
4) Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido, fez esta interpretação:Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.
Moral da história:'A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras. Nós é que fazemos sua pontuação. E isso faz toda a diferença..."

Moral da História (segundo Prof Bernardo): Não existe uma única verdade, mas vários ângulos e perspectivas diferentes que se complementam para formar um todo holístico da compreensão de que somos mistérios e revelações de um propósito cósmico muito maior do que nossas pretensões racionais. Se fixar numa perspectiva, é abandonar as demais e com isso se perde a oportunidade de compreender que a verdade não é uma soma ou subtração de quaisquer perspectivas, mas a aceitação de que cada um de nós prescreve uma parte da realidade porque é sujeito criador e não um mero expectador da realidade. Deixar-se conduzir por uma única perspectiva apenas é alienar-se em si mesmo daquilo que é mais fantástico no ser humano: a liberdade de criar e estruturar a sua própria realidade complexa, plural e holística.
Cada um é texto e contexto em si mesmo. É um ponto de exclamação e interrogação. É busca e encontro em si mesmo. É o Verbo e o Mistério. É luz e escuridão!

domingo, 19 de outubro de 2008

TRAGÉDIA, BARBÁRIE E DESAMOR NO MUNDO MODERNO

O que está acontecendo? A última tragédia – recente! -em Santo André-SP comoveu o Brasil de ponta a ponta. Mais um drama entre tantos outros que acontece todos os meses nesse mundo humano. A cada tragédia nos perguntamos perplexos quando será a próxima notícia de barbárie. Parece que não tem fim, pois viver é sempre perigoso e nunca sabemos quem vai surtar, matar ou morrer. Tudo indica que a roleta russa da psique desgovernada vai apontar sua arma para uma nova vítima desconhecida. E essa vítima pode ser João, Maria, Pedro, Eloá, Eu, Você e qualquer um que estiver no caminho da tragédia. Mas, não adianta buscar isolar o problema como se fosse um caso a parte. A questão dessa última tragédia de Santo André não deve apenas ser vista e analisada como uma falha policial. Precisamos olhar o entorno da condição humana moderna, ou seja, o que e como de conteúdo e valor está sendo plantado nas psiques dos jovens. Em outras palavras, a educação e a cultura moderna não vem provocando uma transformação humana capaz de tornar a vida mais consciente e mais livre de padrões alienantes. Nesse mundo de tantas setas e poucas verdades profundas criamos psiques desequilibradas e vulneráveis a todo tipo de ordem e comando de morte e violência. Infelizmente a humanidade está muito longe da cultura da solidariedade e do amor pregado pelos grandes mestres espirituais. Video-games, filmes, novelas, livros, músicas, revistas, jornais, teorias, filosofias e chavões irresponsáveis são usados por muitos criando as condições do ambiente social e moral poluído em que vivemos. O inconsciente coletivo criado dessa forma por muitos serve como um oceano onde mergulhamos nossas consciências incautas e inocentes. Aos poucos como uma rã que não salta da panela quando a água fria onde se encontra é esquentada lentamente, assim da mesma forma, não percebemos a sutileza do condicionamento e do rompimento com a força do Espírito da Paz, da Solidariedade, da Empatia e Alteridade em nosso interior humano. Somos lentamente envolvidos pelo calor das persuasões sutis da vida de resultados efêmeros e conquistas de prazeres apenas materiais. A cada condicionamento sutilmente a mente vulnerável vai se tornando doente e insensível à Força do Espírito em si mesmo. A ditadura existencial da razão funcional aliada aos sentimentos mais imperfeitos ganha espaço e força na consciência daqueles que não percebem a sua alienação para sua verdadeira dimensão humana-espiritual. E nessa trajetória, é natural que um dia essas consciências se perturbem e surtem por força das repetições e acúmulos de mensagens, valores e idéias fracas, distorcidas e pequenas. O drama da vida continuará porque não mudamos os atores, mas apenas terminamos e iniciamos novos atos da grande peça chamada VIDA. Mas, na verdadeira vida não existe acaso. E muito menos numa tragédia como essa e outras que virão ainda!
Prof. Bernardo Melgaço da Silva

domingo, 21 de setembro de 2008

OS TRÊS NÍVEIS DE ADMINISTRAÇÃO OU GOVERNO DE SI MESMO

Já dizia Platão há milhares de anos: “Tente mudar (ou transformar) o mundo – o primeiro passo será mudar (ou transformar) a si mesmo”. Vivemos numa sociedade moderna onde o grande paradigma é se adaptar as mudanças velozes do mundo. Consciente ou inconscientemente a maioria dos indivíduos procura se adaptar a um modo predominante de ser e de poder. Raros são aqueles que seguem um caminho próprio fora do grande circuito competitivo de ser melhor, maior, superior etc. Vivemos empurrados por uma grande onda do inconsciente coletivo – uma espécie de Tsunami psicológico de valores sociais e culturais. E nesse processo não conseguimos ver ou perceber a onda que nos domina e nos faz caminhar sem rumo, sem consciência da multi-realidade cósmica. Assim, cada um quer encontrar um governo eficiente para o outro, mas esquece de aprender a governar eficientemente a si mesmo. Nesse sentido, agimos num campo de energias poderosas que se entrechocam continuamente afetando a todos. A vida social moderna é também o resultado de entrechoques de energias em processo de transformação e criação. E como não conseguimos ver essas energias procuramos logicamente dar uma solução para os problemas que inevitavelmente surgem a cada decisão inconsciente que tomamos. E com a visão reduzida atribuímos as crises, que criamos e participamos, a falta de administração e controle da vida. Mas, a vida não é uma fábrica, um clube ou um empreendimento qualquer. Ela não segue a nenhum modelo de comportamento e organização. A vida é um resultado de forças, energias e estados de consciência as quais se alteram, combinam ou se chocam continuamente. Mas, mesmo assim podemos, por uma questão didática, identificar três níveis básicos de sua manifestação ontológica: alto (estratégico), médio (tático) e baixo (operacional). O nível alto ou estratégico da vida diz respeito ao plano ontológico-espiritual onde as decisões tomadas valem para uma vida inteira ou várias encarnações de realização transcendental. O nível médio ou tático diz respeito ao plano psicológico-social onde as decisões tomadas valem para uma determinada fase ou etapa de nossa vida de realização mental-cultural. E o nível baixo ou operacional diz respeito, por sua vez, ao plano biológico onde as decisões valem principalmente para estabelecer um estado de prazer, equilíbrio e saúde física. Esses três níveis se interligam sutilmente permitindo uma unidade ou fragmentação, harmonia ou desarmonia, transcendência ou estagnação. Nesse sentido, a energia que nos faz infeliz é a mesma que pode nos fazer feliz, basta que tenhamos consciência do processo de administração ou governo de nossas realidades e energias em seus domínios específicos e interiores. Por isso mesmo que Gandhi sabiamente afirmou: “Aquele que não sabe governar [ou administrar] a si mesmo, não sabe governar [ou administrar] ninguém”. Nesse momento, em que somos convocados para escolhermos os futuros governantes municipais, devemos refletir e olhar cada um dos candidatos e vermos se de fato eles sabem governar suas próprias personalidades. Ou seja, se sabem governar seus egos, serão bons governantes, caso contrário seus governos serão réplicas fiéis de suas ingovernabilidades interiores - um desastre!
Prof. Bernardo Melgaço a Silva – bernardomelgaco@hotmail.com – (88)92019234

ELABORAÇÃO DE MONOGRAFIAS UFF P24


ELABORAÇÃO DE MONOGRAFIAS UFF P24