porque convergimos e integramos com AMOR, VERDADE, RETIDÃO, PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA

dedicamos este espaço a todos que estão na busca de agregar idéias sobre a condição humana no mundo contemporâneo, através de uma perspectiva holística, cujos saberes oriundos da filosofia, ciência e espiritualidade nunca são divergentes; pelo contrário exige-nos uma postura convergente àquilo que nos move ao conhecimento do homem e das coisas.
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.

"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber

PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO

O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).

"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein

quarta-feira, 31 de março de 2010

Pensamento para o Dia 31/03/2010



“Atualmente, busca-se a educação para garantir um meio de subsistência. O empenho de muitos pais e filhos é para o aprendizado de algumas habilidades que resultem em um bom emprego em uma empresa, com um salário decente. Evidentemente, o homem precisa viver, e viver confortavelmente. Assim, é necessário que se domine alguma habilidade. Mas o homem precisa de coisas muito mais gratificantes, muito mais essenciais do que conforto. Ele deve ter fé em si mesmo para que possa respeitar a si mesmo. Essa confiança no Eu Superior (Atma Vishwasa) encontra-se na origem do contentamento.”
Sathya Sai Baba

quinta-feira, 25 de março de 2010

Pensamento para o Dia 25/03/2010



“A riqueza adquirida pela graça da Mãe Veda é, por si própria, a sabedoria mais potente. Por essa razão, os antigos videntes oravam a Deus da seguinte forma: “Querido Deus, Tu és a própria personificação de Veda. Preenche-me não com riquezas materiais, mas concede-me a sabedoria que é a fonte do tesouro mais elevado (Paramaishwarya). Que eu me torne plenamente satisfeito com tal riqueza e, uma vez que ela pode ser usada para o Teu serviço, Tu também estarás feliz quando eu a tiver!””
Sathya Sai Baba

quarta-feira, 24 de março de 2010

MENSAGEM DO DIA - de Luis Carlos Mazzini

Busque o que te faz bem! Busque o que faz bem aos outros!

Que no dia de hoje, você possa inventar um dia diferente! Afinal, viver é inventar o seu dia, sabia? É ficar livre da arrogância, da tristeza, das coisas ruins. Viver é reconhecer que vale muito a pena fazer da vida um lindo poema de amor!

Acredite que o bem vence o mal! Acredite que o amor é a maior força do universo. Não há outro atalho para a felicidade senão o de amar sempre e cada vez mais, a tudo e a todos.

E enfeite o seu coração com cores fortes e vivas. Viver intensamente, sempre! Seja amigo, sempre! Conquiste o maior número de pessoas leais e fiéis. Você tem todo o poder de transformar a vida das outras pessoas através de seu exemplo, seu carinho, seu perdão e através do seu amor incondicional, viu?

Você consegue transformar a dor em alegria? Claro que consegue. É só continuar vivendo! Isso mesmo: continuar seguindo a vida, o fluxo do amor! É só deixar o amor inundar o seu coração, correndo atrás dos seus sonhos, dos seus projetos, da sua inspiração. Viver é isso, pô! Simplesmente isso!

Busque o entendimento das coisas e dos acontecimentos. E esteja sempre em paz. Seja da Paz! Promova a Paz! Agradeça a Deus pelas dádivas e pelas bênçãos que você tem recebido.

E busque o que te faz bem! Busque o que faz bem aos outros! Esteja sempre jovem e continue redescobrindo as coisas belas da vida. Permaneça com o espírito jovem! Força! É bom lembrar que o sorriso é o idioma universal e que é bom ouvir músicas que acalmem a alma. Desacelere um pouco mais a sua vida e aproveite mais o tempo que você ainda tem. Viver pode ser simplesmente ver a vida com o coração!

Bom Dia. Bom Divertimento! Fique com Deus!

"Jamais desista de si mesmo"

sábado, 20 de março de 2010

Pensamento para o Dia 20/03/2010 “



“As pessoas tendem a demorar a fazer suas obrigações. Mas para a realização de práticas espirituais, não há ontem nem amanhã. Este exato momento é o momento. Se você tiver gravado essa compreensão em seu coração, então você pode fundir-se ao Senhor Shiva. Se essa verdade não é assimilada e você imerge em objetivos para hoje e amanhã, e estabelece as bases para o apego mundano, então você nascerá de novo e de novo, tendo o Darshan de Yama (o Deus da Morte)! Aqueles que percebem essa verdade não falharão, mesmo em pequena escala, em suas práticas espirituais. É direito de todo aspirante ter a visão de Shiva (Senhor da Auspiciosidade).”
Sathya Sai Baba

quinta-feira, 18 de março de 2010

O sentido e a dimensão ontológica da experiência religiosa


segunda-feira, 1 de março de 2010
(http://metafisicaemodernidade.blogspot.com/)

José Luongo da Silveira

Desde o início, o homem apresenta-se como um animal de sinais e símbolos, de signos significantes que realizam a mediação entre o mundo “visível e funcional e o invisível e modelar”, entre o vivenciado e o imaginário. Os grandes símbolos são criados ou descobertos pelo homem e permanecem no horizonte da humanidade como estruturas ontológicas subjacentes, incapazes de serem desveladas inteiramente. Essas estruturas ontológicas geram sentimentos de segurança e de auto-identidade, situando-se no plano do inconsciente.

“A segurança ontológica é uma forma, mas uma forma muito importante, de sentimentos de segurança [...] A expressão se refere à crença que a maioria dos seres humanos têm na continuidade de sua auto-identidade e na constância dos ambientes de ação social e material circundantes [...] a segurança ontológica tem a ver com o ‘ser’ ou, nos termos da fenomenologia, ‘ser-no-mundo. mas trata-se de um fenômeno emocional ao invés de cognitivo, e está enraizado no inconsciente”.(GIDDENS, A. As Conseqüências da Modernidade. São Paulo: UNESP, 1991, p. 95).

Entre esses grandes símbolos se situa o fenômeno religioso, algo que se encontra no imaginário comum de todos os povos, tempos e lugares. O fenômeno religioso interage com o sentido da vida e do mundo e se apresenta à consciência como uma construção da imagem do ser, algo inserido num contexto relacional que se articula para a formação de uma dimensão axiológica dentro das relações de tempo e espaço. A intercomplementaridade do mundo interior e exterior dá sentido à vida das pessoas e constituem-se num corpo de verdades que determina o seu agir e o seu topos no mundo. O sujeito epistemológico responsável pela formação das estruturas cognitivas realiza a função de re/construção da realidade e marca o nível de interação mental entre o mundo funcional e o mundo modelar. Na verdade, os símbolos religiosos são semióticos, exprimem o mistério, o desconhecido, trata-se de “um corpo distante de conhecimento [...] uma visão dinâmica da significação enquanto processo”.

O fenômeno religioso constitui a primeira e original leitura do mundo, fez parte de todas as culturas cuja relevância resulta do fato inconteste de sua recorrente atualidade. E quando o homem moderno se satura da fragilidade das sínteses científicas, que não respondem o sentido da vida, volta a abrigar-se na fé. A fé renasce e avança no mundo contemporâneo, apesar das suas ambigüidades.

“Já que religião é a auto-transcendência da vida no reino do espírito, é na religião que o homem começa a busca da vida sem-ambigüidade e é na religião que ele recebe a resposta. mas, a resposta não se identifica com a religião, já que a própria religião é ambígua. A realização da busca da vida sem-ambigüidade transcende qualquer forma ou símbolo religioso no qual ela se expressa. A auto-transcendência da vida nunca atinge incondicionalmente aquilo rumo ao qual transcende, embora a vida possa receber sua auto-manifestação na forma ambígua de religião”.(TILLICH, Paul. Teologia Sistemática. São Paulo: Paulinas, 1967, p. 467).

A linguagem inconsciente do mistério, algo que está mais além (o anda não) se constitui numa ordem simbólica, num campo aberto a outros campos de sentido. Por isso, nunca se esgotam as possibilidades de interpretação dos símbolos religiosos, eles são arquétipos com cunho transpessoal e estão na raiz da nossa experiência existencial. segundo Jung:

"It is impossible to give an exact definition of the archetype, and the best we can hope to do is to suggest its general implications by "talking around" it. for the achetype represents a profound riddle surpassing our rational comprehension: (...) there is some part of its meaning that always remains unknown and defies formulation. consequently a certain element of the "as if" must enter any interpretation”.(JUNG, G. Complex/Archetype Symbol in the Psychology of C. G. London: Routledge & Kegan Paul, 1959, p. 31).

O cristianismo e as grandes religiões não se contentam em recorrer somente à experiência religiosa, há o kérygma de uma fé encarnada na história. Existe um momento inicial, focal, de construção da fé numa comunidade específica e que se sedimenta ao longo da história desse povo, a exemplo do povo hebreu. Com base nessa constatação, o fenômeno religioso deixa de ter uma dimensão geral, indeterminada, e afasta-se do resultado de uma iluminação individual, para expressar algo que nasce numa comunidade, na qual a revelação se fez sentir – a experiência da fé. esse marco, prenhe de historicidade, traz a fé à esfera de cognição, contudo, o seu princípio arquitetônico transcende as dimensões espácio-temporais.

Agostinho de Hipona traduz essa dualidade entre a historicidade e a transcendência da fé revelada, dizendo: “através da luz da razão natural e da revelação divina que se manifestam as exigências e os apelos da sabedoria eterna”. Por conseguinte, a revelação pressupõe a existência da razão, há um “ponto de conexão”, porque só o ser racional pode ser iluminado pela fé. Contudo, a razão chega somente aos umbrais da revelação, não há como a estrutura cognitiva possa ultrapassar os marcos históricos e penetrar na natureza da fé revelada. A fé não pode ser atingida pela lógica racional, porque pressupõe uma iluminação espiritual para aclarar o mysterium fascinans da revelação. Esse é o ponto de discórdia entre a fé e a razão, ou seja, a compreensão de que a fé precede à razão.

A modernidade pensa que superou o dualismo entre o espírito e a matéria, o sagrado e o profano, negando o sagrado, como um enxerto artificial que se insere na realidade da vida. A modernidade esqueceu que o sagrado não é dist do cotidiano, não é um não-mundo ou um antimundo.

“O drama da nossa modernidade é que ela se desenvolveu lutando contra a metade dela mesma, fazendo a caça ao sujeito em nome da ciência, rejeitando toda a bagagem do cristianismo que vive ainda em descartes [...], (destruindo) a herança do dualismo cristão e as teorias do direito natural que haviam provocado o nascimento das declarações dos direitos do homem e do cidadão nos dois lados do atlântico”.(TOURAINE, Alain. Crítica da Modernidade. Petrópolis: Vozes, 1994, p. 219).

Quando santo agostinho, o maior pensador ocidental da alta idade média, diz que a fé precede a razão, está querendo dizer que há um ponto de conexão, aonde a razão não chega sozinha. Que o homem necessita da sensibilidade, da emoção e do mistério, tanto quanto da razão. É impossível alcançar uma definição exata dessa fé que ilumina a razão, o melhor que pode fazer é sugerir uma abordagem em torno do tema, porque seu sentido permanece intangível.

Quando aborda o lume espiritual, Santo Agostino refere-se a algo muito próximo da intuição originária de Husserl, dizendo que “a fé é a lâmpada da razão”, propiciando assim a discussão entre os dois elementos. a diferença entre a intuição e a fé torna-se sutil, ao levar-se em conta que ambas globalizam o real de modo direto e imediato. Contudo, a intuição pode ser empírica (experiência sensorial) e racional, enquanto que a fé escapa à lógica da compreensão discursiva e intuitiva. A intuição situa-se nas imediações da fé, pelas características aproximativas entre a apreensão total da experiência intuitiva e o compromisso último, imediato, direto e total da fé.

A fé pertence ao campo da teologia e, nesse contexto, é definida como dom gratuito e sobrenatural, testemonium spiritus sancti internum, embora não seja autoprojeção do eu e não possa ser alcançada pelo raciocínio discursivo, intuitivo ou estados emocionais. Esses processos podem estar presentes, mas silenciam quando a fé mergulha em seu estado próprio de abandono e auto-entrega.

A fé, sobretudo a fé cristã, apresenta-se de modo paradoxal. ela teima em chegar à vitória final depois do fim da vida terrena. É “o sucesso prometido além de todos os fracassos”. A fase escatológica da fé, a sua esperança sobrenatural, ou a dialética entre a morte e o mundo vindouro, torna-se incompreensível à razão.

O sentido e a dimensão ontológica da experiência religiosa consiste especificamente na possibilidade de uma compatibilização, ou uma aliança entre a facticidade e a transcendência. Contudo, essa síntese satisfatória, a conciliação entre o sagrado e o profano, torna-se difícil. corre-se duplo risco, de um lado, o
“[...] estreito transcendentalismo sobrenaturalista e alienante, totalmente desconexo com o aqui e agora; por outro lado, o imanentismo secularista, essa pura facticidade foi responsável pelo caráter dramático da desesperança desse final de milênio”.(SILVEIRA, José Luongo da. Noções Preliminares de Filosofia do Direito. Porto Alegre: Fabris Editor, 1998, p. 233).
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CRUBELLIER, M. Sens de L’Histoire et Religion. Paris: Esclée de Brouwer, 1957, p. 187.
DEELY, John. Semiótica Básica. São Paulo: Ática, 1990, p. 40.
MAGALHÃES, Rui. Textos Hermenêuticos. Porto: Res-Editora, s/d, p. 7
JUNG, G. Complex/Archetype/Symbol in the Psychology of C. G. London: Routledge & Kegan Paul, 1959, p. 31.
GIDDENS, A. As Conseqüências da Modernidade. São Paulo: UNESP, 1991, p. 95.
GUSTAF, Aulén. A Fé Cristã. São Paulo: Aste, 1965, p. 97.
LEPARGNEUR, Hubert. Espenrança e Escatologia. São Paulo: Paulinas, 1974, p. 60.
MONDIN, Battista. Antropologia Filosófica: História, Problemas e Perspectiva. São Paulo: Paulinas, 1979, p. 8-13.
SANTO AGOSTINHO. in Enarratio in Psalmum, LXII 16: CCL 39).
__. De Civitate Dei, Livros XV, XVI, XII e XVIII, Paris: Opera Omnia, 1838.
__. Confissões. Livro XI. Coleção Patrística 10. São Paulo: Paulus, 1997).
SILVEIRA, José Luongo da. Noções Preliminares de Filosofia do Direito. Porto Alegre: Fabris Editor, 1998, p. 20.
TILLICH, Paul. Teologia Sistemática. São Paulo: Paulinas, 1967, p. 467.
TOURAINE, Alain. Crítica da Modernidade. Petrópolis: Vozes, 1994, p. 219.
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* Vide o idealismo fenomenológico-transcendental de Husserl (HUSSERL, El Idealismo Fenomenológico. Buenos Aires: Rev . do Ocidente, 1931, p. 8 a 77).
* Subjetivismo axiológico de Ortega y Gasset, Meinong, Chistian von Ehrenfels, etc. (Vide NADER, Paulo. Filosofia do Direito. 2 ed. Rio de Janeiro: Forense, 1992, p. 49).
* JUNG, G. Complex/Archetype/Symbol in the Psychology of C. G. London: Routledge & Kegan Paul, 1959, p. 31. (“É impossível alcançar uma definição exata de arquétipo; e o melhor que podemos fazer é sugerir as suas implicações gerais, estabelecendo uma abordagem ‘em torno do tema’, porque o arquétipo representa um enigma profundo, que ultrapassa a nossa compreensão racional: (...) uma parte do seu sentido permanecerá sempre intangível e avessa à formulação. Conseqüentemente, um certo elemento de ‘como se’ comporá, necessariamente, qualquer interpretação”. Tradução livre de Luiz José Veríssimo).
Kérigma: de Keryx, palavra grega que significa mensageiro, arauto que proclama a Boa Nova, pregação original cristã.
* SANTO AGOSTINHO explica que a Providência se revela ao homem “através da luz da razão natural e da revelação divina que manifestam as exigências e os apelos da sabedoria eterna” (in Enarratio in Psalmum, LXII 16: CCL 39).
* Sobre a relação ente a fé e a razão, vide a Carta Encíclica Veritais Splendor. Papa João Paulo II, São Paulo: Paulinas, 1993, p. 75 e ss.
* Santo Agostinho. Confissões. Livro XI: “O vosso Verbo é esta mesma razão e princípio de todas as coisas o qual também nos fala interiormente”. (Vide Santo Agostinho. Confissões. Coleção Patrística 10. São Paulo: Paulus, 1997).
* Seguindo a concepção platônica, Santo Agostinho divide o conhecimento em conhecimento espiritual e conhecimento racional. (Vide SANTO AGOSTINHO. De Civitate Dei, Livros XV, XVI, XII e XVIII, Paris: Opera Omnia, 1838).
* Isaías, 7: 9, LXX; Em Santo Agostinho, não há nenhum absurdo ou “credo in absurdum” quando afirma que a fé é uma condição da racionalidade, “nenhuma criatura, conquanto racional ou intelectual, é iluminada de si mesma, ou por si mesma, mas é iluminada ao participar da verdade eterna”. (in: Psal. 119, Serm. 23, 1).
* O mundo do espírito, como uma das dimensões da vida. Terminologia análoga para diferentes povos: para os latinos spiritus , para os estóicos_

Pensamento para o Dia 18/03/2010



“A sílaba ‘man’ na palavra ‘Manthra’ indica o processo de indagação através da mente. A sílaba ‘thra’ significa aquilo que tem a capacidade de libertar ou salvar. Em suma, ‘Manthra’ é aquilo que o salva quando sua mente nele imerge. Enquanto ritos, rituais e sacrifícios são realizados, você deveria lembrar-se de sua natureza e de seu significado. Você deve repetir os Manthras para atingir os objetivos pelos quais você ora. Se você recitá-los mecanicamente, sem aprender o significado, eles serão infrutíferos. Você pode colher a recompensa total somente quando recitá-los com o conhecimento de seu significado e de sua importância.”
Sathya Sai Baba

terça-feira, 16 de março de 2010

Pensamento para o Dia 16/03/2010



“O verdadeiro Ugadi é o dia em que o ser humano abandona as más qualidades, preenche seu coração com amor e toma o caminho do sacrifício. Não limite a celebração do Ugadi apenas ao uso de roupas novas e o oferecimento de alimentos deliciosos. Você pode usar uma camisa nova hoje, mas por quanto tempo ela estará nova? Amanhã ela se tornará velha. O jornal de hoje torna-se papel inútil amanhã. Nossa vida é como um jornal. Depois de ter lido um jornal, você não gosta de lê-lo de novo e de novo. Você recebeu esse nascimento, que é como um jornal, e passou por experiências variadas de prazer e dor. Basta! Você deve orar: ‘Oh, Deus! O Senhor me deu esse ‘jornal’ e eu passei pelas experiências dessa vida’. Eu não quero ter outro nascimento".”
Sathya Sai Baba

segunda-feira, 15 de março de 2010

Pensamento para o Dia 15/03/2010



“Deus está presente em todos. Ele reside em cada coração. Então, não confine Deus a um templo, a uma mesquita ou a uma igreja. Onde está o homem, aí está Deus! Sem conseguir compreender isso, você critica os outros. Para superar esse hábito, pergunte a si mesmo: ‘Quem eu adoro?’ ‘Quem estou criticando?’ Deus está presente em todos. Então, quando você critica os outros, isso resulta em criticar-se. Quando ama os outros, você ama a si mesmo. Não importa quem você critique, isso alcança Deus; quem quer que você difame, também estará difamando Deus (Sarva Jeeva Thiraskaaram Keshavam Pratigacchati). Quem quer que você cumprimente, essa saudação alcança Deus (Sarva Jeeva Namaskaram Keshavam Pratigachchhati).”
Sathya Sai Baba

sábado, 13 de março de 2010

SITE DA URCA (CE) INFORMA: Inscrições abertas para Especialização em Ciências das Religiões

(http://www.urca.br/portal/index.php/noticias-e-eventos/14-lista-de-noticias/621-especializacao-em-ciencias-das-religioes)

Qui, 11 de Março de 2010 12:52

A Universidade Regional do Cariri (URCA), informa aos interessados que estão abertas as matrículas para o Curso de Especialização em Ciências das Religiões. As aulas estão previstas para serem iniciadas no próximo mês de abril.

Aulas presenciais são realizadas em um final de semana por mês, nos seguintes horários:

Sexta-feira: de 18h30 às 21h30

Sábado e domingo: de 08 horas às 12horas e 13h30 às 17 horas

PÚBLICO ALVO: profissionais graduados em cursos de licenciatura ou Bacharelados, reconhecidos pelo MEC.

CARGA HORÁRIA: 420h/a

LOCAL DE REALIZAÇÃO: URCA CAMPUS PIMENTA
INÍCIO: PRIMEIRA QUINZENA DE ABRIL

VALOR DA MATRÍCULA: R$50,00

VALOR DA MENSALIDADE: 17 parcelas de R$ 150,00

INFORMAÇÕES: (88) 3102-1212-RAMAL 2607
(88)9621-1742 (ANA FELÍCIA)

segunda-feira, 8 de março de 2010

Pensamento para o Dia 08/03/2010



“As pessoas acreditam no Divino conforme seu estágio de progresso interior e sua maturidade. Alguns adoram Rama e Krishna em Ayodhya ou Mathura como a manifestação absoluta da Divindade (Poornam). Não é de todo errado fazê-lo. Apenas não se deve proclamar que somente sua convicção é verdadeira, que as formas aceitas são os únicos nomes e formas do Divino, e que todos os outros nomes e formas são inúteis e inferiores. ‘Poornam’ significa que o Senhor é Universal. É preciso estar sempre consciente disso e adquirir a visão de que todas as formas de Deus são igualmente válidas e verdadeiras.”
Sathya Sai Baba

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“O objetivo verdadeiro da existência de alguém deveria ser a renúncia ao desejo. Renunciar ao desejo implica em abdicar de luxúria, ira, ganância, ódio etc. A presença de desejo implica na presença de luxúria, ira, ganância etc. Esses outros sentimentos e emoções são suas reações naturais resultantes. Juntas, essas emoções são verdadeiramente os portões do inferno. A inveja é a fechadura e o orgulho é a chave para a porta de entrada para o inferno. Destranque e abra a fechadura – você certamente pode entrar! Desse modo, a renúncia essencial deve ser a do desejo!”
Sathya Sai Baba

sábado, 6 de março de 2010

Pensamento para o Dia 06/03/2010



“Veda é o nome para uma compilação de Conhecimentos Divinos. Eles ensinam a verdade que não pode ser revista ou revertida pela passagem do tempo através de três períodos – passado, presente e futuro. Os Vedas são uma coleção de palavras que são essa verdade, que foram visualizadas pelos sábios que tinham alcançado a capacidade de recebê-los em sua consciência iluminada. Os Vedas são, realmente, o sopro de Deus. A importância única dos Vedas reside nesse fato: os Vedas conferem paz e segurança a toda sociedade. Eles garantem o bem comum e felicidade ao mundo inteiro.”
Sathya Sai Baba

sexta-feira, 5 de março de 2010

Pensamento para o Dia 05/03/2010



“Meus queridos filhos, levantem-se e despertem! Estabeleçam novamente o Código do Senhor (Rama Rajya), que resplandece com as mansões da Verdade, Retidão, Paz e Amor. Apaguem o fogo ardente da ignorância, inquietude, injustiça e inveja com a água do Amor, Tolerância e Verdade. Contenham todo ciúme e raiva. Cada um deve perceber seus próprios defeitos e entender que não há utilidade em procurar defeitos nos outros. Isso é um mero desperdício de tempo e também gera discussões. Esqueçam o passado, arrependam-se de seus erros sem ceder ao desalento e trilhem o caminho da oração a Deus com boas ações e amor fraterno por todos.”
Sathya Sai Baba

quinta-feira, 4 de março de 2010

Pensamento para o Dia 04/03/2010



“Nascidos em várias partes do mundo, através de vários caminhos, todos os rios, por fim, chegam ao oceano. Igualmente, nascidos em terras diferentes, praticando diferentes modos de adoração, as pessoas alcançam o Oceano da Presença do Senhor. Um verdadeiro seguidor da Verdade Eterna (Sanathana Dharma) será verdadeiro na fala, se afastará do ciúme e da raiva e sempre agirá com um coração amoroso. Todos aqueles que praticam essas qualidades sem enfraquecer têm o direito de serem chamados ‘Bharatiyas’ (devotos amorosos de Deus).”
Sathya Sai Baba

quarta-feira, 3 de março de 2010

Pensamento para o Dia 03/03/2010



“Suas tarefas diárias (Samskaras) constroem ou arruínam sua vida. Essas são as etapas que conduzem todos os seres a seus objetivos. As más ações que você faz resultam em perda e aflição. Somente pelas boas ações é possível alcançar o Senhor. Assim, cada indivíduo deve estar inteiramente empenhado em fazer boas ações. Desempenhar suas funções sinceramente é a forma autêntica de adoração. É a melhor forma de lembrar-se do Senhor. É o mais elevado canto devocional (Bhajan). Espalha amor sem qualquer distinção ou diferença. Seus deveres diários não são nada além de atos de serviço. Envolva-se neles, lembrando-se de forma ininterrupta do objetivo de alcançar o Senhor. Esse é o caminho real para o seu sucesso.”
Sathya Sai Baba

terça-feira, 2 de março de 2010

Pensamento para o Dia 02/03/2010



“Artigos raros e caros podem nos atrair por sua beleza exterior, mas para o olho que é iluminado pela luz espiritual, eles parecerão de valor trivial. Encanto físico e força nunca superam a espiritualidade. A paixão que alimenta o egotismo pode ser identificada sempre que egoísmo e orgulho são exibidos. Até que esse modo de pensamento e ação seja suprimido, a qualidade da bondade não irá resplandecer. Você deve garantir que a bondade prevaleça de modo a propiciar satisfação e conquistar a graça do Senhor.”
Sathya Sai Baba

segunda-feira, 1 de março de 2010

Pensamento para o Dia 01/03/2010



“Toda ser vivo vê o mundo a seu redor de sua forma única e especial. O mesmo objeto é visto por dez pessoas diferentes com dez diferentes sentimentos. Um indivíduo é visto por seu filho com o sentimento de que ele é um pai. A esposa vê o mesmo indivíduo como um esposo. Seu colega o vê com a sensação de que ele é um amigo querido. Apesar de ser o mesmo indivíduo, ele responde de forma diferente para cada um. Cada um dos que o visualizam de forma distinta é afetado de modo singular. Perceba essa Verdade e preencha sua visão com Sabedoria. Você perceberá a onipresença de Deus em todos os momentos.”
Sathya Sai Baba

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“Alimentos que não são consumidos por muito tempo tornam-se estragados e exalam cheiro. Assim também, quando nossas falhas não são corrigidas, elas terão um impacto negativo sobre nossas próprias vidas. Devemos persistir no processo de purificação interna, quer por nossos próprios esforços ou por seguir os conselhos daquelas almas solidárias que conseguiram sua própria purificação. Se assim não fizermos, assim como o prato de comida deixado de lado por muito tempo, nossa vida vai começar a degenerar.”
Sathya Sai Baba

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Pensamento para o Dia 27/02/2010



“O ímã arrasta para si a limalha de ferro, mas ele não pode atrair pedaços de ferro cobertos por poeira e ferrugem. A poeira e a ferrugem sobre as peças de ferro devem ser removidas para que o ímã possa atraí-los. Naturalmente, palestras são úteis; sua prática, no entanto, está estagnada! A menos que essa doença seja curada, a manifestação da educação e da erudição não pode acontecer. Quando a mente é polida e purificada, há harmonia em pensamento, palavra e ação. Essa harmonia em pensamento, palavra e ação é a melhor prova do valor de qualquer ser humano.”
Sathya Sai Baba

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Pensamento para o Dia 26/02/2010


 “Aqueles que lutam para defender a verdade são os verdadeiros devotos de Deus. A essência dos Vedas consiste em estabelecer essa verdade. A verdade é a base para todos os outros valores humanos, como amor, paz, retidão e não-violência. O amor não se origina de algum lugar acima. O amor emerge do coração das pessoas. Ele é também a propensão oculta em todos os seres humanos. O amor é, na verdade, a fonte de todas as virtudes e todas as virtudes fundem-se no amor. De fato, Deus permeia todos os seres na forma de amor. Viva uma vida repleta de amor.”
Sathya Sai Baba

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Os Benefícios da Meditação

os bbenefícios da medditação

Pensamento para o Dia 25/02/2010



“Sempre que você se sentir oprimido pelo peso das responsabilidades mundanas e ansiedades e for incapaz de orar a Deus, é porque você tem condenado a si mesmo como indigno ou você pode não ter fé no Senhor. Mas não desista! Você deve desejar e adotar todos os meios para alcançar alegria, paz de espírito e levar uma vida exemplar. Com o dom da vida como um ser humano, não se deve renegar sua própria natureza humana. Você deve resolver firmemente que não irá permitir-se afundar nas profundezas de seres demoníacos ou no nível das bestas! O caminho espiritual pode e irá despertar, reforçar e sustentar seu desejo e resolução!”
Sathya Sai Baba

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Pensamento para o Dia 22/02/2010



“Insetos venenosos estarão em nosso lar somente em lugares escuros, sujos. Dentro de um quarto mantido escrupulosamente limpo, nenhuma cobra, escorpião ou inseto venenoso pode entrar. Do mesmo modo, a sabedoria sagrada não pode entrar nos corações que são escuros e sujos. Em vez disso, as características venenosas como a raiva encontrarão nesses corações um resort agradável. O significado sublime de Vidya ou Educação Superior pode ser apreendido por alguém quando a sua mente é pura. Ela pode ser comunicada a alguém somente quando a mente pura derrama sua luz reveladora.”
Sathya Sai Baba

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“Abandone os sentimentos de “eu” e “você”. Só então você pode compreender a glória daquilo que não é nem “eu” nem “meu”. Isso não significa renunciar a tudo. Lide com o mundo como o dever demanda, com um espírito de desapego. O teste de ácido pelo qual uma atividade pode ser confirmada como santa e sagrada é verificar se ela promove apego ou escravidão. A atividade é impura ou pecaminosa se surgir ou promover ganância. Com a intenção de cumprir suas funções legítimas, ore a Deus para mantê-lo vivo por cem anos. Você não incorrerá em culpa. Essa é a lição da verdadeira educação.”
Sathya Sai Baba

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Pensamento para o Dia 20/02/2010



“Vidya é o processo de educação que ensina que o cosmos é a manifestação do Jogo do Senhor. O mundo inteiro é a residência do Senhor (“Ishaavaasyam Idam Jagath”)! Portanto, ninguém deve acolher o sentimento pessoal de posse ou mesmo um indício de egoísmo. Renuncie ao sentimento de apego, sinta a presença do Senhor em toda parte. Saúda a bem-aventurança que o Senhor confere a você e experimente-a com gratidão, sem estar preso aos desejos. Essa é a mensagem dos antigos sábios e videntes.”
Sathya Sai Baba

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“Enquanto labuta no caminho espiritual, você deve ter o próprio Senhor como seu protetor. Para incutir coragem no filho, a mãe o convence a andar alguns passos e retornar, mas ela não o deixará cair. Se ele vacila e está prestes a perder o equilíbrio, ela corre por trás dele e o segura antes que caia. Deus também tem os olhos fixos em você, Seu devoto. Ele tem em Suas mãos a linha com que Ele o segura como uma pipa. A linha é o laço de amor e graça. Ele pode dar-lhe um puxão e, às vezes, Ele pode afrouxar o aperto. Tudo o que Ele fizer, esteja confiante e despreocupado, pois é Ele que o sustenta e lhe dá a força.”
Sathya Sai Baba

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Pensamento para o Dia 17/02/2010



“Vinte marteladas podem não ter êxito em quebrar uma pedra; a vigésima-primeira pode quebrá-la. Mas, isso significa que os vinte golpes anteriores foram em vão? Não, cada um dos vinte golpes contribuiu com sua parte para o sucesso final. O resultado final foi o efeito cumulativo de todos os vinte e um golpes. Preencha cada momento de sua vida com amor por Deus. Então, as más tendências não prejudicarão seu caminho. O propósito de qualquer prática espiritual é a aniquilação da mente e, no futuro, alguma boa ação terá sucesso em aniquilá-la completamente. Esse triunfo é o resultado de todas as boas ações feitas no passado. Assim, nunca desista e lembre-se que nenhuma boa ação será um desperdício!”
Sathya Sai Baba

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“Quando alguém de cujo comportamento você não goste chegar perto de você, não há necessidade de procurar falhas. Não há motivo de rir ou mostrar seu desprezo. Basta continuar a fazer seu trabalho, impassível a sua chegada. Que siga seu caminho, deixe-o em paz. Essa é a atitude de “Udaseenabhava”, a atitude da simplicidade. Quando você praticar e atingir esse estado de espírito, você vai ter o amor imutável de Deus. Essa atitude lhe confere paz, autocontrole e pureza da mente duradouros.”
Sathya Sai Baba

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Pensamento para o Dia 16/02/2010



“Quando as chuvas vertem sobre os picos das montanhas e as águas correm para baixo por todos os lados, nenhum rio surge. No entanto, quando a água flui em uma única direção, primeiro surge um riacho, em seguida um córrego, depois uma torrente e, finalmente, um rio volumoso é formado e o rio se funde ao mar. Do mesmo modo, sua mente e as ações devem fluir plenas e estavelmente ao longo dos campos dos pensamentos sagrados. As mãos devem ser utilizadas para realizar boas ações. Tenha o nome do Senhor dentro de si e realize seus deveres prescritos. Digno, de fato, é aquele que marcha de forma a alcançar o objetivo final!”
Sathya Sai Baba

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“Para um homem que se afoga, mesmo um bambu é de algum auxílio. Do mesmo modo, para uma pessoa lutando no mar da existência mundana (Samsara), algumas palavras boas ditas por alguém podem ser de grande ajuda. Nenhuma boa ação se deteriora. Da mesma forma, cada má ação tem sua consequência. Assim, esforce-se para evitar o mais leve vestígio de mal em todas as suas atividades. Mantenha seus olhos puros, preencha seus ouvidos com as palavras de Deus e não lhes permita ouvir calúnia. Use a língua para proferir palavras amáveis, boas e verdadeiras. Lembre-se sempre do Divino. Tal esforço constante certamente lhe concederá a vitória.”
Sathya Sai Baba

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Pensamento para o Dia 14/02/2010



“As pessoas têm educado os olhos, os ouvidos e a língua para o luxo da novidade constante. Agora, você deve ensinar-lhes as tendências opostas. A mente deve estar voltada ao bem e as atividades de cada minuto devem ser examinadas a partir desse ponto de vista. Cada ação é um entalhe pelo qual a rocha da personalidade humana está sendo esculpida. Um golpe errado pode danificar e desfigurar a rocha. Portanto, faça com grande cuidado e devoção mesmo o mais ínfimo dos atos.”
Sathya Sai Baba

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“Se no momento da morte você anseia por atender à língua, isso é prova de que a língua tem sido a mestre de sua vida. Se no momento da morte, uma mulher se lembra de acariciar seu filho, as tendências e ações (Samskara) do amor filial são predominantes nela. O resultado final da vida é o que vem a sua memória durante os últimos momentos de sua vida. A morte é inevitável para todos. Dirija sua vida para a aquisição das tendências e ações (Samskara) que você sinta que sejam o melhor para o último momento. Fixe sua atenção sobre isso dia e noite. Empenhe-se na jornada da vida com boa vontade para com todos, buscando a companhia dos bons e dos piedosos. Mantenha sua mente sempre fixa no Senhor.”
Sathya Sai Baba

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Pensamento para o Dia 10/02/2010



“Somente o barro é real. Como pode um pote existir sem barro? Como pode existir um efeito separado de sua causa? Para o sábio, é o Ser Divino que permeia tudo e todos. Quando essa sabedoria começa a se manifestar, as sombras obscuras dos três tipos de Karma, ou seja, Agama Karma (as conseqüências de nossas ações que ainda estão por vir), Prarabdha Karma (as conseqüências das nossas ações em curso) e Sanchitha Karma (conseqüências das ações cumulativas do passado) fugirão para longe de você, tornando-o puro e livre! Pois, a vontade de Deus não tem limites ou exceções. Decida, através das práticas espirituais, que você deve conquistar a Graça do Senhor. Não desanime por qualquer motivo.”
Sathya Sai Baba
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“O esforço disciplinado em toda sua vida é necessário para assegurar a consumação espiritual. A mente deve ser encarregada das boas ações. Cada um deve examinar-se rigorosamente, limpar seus próprios defeitos e lutar para corrigi-los. Quando se percebem seus defeitos e os descobre, é como renascer. Esse é o momento verdadeiro do Despertar. Portanto, viva uma vida evitando faltas e ódio, pensamentos prejudiciais, e não se apegue ao mundo. Se você vive assim, seus últimos momentos serão puros, doces e abençoados.”
Sathya Sai Baba

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Pensamento para o Dia 09/02/2010



“Se uma árvore precisa ser destruída, não adianta tentar eliminá-la arrancando as folhas uma por uma. Leva um tempo muito longo e, além disso, isso pode não funcionar. Os antigos videntes perceberam que isso era verdade mesmo no que diz respeito à eliminação das más qualidades dentro de nós e, portanto, centraram suas práticas espirituais e energias para transformarem-se completamente. Eles também obtiveram a Graça do Senhor. Se apenas a inteligência está afiada, sem o cultivo e a prática das virtudes, e o cérebro torna-se um mero depósito de informação, o mundo não pode progredir; seu bem-estar estará em perigo. Tal educação somente será benéfica se der total espaço para o florescimento de todas as virtudes que distinguem um ser humano de um animal.”
Sathya Sai Baba

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“A auto-realização (Samadhi) é o oceano para o qual toda prática espiritual (Sadhana) flui. Todo sinal de nome e forma desaparece no oceano. Aquele que serve e quem recebe o serviço, aquele que medita e aquele em que se medita – todas essas manifestações de dualidade são dispersas e destruídas. Ele não sentirá nem mesmo a experiência. Em outras palavras, não estará ciente de que ele está experienciando! Esse é o fruto da mais elevada meditação, o momento mais querido de todos aqueles que anseiam por Deus. É o sinal de que a Graça do Senhor é totalmente disponível para esse indivíduo.”
Sathya Sai Baba

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Pensamento para o Dia 31/12/2009


“O homem, quando nasce, está equipado com um bilhete de regresso. Segurando-o em suas mãos, ele ganha e gasta, sobe e desce, canta e dança, chora e geme, esquecendo-se do final da viagem. Mas, embora ele se esqueça, o vagão da vida se move em direção ao cemitério, que é a sua última parada. Ela não traz nenhuma glória para o homem se ele está irremediavelmente ligado à roda de nascimento e morte. Sua glória e grandeza consistem em livrar-se de tal roda giratória.”
Sathya Sai Baba

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Pensamento para o Dia 30/12/2009


“As atividades de serviço que empreendemos destinam-se a experimentar a unidade na sociedade. É um grande erro pensar que você está servindo aos outros. De fato, você não deveria considerar pessoa alguma como “o outro”, pois todos são as encarnações da Divindade. Mas o homem não se esforça para compreender essa verdade e, portanto, está sujeito a dificuldades. Quando o homem compreender que Deus é todo-penetrante, ele estará livre do sofrimento. Para se livrar do sofrimento, o homem precisa praticar o princípio da unidade na sociedade. Quando entender o princípio da unidade, o homem poderá alcançar o princípio Cósmico.”
Sathya Sai Baba

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“É um devoto verdadeiro aquele que considera a felicidade de Deus como a sua própria. Ele sempre aspira a dar felicidade ao Senhor e não quer causar qualquer inconveniência a Ele. Você nunca deveria causar inconveniência a Deus em nome da devoção. Considere que a felicidade de Deus é sua felicidade e que sua felicidade é a felicidade de Deus. Absorva este espírito de unidade. Atualmente, a maioria dos devotos é egoísta. Eles possuem somente devoção com interesses egoístas (Swartha Bhakti). Eles se preocupam com sua própria felicidade e não com a felicidade de Deus. Você deveria cuidar para que seu amor seja sempre puro. Deus é a encarnação do amor. Tal Amor Divino está presente em todos. Compartilhe seu amor com todos. Isso é o que Deus espera de você.”
Sathya Sai Baba

sábado, 26 de dezembro de 2009

FELIZ VIDA NOVA NO ANO NOVO QUE SE APROXIMA!

Bernardo Melgaço da Silva


IMAGENS RECEBIDAS PELA INTERNET

Que no Novo Ano cada alma humana seja uma PONTE ILUMINADA PARA A LIBERDADE E FELICIDADE DE TODOS!

Desejo de coração que nesse ano novo possamos nos libertar de tudo o que é passado. Que nossos vícios – todos eles! – possam ser trabalhados para que de fato se renove o ser, livre da estreita visão de mundo, da pequena sensibilidade ética, da crise de percepção da realidade, da inversão de valores, do egoísmo sub-humano, do consumo acelerado, da destruição da natureza, da indiferença com as diferenças raciais, sociais, culturais, religiosas e morais. Que nesse ano novo possamos ter sensibilidade e inteligência para corrigir a rota do futuro. Para percebermos definitivamente a ilusão do caminho sem visão das possibilidades latentes infinitas em cada um. E assim, encontrarmos na alteridade da filosofia perene uma vida holística e irmã onde o Todo não é simplesmente a soma das partes da nossa riqueza e nem a subtração da oportunidade de vida digna do nosso irmão semelhante. Que assim, possamos perceber as interligações cósmicas em cada micro realização seja do rico, do pobre e excluído. Que a sorte não seja apenas um jogo, mas o produto das energias humanas em busca de uma finalidade maior, ou seja, que a nossa sorte não seja o azar do outro; que nossa riqueza não seja a miséria ou pobreza do outro; que a nossa liberdade não seja a exploração alheia; que o nosso bem não seja o mal em alguém; que o nosso deus não seja o inferno astral e desespero de um irmão.



Desejo a todos de coração que nesse ano novo possamos compreender a dimensão humana do ser integral em si mesmo. Que o conhecimento não seja utilizado apenas para formar ideologias de luta e morte, mas que de fato eleve a consciência humana para níveis jamais imaginados ou sequer pensados existir. Que a infinita potencialidade humana possa fazer-nos ver que somos muito mais que acreditamos ser nesse mundo político, econômico, social, tecnológico ou cultural; que nossa verdade incorpore a essência criadora da natureza ilimitada e invisível. Que o dinheiro não seja apenas uma moeda, um artifício comum de troca-compra-venda, mas a força de mudança social na doação de si para a construção de uma economia solidária e sustentável. Que esse valor monetário não compre a nossa oportunidade de transcendência para ir além dos benefícios e privilégios gerados pela sua circulação. Que a fraternidade seja uma cultura adorada por todos. E que a bondade seja amiga, solidária e irmã. Que nosso discurso incorpore a ética universal dos sábios gregos, do Cristo e de todos os sábios espiritualistas; incorpore o saber e a verdade da consciência maior: luz e caminho da transformação e libertação!

Desejo a todos de coração que cada um escute a voz doce e suave interior que nossos maiores sábios - Gandhi, Jesus, Buda, Einstein, Ami Goswami, Sócrates, Platão, Madre Teresa de Calcutá e tantos outros - perceberam num estado incomum de sensibilidade fina. E assim, guiados pela estrela da verdade possamos descobrir e revelar a verdadeira vida que se oculta em nosso escuro céu de ignorância histórica de sofrimento, insensibilidade, egoísmo e destruição da humanidade. Enfim, que sejamos conscientes de si e do Todo. E que Deus, Cristo, Jeová, Brahmam, Maomé etc., sejam a face pintada do mesmo Criador. E que a ciência não negue a sua alma gêmea: a religião! E que, conforme EINSTEIN, a ciência sem a religião não seja manca, e também que a religião sem a ciência não seja cega. De modo que, possamos andar reto com a visão correta e completa de que a realidade é infinitamente superior e mágica - que nossa vã filosofia ou ciência ou religião possam sequer imaginar!



Desejo a todos um Feliz Ano novo de descobertas e realizações porque nada nos impede de sermos felizes se assim desejarmos com fé, vontade e coração. Pois, toda Criação é o próprio Criador em Ação! Crie, Ame e Viva Feliz de acordo com o nível de compreensão de sua consciência. Pense: Existe Algo Criador que vive em Nós, e não sabemos como Ele em Nós entrou. Ele nunca morre, e não sabemos como viver em harmonia, paz e Amor sem Ele!

Bernardo Melgaço da Silva

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Pensamento para o Dia 24/12/2009


“Se um homem deseja ser feliz, o primeiro exercício que deve fazer é remover de sua mente cada mau pensamento, sentimento e hábito. Tristeza e alegria são frente e verso da mesma experiência. A alegria é quando a dor termina; tristeza é quando a alegria acaba. O que é exatamente tristeza? É apenas uma reação à perda de algo que se ganhou ou o fracasso na obtenção de algo desejado. Portanto, a única maneira de escapar da tristeza e do sofrimento é superar o desejo pelo ilusório. O segredo da felicidade não está em fazer aquilo que se gosta, mas em gostar do que se tem que fazer. Independentemente do trabalho que se deva fazer, você deve fazê-lo com prazer e gosto.”
Sathya Sai Baba

Carlos Castaneda por Miguel Duclós

(http://cariricaturas.blogspot.com/)

Carlos Castaneda (1935- 1998) nasceu no Brasil, numa cidade do Vale do Paraíba, e passou a infância em uma fazenda próxima de Mairiporã, interior de São Paulo. A fazenda era de seu avô paterno, e sua mãe foi provavelmente uma emprega Castaneda declara que foi um ato sexual pobre, que os pais mal se deram conta do que haviam feito, pois eram muito jovens (15 e 17 anos) . Teria passado a infância com visitas periódicas do pai nessa fazenda. Caçava. Fazia travessuras na cidadezinha próxima e saía correndo. Foi continuar seus estudos na Argentina, país que lhe agradou. Então, com ajuda paterna e muito esforço próprio foi para Los Angeles, fazer antropologia na UCLA. Era um aluno aplicado. Namorou uma moça loira. Teve um filho, que não criou. Apesar disto, sempre gostou de crianças.

Os livros de Castaneda são autobiográficos, e por ter um conteúdo extraordinário, por muitos são considerados fantasiosos. São um relato de seu aprendizado com Don Juan Matus e de suas experiências de iniciação à feitiçaria, entendida como um conhecimento formado a partir da antiga cultura tolteca pré-colombiana. Juan Matus é um nome falso, porque nomes tem poder, e não devem ser manipulados em vão. Castaneda estava se formando em sua faculdade quando partiu em pesquisa de campo afim de levantar dados para sua tese de doutorado, cujo assunto era o uso de plantas medicinais entre os índios mexicanos. Preencheu muitas páginas com anotações e entrevistas nessa pesquisa. Então resolveu ir atrás de informações sobre alucinógenos usados em rituais, como o peiote, a erva do diabo (estramônio) e o cogumelo mexicano. O peiote já havia sido objeto de pesquisa ocidental acadêmica. Sintetizaram o seu agente químico, a mescalina. Aldous Huxley tomou essa droga e sua experiência serviu de base para o ensaio As Portas da percepção e Céu e Inferno.
Através de um conhecido de Castaneda, Bill, ele teve um primeiro encontro com Don Juan, numa estação de ônibus. Bill havia falado que aquele velho sabia do assunto mas era intratável e vivia bêbado. Castaneda foi logo pedindo informações sobre o peiote, dizendo que sabia muitas coisas sobre isso quando na verdade sabia pouco. Don Juan captou sua mentira e refletiu-a com um olhar. Esse olhar marcou Castaneda. Mais tarde Don Juan afirmou que lhe mostrou pela primeira vez a segunda atenção. Envergonhado, Castaneda se preparou durante seis meses e voltou, descobrindo a casa de Don Juan por meio dos habitantes do vilarejo. Don Juan, muito caricato, o recebeu, e desde o início usou de subterfúgios, armou situações e explorou o sentido figurado das frases. Ele era um yaqui de Sonora, nascido por volta de 1875, mas é meio mítico. Nunca entrou em algum contato com o público ocidental e seus ensinamentos envolviam uma sutil manipulação da realidade perceptível. Pouco se sabe de seu passado. Teria perdido o pai e mãe ainda jovem. Era muito forte. Trabalhou em uma fazenda, sendo explorado por um empregado, que ele chama de pequeno tirano, como escravo. Levou um tiro dos capangas e foi achado e curado pelo seu benfeitor, nagual Julian. Um de seus primeiros ensinamentos - conforme relata Castaneda em seu terceiro livro, Viagem a Ixtlan - é para se apagar a história pessoal. Pois você tem de alimentar a opinião dos outros com ela, com relatos. Assim deve uma obrigação, fica fixo. Se começar a não falar realmente o que você faz, fala Don Juan, ficará envolto numa áurea de mistério.

Ocorrem muitos desentendimentos entre o jovem estudante e o velho índio. Castaneda passa a impressão que é inepto e medroso. Mas essa é uma artimanha e uma forma humilde de passar sua mensagem. Para se livrar das amarras da realidade consensual e entrar na consciência e percepção mágica, adquirindo fluidez, o bruxo tem que preencher muitos requisitos e fazer muitas tarefas, até mergulhar no mistério da essência e adquirir a percepção extraordinária conhecida como ver. Há muitas coisas para se ver, como os ovos luminosos, a realidade última do ser humano. Essas revelações foram dadas aos poucos por Don Juan. Castaneda foi entrando profundamente até se ver engolido pelo sistema de crenças que se dispôs a estudar como antropólogo. Os dois primeiros livros, A erva do diabo- um caminho yaqui para o conhecimento (no título original Os ensinamentos de Don Juan) e Uma estranha realidade, lançados em 1968 e 1971, falam das experiências com alucinógenos. Mas Castaneda, que estava adquirindo prática na feitiçaria, retoma o início da aprendizagem de 1960, 1961 no terceiro livro, de 1973 - Viagem a Ixtlan. Don Juan no princípio se recusou a falar do peiote, e as experiências alucinógenas, de fato, não são a parte principal do pensamento do autor, como ficou disseminado. Cada capítulo em Viagem a Ixtlan funciona como uma martelada. O objetivo de Don Juan desde o princípio foi fazer o aprendiz parar o mundo. O mundo é o que é porque desde o início das nossas vidas somos obrigados a empregar um sistema de interpretações pela influência dos mais velhos em nós. Com um inventário de memórias e de ítens, e com um diálogo interno progressivamente mais complexo, nossa percepção se torna fixa e enxergamos o mundo da mesma forma todos os dias. Assim, parar o mundo é parar o modo como o Ego conduz subjetivamente nossa consciência. Don Juan bombardeou sucessivamente o Ego de Castaneda, realçando sua pequenez diante da eternidade e da vida. É preciso perder a importância própria para apreciar realmente o mundo ao redor. A vaidade faz com que nos ocupemos com nossos problemas como se fôssemos a coisa mais importante do mundo, e nós tratamos a realidade com uma mesquinharia tremenda. Assim, um bom exercício para se perder a importância própria é conversar em voz alta com as plantas.

De fato, se compararmos os acontecimentos ordinários com a morte, eles perderão a importância. Por isso a morte deve ser usada como uma conselheira. Devemos perguntar à ela, ensina Don Juan, se já chegou a hora de seu toque. Sem Castaneda falar nada, Don Juan viu nele o dia em que sua morte deu um aviso. Foi quando ele era criança e estava caçando um falcão albino. Don Juan também fez Castaneda ver uma sombra de relance. Era sua morte. Ela sempre está à nossa esquerda, a um braço de distância. No O Fogo Interior, livro que relata as experiências na segunda atenção, com a consciência em estado intensificado, Castaneda explica melhor. A morte é uma sombra negra na luminosidade da pessoa que chega a ficar do tamanho dessa e dar uma estocada na fenda que temos no ovo luminoso, debaixo do umbigo. A força rolante, uma força do universo martela nesse ponto sem cessar, até que a pressão se torna muito forte e o casulo se enrola, como um tatu-bola, e é levado para ser consumido.

Em 1961, Castaneda aprendeu a ser um caçador. Um caçador é humilde, fala pouco e caça o necessário. Não tem rotina, pois são elas que fazem o mundo parecer fixo e maçante. A rotina cria uma força, que enfraquece e molda os hábitos. Devemos romper com ela. Castaneda conseguiu romper com ela fazendo coisas como escrever noturnamente e comer apenas quando sentia fome. Don Juan passa a levar mais a sério e se dispor mais com Castaneda quando percebe augúrios ou presságios do espírito, indicando Castaneda como discípulo. Um feiticeiro sabe ler o mundo, e o Espírito dá sinais o tempo inteiro para quem sabe observar. Don Juan adverte que corvos não são simples corvos. Podem muito bem dar indicações importantes para as pessoas, como o sentido em que se deve prosseguir. Don Juan tinha uma ligação com corvos. Na verdade, adorava-os.

Um bruxo, ou guerreiro assume a responsabilidade por seus atos. Cumpre sua missão de forma impecável, e não se preocupa com as conseqüências. Uma maneira de ser impecável é seguir o caminho do guerreiro, que é um modo ético de se servir o Espírito. Um guerreiro é inacessível. toca o mundo sem exagero e não está disponível para o capricho das pessoas. Mas caça o poder, se mostrando para ele.

No breu absoluto da noite do deserto mexicano, Don Juan ensina à seu aprendiz o passo do poder. Fala para ele confiar no nosso seu poder pessoal, e usar de passo especial, levantando o joelho até o abdômen. Assim, pode-se correr à noite. É uma maneira de desenvolver seu propósito, sua intenção. Matreiramente, Don Juan observa que um velho como ele correr a noite no deserto seria suícidio, não fosse o passo de poder. E para incentivar Castaneda, dá pequenas voltas troteando em torno dele, dizendo que não sabe caminhar nestas condições, só correr. Sozinho na escuridão, Castaneda precisa seguir o pio de coruja de Don Juan para chegar até ele. Mas, depois de um tempo, o pio passa a ser imitado pelos entes da noite. Assim, Castaneda narra um primeiro contato marcante com os seres inorgânicos. Os seres inorgânicos são melhores explicados no último livro, A arte de sonhar. Sonhar significa sonhar com um propósito, consciente e controlando os sonhos. O primeiro portão do sonhar se atinge quando estamos conscientes de estarmos caindo no sono. Um exercício para treinar a atenção é olhar as mãos no sonho. Assim, você se lembra de uma ordem dada quando estava acordado. Olhando para um item e para sua mão, sucessivamente os sonhos não se alteram. É uma técnica um tanto rudimentar, mas de início, dá resultado. O segundo portão se atinge pulando de um sonho para outro, ou acordando de um sonho para outro sonho. A verdadeira tarefa do segundo portão é isolar e seguir um batedor. Um batedor é um ser de alguma parte do universo infinito que freqüenta os nossos sonhos, sem sabermos. Os seres inorgânicos mandam batedores para os nossos sonhos. Eles se destacam nos sonhos porque são objetos estranhos. Os seres inorgânicos podem se tornar aliados de um bruxo, conversar telepaticamente. Não são bons nem maus, mas aos olhos de quem não vê são apavorantes. Tem um poder muito grande. Castaneda relata diversas aparições desses seres enquanto estava acordado. Os bruxos antigos adoravam seus aliados. A nova linhagem os vê com mais distância. A nova linhagem surgiu com a reagrupamento de bruxos depois da conquista espanhola, que massacrou populações. Don Juan fazia parte dessa linhagem, cujo objetivo é alcançar a liberdade e o abstrato, atingir um estado explicado em O fogo interior como a terceira atenção, quando todos os lugares que o ponto de aglutinação do bruxo esteve são acendidos de uma só vez, e ele se torna o que realmente é, uma explosão de energia. Os bruxos dessa linhagem não são necessariamente índios. Há o relato de diversos brancos que participaram dela. Don Juan faz uma crítica ao poder mesquinho que a segunda atenção pode despertar. Alguns usam esse poder para se apegar às coisas do mundo, como o dinheiro ou fixar a atenção em outras pessoas até fazer-lhes mal. O homem tem um lado sombrio que é refletido também na segunda atenção.

Falando em voz alta sua intenção no sonho, pode-se seguir um aliado até o reino deles. O reino deles é descrito como tendo várias partes e três tipos de seres inorgânicos. É escuro e cheio de corredores. Castaneda fez diversas visitas para esse reino, até que caiu numa armadilha e ficou preso lá. Don Juan reuniu seu grupo e foi buscá-lo, com o corpo físico. Assim, Castaneda ficou livre para o terceiro portão. O terceiro portão é alcançado quando vemos a nós próprios dormindo. O guerreiro está preparado para esse momento, e em vez de acordar, como fariam a maioria das pessoas, passa a examinar o lugar que seu corpo está dormindo. Porque ele está no corpo energético. Através da prática do sonhar, chega-se ao corpo energético, ou corpo sonhador. Nesse portão o corpo sonhador move-se como a energia, rápida e diretamente. O quarto portão é alcançado quando se sonha o mesmo sonho junto com outra pessoa. Castaneda sonhou com um bruxo pré colombiano e voou nas asas do intento. O intento é a força que permeia tudo, perscrutando o ser e o tornando consciente. O intento é a potência do espírito. O bruxo desenvolve seu intento através da vontade. Com um propósito inflexível, se põe num nível maior que ele mesmo, mais louco do que poderia imaginar. Mas esse são os ensinamentos da segunda atenção. O bruxo de que falei é conhecido como o inquilino, ou o desafiador da morte. Pegando energia dos naguais da linha de Don Juan, consegue fechar sua fenda e escapar da morte. É um grande feiticeiro, poderosíssimo, o último da original linhagem tolteca vivo. Vive num espaço diferente, como em sonho. Castaneda se encontrou com ele e ficou dez dias na segunda atenção. A segunda atenção é o círculo extra de poder que o bruxo desenvolve. As pessoas tem um círculo de poder que é posto em funcionamento no momento em que nascem. Ele faz com que vejamos o mundo. O feiticeiro desenvolve um segundo círculo de poder, para perceber mais. É uma metáfora. A atenção é o resultado final da percepção. É o estado de vigília incessante. A primeira atenção é a do mundo ordinário, a segunda faz parte de uma coisa maior, como ver energia. A atenção do ser humano é divida pelo tonal e o nagual. O tonal é tudo o que podemos imaginar e consta na nossa mente e no nosso inventário. O nagual faz parte da atenção do ser consciente de sua luminosidade. Se tudo o que conhecermos for posto numa mesa, todos os itens, poderíamos supor que a mesa é o tonal. O universo à volta é nagual. O bruxo sai da segurança do tonal para encarar o inconcebível. Essa teoria é exposta no quarto livro, Porta para o Infinito. Para desenvolver a segunda atenção, é necessário não fazer. Fazer é o que torna o mundo do jeito que o enxergamos. Uma pedra só é uma pedra porque conhecemos o fazer necessário para isso. Não fazer seria tudo aquilo que nós não temos um valor cognitivo. É o corpo quem Não faz. É um método, conseguido por coisas estranhas à razão, que torna o mundo diferente. O mundo é uma sensação, e a realidade é uma interpretação. Não fazer é necessário para parar o mundo. Um ponto importante para se seguir adiante no aprendizado é conseguir parar o diálogo interno. O diálogo interno é mais uma coisa que mantém a percepção fixa, sendo necessário pará-lo e ficar apenas sentindo para romper com o esquema de direção e norteamento que a razão dá. Assim, pode-se entrar num transe e outras coisas.

Em um certo período, Castaneda teve de se preocupar com seu adversário valoroso,La Catalina. La Catalina era uma conhecida de don Juan, amistosa com ele. Mas ele falou que era sua inimiga para Castaneda enfrentá-la e usar tudo que tinha aprendido. Ela o atacou, se transformava em pássaro e usave de outros meios para apavorá-lo.

Depois que Castaneda se tornou realmente aprendiz de Don Juan, este deu plantas de poder para ele. Elas era necessária para Castaneda vencer sua razão. A razão nos faz encarar o mundo de forma rígida, não admitindo percepções extraordinárias. Para ficar mais fluído, Castaneda tomou essas plantas. Mascou peiote e viu um cachorro brilhando, seus fluídos internos. Don Juan interpretou como o Mescalito, divindade contida na planta de peiote. Mescalito ensinou uma canção à Castaneda. Sob a influência do mescalito e de Don juan, adquiriu a percepção de um corvo. Sentiu seu corpo se transformando em um, e voou com seus companheiros pássaros. Foi o inquilino que ensinou essa técnica para Don Juan, que a passou para Castaneda. Castaneda também usou a erva do diabo. Don Juan alerta que é uma planta perigosa e muito poderosa, cheia de caprichos. Faz-se um extrato da planta, e passa-se pelo corpo. Não pode passar na testa. Castaneda passou e entrou fundo na Segunda atenção. Com dois lagartos, um no ombro falando para ele, teve muitas visões. Fez uma pergunta acerca do mundo real e ela foi respondida.



E Castaneda teve suas experiência com um fumo de cogumelo alucinógeno. Viu o guardião do outro mundo, uma aberração gigantesca. Quando estava entrando na segunda atenção, fixou-a num mosquito, e viu a aberração. Não quis mais fumar, e ficava desesperado quando Don Juan sugeria o uso. Igualmente desesperado ficava quando Don Genaro, um companheiro de Don Juan, lhe mostrava o não fazer. Don Genaro era extremamente potente, brincalhão e alegre. Tinha outros aprendizes, Pablito, Nestor e Benigno. Genaro mostrou as linhas de energia do mundo. Pulava para uma montanha a quilometros de distância. E quando Castaneda perguntava como isso era possível, a visão desaparecia. Tinha muitas danças de poder. O grupo todo de Don Juan tinha dezesseis pessoas, sendo que doze mulheres. Depois que Don Juan foi embora, Castaneda teve um período de interação com os outros aprendizes. Foi muito conflitante. Destacava-se Elena, a La Gorda, que o ajudou a se lembrar da sua segunda atenção e a organizar seu saber. Castaneda brigou com Soledad, suposta mãe de Pablito. Fez o seu duplo sair algumas vezes. Esses relatos estão no amedontrador livro O Segundo círculo do poder. No livro seguinte, O presente da Águia, depois de mais interações com os aprendizes, Castaneda conta que se lembrou da segunda atenção.

O seu aprendizado se divide em duas partes: uma de 1960 a 1965, quando deixou o aprendizado, outra de 1968 a 1973, quando Don Juan partiu do mundo. A última instrução direta de Don Juan para Castaneda foi para ele pular de um abismo, e entrar totalmente no lado esquerdo, ou segunda atenção. Castaneda pulou, e depois de uma série de visões, voltou a terra. Nunca mais viu Don Juan. Mas, se lembrando do lado esquerdo, são outros livros com ensinamentos mais profundos. Castaneda aprendeu o regulamento que fala da Águia. A Águia seria a fonte de tudo, responsável por uma realidade transcedente, que forma o mundo. O mundo é constituído de filamentos infinitos de energia, que exudam consciência e provém da Águia, pois emanam dela. É o poder que governa o destino de todos os seres vivos. O vidente olha a Águia e quatro relâmpagos revelam como ela é e o que está fazendo. A Águia está devorando a consciência de todas as criaturas mortas, pois consciência é o seu alimento. Como uma recicladora de matéria espiritual. A Águia é impiedosa, e com ela não se brinca. Ela concede um presente a cada uma nas criaturas vivas: o de perpetuar a consciência depois da morte. Para isso, a criatura tem que buscar a abertura. Para se guiar até essa abertura, a Águia criou o nagual. O nagual é uma criatura duplicada, que tem o poder de ser um conduto do espírito. Por causa disso, os seres que conduzem ao nagual (segunda atenção) são chamados de naguais. Os naguais tem quatro compartimentos de energia, enquanto as criaturas normais tem apenas dois. Don Juan e Castaneda são naguais. Só que Castaneda não é um nagual completo, pois tem só três compartimentos. Don Juan havia se enganado na interpretação de sua visão. Os outros quatro tipos de criaturas , nos homens, são: os homens de conhecimento, estudiosos. O segundo é o homem de ação. O terceiro é o organizador por trás dos bastidores, misterioso, o quarto é o mensageiro. Seu papel é viajar adiante do nagual e contar seu relato. Não funciona por si só. No grupo de Don Juan, Vicente é do primeiro tipo, Genaro do segundo, Silvio Manuel do terceiro. As mulheres , além das naguais, são de quatro tipos, ou quatro direções: norte, sul, leste e oeste, cada qual com características predominantes de essência e comportamento. As mulheres podem ser sonhadoras ou espreitadoras.

Na realidade transcendente das emanações da Águia, os videntes descobriram, ao ver um ovo luminoso, que a consciência é um brilho e pode ser usada como um elemento do ambiente. Pode se fundir na água e usá-la para viajar na segunda atenção. Nessa interpretação, o ovo luminoso também é constituído de emanações da Águia. É um casulo luminoso, e as emanações que estão dentro se alinham com as que estão fora. A percepção é o alinhamento, quando há a compatibilidade entre o ser e o exterior, se constrói o mundo. O mundo não é fixo, pois é infinito. Apenas uma ínfima parte das emanações são percebidas pelos humanos, reduzida ainda mais pela consciência cotidiana. Essa pequena parte é selecionada por um ponto no casulo: o ponto de aglutinação da percepção. Esse ponto seleciona uma parte das faixas que compõe o universo e fixa um mundo. São infinitas posições, mas uma, que a humanidade atualmente usa é a da razão. O ponto de aglutinação está fixo em um lugar na humanidade. Quando isso acontece, vêm o esquecimento de outras posições, e no caso, vem o esquecimento da condição do homem como criatura de pura energia, de luz, assim como o mundo. Para movê-lo, os bruxos desenvolveram três técnicas, a da espreita, a da consciência e a do sonho.

Espreitar consiste em controlar o comportamento. Quando se comporta de maneira fora do usual, o ponto de aglutinação se move um pouco. Dá para usar seu comportamento para um objetivo em mente, iludir as pessoas, etc. Espreitar possui várias técnicas sutis. A mestria da consciência e desenvolvida a partir de ver. É poderosa, consiste na elaboração de técnicas enquanto videntes. A outra mestria é a do intento.

O ponto máximo, a coroação do desenvolvimento da segunda atenção implica uma maneira alternativa de morrer. Um homem de conhecimento que manipulou seu ponto de aglutinação em muitos lugares pelo ovo luminoso e recapitulou sua vida pode passar pela Águia e ser iluminado pelo Fogo Interior. Castaneda fala que isso aconteceu com Don Juan. Todas as células de seu corpo se tornaram conscientes de si mesma, e todas as emanações contidas no interior do casulo são iluminadas. Passou então para outro plano de existência, outro mundo. Definitivamente. Quando se dorme, o ponto de aglutinação se move levemente para a esquerda, criando o sonho. Sonhar é usado para fixar a nova posição do ponto de aglutinação. O ponto crucial de toda a feitiçaria é mover o ponto de aglutinação. Castaneda diz também, que ele é a espinha atravessada na garganta da humanidade, que não sabe de sua existência. O caminho do guerreiro é um modo de fechar as os pontos de escape, e economizar energia, necessária para ver. Considerando o lado mágico da consciência, Castaneda fala que fez uma recapitulação completa de sua vida. Recapitulou todas as interações com todas as pessoas, minuciosamente. Assim , ficou livre para sonhar.

Carlos Castaneda influenciou muitos jovens interessados em adentrar no mistério da consciência, alterando sua percepção e buscando interpretações alternativas do mundo. Muitos são os autores exotéricos e esotéricos que beberam dessa fonte, pois em muitos pontos seu trabalho . O antigo grupo, de Pablito e La Gorda se dissolveu, pois Castaneda não era o líder apropriado para eles. Castaneda conta que passou a interagir com um novo grupo, reunido por Don Juan antes de morrer, e formado por mulheres, Florinda Donner Grau, Taisha Abelar (que escreveram livros) e Carol Tiggs. Existem muitos pretensos herdeiros de sua obra, e m,mesmo uma corporação fundada sob seu nome que vende exercícios de "passes mágicos". Em todo caso, numa obra deste teor, surgem sempre inevitáveis dúvidas. Como por exemplo, ele explicaria o fato de passar dias em consciência intensificada e não se lembrar depois, nem dar conta disso quando estava normal? Nem sequer supunha saber algo a mais, como descreveu no Segundo círculo do poder. E a guinada de estilo que aconteceu entre o livro O poder do silêncio e o A Arte de sonhar? No mês de junho de 1998 veio a notícia, discreta, de sua morte. Um furo do jornal Los Angeles Times. A agente do autor revela que ele morrera dois meses antes, de câncer. Como ele mesmo relata, jamais conseguiu reunir conhecimento suficiente para se tornar um feiticeiro do porte de seus mestres. Fica a dúvida se o contato com don Juan fez bem ou não para ele, visto que 24 anos depois da morte de seu guia, ainda estava tentando recordar tudo o que acontecera, e continuava falando do velho índio. Ainda vivia sob a sombra de Don Juan ou apenas explorava o valor literário desse fascinante personagem? Uma coisa é influenciar um indivíduo a tal ponto que ele queira viver sob a mesma regência que a sua, mas depois de ensinado e feito tudo o que podia, esse indivíduo tem que ter a heteronomia de buscar ir além, ao mesmo não entrar em círculos viciosos de consciências, que tudo o que fazem são enfraquecer. Principalmente se tratando de um mundo tão sério e tão impiedosamente cruel e difícil como o mundo da energia, da consciência intensificada. De qualquer forma estamos em dívida. O contato com uma cultura diferente é sempre engrandecedor, e podemos divisar o fim do etnocentrismo quando um antropólogo de cultura ocidental estudando povos indígenas admite para si e para o mundo que seu objeto de estudo é mais vasto e profundo do que o de sua formação.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

OLHAR PARA TRÁS E PARA FRENTE: OLHAR PARA O MUNDO E OLHAR PARA O SER


IMAGENS RECEBIDAS PELA INTERNET

Bernardo Melgaço da Silva

"O que distingue o homem ordinário e o homem gênio é que, para ser feliz, o primeiro tem de se esquecer de si mesmo e de perder a consciência da sua individualidade, o segundo tem de se concentrar em si mesmo e de tomar posse do seu ser" (FEUCHTERSLEBEN,1914,p.186).

Já perdi as contas dos erros que cometi nessa vida. Foram tantos e tão variados que fica difícil classificá-los e quantificá-los. Mas, o que me conforta é eu saber que todos os que me rodeiam passaram e estão passando pelo processo de tentativa e erro - a base do método experimental da ciência moderna! Em outras palavras, somente aprendemos quando nos disciplinamos a olhar nossos erros e em seguida tentar acertar de novo. Isso se chama aperfeiçoamento do caráter da alma e também do pensamento reflexivo. Ninguém nasce pronto ou acabado. Todos estão num processo de construção onde precisa se desconstruir o que não é mais adequado e conveniente, e assim a partir daí se construir um novo modo de ser e estar no mundo. Consciente ou inconscientemente precisamos lavar ou higienizar a alma através de uma disciplina de limpeza interior. Os hindus chamam esse processo de SADHANA. Os seguidores do espiritismo denominam de EXAME DE CONSCIÊNCIA.

Por isso, temos que estar atentos e olhar para trás e aprender com que se passou de errado em nossas ações e condutas. A vida é uma escola e por isso precisamos aceitar os méritos das provas que somos submetidos todos os dias. Ninguém passa por esse mundo sem ser submetido a um desafio de superação de sua condição humana. Aos 16 anos de idade li – e nunca mais esqueci! - um pensamento de Francisco Otaviano que dizia assim:

“Quem nasceu em brancas nuvens
E em plácido repouso adormeceu
Quem não sentiu o frio da desgraça
Quem passou pela vida e nunca sofreu
Foi espectro de homem – não foi homem
Passou pela vida
E não viveu”

A vida é uma grande travessia evolutiva onde temos que usar nossas faculdades humanas intrínsecas: força de vontade, fé, sensibilidade, intuição, razão, instinto etc. E reconhecer que o passado já se foi e não pode mais ser mudado. Só nos resta aprender a olhar para melhorar o que virá pela frente no futuro. Daí a música cantada (por Simone) com o refrão: “ O que será o amanhã...”.


Ainda aos 16 anos de idade recebi de um amigo, que era seguidor do espiritismo, uma mensagem que dizia assim: “Se choras sem apoio e vive sem paz...Não reclames do mundo...Ame...Lute...Espere...e Vencerás”. Por isso, não devemos nos perturbar com as novas situações que aparecem como desafios para superação. Devemos enfrentá-los sabendo que depois de uma noite de tempestade vem o dia com um sol deslumbrante.

Pois, tudo passará para que possamos renovar o que não deu certo e ter uma nova oportunidade para colocar mais alegria, paz e amor no que virá pela frente ainda. A vida não tem fim. A morte é uma porta que se abre para a eternidade numa outra vida de desafios transcendentais.

Recomendo a todos assistir um filme belíssimo e muito emocionante: “Minha Vida na Outra Vida”. É uma história verídica e seus personagens ainda estão vivos.

Nesse mundo de tantas setas desorientadoras precisamos usar a nossa capacidade inata de discernimento para se descobrir o caminho da verdade do mundo que começa na consciência do ser. E esse discernimento é um esforço ou disciplina pessoal que pode durar anos ou mesmo uma vida inteira de contemplação, reflexão, meditação e busca implacável do fio condutor da verdade da existência humana. Faça-se luz-consciência e todos viverão como um sol irradiante de felicidade, paz incondicional e amor. Eu garanto isso, pois já tive essa experiência de limpeza da alma e constatei que ao se limpar a camada grossa e suja do ego encontramos o sol da verdade: Self-Deus-Amor!

Um Feliz Natal e Paz no Novo Ano que se aproxima!

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FEUCHTERSLEBEN, Barão de. Higiene da Alma, 8ª ed., Lisboa: Parceria Antonio Maria Pereira, 1914.

Pensamento para o Dia 23/12/2009


“Vocês todos são dotados de discernimento (Viveka), vocês têm uma consciência sussurrando Retidão (Dharma) em seus ouvidos; assim, vocês mesmos são capazes de selecionar e escolher. Lustre sua mente e a grandeza sublime do Senhor estará refletida em seu coração. Assim como você alimenta o corpo e cuida da sua conservação e manutenção, a consciência (Chitta) e o intelecto (Buddhi) também devem ser alimentados com alimentos bons e nutritivos. Se você não fizer isso, então eles terão fome e buscarão todos os tipos de alimento impróprio. Dêem-lhes alimentação adequada e eles funcionarão bem, iluminando o Atma e ajudando-os a perceber que o Atma está em tudo.”
Sathya Sai Baba

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“O homem nunca obterá felicidade dando rédea solta a seus sentidos. Ele permite que a mente – um simples amontoado de pensamentos e desejos – guie suas ações, ao invés do intelecto, que pode discernir, investigar e analisar. Enquanto a mente segue cegamente todo capricho e fantasia, o intelecto ajuda o homem a identificar seu dever e responsabilidade. Duas coisas são essenciais para a vida feliz: Dhaanya e Dhyana – Dhaanya, ou grãos para o sustento do corpo, e Dhyana ou contemplação do Senhor e fusão em Sua glória.”
Sathya Sai Baba