porque convergimos e integramos com AMOR, VERDADE, RETIDÃO, PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA

dedicamos este espaço a todos que estão na busca de agregar idéias sobre a condição humana no mundo contemporâneo, através de uma perspectiva holística, cujos saberes oriundos da filosofia, ciência e espiritualidade nunca são divergentes; pelo contrário exige-nos uma postura convergente àquilo que nos move ao conhecimento do homem e das coisas.
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.

"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber

PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO

O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).

"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein

terça-feira, 1 de outubro de 2013

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 50... CAPITULO 7

TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 50... CAPITULO 7 ... A TRÍADE SABER-SER-SERVIR PARTE II TESE DE DOUTORADO..obs.: Prezados leitores quem quiser continuar acompanhar a série TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS E EXTRAORDINÁRIAS (O QUE É A GRANDE FRATERNIDADE BRANCA: UMA HIERARQUIA ESPIRITUAL CRIADA POR DEUS! – PARTE 1, 2, 3, ...”n”)....por favor visite o site no link http://bernardomelgaco.blogspot.com.br/ .ou o site Educação Para o Terceiro Milênio ver link... https://www.facebook.com/EducacaoParaOTerceiroMilenio Obrigado... Namastê! “Senhor, eu sei que Tu me Sondas...” “Conhece-te a ti mesmo” – Sócrates (ver link...carta encíclica ”fé e razão” do Papa João Paulo II.. http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_15101998_fides-et-ratio_po.html) “All you need is love” (Lennon/MaCartney) "o problema humano é o mesmo do problema divino quando se consegue responder um então conseguimos responder o outro" Bernardo Melgaço da Silva “O Humano e Deus são os dois lados da mesma moeda” Bernardo Melgaço da Silva “A busca da felicidade, é a mesma busca da verdadeira identidade de quem somos nós!” Bernardo Melgaço da Silva “O medo humano é decorrente da falta de fé em Deus. Assim, quando adquirimos a fé em Deus de forma inabalável junto com a fé vem também a coragem, a prudência e a humildade. Por isso, o problema humano se torna um problema divino: a fé pura incondicional de Deus.” Bernardo Melgaço da Silva “Eu Sou a Poderosa Presença Divina em Ação” HAJA LUZ/PONTE PARA A LIBERDADE "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertara"- João 8:32 INTRODUÇÃO “All you need is love” (Lennon/MaCartney) 7.1 A PRODUÇÃO DE SENSIBILIDADE E OS TRIELOS É extremamente importante que a leitura dessas afirmações não sejam apenas racionalizadas mas que adquira uma certa “viscosidade mental” no leitor e produza um estímulo nas “fibras mentais” no sentido de criar uma ressonância intelectual. A constatação dessas afirmações se dá por um estímulo e por uma ação em direção ao núcleo do ser ou do trielo superior. Em outras palavras, não basta apenas memorizar faz-se necessário refletir a energia captada movimentando-a e dinamizando-a segundo a intensidade da força de vontade. E para isso é extremamente necessário que haja um estado de relaxamento e de meditação. As qualidades humanas enfatizadas e inter-relacionadas segundo o poder de propagação das unidades existenciais (a Consciência, o Amor e a Força de vontade) ou trielos serão determinantes nas experiências do equilíbrio cósmico existencial e do sentido transcendental-em-si. A Consciência precisa estar interligada ao Amor e a Força de Vontade. Essas três unidades existenciais ao se dinamizarem num processo de interinfluenciação produz um mútuo fortalecimento gerando e propagando um poder sinergético de crescimento espiralado evolutivo e equilibrado. A força resultante desse processo acelera o crescimento existencial do ser. Um novo nível existencial é naturalmente alcançado permitindo ao ser visualizar questões que antes era impossível perceber. Nesse contexto, o ser ao dinamizar o seu poder interior assume uma nova postura e conduta perante ao mundo social em que está inserido. O rompimento de qualquer elo de interligação entre as unidades existenciais produz um desequilíbrio e portanto uma desagregação no interior do ser. A consciência sem o poder do Amor é vazia de valores. O Amor sem o poder da consciência é totalmente ignorante. E a força de vontade sem a visão da consciência e sem a grandeza do Amor é fraca em seu processo de transformação e execução. Pois, é através da força de vontade que o ser age e transforma a sua ação em criação. E é através do Amor que o ser valoriza a sua relação com o mundo e com Deus. Mas, é através da consciência que o ser se aproxima de si mesmo e, portanto, do seu Criador que se situa num plano superior do si-transcendental. No mundo moderno do indivíduo produtivo insatisfeito a estética é produto de um aprimoramento técnico. E no mundo tradicional da pessoa realizada a estética é produto de um aprimoramento ético. Essa diferença é que determina o grau de força de vontade conquistado pelo ser em seu anseio evolutivo. Para definir melhor as naturezas das duas forças, “podemos acrescentar que a força ativa tem o poder, a inteligência, a capacidade de sopro da vida, a capacidade associativa; a passiva tem os meios de concretizar, no mundo da matéria, a capacidade de prover da energia ativa. A energia ativa é a Energia Cósmica; a energia passiva é toda substância, em estado primário, que compõe a Terra” (ANÔNIMO, idem, p.65). Existe uma correlação entre a natureza da ação humana e os princípios ativo e passivo intrínsecos aos fenômenos da natureza circundante. O Princípio Ativo investe no Princípio Passivo. Essa conjugação de forças se realiza dualmente no plano da existência humana. O Princípio Ativo precisa de um meio adequado para expressão. O Princípio Passivo necessita de uma ordem inteligente para se orientar. A complementaridade dessas duas forças impede a desorganização do potencial criativo no interior do próprio ser. Os princípios das energias ativa e passiva podem ser constatados nas marés dos oceanos, na polaridade da bateria elétrica, no ciclo dia e noite, no fogo e na água. É a ação e a inércia. Em níveis de sentimentos são o ódio e o Amor. Essas últimas sem orientação agridem-se, mas quando direcionadas se equilibram. O Amor quando praticado sem consciência acaba destruindo e levando à desordem e a confusão. Quando empregado em doses excessivas ou irracionais, terá efeitos danosos, atingindo, em reação, aquele que gerou ou doou, mas que não teve a consciência para a identificação de onde, quando ou em que quantidade deveria ser investido. Nesse contexto, apontar o que é falso e verdadeiro se transforma no final numa busca da consciência de si. Uma vez que a visão é o instrumento que possuímos para nos posicionarmos a respeito dos fenômenos com os quais nos relacionamos. Se a visão não está qualificada o fenômeno por sua vez estará distorcido. Isso implica dizer que a construção da visão do indivíduo se realiza numa relação com o mundo. E a construção da visão da pessoa se realiza numa relação com Deus. Para o senso comum, “como para a ciência, a idéia de verdade representa o termo de uma pesquisa, a solução de algum problema . Mas o próprio da metafísica é transformar as próprias soluções em novas questões. Assim é que a verdade, por sua vez, se torna problema para o filósofo [...] Um objeto , um ser (este tapete, esta lâmpada) será qualificado como real. Esta lâmpada é real, em outras palavras, ela existe. Esta escrivaninha é real. Mas não teria nenhum sentido dizer-se: Esta escrivaninha, esta lâmpada, são verdadeiras (ou falsas). A verdade é um valor concernente a um juízo. Assim, por exemplo, o juízo: "essa escrivaninha existe, é vermelha ", é um juízo verdadeiro, ou então, falso. A "verdade" ou a "falsidade", portanto, qualificam, não o próprio objeto, mas o valor de nossa observação" (HUISMAN & VERGEZ, 1980, p.293). Nesse sentido, apontar o que “é errado”, é muito mais fácil do que apontar o que “não é errado”. Vejamos porque. Quando apontamos o erro de algo ou de alguém fazemos através de uma lógica que sustenta uma determinada visão de mundo. E quando queremos apontar o que “não é errado” o problema se complica porque a lógica que construímos para ver o que “é errado” não é a mesma para se ver o que “não é errado”. O que normalmente a maioria dos indivíduos faz é usar a mesma lógica para os dois universos, ou seja, os indivíduos realizam uma dedução racional dizendo “se tal coisa é errada, então.....não é errado (“certo”)”. E nesse ponto a maioria peca por usar uma lógica num contexto onde devia se usar uma outra lógica. A definição do que “é errado” e do que “não é errado” perpassa pelas duas relações de questões básicas que afligem o ser humano: falso/verdadeiro X liberdade/felicidade. A maioria procura definir ou apontar o contexto da felicidade pela sua não-felicidade (“infelicidade”). O mesmo ocorre no contexto da liberdade e da não-liberdade. Assim, quando cada um descobrir o contexto da liberdade saberá responder para si mesmo o contexto da não-liberdade, ou seja, cada um aprenderá a ver o limite de sua ação e inserção no mundo. E assim cada um saberá dizer para si mesmo quando deve ou não corrigir o lado falso em si mesmo. Não é apenas uma questão moral. É antes de tudo saber usar a lógica certa no lugar certo (contexto certo). Haja visto que muita gente já morreu, e está morrendo ainda, porque muitos indivíduos decidiram e estão decidindo intervir, em nome de uma “paz moral”, com violência no mundo sem perceberem os seus limites de liberdade. Assim, se um avaliador da verdade é resistente ou desconhece os princípios da sua natureza, a sua avaliação-juízo será feita sob a interferência de suas próprias convicções racionais, e não sob os princípios universais. Os princípios da natureza intrínseca humana somente podem ser descobertos através de uma vivência que é um princípio de ordem superior à experiência social. Podemos avaliar a fé? Não podemos, porque a avaliação racional é um mecanismo que tem por base o princípio da incerteza. Da mesma forma podemos avaliar a paciência, a responsabilidade, a tolerância, a perfeição e outros princípios superiores e desconhecidos da nossa própria razão? Somente podemos inferir se somos estes princípios, pois, caso contrário, avaliaremos de acordo com os “princípios e as verdades”, que codificamos em nosso ser. Precisamos sair do campo da experiência lógica para alcançarmos o campo da vivência ontológica: a verdade eu posso conhecer enquanto o princípio da natureza intrínseca eu preciso “conhe-ser” (aqui aparece o paradoxo, pois posso conhecer sem ser aquilo que conheço). Se não sou “certos princípios”, não tenho condições de conhe-ser os princípios que são superiores à minha natureza extrínseca (a personalidade ou ego). Existe uma hierarquia (de princípios) que deve ser autodescoberta. Sem essa autodescoberta e mudança qualitativa de percepção, não conseguimos entender a nós mesmos, quanto mais ao “outro” a nossa frente. O ideal e objetivo da ciência “não consistem em dar uma descrição, a mais exata possível, dos fatos - a ciência não pode competir com a câmara fotográfica ou com o gravador de som - mas em estabelecer a lei que nada mais é do que a expressão abreviada de processos múltiplos que, no entanto, mantêm certa unidade. Este objetivo se sobrepõe, por intermédio da concepção, ao puramente empírico, mas será sempre, apesar de sua validade geral e comprovada, um produto da constelação psicológica subjetiva do pesquisador. Na elaboração de teorias e conceitos científicos há muita coisa de sorte pessoal. Há também uma equação pessoal psicológica e não apenas psicofísica. Enxergamos cores, mas não o comprimento das ondas. Esta realidade bem conhecida deve ser levada em conta na psicologia, mais do que em qualquer outro campo. O efeito dessa equação pessoal já começa na observação. Vemos aquilo que melhor podemos ver a partir de nós mesmos. Assim, vemos, em primeiro lugar, o cisco no olho do irmão. Sem dúvida o cisco está lá, mas a trave está no nosso olho - e perturbará de certa forma o ato de ver. Desconfio do princípio da "pura observação" na assim chamada psicologia objetiva, a não ser que nos limitemos á lente do cronoscópio, taquistoscópio e outros aparelhos "psicológicos". Assim nos garantimos também contra uma demasia exploração dos fatos psicológicos da experiência. Esta equação pessoal psicológica aparece mais ainda guando se trata de expor ou comunicar o que se observou, sem falar da concepção e abstração do material experimental. Em parte alguma, como no campo da psicologia, é exigência absolutamente básica que o observador e pesquisador sejam adequados a seu objeto, no sentido de serem capazes de ver uma e outra coisa. Exigir que só se olhe objetivamente nem entra em cogitação, pois isto é demais. O fato de a observação e a interpretação subjetivas concordarem com os fatos objetivos prova a verdade da concepção apenas na medida em que esta última não pretenda ser válida em geral, mas tão-somente para aquela área do objeto que está sendo considerada. Nesse sentido, é exatamente a trave no nosso próprio olho que nos possibilita ver o cisco no olho do irmão. E nesse caso a trave no nosso olho não prova que o irmão não tenha um cisco no seu olho, como ficou dito. Mas a perturbação de nossa visão leva facilmente a uma teoria geral de que todos os ciscos são traves. Reconhecer e levar em consideração o condicionamento subjetivo dos conhecimentos em geral e dos conhecimentos psicológicos em particular é a condição essencial e correta de uma psique diferente da do sujeito que observa. Esta condição só será satisfeita quando o observador estiver suficientemente informado sobre a extensão e a natureza de sua própria personalidade. E só poderá estar suficientemente informado quando se tiver libertado da influência niveladora das opiniões coletivas e, assim, tiver chegado a uma concepção clara de sua própria individualidade" (JUNG, 1991, pp.25-27). Nesse contexto, a natureza humana para poder evoluir precisa responder intuitivamente para si mesmo “quem ela é”. É a partir desse esforço de compreensão que o homem vai visualizar o seu limite de ação no mundo descobrindo os princípios (de sua própria natureza) que separam a felicidade da não-felicidade, e a liberdade e da não-liberdade. Tudo mais depende dessa percepção. Isso implica dizer que o ser humano nunca conseguirá definir o que “é errado” e “não errado” usando apenas a sua dedução racional. A dedução racional aponta para o que “é errado”, mas é incapaz de apontar o que “não é errado”. Esse é o grande paradoxo da vida humana. Jesus Cristo percebeu brilhantemente essas duas lógicas. Podemos relembrar a sua intervenção no caso da prostituta que ia ser apedrejada pela lógica dedutiva racional (moral) que via o que era errado na sua conduta moral. Então magistralmente e rapidamente (sabiamente) Jesus muda de lógica e inverte a questão. Naquele momento Jesus procura questionar o que essa lógica estava deixando de perceber do domínio do que não era errado: “atire a primeira pedra aquele que não errou nessa vida”, ou seja, “atire a primeira pedra aquele que não errou na vida e em si mesmo”. Em síntese, todos já erraram mas não viram as conseqüências de suas ações éticas no mundo e em si mesmo. O homem se preocupa em conhecer o mundo “e atuar sobre as coisas antes de se voltar para si mesmo, de "re-fletir" sobre a fonte do conhecimento e da ação. Todo homem, entretanto, seja o mais frívolo, o mais inclinado a se esquecer na ação, a se "di-vertir", como dizia Pascal, se encontrou, mais uma vez, numa hora de dissabor, a sós consigo mesmo. Como o poeta, ele disse para si: "Eis-te aí". Os convidados já se foram, na escada já não mais ressoa o rumor de seus risos; encontramo-nos, brusca e unicamente, em face de nós mesmos. E nos interrogamos: "Quem sou?" e "Que é esse eu que existe?" Essas duas perguntas não são idênticas e a primeira nos faz, muito facilmente, esquecer a segunda. "Quem sou?" A resposta é bastante fácil. Indicaríamos nossa profissão, nossos hábitos, nosso caráter [...] Mas tudo isso, o problema metafísico do eu não é abordado. Trata-se apenas de fazer análise do conteúdo do eu, de explorar sua personalidade, não de definir porque somos uma pessoa [...] Cada um de nós é pessoa e não coisa, sujeito e não objeto" (HUISMAN & VERGEZ, 1980, p.305). Gradativamente, a ciência vem percebendo que o objeto é apenas o alcance da nossa experiência. O ser humano, portanto, não é totalmente objetivável, porque sua natureza intrínseca possui princípios que extrapolam o campo da experiência social. No que diz respeito as percepções intuitivas temos que “a suprema tarefa do físico consiste, então, em procurar as leis elementares mais gerais, a partir das quais, por pura dedução, se adquire a imagem do mundo. Nenhum caminho lógico leva a tais leis elementares. Seria antes exclusivamente uma intuição a se desenvolver paralelamente à experiência" (EINSTEIN, 1981, p.140). E o estado afetivo “que condiciona semelhantes proezas mais se assemelha ao estado de alma dos religiosos ou dos amantes” (EINSTEIN, idem, pp.140-141). O indivíduo ainda está em lento processo evolutivo no atual estágio em que se encontra. Ele necessita de uma orientação proveniente de um estágio superior que vai lhe ordenar os sentidos e estabelecer um parâmetro de referência ética espiritual. Só existe sentido numa mudança quando essa ocorre proveniente da incapacidade de se continuar a dar forma naquilo que não mais se comporta. Em outras palavras, quando o limite estabelece a necessidade de mudança daquilo que normalmente cumpria o seu objetivo. Enquanto o indivíduo permanecer necessitado de um modo moral de viver dificilmente ele vai aceitar um novo modo de comportar-se e portanto de crescer eticamente. Há que haver uma revolução interior em relação as formas de pensar, sentir e agir que configuram a sua visão de mundo. 7.3 A MÃE-DOR E A CONSCIENTIZAÇÃO EM SI Toda ação tem uma resposta reativa. Cada pensamento desordenado tem um retorno desequilibrado. E como a energia segue princípios de propagação, a ação do pensamento busca um meio para se expressar e propagar. Isso equivale dizer que a ação do pensamento segue uma reação do sentimento. Se a qualidade do pensamento do emissor é correspondente à qualidade do sentimento do receptor, então a correspondência se dinamiza criando uma ressonância, uma relação de crescimento. Esse ato não é inconsequente, por isso mesmo adquire um valor positivo que afeta o meio de forma construtiva. O caminho oposto é do indivíduo inconsequente. Certos homens “vivem de forma indefinida, indecifrável, pois emitem golfadas e golfadas de ações que não têm nenhum retorno satisfatório, ficando nesta descompensação, utilizando o Princípio Ativo de maneira improdutiva, tanto no que se refere à evolução das ideias como a dos resultados, ocupando, negativamente, a vacuidade que lhes foi predeterminada para um conteúdo mais produtivo. Praticam atos impensados, ocupando estas vacuidades com conteúdos de péssima qualidade, criando um ar atmosférico pessoal [individual] que se refletirá em outras mentes nas mesmas condições para evadir-se posteriormente, no sentido cósmico, gerando uma atmosfera terrestre pesada em consequência desse uso negativo dos meios ativos” (ANÔNIMO, A Consciência, 1988, p.71). A energia emitida precisa de um meio para circular e um espaço gravitacional para ser armazenada. As energias emitidas pelas chaminés das fábricas podem circular pelo planeta devido a ação dos ventos. E elas podem também ficar confinadas na atmosfera devido a ação da força de gravidade. De maneira análoga acontece no domínio subjetivo dos pensamentos humanos. A energia do pensamento tanto circula quanto se confina devido ao princípio de gravidade que existe no plano ontológico. Nesse contexto, a poluição não existe apenas no plano das substâncias químicas agressivas ao meio ambiente físico-social, mas também no plano das substâncias alquimicas agressivas ao meio ambiente metafísico-existencial. A afinidade entre pensamentos e sentimentos ocorre de rua para rua, de bairro para bairro, de cidade para cidade, de país para país, etc. Essas afinidades são a base do princípio utilizado para tecer-se as mentes coletivas dos países, das cidades, dos bairros, das ruas e dos grupos de indivíduos. Os reservatórios formados se subdividem e se organizam através das identidades das mentes coletivas, formando redes e sub-redes, sistemas e subsistemas interligados. As Duas Forças Antagônicas estão na raiz da árvore evolutiva dos agrupamentos humanos. Os princípios Ativo e Passivo se ramificam em todas as facetas humanas como a ciência, a religião, a arte, a filosofia, etc. O princípio Ativo é notado no caráter humano. Esse princípio norteia a conduta humana em seu caminho de paz evolutiva espiritual. O indivíduo precisa conquistar na paz a sua parte negada pela sua própria ignorância. Faz-se necessário que ele se conscientize da sua polaridade em si mesmo e busque casar-se com a sua contraparte. E para isso ele precisa impulsionar-se em direção ao amor a fim de se equilibrar e contrabalançar As Duas Forças Antagônicas. Esse impulso leva-o a um despertamento pessoal que se propagará no espaço social, contribuindo para a evolução social da humanidade. Esse processo não é apenas a iluminação do ser humano, mas de conquistar aquilo que lhe é de direito possuir. O indivíduo preso ainda ao eu instintivo nega a sua própria evolução quando não se liberta da força da comodidade presente no mundo fácil de conquistas ditadas pelos sentidos objetivos e por uma racionalidade que corrobora com esses sentidos. A única maneira que se apresenta ao indivíduo preso a sua própria ignorância é através da experiência da dor. A dor age como uma mãe que sofrendo no íntimo repreende o filho quando intui ser necessário para o bem do filho. A Mãe-Dor recorre a certos atos um pouco desagradáveis no sentido de provocar um questionamento quanto a falta que o filho cometeu. Ela pode tanto recorrer as palavras adequadas para conscientizar quanto poderá aplicar algumas palmadas na criança a fim de alertá-la da sua ação desviada. O que é a Mãe-Dor? “A Mãe-Dor é o Amor que se reveste com uma imagem não muito apreciável, é verdade, mas ele tem a humildade necessária para assumir esta forma porque sabe que seu empenho, apesar de doloroso, é extremamente recompensador. A Mãe-Dor age como uma boa mãe. Esta, mesmo sofrendo no íntimo, repreende o filho quando é necessário, pois não o faz por maldade e sim, por sabedoria. Expressa-se por breves palavras, repetindo a lição que, em fase anterior, o filho não quis aprender. Por isso, para ganhar a atenção da criança, desta vez, aplica-lhe palmadas amorosas, estimulando um ponto de seu corpo. Quando a criança sente dor, logo pergunta: “Por que estou apanhando?”, “Que foi que eu fiz?” A mãe, objetivamente, limita-se a dizer: “Está apanhando porque deixou de cumprir suas obrigações, não foi obediente e está fazendo o que não deve”. E assim é na vida do homem: A Mãe-Dor age com muita consciência, trazendo consigo uma visão ampla de sua intenção - desperta-lhe e desenvolve-lhe o discernimento. Para isso, ela sensibiliza e ativa a faceta mais primitiva do ser humano: a sensibilidade material que é estimulada pelo sistema nervoso. Ela pressiona e ativa a consciência instintiva que rege as sensações, os atos momentâneos e sacode o ser em desequilíbrio através da dor, no intuito de provocar-lhe a reflexão sobre aquilo que está querendo incutir. Este ser, que não foi guiado pelo discernimento, vai sendo, então, pelos próprios instintos, pois, para elevar este indivíduo, o Amor utiliza os mesmos meios que o rebaixam. Através deste mecanismo, pressiona-o, estimula-o e procura jogar com a vontade que imediatamente lhe surgirá: a de ficar livre de incômodo o mais breve possível” (ANÔNIMO, A Consciência, 1988, p.79). Muitos indivíduos diante da dor procuram se libertar dessa situação incômoda, mas o melhor para eles é que não fiquem livres tão rapidamente sem antes de exercitarem os mecanismos dos Trielos Superiores (vontade-inteligência-amor). O modo mais rápido instintivo é fazer tudo para se livrar dessa situação, mas isso não ajudará muito uma vez que os motivos são profundamente íntimos e estão relacionados a uma tomada de consciência. Nesse sentido, eles querem se livrar dessa situação sem ter que trabalhar para crescerem. A Mãe-Dor, é então, enviada pelo Espírito do próprio indivíduo em desequilíbrio no sentido do ser para o próprio ser, ou seja, da consciência suprema pessoal, na sua autodefesa, para a consciência instintiva. Esta última é altamente rebelde, imediatista e os planos superiores lhes são inacessíveis enquanto não se esforçar num ritmo evolutivo em busca da unificação das consciências. O que está em jogo nessa relação é a autodefesa da consciência pessoal que procura proteger os outros estágios superiores intermediários da contaminação proveniente do estágio da consciência instintiva ligada ao corpo físico. Vamos dar um exemplo cotidiano: “a consciência instintiva sabe que brincar com fogos de artifício é perigoso e que estes podem danificar o corpo físico. Mas, quando ela não está bem orientada e educada, apesar de ter ciência do perigo, coloca um momento de prazer, de sensação forte, de alimentação do próprio ego acima do cuidado consigo própria e, por isso, ela se entrega à emoção. Porém, por um descuido qualquer, cuja origem a própria consciência não percebe, sua atenção é desviada e queima-se a ponta de um dedo. Que foi que provocou a queimadura? Foi a consciência suprema individual [pessoal] que desviou-lhe a atenção em um momento calculado, usando as próprias informações que a consciência instintiva lhe forneceu inconscientemente. Sempre que não se está devidamente educado e não se tem sensibilidade suficiente para perceber tudo o que acontece consigo próprio, este tipo de passagem informativa se faz de maneira inconsciente. Esse desvio de atenção provocou a queimadura no dedo, que é um sinal de alerta para que não se comprometa, nessa brincadeira insana, toda a estrutura. Este sinal de alerta vem, primeiro, em forma de mensagem endereçada à própria consciência instintiva, mas pode ocorrer que ela não se intimide e seja necessária a conscientização com a ajuda do emprego de estímulos grotescos. O Eu Superior [consciência pessoal] recorre, então, à Mãe-Dor que investe na queimadura da ponta do dedo, alertando a consciência instintiva desta maneira mais direta e grosseira. Diante do acontecido, ela pára e pensa: “Queimei meu dedo, devo ter mais cuidado e vou parar de brincar com fogos, antes que o perca”. Essa dor é uma forma de investimento do ser em si mesmo. Este é apenas um entre os milhões de exemplos que ocorrem no dia-a-dia, caracterizando o investimento interno que os seres fazem neles próprios, mas as pressões do meio ambiente que os rodeiam são, ainda, mais fortes e constantes neste despertamento pela dor” (ANÔNIMO, idem, pp.80-81). A Mãe-Dor põe limite nos atos desequilibradores dirigidos ao ser e a natureza. E se ela não existisse a Terra já estaria aniquilada pela insensibilidade da consciência instintiva que limitada pela sua visão destruiria e queimaria as imensas reservas biológicas e psicológicas ainda disponíveis. Nesse sentido, a Mãe-Dor é a garantia do equilíbrio universal. Ela é a rainha, a Mãe-sensibilidade que atua com sua faceta educativa-repreendedora no sentido de oferecer à consciência instintiva uma resposta positiva aos desvios inconscientes que por ventura escolheu seguir. O que está corrompido é detectado pela sensibilidade da Mãe-Dor que orienta outros esforços a investirem naquele ponto que está degenerando-se. O objetivo sempre é reconstituir o equilíbrio tanto no sistema agressor quanto naquele que é agredido. A Mãe-Dor “investe em todas as facetas do ser humano, até mesmo na própria estrutura orgânica, atuando nos aspectos pessoais, familiares, profissionais, psíquicos, educativos, morais, espirituais...Não somente o Amor mas a Mãe-Dor também, esta mestra orientadora da vida de todos, estão presentes em todos os lugares e situações. Por isto, ninguém poderá livrar-se dela, pois, nesta hipótese, estará ficando livre de si mesmo e despindo-se do próprio Amor, pois a Mãe-Dor é o Amor na sua maneira mais sábia de doar-se, muito mais sábia que na simples manifestação recompensadora e gratificante dos sentidos, que, porém, não conduz a grande coisa” (ANÔNIMO, idem, pp.83-84). Os trielos, composto de Consciência (intuitiva), Amor e Força de Vontade, se faz não só a nível do ser humano terrestre mas também em outros planos (e contextos da realidade) imperceptíveis à sensibilidade instintiva do indivíduo. A consciência intrinsecamente possui as energias do Amor. É o Amor o potencial agregador e equilibrador das energias e substâncias presentes nos compostos da natureza. Baseando-se na lei das probabilidades e “por meio da observação pessoal, o cientista verifica quais os elementos que têm mais possibilidades de se unirem. Mas o que vai fazer com que esses elementos se agrupem, se unam, é a lei da afinidade, da atratividade, e essa lei é dependente do Amor. As células e moléculas das substâncias que se aproximam têm de ter Amor umas pelas outras. Há necessidade de agrupamento, de união, para que ocorra a reação química. Em tudo isso está a complexidade do ser humano, do ser superior, do mundo e do Universo. Essa complexidade está muito presente no Amor. Por isso o Amor tem seu lado educativo; é para que existam boas relações, grandes afinidades, agrupamentos mais definidos, uma produtividade eficaz e para que os produtos desses empenhos sejam vigorosos, Divinos e tudo mais que se possa denominar de bom” (ANÔNIMO, idem, p.86). Na ausência do Amor ou quando o Amor está desajustado, é natural que se busque o auxílio da consciência intuitiva para estabelecer o contato e a harmonia perdida. Mas quando essa busca não ocorre de forma satisfatória, então, é ativada a super-sensibilidade da Mãe-Dor infringindo à consciência instintiva uma cobrança e um alerta de seu “pecado” de ignorar as leis que regem o universo da sensibilidade e, portanto, do Amor Matriz. A dor incômoda não deve ser rejeitada mas compreendida e bem aceita para que possa fluir o autoquestionamento das causas e dos efeitos também. Essa atitude é difícil de ser compreendida pela consciência instintiva que sempre prefere o caminho mais curto da ignorância e das respostas prontas e fáceis de serem consumidas. Como compreender uma determinada polaridade sendo uma parte dessa polaridade em dor? Essa é a questão que dificilmente a consciência instintiva do indivíduo consegue admitir, mesmo por hipótese. O indivíduo vive uma fase infanto-juvenil e para chegar à maturidade ontológica, falta muito e o “tempo disponível” está ficando cada vez mais escasso. A Mãe-Dor está investindo “todo potencial que tem para que o sol não tarde a raiar na plenitude de seu esplendor. É necessário, entretanto, que o homem deixe que os pequenos sóis da sua constituição individual, os chakras, brilhem e, quando todos brilharem em uma intensidade única, formarão um sol único que será, efetivamente, a luz de sua própria consciência suprema individual [pessoal]. Ocorrerá, então, a unificação dos seus sete planos de consciência, em uma ampliação única, através da reunião de toda lucidez e capacidades destas consciências que se encontram subdivididas. O homem tem vivido na escuridão. Seu ar atmosférico está muito pesado e esses sóis que ele possui não conseguem expandir seus raios. Que o homem, entretanto, não se negue a essa oportunidade nem a esse esplendor pessoal e deixe que esses sóis brilhem com toda capacidade. Pois está programada, no estágio em que o homem se encontra, uma exercitação das capacidades de seus veículos. O resultado será o esplendor de cada chakra, como um sol brilhante que levará todas suas consciências ao estágio máximo, para que elas tenham a condição de eclodir em outra fase evolutiva de uma nova consciência. Quando o homem passar para outro nível de consciência, todos esses sóis resumir-se-ão em um, e essa unidade terá de se projetar em outras propagações, para uma nova unificação posterior. Assim, cumprir-se-á a escala evolutiva da consciência suprema individual [pessoal]. Deverá exercitar-se a tal ponto que, diante de tanta luz emanada do espírito, o corpo ficará translúcido. O homem não poderá negar-se a esta luz, a este sol, que é de tamanha beleza, mas que só poderá ser ativado e só far-se-á reinante através de seus próprios esforços e empenhos” (ANÔNIMO, idem, p.90). Nesse contexto, “as coisas boas da vida” não são doadas mas conquistadas porque todos - sem exceção! - possuem todas as características e potencialidades infinitas em si mesmos. A doação quando feita é de si mesmo no conjunto das relações interpessoais. Como é que alguém pode doar o que ontologicamente não lhe pertence? É preciso, portanto, se conquistar os sóis interiores dos chakras (na cultura dos índios toltecas esses centros de energia eram conhecidos como “pontos de aglutinação”). "Estou dizendo que em primeiro lugar este é um mundo de energia, e depois um mundo de objetos. Se não partirmos da premissa de que este é um mundo de energia, nunca poderemos perceber a energia diretamente. Seremos sempre impedidos pela certeza física do que acabamos de mostrar: dureza dos objetos...Nosso modo de perceber é o modo do predador - ele [D.Juan] me disse uma ocasião - Um jeito muito eficiente de avaliar e classificar a comida e o perigo. Mas não é o único jeito que temos de perceber. Há outro modo, aquele com o qual estou familiarizando você; o ato de perceber diretamente a essência de tudo, da própria energia. "Perceber a essência de tudo irá nos fazer compreender, classificar e descrever o mundo em termos completamente novos, mais emocionantes e mais sofisticados". Isso era o que Dom Juan dizia. E os termos mais sofisticados aos quais aludia eram os que havia aprendido com seus predecessores; termos que correspondiam as verdades da feitiçaria, que não têm fundamento racional nem qualquer relação com os fatos de nosso mundo cotidiano, mas que são verdades auto-evidentes para os feiticeiros que percebem diretamente a energia, e que vêem a essência de tudo. Para esses feiticeiros o ato mais significativo da feitiçaria é ver a essência do universo. A versão de Dom Juan é que os feiticeiros da antigüidade, os primeiros a ver a essência do universo, descreveram-na da melhor maneira. Disseram que a essência do universo lembra fios incandescentes, esticados até o infinito em todas as direções concebíveis; filamentos luminosos com uma consciência de si próprios impossível de ser compreendida pela mente humana. Depois de ver a essência do universo, os feiticeiros da antiguidade passaram a ver a essência energética dos seres humanos. Dom Juan afirmou que eles descreviam os seres humanos como formas cheias de brilho que lembravam ovos gigantes, e chamavam-nos de ovos luminosos...A conclusão a que os feiticeiros antigos chegaram é que, quanto maior o deslocamento do ponto de aglutinação, mais incomum será o comportamento conseqüente e, claro, a consciência e a percepção consequentes. _ Observe que quando falo de ver, sempre digo "tendo aparência de", ou "parecia" _ alertou-me Dom Juan. _ Tudo que vemos é tão especial que não há como falar a respeito, a não ser comparando com algo que nos seja familiar. Ele disse que o exemplo mais adequado dessa dificuldade é o modo como os feiticeiros falam do ponto de aglutinação e do brilho que o rodeia. Descreveram-nos como brilho, e no entanto não pode ser brilho, porque são vistos sem os olhos. Eles têm de descontar a diferença e dizer que o ponto de aglutinação é um núcleo de luz, e ao redor dele existe um halo, um brilho. Dom Juan lembrou que somos tão visuais, tão regulados por nossa percepção de predador que tudo que vemos deve ser descrito em termos do que o olho do predador normalmente vê" (CASTÃNEDA, 1993, pp.18-21). Assim conhecedor do seu universo interior o ser compreenderá e amará aquele que lhe fez sofrer. Ele respeitará aqueles que estão em condições evolutivas inferiores. E se esforçará em alcançar a sabedoria de uma pessoa que está evolutivamente mais a frente. Pois, esses sóis interiores impulsionarão o ser para mais um degrau evolutivo na difícil e penosa jornada humana. A paz interior deve ser um referencial para quem já vislumbrou a imensa potencialidade que tem dentro de si. Uma vez que os atritos se tornam verdadeiros obstáculos no progresso pessoal. Isso porque cada ser humano independente de sua condição social é um espelho dessa força cósmica do Amor e possui as mesmas potencialidades. Assim, quando um atrito é criado, cria-se também uma energia contrária que pode criar dificuldades porque acaba envolvendo outras potencialidades em torno expandindo a crise e os seus efeitos. Toda prudência se faz necessária. A Mãe-Dor, se for necessário investirá no ser humano por intermédio de outro ser humano. Isso acontece porque todos carregam a potencialidade de ser parte de um todo Divino. E por isso podem ser utilizados como instrumentos desse poder Divino em seu plano de ação e equilíbrio cósmico. Por isso, o discernimento e a meditação deverão ser instrumentos imprescindíveis para qualquer individualidade. Nesse contexto, a vida é um laboratório onde são depuradas as substâncias fisiológicas e psicológicas em busca de uma qualificação supra-moral, ou seja, ética. O homem deverá “selecionar as boas atitudes, os bom gestos, para que sejam os mais aproximados e capacitados a transmitir e expressar seu verdadeiro potencial de sensações, de sentimentos e para que seus microlaboratórios se façam, também, expressão do macrolaboratório que ele é. O homem necessita conscientizar-se de que é um laboratório, que contém em si infinitos laboratórios, pois a natureza humana é infinita...O homem deve abandonar a forma condicionada de pensar, julgando o que é bom e o que é ruim, o que é pecaminoso e o que é virtuoso, baseado somente em informações que passam de geração em geração e às vezes de maneira infundada e ilógica. Preso a esses condicionamentos, permanece tão vazio quanto aquelas expressões e conceitos, pois se deve ter lógica em tudo” (ANÔNIMO, 1988, p.94). Nesse contexto, cada um deve ser cientista e pesquisador de si mesmo de modo a ajustar os diversos níveis e naturezas de substâncias, de corpos, de condutos, de energias e consciências no todo complexo da estrutura multidimensional humana. A verdadeira e sábia religião é a tomada de consciência de que cada um deve se esforçar em reconhecer o seu próprio universo laboratorial e multidimensional em si mesmo a fim de que no processo de depuração ou purificação alcancem o estágio da unidade do Amor. Ao invés de serem locais para pedintes, “as igrejas deveriam transformar-se em laboratórios e os santos de barro, em instrumentos laboratoriais, motivando o homem a usar seu próprio potencial de inteligência para projetar-se neste mundo dinâmico que a Física e a Química demonstraram plenamente. Transformar-se-á ele, então, em um ser muito mais indagador de si próprio e menos conformista no sentido de acomodação, ativando com mais intensidade as capacidades intelectuais indagadoras, no intuito de obter uma maior reação, um maior empenho em adquirir informações e, consequentemente, um maior autoconhecimento” (ANÔNIMO, A Consciência, 1988, p.95). E R. Descartes com certeza percorreu um bom pedaço desse caminho do autoconhecimento: “Era meu constante desejo aprender a distinguir o verdadeiro do falso, para ver claro nas minhas ações e proceder com segurança nesse sentido. Mas, depois de ter empregado alguns anos em estudar dessa forma no livro do mundo em procurar adquirir um pouco de experiência, tomei um dia a resolução de estudar em mim mesmo e de empregar todas as forças da minha mente em escolher o caminho a seguir: e me saí melhor, parece, do que se nunca me tivesse afastado do meu país e dos meus livros” (DESCARTES, 1935, p.18). O esforço de autoconhecimento potencializará a consciência instintiva para um giro mais forte em si mesma de maneira a alcançar um novo patamar de compreensão. Esse esforço ajudará no equilíbrio das Duas Forças Antagônicas propiciando um ajuste energético. É importante frisar que a tomada de consciência de elevados patamares de sensibilidade educará a consciência instintiva de forma que ela constate que a contagem inicial não parte da matéria para o Espírito, mas do Espírito para a matéria. E isso implica ver que a formação das estruturas dos organismos depende desse ponto de partida espiritual. E todas as intervenções na estrutura da natureza humana dependerá do conhecimento dessa referência básica. A mudança da consciência “deve começar dentro de cada um e é um problema que data de séculos e depende, em primeiro lugar, de saber até onde alcança a capacidade de evolução da psique. Tudo o que sabemos hoje é que há indivíduos capazes de se desenvolver. Contudo, o seu número total escapa ao nosso conhecimento, da mesma forma como não sabemos qual seja a força sugestiva de uma consciência ampliada, isto é, não sabemos a influência que ela pode exercer sobre um círculo mais vasto. Efeitos desta espécie jamais dependem da racionalidade de uma ideia, mas bem mais da questão (que só podemos responder ex effectu - depois dos fatos): Uma época está madura ou não para mudança?" (JUNG, 1984, p.159). Existe, portanto, um sistema complexo e sutil que ocupa o espaço entre a matéria e o Espírito. São órgãos, canais e corpos sutis. De maneira que a natureza humana é um sistema multidimensional extremamente complexo e altamente vibracional. Tanto a medicina chinesa com as práticas da acupuntura quanto as técnicas de alinhamento dos chakras da meditação oriental hindu trabalham em cima dessa estrutura sutil vibracional. A medicina humana, “que se empenha tanto nas recomposições orgânicas através de transplantes, terá de sofisticar muito mais ainda a engrenagem de implantação, se quiser atingir o sucesso tão almejado. O que ignora é que cada órgão exerce, também, uma função a nível da metabolização psico-espiritual, tendo, portanto, a propriedade de reproduzir as deficiências do quadro matriz que se situa nos planos mais sutis da individualidade [pessoalidade]. Queremos dizer, com isso, que as problemáticas do nível físico refletem as problemáticas das estruturas espirituais, ou seja, as disfunções do revestimento biológico são simples pontos de referência das necessidades de aprimoramento espiritual. Quando, portanto, o ser humano sofre deficiências que se instalam gradativamente em seu organismo, a causa está em alguma carência desta parte mais sutil que se encontra acoplada à estrutura corpórea” (ANÔNIMO, A Consciência, 1988, pp.103-104). Os sete chakras são canais que interligam o corpo energético ao corpo físico. “São transformadores que dão passagem ao intercâmbio energético dos corpos. Por eles circulam energias que são transformadas, podendo tanto receber como transmitir do plano material para o energético ou espiritual e vice-versa. São portas que, quando se abrem, ligam ambientes energéticos e planos diversos” (ANÔNIMO, idem, p.183). A aproximação do saber científico com o saber mítico-religioso (apoiado nas práticas de autoconhecimento) possibilitará desenvolver a sensibilidade humana de modo a detectar níveis energéticos e níveis de consciência cada vez mais sutis aumentando assim a chance de se executar um transplante sem prejudicar o receptor dos órgãos. Uma vez que o transplante de órgãos não se dá apenas no nível do sistema biológico mas que deve se levar em consideração os diversos ritmos e comandos de sistemas superiores sutis. Em outras palavras, a “natureza humana” pode ser vista como sistemas dentro de sistemas numa organização e interação hierárquica de tal ordem que aparenta não ter fim. A idéia e iniciativa de substituição dos órgãos são da consciência instintiva em busca da realização do menor esforço no uso de sua inteligência racional. O caminho de análise dos atos e hábitos sempre fica a desejar porque a consciência instintiva acredita que sempre evoluirá a sua inteligência e assim corrigirá qualquer deficiência que por ventura vier ocorrer devido a intensidade de certas práticas viciadas validadas pelo mundo do consumo. E assim a consciência instintiva sempre vai justificar a sua irresponsabilidade porque sabe que se danificar algum órgão poderá contar com um recurso “milagroso” para retornar ao estado de equilíbrio da saúde. Dessa forma, a consciência instintiva está sempre se recusando a reformular os seus maus hábitos e maus modos de se relacionar equilibradamente com a natureza. Ela prefere acreditar em algo milagroso fora dela mesma. Ou, então, não acreditar absolutamente em nada que seja de ordem espiritual, mas apenas na sua egoística possibilidade e probabilidade de crescimento apenas material. A consciência instintiva desconhece a complexidade de coordenação das frequências que deve existir com os outros corpos sutis. Ela vive o momento dela sem perceber que está inserida num contexto amplo onde se processa e metaboliza as altas frequências vitais. E essas altas frequências são operadas por “transformadores de frequências”: os chakras. Senhor, Eu sei que Tu me Sondas (música religiosa brasileira http://letras.mus.br/padre-marcelo-rossi/66350/ ). Bonita!!!!!!!!!!!!!!!!! Senhor, Eu sei que tu me sondas Sei também que me conheces Se me assento ou me levanto Conheces meus pensamentos Quer deitado ou quer andando Sabes todos os meus passos E antes que haja em mim palavras Sei que em tudo me conheces Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Deus, tu me cercaste em volta Tuas mãos em mim repousam Tal ciência, é grandiosa Não alcanço de tão alta Se eu subo até o céu Sei que ali também te encontro Se no abismo está minh'alma Sei que aí também me amas Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Senhor, eu sei que tu me amas (4 vezes) Refrão Sugiro que assistam seis vídeos na Internet: “Quem somos nós? (baseado na física quântica...ver link http://www.youtube.com/watch?v=WDXFRvbe2VY)”, “I AM” (Sobre Tom Shadyac) , “As Sete leis Espirituais do Sucesso – de Deepak Chopra”, “O Ponto de Mutação – baseado no livro de Fritjof Capra ”, “Conversando com Deus” – baseado no livro publicado por Neale Donald Walsch ... Conversando com Deus (título original em inglês: Conversations with God) é uma série de três livros publicada por Neale Donald Walsch, que afirma ter sido inspirado diretamente por Deus em seus escritos. Cada livro é escrito como um diálogo no qual Walsch faz perguntas e "Deus" as responde. Walsch afirma ainda que não se trata de canalizações, mas de inspirações divinas. Em 2006, um filme foi lançado sobre a história do autor e seus livros... Ver link http://pt.wikipedia.org/wiki/Conversando_com_Deus), “A Unidade das Religiões: O Amor Universal – no site da Organização Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Livros recomendados: “Mãos de Luz – de Barbara Ann Brennan, editora Pensamento”, “Medicina Vibracional – de Richard Gerber, editora Cultrix”, “Seu EU Sagrado – Dr. Wayne Dyer, Editora Nova Era”, “O Fluir do Amor Divino: Prema Vahini – Publicado por: Fundação Bhagavan Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Namastê! Prof. Bernardo Melgaço da Silva – pensador livre holístico-transcendental: filósofo (praticante), cientista e espiritualista – Professor Universitário Aposentado da URCA (Universidade Regional do Cariri –CE). e-mail: bernardomelgaco@gmail.com Facebook: Bernardo Melgaço da Silva/página Educação Para o Terceiro Milênio bernardomelgaco.blogspot.com Nota: Em 1992 e 1998 fiz dois trabalhos científicos: dissertação de mestrado e tese de doutorado respectivamente. E nesses dois trabalhos, que tem uma cópia de cada um na Universidade Federal do Rio de Janeiro (na biblioteca do Cento de Tecnologia –CT - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brasil), procurei mostrar (“explicar cientificamente”) o Caminho do Amor Divino que fiz em 1988. E quem desejar uma cópia dos meus trabalhos científicos envie um e-mail (eu tenho eles no formato Word) para mim, pois terei o maior prazer do mundo de compartilhar minhas pesquisas acadêmicas na UFRJ/COPPE. Namastê...obrigado!

AMANDO E CONVERSANDO COM DEUS: TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR - MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS E EXTRAORDINÁRIAS (número 64

AMANDO E CONVERSANDO COM DEUS: TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR - MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS E EXTRAORDINÁRIAS (número 64...obs.: eu tive que cortar algumas páginas finais (e coloquei outras inéditas que falam sobre A MINHA SÚPLICA A DEUS EM 1988, AMOR DIVINO E AUTOCONHECIMENTO, O QUE APRENDI NA VIDA? HOJE (20/08/2013) COMPLETEI 61 ANOS! O QUE É A GRANDE FRATERNIDADE BRANCA: UMA HIERARQUIA ESPIRITUAL CRIADA POR DEUS! OS SETE PLANOS DA CRIAÇÃO – PARTE XXIX) porque este site tem também limites de números de caracteres...ok..quem quiser os capítulos anteriores retirados procure na minha página EDUCAÇÃO PARA O TERCEIRO MILÊNIO as edições anteriores que eu postei lá ver link.... https://www.facebook.com/EducacaoParaOTerceiroMilenio...Namastê......ok?) “Senhor, eu sei que Tu me Sondas...” “Conhece-te a ti mesmo” – Sócrates (ver link...carta encíclica ”fé e razão” do Papa João Paulo II.. http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_15101998_fides-et-ratio_po.html) “All you need is love” (Lennon/MaCartney) "o problema humano é o mesmo do problema divino quando se consegue responder um então conseguimos responder o outro" Bernardo Melgaço da Silva “A centelha divina habita as profundezas do silêncio interior da consciência humana” Bernardo Melgaço da Silva “A busca da felicidade, é a mesma busca da verdadeira identidade de quem somos nós!” Bernardo Melgaço da Silva “O medo humano é decorrente da falta de fé em Deus. Assim, quando adquirimos a fé em Deus de forma inabalável junto com a fé vem também a coragem, a prudência e a humildade. Por isso, o problema humano se torna um problema divino: a fé pura incondicional de Deus.” Bernardo Melgaço da Silva “Eu Sou a Poderosa Presença Divina em Ação” HAJA LUZ/PONTE PARA A LIBERDADE "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertara"- João 8:32 INTRODUÇÃO Namastê para todos os irmãos e irmãs, recentemente eu postei no facebook um vídeo incrível cujo titulo é I AM (Sobre Tom Shadyac)...após assistir esse vídeo.. ver link (http://www.oprah.com/own-super-soul-sunday/I-AM-Watch-the-Trailer-Video) senti necessidade de compartilhar com vocês minhas experiências espirituais inexplicáveis sobre a essência do Amor Divino. Confesso que não tenho a pretensão de que todos venham me compreender, mas continuo na minha vontade de semear as minhas descobertas inexplicáveis para que possamos ter e viver um mundo melhor do que esse. Em 1988 fui abençoado por uma experiência mística-espiritual com o Amor Divino e a partir dessa experiência decidi escrever e divulgar de forma científica, filosófica e espiritual e não parei até hoje mesmo doente e angustiado como estou agora. A fé de Deus me dá forças para continuar escrevendo minhas reflexões e divulgando para todos o que existe por detrás dessa palavra tão falada, mas pouco vivenciada pela humanidade: Amor Divino. E como se deu esse fenômeno? Tudo começou quando em desespero roguei para Deus que me revelasse a Verdade Dele sobre a nossa vida humana caótica, violenta, acelerada e neurótica. Isso chorando de joelhos copiosamente olhando para um quadro de Jesus, o rosto dele pintado em branco num pano de veludo preto com a coroa de espinho e o sangue escorrendo na face, numa tarde quando morava num quitinete no bairro do Flamengo na zona sul do Rio de Janeiro. Eu era engenheiro e estava começando o meu mestrado na COPPE/UFRJ. Então, numa tarde quando palestrava na minha universidade para um grupo de professores e alunos senti uma voz interior dizendo: "Você está orgulhoso". Eu respondi logo: "de onde fala e quem tu és?". A voz interior me respondeu: "Eu Sou". E eu perguntei novamente: "Eu sou quem?". A Voz interior continuou dizendo: "Eu Sou". E aí sai da universidade chorando e perguntando para mim mesmo: "Quem sou eu?". E a voz continuou respondendo a mesma frase várias e várias vezes. Passei vários dias me questionando sobre a natureza da voz interior misteriosa. Até que um dia Ela me intuiu a ir para o banheiro do meu quitinete e olhar para o espelho. E diante do espelho a Voz Interior falou: "Você quer fazer a sua transformação acordado ou dormindo". Eu respondi: "quero fazer dormindo". E a Voz interior disse: "Não...você vai ficar acordado...e depois vai fazer um trabalho na universidade". Eu não conseguia fazer outra coisa senão "orar e vigiar a mim mesmo a cada segundo". De forma que, fui intuído a buscar ajuda espiritual com uma amiga minha bem próximo de onde eu morava. E ela me deu uma orientação dizendo: "Bernardo, preste atenção...existe em todos nós, dois níveis de existência-consciência: o eu superior e o eu inferior... descubra você mesmo quem é quem em você mesmo". Eu já tinha lido alguns livros da entidade espiritual conhecida como André Luiz psicografados por Chico Xavier. E nesses livros eu detectei e anotei duas frases que me chamaram minha atenção e são elas: "a intuição é a base da espiritualidade" e a outra "o pensamento é energia". Eu colei essas duas frases no papel na minha estante de compensado branco para não esquecê-las. Então, comecei uma jornada de investigação a partir desses três princípios básicos: "existe em nós dois níveis de existência-consciência : a inferior e a superior", "a intuição é base da espiritualidade", "o pensamento é energia". Assim sendo, comecei a prestar a atenção nos meus próprios pensamentos, sentimentos e desejos. Eu parti da hipótese de que a natureza (consciência) inferior era de frequência (vibração) baixa (negativa) e a outra natureza (consciência) superior (positiva) era de frequência (vibração) alta. E com muita força de vontade ferrenha vigiava os meus dois níveis de consciência separando que era inferior e superior dentro de mim mesmo. A minha amiga Ana que me orientou sobre os dois níveis de consciência, um dia me convidou para conhecer um lugar místico-espiritual conhecido como PONTE PARA LIBERDADE (Ver Link... http://www.ponteparaaliberdade.com.br/...até hoje ela existe!). E não é um templo espiritual ou centro espiritual, mas no quarto ou na sala de uma casa comum de uma pessoa que se diz CANAL dos mestres espirituais muito evoluídos que intuíam o CANAL para que todos conhecessem a Verdade da espiritualidade superior. A primeira vez que eu fui fiquei perplexo com o que eu presenciei e comecei a sentir quando a mulher (CANAL) falava sobre as hierarquias divinas e o que eles queriam que a gente fizesse para uma nova era de evolução espiritual. A mulher muita nova e bonita emitia uma energia que vibrava em mim tão forte que eu achei que ela estava num transe. E depois na segunda vez eu senti também uma energia muito estranha de calor no meu corpo. De modo que comprei um livro básico da PONTE PARA LIBERDADE: HAJA LUZ. E levei para casa esse e outros livros que comprei lá mesmo. Mas, tarde da noite desembrulhei o pacote e abri o livro HAJA LUZ e comecei a ler e o que aconteceu de extraordinário? Eu não conseguia parar de ler o livro e entrei pela madrugada assim. Em dado momento, senti que era tarde e precisava dormir, mas ao mesmo tempo sentia que estava cheio de energia estranha, mas gostosa e forte, que não me permitia relaxar para dormir. E foi aí que lembrei de perguntar a minha intuição de como fazer para conseguir dormir. A minha voz interior me disse: “vá para uma página no final do livro e leia uma oração”. E assim, fui e fiz (a oração era de um arcanjo..não me lembro mais o nome dele). E me deitei e “apaguei” (dormi) imediatamente. Antes de dormi eu pedi que quando eu acordasse de manhã eu estivesse com a mesma energia misteriosa durante a leitura do livro. E assim aconteceu, quando eu acordei estava com a mesma energia gostosa. Eu fui para o Aterro do Flamengo (perto do meu apartamento) e comecei a andar e a praticar os ensinamentos e a disciplina espiritual da PONTE PARA A LIBERDADE. A disciplina consistia em invocar uma chama violeta (ou chamar o mestre espiritual daquela chama – Saint Germain). Essa escola mística-espiritual ensina que cada ser humano vibra numa determinada cor (as setes cores do arco-íris). Eu descobri mais tarde que a minha cor era Azul do mestre El Morya – um mestre ascensionado da PONTE PARA A LIBERDADE. Os médiuns videntes já viram ele atrás de mim várias vezes! Voltando ao assunto comecei a praticar também a disciplina da chama violeta para transformar as vibrações negativas em positivas. E fiz com tanta perseverança que comecei a entrar num estado de consciência de paz interior e equilíbrio espiritual. Na minha disciplina espiritual utilizei os mantras (repetições sagradas) da PONTE PARA LIBERDADE por exemplo: “Eu sou Deus” ou “Eu sou a poderosa presença divina em ação” ou “A Vontade de Deus é o Bem, A Vontade de Deus é a Paz, A Vontade de Deus é a Felicidade, A Vontade de Deus é a Bondade”. Essas técnicas todas eu alternava, mas não deixava minha mente desocupada pensando e oscilando entre o passado e o futuro. Eu não poderia em hipótese nenhuma perder a fé e a vontade de continuar minha disciplina de purificação espiritual – durante semanas a fio sem parar! E o que aconteceu percebi em dado momento que eu tinha o domínio de dar ordem e ficar em equilibro quando quisesse. Num final de uma tarde a minha intuição me avisou que eu tinha alcançado o poder de pedir qualquer energia positiva para mim. Então, a cada ordem dada eu experimentava a energia pedida, por exemplo se eu pedisse Paz, a Paz interior se manifestava, se eu pedisse a Alegria eu ficava alegre e assim por diante. De forma que, mantive a disciplina e fui percebendo que eu era o único responsável pelo meu destino e minha felicidade interior. A partir dessa constatação meu nível de consciência já não era mais racional, havia alcançado o estado avançado da intuição. E fiquei totalmente absorvido por essa disciplina a tal ponto que fiquei mais de um mês ausente da UFRJ. Agora eu chego no momento mais fantástico da minha experiência mística-espiritual. Era de tarde do mês de agosto e eu estava fazendo minha disciplina espiritual num estado de consciência transcendental – inexplicável , ou seja, uma sensação de leveza interior, paz e serenidade...até que o telefone tocou e eu de imediato atendi. Do outro lado da linha telefônica (naquela época não existia o celular) estava minha amiga Gláucia que era também aluna de mestrado da minha turma. Gláucia me perguntou: “Bernardo, todos nós aqui estamos preocupados com sua ausência, meu amigo me conte o que está acontecendo com você?”. Eu disse: “Você tem tempo para me ouvir?” . E ela respondeu: “tenho, conte!”. Aí comecei a contar a minha história da disciplina espiritual com uma voz doce e serena, com calma absoluta. Em dado momento da história (bonita!) eu mesmo me emocionei e tive vontade de chorar. Tentei segurar as lágrimas, e de repente escuto a minha intuição falar bem alto na minha consciência: “Bernardo, solte a emoção!”. E aí comecei a chorar e soluçar, e falei para minha amiga que eu precisava parar de conversar para me controlar. Nesse instante, senti o fenômeno mais fantástico que um ser humano mortal comum possa vivenciar na face da terra! No centro do meu peito algo girava numa velocidade e frequência altíssima que me deixava num estado emocional inexplicável: era o Amor Divino! E quando fui colocar o telefone na base vertical senti uma energia gostosa muita fina tocar o meu braço direito. Nesse momento, sem entender o que estava acontecendo voltei-me para minha intuição e perguntei: “de onde vem essa energia?” . A intuição me respondeu: “olhe para o centro da sua mão esquerda”. E aí percebi que essa energia maravilhosa vinha do centro da minha mão esquerda. Em seguida a minha intuição me orientou para sentar sobre os meus calcanhares e levantar a mão direita aberta em direção ao céu. E aí descobri que essa energia vinha também do cosmo e entrava pela ponta dos meus dedos da mão direita e percorria um caminho em direção ao centro do meu peito aumentando mais ainda a velocidade e frequência da energia que saía dele. Fiquei extremamente encantado com esse fenômeno, e descobri que a energia estava em diversos pontos do meu apartamento. No dia seguinte, eu ainda estava nesse estado incomum transcendental e fui trabalhar como médium numa Irmandade Espiritualista Verdade Eterna (IEVE) que ficava em Ipanema (bairro nobre e rico do Rio de Janeiro). Nesse dia, era uma quinta feira aconteceu algo de extraordinário: uma cura milagrosa, que foi anunciada na semana seguinte. O nosso coordenador e dono do centro espiritualista disse: “quero comunicar e parabenizar a todos vocês, porque houve um milagre aqui na quinta-feira passada, eu não sei de qual de vocês foi o responsável por essa cura milagrosa”. Esse texto, não está completo...procurei fazer uma síntese para não cansar os meus leitores...em outra oportunidade conto outros detalhes inexplicáveis que não foram colocados nesse texto. A MINHA SÚPLICA A DEUS EM 1988: A CIÊNCIA DE SI MESMO E O VERBO DIVINO Em 1988 quando me ajoelhei (chorando copiosamente) diante de um quadro de Jesus Cristo eu estava naquele instante cheio de incertezas, muito sofrimento, mas também por mais paradoxal que pareça estava repleto de compaixão por mim e pela humanidade. Eu fiz a seguinte súplica com fervor, com toda a minha alma sofrida: “Pai, me mostre o Caminho, me mostre a Verdade. Eu não quero o poder!”. No dia seguinte repeti a mesma súplica do mesmo jeito chorando copiosamente e a alma sofrida com compaixão. E o que aconteceu de extraordinário? A partir desse dia todas as noites (por mais de uma semana!) eu via em sonho uma mulher vestida de noiva que se dirigia para mim dizendo: “Se você quer encontrar a Verdade case comigo, eu estou te esperando há muito tempo”. Naquela época eu tinha um psicólogo (o nome dele era Etiene – o consultório dele era no centro do Rio de Janeiro numa rua paralela à Avenida Presidente Vargas – local de prédios altos comerciais, bancos, Banco Central, outros serviços etc.) que além de psicólogo era espiritualista também. De forma que, procurei Etiene para decifrar os meus sonhos da noiva. Assim, contei para Etiene os sonhos e perguntei: “Etiene, quem é essa noiva?”. Etiene abriu um sorriso suave, o rosto dele ficou sereno e os olhos demonstrava uma emoção, e ele disse: “Bernardo, essa noiva não é humana, não busque ela no nosso mundo concreto e objetivo, ela está dentro de você...entendeu?”. Eu fui para o meu apartamento no Bairro do Flamengo me questionado como encontrar a noiva dentro de mim. Eu não sabia racionalmente o que significava esse fenômeno. Portanto, fiquei confuso por vários dias. A minha cabeça ficou impressionada com aquelas visões, eu não parava de pensar nela: a noiva misteriosa dos sonhos! Então, decidi comprar alguns livros espirituais, da entidade muito conhecida como André Luiz, psicografados por Chico Xavier. E nessa leitura desses livros descobri as “pistas” que iriam me ajudar a encontrar a misteriosa noiva dentro de mim. As duas frases-chaves de André Luiz são: “A intuição é a base da espiritualidade” e “O pensamento é energia”. E com essas duas “pistas” eu comecei a fazer uma abstração e imaginação fantástica. É importante frisar, aqui, que eu fiz o curso de eletricista instalador quando tinha 17 anos no SENAI. E havia trabalhado em diversas fábricas como eletricista no Rio de Janeiro. E além disso, eu também fiz o meu curso de graduação em Engenharia Elétrica modalidade Eletrônica. Essa formação no campo da eletricidade e eletrônica me ajudou muito na minha investigação interior – nada acontece por acaso! Então, a minha leitura acadêmica no campo elétrico/eletrônico me permitia abstrair sobre o fenômeno da energia. E a minha própria experiência direta com a eletricidade como eletricista me dava uma condição de aceitar sem nenhuma resistência intelectual (racional) o fenômeno do pensamento enquanto energia - e não apenas como conceito ou ideia simplesmente. O que fiz de extraordinário? Eu comecei a imaginar que os meus pensamentos seguiam as mesmas leis da física no campo da eletricidade e do eletromagnetismo. Em outras palavras, se a energia elétrica e eletrônica faziam funcionar relés, contactores, bobinas, transformadores, motores, rádios, televisões, radares, transmissores, receptores, telefones, computadores, microprocessadores, capacitores, transistores, retificadores, osciladores, enfim um mundo de tecnologias maravilhosas...então o pensamento poderia ter esse poder extraordinário das tecnologias que eu conhecia - eu não tinha nenhuma dúvida!!!!! Caramba!!!! E se isso for verdade, imaginei, eu posso modular, transformar, captar, perceber, emitir, receber, manipular, mover, acumular, processar, magnetizar, influenciar tudo a minha volta e dentro de mim. E como descobrir se isso é verdade? E se a razão é uma forma ou padrão de energia? E a intuição poderia ser também um outro padrão de energia num nível de frequência mais alta...imaginei...espetacular!!!! Eu disse a mim mesmo: “Eu tenho que testar essa hipótese do pensamento-energia e descartar ideia comum de que o pensamento é uma ideia ou conceito”. Mas, como testar a energia-pensamento se a razão é energia e a intuição é um outro nível de frequência? Eu fiquei maravilhado com essa hipótese, bastava apenas testar (experimentar, é importante frisar que a ciência moderna somente avançou de fato quando percebeu que deveria formular as hipóteses, testar e confirmar gerando assim o que os cientistas reconhecem como uma teoria válida (até que seja refutada (transcendida) por uma nova teoria e experiência inédita!). Mas, a minha questão era descobrir o fenômeno da energia-pensamento, da energia-sentimento e da energia-desejo. Tive uma “ideia” brilhante: eu vou me disciplinar e modular a frequência (tipo no rádio AM (amplitude modulada) e FM (frequência modulada))!!!! E logo parei de usar e acreditar que meus pensamentos eram apenas conceitos, ideias e raciocínios intelectuais. Então, me tornei cientista de mim mesmo, ou seja, eu era o sujeito observador (cientista) e os meus pensamentos, sentimentos e desejos eram meus objetos de estudo e experiência. Mas, como interromper o raciocínio lógico e intelectual que não parava de falar na minha consciência? Esse problema não poderia ser respondido pela razão, porque a razão enquanto fenômeno humano era o meu objeto de estudo. Qual era resposta para essa questão: o que é a energia-razão? Eu somente descobri o instrumento adequado para testar os fenômenos da energia-pensamento-sentimento-desejo, quando por “acaso” (significa, aqui, aquilo que é estranho, inesperado ou surpresa) comecei a utilizar as técnicas espirituais da instituição mística-esotérica da PONTE PARA A LIBERDADE. Eu aprendi no livro HAJA LUZ a disciplina ou exercício dos mantras (uma disciplina muito comum dos iogues na Índia!), por exemplo: “Eu sou Deus”, “Eu sou a poderosa Presença divina em Ação”, “A Vontade de Deus é o Bem; A Vontade De Deus é a Paz; A Vontade de Deus é a Felicidade; A Vontade de Deus é a Pureza; A Vontade de Deus é o Equilíbrio; A Vontade de Deus é a Bondade”. Eu percebi de imediato, que esse exercício ou disciplina interrompia (desde que eu fizesse ininterruptamente!) o processo contínuo da razão lógica e intelectual. Essa foi a minha primeira descoberta. A segunda descoberta era como modular e transformar meus impulsos, desejos e sentimentos de baixa frequência para um nível superior de alta frequência. E essa segunda questão foi descoberta também por “acaso” (eu não tive a intenção de fazer com esse fim) quando acreditei piamente que o uso ou visualização da chama violeta (do mestre ascensionado Saint Germain) era capaz de transformar minhas energias negativas em positivas (desde que eu fizesse o exercício ou disciplina ininterruptamente!). Então, eu alternava as disciplinas o dia inteiro – a cada segundo! A terceira questão era como observar os meus impulsos automáticos: pensar, sentir e desejar? A resposta para essa questão também foi por “acaso” (eu não tinha lido nada a respeito). A única disciplina que eu descobri por “acaso” antes de 1988 era de fechar os olhos e fixar a atenção na escuridão da minha consciência (fiz isso quando tinha 18 anos de idade, e naquela época eu percebi que conseguia me relaxar se ficasse meia hora fazendo esse exercício, também descobri por “acaso”). É bom frisar que várias e várias descobertas científicas importantes foram feitas por “acaso” quando o cientista estava distraído, sonhando ou um viu um fenômeno incomum, sem ter levantado nenhuma hipótese. Em síntese, eu comecei a fazer um exercício de contemplação inconscientemente, depois - bem depois - é que eu descobri isso. O ato de contemplar ou se auto-observar ininterruptamente nos capacita na habilidade de nos distanciarmos do nosso eu-ego. E nesse processo somos elevados para o nível superior do Self (termo utilizado pela psicologia ou psicanálise) ou intuição. A razão humana está cativa dos cinco sentidos comuns. E por isso que todos os grandes cientistas (como Einstein que descobriu que a mente racional avança e atravessa a fronteira e chega a intuição...e todas grandes descobertas foram feitas pela intuição). E Albert Einstein escreveu uma carta para um filósofo dizendo que ouvia o “Velho” (eu coloquei essa citação na minha dissertação de mestrado ou na minha tese de doutorado...com certeza) ou a “Inteligência da Natureza” (ele procurava evitar de usar a expressão “Deus” para não ser confundido como um religioso). Ele (Einstein) afirmou: “Penso 99 vezes e nada descubro. Mergulho em profundo silêncio. E eis que a Verdade me é revelada”. Ele utilizou a expressão REVELADA, por que? Porque a revelação é um fenômeno espiritual que ocorre em qualquer natureza uma vez que se disciplina para ouvi-la. A disciplina é a base de todas as descobertas tanto no campo científico quanto espiritual. A disciplina somente se desenvolve através da fé no exercício ou experiência que o ser humano deseja descobrir, desenvolver ou revelar. E fé, aqui, não é uma simples crença religiosa ou mesmo científica. É um fenômeno transcendental no interior da multidimensionalidade (os cientistas (da física moderna) já descobriram que a nossa existência é constituída de vários mundos paralelos...pelo menos 12 mundos!!!!!...tem um vídeo na internet da BBC que mostra essa descoberta) humana. A Verdade a qual o próprio Einstein se referiu nada mais é do que a intuição divina. E Einstein tinha consciência disso porque disse: “Estudem a fé”. A fé genuína divina é o caminho para a Verdade divina no interior do ser humano. Em outras palavras, o problema da existência humana é o mesmo problema da existência divina, de modo que quando conseguimos a resposta para um desses dois problemas conseguimos responder o outro. O Criador e a criatura estão muito próximos, mais próximos do que o elétron que gira em torno do núcleo atômico. Nesse contexto, a Verdade divina é indizível. E toda vez que o ser humano tenta dizer a Verdade ele transforma a energia intuitiva em energia racional. Por isso, mesmo que cada um tem a sua “verdade” racional. E todos tem a mesma Verdade divina. Fantástico essa constatação em 1988!!!!! Uma pessoa num estado intuitivo será sempre incompreendido para todos aqueles que estão no estado racional da energia-consciência! Isso implica dizer que toda vez que queremos ter razão numa discussão com o outro criamos inconscientemente um conflito e geramos uma crise que pode afetar a vida espiritual dos dois. A vida espiritual é tão sério que se soubéssemos das consequências nunca julgaríamos o cisco do outro ou suas deficiências ou suas ignorâncias. Por isso, Buda afirmou: “Não existe conflito entre o mal e o bem, mas entre a ignorância e a sabedoria”. Nesse sentido, a evolução espiritual (e não apenas material-tecnológica) é vital para qualquer sociedade humana. O que deseja, então, o Criador? Eu descobri que Ele deseja que sejamos felizes, que tenhamos paz, compaixão, Amor, fraternidade, solidariedade, empatia, sinceridade, fraternidade, cooperação (e não competição) etc. Em resumo, que sejamos a Sua Imagem e Semelhança, aqui, na Terra. Por isso, a frase espírita maravilhosa: “sem caridade não há salvação!” (e eu não me considero espírita, mas espiritualista – são diferentes). Temos que respeitar qualquer ser humano e ser solidário, amoroso e caridoso. A disciplina espiritual e sua intensidade é que vai gerar ou produzir um grau de espiritualidade em cada um. A oração ela ajuda em muito, mas sozinha não produz um efeito de transcendência imediata. O salto intuitivo depende do “orai e vigiai a si mesmo” e o fundamento “conhece-te a ti mesmo” (leiam a encíclica do Papa João Paulo II: “Fé e Razão” - “Fides et Ratio”). E se conhecermos a nós mesmos, profundamente, veremos com certeza absoluta: Deus falando (num profundo silêncio interior). Confesso que quase “surtei” durante esse processo de Autoconhecimento. Algumas pessoas acharam que eu estava louco , inclusive, dois professores da COPPE/UFRJ. Houve uma reunião entre 3 professores (Ronaldo, Miguel e Roberto) para discutirem o que fazer comigo. Ronaldo (meu orientador na época) disse (segundo relato de Miguel): “Ele está louco!”. Miguel disse: “ele está a caminho da loucura”. E Roberto (ele fazia um curso de teologia na PUC-RJ) disse: “Deixa eu conversar primeiro com ele para saber o que está de fato acontecendo”. Após uma conversa reservada Roberto disse para mim: “Você não está louco. Tudo que você contou tem semelhança com as histórias dos santos, muito provavelmente você alcançou o nível de consciência deles. Eu não tive a sua experiência mais li muito as histórias dos santos. Você quer que eu seja o seu novo orientador?”. Eu respondi: “sim. Gostaria muito!”. E assim foi feito! O QUE APRENDI NA VIDA? HOJE (20/08/2013) COMPLETEI 61 ANOS! Acabei de tomar o meu café da manhã e vim para o computador escrever sobre o que aprendi na vida que passou tão rápida. E dessa forma deixar um legado para os meus netos e meus irmãos da humanidade que buscam um sentido na vida. A vida me ensinou muitas coisas com grandes personalidades da nossa história e outras que não encontrei em nenhum livro que li (a minha tese de doutorado teve 18 páginas só de bibliografia!). E eu li dezenas ou centenas de livros ao longo desses 61 anos de vida. Farei um resumo do que a vida me ensinou. A primeira lição que recebi da vida foi ter a coragem de realizar meus sonhos e enfrentar a vida mesmo que os obstáculos fossem extremamente difíceis. Eu aprendi que trabalhar era importante, mas o mais importante do que trabalhar era aprender a tecnologia nova e inédita para mim, sem pensar em ganhar mais dinheiro com isso. Eu aprendi a não competir com ninguém. E que para ser culto e inteligente eu tinha que me disciplinar em ler vários livros, revistas, jornais e textos bem diversificados. E continuar perseguindo o conhecimento aonde ninguém acreditava que ele estivesse. A minha vida me ensinou que o que chamamos de fantasia pode um dia ser real, belo, fantástico e maravilhoso. Tento lembrar do meu passado e vejo que algo extraordinário me ajudou, algo invisível poderoso e maravilhoso evitou que eu passasse por tragédias e desastres terríveis. E foram tantos acontecimentos e fenômenos que fico surpreso por ainda estar vivo e com saúde, mesmo um pouco debilitado. Aprendi na vida que a caridade é essencial e é uma virtude que devemos praticar todos os dias para com os nossos semelhantes carentes de recursos e cheios de necessidades pessoais. E foram tantos os momentos que passei que me surpreendo quando me lembro que até aos 40 anos de idade eu gostava de me misturar as crianças para saltar pipa no Aterro do Flamengo (bairro nobre e rico do Rio de Janeiro – Flamengo). Aprendi com Kafka e a minha própria vida material e espiritual de que da vida se tira vários livros, mas dos livros se tira pouco – bem pouco! – a vida. Aprendi com 16 anos de idade com Francisco Otaviano que quem nasceu em brancas nuvens e em plácido repouso adormeceu; quem passou pela vida e não sofreu, foi espectro da vida, passou pela vida e não viveu. Aprendi que o mais importante de tudo na vida é vivenciar o fantástico e deslumbrante Amor Divino que acontece no centro do peito humano. Aprendi também que o verdadeiro sábio não é aquele que sabe tudo, mas aquele que aprende a distinguir o que é essencial e o que não é para se viver pleno, feliz e livre de suas construções ou fardos psicológicos. Aprendi na vida que o tempo não existe, só existe o agora. Aprendi que a vida não tem fim e nem início, mas apenas um ou mais caminhos de aprendizagem ad infinitum no aqui e agora. Aprendi que o dinheiro é energia e tem o poder de trazer bem-estar, mas que, por si só, nunca trás a felicidade para ninguém. Aprendi na vida que o trabalho tanto dignifica quanto danifica a estrutura energética de qualquer ser humano, por isso devemos dosar nossa energia física e sutil. Aprendi, portanto, que não é a substância que mata, mas a dose. E aprendi que todos os seres humanos são irmãos e irmãs de um mesmo Pai: Deus! Aprendi também que devemos agradecer a Deus por tudo que aconteceu e está acontecendo porque Deus sabe o que faz. Aprendi na vida a me espelhar nas grandes personalidades humanas que deram suas vidas com exemplos de conduta impecável: Buda, Gandhi, Einstein, Espinoza, Charles Chaplin, Jesus Cristo, Sathya Sai Baba, Chico Xavier, Sócrates, Platão, Madre Tereza de Calcutá, Gandhi, São Francisco de Assis, São Francisco Neri, Yogananda, Krisnamurti, Krishna, Lutero, Papa Francisco, Barbara Ann Brennan, Richard Gerber, Miguel de Simoni. Aprendi na vida que nossa existência humana e o mundo que nos rodeia está impregnada de três elementos essenciais interdependentes: vida-consciência-energia. Aprendi também que somos responsáveis pelo nosso próprio destino, só depende da forma como usamos nossa energia e consciência a favor ou contra as Leis Universais de Deus. Aprendi na vida que todo ser humano é um microcosmo numa relação com o macrocosmo e que tudo está interligado e interdependente. Aprendi também que não vim do macaco, mas de um poder Amoroso Criador do Universo: Deus! Aprendi também que sem fé e sem silêncio interior nunca ouviremos Deus falar conosco. E que Deus está em tudo e em todos. Aprendi a valorizar as amizades sinceras que sabem perdoar nossas falhas e não zombam de nós quando escorregamos num detalhe pequeno de ignorância. Aprendi a valorizar os bons livros e os bons filmes que com mensagens inteligentes e sensíveis nos ensinam mais um passo na longa e penosa jornada da vida. Aprendi também a ouvir e ver a natureza manifestando a beleza de Deus Criador. Aprendi também que as músicas suaves e bem feitas elevam nossos espíritos e alegram nossas almas. Aprendi também a sentir empatia pelo outro e reconhecer a criatividade do outro com seus exemplos de filosofia de vida. Aprendi que rir faz bem a saúde, mas aprendi também que rir da ignorância alheia é um pecado infantil. Aprendi que a crítica é aquele processo de reflexão que desvela e mostra o que o outro não conseguiu ver e mostrar em suas argumentações. Aprendi a respeitar a verdade de cada um, pois cada um tem um Deus interior em si mesmo, e muitas das vezes não está consciente disso. Aprendi na vida que a nossa existência aparentemente é caótica, mas que existe um poder oculto que coloca em ordem o caos. E aprendi também que devemos reconhecer o que de fato somos e não esperar o reconhecimento de ninguém. Aprendi também que mais vale um silêncio prudente do que uma palavra errada. Aprendi na vida que a evolução é um poder invisível que nos empurra para superar os obstáculos imprevisíveis colocados de propósito pelo nosso próprio Espírito Divino. Aprendi também que todo ser humano é uma esponja que absorve tudo que entra pelos seus cinco sentidos e pela razão humana. Aprendi na vida que existem outros padrões de energia em estados vibratórios que nenhum instrumento científico consegue detectar. Aprendi na vida que a sensibilidade é a mãe da sabedoria, e o que o poder não está no acumulo de conhecimento, mas no caráter burilado ou refinado a cada segundo, a cada instante em que respiramos em nossa vida cotidiana. Aprendi a valorizar o lado espiritual mais do que o lado material. E que a vida espiritual segue as mesmas leis naturais da vida material. Aprendi na vida que nossas vidas em verdade é uma grande escola que não deixa espaço para olhar para o lado e copiar do outro, temos que aprender sozinho numa relação dialógica com Deus. Aprendi na vida que devemos dar um passo em direção a Deus e que Ele dá dez passos em direção a nós. Aprendi na vida que o problema humano é o mesmo problema divino quando conseguimos responder um encontramos a resposta para o outro, ou seja, que a criatura está entrelaçada com o Criador. E aprendi também que Deus está mais perto de nós do que o elétron está girando em relação ao seu núcleo atômico. Aprendi que a força da cooperação é mais humana e divina do que o poder da competição. Aprendi também que o maior grau de conhecimento que o ser humano possa alcançar é o Amor Divino através de uma disciplina árdua e impecável de autoconhecimento. Aprendi na vida que nunca estamos sozinhos mesmo que estejamos numa ilha no meio do oceano Atlântico ou Pacífico. Aprendi na vida a separar e distinguir o sexo instintivo-animal do Amor Divino. Aprendi na vida que quando você aprende a ouvir a si mesmo ninguém mais consegue lhe entender porque a intuição transcende a razão e o instinto. Aprendi na vida que devemos morrer em vida para renascermos num outro estado de consciência transcendental, holístico, universal e inexplicável. Aprendi na vida que a sabedoria nasce num silêncio interior onde Deus fala mansamente e calmamente com doçura. Aprendi na vida que Deus quer que cada um volte a viver no paraíso dele aqui mesmo na Terra. Aprendi na vida que o pensamento é energia pura. Aprendi também que a intuição é a base da espiritualidade. Aprendi que nunca devemos desanimar mesmo que o nosso corpo reclame de dor devido a uma doença grave e “incurável” (p.ex.: um câncer avançado). E que a esperança em Deus é a última que deve morrer e nascer em vida para sermos Filhos e Filhas de Deus. Aprendi na vida a perdoar aqueles que já foram julgados e condenados à prisão humana pelos seus pecados e estão jogados numa sucata humana que chamamos de presídio brasileiro. Aprendi a sentir piedade de qualquer ladrão, estuprador, matador que está pagando pelos seus pecados e continuarão pagando em suas encarnações futuras: eles não sabem o que fazem ou fizeram! Eu aprendi na vida que a verdadeira espiritualidade é algo tão sério que deveríamos ter o cuidado com cada pensamento ou sentimento emitido, porque a lei da natureza de Deus é um bumerangue, ou seja, ela volta para aquele que emitiu a energia inconscientemente. E também que cada um é responsável e vai pagar mais cedo ou mais tarde o pensamento, o sentimento ou o ato praticado de bem ou de mal. Aprendi na vida que devemos filtrar tudo aquilo que entra no nosso inconsciente via televisão, rádio, internet e outras tecnologias que nos induzem para um caminho fácil, mas desastroso no futuro. Aprendi que a vida espiritual é um caminho estreito e sua porta é extremamente pequena e perfeita. Aprendi na vida que ficar “positivo” não é desejar bens materiais, mas adquirir força de vontade para conquistar bens espirituais: paz, alegria, felicidade, harmonia, caridade, solidariedade, compaixão, amizade, respeito, tolerância, empatia, sinceridade, prudência, fé, coragem, autosuperação, autotransformação, autoconsciência, autocontrole, autoconhecimento, autorealização, autoconfiança, auto-estima, autoperdão. Aprendi na vida, com Alice Bayle, que homem é um ponto de luz divina, envolto por numerosos envoltórios, como uma luz escondida numa lanterna. Esta lanterna pode ser fechada e escura, ou aberta e irradiante. Tanto pode ser uma luz brilhante diante dos olhos dos homens, como uma coisa oculta, sem utilidade para os demais. Aprendi na vida, com Sir Thomas Browne, que existe em nós alguma coisa que pode existir sem nós e existirá depois de nós; alguma coisa que antes de nós não tinha história e que não se pode dizer como em nós entrou. Aprendi na vida, com o índio Dom Juan (nas histórias de Carlos Castãneda), que, para percebermos essas outras regiões [mundos ou realidades paralelas], precisamos não apenas desejá-las. Precisamos de energia suficiente para agarrá-las. Ele dizia que sua existência é constante e independe de nosso conhecimento, mas sua inacessibilidade é totalmente consequência de nosso condicionamento energético. Em outras palavras: apenas por causa de nosso condicionamento somos compelidos a presumir que o mundo de nossa vida cotidiana é o único mundo possível. Aprendi, com Sathya Sai Baba, que a luminosidade no rosto, esplendor no olhar, aparência firme, voz nobre, sentimento de caridade e bondade imutável, são os sintomas de um poder de vontade que está em desenvolvimento. Uma mente sem agitações, um olhar limpo e alegre são os sinais de uma pessoa em quem a paz se está implantada. Aprendi com uma pessoa anônima que o que caracteriza o homem, o que o diferencia dos demais seres vivos, é a sua capacidade de aspirar, de ir além da sua realidade presente, para alcançar outra realidade projetada, elaborada com a inteligência e o coração. O homem, neste sentido, é um projetista. Projetista de sua própria vida. Aliás, o homem começa a definhar e mesmo morrer quando não mais projeta e só se atem a satisfazer necessidades. Aprendi na vida que devemos colocar os princípios sagrados perto e uma meta a ser alcançada muito longe. Com certeza dificilmente tu alcançarás a meta. Mas, também com certeza nunca se perderás de Deus. Se os que estão perto de ti duvidarem de suas verdades, isso não importa. O que importa é que tu em nenhum momento duvides de Deus que estará infinitamente mais perto de ti do que eles. Pois, na vida a gente se confunde (ou se funde) com os princípios daquilo que colocamos e percebemos mais perto de nós. Aprendi com Peter Russel, que enquanto nos deixamos envolver pelas inúmeras facetas da vida, perdemos o acesso à experiência da união com tudo; perdemos a ligação com o que acontece debaixo da superfície de nossas ações diárias. Justamente por isso o renascimento das tradições espirituais nos tempos modernos é tão significativo. O de que precisamos, mais do que de qualquer coisa, é uma transformação profunda e espiritual. Somente assim conseguiremos perceber e realizar a transformação dos nossos valores, da qual necessitamos para sobreviver nesse período de transição. Aprendi com Lennon/MaCartney que todos nós precisamos de Amor (“All you need is love” Lennon/MaCartney). Aprendi com Acácio Vieira (brasileiro, morador do Rio de Janeiro, amigo, compadre e irmão espiritual) que os extraterrestres se comunicam com ele e querem ajudar a humanidade terrestre em seu processo de autodestruição inconsciente. Aprendi que os extraterrestres, muitos deles estão vivendo entre nós, e nós não o reconhecemos porque estamos num nível espiritual muito pequeno. Eles são extremamente evoluídos tanto tecnologicamente quanto espiritualmente. Aprendi também que a vida é um mistério e que precisa ser revelada em cada um por si mesmo, ou seja, ninguém pode fazer esse processo por nós. Aprendi que temos um ego gigantesco que nos impede de ver a luz divina em nós mesmos. E que para tanto precisamos nos disciplinarmos para uma grande transformação existencial retirando o véu ou pano escuro da nossa visão racional-instintiva. Aprendi também que os sentimentos desequilibrados criam a maioria de nossas doenças. E que somos capazes, se assim quisermos, de alcançar a felicidade, a paz, o amor divino, a tolerância, ou seja, qualquer sentimento nobre em qualquer momento ou instante, pois só depende da nossa fé inabalável em Deus e de nossa disciplina interior (os hindus chamam de Sadhana). Aprendi que existem milhões de caminhos a seguir, mas o único que devemos dar o devido valor é o “coração” (intuição). Aprendi que podemos aprender qualquer coisa, pois “só” depende da força de vontade, fé, perseverança e sensibilidade desenvolvida. Aprendi que o cosmo está habitado por seres humanos extraordinários. Aprendi com um servidor, um senhor de idade avançada extremamente humilde e pobre, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ/COPPE), o nome dele é “Jesus”, que é possível ser analfabeto na Terra e aprender com seres humanos em outras galáxias, com conhecimentos tais que jamais ser humano terrestre algum daqui pode nos ensinar. Aprendi que a vida é uma grande escola de múltiplos saberes e experiências inexplicáveis e extraordinárias. Aprendi com Jesus Cristo que devemos amar uns aos outros. Aprendi com Albert Einstein que se eu pensar 99 vezes nada descobrirei, mas se eu mergulhar num profundo silêncio, a Verdade se revelará. Aprendi com Buda que não existe conflito entre o bem e mal, mas entre a ignorância e a sabedoria. Aprendi com a PONTE PARA LIBERDADE que as afirmações e mantras EU SOU faz com que nos aproximemos da Presença Divina do Criador. Aprendi por vivência própria que o demônio é uma criação humana e não tem nada a ver com Deus. E Deus não está em conflito com ele. E que nós temos um poder divino e não precisamos ter medo dessa força do mal do astral. Aprendi muito, mas aprendi também que terei de continuar aprendendo, conforme afirmou D. Juan nas histórias de Carlos Castãneda, até o meu último suspiro dessa vida terrena. Aprendi com a física quântica que o observador afeta o objeto observado. Aprendi com Gandhi que o único tirano que devemos aceitar em nossas vidas é uma voz doce e suave dentro de nós. Aprendi, portanto, que não existe limite que nos impeçam de conhecer a cada segundo a fantástica Consciência-de-Deus – ou seja, a vida é e sempre será realmente.....fantástica!!!!! O QUE É A GRANDE FRATERNIDADE BRANCA: UMA HIERARQUIA ESPIRITUAL CRIADA POR DEUS! INTRODUÇÃO É importante frisar que a partir de 2001 pedi a Deus que me desse um tempo para trabalhar e ganhar dinheiro porque tinha um filho para criar. E assim, abandonei as minhas disciplinas espirituais e me misturei ao mundo profano concreto por um período de doze anos. Em março de 2009 tive o meu primeiro câncer de intestino. Operei e fiz quimioterapia durante seis meses. Em dezembro de 2009 descobri que tinha uma metástase no pulmão direito. Operei novamente e retirei um terço do pulmão direito, além disso tive duas costelas cortadas que causaram enormes dores quando caminhava. Ao sair do hospital operado descobri que tinha contraído uma forte pneumonia, no hospital, que parecia que o meu pulmão estava em brasas. E novamente tomei quimioterapia, após a cura (durante um mês) da pneumonia, ou seja, mais alguns meses de quimioterapia e suas sequelas. Enfim, no final de 2010 fiz uma nova cirurgia para reconstituição do intestino. Ao sair do hospital constatei que haviam machucado minha uretra com a sonda. O meu urologista pediu os exames e ele diagnosticou que era grave e que eu teria passar por uma nova cirurgia delicadíssima na uretra. Eu fiquei um mês e meio sentindo dores na uretra sem poder mexer nela. Uma semana antes de operar fiz uma afirmação para o meu urologista dizendo o seguinte de cabeça baixa e sofrendo muito (em voz baixa e muito humilde): “Doutor, estou pedindo a Deus que o senhor e seu colega que vão me operar façam uma única cirurgia, porque já não aguento mais fazer cirurgias. Se tiver que colocar uma prótese tudo bem, ou se precisar fazer um furo por debaixo do pênis..tudo bem também...escolha a melhor técnica, mas que seja a minha última cirurgia”. O meu urologista disse nervoso e em voz alta: “Eu não admito que um paciente meu me diga qual a técnica que devo fazer!!!!!”. Eu respondi de cabeça baixa humildemente: “Eu disse somente que estou pedindo a Deus”. E por alguns minutos ficamos em silêncio, e o meu urologista de repente disse para mim: “Bernardo, sabe de uma coisa, eu não tenho certeza de fato do seu problema, vamos fazer um novo exame (o terceiro!) mais minucioso na segunda-feira agora (esse dia era uma sexta-feira...a cirurgia estava marcada para a outra sexta-feira seguinte)”. Ele pegou o telefone e discou para o dono de um laboratório da Barra da Tijuca (bairro nobre, do Rio de Janeiro, de gente muito rica!!) e marcou um exame para a segunda-feira (ou seja três dias depois). Ele disse ainda: “Por favor, me traga o resultado na quarta-feira próxima (dois dias antes da cirurgia!!)”. Eu fiz o exame na segunda-feira e na quarta-feira levei o resultado para ele dentro de um envelope. E quando ele abriu o envelope e leu o resultado, o urologista falou de cabeça baixa com muita humildade: “O seu problema na uretra não é nada daquilo que os outros dois laboratórios de b.....(falou um “palavrão” ofensivo), eu ia cometer um enorme erro profissional (ele tinha 30 anos de profissão!!!)...perdão!...perdão!...perdão! você não tem nada grave, é simples e eu mesmo faço e não vou precisar de meu amigo mais especialista do que eu em uretra”. Ao terminar de falar pegou o telefone e ligou para o amigo dele que era chefe de urologia de um hospital federal e mais experiente do que ele nesse tipo de cirurgia. Ele informou para o amigo dele que não ia mais precisar do serviço dele no meu caso. Moral da história: “a fé me salvou de um problema gravíssimo na uretra!!!!”. Em dezembro de 2012 operei um câncer inicial na próstata! Em síntese, eu parei de ler e escrever (escrevia desde 1988 um artigo no formato A4 por semana e tirava fotocópias (entre 100 e 200 por semana!)) de 2009 a início de 2013. Então, alguns meses atrás decidi rever meus amigos que estão morando a milhares de quilômetros de distância, através do Facebook, mesmo que virtualmente. E assim, comecei essa série TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS E EXTRAORDINÁRIAS. E a minha intuição voltou com toda a intensidade, porque agora estou escrevendo (mesmo com o intestino preso e desregulado!!!) todos os dias....Namastê!!!!!!! Eu descobri o caminho da GRANDE FRATERNIDADE BRANCA quando (como já falei no início da introdução dessa série) vivenciei as disciplinas e as técnicas ensinadas pela PONTE PARA A LIBERDADE no livro básico conhecido como HAJA LUZ, nesse sentido o que eu tenho a dizer é o meu testemunho do caminho que fiz para alcançar o plano elevadíssimo do Amor de Deus. Assim sendo, o que vou dizer aqui nessa simples introdução, são minhas impressões e conscientização do caminho de luz que fiz em 1988. Eu descobri que qualquer pessoa pode se considerar um CANAL dos mestres ascensionados desde que aprenda as técnicas e as disciplinas espirituais ensinadas no livro HAJA LUZ (ou em outro livro espiritual de outra religião ou crença) e que de fato vivencie as energias cósmicas emanadas dos planos superiores espirituais. Por várias vezes os videntes (espíritas e não-espíritas) viram o mestre El Morya (da chama Azul) atrás de mim. Aconteceu recentemente há poucos meses de uma senhora, professora do CRATO-CE (Brasil....ela está na minha rede do Facebook...não coloco o nome dela porque ela me disse que é um dom que ela tem de ver os vários planos espirituais desde criança, mas não gosta de falar nada de espiritualidade!), me avisou pela Internet via SKIPE que estava vendo três mestres espirituais de luz atrás de mim. Um deles era muito parecido com São Francisco de Assis (tenho uma afinidade muito grande com o exemplo de vida que ele deixou para a humanidade), o outro de costa estava vestido de azul, e o terceiro estava de frente para ela irradiava muita luz ao seu redor e era alto moreno de barba branca e estava vestido todo de branco com uma turbante branco (tipo indiano). Então, o que eu aprendi sobre a GRANDE FRATERNIDADE BRANCA, é que Ela é uma hierarquia espiritual criada por Deus para auxiliar os seres humanos encarnados para que cada um faça um caminho de luz espiritual. É claro, que se formos pesquisar na Internet encontraremos várias versões de como ela se constituiu. Nesse sentido, não pretendo ser mais um a teorizar sobre a GRANDE FRATERNIDADE BRANCA. Eu só posso dar o meu testemunho e dizer que de fato ela existe mesmo, porém quem são os CANAIS escolhidos pelos mestres ascensionados (e quantos mestres espirituais são), isso eu não me arrisco a apontar. Por isso, sugiro aos leitores que estudem e pratiquem com persistência e perseverança (Fé, Vontade ferrenha, e Sensibilidade sutilizada ou refinada!) a disciplina espiritual da PONTE PARA A LIBERDADE indicada no livro HAJA LUZ: essa disciplina espiritual, o caminho é estreito e a porta é muito pequena – com certeza absoluta! Raros são aqueles que conseguem se manter no caminho da luz divina! Abaixo segue uma pequena introdução do livro HAJA LUZ que baixei da Internet ...ver link abaixo: ... http://api.ning.com/files/HYgRmBh157qcIawDzcZH5spGjbevglSYTqcRzNq2dmkXD8BlkEeW7Xd-3VwZFyptmqFzpdn794ITCJqmAudW74zXkjwm-Dbp/Haja_Luz.pdf no formato PDF (e transformei em formato WORD). Namastê! PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS – FASCÍCULO N 8 O Quinto Raio VERDADE – RAIO VERDE 4 – O ARCANJO RAFAEL DIZ: Posso apresentar-Me? Sou chamado de Arcanjo da Dedicação e Abnegação. Meu trabalho no Universo põe-Me na vanguarda das gloriosas Legiões de Seres Celestes, as Quais guiam os raios de Deus Imortal em cada emanação de vida, cujas energias são dedicadas, principalmente, ao trabalho humanitário de abençoar todos os povos. A Chama e o Raio de Minhas Atividades são os mesmos de nosso Bem-Amado Hilarion e têm uma delicada cor verde. Todos os médicos, enfermeiros, sacerdotes, irmãs de caridade, irmandades, rabinos e cada aluno e iniciado que, espontaneamente, oferecem suas forças ao serviço da vida estão, particularmente, sob Minha Benção, Meu Raio e Minha Proteção. Foi-me concedido o privilégio de descrever o regulamento da atividade de Meus Irmãos para que possais compreender melhor os detalhes de cada um dos Raios. 5 – O REGULAMENTO DOS ANJOS A – ADORAÇÃO (Arcanjo SAMUEL, Terceiro Raio, cor rosa. Chohan: Mestra Rowena) Permiti apresentar Meu dileto Irmão SAMUEL, o Arcanjo da Adoração?! Seu trabalho é a adoração divina. Sua irradiação atinge todo mensageiro celeste, anjos e devas e toda força que existe para o bem da humanidade e da Terra. Quando Nossa atividade começa a manifestar-se no Plano Interno, todos os anjos e comunidades da adoração, em conjunto, enviam a Chama Rosa. O Bem-Amado SAMUEL guia a Chama da Adoração a DEUS-PAI e aos SEUS seres de luz; esta Chama une-se com a ascensionada vibração de energia da assistência e da função espiritual. Ela carrega a Chama irradiada que de vós sobe até Samuel e então esta Chama RETORNA A VÓS e estende-se sobre toda a cidade onde é chamada. Mais tarde ireis conhecer algo mais sobre Samuel e Sua Dádiva da Adoração da Vida. B – APELO (Arcanjo EZEQUIEL, Sétimo Raio, cor violeta. Chohan: Saint Germain). O Meu Bem-Amado Irmão EZEQUIEL representa o Poder do APELO, o poder concentrado do Apelo! O Bem-Amado Mestre Saint Germain trabalha com Ele. Quando a adoração se eleva dos corações às legiões de anjos, ela retorna carregada de bênçãos para todos os que nesta hora executam os apelos, durante e após os serviços. Estas grandes irradiações de EZEQUIEL e de SAINT GERMAIN do poder dos apelos serão cada vez mais sensíveis e evidentes, quando pronunciais uma ordem ou em razão da intensidade na afirmação de um apelo, ou no prolongamento da divina Luz vinda de CIMA. C – DEDICAÇÃO (Arcanjo RAFAEL, Quinto Raio, cor verde. Chohan: Hilarion). Minhas irradiações operam por meio do raio verde da Dedicação e Abnegação de cada emanação de vida, dos anjos, devas, mestres e de todo grupo de pessoas que trabalham e se dedicam à adoração. Senti, por um momento, vossa dedicação individual, a da vossa irradiação de vida a Deus. Visualizai a descida da luz do coração do Universo que anima cada um de vossos corpos internos. DEDICAI, agora, abnegadamente e em consciência plena, que: - Vosso ESPÍRITO e vosso CORPO possam receber a Idéia Divina do Pai; - Vossos SENTIMENTOS ajudem a irradiar somente a bondade e coisas edificantes; - Vosso CORPO ETÉRICO seja um esmerado esboço; - Vosso INVÓLUCRO de carne concretize saúde e harmonia; - Vossos OLHOS, através do PRÓPRIO-DEUS, somente vejam a perfeição e que aceitem toda oportunidade e possibilidade de abençoar a vida; - Vossos OUVIDOS somente percebam a harmonia da Luz interior, a voz do Mestre e o pedido de auxílio de vossos semelhantes; - Vossos LÁBIOS somente pronunciem palavras celestiais de esperança, de fé e confiança na consciência dos humanos; - Vossas MÃOS sejam usadas para curar; - Vossos PÉS sigam o caminho apontado por Deus, que tudo envolve; - Vosso CORAÇÃO seja uma taça do Fogo Sagrado e que todo vosso SER se dedique, abnegadamente ao Serviço de Deus. ESTE É O MEU SERVIÇO À VIDA! D – ILUMINAÇÃO (Arcanjo JOFIEL, Segundo Raio, cor dourada. Chohan: antigamente, Kuthumi, depois Mestre Lanto, atualmente Mestre Confúcio). O Bem-Amado Jofiel, o Arcanjo da Iluminação, este Poderoso Ser que dá instrução aos anjos, apresenta-Se no mesmo momento, quando o próprio grande Mestre ou quando o Ser Presidente guia na consciência externa da assistência, através da palavra falada, o motivo e o sentido do serviço individual do iluminado. E – VISITAÇÃO (Arcanjo GABRIEL, Quarto Raio, cor branca. Chohan: Serapis Bey). O Bem-Amado Arcanjo GABRIEL, que vós conheceis como “o Anunciador”, apresenta-Se no mesmo instante da Visitação, ou seja, no momento quando elevais vossa Taça (consciência), e os Arcanjos, Mestres e Grandes Seres reúnem-se para responder ao vosso chamado. Assim como Ele fez com Maria, também guia em vossas consciências o Imaculado Plano de vossa própria divindade que deve SER concretizado. F – PROTEÇÃO (Arcanjo MIGUEL, Primeiro Raio, cor azul. Chohan: El Morya). Agora chegamos a Lord MIGUEL, Arcanjo da Proteção de Defensor dos anjos e dos homens. Por meio da Chama Azul e do Raio do Poder, Ele colabora, em íntima união, com o Mestre El Morya e protege os planos do vosso SERCRÍSTICO. G – SERVIR (Arcanjo URIEL, Sexto Raio, cor rubi e ouro. Chohan: antigamente, Mestre Jesus, presentemente, Mestra Nada). Quando terminamos o Nosso Serviço neste Templo Solar e quando silenciam o canto e a bênção, todos os inumeráveis Grandes Seres que aqui se acham presentes são liberados pelo Mestre Presidente. Eles vão em direção norte, sul, este, oeste. Todos estes Seres foram consagrados pelo Bem-Amado URIEL, o arcanjo do SERVIR e pela Bem-Amada Mestra Nada, sob o raio rubi-ouro. Eles levam à humanidade a bênção do poder no “servir”. Enquanto Eu libero estes anjos, conhecereis o PODER DA BÊNÇÃO do Arcanjo URIEL. Jesus, Maria e Nada percebem, sentem estas bênçãos, Vós também podeis constatar como estes Seres recolhem vossas energias e vossa Luz AGORA, conduzindo-as aos homens, a toda parte onde é necessário o auxílio e a assistência. 6 – APELO: Bem-Amado Arcanjo Rafael, eu vos amo e vos abençôo. Agradeço Vosso grande auxílio prestado à mim e à humanidade. Selai-me e a todas as pessoas na Vossa Chama da Consagração e da Perfeição! Auxiliai-me a ver somente a PERFEIÇÃO! Eu penso na PERFEIÇÃO, eu sinto a PERFEIÇÃO, eu vejo a PERFEIÇÃO, eu ouço a PERFEIÇÃO, eu falo a PERFEIÇÃO – EU SOU e manifesto somente a PERFEIÇÃO, agora e para sempre. 7 – O PODEROSO ELOHIM VISTA (Elohim do Quinto Raio, conhecido sob o nome de “CYCLOPE” ou Cyclopéia) O Grande Elohim VISTA é o “Olho Divino que tudo vê” para a Terra; é simultaneamente o ELOHIM DA CONCENTRAÇÃO DA DEVOÇÃO, DA CURA E DA MÚSICA! Juntamente com Seu complemento divino, a Bem-Amada CRYSTAL, o ELOHIM VISTA está empenhando-se, por meio da música, em carregar o físico, o mental, o emocional e a consciência etérica da humanidade e manter esta harmonia ininterruptamente, de modo que as forças dos homens possam contribuir para a música das esferas. O Poder da concentração é necessário para trazer a manifestação de tudo o que for preciso. O Poderoso Elohim Vista dará, sempre, toda ajuda se apelardes a Ele. Assim como Seu nome expressa, a Bem-Amada Crystal derrama a Sua essência cristalina no cérebro e alma, nos corpos internos e também no corpo físico para “lavá-los e purificá-los” de toda de toda falsa imagem e aglomeradas inverdades ou conceitos errôneos. Senhor, Eu sei que Tu me Sondas (música religiosa brasileira http://letras.mus.br/padre-marcelo-rossi/66350/ ). Bonita!!!!!!!!!!!!!!!!! Senhor, Eu sei que tu me sondas Sei também que me conheces Se me assento ou me levanto Conheces meus pensamentos Quer deitado ou quer andando Sabes todos os meus passos E antes que haja em mim palavras Sei que em tudo me conheces Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Deus, tu me cercaste em volta Tuas mãos em mim repousam Tal ciência, é grandiosa Não alcanço de tão alta Se eu subo até o céu Sei que ali também te encontro Se no abismo está minh'alma Sei que aí também me amas Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão Senhor, eu sei que tu me amas (4 vezes) Refrão Sugiro que assistam seis vídeos na Internet: “Quem somos nós? (baseado na física quântica...ver link http://www.youtube.com/watch?v=WDXFRvbe2VY)”, “I AM” (Sobre Tom Shadyac) , “As Sete leis Espirituais do Sucesso – de Deepak Chopra”, “O Ponto de Mutação – baseado no livro de Fritjof Capra ”, “Conversando com Deus” – baseado no livro publicado por Neale Donald Walsch ... Conversando com Deus (título original em inglês: Conversations with God) é uma série de três livros publicada por Neale Donald Walsch, que afirma ter sido inspirado diretamente por Deus em seus escritos. Cada livro é escrito como um diálogo no qual Walsch faz perguntas e "Deus" as responde. Walsch afirma ainda que não se trata de canalizações, mas de inspirações divinas. Em 2006, um filme foi lançado sobre a história do autor e seus livros... Ver link http://pt.wikipedia.org/wiki/Conversando_com_Deus), “A Unidade das Religiões: O Amor Universal – no site da Organização Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Livros recomendados: “Mãos de Luz – de Barbara Ann Brennan, editora Pensamento”, “Medicina Vibracional – de Richard Gerber, editora Cultrix”, “Seu EU Sagrado – Dr. Wayne Dyer, Editora Nova Era”, “O Fluir do Amor Divino: Prema Vahini – Publicado por: Fundação Bhagavan Sri Sathya Sai Baba do Brasil”. Namastê! Prof. Bernardo Melgaço da Silva – pensador livre holístico-transcendental: filósofo (praticante), cientista e espiritualista – Professor Universitário Aposentado da URCA (Universidade Regional do Cariri –CE). e-mail: bernardomelgaco@gmail.com Facebook: Bernardo Melgaço da Silva/ página Educação Para o Terceiro Milênio bernardomelgaco.blogspot.com Nota: Em 1992 e 1998 fiz dois trabalhos científicos: dissertação de mestrado e tese de doutorado respectivamente. E nesses dois trabalhos, que tem uma cópia de cada um na Universidade Federal do Rio de Janeiro (na biblioteca do Cento de Tecnologia –CT - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brasil), procurei mostrar (“explicar cientificamente”) o Caminho do Amor Divino que fiz em 1988. E quem desejar uma cópia dos meus trabalhos científicos envie um e-mail (eu tenho eles no formato Word) para mim, pois terei o maior prazer do mundo de compartilhar minhas pesquisas acadêmicas na UFRJ/COPPE. Namastê...obrigado!