porque convergimos e integramos com AMOR, VERDADE, RETIDÃO, PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA
dedicamos este espaço a todos que estão na busca de agregar idéias sobre a condição humana no mundo contemporâneo, através de uma perspectiva holística, cujos saberes oriundos da filosofia, ciência e espiritualidade nunca são divergentes; pelo contrário exige-nos uma postura convergente àquilo que nos move ao conhecimento do homem e das coisas.
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.
"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber
PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO
O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).
"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.
"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber
PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO
O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).
"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein
sábado, 7 de setembro de 2013
TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998 (número 26... CAPITULO I
TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ACADÊMICAS ENTRE 1994 E 1998
(número 26... CAPITULO I ... O VALOR E OS SEUS CONTEXTOS.... SENSIBILIDADE: A OBSERVAÇÃO E A CONTEMPLAÇÃO PARTE V TESE DE DOUTORADO..obs.: Prezados leitores quem quiser continuar acompanhar a série TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS E EXTRAORDINÁRIAS (O QUE É A GRANDE FRATERNIDADE BRANCA: UMA HIERARQUIA ESPIRITUAL CRIADA POR DEUS! – PARTE 1, 2, 3, ...”n”)....por favor visite o site no link http://bernardomelgaco.blogspot.com.br/ .ou o site Educação Para o Terceiro Milênio ver link... https://www.facebook.com/EducacaoParaOTerceiroMilenio
Obrigado... Namastê!
“Senhor, eu sei que Tu me Sondas...”
“Conhece-te a ti mesmo” – Sócrates (ver link...carta encíclica ”fé e razão” do Papa João Paulo II.. http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_15101998_fides-et-ratio_po.html)
“All you need is love” (Lennon/MaCartney)
"o problema humano é o mesmo do problema divino quando se consegue responder um então conseguimos responder o outro" Bernardo Melgaço da Silva
“O Humano e Deus são os dois lados da mesma moeda” Bernardo Melgaço da Silva
INTRODUÇÃO
“All you need is love”
(Lennon/MaCartney)
O VALOR E OS SEUS CONTEXTOS
SENSIBILIDADE: A OBSERVAÇÃO E A CONTEMPLAÇÃO
Vivemos atualmente o extremo dessa evolução econômica utilitária (estatal ou privada) perversa. A natureza vem se degradando enquanto o ser vem se desencontrando. Onde há encontro há crescimento e prosperidade para todos. Onde há exploração há desencontro e riqueza para poucos e pobreza para muitos: a exploração do indivíduo pelo indivíduo. É nesse quadro onde o ser individual atualmente vive, cresce e sofre por não reconhecer o seu espaço de desenvolvimento pessoal em comunhão com a natureza.
O trabalho possui dois sentidos. O primeiro é de produzir. O segundo é de valorizar. Nada se produz sem trabalho de transformação. E também nada se valoriza sem se trabalhar a própria transformação. Entender esses dois sentidos é compreender o espaço de encontro entre aquilo que é produção e aquilo que é valor. O valor da produção e a produção de valor. O equilíbrio é alcançado na harmonia do valor da produção (ser-vir) e a produção de valor (vir a ser). O excesso e a falta são sinais de desencontro e portanto desequilíbrio. A natureza da criação é sustentada por esse princípio básico de equilíbrio. Encontrar esse ponto de equilíbrio é responder em si mesmo a função do ser individual na relação com a sua própria natureza pessoal.
A questão que hoje se apresenta para todos os seres humanos é como retomar a compreensão do saber em equilíbrio existencial. Não basta apenas produzir ou deixar de produzir, precisamos saber produzir e valorizar o que se produz principalmente no contexto existencial. A natureza não é uma coisa inerte ou algo indiferente às nossas intenções. Ela responde através de canais muito sutis da consciência humana.
A força de trabalho agrupada aumenta a produtividade e também cria valor proporcional à própria força empregada. A questão não está na quantidade de produtos produzidos mas no poder do valor gerado. E valor aqui é algo muito mais significativo do que nossa construção “psico-econômica”. O valor, nesse contexto, é a diferença entre o poder do indivíduo e o poder da pessoa (em si mesmo). Assim se um empreendimento agrega muitos indivíduos o valor produzido será proporcional ao poder psicológico desses indivíduos agregados. Isso tem uma repercussão imensa no espaço-mundo social.
Essa capacidade de produção e geração de valor moral possibilitou o nascimento dos mercados. O mercado foi uma maneira de se oferecer a produção e a geração de valor moral na proporção adequada aos interesses daqueles que viam a terra (e o contexto da produção humana) como um espaço de exploração. Uma vez que a visão de encontro havia se perdido a concentração da produção e do valor foi uma contingência natural no processo de criação do mercado. O mercado é resultado do consenso paradoxal de desencontro moral. Ele é o princípio do processo de exploração. Onde existe mercado existe também a ideia da possibilidade de exploração. Pois, onde existe mercado existe competição. E onde existe competição existe diferença entre valor moral e princípio ético. Assim sendo, onde existe diferença de valor moral e princípio ético existe as tendências de sobre-valor e des-valor. Existe portanto crise de identidade e de valor. A oportunidade de realização se dá na religação de valor entre dois pólos existenciais: o indivíduo e a pessoa, e/ou o ser e a natureza
A mercadoria é um produto do mercador na sua construção psicológica do mercado. Não existe mercadoria sem mercador e sem mercado. A mercadoria é a dimensão física do processo de concentração da produção e da geração de valores estético e técnico. E mercador, aqui, é todo indivíduo que produz/valoriza a mercadoria. Ele pode ser de uma escala muito pequena ou muito grande. O mercado é o espaço onde a mercadoria é valorizada e/ou produzida. E mercadoria é também qualquer atividade humana na extração eficientemente utilitária dos recursos da natureza. Assim sendo, a energia do ser, também é uma mercadoria, quando ela é agregada juntamente com a energia da natureza da terra num processo de transformação de uma necessidade física num consumo desejado psicológico. E natureza é tudo aquilo que tem vida e que pode entrar em relação com o ser. A terra é uma natureza assim como é também a pessoa. De forma que não é mercadoria tudo aquilo que é criado para o fim de um encontro existencial. Nesse contexto, somente a pessoa pode produzir um produto não-mercadoria. Isto porque esse produto está na dimensão de valores que não podem ser concentrados ou armazenados no mundo eficientemente utilitário do indivíduo. O trabalho socialmente necessário produz mercadoria.
Temos um exemplo marcante muito recente de produção de valor onde a sociedade brasileira teve a oportunidade de presenciar a polêmica criada pelo pastor de uma igreja evangélica que chutou a imagem de Nossa Senhora de Aparecida. Isso em plena televisão. Não pretendo aqui analisar psicologicamente a atitude do pastor. Nem tampouco julgar a atitude de quem quer que seja. Pretendo apenas fazer uma reflexão sobre o grande mercado de valores morais que é o mundo social dos dias de hoje.
É preciso acalmar a fúria de alguns e se buscar o bom-senso, o equilíbrio e um pouquinho de reflexão. Creio que a imagem é sempre uma imagem. E também é um significado de valor. Devemos recordar Marx. Esse grande pensador pode nos ajudar sobre essa questão: "Podemos virar e revirar uma mercadoria, como queiramos, como coisa de valor ela permanece imperceptível" (MARX, 1988, p.54).
Assim se queremos ver o valor subjacente de alguma coisa temos que necessariamente abstrair a sua construção física aparente (o objeto-mercadoria). E da mesma forma se queremos ver puramente a sua construção física temos que necessariamente retirar o seu conteúdo-construção de valor subjacente. Um diamante na mão de um ignorante é uma pedra comum. Isto porque diante desse objeto desconhecido o ignorante não lhe emprestou (construiu) nenhum valor moral psicológico ou ético ontológico. Então nesse caso o diamante é uma pedra comum. No entanto para uma outra pessoa instruída o diamante é um objeto de grande valor.
O chute dado na imagem é um objeto de nossa percepção. E assim podemos atribuir algum valor ou simplesmente olhá-lo como ele é: um objeto de percepção. De maneira que se atribuo valor subjacente ao objeto de percepção necessariamente vou ter que abstrair a sua construção física (uma massa de gesso ou outro material qualquer). Se por outro lado prefiro olhar o ato abstraindo o seu significado de valor subjacente, obrigatoriamente o que vou perceber será uma mercadoria comum aparente (e portanto uma massa de gesso) sem um significado de valor. Ou seja, a realidade dos fatos depende de como nos posicionamos diante de nossa própria percepção que vê esses fatos.
Mas, a todo instante o objeto da percepção muda de cor, de forma, de brilho e assim se esconde de nosso olhar viciado e formatado que somente enxerga realidades enquadradas dentro de um padrão de percepção coerente com o nosso vazio de identidade. O que eu quero dizer é que “outros chutes estão sendo dados” também, só que dessa vez com a participação da própria sociedade de consumo (olhem bem para as mensagens de violência da televisão, por exemplo).
A sociedade moderna vive um momento muito difícil em busca de uma identidade coletiva que reflita valores perenes incorruptíveis. A ação do pastor merece uma reflexão não pelo o que ele fez, mais sim pelo que não estamos fazendo para a construção de uma sociedade com valores morais e princípios éticos perenes incorruptíveis. Não devemos olhar a atitude desse indivíduo religioso como uma ação isolada de “um pastor da igreja fulana de tal”. Essa visão é de um reducionismo fantástico. Pois, o Todo está interligado em todas as partes. Devemos olhar, isso sim, para a nossa própria percepção a fim de identificarmos o limite que separa o objeto da percepção da própria percepção de valor. É vendo a “tora no nosso olho” que enxergaremos e compreenderemos o “cisco no olho do outro irmão”. E assim fazendo podemos orientá-lo para um caminho verdadeiro de construção de valores morais e princípios éticos perenes incorruptíveis. Pois, todas as partes estão interligadas no Todo.
O pastor não está totalmente errado. E nem os indivíduos que estão julgando a atitude desse religioso estão totalmente certas. De fato a imagem, que ele chutou, é uma massa de gesso pintada. E é também símbolo, imagem ou referência de um processo de educação espiritual que um ser humano (nesse caso uma mulher) conseguiu realizar com sucesso. Por isso mesmo, a imagem de gesso carrega em si um valor subjacente de lembrança espiritual. Mas, por que tanta polêmica diante desse acontecimento recente? Creio eu que mais uma vez as concorrências de “verdades” estão sendo confrontadas e as diferenças de crenças religiosas estão sendo aproximadas. E quando existe aproximação entre dois pólos elétricos de cargas opostas o que se pode esperar com certeza é um curto-circuito. E é o que aconteceu e está ainda acontecendo. As diferenças deixarão de existir quando cada um aprender os verdadeiros marcos no processo de educação espiritual que o nosso mestre Jesus Cristo prescreveu com tamanha sabedoria.
A conclusão desse processo de educação espiritual crística tem por reconhecimento Espiritual um diploma de mérito: a vivência do Amor Matriz ou Divino (que não é o amar humano da sensualidade, bondade, amizade, etc.). E assim concluído o processo de educação espiritual tem-se portanto uma nova identidade ou um novo grau de consciência, conquistado com esforço, devoção, inteligência e sensibilidade. É esse o caminho de valor que muitos tentam transmitir sem tê-lo realizado completamente. O que certamente acontece, sem uma autêntica vivência, são desvios inevitáveis.
O mundo moderno está repleto de indivíduos vazios dessa identidade espiritual. E por isso temos um universo de indivíduos vazios buscando uma relação transcendental de valor com outros indivíduos vazios para preencher o imenso vazio, do Amor Matriz, que existe dentro delas mesmas. A ação de preenchimento requer como condição sine qua non a transformação do próprio indivíduo a partir de sua própria vontade. Pois, é nessa transformação ontológica que se gera princípios humanos, no ganho da diferença entre o estado de ser inferior e o estado de vir a ser superior. É nesse ponto que todas as religiões se sentem impotentes para ajudar realmente a qualquer um que se sinta vazio de Amor (o Amor Matriz é a raiz de toda felicidade humana). Pois, o Amor é uma graça de Deus que acontece quando o homem decide ir ao encontro DELE usando os seus próprios “olhos e pés”.
Nesse mundo moderno o ser vem aprendendo a ver e transformar tudo a sua volta, menos a ver e transformar a si mesmo. Esse último caminho a sua porta é estreita e os seus passos dificílimos. E nessa ânsia por ver e transformar o mundo externo, o ser não percebeu o limite de sua ação e acabou “vendo” e transformando (também), em mercadorias, os princípios sagrados. Hoje, o mundo veloz e competitivo transforma e vende imagens dos princípios: da paz, da fé, do saber, da caridade, da coragem, da segurança, da verdade, da felicidade, do Amor, etc. Vende-se tudo. E tudo é vendido.
A solução do problema de geração de valores e princípios humanos estará sempre dependente do desenvolvimento da sensibilidade humana face aos contínuos impulsos da lógica existencial em seu íntimo. Os modelos de vida serão sempre impróprios e insuficientes para orientar o caminho da conquista da verdade revelada em cada ser humano em si mesmo.
É importante ressaltar os dois movimentos e sentidos complementares que se farão necessários para que o ser humano moderno equacione a sua problemática e encontre a sua própria solução existencial. O primeiro movimento e sentido é esse:
(+) trabalho-------->transformação-------->acumulação-realização (-)
E o segundo movimento e sentido complementar ao primeiro é esse:
(+) desigualdade-equilíbrio entre classes sociais <----------- ideologias<--------------- lógica (-)
Como se pode ver através desses dois gráficos temos no extremo esquerdo trabalho/desigualdade-equilíbrio entre classes sociais. No extremo direito temos acumulação-realização/lógica. E no meio temos transformação/ideologias. Uma leitura que se pode fazer dessa síntese é que a acumulação baseada num trabalho de transformação utilitária cria desigualdades que são sustentadas por ideologias e estas por lógicas racionais. Uma outra leitura que se pode fazer é que somente através de uma realização sustentada por uma transformação onde o trabalho está voltado principalmente para a compreensão da lógica existencial, é que de fato se poderá determinar o processo de nascimento das ideologias e consequentemente as suas lutas, para o estabelecimento do equilíbrio entre classes sociais. A primeira leitura é visivelmente constatada pelos fatos sociais, políticos e econômicos atuais e também pelos acontecimentos ao longo da história humana. A segunda leitura é “invisível” e por isso somente pode ser percebida por um esforço de compreensão de uma sensibilidade humana desenvolvida.
A crise do viver humano somente encontra sentido numa morte existencial (autotranscendência). O problema do homem moderno não é diferente de seus ancestrais. Todos os problemas da vida humana têm uma causa existencial: a ignorância do homem em relação a si mesmo. É uma questão de visão. E a base da visão é a sensibilidade. Uma vez não tendo visão de sua verdadeira identidade ontológica, o homem se torna verdadeiramente cego para os princípios que governam o universo. E não poderia ser diferente. Pois, a criação do homem é parte de um processo criador extremamente amplo, complexo e sutil.
A força do pensamento racional e a prática dos sentidos objetivos, querem se manter como um ponto fixo de referência do estado de consciência. É o mesmo que se querer colocar a Terra como centro no lugar do sol. Podemos até abstrair e nos educarmos e acreditarmos nesse desejo do pensamento racional (que pretende tomar o lugar da consciência intuitiva), mas a realidade das leis naturais irá negar essa forma de ver o posicionamento e deslocamento da Terra em relação ao sol, e do pensamento racional em relação à consciência intuitiva. Creio que Descartes inverteu intelectualmente a ordem da natureza ao afirmar “Penso, logo existo”. O certo seria “Existo, logo penso” (podemos parar o pensamento racional e mesmo assim continuarmos existindo - os iogues fazem isso e muito bem!). A existência está intrinsecamente associada à consciência. E não ao pensamento. Existe um princípio de ordem e hierarquia na natureza, inclusive na natureza humana. A desordem que vemos é fruto unicamente da ignorância humana a respeito dessa hierarquia que transcende o próprio pensamento humano.
A atual civilização técnica-industrial pratica uma ordem racional no culto técnico-econômico com tal intensidade que acaba fazendo crer a quase todos que a vida técnica-econômica é um ponto fixo de referência (quase inquestionável!). O mundo moderno gira impulsionado pela tecnologia associada ao poder político-econômico. Na medida que a tecnologia passa a receber um valor de cultura, nos habituamos a acreditar que dependemos desses valores tecnológicos para sobreviver, e mais ainda que o acúmulo do ganho financeiro vai nos permitir a tão sonhada felicidade (independentemente da posição que tomamos num dos pólos - ou pontos fixos de referência - da relação do trabalho (trabalhador ou dono dos meios de produção)) na conquista de bens materiais. Essa crença destrói a possibilidade do homem produtivo questionar a sua complicada inserção no mundo lógico e tecnicamente capitalista. E assim sem um autoquestionamento nos tornamos escravos de um mundo que ajudamos a criar pensando que no final dessa criação seríamos verdadeiramente livres e felizes. Foi e é ainda um tremendo engano de uma civilização que não vai durar muito tempo para se esgotar e desabar no impacto das “forças-princípios invisíveis da natureza”.
A prática política-econômica das ideologias perde força diante dessa problemática existencial. A democracia enfraquece os seus nobres ideais humanos ficando apenas nas promessas e nos discursos bem elaborados dos políticos de carreira. Não existe um consenso sobre a base em que se apoia a democracia, ou seja, sobre o significado de “capitalismo”. Por capitalismo, “escreve Sombart, entendemos um determinado sistema econômico, que pode ser caracterizado desta maneira: é uma organização econômica de escambo, na qual normalmente dois grupos diferentes de população - os trabalhadores que são objeto da economia, e os possuidores dos meios de produção, que ao mesmo tempo têm a direção e são sujeitos da economia - colaboram unidos pelo mercado. Esta organização econômica é dominada pelo princípio do lucro e pelo princípio do racionalismo econômico” “(ANGELO BRUCCULERI, S.J., 1956, p.10).
A vida inserida nessa tensão social formada pela prática de valor capitalista entre o trabalhador de um lado e o possuidor dos meios de produção de outro lado, vai se tornando vazia de princípios perenes. O indivíduo inserido nesse espaço de sobrevivência se torna escravo de um processo que foi criado com a promessa de libertar esse mesmo indivíduo. A riqueza material pende mais para os possuidores dos meios de produção. E a pobreza em contrapartida encontra lugar no espaço psíquico dos trabalhadores que por natureza da relação não encontram outro espaço de realização. Ou o indivíduo é educado a escolher o lugar e a posição de possuidores dos meios de produção ou então ele tem mesmo que aceitar o lugar e posição que sobrou nessa relação: o de trabalhador assalariado. Ou, então ele tem que “se virar”. E a expressão “se virar” tem um domínio bastante amplo, pois abrange os serviços de biscate, ambulante, sub-empregado, “doméstica”, terceirizado e nos casos mais extremos e imorais de prostituição, “avião”, “cupim”, “olheiro”, “político da própria causa”, “x-9”, “exterminador”, “gerente de drogas”, “recuperadores de bens (cheques)”, e vai aí uma lista interminável de “serviços”.
É esse horizonte de alternativas psicológicas que se abre “moralmente” para qualquer ser humano na vida moderna capitalista. A independência da vida material depende da riqueza conquistada num dos pólos da relação do trabalho utilitário, ou na “saída do seja o que “Deus” quiser e eu puder e o resto que se dane”. Em outras palavras, o princípio nobre de independência humana se transforma numa grande utopia e complexa imoralidade. Pois, ela está alicerçada num processo de conquista externa à natureza humana: a lógica da competição a qualquer custo visando apenas uma ordem psico-econômica. “Contudo, insiste Marx, há um princípio unitário que sustenta e dá forma a todo esse distúrbio revoluncionário, à fragmentação e à insegurança perpétua. O princípio reside no que ele denomina, bem abstratamente, “valor em movimento”, ou, mais simplesmente, a circulação do capital, incansável e eternamente em busca de novas maneiras de auferir lucros” (HARVEY, 1989, p.103).
Nesse contexto, a felicidade é buscada no interior de um processo de conflito e infelicidade. E a ordem é interpretada dentro do espaço de uma hierarquia desordenada. O indivíduo moderno acaba seguindo uma vida sem saber o seu sentido verdadeiro. Pois, o sentido que lhe é proposto é aquele estabelecido na relação do trabalho entre dois pólos básicos. Fora desse contexto não há sentido. Como sobreviver honestamente sem estar inserido num dos pólos? É essa pergunta sem resposta que todos se fazem quando entram em crise emocional provocado por uma estafa física e psicológica. De forma que para se manter os pólos atuantes faz-se necessário um imenso trabalho de convencimento com slogan do tipo: “o trabalho dignifica o homem”, “o trabalho é a saúde da vida material”, “o trabalho é bom para todos”. Mas, uma parcela intelectual busca “democraticamente” se situar no pólo não-trabalhador porque sabe as conseqüências do esforço sistematizado sobre a sua natureza física e psíquica. Esses são os “privilegiados” do sistema capitalista. São os administradores do suor alheio em prol do ganho de capital para si, ou seja, o lucro, a fama, a riqueza, o acúmulo de prestígio, o poder político e as delícias dos prazeres materiais.
A prática quase ininterrupta do modelo capitalista cria no interior da natureza humana um esquema de pensamento que orienta todas as ações mentais, emocionais e existenciais do fenômeno humano. O homem vive para trabalhar e nunca para desfrutar o valor da sua existência. A sua existência passa despercebida. Ele em nenhum momento se toca de que a sua existência é muito superior à sua sobrevivência. Pois, em nenhum momento a prática capitalista deixa espaço para um autoquestionamento e auto-observação.
O homo economicus passa a sua vida cumprindo uma obrigação na cadeia produtiva. Ele vive um papel, uma função a desempenhar sem saber porque está desempenhando. Ele acredita que o que ele faz é natural. “Faz parte da vida”. Esse esquema de pensamento que lhe foi sutilmente incutido faz com que ele acredite que está cooperando para um bem social. Esse homem está simplesmente perdido e escravo em si mesmo. Ele está insensível a sua própria dimensão criadora e realmente libertadora.
As ideias de evolução, inclusive de evolução acumulativa de bens materiais, são partes do universo dos esquemas de pensamento. O pensamento racional passa ser um fim em si mesmo. E é nesse ponto que o ser humano se torna escravo em si mesmo. A razão é a prática do pensamento racional. Mas, o pensamento racional enquanto prática é limitada para descobrir outras formas de realização pessoal. Há que se transcender a prática do pensamento racional atrelado aos sentidos objetivos imediatos e descobrir outros níveis de compreensão nas camadas profundas da consciência.
Os limites do pensamento racional precisam ser superados e transcendidos para que efetivamente o ser humano se liberte em si mesmo. É a condição básica e inadiável.
A consciência intuitiva é um processo dinâmico de estados evolutivos da sensibilidade e como tal transcende a prática do pensamento racional (e dos sentidos objetivos) seja ele qual for (filosófico, religioso, científico, metafísico, místico, etc.). Assim, quando o ser humano transcende o seu próprio pensamento racional transcende também o discurso. As palavras perdem a força de impregnação na psique. Dessa forma, o homem consciente de si (a pessoa) se torna verdadeiramente livre e feliz de forma incondicional. O mundo externo não mais o domina. Esse homem está no mundo mas não é mais desse mundo. Ele vive plenamente porque morreu ontologicamente para si mesmo. E dessa forma um princípio natural novamente é cumprido na estrutura hierárquica da natureza humana.
Mas, uma grande parcela da população do mundo capitalista não alcança essa condição de liberdade. A grande maioria está presa e girando em torno do ponto técnico-econômico. Esse ponto é tomado como medida para ação e compreensão do mundo social, pessoal e espiritual. Tudo gira “intelectomaticamente” em torno desse ponto técnico-econômico. Logo, sendo esse ponto virtual, a vida social que se movimenta passa ser virtual também. E assim as realizações humanas assumem a condição virtual. As relações sociais se tornam virtuais. E o bem-estar humano se torna virtual, nunca alcançando o seu aspecto real. Em síntese, o sentido da vida humana se torna virtual.
As tecnologias modernas vem produzindo maravilhosos mundos virtuais, a tal ponto que nos acostumamos e “transformamos” a virtualidade em falsas virtuosidades. As propagandas políticas abusam da aparência virtual dos candidatos. Os programas de televisão não cansam de manipular a “virtuosidade” dos artistas e a virtualidade dos fatos. O próprio mercado de consumo é um movimento constante entre ofertas e procuras virtuais de novas necessidades “virtuosas” ou viciosas. E isso é tanto verdade que no Japão uma cantora virtual vem fazendo sucesso nas paradas de música. “Ela está subindo nas paradas de música japonesas. Só que ela não existe. É Kyoko Date, cantora virtual criada por uma empresa do Japão, cheia de personalidade. Tem 18 anos, sangue tipo A, seu filme preferido é Toy Story e o signo, escorpião. Seu CD Love communication, feito com sintetizadores, disparou nas rádios de Tóquio. E em breve ela vai ganhar o seu próprio talk-show, onde vai entrevistar personalidades de carne e osso. Com a grande vantagem de que trabalha de graça” (JORNAL DO BRASIL, Revista Domingo, 16/11/1997, p.16).
Essa virtualidade vale também para o mercado de consumo de dinheiro especulativo (o mercado financeiro). Nesse sentido, o aspecto “virtuoso” está muito mais para o virtual e vicioso do que para a virtude. E o ser humano fica no meio do caminho de transformação totalmente perdido porque não sabe discernir o que é virtuoso do que é virtual. E como ele não consegue ver a causa em si mesmo, acaba “aceitando” ou rejeitando violentamente as orientações e sugestões deducionistas que caracterizam o problema da sua felicidade e liberdade como sendo produto de uma prática virtuosa social democrática neoliberal, ou seja, o homem comum (o indivíduo) é induzido (”forçado”) a aceitar um ponto externo distante da sua própria consciência de si. O acaso existe? O acaso pode vir a existir em teoria. Pois, na teoria tudo pode existir. Mas, a experiência direta na prática das leis da vida sempre negará tanto a existência do acaso quanto o acaso da existência.
O que existe - mesmo! - são as leis naturais que transcendem e se manifestam acima da compreensão oriunda da força do pensamento racional e da prática dos sentidos objetivos humanos.
Daí a necessidade da experiência e do desenvolvimento da sensibilidade humana (ou instrumental das máquinas) em direção à virtuosidade. O desenvolvimento unilateral da sensibilidade das máquinas vem produzindo um mundo virtual e vicioso. O telefone celular, o video-game, a televisão, o cinema e o computador são “tecnologias emergentes” dessa era virtual. Mas, somente o desenvolvimento da sensibilidade humana produziu e irá produzir, em qualquer era da civilização humana, um mundo virtuoso. Eis a questão que poucos conseguem ver e aceitar conscientemente como um desígnio da natureza! Nesse sentido, o homem contemporâneo não é “mais” virtuoso do que seus ancestrais. Ele continua sendo “mais” virtual e cada vez mais competitivo. “Temos um paradigma da humanidade que funcionou séculos, uma certa ética, regras, objetivos, metas de conhecimento e de ação. Fica cada vez mais difícil atingir isso. A humanidade está em competição infinitamente acelerada com ela mesma. Alguém atinge o clímax procurado e logo se vê ultrapassado, sentindo-se então diminuído, e é assim com cada um de nós, em diversos níveis. A razão disso é que em poucos anos passamos de uma existência ainda muito ligada à natureza para uma coisa inteiramente artificial, vivemos cada vez mais a virtualidade. Consumimos coisas que nem sequer existem. Há confusão entre o virtual e o real” (LOURENÇO, 11/08/96, p.8).
É importante que se empreguem esforços no sentido de perceber o processo de transformação da virtualidade em “virtuosidade”. Essa transformação cria um sentido falso e ilusório. Assim sendo, não é a profissão que valoriza o homem, mas sim o homem quem valoriza a profissão. Marx, chegou afirmar: “não é a religião que faz o homem, mas é o homem quem faz a religião”. Eu concluo dizendo que não é a ciência que dá sentido à consciência, mas é a consciência quem dá sentido à ciência. A mistura na inversão desses sentidos resulta na ignorância e na violência do mundo moderno. Quanto à religião MARX afirmou: “a religião é a consciência de si que o homem perdeu ou não adquiriu ainda...A falta da verdadeira religião é o ópio do povo”. Que grande homem foi Marx! Nesse contexto, Marx une a ciência e a religião num único ponto fixo de referencia: a consciência de si. E Einstein concluiu brilhantemente dizendo: “estudem a fé”. E é exatamente através de uma genuína fé associada a uma vontade transcendental que o ser alcança o grande valor apontado por Jesus Cristo: o Amor Matriz.
A vida moderna está levando os indivíduos a experimentarem uma crise de valores existenciais no contexto das relações sociais cada vez mais confusas. Está nascendo um novo tipo de comportamento social que basicamente se apoia “binariamente”, ora na cruz da legalidade e ora na espada da ilegalidade, de acordo com a conveniência do momento. É um comportamento “binário”, uma vez que não se pode dizer que ele é absolutamente marginal e nem que ele é absolutamente legal. É marginal na medida que a “espada” ou revólver é empunhado para intimidar o outro a recuar diante de uma questão que tende a cair na legalidade da justiça moral. E é legal na medida que para assegurar os seus direitos perante à justiça moral, levanta-se ou mostra-se o poder da balança da justiça, a seu próprio favor _é claro! Em suma, na medida que o sujeito “binário” sente que vai perder na justiça então ele recorre à “espada” ou seja a violência e a intimidação do revólver ou da agressão. E por outro lado usa a justiça para tirar proveito naquilo que a justiça humana tem a lhe oferecer. É uma lógica perversa que deixa o seu “oponente” sem saída: “se correr o bicho pega. Se ficar o bicho come”. Em outras palavras, está nascendo no seio da sociedade um tipo de comportamento que usa a legalidade para garantir o recebimento de seus direitos e em contrapartida usa-se a ilegalidade para impedir o cumprimento das suas obrigações.
As leis sócio-econômicas são tantas e confusas e contraditórias que as interpretações extremamente racionais que fazemos delas acabam legalizando a ilegalidade. O dinheiro se transformou também em mercadoria, ou seja, o que era referencia de valor se tornou mercadoria. E como mercadoria voltou a se tornar valor. Uma transformação sem nenhuma transcendência! O próprio dinheiro produz dinheiro, compra e vende dinheiro! Vende-se mercadorias a prazo com juros altos, mas na verdade a intenção é vender dinheiro. Tudo é feito na sutileza de uma cultura econômica. As sociedades capitalistas estão cada vez mais confusas e sem direção, guiadas por um lado por milhares de leis econômicas legais e por outro por outros tantos milhares de leis combinadas e arrumadas de acordo com o interesse daqueles que buscam a riqueza fácil e ilícita sob os nomes e rótulos de “legal” e “democrático”(ou melhor “DEMO-CRÁTICO”). Nesse meio confuso de leis econômicas e não econômicas está o indivíduo em crise, e a vida e a ecologia em risco, em busca de uma resposta ética sobre a sua própria verdade de valor. O Congresso Nacional “acaba de aprovar uma lei para reduzir o número de leis. Já era hora. Os especialistas estimam que, desde 1822, o Brasil produziu quase um milhão de leis. Muitas continuam em vigor; outras caducaram; e boa parte foi parcialmente revogada, aumentando a confusão” (MORAES, 8/3/1998, p.2).
Nesse contexto, as leis morais são tantas que a sociedade se perde no processo de separação daquilo que é realmente ético. Pois, é exatamente a ética a base de qualquer sociedade justa. Ou, pelo menos deveria ser. Mas, entre aquilo que é prescrito e aquilo que é real existe um grande abismo. E nesse abismo é que se pode constatar as enormes diferenças e distorções. Fala-se muito em ética. Inclusive a própria igreja católica vem discutindo e “gritando” no sentido de apontar as deficiências visíveis da falta de ética na mídia e no mundo industrial e mercantil. Num mundo “estritamente vinculado a apropriações técnicas, dependências econômicas, sistemas de condicionamento ecológico, cada vez mais acercados, nenhuma moral simples do amor ao próximo não é mais suficiente. A ética deve passar de uma responsabilidade a ser praticada não apenas para toda a humanidade existente como para toda a porvindoura. Isto foi drasticamente explicitado pela crise do petróleo, os problemas da poluição do meio-ambiente, da emissão de substância nocivas, de irradiações letais, do armazenamento de materiais radioativos. Moralidade deve ser necessariamente mais do que o que vem sendo até hoje ou seja, questão de exigência funcional da reflexão e melhorias da vida humana para toda a humanidade. Essa moralidade deve ser acrescida dos valores sociais que consistem em uma responsabilidade mais global e também admitir valores morais que ultrapassem meras obrigatoriedades. A ética não deve mais ser equivocadamente comparada com dever moral do indivíduo” (LENK, 1990, pp.70-71).
A vida capitalista vem experimentando um crescimento das mazelas sociais. E isso pode ser visto nos próprios noticiários dos jornais e das televisões. Todo dia lemos, ouvimos ou vemos nos noticiários um novo caso de distorção, de escândalo e, portanto, de falta de ética. Os envolvidos são pessoas simples e cultas. São pessoas pobres e ricas. Ou, bandidos e policiais. Enfim as fronteiras entre o "bem e o mal" se confundem.
A vida capitalista se apoia na lei do mercado para prosperar, ou seja, o mercado produz suas próprias leis regulando o valor das mercadorias. Mas, cabe aqui algumas perguntas: o que é mesmo mercadoria? É um objeto? É um produto de consumo? É um serviço? É o próprio dinheiro? É a vida também? E será que pode ser também a lei humana? Começo a perceber que a mercantilização dos valores vem expandindo seus domínios atingindo também o domínio da ética.
É importante que se diga que a vivência ética não se ensina em nenhuma escola. Ética é a capacidade do indivíduo de compreender a sua dimensão existencial-transcendental. É o esforço de aperfeiçoamento moral para se poder vivenciar princípios sagrados, compreendendo o impacto da dimensão espiritual em si mesmo. E não tem nada a ver com dinheiro. Os problemas financeiros apenas acusam uma falta de trabalho ético-sagrado que o ser deixou de realizar em si mesmo. Assim, a vida moderna sempre terá uma relação verdadeiramente injusta até quando a sociedade se apoiar numa falsa cultura ética. Na ausência da verdadeira base cultural ética, a própria lei se transformará numa mercadoria de valor vendável. Ou seja, a justiça se tornará cega de fato e na visão de direito. Sem ética não existe lei que equilibre o mundo humano. O resto é falação racional. Não sou advogado, mas tenho plena consciência do que seja “valores humanos”. As leis humanas carecem da vivência dos princípios espirituais.
A sociedade moderna está muito preocupada em produzir, consumir e mercantilizar sem ponderar e saber realmente a dimensão valorativa do ser e além disso não tem a sensibilidade para propor uma mudança de ritmo em função das condições da Terra de suportar esse alto ritmo ininterrupto de crescimento técnico-industrial exploratório. Em outras palavras, essa preocupação não faz parte da cultura e da civilização atual. Ela é apenas uma visão de especialistas isolados na solidão inteligente e sensível. Até quando a energia da Terra será suficiente para manter o desperdício e a ganância do mundo capitalista? Apesar da alta produção de alimentos, muitos indivíduos ainda morrem de fome em vários cantos do planeta. Apesar das conquistas da medicina e da biologia, muitas doenças ainda não tem previsão de cura. O que precisa ser feito? Na atual corrida da produtividade como ficam as reservas dos recursos naturais? E o meio ambiente? E o impacto da poluição física e psicológica? Como vai se pagar o preço da Terra destruída devido a competição dos países industrializados? Até quando vai durar esse sacrifício da natureza? Quanto tempo ainda vai durar a civilização do homem técnico-industrial?
É certo que os recursos da Terra são limitados. A questão é saber quanto ainda se tem naturalmente estocado. E quanto tempo vai durar esse estoque se o ritmo atual de produção técnica industrial mantiver a exploração dos recursos naturais em contínuo crescimento. Considerando que qualquer civilização leva um certo tempo para ser formada, cabe aqui uma pergunta: quanto tempo leva para uma civilização mudar a sua base cultural onde se apoiou para crescer? E o que acontecerá quando essa base cultural começar a ruir? Será que a passagem de uma base cultural para outra é feita por um processo natural? A atual civilização conseguirá mudar sem mudar no íntimo o ser de cada um? Será que já estamos no início dessa crise de mudança de base cultural-existencial?
O que podemos fazer para impedir que as futuras gerações não tenham a má sorte de ter que se desfazer desesperadamente desse modelo civilizatório esgotado? Vamos fechar os olhos e continuar acreditando que o problema não vai estourar em nossa época? Ou seja, que cabe ao futuro. E a ética? Nosso horizonte de vida continuará se apoiando na visão moral de duração do corpo físico? Temos força para mudar o rumo desse imenso “barco” a deriva? O próximo milênio já está chegando, e assim cada um deve se questionar a respeito da sua dimensão e inserção nesse mundo técnico-estético industrial. O que vai acontecer lá na frente no futuro somente podemos saber se sabemos VER e investigar de fato como estamos multiplicando nossas crises e nossos atos e valores agora. “Quando os pressupostos tradicionais não mais explicam as perturbações em suas vidas, os homens ficam perplexos e confusos - tal como o cientista em sua vida privada e em seu trabalho. Ele é levado a examinar seus pressupostos fundamentais, a testar as hipóteses científicas por eles influenciadas e a ver sua obra em alguma relação com a crise de seu tempo” (KNELLER, 1980, p.206).
O futuro não é tão belo quanto muitos pregam na mídia e nem é tão promissor como muitos querem que acreditemos. Existe uma premissa básica para que esse futuro seja verdadeiramente belo e promissor: o renascimento qualitativo do ser. Vivemos “um período de transição que marca, na escala de nosso planeta inteiro, a passagem entre dois tipos de civilização: da civilização do humano à civilização da humanidade. A civilização do humano é a do homem-indivíduo, ainda marcado por suas raizes que mergulham na animalidade, utilizando essencialmente os recursos que seu espírito lhe propicia para melhorar sua situação no plano material, sem cuidar de saber se esse melhoramento se efetua em detrimento dos outros homens ou não. A civilização da humanidade é aquela em que o homem descobre enfim o homem, é a tomada de consciência do fato de que o humano obtém sua verdadeira liberdade construindo, com todos os homens do nosso planeta, uma estrutura unida e harmoniosa chamada humanidade; é a utilização do espírito humano para dar vida a essa nova etapa evolutiva que representa a humanidade; é, para retomarmos o vocabulário de Teilhard de Chardin, a passagem de uma civilização individualista a uma civilização personalista [pessoal], onde o homem torna-se mais livre porque mais unido aos outros homens. É isto que os jovens sentiram muito intuitivamente, é disto que será necessário que seus ascendentes tomem consciência amanhã” (CHARON, 1973, p.158).
Não basta criar e projetar imagens e ideias positivas do futuro. "Não basta provocar a mudança e indicar o possível percurso para a transformação - sem choques e contínua - dentro da angústia. Ao contrário, devemos em primeiro lugar aprender a enfrentar a chegada de uma megacrise global, em um sistema de poder e complexidade extraordinários, o qual está prestes a atingir uma instabilidade crítica. Precisamos fazer com que este período crítico engendre uma transformação que seja ao mesmo tempo humanitária e suportável. Precisamos preparar-nos para utilizar uma pequena abertura - suficiente para que, através dela possamos passar apertados de uma forma de civilização moribunda a um sistema viável - que nos levará da era contemporânea ao século XXI” (LASZLO, 1989, pp.17-19).
A crise de valores é inevitável, uma vez que as sociedades modernas apostaram em construir o prédio do progresso humano sob bases materiais virtuais. Na medida que esse prédio for subindo mais instável ele será. As dores serão consequências dos desabamentos morais e psicológicos inevitáveis devido a fragilidade do alicerce. A medida que o peso for aumentando mais e mais o terreno social irá cedendo e o prédio afundando. Os sintomas podem ser verificados pelo aumento progressivo de miséria, corrupção, doenças físicas e psicológicas, estresses, criminalidades, guerras e sofrimentos diversos. Somente a retomada do crescimento espiritual salvará esse prédio de um desabamento total: “O próximo século será espiritual, ou então não será”.
O professor do Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina, Jair Jesus Mari, “informa que até 30% da população da cidade [de São Paulo] deveria ter ajuda na área de saúde mental - a maioria devido ao estresse. “Estresse crônico vai gerando sensação de impotência, e os problemas tendem a ficar ainda maiores do que são”, afirma...Os laços de solidariedade obviamente vão se perdendo, num círculo vicioso de individualismo. Impera, portanto, a ideologia do “dane-se o resto”. Não é mais uma comunidade, mas um aglomerado de seres desconfiados” (DIMENSTEIN, 8/3/1998, p.12)
O homem moderno em crise ficou habituado a só acreditar, inclusive se colocando numa atitude de espectador passivo e crente, dos fatos que os meios de comunicação transmitem como verdades do mundo externo. A ideia de verdade, no mundo moderno, está relacionada com o discurso daquele que detém o poder de informar ou educar. Fora isso, tudo é considerado como informação não-científica, contos místicos e coisas de pessoas sensíveis que podem estar enlouquecidas como muitas que estão (?) em manicômios. É nesse laboratório dos fatos e dos valores morais aparentes e utilitários que é selecionada a verdade para o público consumidor. É diante de um bombardeio de notícias e de sugestões do poder da informação que o homem ocidental moderno vive e alimenta seu “organismo” psíquico. É nesse estágio, portanto, que caminha o mundo moderno: o automatismo da informação, o desequilíbrio na aceleração do trabalho utilitário e a ciência do mundo sem o “religare” da visão.
Assim, o indivíduo perdido em si mesmo se questiona: “O que estou buscando? O que quero encontrar? Qual a orientação que quero dar a minha vida? Certamente que não quero apenas “quantidade de vida”, ou mesmo “vida incompleta”. Almejo algo mais. Algo que possa desfrutar completamente em vida. Ou seja, algo que possua substância, peso, sentido, dimensão, qualidade, e, portanto, essência.
O indivíduo quer encontrar a essência das coisas da vida. Ele quer encontrar sem saber o que, como e onde. Tateia na escuridão da percepção na busca da essência das coisas da vida. Por isso, ele anseia em encontrar em cada coisa esse ponto, esse centro essencial. Mas, a pessoa no interior do indivíduo sabe por experiência própria que a vida somente tem sentido quando se vislumbra encontrar uma referência dessa essência fundamental. A essência que anima o ser. Todo esforço, toda descoberta tem por intenção, mesmo indiretamente, a reorientação de sua visão para o centro essencial da vida. É a vida e a sua existência a questão chave. Viver por viver não tem valor, não tem significado algum. Ele precisa experimentar o belo, o agradável, o saboroso, o extasiante, o romântico, o sutil, o amoroso, o confiável, e assim por diante. Essa é a busca que consciente ou inconsciente se realiza em todos os indivíduos. É essa experiência envolvente que empurra todos os indivíduos para frente. Inevitavelmente o indivíduo cai, mas logo a pessoa levanta. Ele sofre e deseja a felicidade. Ele mata e morre. Mas, o grande sonho é a esperança de encontrar, ou melhor, de experimentar a grandeza de algo superior nele mesmo.
Daí a crise, mas também como consequência o conflito e a oportunidade de encontrar a trilha da Verdade Maior: “vocês conhecerão a verdade. A verdade vos libertará”. É preciso continuar. Desistir nunca. O indivíduo com a visão obscurecida cai e mergulha num oceano de conflitos, guerras, desajustes e desequilíbrios. E poucos são os “buscadores” que escapam da força magnetizadora do mundo das formas. De “buscadores” eles se tornam vítimas. Eles se misturam ao mundo que queriam desvendar. É o paradoxo do ser em busca da essência das coisas.
Assim, mesmo inconsciente, ele deseja encontrar uma referência do caminho certo. Em dado momento ele se pergunta: Qual é o caminho? Será que existem vários caminhos ou será que existe apenas um único caminho? O indivíduo busca aqui e ali essas respostas. Ele tenta decifrar, interpretar e traduzir os caminhos traçados pelos grandes mestres que passaram pela Terra. Mas, isso é tudo em vão. Ele não encontra de pronto a resposta adequada. Várias são as referências, os marcos deixados por aqueles que conseguiram caminhar. Tudo em vão! Existe um mistério que permeia a busca da essência das coisas. Os marcos deixados apontam em direção à perfeição e a beleza. Mas, a palavra não é o significado. Daí que o indivíduo fica na intenção, no desejo de querer “uma estrela no céu, enquanto seus pés estão presos na Terra”.
Romper com os grilhões que nos aprisionam no “chão da Terra” é o desafio da vida. É o desafio de sermos totalmente livres para vivenciarmos a “estrela no céu”. De maneira que estamos sempre conformados com esse destino que nós mesmos criamos. É preciso ganhar asas e voar para pontos mais altos do nosso ser. Mas, como? Não sabemos como. Conhecemos muita coisa. Conhecemos muito, muito mesmo. Mas, não sabemos o essencial. Esse é o grande paradoxo. Nem muito, nem pouco. Nem mais, nem menos, mas o essencial. O essencial é tudo que precisamos.
O essencial passa ser o mistério. Buscamos uma nova resposta: o que é mesmo o essencial? Será que é essencial termos ou sermos? É essencial adquirir bens materiais? O essencial é uma questão de quantidade? Ou será que é uma questão de qualidade? Possuir isso ou aquilo é essencial ou é útil? Utilidade e essencialidade são a mesma coisa? E o valor essencial das coisas? Onde podemos ter referência do que é essencial ou não para nós? Essas são perguntas sem respostas porque para descobrirmos o que é essencial precisamos vivenciá-lo. De maneira que, a evolução das nossas experiências é que nos conduz à visão do essencial.
O mundo que criamos é centrado na utilidade ou essencialidade das coisas? Creio eu, que o mundo moderno gira sob o eixo da utilidade. Queremos as coisas que nos são úteis. Não podemos, ou melhor, não conseguimos trocar o que é essencial. Trocamos o que é útil entre nós. Não podemos trocar o ar, o vento, o clima, o sol, etc. Trocamos o que é útil para o bem comum de um grupo, sociedade, tribo ou clã. É importante analisarmos essa questão para podermos aprofundar mais sobre a qualidade de vida total. Segundo TUIÁVII (chefe da tribo Tiavéa, nos mares do sul) - comentários recolhidos por SCHEURMANN (1997):
“Papalagui [homem branco] pensa de modo estranho e muito confuso. Está sempre pensando de que maneira uma coisa pode lhe ser útil, de que forma lhe dá algum direito. Não pensa quase nunca em todos os homens, mas num só, que é ele mesmo.
Quem diz: “Minha cabeça é minha, não é de mais ninguém”, está certo, está realmente certo, ninguém pode negar. Ninguém tem mais direito à sua própria mão do que aquele que tem a mão. Até aí dou razão ao Papalagui. Mas é que ele também diz: “A palmeira é minha”, só porque ela está na frente da sua cabana. É como se ele próprio tivesse mandado a palmeira crescer. Mas a palmeira nunca é dele: nunca. A palmeira é a mão que Deus nos estende sob a terra. Deus tem muitas mãos, muitas mesmo. Toda árvore, toda flor, toda grama, o mar, o céu, as nuvens que o cobrem, tudo isso são mãos de Deus. Podemos pegá-las e nos alegrar, mas não podemos dizer: “A mão de Deus é minha mão”. É o que, no entanto, diz o Papalagui” (pp.55-56).
O essencial já existe, ele não pode ser criado pelo homem. O indivíduo cria e projeta as coisas úteis para si. A vida é essencial. Não podemos trocar a vida. Não podemos vender a vida. Podemos trocar sapato por dinheiro. Podemos vender roupas, alimentos, etc,. O essencial não está associado à “quantidade de”, mas a “qualidade de”. É claro, que existe um valor essencial na própria quantidade. Mas, não é a quantidade que determina o valor essencial. As vezes, faz-se necessário uma quantidade de água, ou seja, um valor essencial de volume de água para saciar nossa sede.
Se não percebermos isso continuaremos confundindo as coisas. Continuaremos a valorizar a utilidade e não a essencialidade. Essa distorção vem causando vários danos e desajustes do sistema energético humano. Com essa visão apurada podemos melhor compreender os desvios. Por exemplo, o trabalho social numa empresa é útil ou essencial? Certamente que é útil no processo de divisão social do trabalho e da produção. Mas, não é essencial. Essencial é o trabalho, ou esforço pessoal de transcendência que cada um tem consigo mesmo. Pode-se perceber que a nossa sobrevivência depende do trabalho útil. Mas, é o trabalho essencial que nos assegura uma existência feliz.
O trabalho útil não consegue por si próprio nos manter vivo com saúde integral (corpo-mente-Espírito). Se nos esforçamos continuamente no trabalho útil geramos estresse, fadiga, desequilíbrio, doença, sofrimento, e perda do valor essencial da vida.
O trabalho e o valor útil precisam estar subordinados ao trabalho e valor essencial. Ou seja, se estamos equilibrados ontologicamente em nosso interior, podemos então, melhor utilizarmos nossas capacidades físicas e psicológicas (e não o contrário). O produto do trabalho essencial não pode ser medido. Ele deve ser motivado. O trabalho essencial produz paz, serenidade, equilíbrio, harmonia, felicidade e alegria interior. Esses valores são essenciais para todos nós. Sem esses valores, a vida perde total sentido de existência. O que aconteceu para que nos desviássemos desse trabalho essencial? Foi a supervalorização do trabalho útil em detrimento do trabalho essencial. Invertemos a natureza dos valores ou princípios, forçamos um caminho. Nos iludimos com o caminho unilateral das descobertas utilitárias técnico-industriais.
O homem moderno, está adoecendo e perdendo o controle de suas próprias energias vitais. O aumento do número de hospitais, médicos, psicólogos indica não a evolução de uma sociedade, mas ao contrário do que pensamos, indica um grande problema nos desequilíbrios entre a criação de princípios éticos e a geração de valores morais e bens utilitários. A nossa psique desaprendeu a exercitar a produção de princípios essenciais (ontológicos). Vivemos submersos num mundo de produção de valores morais utilitaristas, ou seja, valores que nos estimulam a consumir utilidades.
A natureza é governada por princípios essenciais, ou seja, valores naturais. Não podemos inventar um valor natural. E podemos acordar sobre um valor artificial: um valor virtual. A bondade é um valor essencial. E sempre existiu em qualquer civilização humana. Da mesma forma, a fé, a fraternidade, a amizade, o perdão, etc.
O trabalho essencial é hierarquicamente superior ao trabalho útil. O caminho essencial é estreito e sua porta pequena. Retornar a trilha do trabalho e da produção essencial é a grande conquista de que precisamos para efetivamente sabermos quem somos nós, ou seja, ser essencial. E não apenas ser útil: médico, engenheiro, motorista, enfermeiro, etc. O essencial é perene. O útil é provisório, temporal e efêmero. Não conseguiremos mudar a rota de conflitos se não mudarmos a busca. Do útil para o essencial. O essencial requer renúncia e restrição. “Se quisermos ser livres e felizes, será absolutamente necessário haver renúncia e restrição” (EINSTEIN, 1981, p.64).
É preciso mudar a rota da busca. Da utilidade para a essencialidade da qualidade de vida. Essa mudança deve ocorrer dentro de cada ser. É no homem e não nos produtos físicos que a qualidade essencial deve se desenvolver. É claro, que como resposta podemos criar produtos esencialmente úteis para o benefício pessoal e a qualidade social. Mas, a recíproca não é verdadeira, ou seja, a qualidade dos produtos utilitários não produzirá no homem uma mudança de valor essencial. Inevitavelmente produzirá mais valores utilitaristas. Em outras palavras, reforçará o caminho dos valores utilitários vigentes. E dentro desse contexto de produção de valor, o indivíduo se afastará mais ainda daquilo que ele quer encontrar: a qualidade de vida total, realizada na vivencialidade do princípio do Amor Universal (o Amor Matriz).
Esse afastamento produzirá no homem moderno, um aumento de tensão interior. Essa tensão em processo de crescimento conduzirá o indivíduo, em crise, a utilizar seus valores morais utilitaristas na projeção, na explosão psíquica inevitável. O homem utilitarista caminha para um processo de autodestruição sem a verdade do Amor Matriz.
O Amor Matriz é a meta de evolução de valor. Ele é imprescindível para o desenvolvimento equilibrado de qualquer sociedade humana. Sem Amor, a vida é vazia, oca, sem valor, sem princípio, sem essência. Mas, para isso é preciso “morrer” para o amor-objeto, amor-genital, amor instintivo. A busca do Amor requer renúncia do amor socialmente conhecido, ou seja, desse amor-utilitarista que serve aos nossos propósitos egoísta de prazer. Esse é o desafio: “Nascer e morrer em vida, para nascer na eternidade do Amor Matriz”. O Amor Matriz é um caminho, é uma rota em busca dos princípios sagrados em todas as coisas. Primeiro e principalmente em nós mesmos. A intuição é a porta. E o começo. O trabalho essencial é o processo. O Amor Matriz é o tesouro, o encontro, o renascer para uma consciência infinita e holística de Deus-Pai e Deus-Mãe.
É preciso aprendermos a trabalhar, produzir e consumir primeiramente o essencial. O essencial equilibra. Atende as necessidades existenciais de todos.
Senhor, Eu sei que Tu me Sondas (música religiosa brasileira http://letras.mus.br/padre-marcelo-rossi/66350/ ). Bonita!!!!!!!!!!!!!!!!!
Senhor,
Eu sei que tu me sondas
Sei também que me conheces
Se me assento ou me levanto
Conheces meus pensamentos
Quer deitado ou quer andando
Sabes todos os meus passos
E antes que haja em mim palavras
Sei que em tudo me conheces
Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão
Deus, tu me cercaste em volta
Tuas mãos em mim repousam
Tal ciência, é grandiosa
Não alcanço de tão alta
Se eu subo até o céu
Sei que ali também te encontro
Se no abismo está minh'alma
Sei que aí também me amas
Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão
Senhor, eu sei que tu me amas (4 vezes) Refrão
Sugiro que assistam seis vídeos na Internet: “Quem somos nós? (baseado na física quântica...ver link http://www.youtube.com/watch?v=WDXFRvbe2VY)”, “I AM” (Sobre Tom Shadyac) , “As Sete leis Espirituais do Sucesso – de Deepak Chopra”, “O Ponto de Mutação – baseado no livro de Fritjof Capra ”, “Conversando com Deus” – baseado no livro publicado por Neale Donald Walsch ... Conversando com Deus (título original em inglês: Conversations with God) é uma série de três livros publicada por Neale Donald Walsch, que afirma ter sido inspirado diretamente por Deus em seus escritos. Cada livro é escrito como um diálogo no qual Walsch faz perguntas e "Deus" as responde. Walsch afirma ainda que não se trata de canalizações, mas de inspirações divinas. Em 2006, um filme foi lançado sobre a história do autor e seus livros... Ver link http://pt.wikipedia.org/wiki/Conversando_com_Deus), “A Unidade das Religiões: O Amor Universal – no site da Organização Sri Sathya Sai Baba do Brasil”.
Livros recomendados: “Mãos de Luz – de Barbara Ann Brennan, editora Pensamento”, “Medicina Vibracional – de Richard Gerber, editora Cultrix”, “Seu EU Sagrado – Dr. Wayne Dyer, Editora Nova Era”, “O Fluir do Amor Divino: Prema Vahini – Publicado por: Fundação Bhagavan Sri Sathya Sai Baba do Brasil”.
Namastê!
Prof. Bernardo Melgaço da Silva – pensador livre holístico-transcendental: filósofo (praticante), cientista e espiritualista – Professor Universitário Aposentado da URCA (Universidade Regional do Cariri –CE).
e-mail: bernardomelgaco@gmail.com
Facebook: Bernardo Melgaço da Silva/página Educação Para o Terceiro Milênio
bernardomelgaco.blogspot.com
Nota: Em 1992 e 1998 fiz dois trabalhos científicos: dissertação de mestrado e tese de doutorado respectivamente. E nesses dois trabalhos, que tem uma cópia de cada um na Universidade Federal do Rio de Janeiro (na biblioteca do Cento de Tecnologia –CT - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brasil), procurei mostrar (“explicar cientificamente”) o Caminho do Amor Divino que fiz em 1988. E quem desejar uma cópia dos meus trabalhos científicos envie um e-mail (eu tenho eles no formato Word) para mim, pois terei o maior prazer do mundo de compartilhar minhas pesquisas acadêmicas na UFRJ/COPPE. Namastê...obrigado!
TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS E EXTRAORDINÁRIAS (número 41.
TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS E EXTRAORDINÁRIAS
(número 41...obs.: eu tive que cortar algumas páginas finais (e coloquei outras inéditas que falam sobre A MINHA SÚPLICA A DEUS EM 1988, AMOR DIVINO E AUTOCONHECIMENTO, O QUE APRENDI NA VIDA? HOJE (20/08/2013) COMPLETEI 61 ANOS! O QUE É A GRANDE FRATERNIDADE BRANCA: UMA HIERARQUIA ESPIRITUAL CRIADA POR DEUS! A MORTE NÃO EXISTE – PARTE IX) porque este site tem também limites de números de caracteres...ok..quem quiser os capítulos anteriores retirados procure na minha página EDUCAÇÃO PARA O TERCEIRO MILÊNIO as edições anteriores que eu postei lá ver link.... https://www.facebook.com/EducacaoParaOTerceiroMilenio...Namastê......ok?)
“Senhor, eu sei que Tu me Sondas...”
“Conhece-te a ti mesmo” – Sócrates (ver link...carta encíclica ”fé e razão” do Papa João Paulo II.. http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_15101998_fides-et-ratio_po.html)
“All you need is love” (Lennon/MaCartney)
"o problema humano é o mesmo do problema divino quando se consegue responder um então conseguimos responder o outro" Bernardo Melgaço da Silva
“A centelha divina habita as profundezas do silêncio interior da consciência humana” Bernardo Melgaço da Silva
INTRODUÇÃO
Namastê para todos os irmãos e irmãs, recentemente eu postei no facebook um vídeo incrível cujo titulo é I AM (Sobre Tom Shadyac)...após assistir esse vídeo.. ver link (http://www.oprah.com/own-super-soul-sunday/I-AM-Watch-the-Trailer-Video) senti necessidade de compartilhar com vocês minhas experiências espirituais inexplicáveis sobre a essência do Amor Divino. Confesso que não tenho a pretensão de que todos venham me compreender, mas continuo na minha vontade de semear as minhas descobertas inexplicáveis para que possamos ter e viver um mundo melhor do que esse. Em 1988 fui abençoado por uma experiência mística-espiritual com o Amor Divino e a partir dessa experiência decidi escrever e divulgar de forma científica, filosófica e espiritual e não parei até hoje mesmo doente e angustiado como estou agora. A fé de Deus me dá forças para continuar escrevendo minhas reflexões e divulgando para todos o que existe por detrás dessa palavra tão falada, mas pouco vivenciada pela humanidade: Amor Divino. E como se deu esse fenômeno? Tudo começou quando em desespero roguei para Deus que me revelasse a Verdade Dele sobre a nossa vida humana caótica, violenta, acelerada e neurótica. Isso chorando de joelhos copiosamente olhando para um quadro de Jesus, o rosto dele pintado em branco num pano de veludo preto com a coroa de espinho e o sangue escorrendo na face, numa tarde quando morava num quitinete no bairro do Flamengo na zona sul do Rio de Janeiro. Eu era engenheiro e estava começando o meu mestrado na COPPE/UFRJ. Então, numa tarde quando palestrava na minha universidade para um grupo de professores e alunos senti uma voz interior dizendo: "Você está orgulhoso". Eu respondi logo: "de onde fala e quem tu és?". A voz interior me respondeu: "Eu Sou". E eu perguntei novamente: "Eu sou quem?". A Voz interior continuou dizendo: "Eu Sou". E aí sai da universidade chorando e perguntando para mim mesmo: "Quem sou eu?". E a voz continuou respondendo a mesma frase várias e várias vezes. Passei vários dias me questionando sobre a natureza da voz interior misteriosa. Até que um dia Ela me intuiu a ir para o banheiro do meu quitinete e olhar para o espelho. E diante do espelho a Voz Interior falou: "Você quer fazer a sua transformação acordado ou dormindo". Eu respondi: "quero fazer dormindo". E a Voz interior disse: "Não...você vai ficar acordado...e depois vai fazer um trabalho na universidade". Eu não conseguia fazer outra coisa senão "orar e vigiar a mim mesmo a cada segundo". De forma que, fui intuído a buscar ajuda espiritual com uma amiga minha bem próximo de onde eu morava. E ela me deu uma orientação dizendo: "Bernardo, preste atenção...existe em todos nós, dois níveis de existência-consciência: o eu superior e o eu inferior... descubra você mesmo quem é quem em você mesmo". Eu já tinha lido alguns livros da entidade espiritual conhecida como André Luiz psicografados por Chico Xavier. E nesses livros eu detectei e anotei duas frases que me chamaram minha atenção e são elas: "a intuição é a base da espiritualidade" e a outra "o pensamento é energia". Eu colei essas duas frases no papel na minha estante de compensado branco para não esquecê-las. Então, comecei uma jornada de investigação a partir desses três princípios básicos: "existe em nós dois níveis de existência-consciência : a inferior e a superior", "a intuição é base da espiritualidade", "o pensamento é energia". Assim sendo, comecei a prestar a atenção nos meus próprios pensamentos, sentimentos e desejos. Eu parti da hipótese de que a natureza (consciência) inferior era de frequência (vibração) baixa (negativa) e a outra natureza (consciência) superior (positiva) era de frequência (vibração) alta. E com muita força de vontade ferrenha vigiava os meus dois níveis de consciência separando que era inferior e superior dentro de mim mesmo. A minha amiga Ana que me orientou sobre os dois níveis de consciência, um dia me convidou para conhecer um lugar místico-espiritual conhecido como PONTE PARA LIBERDADE (Ver Link... http://www.ponteparaaliberdade.com.br/...até hoje ela existe!). E não é um templo espiritual ou centro espiritual, mas no quarto ou na sala de uma casa comum de uma pessoa que se diz CANAL dos mestres espirituais muito evoluídos que intuíam o CANAL para que todos conhecessem a Verdade da espiritualidade superior. A primeira vez que eu fui fiquei perplexo com o que eu presenciei e comecei a sentir quando a mulher (CANAL) falava sobre as hierarquias divinas e o que eles queriam que a gente fizesse para uma nova era de evolução espiritual. A mulher muita nova e bonita emitia uma energia que vibrava em mim tão forte que eu achei que ela estava num transe. E depois na segunda vez eu senti também uma energia muito estranha de calor no meu corpo. De modo que comprei um livro básico da PONTE PARA LIBERDADE: HAJA LUZ. E levei para casa esse e outros livros que comprei lá mesmo. Mas, tarde da noite desembrulhei o pacote e abri o livro HAJA LUZ e comecei a ler e o que aconteceu de extraordinário? Eu não conseguia parar de ler o livro e entrei pela madrugada assim. Em dado momento, senti que era tarde e precisava dormir, mas ao mesmo tempo sentia que estava cheio de energia estranha, mas gostosa e forte, que não me permitia relaxar para dormir. E foi aí que lembrei de perguntar a minha intuição de como fazer para conseguir dormir. A minha voz interior me disse: “vá para uma página no final do livro e leia uma oração”. E assim, fui e fiz (a oração era de um arcanjo..não me lembro mais o nome dele). E me deitei e “apaguei” (dormi) imediatamente. Antes de dormi eu pedi que quando eu acordasse de manhã eu estivesse com a mesma energia misteriosa durante a leitura do livro. E assim aconteceu, quando eu acordei estava com a mesma energia gostosa. Eu fui para o Aterro do Flamengo (perto do meu apartamento) e comecei a andar e a praticar os ensinamentos e a disciplina espiritual da PONTE PARA A LIBERDADE. A disciplina consistia em invocar uma chama violeta (ou chamar o mestre espiritual daquela chama – Saint Germain). Essa escola mística-espiritual ensina que cada ser humano vibra numa determinada cor (as setes cores do arco-íris). Eu descobri mais tarde que a minha cor era Azul do mestre El Morya – um mestre ascensionado da PONTE PARA A LIBERDADE. Os médiuns videntes já viram ele atrás de mim várias vezes! Voltando ao assunto comecei a praticar também a disciplina da chama violeta para transformar as vibrações negativas em positivas. E fiz com tanta perseverança que comecei a entrar num estado de consciência de paz interior e equilíbrio espiritual. Na minha disciplina espiritual utilizei os mantras (repetições sagradas) da PONTE PARA LIBERDADE por exemplo: “Eu sou Deus” ou “Eu sou a poderosa presença divina em ação” ou “A Vontade de Deus é o Bem, A Vontade de Deus é a Paz, A Vontade de Deus é a Felicidade, A Vontade de Deus é a Bondade”. Essas técnicas todas eu alternava, mas não deixava minha mente desocupada pensando e oscilando entre o passado e o futuro. Eu não poderia em hipótese nenhuma perder a fé e a vontade de continuar minha disciplina de purificação espiritual – durante semanas a fio sem parar! E o que aconteceu percebi em dado momento que eu tinha o domínio de dar ordem e ficar em equilibro quando quisesse. Num final de uma tarde a minha intuição me avisou que eu tinha alcançado o poder de pedir qualquer energia positiva para mim. Então, a cada ordem dada eu experimentava a energia pedida, por exemplo se eu pedisse Paz, a Paz interior se manifestava, se eu pedisse a Alegria eu ficava alegre e assim por diante. De forma que, mantive a disciplina e fui percebendo que eu era o único responsável pelo meu destino e minha felicidade interior. A partir dessa constatação meu nível de consciência já não era mais racional, havia alcançado o estado avançado da intuição. E fiquei totalmente absorvido por essa disciplina a tal ponto que fiquei mais de um mês ausente da UFRJ. Agora eu chego no momento mais fantástico da minha experiência mística-espiritual. Era de tarde do mês de agosto e eu estava fazendo minha disciplina espiritual num estado de consciência transcendental – inexplicável , ou seja, uma sensação de leveza interior, paz e serenidade...até que o telefone tocou e eu de imediato atendi. Do outro lado da linha telefônica (naquela época não existia o celular) estava minha amiga Gláucia que era também aluna de mestrado da minha turma. Gláucia me perguntou: “Bernardo, todos nós aqui estamos preocupados com sua ausência, meu amigo me conte o que está acontecendo com você?”. Eu disse: “Você tem tempo para me ouvir?” . E ela respondeu: “tenho, conte!”. Aí comecei a contar a minha história da disciplina espiritual com uma voz doce e serena, com calma absoluta. Em dado momento da história (bonita!) eu mesmo me emocionei e tive vontade de chorar. Tentei segurar as lágrimas, e de repente escuto a minha intuição falar bem alto na minha consciência: “Bernardo, solte a emoção!”. E aí comecei a chorar e soluçar, e falei para minha amiga que eu precisava parar de conversar para me controlar. Nesse instante, senti o fenômeno mais fantástico que um ser humano mortal comum possa vivenciar na face da terra! No centro do meu peito algo girava numa velocidade e frequência altíssima que me deixava num estado emocional inexplicável: era o Amor Divino! E quando fui colocar o telefone na base vertical senti uma energia gostosa muita fina tocar o meu braço direito. Nesse momento, sem entender o que estava acontecendo voltei-me para minha intuição e perguntei: “de onde vem essa energia?” . A intuição me respondeu: “olhe para o centro da sua mão esquerda”. E aí percebi que essa energia maravilhosa vinha do centro da minha mão esquerda. Em seguida a minha intuição me orientou para sentar sobre os meus calcanhares e levantar a mão direita aberta em direção ao céu. E aí descobri que essa energia vinha também do cosmo e entrava pela ponta dos meus dedos da mão direita e percorria um caminho em direção ao centro do meu peito aumentando mais ainda a velocidade e frequência da energia que saía dele. Fiquei extremamente encantado com esse fenômeno, e descobri que a energia estava em diversos pontos do meu apartamento. No dia seguinte, eu ainda estava nesse estado incomum transcendental e fui trabalhar como médium numa Irmandade Espiritualista Verdade Eterna (IEVE) que ficava em Ipanema (bairro nobre e rico do Rio de Janeiro). Nesse dia, era uma quinta feira aconteceu algo de extraordinário: uma cura milagrosa, que foi anunciada na semana seguinte. O nosso coordenador e dono do centro espiritualista disse: “quero comunicar e parabenizar a todos vocês, porque houve um milagre aqui na quinta-feira passada, eu não sei de qual de vocês foi o responsável por essa cura milagrosa”. Esse texto, não está completo...procurei fazer uma síntese para não cansar os meus leitores...em outra oportunidade conto outros detalhes inexplicáveis que não foram colocados nesse texto.
A MINHA SÚPLICA A DEUS EM 1988: A CIÊNCIA DE SI MESMO E O VERBO DIVINO
Em 1988 quando me ajoelhei (chorando copiosamente) diante de um quadro de Jesus Cristo eu estava naquele instante cheio de incertezas, muito sofrimento, mas também por mais paradoxal que pareça estava repleto de compaixão por mim e pela humanidade. Eu fiz a seguinte súplica com fervor, com toda a minha alma sofrida: “Pai, me mostre o Caminho, me mostre a Verdade. Eu não quero o poder!”. No dia seguinte repeti a mesma súplica do mesmo jeito chorando copiosamente e a alma sofrida com compaixão. E o que aconteceu de extraordinário? A partir desse dia todas as noites (por mais de uma semana!) eu via em sonho uma mulher vestida de noiva que se dirigia para mim dizendo: “Se você quer encontrar a Verdade case comigo, eu estou te esperando há muito tempo”. Naquela época eu tinha um psicólogo (o nome dele era Etiene – o consultório dele era no centro do Rio de Janeiro numa rua paralela à Avenida Presidente Vargas – local de prédios altos comerciais, bancos, Banco Central, outros serviços etc.) que além de psicólogo era espiritualista também. De forma que, procurei Etiene para decifrar os meus sonhos da noiva. Assim, contei para Etiene os sonhos e perguntei: “Etiene, quem é essa noiva?”. Etiene abriu um sorriso suave, o rosto dele ficou sereno e os olhos demonstrava uma emoção, e ele disse: “Bernardo, essa noiva não é humana, não busque ela no nosso mundo concreto e objetivo, ela está dentro de você...entendeu?”. Eu fui para o meu apartamento no Bairro do Flamengo me questionado como encontrar a noiva dentro de mim. Eu não sabia racionalmente o que significava esse fenômeno. Portanto, fiquei confuso por vários dias. A minha cabeça ficou impressionada com aquelas visões, eu não parava de pensar nela: a noiva misteriosa dos sonhos! Então, decidi comprar alguns livros espirituais, da entidade muito conhecida como André Luiz, psicografados por Chico Xavier. E nessa leitura desses livros descobri as “pistas” que iriam me ajudar a encontrar a misteriosa noiva dentro de mim. As duas frases-chaves de André Luiz são: “A intuição é a base da espiritualidade” e “O pensamento é energia”. E com essas duas “pistas” eu comecei a fazer uma abstração e imaginação fantástica. É importante frisar, aqui, que eu fiz o curso de eletricista instalador quando tinha 17 anos no SENAI. E havia trabalhado em diversas fábricas como eletricista no Rio de Janeiro. E além disso, eu também fiz o meu curso de graduação em Engenharia Elétrica modalidade Eletrônica. Essa formação no campo da eletricidade e eletrônica me ajudou muito na minha investigação interior – nada acontece por acaso! Então, a minha leitura acadêmica no campo elétrico/eletrônico me permitia abstrair sobre o fenômeno da energia. E a minha própria experiência direta com a eletricidade como eletricista me dava uma condição de aceitar sem nenhuma resistência intelectual (racional) o fenômeno do pensamento enquanto energia - e não apenas como conceito ou ideia simplesmente. O que fiz de extraordinário? Eu comecei a imaginar que os meus pensamentos seguiam as mesmas leis da física no campo da eletricidade e do eletromagnetismo. Em outras palavras, se a energia elétrica e eletrônica faziam funcionar relés, contactores, bobinas, transformadores, motores, rádios, televisões, radares, transmissores, receptores, telefones, computadores, microprocessadores, capacitores, transistores, retificadores, osciladores, enfim um mundo de tecnologias maravilhosas...então o pensamento poderia ter esse poder extraordinário das tecnologias que eu conhecia - eu não tinha nenhuma dúvida!!!!! Caramba!!!! E se isso for verdade, imaginei, eu posso modular, transformar, captar, perceber, emitir, receber, manipular, mover, acumular, processar, magnetizar, influenciar tudo a minha volta e dentro de mim. E como descobrir se isso é verdade? E se a razão é uma forma ou padrão de energia? E a intuição poderia ser também um outro padrão de energia num nível de frequência mais alta...imaginei...espetacular!!!! Eu disse a mim mesmo: “Eu tenho que testar essa hipótese do pensamento-energia e descartar ideia comum de que o pensamento é uma ideia ou conceito”. Mas, como testar a energia-pensamento se a razão é energia e a intuição é um outro nível de frequência? Eu fiquei maravilhado com essa hipótese, bastava apenas testar (experimentar, é importante frisar que a ciência moderna somente avançou de fato quando percebeu que deveria formular as hipóteses, testar e confirmar gerando assim o que os cientistas reconhecem como uma teoria válida (até que seja refutada (transcendida) por uma nova teoria e experiência inédita!). Mas, a minha questão era descobrir o fenômeno da energia-pensamento, da energia-sentimento e da energia-desejo. Tive uma “ideia” brilhante: eu vou me disciplinar e modular a frequência (tipo no rádio AM (amplitude modulada) e FM (frequência modulada))!!!! E logo parei de usar e acreditar que meus pensamentos eram apenas conceitos, ideias e raciocínios intelectuais. Então, me tornei cientista de mim mesmo, ou seja, eu era o sujeito observador (cientista) e os meus pensamentos, sentimentos e desejos eram meus objetos de estudo e experiência. Mas, como interromper o raciocínio lógico e intelectual que não parava de falar na minha consciência? Esse problema não poderia ser respondido pela razão, porque a razão enquanto fenômeno humano era o meu objeto de estudo. Qual era resposta para essa questão: o que é a energia-razão? Eu somente descobri o instrumento adequado para testar os fenômenos da energia-pensamento-sentimento-desejo, quando por “acaso” (significa, aqui, aquilo que é estranho, inesperado ou surpresa) comecei a utilizar as técnicas espirituais da instituição mística-esotérica da PONTE PARA A LIBERDADE. Eu aprendi no livro HAJA LUZ a disciplina ou exercício dos mantras (uma disciplina muito comum dos iogues na Índia!), por exemplo: “Eu sou Deus”, “Eu sou a poderosa Presença divina em Ação”, “A Vontade de Deus é o Bem; A Vontade De Deus é a Paz; A Vontade de Deus é a Felicidade; A Vontade de Deus é a Pureza; A Vontade de Deus é o Equilíbrio; A Vontade de Deus é a Bondade”. Eu percebi de imediato, que esse exercício ou disciplina interrompia (desde que eu fizesse ininterruptamente!) o processo contínuo da razão lógica e intelectual. Essa foi a minha primeira descoberta. A segunda descoberta era como modular e transformar meus impulsos, desejos e sentimentos de baixa frequência para um nível superior de alta frequência. E essa segunda questão foi descoberta também por “acaso” (eu não tive a intenção de fazer com esse fim) quando acreditei piamente que o uso ou visualização da chama violeta (do mestre ascensionado Saint Germain) era capaz de transformar minhas energias negativas em positivas (desde que eu fizesse o exercício ou disciplina ininterruptamente!). Então, eu alternava as disciplinas o dia inteiro – a cada segundo! A terceira questão era como observar os meus impulsos automáticos: pensar, sentir e desejar? A resposta para essa questão também foi por “acaso” (eu não tinha lido nada a respeito). A única disciplina que eu descobri por “acaso” antes de 1988 era de fechar os olhos e fixar a atenção na escuridão da minha consciência (fiz isso quando tinha 18 anos de idade, e naquela época eu percebi que conseguia me relaxar se ficasse meia hora fazendo esse exercício, também descobri por “acaso”). É bom frisar que várias e várias descobertas científicas importantes foram feitas por “acaso” quando o cientista estava distraído, sonhando ou um viu um fenômeno incomum, sem ter levantado nenhuma hipótese. Em síntese, eu comecei a fazer um exercício de contemplação inconscientemente, depois - bem depois - é que eu descobri isso. O ato de contemplar ou se auto-observar ininterruptamente nos capacita na habilidade de nos distanciarmos do nosso eu-ego. E nesse processo somos elevados para o nível superior do Self (termo utilizado pela psicologia ou psicanálise) ou intuição. A razão humana está cativa dos cinco sentidos comuns. E por isso que todos os grandes cientistas (como Einstein que descobriu que a mente racional avança e atravessa a fronteira e chega a intuição...e todas grandes descobertas foram feitas pela intuição). E Albert Einstein escreveu uma carta para um filósofo dizendo que ouvia o “Velho” (eu coloquei essa citação na minha dissertação de mestrado ou na minha tese de doutorado...com certeza) ou a “Inteligência da Natureza” (ele procurava evitar de usar a expressão “Deus” para não ser confundido como um religioso). Ele (Einstein) afirmou: “Penso 99 vezes e nada descubro. Mergulho em profundo silêncio. E eis que a Verdade me é revelada”. Ele utilizou a expressão REVELADA, por que? Porque a revelação é um fenômeno espiritual que ocorre em qualquer natureza uma vez que se disciplina para ouvi-la. A disciplina é a base de todas as descobertas tanto no campo científico quanto espiritual. A disciplina somente se desenvolve através da fé no exercício ou experiência que o ser humano deseja descobrir, desenvolver ou revelar. E fé, aqui, não é uma simples crença religiosa ou mesmo científica. É um fenômeno transcendental no interior da multidimensionalidade (os cientistas (da física moderna) já descobriram que a nossa existência é constituída de vários mundos paralelos...pelo menos 12 mundos!!!!!...tem um vídeo na internet da BBC que mostra essa descoberta) humana. A Verdade a qual o próprio Einstein se referiu nada mais é do que a intuição divina. E Einstein tinha consciência disso porque disse: “Estudem a fé”. A fé genuína divina é o caminho para a Verdade divina no interior do ser humano. Em outras palavras, o problema da existência humana é o mesmo problema da existência divina, de modo que quando conseguimos a resposta para um desses dois problemas conseguimos responder o outro. O Criador e a criatura estão muito próximos, mais próximos do que o elétron que gira em torno do núcleo atômico. Nesse contexto, a Verdade divina é indizível. E toda vez que o ser humano tenta dizer a Verdade ele transforma a energia intuitiva em energia racional. Por isso, mesmo que cada um tem a sua “verdade” racional. E todos tem a mesma Verdade divina. Fantástico essa constatação em 1988!!!!! Uma pessoa num estado intuitivo será sempre incompreendido para todos aqueles que estão no estado racional da energia-consciência! Isso implica dizer que toda vez que queremos ter razão numa discussão com o outro criamos inconscientemente um conflito e geramos uma crise que pode afetar a vida espiritual dos dois. A vida espiritual é tão sério que se soubéssemos das consequências nunca julgaríamos o cisco do outro ou suas deficiências ou suas ignorâncias. Por isso, Buda afirmou: “Não existe conflito entre o mal e o bem, mas entre a ignorância e a sabedoria”. Nesse sentido, a evolução espiritual (e não apenas material-tecnológica) é vital para qualquer sociedade humana. O que deseja, então, o Criador? Eu descobri que Ele deseja que sejamos felizes, que tenhamos paz, compaixão, Amor, fraternidade, solidariedade, empatia, sinceridade, fraternidade, cooperação (e não competição) etc. Em resumo, que sejamos a Sua Imagem e Semelhança, aqui, na Terra. Por isso, a frase espírita maravilhosa: “sem caridade não há salvação!” (e eu não me considero espírita, mas espiritualista – são diferentes). Temos que respeitar qualquer ser humano e ser solidário, amoroso e caridoso. A disciplina espiritual e sua intensidade é que vai gerar ou produzir um grau de espiritualidade em cada um. A oração ela ajuda em muito, mas sozinha não produz um efeito de transcendência imediata. O salto intuitivo depende do “orai e vigiai a si mesmo” e o fundamento “conhece-te a ti mesmo” (leiam a encíclica do Papa João Paulo II: “Fé e Razão” - “Fides et Ratio”). E se conhecermos a nós mesmos, profundamente, veremos com certeza absoluta: Deus falando (num profundo silêncio interior). Confesso que quase “surtei” durante esse processo de Autoconhecimento. Algumas pessoas acharam que eu estava louco , inclusive, dois professores da COPPE/UFRJ. Houve uma reunião entre 3 professores (Ronaldo, Miguel e Roberto) para discutirem o que fazer comigo. Ronaldo (meu orientador na época) disse (segundo relato de Miguel): “Ele está louco!”. Miguel disse: “ele está a caminho da loucura”. E Roberto (ele fazia um curso de teologia na PUC-RJ) disse: “Deixa eu conversar primeiro com ele para saber o que está de fato acontecendo”. Após uma conversa reservada Roberto disse para mim: “Você não está louco. Tudo que você contou tem semelhança com as histórias dos santos, muito provavelmente você alcançou o nível de consciência deles. Eu não tive a sua experiência mais li muito as histórias dos santos. Você quer que eu seja o seu novo orientador?”. Eu respondi: “sim. Gostaria muito!”. E assim foi feito!
O QUE APRENDI NA VIDA? HOJE (20/08/2013) COMPLETEI 61 ANOS!
Acabei de tomar o meu café da manhã e vim para o computador escrever sobre o que aprendi na vida que passou tão rápida. E dessa forma deixar um legado para os meus netos e meus irmãos da humanidade que buscam um sentido na vida. A vida me ensinou muitas coisas com grandes personalidades da nossa história e outras que não encontrei em nenhum livro que li (a minha tese de doutorado teve 18 páginas só de bibliografia!). E eu li dezenas ou centenas de livros ao longo desses 61 anos de vida. Farei um resumo do que a vida me ensinou. A primeira lição que recebi da vida foi ter a coragem de realizar meus sonhos e enfrentar a vida mesmo que os obstáculos fossem extremamente difíceis. Eu aprendi que trabalhar era importante, mas o mais importante do que trabalhar era aprender a tecnologia nova e inédita para mim, sem pensar em ganhar mais dinheiro com isso. Eu aprendi a não competir com ninguém. E que para ser culto e inteligente eu tinha que me disciplinar em ler vários livros, revistas, jornais e textos bem diversificados. E continuar perseguindo o conhecimento aonde ninguém acreditava que ele estivesse. A minha vida me ensinou que o que chamamos de fantasia pode um dia ser real, belo, fantástico e maravilhoso. Tento lembrar do meu passado e vejo que algo extraordinário me ajudou, algo invisível poderoso e maravilhoso evitou que eu passasse por tragédias e desastres terríveis. E foram tantos acontecimentos e fenômenos que fico surpreso por ainda estar vivo e com saúde, mesmo um pouco debilitado. Aprendi na vida que a caridade é essencial e é uma virtude que devemos praticar todos os dias para com os nossos semelhantes carentes de recursos e cheios de necessidades pessoais. E foram tantos os momentos que passei que me surpreendo quando me lembro que até aos 40 anos de idade eu gostava de me misturar as crianças para saltar pipa no Aterro do Flamengo (bairro nobre e rico do Rio de Janeiro – Flamengo). Aprendi com Kafka e a minha própria vida material e espiritual de que da vida se tira vários livros, mas dos livros se tira pouco – bem pouco! – a vida. Aprendi com 16 anos de idade com Francisco Otaviano que quem nasceu em brancas nuvens e em plácido repouso adormeceu; quem passou pela vida e não sofreu, foi espectro da vida, passou pela vida e não viveu. Aprendi que o mais importante de tudo na vida é vivenciar o fantástico e deslumbrante Amor Divino que acontece no centro do peito humano. Aprendi também que o verdadeiro sábio não é aquele que sabe tudo, mas aquele que aprende a distinguir o que é essencial e o que não é para se viver pleno, feliz e livre de suas construções ou fardos psicológicos. Aprendi na vida que o tempo não existe, só existe o agora. Aprendi que a vida não tem fim e nem início, mas apenas um ou mais caminhos de aprendizagem ad infinitum no aqui e agora. Aprendi que o dinheiro é energia e tem o poder de trazer bem-estar, mas que, por si só, nunca trás a felicidade para ninguém. Aprendi na vida que o trabalho tanto dignifica quanto danifica a estrutura energética de qualquer ser humano, por isso devemos dosar nossa energia física e sutil. Aprendi, portanto, que não é a substância que mata, mas a dose. E aprendi que todos os seres humanos são irmãos e irmãs de um mesmo Pai: Deus! Aprendi também que devemos agradecer a Deus por tudo que aconteceu e está acontecendo porque Deus sabe o que faz. Aprendi na vida a me espelhar nas grandes personalidades humanas que deram suas vidas com exemplos de conduta impecável: Buda, Gandhi, Einstein, Espinoza, Charles Chaplin, Jesus Cristo, Sathya Sai Baba, Chico Xavier, Sócrates, Platão, Madre Tereza de Calcutá, Gandhi, São Francisco de Assis, São Francisco Neri, Yogananda, Krisnamurti, Krishna, Lutero, Papa Francisco, Barbara Ann Brennan, Richard Gerber, Miguel de Simoni. Aprendi na vida que nossa existência humana e o mundo que nos rodeia está impregnada de três elementos essenciais interdependentes: vida-consciência-energia. Aprendi também que somos responsáveis pelo nosso próprio destino, só depende da forma como usamos nossa energia e consciência a favor ou contra as Leis Universais de Deus. Aprendi na vida que todo ser humano é um microcosmo numa relação com o macrocosmo e que tudo está interligado e interdependente. Aprendi também que não vim do macaco, mas de um poder Amoroso Criador do Universo: Deus! Aprendi também que sem fé e sem silêncio interior nunca ouviremos Deus falar conosco. E que Deus está em tudo e em todos. Aprendi a valorizar as amizades sinceras que sabem perdoar nossas falhas e não zombam de nós quando escorregamos num detalhe pequeno de ignorância. Aprendi a valorizar os bons livros e os bons filmes que com mensagens inteligentes e sensíveis nos ensinam mais um passo na longa e penosa jornada da vida. Aprendi também a ouvir e ver a natureza manifestando a beleza de Deus Criador. Aprendi também que as músicas suaves e bem feitas elevam nossos espíritos e alegram nossas almas. Aprendi também a sentir empatia pelo outro e reconhecer a criatividade do outro com seus exemplos de filosofia de vida. Aprendi que rir faz bem a saúde, mas aprendi também que rir da ignorância alheia é um pecado infantil. Aprendi que a crítica é aquele processo de reflexão que desvela e mostra o que o outro não conseguiu ver e mostrar em suas argumentações. Aprendi a respeitar a verdade de cada um, pois cada um tem um Deus interior em si mesmo, e muitas das vezes não está consciente disso. Aprendi na vida que a nossa existência aparentemente é caótica, mas que existe um poder oculto que coloca em ordem o caos. E aprendi também que devemos reconhecer o que de fato somos e não esperar o reconhecimento de ninguém. Aprendi também que mais vale um silêncio prudente do que uma palavra errada. Aprendi na vida que a evolução é um poder invisível que nos empurra para superar os obstáculos imprevisíveis colocados de propósito pelo nosso próprio Espírito Divino. Aprendi também que todo ser humano é uma esponja que absorve tudo que entra pelos seus cinco sentidos e pela razão humana. Aprendi na vida que existem outros padrões de energia em estados vibratórios que nenhum instrumento científico consegue detectar. Aprendi na vida que a sensibilidade é a mãe da sabedoria, e o que o poder não está no acumulo de conhecimento, mas no caráter burilado ou refinado a cada segundo, a cada instante em que respiramos em nossa vida cotidiana. Aprendi a valorizar o lado espiritual mais do que o lado material. E que a vida espiritual segue as mesmas leis naturais da vida material. Aprendi na vida que nossas vidas em verdade é uma grande escola que não deixa espaço para olhar para o lado e copiar do outro, temos que aprender sozinho numa relação dialógica com Deus. Aprendi na vida que devemos dar um passo em direção a Deus e que Ele dá dez passos em direção a nós. Aprendi na vida que o problema humano é o mesmo problema divino quando conseguimos responder um encontramos a resposta para o outro, ou seja, que a criatura está entrelaçada com o Criador. E aprendi também que Deus está mais perto de nós do que o elétron está girando em relação ao seu núcleo atômico. Aprendi que a força da cooperação é mais humana e divina do que o poder da competição. Aprendi também que o maior grau de conhecimento que o ser humano possa alcançar é o Amor Divino através de uma disciplina árdua e impecável de autoconhecimento. Aprendi na vida que nunca estamos sozinhos mesmo que estejamos numa ilha no meio do oceano Atlântico ou Pacífico. Aprendi na vida a separar e distinguir o sexo instintivo-animal do Amor Divino. Aprendi na vida que quando você aprende a ouvir a si mesmo ninguém mais consegue lhe entender porque a intuição transcende a razão e o instinto. Aprendi na vida que devemos morrer em vida para renascermos num outro estado de consciência transcendental, holístico, universal e inexplicável. Aprendi na vida que a sabedoria nasce num silêncio interior onde Deus fala mansamente e calmamente com doçura. Aprendi na vida que Deus quer que cada um volte a viver no paraíso dele aqui mesmo na Terra. Aprendi na vida que o pensamento é energia pura. Aprendi também que a intuição é a base da espiritualidade. Aprendi que nunca devemos desanimar mesmo que o nosso corpo reclame de dor devido a uma doença grave e “incurável” (p.ex.: um câncer avançado). E que a esperança em Deus é a última que deve morrer e nascer em vida para sermos Filhos e Filhas de Deus. Aprendi na vida a perdoar aqueles que já foram julgados e condenados à prisão humana pelos seus pecados e estão jogados numa sucata humana que chamamos de presídio brasileiro. Aprendi a sentir piedade de qualquer ladrão, estuprador, matador que está pagando pelos seus pecados e continuarão pagando em suas encarnações futuras: eles não sabem o que fazem ou fizeram! Eu aprendi na vida que a verdadeira espiritualidade é algo tão sério que deveríamos ter o cuidado com cada pensamento ou sentimento emitido, porque a lei da natureza de Deus é um bumerangue, ou seja, ela volta para aquele que emitiu a energia inconscientemente. E também que cada um é responsável e vai pagar mais cedo ou mais tarde o pensamento, o sentimento ou o ato praticado de bem ou de mal. Aprendi na vida que devemos filtrar tudo aquilo que entra no nosso inconsciente via televisão, rádio, internet e outras tecnologias que nos induzem para um caminho fácil, mas desastroso no futuro. Aprendi que a vida espiritual é um caminho estreito e sua porta é extremamente pequena e perfeita. Aprendi na vida que ficar “positivo” não é desejar bens materiais, mas adquirir força de vontade para conquistar bens espirituais: paz, alegria, felicidade, harmonia, caridade, solidariedade, compaixão, amizade, respeito, tolerância, empatia, sinceridade, prudência, fé, coragem, autosuperação, autotransformação, autoconsciência, autocontrole, autoconhecimento, autorealização, autoconfiança, auto-estima, autoperdão. Aprendi na vida, com Alice Bayle, que homem é um ponto de luz divina, envolto por numerosos envoltórios, como uma luz escondida numa lanterna. Esta lanterna pode ser fechada e escura, ou aberta e irradiante. Tanto pode ser uma luz brilhante diante dos olhos dos homens, como uma coisa oculta, sem utilidade para os demais. Aprendi na vida, com Sir Thomas Browne, que existe em nós alguma coisa que pode existir sem nós e existirá depois de nós; alguma coisa que antes de nós não tinha história e que não se pode dizer como em nós entrou. Aprendi na vida, com o índio Dom Juan (nas histórias de Carlos Castãneda), que, para percebermos essas outras regiões [mundos ou realidades paralelas], precisamos não apenas desejá-las. Precisamos de energia suficiente para agarrá-las. Ele dizia que sua existência é constante e independe de nosso conhecimento, mas sua inacessibilidade é totalmente consequência de nosso condicionamento energético. Em outras palavras: apenas por causa de nosso condicionamento somos compelidos a presumir que o mundo de nossa vida cotidiana é o único mundo possível. Aprendi, com Sathya Sai Baba, que a luminosidade no rosto, esplendor no olhar, aparência firme, voz nobre, sentimento de caridade e bondade imutável, são os sintomas de um poder de vontade que está em desenvolvimento. Uma mente sem agitações, um olhar limpo e alegre são os sinais de uma pessoa em quem a paz se está implantada. Aprendi com uma pessoa anônima que o que caracteriza o homem, o que o diferencia dos demais seres vivos, é a sua capacidade de aspirar, de ir além da sua realidade presente, para alcançar outra realidade projetada, elaborada com a inteligência e o coração. O homem, neste sentido, é um projetista. Projetista de sua própria vida. Aliás, o homem começa a definhar e mesmo morrer quando não mais projeta e só se atem a satisfazer necessidades. Aprendi na vida que devemos colocar os princípios sagrados perto e uma meta a ser alcançada muito longe. Com certeza dificilmente tu alcançarás a meta. Mas, também com certeza nunca se perderás de Deus. Se os que estão perto de ti duvidarem de suas verdades, isso não importa. O que importa é que tu em nenhum momento duvides de Deus que estará infinitamente mais perto de ti do que eles. Pois, na vida a gente se confunde (ou se funde) com os princípios daquilo que colocamos e percebemos mais perto de nós. Aprendi com Peter Russel, que enquanto nos deixamos envolver pelas inúmeras facetas da vida, perdemos o acesso à experiência da união com tudo; perdemos a ligação com o que acontece debaixo da superfície de nossas ações diárias. Justamente por isso o renascimento das tradições espirituais nos tempos modernos é tão significativo. O de que precisamos, mais do que de qualquer coisa, é uma transformação profunda e espiritual. Somente assim conseguiremos perceber e realizar a transformação dos nossos valores, da qual necessitamos para sobreviver nesse período de transição. Aprendi com Lennon/MaCartney que todos nós precisamos de Amor (“All you need is love” Lennon/MaCartney). Aprendi com Acácio Vieira (brasileiro, morador do Rio de Janeiro, amigo, compadre e irmão espiritual) que os extraterrestres se comunicam com ele e querem ajudar a humanidade terrestre em seu processo de autodestruição inconsciente. Aprendi que os extraterrestres, muitos deles estão vivendo entre nós, e nós não o reconhecemos porque estamos num nível espiritual muito pequeno. Eles são extremamente evoluídos tanto tecnologicamente quanto espiritualmente. Aprendi também que a vida é um mistério e que precisa ser revelada em cada um por si mesmo, ou seja, ninguém pode fazer esse processo por nós. Aprendi que temos um ego gigantesco que nos impede de ver a luz divina em nós mesmos. E que para tanto precisamos nos disciplinarmos para uma grande transformação existencial retirando o véu ou pano escuro da nossa visão racional-instintiva. Aprendi também que os sentimentos desequilibrados criam a maioria de nossas doenças. E que somos capazes, se assim quisermos, de alcançar a felicidade, a paz, o amor divino, a tolerância, ou seja, qualquer sentimento nobre em qualquer momento ou instante, pois só depende da nossa fé inabalável em Deus e de nossa disciplina interior (os hindus chamam de Sadhana). Aprendi que existem milhões de caminhos a seguir, mas o único que devemos dar o devido valor é o “coração” (intuição). Aprendi que podemos aprender qualquer coisa, pois “só” depende da força de vontade, fé, perseverança e sensibilidade desenvolvida. Aprendi que o cosmo está habitado por seres humanos extraordinários. Aprendi com um servidor, um senhor de idade avançada extremamente humilde e pobre, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ/COPPE), o nome dele é “Jesus”, que é possível ser analfabeto na Terra e aprender com seres humanos em outras galáxias, com conhecimentos tais que jamais ser humano terrestre algum daqui pode nos ensinar. Aprendi que a vida é uma grande escola de múltiplos saberes e experiências inexplicáveis e extraordinárias. Aprendi com Jesus Cristo que devemos amar uns aos outros. Aprendi com Albert Einstein que se eu pensar 99 vezes nada descobrirei, mas se eu mergulhar num profundo silêncio, a Verdade se revelará. Aprendi com Buda que não existe conflito entre o bem e mal, mas entre a ignorância e a sabedoria. Aprendi com a PONTE PARA LIBERDADE que as afirmações e mantras EU SOU faz com que nos aproximemos da Presença Divina do Criador. Aprendi por vivência própria que o demônio é uma criação humana e não tem nada a ver com Deus. E Deus não está em conflito com ele. E que nós temos um poder divino e não precisamos ter medo dessa força do mal do astral. Aprendi muito, mas aprendi também que terei de continuar aprendendo, conforme afirmou D. Juan nas histórias de Carlos Castãneda, até o meu último suspiro dessa vida terrena. Aprendi com a física quântica que o observador afeta o objeto observado. Aprendi com Gandhi que o único tirano que devemos aceitar em nossas vidas é uma voz doce e suave dentro de nós. Aprendi, portanto, que não existe limite que nos impeçam de conhecer a cada segundo a fantástica Consciência-de-Deus – ou seja, a vida é e sempre será realmente.....fantástica!!!!!
O QUE É A GRANDE FRATERNIDADE BRANCA: UMA HIERARQUIA ESPIRITUAL CRIADA POR DEUS! – PARTE VII
INTRODUÇÃO
É importante frisar que a partir de 2001 pedi a Deus que me desse um tempo para trabalhar e ganhar dinheiro porque tinha um filho para criar. E assim, abandonei as minhas disciplinas espirituais e me misturei ao mundo profano concreto por um período de doze anos. Em março de 2009 tive o meu primeiro câncer de intestino. Operei e fiz quimioterapia durante seis meses. Em dezembro de 2009 descobri que tinha uma metástase no pulmão direito. Operei novamente e retirei um terço do pulmão direito, além disso tive duas costelas cortadas que causaram enormes dores quando caminhava. Ao sair do hospital operado descobri que tinha contraído uma forte pneumonia, no hospital, que parecia que o meu pulmão estava em brasas. E novamente tomei quimioterapia, após a cura (durante um mês) da pneumonia, ou seja, mais alguns meses de quimioterapia e suas sequelas. Enfim, no final de 2010 fiz uma nova cirurgia para reconstituição do intestino. Ao sair do hospital constatei que haviam machucado minha uretra com a sonda. O meu urologista pediu os exames e ele diagnosticou que era grave e que eu teria passar por uma nova cirurgia delicadíssima na uretra. Eu fiquei um mês e meio sentindo dores na uretra sem poder mexer nela. Uma semana antes de operar fiz uma afirmação para o meu urologista dizendo o seguinte de cabeça baixa e sofrendo muito (em voz baixa e muito humilde): “Doutor, estou pedindo a Deus que o senhor e seu colega que vão me operar façam uma única cirurgia, porque já não aguento mais fazer cirurgias. Se tiver que colocar uma prótese tudo bem, ou se precisar fazer um furo por debaixo do pênis..tudo bem também...escolha a melhor técnica, mas que seja a minha última cirurgia”. O meu urologista disse nervoso e em voz alta: “Eu não admito que um paciente meu me diga qual a técnica que devo fazer!!!!!”. Eu respondi de cabeça baixa humildemente: “Eu disse somente que estou pedindo a Deus”. E por alguns minutos ficamos em silêncio, e o meu urologista de repente disse para mim: “Bernardo, sabe de uma coisa, eu não tenho certeza de fato do seu problema, vamos fazer um novo exame (o terceiro!) mais minucioso na segunda-feira agora (esse dia era uma sexta-feira...a cirurgia estava marcada para a outra sexta-feira seguinte)”. Ele pegou o telefone e discou para o dono de um laboratório da Barra da Tijuca (bairro nobre, do Rio de Janeiro, de gente muito rica!!) e marcou um exame para a segunda-feira (ou seja três dias depois). Ele disse ainda: “Por favor, me traga o resultado na quarta-feira próxima (dois dias antes da cirurgia!!)”. Eu fiz o exame na segunda-feira e na quarta-feira levei o resultado para ele dentro de um envelope. E quando ele abriu o envelope e leu o resultado, o urologista falou de cabeça baixa com muita humildade: “O seu problema na uretra não é nada daquilo que os outros dois laboratórios de b.....(falou um “palavrão” ofensivo), eu ia cometer um enorme erro profissional (ele tinha 30 anos de profissão!!!)...perdão!...perdão!...perdão! você não tem nada grave, é simples e eu mesmo faço e não vou precisar de meu amigo mais especialista do que eu em uretra”. Ao terminar de falar pegou o telefone e ligou para o amigo dele que era chefe de urologia de um hospital federal e mais experiente do que ele nesse tipo de cirurgia. Ele informou para o amigo dele que não ia mais precisar do serviço dele no meu caso. Moral da história: “a fé me salvou de um problema gravíssimo na uretra!!!!”. Em dezembro de 2012 operei um câncer inicial na próstata! Em síntese, eu parei de ler e escrever (escrevia desde 1988 um artigo no formato A4 por semana e tirava fotocópias (entre 100 e 200 por semana!)) de 2009 a início de 2013. Então, alguns meses atrás decidi rever meus amigos que estão morando a milhares de quilômetros de distância, através do Facebook, mesmo que virtualmente. E assim, comecei essa série TUDO QUE NECESSITAMOS É AMOR: MINHAS EXPERIÊNCIAS ESPIRITUAIS INEXPLICÁVEIS E EXTRAORDINÁRIAS. E a minha intuição voltou com toda a intensidade, porque agora estou escrevendo (mesmo com o intestino preso e desregulado!!!) todos os dias....Namastê!!!!!!!
Eu descobri o caminho da GRANDE FRATERNIDADE BRANCA quando (como já falei no início da introdução dessa série) vivenciei as disciplinas e as técnicas ensinadas pela PONTE PARA A LIBERDADE no livro básico conhecido como HAJA LUZ, nesse sentido o que eu tenho a dizer é o meu testemunho do caminho que fiz para alcançar o plano elevadíssimo do Amor de Deus. Assim sendo, o que vou dizer aqui nessa simples introdução, são minhas impressões e conscientização do caminho de luz que fiz em 1988. Eu descobri que qualquer pessoa pode se considerar um CANAL dos mestres ascensionados desde que aprenda as técnicas e as disciplinas espirituais ensinadas no livro HAJA LUZ (ou em outro livro espiritual de outra religião ou crença) e que de fato vivencie as energias cósmicas emanadas dos planos superiores espirituais. Por várias vezes os videntes (espíritas e não-espíritas) viram o mestre El Morya (da chama Azul) atrás de mim. Aconteceu recentemente há poucos meses de uma senhora, professora do CRATO-CE (Brasil....ela está na minha rede do Facebook...não coloco o nome dela porque ela me disse que é um dom que ela tem de ver os vários planos espirituais desde criança, mas não gosta de falar nada de espiritualidade!), me avisou pela Internet via SKIPE que estava vendo três mestres espirituais de luz atrás de mim. Um deles era muito parecido com São Francisco de Assis (tenho uma afinidade muito grande com o exemplo de vida que ele deixou para a humanidade), o outro de costa estava vestido de azul, e o terceiro estava de frente para ela irradiava muita luz ao seu redor e era alto moreno de barba branca e estava vestido todo de branco com uma turbante branco (tipo indiano).
Então, o que eu aprendi sobre a GRANDE FRATERNIDADE BRANCA, é que Ela é uma hierarquia espiritual criada por Deus para auxiliar os seres humanos encarnados para que cada um faça um caminho de luz espiritual. É claro, que se formos pesquisar na Internet encontraremos várias versões de como ela se constituiu. Nesse sentido, não pretendo ser mais um a teorizar sobre a GRANDE FRATERNIDADE BRANCA. Eu só posso dar o meu testemunho e dizer que de fato ela existe mesmo, porém quem são os CANAIS escolhidos pelos mestres ascensionados (e quantos mestres espirituais são), isso eu não me arrisco a apontar. Por isso, sugiro aos leitores que estudem e pratiquem com persistência e perseverança (Fé, Vontade ferrenha, e Sensibilidade sutilizada ou refinada!) a disciplina espiritual da PONTE PARA A LIBERDADE indicada no livro HAJA LUZ: essa disciplina espiritual, o caminho é estreito e a porta é muito pequena – com certeza absoluta! Raros são aqueles que conseguem se manter no caminho da luz divina! Abaixo segue uma pequena introdução do livro HAJA LUZ que baixei da Internet ...ver link abaixo:
... http://api.ning.com/files/HYgRmBh157qcIawDzcZH5spGjbevglSYTqcRzNq2dmkXD8BlkEeW7Xd-3VwZFyptmqFzpdn794ITCJqmAudW74zXkjwm-Dbp/Haja_Luz.pdf
no formato PDF (e transformei em formato WORD). Namastê!
PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS – FASCÍCULO N 3
A MORTE NÃO EXISTE
PORTANTO, NÃO HÁ MORTE, PORÉM VIDA PERPÉTUA
Mas cada alma individual necessita sempre e sempre voltar à Terra até
que se torne um mestre de sua vida, de seus pensamentos, sentimentos, palavras
e ações.
Se cada átomo discordante de qualquer natureza for extinto pela
purificação e existir AMOR e LIBERDADE, então o indivíduo faz realmente sua
Ascensão e retorna ao “lar” para não mais voltar. Portanto, desaparece todo o
pavor da humanidade em relação ao “depois” da vida. Todos deverão saber:
Quem faz o melhor, dentro de seu saber e de sua consciência, e vive fiel e crente,
a estes é acrescentada toda ajuda para o bem – no caminho da Bem-Aventurança!
Milhões de humanos passam anualmente pela porta da “morte”. Milhares
de almas sujeitam-se a todas as categorias das esferas internas. Quereis dar-lhes
vosso maior auxílio? Então APELAI para que se declarem espontaneamente
prontas para atravessar livremente, e com todo respeito, os PÓRTICOS do
Tribunal do Carma e que espontaneamente aceitem a oportunidade para saldar
as suas criações discordantes. Se aqui no mundo fossem feitos apelos suficientes
em favor dessas almas, então poderiam acontecer coisas maravilhosas, mais do
que se possa imaginar. Para moradia dessas almas serão construídos Templos
indispensáveis ou “lares” nos quais poderão residir durante o longo caminho de
preparação. Desde já elas estarão prontas para entrarem conscientemente no uso
das forças e da Chama da Ascensão.
7 – O SER ELEMENTAL DO CORPO
De que forma o corpo de um indivíduo é animado para uma nova
encarnação como alma individual? Pessoa alguma não ascensionada poderá
calcular a impressionante clareza dos vários cursos de trabalho necessários ao
preparo de um conjunto completo do corpo como moradia do espírito durante
uma passagem pela Terra.
Existem já bem conhecidos os quatro corpos: do pensamento, do
sentimento, etérico e carnal ou físico. Estes corpos necessitam de uma estreita
cooperação nos menores trabalhos da matéria dos elementos nos quais deverão
funcionar. O homem admite, simplesmente, que veio à luz através do
nascimento, como por um milagre.
O corpo etérico: Muitos séculos de cuidado e esmero foram necessários para
chegar a tanto no desenvolvimento do corpo etérico, até que ele fosse suscetível
de poder receber as vibrações da essência do ser espiritual. O corpo etérico, após
cada encarnação, não é formado de novo, porém é novamente animado.
O corpo físico: Jamais a Consciência da Presença “EU SOU” penetra numa
encarnação. Somente uma chispa da Presença “EU SOU” age na forma carnal. Ela
sempre antecede o crescimento de um novo manto carnal, sob a orientação da
Presença “EU SOU”. Durante a gestação este caudal de vida, os pais também são
vigiados.
Deus providenciou um “ser elemental” para cada corpo. Seu trabalho
consiste em executar a natural função corporal e trazer a pequeníssima forma até
ao ponto em que a personalidade de ser possa assumir o controle do corpo.
Assim fica explicado porque muitas vezes uma alma encarnada não possui pleno
poder sobre seu corpo antes dos 14, 18 e às vezes 21 anos. Algumas almas
assumem a direção de seus corpos só quando as forças do intelecto estão
suficientemente desenvolvidas, de modo que o bom e prático uso do corpo seja
seguro.
Os construtores das formas escolhem os seres elementais da mesma esfera
e do mesmo raio a que pertencem estas emanações de vida. Portanto, a forma
física se formou onde o próprio Ser Crístico pôde agir e exercer sua função. O ser
elemental foi instruído nos planos interiores. Atraiu luz universal para executar
um modelo – começando pelo modelo mais simples de uma flor – até que lhes
seja confiada a construção de um Templo, no qual a Presença Divina possa
habitar: O Ser Consciente do Santo Cristo e a Chama Trina.
Antes da primeira encarnação, foi dada a cada emanação de vida um ser
elemental. Nesta ocasião, foi realizada uma belíssima cerimônia, perante o
Conselho Cármico e, neste ritual, o ser elemental foi animado para viver com esta
emanação de vida durante todo o tempo em que ela possuir o corpo carnal, e
manter este corpo em condições, enfim, de qualquer maneira prepará-la para ser
um Templo habitável para uso da Presença Divina.
No começo, a criação de um corpo é sempre um acontecimento alegre e
feliz. A Presença Divina irradia de si a imortal Chama Trina ao CORAÇÃO DO
CORPO DE CARNE, e o ser elemental do corpo atrai os necessários elementos
construtivos e forma quase completamente o modelo do projeto do próprio Santo
Ser Crístico. Outrora as formas corporais eram tão belas que não se podia
descrever. Reinava, realmente, uma belíssima Idade de Ouro.
O modelo escolhido pelo ser elemental era o corpo etérico. Ele
representava a plena glória do próprio Santo Ser Crístico. Desta maneira, era
simples copiar as maravilhas. O ser elemental habitava no Templo que ele
construía. Como uma boa dona de casa ou zeladora, mantinha as funções do
corpo em ótimo estado e condições de trabalho (calorias, restauração, circulação,
etc.). Reinava alegria e bom entendimento entre a emanação de vida e o ser
elemental.
Quando o homem começou a experimentar sua força, criou em seu corpo
etérico formas impuras e distorções, e o ser elemental pertencente a este corpo
ficou desorientado por causa da destruição de seu modelo. Em razão disso, o ser
elemental, OBEDIENTEMENTE, transferiu estas deformações ao Corpo de
Carne. Assim fica explicado porque o ser elemental revelou aversão à emanação
de vida com a qual deve trabalhar! Muitos séculos esforçou-se em realizar no ser
da emanação de vida o Próprio Santo Ser Crístico. Esforçou-se muitíssimo contra
o mau uso da vida, contra os vícios e ganâncias que o homem desenvolveu “na
queda” deixando a pureza e misericórdia.
Finalmente, o ser elemental não era mais o cooperador e auxiliar
dedicado. Procurava uma oportunidade contra o bloqueio dos propósitos e dos
planos do indivíduo.
Quando o homem houver atingido a Meta, uma vez que ele se esforça em
viver de acordo com a Lei da pureza e abstinência, renunciando às inclinações ou
tendências que prejudicam ou destroem o corpo físico, então será realizado o
começo para uma nova camaradagem entre o homem e o ser elemental de seu corpo.
Mas isto não acontece num instante – após séculos de maus tratos, leviandades,
descuido, imprudência e abuso do Templo do corpo – que o ser elemental criou e
manteve, o homem terá de esperar por um novo modelo para poder trazer a
perfeição à luz. Se a Chama Violeta for usada suficientemente, de modo que o
corpo etérico receba, novamente, seu Modelo Divino de Luz, então o ser
elemental poderá retratar imediatamente este modelo no corpo.
É evidente que é necessária uma purificação da forma etérica, após vários
usos nas incorporações da substância do próprio corpo etérico. O Fogo Violeta
deverá ser aplicado dinamicamente para que o corpo etérico se torne claro,
transparente e diáfano; só assim, elevará sua vibração. Quando isto for
compreendido e realizado conscientemente, nós teremos novamente “corpos
saudáveis” – sem diagnósticos de doenças, decadência, enfim – morte.
REALMENTE, A MORTE NÃO EXISTE, PORÉM VIDA PERPÉTUA!
Amados discípulos, vós que conheceis os Mestres Ascensionados e a
vantagem do Fogo Violeta: a vós será dado um incomparável esclarecimento
como ainda nunca vos foi revelado: - se ireis fazer vossa Ascensão ou se voltareis
mais uma vez para a última encarnação.
Vós POSSUÍS O DIREITO SOBRE AS POSSIBILIDADES que há milhões
de anos não foram dadas ao mundo externo da humanidade. O que aqui vos é
contado para vossa iluminação e vossa liberdade talvez vos pareça obscuro e
místico. Algum dia – num futuro bem próximo isso será PROVADO pelos
homens da ciência. TODA HUMANIDADE irá, por meio destes ensinamentos,
aplicar e usar diariamente os apelos para sua libertação. Vós possuís o direito e o
ensinamento para começar, agora, os apelos.
Estes ensinamentos vos são dados pelos Mestres Ascensionados. Eles
viveram em tempos idos, sobre a Terra, assim como vós e Eu. Eles CONHECEM
esta Verdade, pois Eles a aplicaram, adiantando-se a esferas mais altas nos
“serviços oferecidos”. Quando fordes ASCENSIONADOS – assim como Jesus
Cristo – não mais necessitareis voltar a uma nova encarnação. Sereis para sempre
livres e podereis viver no reino da perfeição e emprestar vosso amor e vossas
forças aos remanescentes da humanidade, auxiliando-a para chegar à mesma
perfeição.
Abençoados sede vós porque vos foi dado o direito de serdes os
“Pioneiros” em trazer consolo à humanidade.
O maior auxílio que lhe podeis dar é o seguinte: contribuindo para
expandir A LEI DA VIDA com amor, pureza, harmonia, bondade, tolerância e
compreensão; e que toda a humanidade saiba: a VONTADE DE DEUS É O BEM
PARA TODOS!
APELOS
BEM-AMADA PRESENÇA “EU SOU” EM MIM E BEM-AMADO
MESTRE ASCENSIONADO SAINT GERMAIN: MANTENDE O FOGO
VIOLETA DO AMOR E DA LIBERDADE E CHAMEJAI, CHAMEJAI,
CHAMEJAI através de toda energia imperfeita de meu mundo, transformando-a
em perfeição; atravessai imperfeições e dissonâncias que pratiquei contra outra
vida; corporificai-vos através de toda força e matéria impura do universo QUE
TRAZ O MEU SELO E TRANSFORMAI – TRANSFORMAI – TRANSFORMAI
tudo na eterna pureza, liberdade e perfeição dos Mestres Ascensionados. Ó bemamado
“EU SOU”; ó bem-amado “EU SOU”; ó bem-amado “EU SOU”.
APELO À PARTIDA DE UMA ALMA
BEM-AMADA PRESENÇA DIVINA “EU SOU” no coração de (... aqui
mencionar o nome), BEM-AMADO ARCANJO MIGUEL e vós anjos da
Libertação: Enviai vossos anjos do amor para esta abençoada alma e levai-o(a)
rapidamente da atmosfera da Terra aos Reinos de Luz. Ajudai-o(a) a estar
preparado para purificar-se com o Fogo Violeta para que esteja livre do carma da
Terra ao se apresentar aos Senhores do Carma. Auxiliai-o(a) perante o Conselho
Cármico! E a Vós, Grandes Legiões de Luz, apelo por um avalista para esta
emanação de vida, quando o seu nome for citado e o livro de sua vida for lido.
Eu ofereço amor e luz de minha própria Consciência Crística para ajudá-lo(la) e
que ele (ela) frequente a sala de aula da Grande Luz, que ele (ela) aprenda as Leis
da vida para retornar a estar pronto à Ascensão.
Ajudai ................. para se encarnar numa família de grande Luz e dai-lhe
toda possibilidade de auxílio.
Eu vos agradeço pelo atendimento deste meu sincero apelo!
Senhor, Eu sei que Tu me Sondas (música religiosa brasileira http://letras.mus.br/padre-marcelo-rossi/66350/ ). Bonita!!!!!!!!!!!!!!!!!
Senhor,
Eu sei que tu me sondas
Sei também que me conheces
Se me assento ou me levanto
Conheces meus pensamentos
Quer deitado ou quer andando
Sabes todos os meus passos
E antes que haja em mim palavras
Sei que em tudo me conheces
Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão
Deus, tu me cercaste em volta
Tuas mãos em mim repousam
Tal ciência, é grandiosa
Não alcanço de tão alta
Se eu subo até o céu
Sei que ali também te encontro
Se no abismo está minh'alma
Sei que aí também me amas
Senhor, eu sei que tu me sondas (4 vezes) Refrão
Senhor, eu sei que tu me amas (4 vezes) Refrão
Sugiro que assistam seis vídeos na Internet: “Quem somos nós? (baseado na física quântica...ver link http://www.youtube.com/watch?v=WDXFRvbe2VY)”, “I AM” (Sobre Tom Shadyac) , “As Sete leis Espirituais do Sucesso – de Deepak Chopra”, “O Ponto de Mutação – baseado no livro de Fritjof Capra ”, “Conversando com Deus” – baseado no livro publicado por Neale Donald Walsch ... Conversando com Deus (título original em inglês: Conversations with God) é uma série de três livros publicada por Neale Donald Walsch, que afirma ter sido inspirado diretamente por Deus em seus escritos. Cada livro é escrito como um diálogo no qual Walsch faz perguntas e "Deus" as responde. Walsch afirma ainda que não se trata de canalizações, mas de inspirações divinas. Em 2006, um filme foi lançado sobre a história do autor e seus livros... Ver link http://pt.wikipedia.org/wiki/Conversando_com_Deus), “A Unidade das Religiões: O Amor Universal – no site da Organização Sri Sathya Sai Baba do Brasil”.
Livros recomendados: “Mãos de Luz – de Barbara Ann Brennan, editora Pensamento”, “Medicina Vibracional – de Richard Gerber, editora Cultrix”, “Seu EU Sagrado – Dr. Wayne Dyer, Editora Nova Era”, “O Fluir do Amor Divino: Prema Vahini – Publicado por: Fundação Bhagavan Sri Sathya Sai Baba do Brasil”.
Namastê!
Prof. Bernardo Melgaço da Silva – pensador livre holístico-transcendental: filósofo (praticante), cientista e espiritualista – Professor Universitário Aposentado da URCA (Universidade Regional do Cariri –CE).
e-mail: bernardomelgaco@gmail.com
Facebook: Bernardo Melgaço da Silva/ página Educação Para o Terceiro Milênio
bernardomelgaco.blogspot.com
Nota: Em 1992 e 1998 fiz dois trabalhos científicos: dissertação de mestrado e tese de doutorado respectivamente. E nesses dois trabalhos, que tem uma cópia de cada um na Universidade Federal do Rio de Janeiro (na biblioteca do Cento de Tecnologia –CT - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brasil), procurei mostrar (“explicar cientificamente”) o Caminho do Amor Divino que fiz em 1988. E quem desejar uma cópia dos meus trabalhos científicos envie um e-mail (eu tenho eles no formato Word) para mim, pois terei o maior prazer do mundo de compartilhar minhas pesquisas acadêmicas na UFRJ/COPPE. Namastê...obrigado!
Assinar:
Postagens (Atom)