porque convergimos e integramos com AMOR, VERDADE, RETIDÃO, PAZ E NÃO-VIOLÊNCIA
dedicamos este espaço a todos que estão na busca de agregar idéias sobre a condição humana no mundo contemporâneo, através de uma perspectiva holística, cujos saberes oriundos da filosofia, ciência e espiritualidade nunca são divergentes; pelo contrário exige-nos uma postura convergente àquilo que nos move ao conhecimento do homem e das coisas.
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.
"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber
PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO
O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).
"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein
Acredito que quanto mais profundos estivermos em nossas buscas de respostas da consciência melhor será para alcançarmos níveis de entendimento de quem somos nós e qual o propósito que precisaremos dar as nossas consciências e energias objetivas e sutis para se cumprir o projeto de realização holística, feliz, transcendente, consciente e Amorosa.
"Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odisseia espiritual". Renée Weber
PORTANTO, CONVERGIR E INTEGRAR TUDO - TUDO MESMO! NAS TRÊS DIMENSÕES:ESPIRITUAL-SOCIAL-ECOLÓGICO
O cientista (psicólogo e reitor da Universidade Holística - UNIPAZ) PIERRE WEIL (1989) aponta os seguintes elementos para a falta de convergência e integração da consciência humana em geral: "A filosofia afastou-se da tradição, a ciência abandonou a filosofia; nesse movimento, a sabedoria dissociou-se do amor e a razão deixou a sabedoria, divorciando-se do coração que ela já não escuta. A ciência tornou-se tecnologia fria, sem nenhuma ética. É essa a mentalidade que rege nossas escolas e universidades"(p.35).
"Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor...Lembre-se: se escolher o mundo ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo" Albert Einstein
domingo, 28 de junho de 2009
A BUSCA DA UNIDADE: ESPIRITUAL-SOCIAL-INDIVIDUAL


PENSAMENTO PARA O DIA – 28/06/2009
Qual é a mensagem de SAI? 'S' representa a Espiritualidade, 'A' representa a Associação e 'I' representa o Indivíduo. Isso quer dizer que você deve dar prioridade à espiritualidade; depois da espiritualidade, à sociedade (associação); e somente por último prestar atenção ao interesse individual. Mas hoje o homem segue a ordem inversa, ou seja, ele mantém seu interesse individual acima de suas responsabilidades sociais, dando ainda menor importância à espiritualidade. Como conseqüência, ele está se distanciando de Deus. Em primeiro lugar, o homem deveria tomar o caminho da espiritualidade e, então, servir à sociedade, entendendo o princípio da unidade. Somente então haverá progresso no nível individual.
SATHYA SAI BABA
A BUSCA DA UNIDADE:
(RENÉE WEBER - SÃO PAULO: CIRCULO DO LIVRO - 1990)
"Repetidamente, e por muitos anos, tentaram falar-me a esse respeito, de ambos os lados do espectro - cientistas e místicos -, mas sem êxito. Às vezes minha mente - longamente treinada nos rigores da filosofia - quase se convence, vencida por algum argumento cuja validade não consigo rejeitar na hora. Mas, pouco depois, isso se dissipa novamente, por não ter ido suficientemente fundo nem me tocado o cerne que persiste em resistir àquilo. Outras vezes, ouvindo meus colegas discorrerem sobre filosofia no estilo modesto e comedido que se tornou a maneira oficial de fazer filosofia americana - tomar pequenos problemas que se encaminham por si mesmos à solução -, descubro que sou uma desgarrada, pois não me contento com nada menos que o todo. É um sentimento estranhado em mim. Está comigo desde a infância, acompanhando-me nos anos de estudo nas melhores universidades, onde permaneceu camuflado por prudência.
E ainda permanece. Tem sido o substrato, a escala pela qual avalio toda verdade específica com que me deparo.
Trata-se do sentido da unidade das coisas: homem e natureza, consciência e matéria, interioridade e exterioridade, sujeito e objeto; em suma, a percepção de que tudo isso pode ser reconciliado. Na verdade, nunca aceitei sua separatividade, e minha vida - particular e profissional - foi dedicada a explorar sua unidade numa odissëia espiritual.
...No meu diálogo mais profundo se deu no silêncio; no Nepal, aonde fora para ver o Himalaia. Sua grandiosidade, calma e beleza sobrenatural tocaram-me tão fundo que essas montanhas passaram a ser o meu símbolo de aspiração espiritual. Avistá-las evoca um sentimento de reverência diferente de tudo o que já presenciei, exceto, talvez, a visão de uma galáxia de centenas de bilhões de estrelas.
...A beleza e a profusa variedade de suas formas funcionaram como fonte de real significado em minha vida, e desde o começo senti uma afinidade com os frutos da natureza: animais, plantas, rochas, florestas, águas, terra, céu, e até as remotas galáxias e estrelas. Ninguém me ensinou isso; simplesmente despertei para o mundo convicta de minha ligação com aquelas coisas. Esse sentimento, comum na infância e freqüentemente perdido quando crescemos, permaneceu comigo.
Só bem mais tarde aprendi os nomes desses sentimentos - imanência e transcendência de uma força na natureza - e soube que outros sentiram a mesma coisa e escreveram a esse respeito. A busca da fonte moldou minha vida e meu trabalho. O que realizei de importante o fiz na esperança de penetrar os véus que ocultam a face da natureza.
Empreendi o estudo da filosofia na universidade porque a filosofia parecia sustentar a promessa de conduzir além desses véus, de descortinar a realidade por trás das aparências. Nessa crença, fui encorajada por Platão, o primeiro filósofo com quem travei conhecimento. Foi o começo de uma jornada intelectual e espiritual.
Entretanto a filosofia, por sua vez, não pode, por si mesma, cumprir o que parece prometer. Ela parte de um ponto muito distanciado do estudo dos processos da natureza, e, em sua roupagem moderna, ignora a natureza como um todo, deixando essa tarefa para os cientistas. Busquei a estrutura íntima das coisas, que - embora tenha sido outrora campo de atuação filosofia - tornou-se no século passado o âmbito da ciência. A física, um passo mais próximo da natureza, parece debruçar-se sobre a estrutura íntima, mas descobri, anos depois, que o misticismo se aproxima mais de tudo por ser mais abstrato, e, também, mais penetrante que a ciência, mais obcecado pela simplicidade e a unidade. Tal fato está contido na ordem severa de Eckhart: "Para descobrir a natureza em si, todas as suas formas devem ser despedaçadas".
Cada um desses domínios oferece sua recompensa, uma parte daquilo que procuro, mas revela lacunas. Sozinho, nenhum pode proporcionar uma visão coerente das coisas. Fritz Kunz (como assinalei nos créditos) foi quem me conscientizou de que busco a integração de tudo - filosofia, ciência, misticismo - e de que essa busca não é vã, apenas prematura. Só nas últimas décadas é que o movimento rumo à unidade desses domínios floresceu na cultura americana, e ainda assim no seio de uma minoria, que, entretanto, vai crescendo mais e mais.
...A filosofia, ao tempo em que a estudei (universidades da Pensilvânia, Colúmbia e Sorbonne), praticamente abandonou seu objetivo original - o "amor à sabedoria" -, em virtude do qual fora batizada. Nos últimos três séculos, a concepção de filosofia foi desaparecendo, estando quase extinta em nossos tempos. Qualquer filósofo profissional, apanhado no ato de "buscar a sabedoria", torna-se suspeito, é sutilmente colocado no ostracismo e tido como - só exagero um pouquinho - um perigo para (a carreira de) seus alunos".
sábado, 27 de junho de 2009
PENSAMENTO PARA O DIA – 27/06/2009


Preso nas espirais da criação, o homem está cego para o fato de que ele é parte do Divino Criador. Identificando-se com seu envoltório físico, ele não enxerga a unidade de todos os seres no Um Universal Absoluto. O homem escreveu e estudou textos incontáveis sobre disciplina e descobertas espirituais, e confundiu-se viciando-se em rivalidades e argumentações dialéticas. Mas aquele que colocou em prática ao menos uma página ou duas desses livros torna-se silencioso e livre de qualquer desejo por fama ou vitória. Ele está contente nas profundezas de seu ser. Ele ara o campo de seu coração, planta as sementes do amor e colhe os frutos da coragem e da equanimidade.
SATHYA SAI BABA
sexta-feira, 26 de junho de 2009
BENS E VALORES: A REALIZAÇÃO HUMANA PARADOXAL (NECESSIDADE MATERIAL X EVOLUÇÃO ESPIRITUAL)

Segue abaixo parte de um capítulo da minha tese de doutorado defendida em 1998 na COPPE/UFRJ:
"A vida e a evolução da vida empurram a consciência do ser para frente em busca de mudanças tais que renovem as concepções e visões de mundo. E com isso, uma nova maneira de viver, interagir e produzir se realiza em direção a uma qualidade de vida melhor. O ser sente que as mudanças são inevitáveis. O ser individual é por natureza um processo de mudança e no resultado dessas mudanças, ele infere sobre os passos seguintes. É preciso mudar. E de mudança em mudança formamos um universo de experiências e conhecimentos a respeito da natureza.
Nesse caminho de mudanças surge momentos para um repouso, uma meditação e reflexão. Creio, que o momento atual está exigindo uma pausa para reflexão. É uma pausa para se analisar o ritmo, a rota, o cansaço, as conquistas, as distorções e os desvios na ação de criar e mudar. Todos os dias vemos aumentar a lista de problemas “urgentes”:
É urgente solucionar a insegurança que o cidadão vive.
É urgente solucionar a pobreza das classes de baixa renda.
É urgente solucionar a superpopulação dos nossos presídios.
É urgente solucionar o abandono dos meninos e meninas de rua.
É urgente solucionar a fome de muitos milhões de brasileiros.
É urgente solucionar a questão da saúde da população.
É urgente solucionar o analfabetismo racional e não-racional (espiritual)
É urgente solucionar a falta de ética.
É urgente solucionar...a falta de solução!
A questão é saber qual é o verdadeiro sentido da mudança. Se a mudança eleva ou diminui a consciência do ser e da natureza que lhe cerca. Vivemos nas sociedades modernas uma espécie de síndrome da mudança. E os chavões dessa síndrome são: “mude antes que se desvalorize”, “mude para melhor”, “mude para impressionar”, “mude para ganhar”, “mude para consumir o meu produto”, “mude para garantir a sua salvação”. O indivíduo vive sob o efeito das sugestões das mudanças urgentes, ou seja, ele vive numa sociedade consumidora de mudanças efêmeras.
"Se a vida moderna está de fato tão permeada pelo sentido do fugidio, do efêmero, do fragmentário e do contingente, há algumas profundas conseqüências. Para começar, a modernidade não pode respeitar sequer o seu próprio passado, para não falar do de qualquer ordem social pré-moderna. A transitoriedade das coisas dificulta a preservação de todo sentido de continuidade histórica. Se há algum sentido na história, há que descobri-lo e defini-lo a partir de dentro do turbilhão da mudança, um turbilhão que afeta tanto os termos da discussão como o que está sendo discutido. A modernidade, por conseguinte, não apenas envolve uma implacável ruptura com todas e quaisquer condições históricas precedentes, como é caracterizada por um interminável processo de rupturas e fragmentações internas inerentes” (HARVEY, 1989, p.22).
Cabe aqui uma pergunta: será o sentido da vida moderna orientado por esses dois modos complementares de construir destruindo ou destruir criando “eternamente” sem que o ser de fato se dê conta da necessidade de transcender essa (sua) própria lógica ilógica absurda? Pois, “a essência eterna e imutável da humanidade encontrava sua representação adequada na figura mítica de Dioniso: “Ser a um só e mesmo tempo “destrutivamente criativo” (isto é, formar o mundo temporal da individualização e do vir-a-ser, um processo destruidor da unidade) e “criativamente destrutivo” (isto é, devorar o universo ilusório da individualização, um processo que envolve a reação da unidade)” (loc. cit.). O único caminho para a afirmação do eu era agir, manifestar a vontade, no turbilhão da criação destrutiva e da destruição criativa, mesmo que o desfecho esteja fadado à tragédia” (HARVEY, idem, p.26)
Fomos educados, desde o berço, que somente seríamos úteis a sociedade se trabalhássemos em prol das mudanças sociais. Assim, implicitamente ficou estabelecido que “quem não pertencer ao “SINDICATO DA MUDANÇA UTILITÁRIA””, seria alijado do grupo. E assim estaria desempregado e, portanto, marginalizado e inferiorizado em sua identidade social. E assim naturalmente surgiu a “SÍNDROME DA MUDANÇA MODERNA”, ou seja, a ordem é mudar, reconstruir e inovar, principalmente quando as eleições políticas estiverem próximas de se realizarem. A famosa lei de Lavoisier vem sendo aplicada principalmente nas relações econômicas e políticas: “Nada se cria. Nada se perde. Tudo se transforma [em questões políticas e econômicas]”. Mas, sem uma visão ética sagrada, a transformação nunca alcança a dimensão do ser e do Amor em ser. Ela sempre fica na dimensão do ter, da propriedade e da racionalidade do ganho utilitário e iníquo: “Tudo passa menos o ser. Tudo vai mas o ser fica. Tudo se transforma, mas somente o ser permanece. Tudo progride, mas o ser não evolui”.
Em períodos “de intenso progresso técnico, como o nosso, as máquinas envelhecem rapidamente: em 1957, o avião, o automóvel de 1956 estão fora de moda, ultrapassados. É preciso por-se em dia para um rendimento dos mais altos, com grandes despesas. Assim nasce e se desenvolve um desejo excessivo de mudança, uma instabilidade psicológica...É preciso falar das influências nocivas da técnica sobre a psicologia dos operários e das massas populares...No período de artesanato, o operário tinha domicílio perto de sua oficina; depois que a técnica venceu o espaço, milhões de operários fazem todos os dias fatigantes deslocamentos! Assim, também, se a técnica transformou aldeias pobres e sujas, mas, de economia estável em cidades miseráveis, repugnantes, de economia instável e de psicologia neurótica, onde está o progresso?” (LALOUP e NÉLIS, 1965, p.102-104). Aonde está o tão desejado e falado “amor de uns para com os outros”?
A inserção do ser no mundo de mudanças social e existencial assume um contexto paradoxal nas relações dinâmicas capital/indivíduo (efêmera) e pessoa/amor sagrado (eterna). O capital como subproduto da criação e o amor sagrado como “subproduto” da pessoa. Tanto o capital quanto o amor são valores. O primeiro é de natureza psicológica. E o segundo é de natureza ontológica. A transformação do valor psicológico em ontológico é que determina o sentido de evolução espiritual no interior da natureza humana. Nesse sentido, podemos visualizar um fluxo de transformação de energia, de consciência e de vida:
capital---->indivíduo/pessoa---->amor matriz sagrado
Esse fluxo diz respeito do serviço do capital em relação ao indivíduo. E o serviço da pessoa em relação ao amor sagrado. O capital como processo de valoração ao servir o indivíduo empresta-lhe poder para equacionar os problemas de produção de produtos necessários à sobrevivência. A pessoa ao servir ao amor sagrado empresta-lhe obediência no processo de valoração dos princípios da vida existencial. O ser como um todo procura se manter em equilíbrio atendendo as necessidades tanto do plano da sobrevivência profana quanto do plano da existência sagrada. E em todos os dois planos a repetição da relação (“o valor (relação) aplicado sobre o próprio valor (relação) gera autovalor (autorelação)” é a base do crescimento e evolução.
A relação face a face “também tem uma dimensão teológica, como insiste Levinas, pois quanto mais fundo entrarmos no relacionamento face a face, mais somos impelidos e urgidos por um amor que não conhece limites, ou, em outras palavras, por uma experiência de Deus. Encontramos Deus na, e através da, face do outro no sentido de que encontramos aqui uma autoridade além da qual não há apelo e que é infinito em suas implicações” (GORRINGE, 1997, p.24-25).
Nesse contexto, podemos destacar uma descontinuidade ontológica formada entre os planos capital-indivíduo e pessoa-amor sagrado. O sentido oposto complementar
“capital<----indivíduo/pessoa<-----amor matriz sagrado”, diz respeito ao processo de transformação da energia vital e da consciência no processo de formação do mundo sócio-econômico. Assim sendo, podemos destacar o trabalho de retribuição ao serviço realizado tanto da vida individual em relação ao capital quanto da vida pessoal em relação ao amor sagrado. A transformação do amor sagrado em capital se dá na conversão ontológica da pessoa em indivíduo. Essa transformação é uma verdadeira revolução material (sentido complementar à evolução espiritual). Essa revolução material provocou uma mudança de plano de percepção da verdade eticamente sagrada para uma verdade utilitariamente estética-técnica. O sentido de transformação capital---->-indivíduo/pessoa----->-amor matriz sagrado diz respeito ao processo de construção do saber tradicional e de revelação do bem último no ganho do Amor. E o caminho inverso diz respeito ao processo de construção do saber moderno e de descoberta do último bem no ganho do capital.
As reflexões éticas “dizem respeito às questões do “bem” e do “mal”. Recorrem, portanto, freqüentemente a conceitos tais como “bem último”, “bem superior”, “critério último”, etc.; convém averiguar o que estes conceitos recobrem. Fala-se de bem “último” em oposição a bem “instrumental”; não são desejados por si mesmos, mas unicamente como instrumentos que permitem adquirir uma outra coisa - uma casa ou uma roupa, por exemplo. Essas “outras coisas”, por sua vez, podem também ser bens instrumentais; as roupas, por exemplo, são desejadas porque protegem do frio, nos tornam bonitos, etc. Assim, parece que se quer A como instrumento para se obter B, que se quer B para se obter C, e assim por diante. Podemos questionar se essa cadeia pára em algum momento, se em sua extremidade se chega a algum bem que é desejado por si mesmo e não com vistas a outra coisa. O conceito de bem “supremo” opõe-se ao de bem “subordinado”. O bem “supremo” é, numa doutrina ética, aquele ao qual sempre se dá a preferência quando uma escolha deve ser feita. No liberalismo utilitarista, por exemplo, o bem “supremo” consiste na felicidade da coletividade; o bem “subordinado” é a liberdade. Se uma liberdade particular contribui para a felicidade coletiva, é considerada desejável; se diminui a massa global de felicidade, é não desejável. Deste modo, considera-se desejável que os indivíduos disponham de liberdade de escolher seu local de moradia ou sua profissão, pois estas liberdades aumentam a felicidade coletiva. No entanto, não é considerado desejável que os pais disponham da liberdade de decidir se vão propiciar ou não instrução para seus filhos. Tal liberdade diminuiria a felicidade coletiva. A liberdade é assim rejeitada quando entra em conflito com a felicidade; portanto é “subordinada” à felicidade, que é o bem “supremo””(VERGARA, 1995, p.25-27)".
PENSAMENTO PARA O DIA – 26/06/2009


Certa vez, os órgãos do corpo - como olhos, ouvidos e membros - sentiram inveja da língua, dizendo que eles faziam todo o esforço para assegurar o alimento, mas era a língua que o desfrutava. Eles pararam de trabalhar e de enviar qualquer alimento. A língua é aquela que prova o alimento e passa para o corpo somente o alimento saboroso, que é convertido pelos órgãos internos em energia para o sangue. A língua não retém o alimento. Mas nessa parte vital desempenhada pela língua, os outros órgãos não seriam capazes de funcionar. Quando os outros órgãos se tornaram invejosos da língua e pararam de enviar alimento para prejudicá-la, eles ditaram sua própria ruína, já que eles não poderiam funcionar sem alimento e, portanto, sem estoque de energia para seu funcionamento. De forma semelhante, a inveja sentida por uma pessoa resulta, finalmente, em sua própria ruína.
SATHYA SAI BABA
quinta-feira, 25 de junho de 2009
O CAMINHO DE RETORNO À MORADA DE DEUS NO HOMEM

"O verdadeiro lugar de moradia de Deus é o coração do homem. Você não precisa procurar Deus. É ignorância (Ajnana) não ser capaz de reconhecer sua própria Divindade inata. Você precisa investigar a razão dessa ignorância. Ela acontece principalmente pelo fato de você seguir o caminho externo (Pravritthi Marga) durante a vida inteira, sob a influência dos órgãos dos sentidos, que são direcionados aos objetos externos. Você não está fazendo qualquer esforço para seguir o caminho interno (Nivritthi Marga). Assim, você está se ocupando plenamente das atividades externas e negligenciando totalmente o caminho interno. Você vê tudo sob um ponto de vista do mundo e não reconhece a Divindade que permeia tudo. Você precisa fazer um esforço para mudar sua visão - de externa para interna - para perceber essa Divindade".
SATHYA SAI BABA
Segue abaixo parte de um capítulo da minha dissertação de mestrado defendida em 1992 na COPPE/UFRJ:
"O método [ou Caminho] científico tanto na dimensão material/racional quanto na dimensão espiritual/sensível depende dos conjuntos de pressupostos que o constituem. O conjunto de pressuposto das ciências racionais se baseia nos paradigmas das construções mentais (os axiomas). O processo de ganho de conhecimento no campo científico é eminentemente dinâmico e se transforma, à medida que novas construções vão sendo propostas e aceitas como válidas. Os princípios ou pressupostos quando bem formulados adequadamente, asseguram a possibilidade de se alcançar os objetivos do experimento. A relação do sujeito com o objeto observado depende dos princípios e dos métodos para a obtenção de maior quantidade e melhor qualidade de informações. O grau de confiabilidade dos princípios, bem como o método correto, são fatores imprescindíveis para desenvolvimento de qualquer experimento, tanto na lógica "cerebral" quanto na "lógica" do coração. A questão passa portanto a ser sobre quais princípios nos devemos apoiar, já que o universo de pressupostos possíveis é imenso. Por isso ALLEAU (1976) afirma: "Aquilo que menos se sabe a cerca de qualquer coisa é o princípio dela ".
Os cientistas desenvolvem suas pesquisas envolvidos num conjunto de princípios hierarquicamente encadeados. Os princípios referem-se a uma hierarquia de domínios, referentes aos campos:
a) do saber;
b) do saber-fazer;
c) do saber-fazer-acontecer;
d) do saber-fazer-acontecer-transcender.
Nessa cadeia o primeiro é uma pré-condição para o segundo e assim sucessivamente até que o ultimo contém a todos em si.
No campo do saber o homem desenvolve uma ciência da investigação: aprende a conhecer ou interpretar mentalmente os fenômenos da natureza produzindo um conjunto de CONHECIMENTOS.
No campo do saber-fazer o homem desenvolve uma ciência experimental: aprende a experimentar ou "controlar" os fenômenos da natureza produzindo um conjunto de EXPERIÊNCIAS.
No campo do saber-fazer-acontecer o homem desenvolve a ciência das descobertas: aprende a prever eventos, descobrir leis físicas e visualizar fenômenos da natureza com relativa antecedência produzindo um conjunto de PERCEPÇÕES INTUITIVAS.
No campo do saber-fazer-acontecer-transcender o homem aprende sensivelmente a compreender as leis e fenômenos da natureza, produzindo um conjunto de AMOR-SABEDORIA, que transcende a mera "modernidade" da existência.
Esses campos da cadeia hierárquica do ser são direcionados segundo níveis da dinâmica de sobrevivência:
a) evolução do eu;
b) descobrimento e manutenção do prazer;
c) fortalecimento do poder do grupo;
d) impulso de amor pela natureza.
Inicialmente somos impulsionados para o processo de evolução do eu. Devido às interferências dos valores e da visão do mundo esse impulso é desviado para o descobrimento e a manutenção do prazer, expressos no fortalecimento do poder do grupo, que gera facções e divisões por todo o ambiente político, social, familiar, profissional, etc. O impulso de amor pela natureza, fim último do impulso de evolução do eu, é distorcido por desvios, de modo a ficarmos cativos de impulsos intermediários, numa simbiose ilusória, identificada como expressão da defesa da sobrevivência.
Uma vez perdida a noção de que a evolução se enraíza e culmina no Amor, nossa visão fica direcionada para o descobrimento do poder e para a paixão pelo prazer. Desvirtuamos a noção de evolução degenerando-a num processo semi-mecânico de afirmação pela força da "materialidade" da vida.
A escolha dos caminhos de evolução e de descobrimento conduz à inevitável experiência de aquisição de "poder". Mas esse poder, que a humanidade pratica, se autonomiza face ao verdadeiro caos de valores reinante no mundo moderno. É um processo conducente a um beco sem saída. Sendo os valores e as virtudes as condições de possibilidade da evolução, o esforço por retomar a trilha evolutiva se torna "solitário", precisando tatear no escuro da consciência para o reencontro dos valores. A buscarmos encontrá-los no "mundo material" corremos o risco da idolatria dos poderes modernos. Nos resta a "perigosa" alternativa de nos voltarmos para a "interioridade" do "mundo espiritual", reencontrando a trilha do autoconhecimento como a busca daquilo que Jesus Cristo chamou do "Reino dos Céus" dentro de nós.
MORAIS (1971) assim comenta:
"Nada nos ajuda nesse processo dramático, pelo qual rompemos os elos de ligação com áreas essenciais da vida. O que penetra dentro de nós faz-nos ainda, paradoxalmente, caminhar mais para fora. O que nos torna cada vez presa mais fácil da solidão" (p.197).
Prosseguindo com o comentário de MORAIS temos:
"Nos desencontramos a cada passo; procuramos, com irriquieta agonia, nosso eu interior e quando nos damos conta de nós, auscultamos apenas os estertores vazios do não-eu, ou seja, de todos os apelos vindos do mundo exterior, num pandemônio incongruente através de todas as sugestões ultrapoderosas dos processos de comunicação.
Já não nos damos conta do que somos e vagamos como inquietos sonâmbulos pelas avenidas superlotadas de outras pessoas igualmente como nós, sofrendo as mesmas emoções. Padecendo os mesmos sofrimentos, como sobretudo vagando ou escapulindo para mundos irreais, na desesperada busca da fuga e todos os outros mecanismos que nos dêem menor sensação de instabilidade, num mundo que se tornou móvel demais debaixo dos nossos pés e, mais ainda, dentro de nossas próprias cabeças" (p.195)".
PENSAMENTO PARA O DIA – 25/06/2009


O verdadeiro lugar de moradia de Deus é o coração do homem. Você não precisa procurar Deus. É ignorância (Ajnana) não ser capaz de reconhecer sua própria Divindade inata. Você precisa investigar a razão dessa ignorância. Ela acontece principalmente pelo fato de você seguir o caminho externo (Pravritthi Marga) durante a vida inteira, sob a influência dos órgãos dos sentidos, que são direcionados aos objetos externos. Você não está fazendo qualquer esforço para seguir o caminho interno (Nivritthi Marga). Assim, você está se ocupando plenamente das atividades externas e negligenciando totalmente o caminho interno. Você vê tudo sob um ponto de vista do mundo e não reconhece a Divindade que permeia tudo. Você precisa fazer um esforço para mudar sua visão - de externa para interna - para perceber essa Divindade.
SATHYA SAI BABA
quarta-feira, 24 de junho de 2009
PENSAMENTO PARA O DIA – 24/06/2009


O amor (Prema) tem sido descrito como além da fala e da mente, e como indescritível (Anirvachaneeyam). Esse amor não pode ser obtido através de erudição, riqueza ou poderes físicos. Deus, que é a encarnação do amor, pode ser alcançado somente através do amor, assim como o sol fulgurante pode ser visto somente através de sua própria luz. Não há nada mais precioso nesse mundo que o amor Divino. Deus está além de todos os atributos. Portanto, Seu amor também está além dos atributos (Gunas). Como o amor humano é governado pelos atributos, resulta em apego ou aversão. O amor não deveria estar baseado em expectativas de recompensa ou retorno. O amor baseado em tais expectativas torna-se um contrato de negócio. O amor não é um objeto de comércio; não é como dar um empréstimo e recebê-lo de volta. Ele é uma oferta espontânea. O amor puro pode emanar somente de um coração puro.
SATHYA SAI BABA
terça-feira, 23 de junho de 2009
PENSAMENTO PARA O DIA – 23/06/2009

Quando os devotos (Bhaktas) oram a Deus (Bhagawan) sinceramente, fazendo todas suas ações como oferendas a Ele, certamente receberão a Graça apropriada do Divino. Há nove tipos de devoção. Ouvir a glória do Senhor (Shravanam), cantar a glória do Senhor (Keerthanam), lembrar-se do Senhor (Vishnusmaranam), adorar o Senhor (Padasevanam), saudar o Senhor (Vandanam), venerar o Senhor (Archanam), serviço obediente ao Senhor (Dasyam), amizade ao Senhor (Sneham) e entrega ao Senhor (Atmanivedanam). Da mesma maneira como você oferece a adoração, assim Deus responde. Quando você entrega todas suas ações, seguramente você receberá Sua Graça.
SATHYA SAI BABA
segunda-feira, 22 de junho de 2009
PENSAMENTO PARA O DIA – 21/06/2009

Por que o homem se lamuria quando chega ao mundo, choraminga ao longo de sua vida e geme no além, lamentando que sua estada curta aqui foi um desperdício de anos? O homem assim faz porque está inconsciente de sua glória, de seu destino elevado! Ele é o Divino derramado no molde humano. É um privilégio único do ser humano ser capaz de tornar-se consciente dessa verdade preciosa! Essa é a mensagem dos Upanishads ao homem, ecoada nas escrituras e nas declarações de incontáveis santos. No entanto, o homem não escuta essa mensagem, talvez devido a seu próprio infortúnio, criado por suas próprias más ações em vidas passadas. Que fonte inesgotável de bem-aventurança habita dentro de você! Você precisa apenas desenvolver a mente que responda à chamada, que reconheça a Verdade.
SATHYA SAI BABA
PENSAMENTO PARA O DIA – 22/06/2009


Por que você repete a palavra 'Shanti', que significa paz, três vezes? Você reza para que possa ter paz nos três níveis: físico, mental e espiritual. Você não é um, mas três: aquele que você pensa que é (o corpo físico), aquele que os outros pensam que você é (a mente) e aquele que você realmente é: o Atma. Todos os três aspectos do seu Ser devem estar em um estado de paz. Isso só pode ser alcançado através do amor. As características más do ódio, da inveja e do orgulho deveriam ser colocadas de lado. Elas não são qualidades humanas, mas características animais. Você é um ser humano. O Amor é a qualidade principal do homem, a verdade é sua base e a retidão é sua própria vida. Quando os cultivar, você definitivamente alcançará a paz.
SATHYA SAI BABA
domingo, 21 de junho de 2009
Para onde vamos quando morremos?

por Bruno J. Gimenes - sintonia@luzdaserra.com.br
Quando nosso corpo físico morre no final do período de uma vida terrena, ou encarnação, nossa alma nasce para o mundo espiritual, sua morada original.
"A cada um será dado conforme suas obras", resume de forma brilhante o que ocorre após nossa morte.
Há uma distorção grande em relação à construção da imagem de um Deus que castiga e pune seus filhos pecadores. Isso porque o livre-arbítrio nos é de direito, é uma verdade incontestável, entretanto, a lei do retorno -ou karma- mostra, não só pelos olhos da espiritualidade, que toda ação gera consequências. Essa é uma lei universal que nós seres humanos precisamos compreender bem antes de colocar a culpa em Deus, ou ainda temer sua fúria...
Grande erro!
Deus nos criou por amor, e é por isso que quer que evoluamos. Castigo não existe! Existe consequência aos nossos atos. Sim, sempre há o retorno para qualquer atitude; no entanto, isso não é castigo... É uma reação aos nosso atos.
Se você joga um tijolo para cima, em menos de um segundo, ele cai. Se você estiver embaixo, provavelmente, ele irá bater com força em seu corpo podendo te machucar. Quanto mais força você coloca para arremessar o tijolo, maior será o impacto na queda. Lembre-se: o tijolo estava parado, foi você quem quis jogá-lo para cima. Aí, perguntamos: foi Deus quem castigou?
Não! Foram as leis do universo que se manifestaram. E qual a diferença em relação aos nossos atos?
Nenhuma, a não ser pelo fato que as coisas acontecem em um tempo um pouco diferente! Com isso, a máxima "A cada um será dado conforme suas obras" segue valendo.
Você pode até dizer que essa comparação não tem qualquer relação com nossas vidas, mas tem sim. O grande equívoco humano é não compreender as leis universais que regem a evolução de nossa espécie. Isso nos atrapalha muito, nos rouba tempo, nos aprisiona. Precisamos ir ao encontro dessas verdades que nos libertarão.
Existe céu e inferno?
Sim, mas são estados de consciência, criados por nós mesmos.
Quando desencarnamos, a nossa sintonia espiritual, resultante de nossos atos, padrão moral, caráter, ética, nos leva por atração magnética, para dimensões de mesma sintonia. Mais uma vez reiteramos: não existe castigo de Deus, existe consequência aos nossos atos!
Quer saber se vai para o inferno ou umbral quando você desencarnar no final dessa existência?
Não precisa chegar até esse dia para saber, pergunte-se agora, avalie-se:
- O que eu estou emitindo para o Universo? É amor, ódio, alienação e lixo psíquico?
- Como me sinto agora?
- Quais são as minhas atitudes, meu padrão moral e minha ética?
- Tenho amor dentro de mim e o expresso aos meus semelhantes e ao mundo à minha volta?
- Amo o meu próximo como a mim mesmo?
- Faço para o outro somente aquilo que quero que façam comigo?
É isso!
O tipo de morada que sua alma imortal irá encontrar após sua passagem no final dessa vida depende muito das respostas das perguntas acima...
Reflita.
****
É típico da sabedoria universal nos levar para a morada que melhor for adaptada ao nosso estado de consciência.
Por exemplo:
Se você não compreende o grave erro que é cometer suicídio, ou seja, abreviar a sua experiência terrena, sem que nenhum benefício seja conquistado com isso, é quase lógico que a pessoa será atraída para zonas do plano espiritual em que a dor e o sofrimento serão companheiros de caminhada. Não porque há um Deus que pune. Ao contrário, há uma sabedoria suprema que proporciona ao ignorante das verdades universais a ferramenta pedagógica precisa que o leve a um aprendizado necessário ao seu nível evolutivo. "Não dê pérolas aos porcos" resume muito bem essa questão. Aprenderemos pelo amor ou pela dor, só não temos como trancar a lei máxima de evolução constante, ou seja, temos que aprender, de um jeito ou de outro.
Nesse caso citado, a exposição de um suicida em condições tão adversas, dizima qualquer orgulho, vaidade, materialismo, arrogância, pela reflexão provocada com profundidade ("na base da força"), o que na vida terrena, lhe foi dada a chance de ter feito por espontânea vontade, pelo caminho da consciência e do amor. Todavia, como a opção pelo amor não surtiu efeito, a dor se faz necessária.
Por quanto tempo?
Até que as leis que regem os acontecimentos se façam...
Até que a vontade de Deus prevaleça...
Até que os níveis de consciência, mesmo que de forma modesta, sejam elevados...
Até que a luz clareie a escuridão...
Até que da lama nasça a Flor de Lótus...
E é assim...
O plano divino, com essa paciência e amor incondicional por todas as criaturas, promove condições para que vida após vida possamos seguir evoluindo.
Ir para o céu ou para o inferno depende exclusivamente de nós mesmos. A todo o momento podemos tomar decisões que nos sintonizem com essas duas frequências opostas. E, mais uma vez: "Orai e vigiai" torna-se uma das mais importantes ferramentas que temos.
Poderíamos aumentar o conteúdo desse texto trazendo exemplos mais claros das cidades astrais, tanto de luz ou de trevas, para onde somos literalmente tragados após nosso desencarne, sempre pela nossa sintonia energética... Contudo, o que importa na prática desse importante tema é o aprendizado. E para trazer para a prática, para realidade do dia-a-dia de sua vida, basta que você olhe para a realidade atual do Planeta. O que ocorre por aqui, de alguma forma é a extensão do que acontece nos planos mais sutis. São áreas de guerra e de paz. Não nos referimos apenas aos países em conflito e guerrilha. Pense também no caos urbano, no trânsito, na falta de respeito entre os semelhantes.
Não deixe para pensar na morte apenas quando a idade avançar. Pensar na morte com olhar da evolução espiritual não é pessimismo, é consciência!
Quantos de nós já estão no inferno, em suas depressões, egoísmos, materialismos, doenças e vícios das mais diferentes espécies.
Quantos de nós já vivem no céu em seus estados de paz, harmonia, paciência, bem querer e plenitude!
São tantos exemplos, olhe à sua volta...
O inferno é ilusão, dor, controle, apego, medo, egoísmo, negligência, fascínio, vaidade, futilidade.
O céu é o amor, a entrega espiritual, a paciência, a tolerância, o respeito, o perdão, a gratidão.
Onde você está hoje?
No céu ou inferno?
Para aonde você vai amanhã?
Depende de você!
Acredite, é possível estarmos no céu.
Acho que estamos no caminho...
sábado, 20 de junho de 2009
PENSAMENTO PARA O DIA – 20/06/2009


Você deve tornar seu amor puro. Para fazer isso, você deve desenvolver a tolerância (Kshama), que implica em permanecer sereno, paciente e observar o autocontrole sob todas as circunstâncias, fazendo o bem a todos, mesmo aos que podem querer prejudicá-lo. Não há nada maior que a tolerância. Ela é equivalente à própria verdade. Ela é o coração da retidão (Dharma). É e a não-violência em prática. A tolerância é o contentamento, a compaixão; verdadeiramente, ela é tudo em todos os mundos. Você será capaz de alcançar o Senhor somente quando desenvolver a tolerância.
SATHYA SAI BABA
sexta-feira, 19 de junho de 2009
8 dicas para evitar e controlar a hipertensão

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8 dicas para evitar e controlar a hipertensão
Estresse, cigarro, álcool e quilos a mais podem desencadear ou agravar o problema
Controlar a hipertensão com remédios é rotina na vida de 1/4 dos brasileiros. A doença, que sobrecarrega o coração, é crônica e pode causar sérios problemas para visão, rins e cérebro, além de ser a causadora do infarto do miocárdio. Mas pequenas atitudes podem evitar o quadro ou ajudar no controle dele.
"Os maus hábitos à mesa e o sedentarismo colaboram para que os casos de hipertensão aumentem. Muitos pacientes vivem com a doença e não sabem, porque ela não traz sintomas no início", afirma José Kawazoe Lazzoli, especialista em cardiologia e presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBME).
Para tratar essa condição, em muitos casos os medicamentos são essenciais. Mas a mudança no comportamento também transforma sua saúde. Abaixo, o cardiologista indica uma série de hábitos que, diluídos no dia a dia, ajudam você a viver de maneira mais saudável sem depender da farmácia.
1. Verifique a pressão arterial mensalmente
De acordo com o especialista, mesmo quem não sofre com a doença precisa ficar atento e medir a pressão ao menos uma vez por ano. "Cerca de 25% da população adulta é composta por hipertensos. Mas a maioria deles nem desconfia disso e ignora os cuidados, podendo sofrer com problemas mais sérios no futuro", diz o médico. Mas não vale medir a pressão de qualquer jeito:
- Repouse 15 minutos antes, em um lugar tranquilo
- Caso tenha fumado, aguarde 30 minutos
- Não fale durante o procedimento
- Permaneça deitado ou sentado durante o processo
- Esvazie a bexiga
- Após exercícios físicos, aguarde 30 minutos
- E não tome café 20 minutos antes da medição
2. Evite o excesso de peso
A grande quantidade de gordura corporal também afeta o aumento da pressão arterial. Acabar com o excesso de peso é uma ótima sugestão para quem não deseja encarar riscos. "É como se o coração fosse obrigado a aumentar a força para bombear o sangue em direção aos outros órgãos. Quando o peso diminui, muitas vezes, também reduzimos a dose dos medicamentos", afirma o cardiologista.
3. Mantenha uma alimentação saudável
Há uma gama de alimentos que podem desencadear ou agravar a doença. "O excesso de sal e de gorduras saturadas, assim como a ingestão de gorduras trans são amigos da hipertensão. Evitá-los é fundamental para manter a doença longe e ou para controlá-la", ressalta o médico.
4. Reduza o consumo de bebidas alcoólicas
De acordo com o especialista, consumir bebidas alcoólicas de forma moderada não é prejudicial para a pressão arterial, mas exagerar na dose pode causar estragos. "O consumo excessivo de álcool compromete todo o organismo, inclusive a pressão arterial", diz.
5. Acalme os nervos
De forma isolada, o estresse não é capaz de causar a hipertensão, mas quando combinado com outros fatores de risco pode agravar o quadro. "Buscando alternativas para viver de maneira mais tranquila, o coração tende a trabalhar melhor e as doses dos medicamentos podem até diminuir", diz o cardiologista.
6. Abaixo a fumaça
O cigarro deve ser mantido apagado - e bem longe - se o desejo é permanecer distante dos riscos da hipertensão. O fumo é um dos principais fatores de risco para doença arterial coronariana. As substâncias tóxicas do cigarro provocam o enrijecimento das artérias, fato que compromete a passagem de fluxo sanguíneo e faz a pressão subir", afirma o cardiologista.
7. Não tome medicamentos sem prescrição médica
Nada de se automedicar e correr riscos. Os remédios de hipertensão devem ser prescritos após uma série de exames. "Cada pessoa apresenta um nível diferente de elevação da pressão arterial, por isso é importante ressaltar que o uso indevido desses medicamentos pode contribuir até para a piora do quadro. O remédio que funciona para uma amiga, certamente não funcionará para você", alerta o especialista.
8. Hora de mexer o corpo
Pessoas sedentárias têm cinco vezes mais chance de desenvolver hipertensão arterial do que indivíduos fisicamente ativos. "A prática regular de exercícios ajuda no controle dos níveis da pressão arterial, porque melhora o condicionamento físico do coração, fazendo com que ele não fique sobrecarregado", diz.
Alem disso, a prática regular de atividades provoca um efeito anti-hipertensivo por ajudar a queimar os quilos extras. "Não basta perder peso, é necessário reduzir essa massa gorda", explica. "A atividade física facilita a circulação sanguínea, melhora a oxigenação e automaticamente colabora para reduzir a pressão alta", ressalta José Kawazoe Lazzoli.
PENSAMENTO PARA O DIA – 19/06/2009


Sem Deus, não há universo. Pedir uma prova física da existência da bem-aventurança ou do amor ou da fragrância de uma flor é impraticável. Não há sentido em negar a realidade do amor pelo fato de que ele não tem alguma forma reconhecível. O amor pode não ter forma, mas a mãe que manifesta o amor tem uma forma. Todos os seres são manifestações do Divino Cósmico. As formas são diferentes, mas o espírito que anima todas elas é Único, como a corrente que ilumina as lâmpadas de cores e potências diferentes. Cultive esse sentimento de unidade e não critique qualquer fé ou religião. Dedique sua vida ao serviço a seu próximo. Assim, vocês redimirão suas vidas.
SATHYA SAI BABA
PENSAMENTO PARA O DIA – 18/06/2009

O caráter é o verdadeiro ornamento do homem. A perda desse ornamento é a fonte de todo sofrimento e miséria. O homem não percebe o propósito para o qual ele foi criado por Deus. A criação de Deus é rica em verdades, mistérios e ideais profundos, mas o homem esqueceu esses ideais. Ele é incapaz de apreciar o significado de seu legado. De todos os poderes no mundo, o poder humano é o maior. O homem dá valor a tudo nesse mundo, mas ele é incapaz de reconhecer seu próprio valor.
SATHYA SAI BABA
PENSAMENTO PARA O DIA – 17/06/2009

A importância da mente no processo de transformação deveria ser adequadamente compreendida, porque ela é a causa tanto do cativeiro como da liberação. Suas próprias ações são a causa de sua felicidade ou de sua tristeza. Não culpe os outros por sua condição. Cada pensamento, palavra e ação têm seu reflexo, sua ressonância e sua reação. É um sinal de fraqueza culpar os outros por seus problemas. Você deve suportar as conseqüências de suas próprias ações. Se elas são insuportáveis, ore a Deus por alívio. Somente Deus pode dar alívio em tais casos.
SATHYA SAI BABA
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